Mostrar mensagens com a etiqueta Ambient.Sludge. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambient.Sludge. Mostrar todas as mensagens
Ophiuchi - Bifurcaria Bifurcata
Sinceramente não sei que raio aconteceu aqui, mas este album é impressionante...one man band (creio) vinda da Africa do Sul que nas suas proprias palavras incorpora influencias vindas de nomes tão distantes entre si como Portal, Blut aus Nord, Tool, ou Yob é certamente algo para se parar e ouvir..e depois de o ter feito algumas vezes nos ultimos tempos realmente este registo é mesmo qualquer coisa de fantastico para qualquer apreciador de musica extrema com toques meios progressivos ou vanguardistas pelo meio.
Com uma produção a fazer lembrar alguns nomes vindos do atual blackned sludge onde o peso e a envolvência se assumem como referencias base são adicionadas linhas de melodia muito proximas daquilo que uns Tool por vezes criam quando entram naqueles devaneios tipicos do Adam Jones/Danny Carey ou de bandas como YONL com o resultado final a atingir uns estranhos niveis de perfeição extrema que não estão claramente no dominio de uma qualquer banda comum.
Ao longo destas quatro faixas onde se exploram muitas coisas somos como que elevados a um novo patamar dentro daquilo que ouvimos e a forma como todas as influencias se unem e colam entre si é completamente insana, mas com um resultado altamente viciante por vezes algo introspectivo mas sem qualquer duvida altamente recomendado.
THOU - Call No Man Happy Until He Is Dead (ep)
Enquanto não chega um dos albuns mais aguardados do ano (o duplo Heathen), fica aqui um pequeno tesouro para quem gosta da banda.
Trata-se de um antigo ep feito pela banda antes da entrada do vocalista Bryan Funck, onde se notam claramente as influencias do grunge (Jerry Cantrell no meio da faixa titulo por ex) que eles nunca esconderam..só que aqui enrolado numa sonoridade quase proxima do Death/Doom lembrando por vezes algo proximo de Horn of The Rhino, Samothrace ou aquelas bandas mais extremas do lado mais vanguardista/Post de uma Profound Lore..
A voz do Matthew é excelente (autentica surpresa!!) e encaixa como uma luva no ambiente mais liberto (quando comparado com o que fazem hoje em dia) que aqui se sente...e depois é qualidade do costume de uma das melhores bandas da atualidade e uma das minhas favoritas dos ultimos anos.
Ouçam aqui e tirem as vossas conclusões:
Usnea-Usnea
Terapia, medicação, droga, são termos muitas vezes aqui usados para descrever certas coisas que aqui são faladas/mostradas/divulgadas..
Pois bem os norte americanos Usnea encaixam-se não só nesse restrito lote de medicação altamente viciante como até mesmo o proprio nome nos remete para algo que está ligado á medicina mais tradicional/alternativa, que não interessa para aqui agora.
Este album e primeiro da banda de Portland é realmente abusivo e impressionante na forma simples como o quarteto se mostra atento ás novas tendencias de um genero que vive dias de gloria (e não mostra sinais de cansaço) as abraça e consegue dissolver numa poção magica completamente magistral.
O peso de uns THOU (vão ter que se aplicar este ano!!) aqui é como que absorvido dentro de um estranho ritual que se aproxima perigosamente dos territorios mais agrestes daquele Funeral Doom de tendencia mais lamacenta onde não se ouvem sinos nem samples e apenas se fica envolvindo num molhe de cordas entrelaçadas que nos puxam o pescoço e nos vão sufocando lentamente como se estivessemos á beira do abismo.
Riffs monstruosos que se dividem em partes que tanto se movem em hipnoticas melodias como de seguida se afundam num oceano de negritude florestal que quase nos deixam sem sentido ou melhor com os sentidos todos baralhados e num estado catatonico e quase disfuncional emocionalmente..
Falo em emocional porque este trabalho é daquelas obras que não só atuam como catalisador de peso como acabam por mexer com o nosso lado mais espiritual se é que me faço entender..viajante e com momentos que sugerem estados de transe musical, Usnea mostra aqui como é que um estilo geralmente associado á sujidade se transforma em algo que atua de forma completamente oposta e com resultados magicos e estranhamente cativantes ao ponto de ser tornarem terapeutas ao longo do dia a dia.
Por ai (se conhecem ou não) não sei, mas este album desde que o ouvi pela primeira vez tem sido uma especie de vacina diaria para todos os males...e uma presença mais que obrigatoria nos meus momentos mais pessoais.
Não existe mais a dizer apenas se gostam de algumas referencias que fui falando ao longo do texto, não deixem passar isto em claro é que posso estar enganado mas talvez estejamos perante um dos albuns mais intensos que iremos ouvir ao longo deste ano..
Obrigatorio!!
Ouçam aqui:
Zatokrev-The Bat, the Wheel and a Long Road to Nowhere
Os suiços Zatokrev andavam a ameaçar e tanto ameaçaram que finalmente conseguiram meter cá fora um album que capta na plenitude todas as boas indicações deixadas no passado.
Numa altura em que o Blackened Sludge americano parece estar a perder ligeiramente fulgor, resta ao lado europeu fazer as coisas de forma simples sem floreados ou trvismos que por vezes são meio parolos..e mostrar como se faz.
Esta é a primeira resposta aquilo que costuma vir do outro lado, os pontos são os mesmos, as influencias as mesmas só que aqui existe algo que define as coisas.
Poder, força, perseverança ou algo do genero e neste aspeto este album está bem no ponto.
Impossivel ficar indiferente á formula extrema vs ambient vs postqualquercoisa a que banda nos consegue submeter ao longo das 9 faixas que compoem este "The Bat, the Wheel and a Long Road to Nowhere", impossivel mesmo.
Os riffs são do melhor que se ouviu este ano, o groove é assustador e os temas são de uma qualidade acima da média, quer a banda provoque um tremor de terra como o que se ouve numa "9", quer a banda entre em campos que lembram os melhores momentos de uns Overmars ou AmenRa de uma "Angel of Cross", que curiosamente tem uma passagem vocal que lembra a Laura de Kylesa, mas que afinal é nada mais nada menos que o vocalista Frederyk Rotter num registo trabalhado em estudio..
Ou seja um album que percorre varios campos todos eles ligados entre si, direta ou indiretamente, baralha-os e volta a dar como se de algo novo se tratasse usando uma velha formula que quando usada da forma mais correta provoca estragos á nossa volta e isso aqui não só é mostrado como plenamente conseguido.
Curioso por vezes ao longo do album eu ficar com uma estranha sensação de que a banda antes de começar a compor andou a ouvir alguns albuns e quis mostrar como se faz.
Como exemplo até posso dar uma "Rodeo with Snakes" que simplesmente mostra como deve soar e não como se deve fazer temas sulistas a bandas como Glorior Belli, estranhamente esta faixa abafa totalmente aquilo que eles fizeram nos ultimos registos e nem se precisou do fator choque....
Outra das coisas que realmente me fez colar a este album foi a intensidade com que os temas fluiem entre si, as diversas influencias diluidas na propria monstruosidade em que Zatokrev se tornou..experimentem ouvir uma Medium ou The Bat bem alto, é que se forem saudosistas do lado extremo de Neurosis isto irá atenuar ligeiramente essa tristeza, sim verdade até a voz do Fred se assemelha aos tempos do Kelly raivoso..
Este album é daqueles trabalhos (colossais) que atuam como catalisador emocional que destroi tudo á volta e nos fazem ver de novo outras realidades ainda mais estranhas e bizarras.
Resumindo album essencial para este ano, só é pena ter um artwork tão manhoso e mauzinho..mas que interessa quando a musica que se ouve soa assim?
p.s- Se estes suiços criam isto, até fico arrepiado em pensar naquilo que uns Rorcal podem fazer no album a editar no proximo ano...
Numa altura em que o Blackened Sludge americano parece estar a perder ligeiramente fulgor, resta ao lado europeu fazer as coisas de forma simples sem floreados ou trvismos que por vezes são meio parolos..e mostrar como se faz.
Esta é a primeira resposta aquilo que costuma vir do outro lado, os pontos são os mesmos, as influencias as mesmas só que aqui existe algo que define as coisas.
Poder, força, perseverança ou algo do genero e neste aspeto este album está bem no ponto.
Impossivel ficar indiferente á formula extrema vs ambient vs postqualquercoisa a que banda nos consegue submeter ao longo das 9 faixas que compoem este "The Bat, the Wheel and a Long Road to Nowhere", impossivel mesmo.
Os riffs são do melhor que se ouviu este ano, o groove é assustador e os temas são de uma qualidade acima da média, quer a banda provoque um tremor de terra como o que se ouve numa "9", quer a banda entre em campos que lembram os melhores momentos de uns Overmars ou AmenRa de uma "Angel of Cross", que curiosamente tem uma passagem vocal que lembra a Laura de Kylesa, mas que afinal é nada mais nada menos que o vocalista Frederyk Rotter num registo trabalhado em estudio..
Ou seja um album que percorre varios campos todos eles ligados entre si, direta ou indiretamente, baralha-os e volta a dar como se de algo novo se tratasse usando uma velha formula que quando usada da forma mais correta provoca estragos á nossa volta e isso aqui não só é mostrado como plenamente conseguido.
Curioso por vezes ao longo do album eu ficar com uma estranha sensação de que a banda antes de começar a compor andou a ouvir alguns albuns e quis mostrar como se faz.
Como exemplo até posso dar uma "Rodeo with Snakes" que simplesmente mostra como deve soar e não como se deve fazer temas sulistas a bandas como Glorior Belli, estranhamente esta faixa abafa totalmente aquilo que eles fizeram nos ultimos registos e nem se precisou do fator choque....
Outra das coisas que realmente me fez colar a este album foi a intensidade com que os temas fluiem entre si, as diversas influencias diluidas na propria monstruosidade em que Zatokrev se tornou..experimentem ouvir uma Medium ou The Bat bem alto, é que se forem saudosistas do lado extremo de Neurosis isto irá atenuar ligeiramente essa tristeza, sim verdade até a voz do Fred se assemelha aos tempos do Kelly raivoso..
Este album é daqueles trabalhos (colossais) que atuam como catalisador emocional que destroi tudo á volta e nos fazem ver de novo outras realidades ainda mais estranhas e bizarras.
Resumindo album essencial para este ano, só é pena ter um artwork tão manhoso e mauzinho..mas que interessa quando a musica que se ouve soa assim?
p.s- Se estes suiços criam isto, até fico arrepiado em pensar naquilo que uns Rorcal podem fazer no album a editar no proximo ano...
THAW-Advance [MMXII]
Excelente proposta destes polacos, como que a fazer crer que afinal dos paises de leste não chegam somente algumas das mais medonhas e tumultuosas bandas de BM no seu sentido mais verdadeiro, começa tambem a haver espaço para sonoridades que não tem medo nem receio de arriscar.
Musicalmente fazem lembrar material de uns Avichi, DsO e aquela dose de surrealismo sonoro que muitas bandas de Post-Sludge tanto gostam e que aqui são cravadas de uma forma absolutamente brilhante.
Este advance , não só mostra um projeto na plenitude das suas capacidades, como é quase ou melhor é mesmo uma das mais interessantes e demolidoras propostas que surgirão nos proximos tempos, isto julgando apenas as coisas e baseando-me neste material.
BM de tendencia Postiana onde se subjugam ambientes que parecem sair da mente perturbada de um Sanford Parker unem-se na perfeição com um Blackened Sludge que não se fica apenas pela parte mais violenta, usam-se aqui diversas dissonancias que remetem claro para o universo de BaN ou DsO, embora com as devidas distancias é claro, mas nem só a banda aplica tambem uma curiosa e absorvente tatica que rebusca as liturgias mais entranhadas do sentido mais Ortodoxo do estilo, resultando estas três faixas numa especie de enigmatismo sonoro que ao ser pintado com varias camadas cria a uma clarividencia pouco usual para uma banda supostamente tão jovem.
Na minha opinião isto é realmente muito interessante e objeto de culto nas proximas semanas se bandas como Minsk estiverem no topo das vossas preferencias, mas não só como demonstrei ao longo deste texto.
Podem ouvir aqui:
Musicalmente fazem lembrar material de uns Avichi, DsO e aquela dose de surrealismo sonoro que muitas bandas de Post-Sludge tanto gostam e que aqui são cravadas de uma forma absolutamente brilhante.
Este advance , não só mostra um projeto na plenitude das suas capacidades, como é quase ou melhor é mesmo uma das mais interessantes e demolidoras propostas que surgirão nos proximos tempos, isto julgando apenas as coisas e baseando-me neste material.
BM de tendencia Postiana onde se subjugam ambientes que parecem sair da mente perturbada de um Sanford Parker unem-se na perfeição com um Blackened Sludge que não se fica apenas pela parte mais violenta, usam-se aqui diversas dissonancias que remetem claro para o universo de BaN ou DsO, embora com as devidas distancias é claro, mas nem só a banda aplica tambem uma curiosa e absorvente tatica que rebusca as liturgias mais entranhadas do sentido mais Ortodoxo do estilo, resultando estas três faixas numa especie de enigmatismo sonoro que ao ser pintado com varias camadas cria a uma clarividencia pouco usual para uma banda supostamente tão jovem.
Na minha opinião isto é realmente muito interessante e objeto de culto nas proximas semanas se bandas como Minsk estiverem no topo das vossas preferencias, mas não só como demonstrei ao longo deste texto.
Podem ouvir aqui:
Matador-Descent Into the Maelstrom
O movimento australiano continua a mostrar uma criatividade bruta e estes Matador são mais uma prova daquilo que de bom se passa por aqueles lados.
Os Matador que ao contrario do que se poderia esperar (ainda mais para ter espaço no Asilo) não percorre o lado mais medonho da musica extrema, como geralmente acontece quando se fala aqui de projetos que vêm daqueles lados, desenvolve antes uma estranha e brilhante jovialidade musical que percorre caminhos mais usuais do Dark-Post que atualmente continua a ser sugado até ao osso mas ainda tem o condão de se ficar com um estranha sensação que bandas como Gojira são uma influencia.
Mesmo podendo parecer estranho a dadas alturas a forma como o vocalista Danny usa a voz tem realmente algumas semelhanças com a forma como os franceses desenvolvem as suas ideias, embora claro não seja uma pratica totalmente decalcada e aqui com o Post-Sludge em ebulição constante, o que junto com a tal adição de ambiências mais cinematograficas que geralmente se ouvem ou estão mais direcionadas com as bandas de Post-qualquer coisa transforma este registo em algo bastante interessante e cativante.
Poderoso e com uma carga dramatica e ambiental bem vincada estes australianos podem tornar-se num caso bem serio nos proximos tempos dentro deste estilo, pelo menos para apresentação as coisas estão mais que aprovadas.
Ouçam aqui que isto é realmente muito bom!!
Descent Into The Maelstrom is inspired by Edgar Allen Poe in both concept and content, aiming to take the listener to the same dark depths that the influential poet transports his readers to. As our debut release, we wanted to spend the time to get everything right, and not just settle for a mediocre sounding first release. We think the results speak for themselves, but make up your own mind! If you like what you hear grab the EP for free or chuck us a couple of bucks if you can spare it! Enjoy!
The Atlas Moth-The One Amongst The Weed Fields

The One Amongst the Weed Fields is out 9/28 as a download via Candlelight. The band will have a limited number of download cards for purchase during their upcoming tour with Nachtmystium, Zoroaster, and Dark Castle.
The collection includes signature takes on the Mamas & the Papas’ “California Dreamin’,” Pink Floyd’s “Fearless,” the Doors’ “Five To One,” and “Golden” by ’90s L.A. alt-rock band Failure.
http://theatlasmoth.bandcamp.com/album/one-amongst-the-weed-fields
Entretanto fica tambem a novidade para o proximo album e a capa:
http://stereogum.com/760891/atlas-moth-coffin-varnish-stereogum-premiere/franchises/haunting-the-chapel/

Gostei do que ouvi e a capa está muito boa!
Dark Castle-Surrender to All Life Beyond Form

O novo album de Dark Castle, tem tudo para ajudar a redefinir um pouco o atual movimento Post-Sludge.
Não que tenham mudado radicalmente a sua sonoridade, mas pela forma como aqui conseguem interligar e dar solução a algumas equações que aparentemente pareciam soltas.
Logo a abrir o duo parece aproveitar os restos ou melhor aquele sentido dissonante que cada vez ganha forma no lado mais bizarro da musica extrema, que aqui faz lembrar os jogos de riffs de uns Glorior Belli do ultimo album, jogando-os e envolvendo-os com aquele sentido cruel que a musica de Dark Castle sempre teve..
O efeito é brilhante e musicas como a "Seeing Through Time" ou a faixa titulo são talvez as melhores musicas criadas pela Stevie e pelo Rob.
Por falar no baterista, que agora acumula tambem funcões em Yob e nos franceses Monarch continua a ser a principal força motriz da banda e um dos melhores bateristas do genero na minha opinião, sendo que o trabalho neste album confirma isso mesmo.
Envolve-se em toadas que percorrem mapas musicais que tanto podem estar no meio de uma tempestade tribal como logo de seguida seguir andamentos mais lentos e progressivos abrindo autenticas brechas nos temas que dão intensidade ás musicas.
Mas se a nivel sonoro a banda entra á bruta por novos rumos, talvez não seja estranho terem como ajudantes nomes como o Sanford Parker de Minsk, Blake Judd de Nacthmystium, Nate Hall de U.S. Christmas, ou o Mike Scheidt de Yob, autentico line-up de luxo.
Se seguirem minimamente o estilo certamente estes nomes terão ainda mais algum significado já que alguns estão actualmente na linha da frente do movimento, para o bem ou para o mal.
Estas participações tambem poderão ser vistas como pretensiosas ou jogada de marketing dada a evolução do anterior Spirited Migration para este album, mas se por um lado a banda corta um pouco com o passado consegue sair por cima.
Mesmo no lado mais inspirado por uns Menace Ruine do album (sim é outra coisa nova) a banda não dá parte fraca e aplica a formula certo, embora acredite que os fans mais antigos se sintam perdidos no meio de musicas com To Hide Is To Die, Spirit Ritual ou Learning To Unlearn, não tanto pelo lado mais sujo mas pelo lado mais maquinal, frio e mistico que o duo desenvolve.
Não é um album facil, já o anterior não o era se formos a ver bem as coisas, mas o resultado acaba por ser bastante positivo e poderoso.
Todas as texturas que falei em cima acabam por dar uma especie de contra-balanço entre o lado mais normal e o lado mais divagante que agora aplicam aqui.
È que se temos musicas completamente fodidas como a brutal "Stare Into Absence" onde somos arrastados pelo chão, outras existem que nos vão dando uns estranhos carinhos na face e este aspeto ou diferenciação sonora torna o album bem conseguido, não segue um rumo linear ou previsivel ou por outras palavras não se torna maçador.
Resumindo um album quase essencial em 2011 para qualquer fan das novas tendencias extremas atualmente saidas da cena americana com aquele toque sagrado do Parker que aqui assume o controlo da feitiçaria dentro das muralhas do Castelo Negro..
Hesper Payne-Unclean Rituals

Projeto paralelo de The Axis of Perdition onde encontramos o vocalista Brooke Johnson que deu voz ao ultimo de The Void of Silence e o baixista Ian Fenwick que juntamente com mais dois musicos, neste caso o Richard Pickman e a Alexandra Durning criam aqui uma monumental peça de arte psicadelica que percorre os rios lamacentos do atual movimento Doom-Sludge.
O som é mesmo isso uma enorme corrente de lava que lentamente vai escorrendo montanha abaixo queimando e destruindo tudo á sua volta, algo como se uma banda como The Teeth of Lions Rules the Divine se fundisse com o lado mais apocalitico de The Void of Silence e criasse um novo elemento gerado através de fogo e cinzas..
Não é nada facil assimilar estes retalhos sonoros, pelo menos para quem procura estruturas simples e banais já que muitas vezes parece que a banda se transforma num mural sonoro que dá a ideia que estamos a ouvir duas coisas completamente distintas ao mesmo tempo, mas que acabam por encaixar e encontrar pontos de ligação entre elas.
A voz declamada é mais um elo bizarro que dá o toque destruitivo e ecoante ás faixas e lembrando aquilo que o Josh cria nos A Storm Of Light embora aqui resulte bem melhor, já no anterior registo de T.V.o.S. o Brooke usou a mesma formula e aqui tal como nesse album o homem adiciona uma carga dramatica aos temas que vai fazendo autenticos tributos a alguns vocalistas intemporais do Doom mais classico mas que acaba por ser um dos fatores mais bem conseguidos deste album.
Note-se por exemplo o carisma de uma faixa completamente insana como é a The Derelict Alert, onde se fundem riffs quase Maiden, com o peso do Sludge mas onde tudo acaba por soar como se Primordial fossem agora uma banda influenciada pela nova vaga de Death-Metal, dissonante, extremo e brutal.
Os samples criados pela Alexandra tambem são algo que elevam ainda mais o som, já que o lado epico se dissolve no meio desta amalgama psico-apocalitica gerando um estranho suspense e tempos totalmente mind-fuck..
Muito complicado definir este album por meras comparações ou definições, já que se vão encontrando aqui influencias das mais variadas tendencias extremas e por vezes quase opostas, mas onde por fim tudo ganha uma estranha forma e um sentido quase natural para quem procura o lado mais vanguardista e extremo da musica atual.
Destaques "Lord of The Green Abyss","The Derelict Alert" a monstruosa "Doom From The Cursed North" , que mais parece uns Neurosis a tocar a 33 rpm sendo talvez o momento mais abrasivo que aqui se vai encontrar no album ou a "Hesper Payne", mas na minha opinião o registo acaba por valer pelo seu todo.
Escuta que recomendo bastante, acreditem que vão sentir o corpo a tremer em alguns momentos tal não é a envolvencia e a mestria aqui utilizadas ao longo dos temas.
Podem ouvir aqui, já que isto pode ser descarregado gratis do bandcamp:
http://hesperpayne.bandcamp.com/album/unclean-rituals
http://www.mediafire.com/?mnmjgyh0yow
Intronaut-Valley of Smoke

Parece que foi á terceira que Intronaut acertou.
Confesso que nunca fui grande fan dos trabalhos anteriores desta banda norte americana, não que fossem maus, mas na minha opinião acho que faltava sempre alguma coisa mais ao som.
O novo "Valley of Smoke", parece vir mudar ligeiramente as coisas porque trata-se realmente de um album de proporções epicas bem intensas e com algumas cartadas bem inteligentes.
Desde logo a ligeira novidade no som, onde o groove meio jazzistico e o ambiente algo Post-Rock encaixam muito bem no lado mais progressivo do quarteto como se Mastodon se fundissem com Cynic e Isis numa só entidade que vai explodindo á medida que o album percorre os nossos sentidos..
Estranho mas real, a banda não se limita apenas a descarregar aquela pseudo-furia dos primordios, aqui coloca-a um pouco de lado e aprofunda a sensibilidade musical como nunca fizeram ate aqui.
Naturalmente bastante complexo, alias não se poderia esperar outra coisa quando se menciona Cynic,Isis ou Mastodon nas influencias, o album é de uma beleza provocante e profundamente bem estruturado como se estivessemos a montar (neste caso ouvir) um puzzle, onde todas as peças vão encaixando de uma forma quase natural.
Não se torna aborrecido, como poderá parecer á primeira, alias antes pelo contrario, acaba por ser bastante delicioso escutar estes 50 minutos de musica que percorre muita coisa e abraça muitas outras.
Talvez não seja um album indicado para quem procura força mais organica já que aqui as coisas andam mais a planar num nivel mais mental e introspetivo que outra coisa, soando calminhas e plenas de envolvencia musical por vezes mostrando uns Tool ali a assombrar aquelas notas.
Alias não será de estranhar porque este album conta com a participação do Justin num dos temas, o que só por si revela que isto não será algo banal, se é que me entendem, porque de facto não o é.
Uma excelente proposta se gostam das bandas que mencionei no texto ou se se interessam pelo lado mais Post-Prog da musica atual, impressiona a dadas alturas e torna-se bastante cativante principalmente no uso que dão ao Baixo e na forma como a bateria vai acompanhando cada nota expressiva saida dos restantes intrumentos, escutem o autentico devaneio musical que é a faixa titulo com atenção e depois vejam se não tenho razão.
Para descobrirem sem medo, requer algum tempo e atenção, mas isto é material excelente mesmo e deixo aqui um dos momentos mais altos do album.
http://www.mediafire.com/?nayca1i2jygqd71
Agrimonia-Host of the Winged

Ora aqui está mais um bom album para este ano, daqueles carregados de texturas deliciosas.
Vindos de Gotemburgo, Agrimonia são uma jovem banda sueca que me surpreendeu bastante desde que comecei a ouvir este "Host of the Winged ".
Olhando assim meio de lado de para a capa, certamente concordarão que talvez se estivesse perante em mais um daqueles clones escandinavos onde a palavra depressão ou aquelas modernices atuais fossem a palavra chave.
Pois é, mas estão redondamente enganados, mesmo muito enganados...
Aquilo que a banda liderada pela vocalista Christina aqui mostra tem como base o lado sueco, isso quando ouvirem vai ser evidente, mas o que acaba por merecer realmente destaque é a "nova" formula aqui desenvolvida.
Ao falar do lado sueco, aquilo que quero dizer é que a banda faz um rebuscado da sonoridade melodica iniciado por In Flames no The Jester Race, até aqui tudo bem e se virmos bem as coisas poderemos perguntar, "ok,mas quantas bandas não o fazem?".
Têm realmente razão, mas se eu vos disser que Agrimonia mistura esse lado abrasivo com texturas saidas da atual vaga de Post-Sludge..
Dito isto talvez fiquem um pouco mais baralhados e nem compreendam muito bem que tipo de som faz esta banda.
Já aqui falei varias vezes de Ketea e Herem, se conhecem imaginem o The Jester Race a ser tocado por eles, ou seja dois dos mundos mais explorados atualmente (em termos musicais) são aqui revistos de uma forma bastante interessante e acima de tudo mutissimo honesta.
Para a além disso notam-se por vezes ligeiras incursões pelo Sludge, que criam autenticas quebras ao longo dos temas que até metem impressão, no bom sentido como é obvio.
Um dos aspetos que mais gosto neste trabalho é a forma como os solos ganham vida ao longo dos temas sejam eles no lado mais melodico ou não, o som ganha uma envolvencia magica e relaxante.
Exemplos audiveis tem por exemplo a "Cyst", "A Disappering Act" (esta aqui com um riff quase BM) ou a autentica excelência musical que dá pelo nome de "The Burial Tree", que é para mim a musica do album e uma das melhores canções que ouvi nos ultimos meses, são 12 minutos de autentico devaneio musical completamente transcendente.
Este é o segundo album da banda (desconheço o primeiro confesso), mas se esta malta consegue sair do submundo e mostrar um diamante (bastante limado, diga-se) com esta forma, bem, então acredito que temos aqui uma banda seria, muitissimo seria e a ter bastante em conta nos proximos tempos dentro deste estilo.
È que numa altura em que parece que tudo já foi feito nestes dominios, surgem como que uma borboleta esvoaçante a provocar caos...
Um album que logicamente acaba por ter um lugar de destaque na minha playlist nos ultimos dias, dada a qualidade que aqui se ouve.
Recomendado!
http://www.mediafire.com/?a292odfapcq7s0x
Deixo aqui o unico video que encontrei do album, "A Disappearing Act", talvez a musica mais obscura do trabalho que não o retrata na plenitude mas já dá para se ter uma ideia..
Hellige-GOD

De vez em quando caiem aqui autenticas bombas que eu fico completamente paranoico.
Foi o que aconteceu com Hellige, uma jovem banda argentina completamente desconhecida que mostra aqui o seu segundo trabalho depois de uma demo lançada no ano passado mais virada para o Sludge..
A unica obscura criatura por detrás deste monstro, do pouco que se sabe começou numa banda de BM (não sei qual) e talvez venha dai a deliciosa forma como consegue espicaçar-nos psicologicamente originando estranhissimos momentos de penuria pessoal que quase nos fazem ficar isolados de tudo..
Criação hibrida que percorre o lado de Blut Aus Nord mas que dá autenticos nós na garganta quando entra em paralelos musicais que bem poderiam ter saido do universo catastrofico de bandas como Overmars, tudo entrelaçado numa corda onde os nós bem apertados acabam por tornar a escuta deste trabalho numa das coisas mais sufocantes e poderosas que tive o prazer de ouvir nas ultimas semanas...
Os temas são monstruosos e a forma como se desfazem e se voltam a construir cria uma sensação de insanidade que deixa o lado auditivo dentro de numa especie de espiral que entra dentro do cerebro e vai destruindo tudo á sua passagem...um pouco como fazem os acima citados Blut Aus Nord ou alguns nomes do Suicidal BM..
A forma como a dissonancia se une com descargas monoliticas de Sludge|Doom cria um quadro imaginario, dentro do qual nos vamos afundando lentamente até ao mais profundo Inferno pessoal...
Bastante intenso é tambem o inteligente uso dos samples (o trabalho é quase instrumental) quer nas vozes "fantasmagoricas", quer dentro do lado mais ambiental (Drone), ouçam por exemplo a "Quaid Vastness"..que mais parece um pesadelo transformado em musical!!
Profundo, assustador, tocante mas sem duvida uma daquelas experiencias para ouvir na mais profunda solidão e na ultima hora da noite...onde nada de ouve ou sente...mas cuidado com os resultados...
Resumindo absolutamente magnifico!!
Podem ouvir e sacar o album aqui:
http://helligearg.bandcamp.com/
http://www.megaupload.com/?d=SMSF2LXZ
Fica aqui um curto aperitivo desta "lâmina sonora" a Quaid Vastness..e a deliciosa Heap of Faces..
Enjoy!!
When the Deadbolt Breaks-The Last Day of Sun

Um dos albuns que mais tem rodado por aqui ultimamente é o The Last Day of Sun de When the Deadbolt Breaks.
È o segundo trabalho para a banda norte-americana (não ouvi o primeiro confesso) e aquilo que se aqui ouve é de facto bastante interessante.
Enquadram-se dentro do territorio Sludge|Doom, mas não se limitam a divagar pelo meio de riffs pesadões com vozes arrastadas existem aqui mais pormenores que acabam por dar uma certa "magia" aos temas.
Desde temas que brutalizam (Math?!) como aquilo que se ouve por exemplo numa "Hope, Love, Solitude, Murder" até momentos mais introspectivos com varias vozes (a "Sever The Wound Culture" é um bom exemplo) que dão um toque bem especial ao album.
Por vezes lembram o legado de bandas como Neurosis, The Ocean, mas petardos violentissimos trazem uns Dragged Into Sunlight á baila até se desfazerem em podridão bem funebre digna de um qualquer nome de Death|Doom como aquilo que acontece na monstruosa "As Flies For Flesh", conseguindo cativar o ouvinte deste o primeiro minuto até ao ultimo..
A sonoridade é coberta de sujidade, lamacenta, e sem muitos floreados na produção, mas onde se liberta uma aura que consegue ser ao mesmo tempo fazer a ponte entre a luz e a escuridão.
São estes os ingredientes usados pelo quarteto vindo do Connecticut para a criação deste poderoso album, acabando por soar tudo numa autentica e longa viagem recheada de envolvimento, tanto fisico como mental.
A escuta não é facil, já que o album tem mais de uma hora e meia e aqui pede-se sobretudo atenção para aquilo que a banda produz.
Mesmo com o lado mais abrasivo e direto a deslizar pelas colunas as coisas acabam por soar numa de especie de Sludge|Doom para adultos com as ideias bem no sitio e que procuram sobretudo encaixe com a musica que estão a ouvir e nesse aspeto este trabalho é realmente surpreendente, bem trabalhado e com total dominio sobre quem o escuta levando-nos a imaginar como seria o dia se o sol morresse...
Como deu para ver estas 11 musicas divididas em dois discos são algo especial, viajantes, negras, violentas, calmas, introspectivas e sobretudo carregadas de alma...uma alma á deriva no meio da sua propria escuridão...
Este album pode ser sacado diretamente do site da sua editora (FuzzTown Records) clicando neste link:
http://www.fuzztownrecords.com/wtdb-tldos.zip
Sem duvida um dos albuns mais deliciosamente venenosos que se vão ouvir este ano dentro do genero!
Recomendado!
Cult of Luna-Svenska Grammofonstudion

Bem, acho que existem fans desse lado...
Enquanto andavam em digressão com o Eternal Kingdom, algures na Suecia e no dia 19 de Outubro de 08 alguem captou isto.
Presumo que não seja oficial (pelo menos desconheco tal edição), mas a qualidade de som aqui presente é excelente e dá para sentir as vibrações digamos mais atuais da banda.
A lista de musicas (embora curtinha) é a seguinte:
1-And with Her Came the Birds
2-Owlwood
3-24 Hours (Joy Division Cover)
4-Dim
5-Following Betulas
Como podem ver é apenas material da fase pos-Somewhere Along..., mas vale bem a pena, porque como disse o som está perfeito e depois ainda há aquele bonus Joy Division...
http://www.mediafire.com/?zzymm4hd33k
Year of No Light-Ausserwelt

Realmente surpreendente este novo trabalho dos franceses Year Of No Light, e em todos os sentidos na minha opinião.
Para quem os conheceu com o Nord (como eu) e tem assistido ao desenrolar da historia desta banda sabe bem aquilo que estes rapazes de Bordeus sabem criar...e este novo "Ausserwelt", não foge á regra e mais uma vez os confirma como um dos nomes da linha da frente do actual Post-qualquercoisa europeu.
Descrever estes quarenta e tal minutos de musica até nem seria dificial, bastaria para isso apenas dizer, VIAGEM ou JORNADA, assim mesmo com caps lock, porque aquilo que aqui se ouve, sente e vive, é exactamente isso mesmo, uma autentica viagem por entre paisagens post com delirios de shoegaze progressivo e explosões "sludgedoomicas" daquelas da nova geração.
Totalmente instrumental o que ainda acaba por dar mais enfase e vivacidade a musica, aquilo que aqui se ouve é quase uma brisa de ecos sonoros que nos elevam até a estratosfera e nos deixam a pairar nas nuvens...sejam elas de cinza ou não a banda consegue manter-nos mesmo suspensos ao longo da escuta do album.
Por vezes soando quase de uma forma angelical, lembrando aqueles momentos etereos do classico The Silent Enigna (que cada vez mais é na minha opinião uma imensidão de influencias para este estilo) outras mais explosivas, aquilo que se retem é mesmo uma sensação de ar bem fresco na cara que nos vai deixando quase imoveis e de olhos fechados enquanto seguimos todos os acordes saidos das mãos destes seis rapazes.
È quase impossivel ficar indiferente a musicas como as Perséphone tanto a I como a II, e no caso desta ultima chega mesmo a ser arrepiante sentir o dedilhar das guitarras em simbiose com a bateria ao longo da faixa...
Curiosamente a falta de vocalizações aqui poderia ser visto como um passo em falso pela banda, mas afinal nada disso se passa ou sente alias até me parece que este material para ter voz teria de ter um vocalista muito, mas mesmo muito inspirado porque os temas aqui representados são mesmo de uma grandiosidade e genialidade quase aberrante...falo por mim isto assim desta forma é um autentico doce daqueles que dá um prazer do catano em ouvir e explorar.
Costuma-se dizer ás vezes que certa musica é um orgasmo musical, pois bem acho que se querem mesmo um bom exemplo para isso é ouvirem mesmo este Ausserwelt.
Absolutamente fantastico e de escuta obrigatoria para todos os que aqui caiem...sejam de paraquedas ou não.
Abram os braços, fechem os olhos e sintam, digo SINTAM isto...
http://hotfile.com/dl/39963800/b84e170/Year_Of_No_Light_-_Ausserwelte_2010.rar.html
PS-não sei se este link tem o album completo, porque andam ai alguns que não tem a primeira musica, se for o caso avisem que tento encontrar outro.
Year Of No Light-Live At Roadburn 08

Aos poucos o festival Roadburn afirma-se, se é que já não o é, como o Festival mais poderoso do actual circuito mundial.
E se assim é inumeras bandas aproveitam para registar as suas actuações e com isso transmitir um pouco da aura que se vive por aqueles dias em Tilburg na Holanda.
Um dos mais recentes casos são os franceses Year Of No Light que lancam agora um album ao vivo dedicado a sua passagem por lá.
Deliciem-se com a viagem...
http://www.mediafire.com/?dwzmyzn2kwm
Eagle Twin-The Unkindness of Crows

Sentem-se numa sofá encostem a cabeça e coloquem a rodar este album...
Os Eagle Twin são a nova aposta da Southern Lord e muito bem escolhida na minha opinião.
Esta banda tem aos comandos o Gentry Densley dos excelentes Ascend e consegue de uma forma bastante inspirada juntar o universo do rock alternativo com o poder do Drone/Doom embrulha-los e atirar cá para forma uma autentica bomba de efeito retardado.
Aquilo que mais vem ao de cima são os brutalissimos riffs que a espaços vão ao encontro de Sunn O))) enquanto noutros se divertem a "destruir" aquilo que Black Sabbath criou e nomes como Thou ou Cough nos dias de hoje fazem tão bem, ouçam a filhadaputa "Crow Hymn" por exemplo e depois caiam para o lado.
È natural que aqui se encontrem semelhanças com o album de Ascend, se tiveram oportunidade de levar com ele no lombo no ano passado,mas não só, o album consegue estar ao mesmo nivel desse trabalho e por vezes ficasse com a ideia que o supera mesmo.
Uma coisa que realmente adoro é a forma de cantar do Densley uma mistura de Attila/Waits/Kelly com direito a pequenos encantamentos que adicionam um sabor exótico e delicioso á coisa.
Por vezes algo o duo (para além da personagem que falei isto tambem conta com o Tyler Smith na bateria que constroi momentos incriveis) entra em devaneios setentistas e de free jam completamente alucinantes mas sempre com os pés bem assentes no meio da lama.
Um album muito bom e quando ouvirem isto se não ficarem com o refrão e o som da magnifica "Carry on, King of Carrion" agarrado a cada nervo da vossa mente, belisquem-se porque se calhar estão mortos e não deram por isso.
Excelente e recomendado muitissimo aqui pelo rapaz..
http://www.mediafire.com/?qzymye3mmm2
HKY-HKY

Monumental.
Depois de Celeste,Amenra,Manatees surge mais um nome europeu a ter em atenção dentro deste universo musical tão tempestuoso.
O que temos aqui é um fantastico ep de quatro faixas com uma envolvencia e uma brutalidade dilacerante que não deve deixar nenhum fan do estilo indiferente.
Ao longo das quatro musicas a banda junta as sonoridades abrasivas retiradas das bandas que mencionei em cima e adicionam uma aura cosmica que por vezes lembra algumas passagens de uns Darkspace,embora dentro do campo Doom/Sludge/Hardcore originando um ep de proporções tão profundas que se compara a um buraco negro dentro do grande oceano que está por cima de nós.
Tempestade Cosmica.
O uso de samples para criar esse efeito/envolvencia torna as musicas uma especie de contacto inter-galatico e HKY apenas é a nave que usamos para atingir esse ponto.
Poderoso quando a banda liga os reatores,belissimo quando se centram nas vistas aereas,explosivo quando o céu se começa a tingir de negro e cosmico quando a gravidade começa a atuar...é isto que se sente á medida que o ep se vai deslocando ao longo dos 40 minutos de viagem.
Do Ceu caiu uma Bigorna.
Bem estruturado onde as faixas se centram numa luta poderosa e extrema entre o organico e o maquinal sem que isto as faça perder no infinito,os ambientes criados acabam por puxar o nosso corpo para um estado entre o catatonico e o espasmico.
Contemplativo mas ao mesmo tempo apocalitico como se isto se tratasse de um escape/fuga para fora do espaço terrestre...
Das bandas dentro deste estilo que ouvi ultimamente estes HKY parecem-me ser um daqueles casos com bastante ideias e acima de tudo qualidade para se tornarem em algo ainda mais fascinante num futuro proximo (já que este é apenas o seu primeiro trabalho) e com capacidade para ombrearem ao lado de bandas como Minsk,e por falar neles são a meu ver tambem uma influencia pelo menos daquilo que faziam nos primordios para além de outros nomes obrigatorios que agora não refiro mas que estão sempre ligados a esta sonoridade.
Para finalizar apenas quero acrescentar que este é um tipo de banda/som que me faz vibrar em descobrir coisas novas.
Depois disto tudo deixem de lado as palavras e descubram mas é o som...
Recomendo muitissimo a escuta destes HKY.
http://rapidshare.com/files/225284109/HKY-HKY-2009-hXc.rar
Morne-Untold Wait

Quando menos se espera cai-nos o céu em cima....
Isto para dizer que o album dos Morne é uma pequena obra de arte e um dos albuns mais interessantes que escutei nas ultimas semanas.
Este quarteto americano liderado pelo Jeff Hayward dos Grief, move-se dentro do denominado Atmospheric Sludge e este Untold Wait é um album com uma força e uma vitalidade tremenda já que consegue segurar e juntar todos os ramos secos que formam a arvore musical da banda conseguindo mostrar uma nova faceta dentro deste universo.
Imaginem a força musical de uns Lair of The Minotaur misturada com o peso de Tombs ou Zoroaster tudo feito com uma aura que por vezes nos leva até aos tempos de um The Silent Enigma de Anathema, se conseguirem juntar isto tudo na vossa mente o nome Morne surgirá á vossa frente.
Este album composto por sete deliciosos temas e é como disse em cima uma das coisas mais interessantes que ouvi nas ultimas semanas e um trabalho feito com todos os ingredientes para agradar a qualquer fan da vertente Doom/Sludge seja ela mais metalica,mais arrastada ou mais atmosferica já que as consegue percorrer todas.
Excelentemente executado a nivel instrumental e com uma voz que apesar de soar moderna tem um espinhoso toque dado pelo Milosz na forma como encara os versos e que o aproxima daquilo que o Vincent de Anathema fez nos tempos do The Silent Enigma,embora não seja igual a forma como o homem declama as palavras tem exactamente o mesmo sentido emocional.
Algumas passagens de violino ao longo do album tem o condão e conseguem adensar ainda mais a atmosfera libertadora/sufocante das musicas já que o som se eleva um pouco no meio desta tempestade algo acida, alias para comprovar isso mesmo basta ouvir a faixa que dá o nome ao album Untold Wait.
Album que recomendo bastante,alias nem é preciso muitas palavras basta ouvirem a faixa que abre o album para sentirem um arrepio na espinha...
A ouvir e depressa sff e já agora em jeito de adenda:
"Untold Wait consists of re-recorded tracks from the demo plus one new song .The record will also feature guest musicians Alicia Morgan of the band 13, as well as Kris Force, who is best known for her work with Amber Asylum, Swans and Neurosis"
http://rapidshare.com/files/262237135/morne-untoldwait_jethro_sludgeswamp.rar
Minsk - With Echoes In The Movement Of Stone
A descoberta/influencia que Neurosis teve nos ultimos anos dentro da musica continua a dar os seus frutos.Quer se goste ou não daquilo que é criado pela banda californiana é inegavel que nos dias de hoje continuam a ser um nome com enorme peso quando se fala de musica extrema e ainda mais o é, quando de repente bandas dos mais variados estilos tentam captar um pouco aqueles ambientes apocalipticos que o Kelly e companhia criam.
E se muitos tentam apenas a copia simples muitas vezes sem sucesso outros como o caso de Minsk conseguem criar autenticos monumentos sonoros.
Depois de dois albuns e de o vocalista S.Parker se ter tornado numa especie de guru da cena enquanto produtor chega agora até nós o 3 album da banda e que album meninos e meninas.
Neste novo With Echoes In The Movement Of Stone o que nós é oferecido é um autentico cocktail molotov que nos explode na mente.
Depois de uma tentativa um pouco perigosa de adocicar a musica no album anterior um pouco mal sucedida na minha opinião,ao contrario de muita gente por ai, neste novo registo volta-se novamente aqueles ambientes que me deixaram completamente KO do primeiro album.
Não que seja uma especie de parte II do "Out of..." já que aqui existem algumas ideias usadas no segundo album se bem que desta vez as coisas sejam bem mais negras e dissonantes e não tão viradas para a exprimentação.
A nivel instrumental acho que é sem duvida o mais intenso que fizeram até hoje ainda se nota por vezes a tal neuroambiencia embora a capacidade da banda em transformar esses momentos em algo pessoal é de facto algo fascinante e conseguido por muitas poucas bandas.
Desde momentos quase neo folk de uma "Means to an End",passando por uma especie de Stones From The Sky misturada com Darkspace da musica que abre o album a brutal "Three Moons" e acabando numa fantastica musica chamada "Requiem: From Substance to Silence" onde o drone se funde com uma sonoridade que divageia por uns Earth ou Pink Floyd tudo se apanha.
Alias por falar em drone nota-se que a banda conseguiu desta vez a ponte perfeita entre a sua sonoridade caracteristica e esses ambientes mais extremos e pesados ouça-se por exemplo a espectacular "Consumed By Horizons of Fire" onde o drone deixa de ecoar e passa a ser uma serpente a mexer-se no meio da areia quente.
Uma verdadeira tempestade sonora é o que melhor define este brutal album,oito musicas do melhor que se pode encontrar dentro do genero e carregadas de momentos que acabam por espetar agulhas em cada nervo do nosso corpo.
Tal como esperava este é o album que na minha opinião os vai mesmo colocar no panteão do estilo,costuma-se dizer que as bandas ao terceiro album é que se revelam,pois bem a revelação foi feita agora é desenvolve-la e levantar as mãos aos ceus vermelhos porque a terra deita um intenso cheiro a queimado.
Album do ano?
Pode não ser mas que entra para o top 3 isso é certo,pelo menos até agora...
A ouvir o mais rapido possivel.
http://rapidshare.com/files/233537824/MINSK--WWW.BUNALTI.COM--BY--PURGATORY.rar
Subscrever:
Mensagens (Atom)





