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Year of No Light / Bagarre Générale - Year of No Light / Bagarre Générale


Os franceses YONL são na minha opinião uma das bandas mais marcantes dos ultimos anos dentro daquilo que se chama de Post-Metal e uma das que já não vive á sombra das influencias nem precisa de chavões para sobreviver num estilo que continua na crista da onda..
Com uma carreira quase gerada a pulso, sempre conseguiram traçar o seu rumo e criar albuns ou musicas surpreendentes e mais uma vez esta colaboração com Bagarre Generale prova isso mesmo.
Logo a abrir somos arrastados por um tsunami sonoro de nome "Sar-Ha-Olam" onde durante os sete minutos somos presenteados com algo muito proximo e com uma intensidade bem proxima daquilo que a banda mostra ao vivo... colaboração entre os dois nomes do split que acontece no segundo tema ("Chapelle Ardente") onde o ambiente toma as redeas da musica e cria algo que quase que se pode chamar de transcendental tal não é a intensidade sonora que se apodera de nós..doze minutos de um brilhantismo proximo daquilo vindo de alguns lançamentos da CoR, mas sempre agarrado pelo pescoço pela força de YONL...
Mas o grande destaque aqui é mesmo a ultima faixa de Bagarre Generale que fecha o ep (com chave de ouro diga-se) onde somos atirados para uma especie de Post-Black Metal que vagueia estranhamente por algo que tanto poderia estar numa OST de um filme epico qualquer como a dados nomentos nos fazer lembrar tanto os austriacos Summoning como até os proprios YONL com um assustador trombone pelo meio...e o resultado é absolutamente brilhante, e muito provavelmente o melhor ep/split/whatever feito pelos franceses até agora.
Sem mais a acrescentar, a não ser escuta obrigatoria!!!

Rotting Sky - Sedation


Uma demo/album que tem dado comigo em louco tal não é o uso constante a que tenho dado a estes temas.
Os Rotting Sky são um projeto do vocalista do Tim Messing de Nux Vomica e aqui ouvem-se (e não estou a entrar em histeria) muito provavelmente os melhores temas de Black Metal sem corpse paint dos ultimos tempos e um forte concorrente a ombrear com nomes como Sun Worship ou Ash Borer no panteão do atual movimento extremo, não vou chamar hipster porque enfim apesar da aparente normalidade...isto não é nada normal!
São 40 minutos intensos que se dividem por quatro caoticos temas que entram em colisão com muito daquilo que tornou o estilo conhecido nos ultimos tempos e onde vamos encontrar melodias hipnoticas que podiam estar num qualquer album daqueles vindos do movimento anti-cosmico sueco, sonoridade maquinal que deixa um rasto de destruição digna de uns Diabolicum, vocalizações dementes centradas em odio e repetição que se pregam na nossa mente (conferir a auto-destruição da "White Angels") geralmente associadas ao atual USBM....
O resultado é uma hipnose sonora que certamente faria qualquer banda de BM mais "trve" incendiar a igreja local para em troca obter a formula mágia que aqui se obtem.
Resumindo e nem me vou alongar mais, mas creio que estamos aqui perante mais um classico daqueles que muitos só muito provavelmente daqui a uns tempos/anos irão dar o devido valor!!
Recomendadissimo.
"You will struggle
It won’t matter
We will convulse
In the dirt’s embrace
Sleep, sleep, sleep
The sleep of a slave
In your fitful dreams
You’re choking"


Merdarahta - As The Dark Clouds Swept Away We Could See The Sunset


Os franceses Overmars são uma das minhas bandas favoritas e o aparente final da banda foi algo extremamente enervante para não escrever outra coisa..começar assim a escrever umas ideias acerca de um album realmente não é muito inteligente, mas isto tem tudo a ver.
Não, isto não é nenhum projeto pararelo nem algo do tipo, estes Merdarahta vêm do Canada e são uma banda com ligações aos grinders Fuck The Facts, mas as ligações ficam-se por aqui já que aquilo que estes rapazes e rapariga criam nesta banda (de nome com sonoridade bizarra quando dita em portugues) é uma especie de invocação cadaverica da banda que falei no primeiro paragrafo e não aquele tipico pontapé nos queixos que FTF por vezes dá..
Sludge apocaliptico com alguma maquinaria pelo meio que nos transporta com alguma nostalgia para aquilo que bandas como Overmars ou Salome fizeram no passado e com bastante interesse diga-se, embora não seja de escuta ou algo propriamente de digestão facil, destaca-se o excelente registo vocal da Mel que consegue ser agoniante o suficiente para sobreviver no meio daquela selvajaria instrumental e tirar ou melhor criar a envolvencia certa para este tipo de som.
Um album que gostei imenso e que me tem feito companhia nos ultimos tempos...
Escuta aqui e se quiserem uma das 100 copias do album é seguir o link (uma delas já cá mora!).


Ad Infinitum - Woven Within


Black Metal de contornos atmosfericos com um ambiente sedutor e cosmico é aquilo que Ad Infinitum aqui mostra neste primeiro album, envolvencia e um sentido muito proprio que nos faz explorar mentalmente tudo aquilo que de certa forma faz parte deste universo musical...
Um album que percorre a alma de bandas como Mare Cognitum, Lunar Aurora e onde se adiciona aquele efeito estelar de uns Darkspace, que resulta num trabalho de contornos epicos e com uma carga atmosferica sufocante para quem procura ou gosta de bandas que misturam a musica extrema com algo proximo das bandas sonoras de alguns filmes de ficção cientifica.
Acreditem que vale a pena explorar este projeto...edição limitada de 66 copias se alguem estiver interessado na compra fisica do album e gratis no Bandcamp (onde podem ouvir na totalidade e fazer o dowmload este trabalho saido da mente de um tal J.G.S.)....

Skáphe - Skáphe


No words!
No light!
No nothing!

Premonições : Lightsystem


Soon...
Depois do excelente album do ano passado, os norte americanos Lightsystem estão de volta, para já não se pode comentar muito...fica aqui um curto teaser que o John me enviou...em breve mais novidades de uma banda que vale a pena descobrir para todos que gostem de Post-Rock..


E já agora ouçam o album:

Darkspace - III I


Idre - Idre



Os norte americanos Idre apresentam aqui o seu primeiro album e longo o que salta a vista é o role de influencias que supostamente associam á sua musica, pode parecer estranho mas colocar nomes que vão de Neurosis a Ennio Morricone num press-release , pode não trazer nada de bom, mas...a coisa resulta e de uma forma bastante interessante.
As bases da banda são o que atualmente se vai fazendo dentro do Post-Sludge e é a partir daqui que tudo flui e vai absorvendo os mais variados tons e envolvencias originando uma amalgama de sonoridades que nos vão atirando para coisas tão abstratas como a voz eterea de um David Galas ou algo perdido entre o King Dude e um qualquer vocalista gotico tudo isto sobreposto em momentos dessoladores onde o equilibrio do peso faz lembrar instrumentalmente uns Rwake perdidos na banda sonora de um Western do Morricone...
Como já deu para entender o principal interesse aqui é mesmo o ambiente que as duas faixas criam e a forma com o som nos vai envolvendo á medida que vamos ouvindo e transforma as faixas num interessante "crescendo musical" fazendo lembrar um pouco a formula usada por uns Neurosis por exemplo...e sim aqueles acordes iniciais trazem a memoria Process of Guilt mas é só por momentos.
Na segunda faixa as coisas são mais libertas e a banda atira-se para territorios mais agrestes e atinge o ponto alto quando a banda volta a focar o lado mais pesado e lento do Sludge/Doom quase no final.
Um album interessante, mas dificil e seco, muito devido aos vocais que embora tragam boas referencias por vezes nota-se que a formula não resulta na totalidade, talvez se fosse mais variado o transformaria em algo colossal como é realmente a parte instrumental, parte esta que se ouvirem com atenção é captada sem truques..
Resumindo é um album interessante de uma banda que talvez ainda tenha algo a dizer num futuro proximo, basta para isso limar umas arestas que acabam por ser naturais num primeiro album.

Arakk - Self & Distance


Colossal faixa desta banda dinamarquesa!!
Com um ex-HEXIS na sua formação os emergentes Arakk afirmam-se aqui desde já como uma das propostas mais interessantes do atual Death-Doom europeu e uma clara resposta a alguns dos mais interessantes nomes do estilo atualmente...a sonoridade não é original nem imaculada já que isto vai beber a coisas tão dispares como Skepticism, d. , Morgion ou Mindrot, mas a honestidade que transparece ao longo dos quase 25 minutos deixa qualquer seguidor destas tendencias a salivar.
Arrastado e com uma lentidão funebre mas ao mesmo tempo bastante introspetiva transforma a escuta deste primeiro registo numa experiencia bastante agradavel...se é que podemos usar esta palavra no meio desta negritude, mas para já são sem duvida uma banda a não perder de vista...

Jumalhämärä - Songless Shores (EP)


Os finlandeses continuam a inovar...desta vez envoltos numa espessa névoa de ritualismo e liturgias sonoras que evocam um pouco alguns momentos de DsO, Stabat Mater, Leviathan etc...
Confesso que não apanhei o Resitaali, mas isto em comparação com o Resignaatio está noutro nivel...bem mais negro, compassado, bizarro e onde os sintetizadores criam ambiente oculto e setentista fantastico por debaixo daquelas tabuas do caixão sonoro que aqui criam!

ILL Omen - Enthroning the Bonds of Abhorrence

Wildnorthe - Wildnorthe

New band from Portugal...if you like Chelsea Wolfe and stuff like that please check them...


Nontinuum-Unwanted: The Songs From 2010​-​2013


Isto é só a prova de Nontinuum são muito provavelmente um dos poucos projetos que consegue unir o todo o universo do Post e criar algo imenso!!
O album anterior foi dos melhores do ano passado para mas este material aqui contido mesmo ainda incompleto e não final...é qualquer coisa de extraordinario mesmo!!
Cliquem em play ou saquem enquanto isto estiver online que é das melhores coisinhas que por ai andam na minha opinião.
3 years, 13 tracks, 80+ minutes. Anxiety, marijuana and self-reflection.
Most of the songs contained on this release are incomplete, unmixed and unmastered. Each track contains a little back-story.
Any donations go towards making a full-length album with a band in a studio.
NOTE: This is not an official release and will only be available online for a short period of time.
credits
released 21 October 2013
All tracks recorded between 2010 and 2013.
Additional writing contribution from Henry Robinson.

Angrenost-Planet Muscaria


O novo album dos agora regressados Angrenost é uma autentica viagem pelo lado mais obscuro da mente humana, principalmente em termos da tematica lirica, já que parece retratar uma especie de realidade paralela onde o "eu" acompanha as reações e os efeitos de um universo marcadamente alucinogenico onde as portas da mente se abrem para novas e estranhas prespectivas.
E se neste aspeto nem convem entrarmos muito (pois estas coisas por vezes são demasiado pessoais e perigosas a meu ver), restava saber se a sonoridade conseguiria acompanhar toda esta estranha "narco-demência-cosmico-espiritual".
A resposta é claramente afirmativa, já que Angrenost não só consegue criar um trabalho com uma identidade propria como consegue que o album atinja uma plenitude intelectual que os coloca num patamar onde poucas bandas desta sonoridade conseguem chegar nos dias de hoje.
A complexidade sonora e o ambiente do album remete o ouvinte quase para algo proximo dos ambientes geralmente usados por certas bandas sonoras de alguns filmes de ficção-cientifica (Sunshine ou Event Horizon por ex e para mencionar duas das que me agradam mais em particular), principalmente quando os interludios ao longo do album se assumem como a ligação entre o corpo e o cosmos e as passagens da V-Kaos ("ScOrpIOSaUrUS" ou "abSUMardUk") são o fio condutor entre a irreal consciencia misantropa e o lado mais imaginario (ou não!) das palavras vociferadas pelo Pursan.
Musicalmente no seu todo e de uma forma mais simples é um daqueles registos onde se explora de uma forma quase perversa o lado mais aberto da pureza do Black Metal e se transforma tudo e apesar das coisas começarem no "INferN(O)" e se verem reflectidas num ")O(NrefNI" de uma forma que ás vezes nos acaba por soar ligeiramente a deja-vú, Angrenost conseguem mostrar que o legado deixado por uns Limbonic Art, Blacklodge ou até mesmo uns SiriuS ainda tem muito territorio para explorar, basta simplesmente ser ambicioso o suficiente para conseguir soprar toda essa poeira cosmica ou aspira-la da forma ou com a formula mais correcta e deixar que o lado mais obscuro da mente faça o resto..
E neste ponto o line-up do projeto que já tinha dado provas suficientes no album de Wavelength:Satan, parece ter capacidade para liderar e principalmente para construir um estranho culto onde não se reflecte luz e apenas sombras e vazio existem..
Para terminar apenas acrescentar que este Planet Muscaria é apenas mais uma excelente aposta de uma cada vez mais interessante Code666 que este ano já nos atirou para cima com o fabuloso album de Carpe Noctem e nos proximos tempos o segundo dos belgas Cult of Erinyes..talvez isto sejam mesmo as verdadeiras Spiritual Black Dimensions que os outros falavam aqui há uns anos atras..





Fyrnask-Eldir Nótt


Nos ultimos anos o USBM veio dar uma especie de nova vitalidade ao BM e conseguiu transformar aquilo que anteriormente se chamava em Epic/Viking/Black Metal em algo com muito mais sentido e envolvencia ao contrario de outros nomes (alguns deles até responsaveis pelo surgimento do estilo) que ora optaram por outros caminhos ou simplesmente tornaram a sonoridade completamente idiota e supostamente para ser ouvida em climas divertidos onde a cerveja impera (algo que me irrita profundamente).
No entanto é delicioso saber e principalmente ouvir albuns que se demarcam desses aspetos não tão positivos e criam algo realmente que invoca o lado mais "paisagista dos montes e vales" e puxam até si uma imponente carga que impoe respeito e sobretudo porque se eleva perante nós de uma maneira assustadora.
O caso do segundo album do projeto alemão Fyrnask é um desses e aqui tudo é mostrado de uma forma majestosa, fria, por vezes ritualista que nos consegue mandar para sitios completamente isolados e magicos onde se misturam fragrâncias extremas do que de melhor foi feito nos ultimos anos para resultar num perfume onde a natureza se funde com a religiosidade pagã originando um dos mais sentidos albuns de musica extrema deste ano na minha opinião.
É verdade que é um album muitissimo extremo (ouçam a monumental "Saltrian" ) e onde a base do BM impera mas a forma como o musico responsavel pelo projeto consegue conjugar outras sonoridades com ligeiras invocações que percorrem estados geralmente associados a bandas onde a beleza "neo-classica-ambiental-drone" se assume como fio condutor é absolutamente brilhante, transformando este longo registo numa especie de viagem que mexe com os nossos sentidos e nos atira para sitios inimagináveis.
Este aspeto para mim é primordial neste tipo de registos, procura-se não só a escuta simples mas uma forma de escape á nossa realidade mundana, um pouco como aquilo que bandas como Darkspace, Paysage D´Hiver, The Angelic Process, Dead Can Dance, alguns nomes do Cascadian Black Metal me provocam etc, não que isto seja completamente igual ao que se ouve nessas bandas, embora se notem algumas influencias de certa forma aqui e ali, mas o efeito é semelhante e a musica deixa de ser algo que se escuta para se transformar quase num estranho estado mental que nos atira para outros dominios..e é aqui que continua a residir a beleza da musica extrema, digam o que disserem e neste aspeto Fyrnask consegue tocar nos pontos certos..
Um album épico, majestoso, extremo, viajante, gélido daqueles perfeitos para se ouvir nas frias noites de Outono que por ai vêm, é que isto acreditem é realmente tocante e acima de tudo perfeito!
Para terminar apenas queria acrescentar que seguramente com o album de Carpe Noctem talvez tenhamos aqui as duas maiores surpresas deste ano, pelo menos para mim.
Deixem-se levar:




Incursus-Adaestuo (ep)


"In these accursed and despised days where most have betrayed and convoluted black metal with death metal influences or progressive meandering... We the forsaken few turn to INCURSUS to eclipse this trend and place us upon total fucking darkness, cast in the shadows of existence where evil lives and breeds in the contemptuous and parasitic glory of mankind. Bow down in supplication to the masters of death, slit your wrists and end yourself, fucking die in triumphant misery to the sounds of total aural chaos; the destruction of man. Adaestuo celebrates humanity's torment and eternal suffering, while prolonging mortification to revel in its emaciating gaze!!! If you place a value on your pathetic consciousness, NON INTRABIT IN LOCO ISTO!!"

Paysage D´Hiver-Das Tor


O Das Tor é provavelmente o album de Paysage D´Hiver mais proximo de Darkspace a meu ver, aliás existem momentos ao longo do album que quase dão a ideia que os estamos a ouvir, ou dito de outra forma mais simples e direta se Darkspace segue a sua jornada cosmica, PD´H é o equivalente a essa mesma jornada, mas aqui as coisas assumem-se dentro e ao longo de ambientes glaciares onde o lado mais invernoso continua a ter um papel preponderante nos sons e principalmente nas imagens que o extremismo sonoro vai levantando.
É um album longo com faixas com a duração media na casa dos quase vinte minutos, o que logo á partir pede alguma dedicação e cuidado porque como sabemos neste tipo de trabalhos tudo é feito para provocar alguma experiencia e vivencia sonora e não para viver do imediatismo.
Os samples colocados pelo meio da sonoridade maquinal apenas ajudam a dar aquele de efeito especial ao longo do filme que se ouve e os riffs cortantes como laminas chegam em alguns momentos a criar um esplendor morbido pela forma como dilaceram tudo que se vai ouvindo, e apesar da produção ser á Darkspace eu continuo a achar que para este genero de som, esta forma de captação continua a ser a melhor, mesmo que soe confuso aquilo que se propoe continua a ser amplamente conseguido.
Aliás o proprio Wintherr não parece muito preocupado em inovar nesse aspeto e até se fica com a ideia que quer trazer algo ainda mais cru para os dominios nebulosos deste projeto ou então isto seria material que teria ficado meio perdido nos ultimos anos e que ele resolveu enquadrar agora na banda para contrabalançar com o atual USBM que de certa forma tambem vive (embora talvez mais indiretamente), daquilo que o musico criou ao longo dos ultimos 10 anos.
É um album que pede um sentimento pessoal muito forte, que procura fazer-nos sentir na pele um desolador estado de fuga e nos deixa completamente perdidos num gelido deserto, olhamos para cima e as estrelas brilham para sempre(Ewig leuchten die Sterne), força do destino (Macht des Schicksals)? Ou isto é a chave (Schluessel) para abrir o tal portão (Das Tor) que fala o titulo do album e nos ser revelado algo?
Façam a viagem....e decidam por vós.

Nordløst-Collapse

A Estonia nunca foi particularmente conhecida por grandes movimentações dentro da musica extrema, mas estes Nordløst conseguiram captar um pouco a minha atenção, trata-se de um projeto criado pelos musicos  M. Kittask e T. Tomberg, que nesta curta amostra dada pelo Bandcamp demonstram que existem muitas boas ideias dentro daquelas cabeças..
São duas faixas que compoem este ep (lançado em registo "name your price") que podem não trazer nada de novo ao movimento Post qualquercoisa, mas que me soaram bastante bem, principalmente pelo ambiente gerado ao longo dos pouco mais de 15 minutos de duração..as influencias são notorias e remetem-nos um pouco para aquilo que bandas como Callisto, Isis ou uns KWC fazem ou fizeram num passado não muito distante.
Musicalidade que capta a atenção e onde a tal "atmosfera" dá uma tonalidade bastante fria e vibrante aos temas transformam este "Collapse" numa curta mas ao mesmo tempo colossal obra que acaba por surpreender bastante, uma banda a ter em atenção nos proximos tempos se gostam deste tipo de jogadas musicais, ficam aqui os temas...enjoy.

Lightsystem-Lost Language


Muito provavelmente estamos perante um dos albuns mais demolidores de 2013, não que isto seja uma peça de destruição massiva, mas pelo efeito viajante que provoca durante a audição.
Esta banda americana afirma-se e deixa a concorrencia a leguas com este registo, mais, se ainda choram o fim de Isis, este projeto é muito mais que um simples ombro amigo para largar umas lagrimas resultantes do funeral da banda do Turner, e podem esquecer o novo de Palms que ao pé deste "Lost Language" quase que não é nada.
Afirmação forte e provocatoria?
Talvez sim, mas depois de ouvirem esta hora certamente tambem me vão dar alguma razão é que o hibrido sonoro que vagueia entre alguns dos nomes maiores do corrente universo Post-Rock aqui não só é refinado como a substancia que se extrai é de uma cristalidade e clareza que nos atravessa a alma e deixa a pensar que raio se passou aqui..
Por entre momentos brilhantes de peso e ambiencias algo cosmicas a banda americana consegue criar de uma forma absolutamente brilhante um dos registos mais envolventes e carismaticos dos ultimos tempos, brincando, juntando e inovando num estilo onde quase já se ouviu tudo ou aparentemente tudo.
A voz do Danny Byrne é outro dos destaques do album, sendo basicamente o ponto de equilíbrio entre o lado cosmico da parte instrumental com um certo lado mais humano que as faixas transmitem depois no seu todo, originando uma estranha dualidade onde a envolvencia ganha os tais contornos mais planantes como se isto fosse uma especie de ascenção até ao grande oceano negro.
Estranhamente olhando para a capa do album é essa uma das ideias que fica.
Alguns albuns procuram isso mesmo, jogar um pouco com o lado surreal e fazer com a musica nos consiga tirar ou fazer sair algo de nós e este album na minha opinião não só o consegue fazer como nos deixa ainda depois estaticos bem lá em cima..
Influencias mais notorias presentes aqui vão dos obvios Isis, aperfectcircle, Deftones, Cerna, Tool, GIAA, Godspeed! etc a timidez do shoegaze tambem se afirma e tudo isto misturado origina um dos albuns mais surpreendentes que ouvi nestas ultimas semanas.
Recomendadissimo, não deixem que isto vos passe ao lado, podem escutar o album aqui: