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Jumalhämärä - Resignaatio


Atualmente o movimento BM anda meio paranoico, ou se assistem a autenticos flashbacks retro da coisa, mas com poucos motivos de destaque ou então as bandas mais vanguardistas embrulham-se de tal maneira nos seus proprios labirintos que custa a encontrarem uma saida, e já nem falo da "aura" que parece que se eclipsou do som, é que nem hoje nem ontem apenas basta ser uma copia de algo ou ter inspiração de algo, é sempre necessario acrescentar algo que acabe por definir o som, ainda mais nos dias de hoje com a enxurrada de lancamentos diarios...
Os finlandeses Jumalhämärä são um caso bizarro dentro do estilo, inserem-se dentro do rotulo BM mais vanguardista mas conseguem ao mesmo tempo soar de uma forma que se poderia encaixar num qualquer som saido do lado mais evil do movimento..
Logo na faixa de abetura deste Resignaatio somos completamente dilacerados por 10 minutos de BM extremo e complexo que bem poderia ter saido da mente de uns Dodheimsgard da fase mais alucianada, alias foi mesmo esta faixa que me cativou, é tambem a unica coisa que se pode ouvir por ai do album... não têm myspace e a info é escassa.
Acabei por comprar o album e tinha uma ideia e alguma expetativa porque se o resto do material fosse da mesma qualidade, este album seria mesmo algo especial...
Depois de recebido o album e de o ouvir varias vezes fiquei no meio de um dilema.
O trabalho é realmente acima da media, mas depois de escutada a "Ecstasy In Blood-A Ballad", esperava muitissimo mais deste projeto de pessoal de Fleshpress e Morko..
Existem aqui momentos fantasticos, mas existem outros que acabam por soar meio banais, e neste aspeto o album acaba por se perder um pouco, já que não se consegue erguer na totalidade, principalmente nos tempos mais..não direi Post-BM mas mais introspetivos, o que é estranho é que o lado ambiental (mais louco) funciona bem, como se ouve na final "Of Enlightenment and Righteousness pt. II"...mas os devaneios meio Shining e o excesso de vanguardismo presente destoa com grande parte do material digamos mais interessante o que acaba por tornar o album numa especie de molho agri-doce..
Se isto fosse totalmente tocado segundo as regras 7x7 da primeira faixa acredito que talvez se estivesse perante num album surpreendente, mas como não é fica tudo um pouco estranho, o que é pena porque a banda em si tem realmente boas ideias, mas parece que ainda não tem um som definido e soa ainda algo verde..
Se isso fosse um mcd de 20 e tal minutos e onde apenas se ouvissem a "Ecstasy In Blood", a "Storm is Coming" e tudo acabasse tudo na bizarria da "Of Enlightenment.." seria então uma peça de excelencia dentro do BM mais "adulto" (como a propria editora os definiu)..como não acontece é um album ainda na puberdade mas que me deixa com alguma curiosidade para o proximo capitulo..e ver se confirmam as boas indicações aqui presentes e crescem realmente..
Ah já agora destaque para o bonito digipak do album e para o conteudo grafico...
http://www.mediafire.com/?cszf17v6f854vwd

Nachtmystium-Addicts: Black Meddle Pt. 2


Nachtmystium são atualmente uma especie de banda bonitinha do movimento extremo norte-americano muito á custa da junção|união que a banda liderada pelo Blake teve nos ultimos anos, tanto na coragem em abordar uma nova tendencia dentro do USBM como na sua inteligencia em conseguir captar para si as ondas sonoras de musicos como o Sanford Parker ou o Wrest de Leviathan assim só para nomear os mais conhecidos.
Depois da muitissimo interessante primeira parte do "Black Meddle", lançada á coisa de 3 anos (já?) surge agora a segunda metade para esta especie de trabalho conceptual e onde a banda continua a sua marcha gloriosa por territórios algo retro-vanguardistas das sonoridades mais extremas.
Realmente uma das permissas para este album era aprofundar ainda mais o conceito musical iniciado no trabalho anterior e curiosamente ou talvez não o Blake e companhia atingem aqui uma especie e limbo que ofusca ligeiramente o que anteriormente criaram.
Primeiro a nivel melodico é algo que vai apanhar muito fã de surpresa e segundo pela propria estrutura das musicas que em alguns casos caiem no basico refrão/solo/refrão tipicamente Rock.
Mas fora isto existem aqui musicas que continuam a tremenda cacofonia deliciosamente perversa e tipica dos novos Nachtmystium como as "The End is Eternal" , "Blood Trance Fusion" ou a bruta "High On Hate".
Juntando isto tudo temos um daqueles albuns que em determinados dias poderá soar fantastico enquanto noutros um aborrecimento quase atroz, mas quem conseguir descobrir um meio termo entre estes dois tipos de estado mental provavelmente estará aqui nas suas sete quintas.
Aprofundando mais a nivel musical é mesmo impressionante os diversos pormenores que algumas musicas contem sendo que as irritantes e viciantes "Ruined Life Continuum" ou a "Nighfall" são dos momentos mais altos aqui mostrados.
Embora a banda afirme que procurava aqui aquele feeling setentista por vezes o material aqui exposto aproxima-se de algumas bandas do movimento (preparem-se)....indie.
Talvez só irão apanham isto se ouvirem algumas dessas bandas, mas existem aqui autenticos momentos que quase poderiam estar num album de The Killers ou dos antigos Joy Division, por exemplo, sobre estes a batida da Nightfall é quase surreal.
Mas uma coisa é certa a forma usada pela banda não compromete em nada a tonalidade narcotica usada neste album, porque conseguem de uma forma quase natural dissolve-la no meio daquele jardim de papoilas e seringas sujas...
O som de bateria, que aqui tem o cunho do Jeff Whitehead ou Wrest, tambem me parece bastante interessante e talvez venham mesmo dele as "estranhas" influencias que falei em cima, mas o homem toca, toca mesmo muito tanto num registo mais extremo como numa vertente mais soft conseguindo obter resultados dignos para aquilo que o album representa, basta escutar com atenção logo as primeiras faixas do album.
Outro pormenor interessante é a forma como o Blake consegue encaixar a sua voz ao longo do album, quase não muda o tom mas tanto consegue aplicar as cordas vocais numa quase radio-friendly song como a "Nighfall" e de seguida aplicar a mesma dose numa cosmica "The End Is Eternal" ou na "Blood Transe Fusion" com resultados brihantes.
Atualmente a banda conta nas suas fileiras com dois elementos de Lord Mantis (que se preparam para regressar este ano, regresso esse que é bastante esperado por aqui) e pelo cada vez mais guru S. Parker, com um line-up destes adorava ver como soariam estas musicas ao vivo.
Em resumo, um bom album na linha do anterior com alguns destaques absolutamente focalizados na criatividade e com uma envolvencia tipicamente Nachtmystium, mas algo abaixo da obra-prima que foi o regresso de Twilight e de onde alguns musicos aqui presentes tambem dão um ar sufocante da sua graça mas com melhores resultados na minha opinião, mas mesmo assim nota bem acima da media...cuidado com os refrões que ficam cravados e a ecoar na cabeça..
http://www.mediafire.com/?3qkygjzm5j3
Fica aqui mais um momento indieblack ou whatever..

Morowe-Piekło.Labirynty.Diabły


Confesso que aquilo deixou curioso e me fez ouvir este primeiro album dos polacos Morowe foram as influencias que supostamente estão por detrás desta banda.
Não que isto seja mais um daqueles super-projetos que vão abundando por ai, mas sim devido aos devaneios de inspiração musical que o trio Nihil, Hans e BaronVonB aqui mostram.
Musicalmente isto é mais uma daquelas bandas de avant-garde extremo vindas do leste europeu que pegam na sonoridade bruta do DM polaco e a embrulham com bizarras influencias vindas do norte da Europa, sendo que neste caso os nomes Arcturus,VBE ou Dodheimsgard são talvez os mais fortes no que concerne á influencia direta.
Os temas aqui contidos são bem estruturados e mostram que a banda sabe bem os terrenos que pisa e aquilo que quer, é certo que não inovam nem se está perante um album que mudará alguma coisa na musica extrema, mas aquilo que Morowe oferece é acima da media.
Depois de escrever isto não pensem já nuns Vesania ou nos austriacos Amestigon ou Abigor (por exemplo), apesar do album viajar e pegar nalguns momentos similares com essas bandas não é isso que se trata aqui.
O album vive numa especie limbo de Post-Black-Death de contornos vanguardistas que requer alguma atenção.
Existem aqui musicas muitissimo interessantes como a "Komenda" que vive bastante da paranoia de uns DHG, mas se por um lado existem momentos assim, noutros assistimos ao deambular de riffs que bem poderiam estar num album de Loits....isto se fosse vocalizado por um Nergal mais primitivo, confirmem na "Tylko piekło, labirynty i diabły" ou a "Wężowa korona".
Os temas são todos berrados em polaco o que não permite em nada compreender aquilo que o Nihil manda cá para fora, mas presumo que a tematica seja a recorrente dentro deste genero de musica.
Enfim um album que poderá agradar tanto a fans de DM polaco como a fans das vertentes mais á frente da musica extrema, por aqui tem rodado com alguma regularidade, se ficaram tentados depois destas linhas peguem nestes Morowe e escutem aquilo que aqui mostram porque na minha opinião é bastante interessante.
http://hotfile.com/dl/47671790/5e00fd7/M_10_PLD.rar.html

Castevet-Mounds of Ash


Prestem muita atenção a estes Castevet.
Aparentemente surgidos do nada e com o cunho da Profound Lore esta banda americana tem aqui um dos registos mais interessantes saidos nos ultimos tempos da nova vaga de BM americano.
Mais uma vinda do movimento Cascadiano, não que tenham raizes propriamente nesses locais já que Castevet vêm do outro lado do pais mais concretamente de Nova Iorque, mas a parte ideologica parece ter alguns pontos em comum com o movimento...
A banda inspira-se nos movimentos vulcanicos vs gelo de bandas como Panopticon,WITTR,Krallice (o album é mesmo produzido pelo Colin Marston) e afins, mas o que difere aqui é uma curiosa inspiração extrema que parece vinda de bandas extremas canadianas (pelo menos a nivel de rotação e voz em alguns momentos), e algumas do atual movimento mais vanguardista europeu do BM como Altar of Plagues e porque não de alguns registos mathcore..neste ponto não se assustem já, mas aquele baterista...escutem-no bem.
Junta-se tudo, mexe-se e obtem-se então Castevet, curiosamente album tem pouco mais de meia hora, tempo mais que suficiente para remisturar toda esta salganhada de influencias e onde somos teletransportados e largados á deriva no meio de um lago coberto de nevoeiro.
Riffs gelados, atuais e completamente retromindfuck têm um papel preponderante no autentico devaneio sonoro que aqui se ouve, não se trata de dissoncias nem nada que se pareca, alias muito pelo contrario, mas contêm um ambiente deliciosamente cativante e fresco quase inspirador que transforma a escuta num momento daqueles que nos fazem ficar estáticos a tentar decifrar cada nota que sai das colunas.
Escutem bem os sete minutos da ultima faixa "Harvester" e ouçam se aquilo não se parece com uns DarkThrone dos tempos mais florestais a tocar musicas dos Enslaved atuais ou algo assim, dois mundos quase opostos mas com uma estranha ligação entre eles...ou então na magnifica "Stones" que anda pelo meio..
E como perolas deste tipo existem muitas mais por aqui, basta encontra-las.
Curiosamente ou não este album tem tudo para adicionar Castevet ao lote das cada vez mais surpreendes bandas extremas norte-americanas, mesmo não usando o universo á volta do Sanford Parker nem estando situada no norte da california até ao Artico conseguem mostrar neste album que valem bem uma escuta/descoberta, isto se gostam do chamado Cascadian BM ou apenas de boa musica extrema atual..
E depois do autentico fail que foi Ludicra, da atual super apo$ta em Agalloch...e do atraso com Mitochondrion (este está a aborrecer-me bastante) a PLR continua a dar cartas no lado mais profundo da musica...ao menos isso.
Recomendado.
http://www.megaupload.com/?d=WFLK9TV4

Void of Silence - The Grave Of Civilization


Quem por ai conhece Void of Silence?
Provavelmente poucos a não ser que sejam fans de Primordial, já que o Alan Nemtheanga fez parte desta banda italiana durante alguns anos e esteve na base da concepção do ainda hoje fantastico "Human Antithesis", um dos pilares mais consistentes do post-doom europeu mostrados nos ultimos anos.
Chegamos a 10 e VoS liderados pelo Ivan Zara e Riccardo Conforti resolve voltar á carga e mostrar que a banda mesmo com a saida do carismatico Alan está ai para as curvas e a julgar pelo monstruoso Post-Doom que aqui desenvolve continua a trilhar no bom caminho.
O posto de vocalista (o terceiro depois do Malfeitor de Aborym e do já mencionado Alan), é agora ocupado pelo Brooke Johnson de The Axis of Perdition.
O homem ocupa o lugar de uma forma realmente bem competente continuando com o sentido vocal bastante epico, iniciado pelo senhor irlandes, embora aqui se perceba bem que VoS se entretem mais a explorar outros caminhos mais envolventes, mais misticos e mais viajantes sendo que estes acabam por ser ligeiramente diferentes do ambiente de um "Human Antithesis"(por exemplo), mas sem com isto sair mal da pintura.
Comparações assim mais diretas arrisco a dizer que este album é aquilo que se poderia esperar de uns A Storm of Light se o Josh não tivesse aquelas limitações vocais que todos conhecemos.
Exemplar trabalho de teclas que dá um brutal sentido epico ás musicas,o fumarento neuro-doom apocaliptico saido das linhas de guitarra, uma batida que mais parece o pulsar de uma onda de choque em slow motion é aquilo que esta banda nos oferece, e depois á ainda o espetacular enquadramento vocal do Brooke na musica que encaixa de uma forma brilhante no emaranhado catastrofico que aqui se presencia.
Tudo isto se une e conjuga num delicioso album de proporções epicas, que nos deixa completamente estagnados a absorver toda esta complexa furia mental e visual que a banda nos proporciona.
É como se estivessemos perante o fim de algo...fim esse cavalgante nas ondas de um enorme tsunami e ventos ciclonicos...
Em poucas palavras mais um dos albuns do ano e se não conhecem convido-vos a experimentarem aquilo que esta dupla criou agora e já agora apanhem tambem o anterior.
Brilhante e se isto é para ser encarado como a resposta europeia a ASOL, bem o Josh é companhia vão ter de se esmerar muito, mas mesmo muito no proximo registo.
Recomendado!
http://rghost.net/1731874
Fica aqui a Temple of Stagnation...

Celeste-Morte(s) Nee(s)


Os Celeste são atualmente umas das melhores bandas que se podem ouvir nos dias de hoje dentro da musica extrema.
A maneira raivosa como conseguem misturar uma sonoridade que tanto têm de BM (atual) como de Hard Core quase não tem paralelo nos dias de hoje.
Quando estes dois universos tão aparentemente distantes se unem neste amontoado de distorção apocalitica e se tornam numa tempestade de destruição sonora acaba por ser algo que pode provocar um ataque epilético a um qualquer fã mais fervoroso destas tendencias.
O novo Morte(s) Nee(s) continua a sua marcha sonica, criando ondas de choque que não só destroem tudo a volta como nos atiram para o meio de um vortex, virando-nos do avesso, e deixando-nos parados no infinito como que a pensar que raio se está a passar á nossa volta.
Sem duvida que este quarto album da banda é o mais monstruoso, o mais negro e o mais perfeito a meu ver.
Quando se carrega no play e saem os primeiros acordes da "Ces Belles de Rêve aux Verres Embués" a banda mostra bem ao que vem e ainda de uma forma mais dura do que até aqui, mas se este inicio poderá ser considerado realmente forte para os mais distraidos o que dizer daqueles momentos compassados e misturados com dissonancia da funeraria da "(s)" ou da "En Troupeau des Louves en Trompe l'Oeil des Agneaux"?
O album de 2007 foi para mim o melhor do ano, e o anterior apesar de continuar a chafurdar na excelencia sonora a que esta banda me tem habituado apenas perdeu porque 2009 sairam coisas anormais dentro da musica extrema (e este ano as coisas parecem ir pelo mesmo caminho), mas agora acho que esta banda atingiu o climax.
Sem duvida o melhor e mais poderoso album deles até agora na minha opinião, conseguindo criar aqui autenticos devaneios que me deixaram completamente de rastos....mentalmente estoirado e fisicamente espancado.
A envolvencia dos temas aqui claramente influenciada (mais uma vez) em nomes como DsO soa mais diluida na sonoridade Celeste e a parte mais extrema apesar de ter uma certa estrutura mais linear do movimento Hard consegue ser mais venenosa que muita banda de BM atual.
Juntado tudo isto obtem-se um trabalho tremendo em todos os sentidos e as vocalizações do Johan assumem aqui um papel de destaque serpenteando pelas musicas de uma forma bem agreste, conseguindo e dando uma profundidade medonha aos temas, mesmo cantando em francês o vocalista consegue segurar toda esta explosividade sonora nas suas mãos de uma forma insana.
"Un Miroir pur qui te Rend Misérable" e "De Sorte que Plus Jamais un Instant ne Soit Magique" são talvez os melhores temas deles até hoje e aqueles onde se notam mais todas as influencias que a banda absorveu desde o seu inicio.
Neste aspecto a "De Sorte que Plus Jamais un Instant ne Soit Magique" fica a ganhar, primeiro porque é a coisa mais longa feita por eles até agora e segundo porque a banda emprega ali uns momentos inspiradissimos em Drone|Doom de contornos psicofunerarios , absolutamente brilhantes e que me deixaram a pensar "estes gajos onde tocam fazem maravilhas".
Cada vez mais o trabalho mais lindo que ouvi até agora neste ano...
Ouçam, saquem e comprem aqui é uma ordem!
http://www.denovali.com/celeste/

Triptykon-Eparistera Daimones


Se existem duvidas acerca da importancia que continua a ter o Senhor TGW dentro da musica extrema, preparem-se para levar mais um par de estalos.
Depois do regresso com o excelente Monotheist e da sua "saida" dos Celtic Frost o homem aproveitou para não baixar os braços e continuar a aproveitar todo o culto que existe á volta dele.
Culto esse que se não fosse a explosão do BM nos anos 90 provavelmente não teria o impacto que tem hoje dentro dos fans de musica extrema.
Quem realmente assistiu ao surgimento dessa vaga diabolica sabe perfeitamente que as velhas entrevistas de algumas bandas que na altura davam os primeiros passos em quase todas as fanzines tinham quase como dever nomear Hellhammer e Celtic Frost no seu role de influencias e se existiam nomes consensuais eram estes a par de Bathory.
E como nestas coisas as coisas acabam por criar um circulo vicioso e o culto passou de uma pequena minoria para a escala planetaria.
De Emperor até Gorgoroth passando até por Moonspell a banda suiça era uma especie de sombra morbida que envolvia o estilo e se isto no BM seria mais que evidente outros nomes como Obituary tambem os incluiam no seu role de influencias.
Actualmente depois da divisão de Celtic Frost o Tom resolve criar mais um monumental projeto, que bem vistas as coisas tem tudo para se tornar numa especie de upgrade a CF e em especial ao Monotheist.
Com a ajuda de musicos de Fortress, Fear My Thoughts e da desconhecida Vanja Slajh, o musico suiço continua a destilar momentos de negritude epica com uma espantosa envolvencia que só está ao alcance de sobredotados do estilo.
Musicalmente o album roça a perfeição no seu todo e secalhar esta frase chegaria para descrever o album.
As primeiras sensações que se tiram daqui é que isto é realmente um desenvolvimento face ao retorno de CF, já que todos os detalhes que tornam esse album especial se encontram aqui, mas existe mais.
Musicas como "In Shrouds Decayed","My Pain"(quase em terrenos TripHop)ou "Myopic Empire" trazem de volta o passado mais avantgard da banda enquanto outras como a "Goetia","A Thousand Lies","Abyss Within My Soul" ou a brutal "The Prolonging"mostram a banda mais pesada que nunca.
Aqueles riffs hipnoticos e algo caracteristicos da banda estão cá e o Santura consegue acompanhar o mestre com alguma facilidade, já agora por falar nisto os musicos escolhidos para dar "vida" a Triptykon são mais que competentes.
E se na parte mais organica as coisas funcionam realmente bem, os momentos mais ambientais acabam por adensar ainda mais o clima perverso que muitas vezes se encontra tambem nas obras do HR Giger que é o responsavel pelo artwork do album (sobre este procurem os trabalhos do homem não se fiquem pelo 8º Passageiro).
Agora misturem todas estas referencias e terão uma curta preview sonora daquilo que se ouve aqui.
Pesadissimo e fantasmagorico com um enorme manto de escuridão a envolver os temas, sendo que estes relevam as bases da criação dentro da musica extrema na sua vertente mais moderna mas com uma mão a apertar o pescoço ao passado, talvez esta referencia seja mais evidente na "Descendant" onde os dois mundos se unem em perfeição.
Mas se o lado mais metalico seria mais que obvio existe aqui uma musica que acho verdadeiramente fenomenal a "Myopic Empire", não sei se será de mim ou não, mas esta musica lembra-me bastante Alice In Chains, que me parece totalmente influenciada em momentos do Dirt, dito de outra forma se os AiC dessa altura ganhassem mais tonelagem talvez soassem assim e este tema é na minha opinião um dos momentos mais simples e ao mesmo tempo fantasticos deste Eparistera Daimones.
Outra momumental peça de musica é a faixa final, que é aquela que mais se aproxima ao passado da banda e até viola selvaticamente os dominios do Doom|Drone.
Nesta o inicio explosão actua como se estivesse perante o final dos tempos, com uma aura toxica por detrás das vocalizações apocaliticas em tom declamatorio do Tom e assentada numa espiral de riffs que mais parecem uma chuva de meteoritos a cair ao longo de uma paisagem em tons acastanhados e vermelhos...e mais não digo,ouçam.
"Lord have mercy upon me" ouve-se na Goetia, acredito que misericórdia será algo que não terá depois de varias escutas, alias até acho que ficará bem desagradado e invejoso por isto vir do lado de baixo, mas é a tal coisa "Lie upon lie mankind shall die...
Um album realmente fenomenal, intenso,visualmente poderoso,musicalmente perfeito que não cumpre apenas o dever eleva de novo os niveis de ansiedade pelo futuro destes Triptykon, é que quem sabe nunca esquece e quem esquece...bem o tempo encarregar-se-a de fazer o seu dever..
Será certamente um dos albuns do ano e apesar das primeiras escutas não me terem tocado por ai além (talvez pela ansiedade) acho que isto começou a bater a serio agora.
Obrigatorio.
http://www.mediafire.com/?5qwynentlxk

Sixx-Sister Devil


Benvindos ao final da decada de 70 e meados da decada de 80 onde aquilo que se chamava "vanguardismo" começa a dar os seus primeiros passos e que mais tarde seria visto como a fase embrionaria do movimento gotico...
Apresento-vos os Sixx.
E que banda é esta?
Bem algumas pistas sobre quem está por detrás deste projeto:
Virkenes no tribunal,culto satanico,repetição hipnotica de notas musicais que nos deixam num estranho mal estar fisico e espiritual, liturgia e imaginario demoniaco carregado de atmosferas que nos dias de hoje continuam a ser um fonte de inspiração dentro do Underground mais extremo,trio e Watain.
Chegaram lá?
Pois bem são esses mesmo que mostram neste mcd de nome Sister Devil uma nova musicalidade mais virada para aquilo que uns Joy Division,Sisters of Mercy ou Bauhaus criaram num passado distante...e que actualmente encontra alguns paralelos nuns The Devils Blood.
Se gostam de uma sonoridade mais light dentro da musica extrema mas ao mesmo tempo com alguns ambientes bem escuros certamente os Sixx são algo a não perder de vista.
Muito boa cena...enjoy the sick sister devil fuckers!!
http://depositfiles.com/pt/files/i8psb1j00

Irradiant- A Gift From The Heart


Descobri esta banda meio por acaso, um Facebook friend mandou-me uma msg a perguntar se lhe conseguia encontrar isto, meti mãos á obra e dei-lhe uma ajudinha e acabei por ouvir tambem e....foda-se.
A informação presente é escassa apenas se sabe que por detrás destes Irradiant está apenas uma personagem de nome Brooke Johnson responsavel por tudo o que aqui se ouve desde a voz até á barulheira sonora, seja ela organica ou maquinal.
Musicalmente isto poderá encaixar dentro das tendencias mais vanguardistas do Metal Extremo actual.
Nomes como Godflesh,HALO,Jesu e Blut Aus Nord são mais que evidentes assim ás primeiras impressões, mas a juntar a isso existe aqui um certo pendor sonoro que ora entra numa especie de postqualquer extremo como a dadas alturas quase entra em territorios pantanosos vindos do Sludge mais violento.
Ambiental e catastrofico (chegando a lembrar neste aspecto uns The Axis of Perdition por exemplo), o trabalho aqui desenvolvido pelo Brooke chega a assustar e atira-nos para o meio de uma tempestade de voltagem que impressiona bastante, queima-nos e deixa-nos a rastejar...
À medida que ouvimos o album aquilo que nos surge na mente é um ambiente demencial, claustrofobico e negro que perdura e perdura por entre os nossos neuronios dando a ideia que se está perante o impacto de uma explosão mental e visual, já que a estrutura musical aqui presente tem tudo para picar e fazer sangrar os nossos sentidos mais escondidos.
O Sludge e o Post funde-se com o Industrial e o Industrial mistura-se com o BM mais misantropo, sendo que a voz aqui actua como um eco na nossa mente e nos vai recordando que nem tudo merece um esticar de mão e ás vezes mais vale desprezo por aquilo que nos rodeia que outra coisa qualquer.
O titulo do album é bastante ironico neste aspecto já que se isto é uma oferta do coração, o coração que a oferece não deve ser lá muito mole, alias isto mais parece um entrelaçar espinhoso de emoções dadas a pessoas com muita pouca consideração pela Humanidade.
Explosivo como ainda não tinha ouvido nada este ano, ainda mais misantropo que muito trabalho de BM que por ai anda e musicalmente a adição da lama vinda do pantano com visões estranhas, aqui tem o condão de nos fazer afogar no meio de explosão apocalitica que aqui se ouve.
Um registo que para já é das melhores coisas que ouvi este ano....um autentico espancamento sonoro, se acham que é demasiado experimentem ouvir isto bem alto e depois não digam que não avisei...
Podem sacar o album diretamente do site da banda, para isso basta apenas pedirem atraves do vosso mail e depois receberem um link para o terem, cliquem aqui:
http://irradiant.bandcamp.com/

Abigor-Time Is the Sulphur in the Veins of the Saint...


Por vezes existem coisas estranhas dentro da musica extrema.
Quem diria que um album como o penoso Satanized fosse mesmo a parte zero daquilo em que Abigor se tornou actualmente.
Quem os conhece minimamente sabe que os primeiros registos desta banda austrica conseguem fazer frente a muito do BM vindo do Norte da Europa e em alguns casos superar mesmo.
Mas com o passar dos anos a banda começou um pouco a, não direi perder-se mas a tentar sair um pouco do seu casulo nocturno.
O album que falei deles em cima foi mesmo um dos primeiros passos dados pela banda do PK, embora como todos sabemos as coisas não correram lá muito bem, alias é mesmo um dos piores albuns de BM dos anos 90 na minha opinião, isto fazendo uma ponte com aquilo que criaram até esta altura.
Encerraram as portas depois deste erro e voltaram em 07 com uma nova formação, mas apostados em seguir os passos mais "vanguardistas" iniciados no Satanized e para alegria de uns e tristeza de outros as coisas até acabaram por resultar já que o album mostra a banda com quase toda a capacidade para fazer aquilo que se tentou antes mas não se conseguiu.
Chega agora mais uma rodela de Abigor, ou melhor um mcd ou split como queiram ver isto, e aqui sim as coisas conseguem de facto ser abrassivas e corrosivas como nunca o fizeram.
O trabalho divide-se em dois temas cada um com quase 20 minutos onde o actual trio (PK,TT e o AR) mostram bem o porquê de tanta eforia á volta deles ao longo dos anos.
Aqui já não existe espaço para momentos BM com laivos de BlackThrash hibrido nem brincadeiras musicais com a desculpa do suposto vanguardismo, apenas e só se assiste a uma descarga de BM de contornos bizarros que tanto caiem para o lado do ortoxismo ambiental como para o trance.
Se procuram um paralelo sonoro talvez o nome de DHG vos atire para o centro da tempestade, mas mesmo assim não deixa de soar a possessões fractais mais actuais ao genero das brincadeiras de uns Ephel Duath por exemplo a nivel sonoro.
Dito isto, este talvez seja o registo mais lento,introspectivo e porque não escreve-lo mais insano da banda até hoje, mas com um lado bem positivo, já que o puzzle acaba por encaixar muito bem e quando isso não parece acontecer a banda aperta com certos momentos que resultam em autenticos mindfucks sonoros que nos deixam completamente sem saber para que lado nos devemos virar,mas só ouvindo mesmo.
As vozes do A.R. são mais uma vez muito boas, confirmando as credenciais deixadas no album anterior e tornando-se no vocalista ideal para estes Abigor New Era e um dos mais interessantes actualmente na minha opinião.
Gostava de ouvir este gajo num trabalho de DHG, já que por vezes o tom da voz é assustadoramente parecido com o do Aldrahn (a maior influencia do Arthur Rosar tudo leva a crer).
O tempo é o enxofre que corre nas veias do Santo, o nome diz tudo acerca do conteudo lirico deste mcd, levando a crer que agora Abigor se centra nos conteudos mais ortodoxos do BM actual,alías a parte final do primeiro tema confirma mesmo isso, sendo isto mais uma excelente opção da parte do Peter.
Outra coisa que realmente curto é o som do baixo, sinceramente já não ouvia um trabalho deste porte á muito tempo com um poder deste calibre.
Apesar da sonoridade complexa isto é tão doce e amargo que se fica preso aos quase 40 minutos de uma forma surreal...tão surreal que até ouvi uma frase aqui berrada bem alto igual a uma de Slipknot.
Excelente mesmo este novo de Abigor,carregado de veneno e loucura bem ao meu gosto, definindo isto por poucas palavras arriscaria a dizer que este é mcd tem tudo para ser um classico ao nivel de um 666 INT é que apesar das tais semelhanças com DHG conseguem criar um trabalho com a marca propria de Abigor e mistura-lo com a inteligencia de Einstein...resultado.....bem o "Tal sem Nome" acena com dois dedos levantados para o novo milenio...
Essencial.
http://www.mediafire.com/?tztjzjz2n5i





Secrets of the Moon-Privilegivm


Esperava isto com alguma ansiedade,primeiro porque Secrets Of The Moon são uma banda que já sigo há uns aninhos e segundo porque o anterior Antithesis continua a ser um album de eleição por estes lados.
Chega a agora a novidade Privilegivm e nela a banda não baixou a fasquia no que diz respeito a qualidade mesmo com as ligeiras mudanças de Line-up.
A banda alemã surge quase como congelada em relação aquilo que se explorou no album anterior embora ligeiramente mais liberta de certos demonios interiores.
Para muitos isto poderá soar algo basico e ainda mais o será se nos ultimos tempos tiverem andado a ouvir Nacthmystium,Satyricon ou Glorior Belli,mas convem sublinhar que muito antes de essas bandas arriscarem este tipo de exploração musica já a banda do SGg se subjugava a outras sonoridades mais planadoras que aqui ganham contornos ainda mais majestosos e de certa forma epicos.
Logo a abrir sente-se o enxofre a misturar-se no ar ou não fosse esta uma das maiores influencias "liricas" da banda, se é que me faço entender e partir daqui a banda vai vagueando numa hipnose que tanto cai para o lado Luciferino,como se ergue a mostrar alguns focos de luminosidade mais refrescante.
Uma das coisas que mais se sente aqui novamente é o poderoso groove que conferem um brutal toque de poder aos temas que quase nos obrigam institivamente a aumentar o volume das musicas.
Embora com isto tudo não é um album facil de assimilar alias até me parece ser mesmo o mais complexo e estruturado da banda até hoje,já que os temas são enormissimos.
È certo que sempre o foram de certa forma,mas aqui nota-se que a banda se encontra no pleno das suas faculdades artisticas e musicais pode soar estranho mas isto parece uma estranha mistura de um Monotheist de Celtic Frost(que continuam a ser o nome maior naquelas mentes) com algumas coisas feitas pelo Satyr ou saidas de Nacthmystium se bem que aqui na minha opinião são muito mais interessantes e bem mais vivas.
Para comprovar isso basta ouvir uma faixa como a "I Maldoror" que bem poderia estar num album de Satyricon isto se a dupla norueguesa não se perde-se ás vezes em patetices sonoras...
A maneira alquimista com que a banda consegue juntar pequenas peças do actual puzzle extremo é deliciosa não se limitando a copiar mas divertindo-se a criar sejam em momentos lentos ou mais acelarados, mais um exemplo para explorar ouçam a longissima "Harvest" e depois digam alguma coisa, aquilo mais parece uma aranha de instrumental post metal misturada com salpicos de sonoridade ortodoxa a tentar recriar um tema de Down com um resultado bastante interessante.
Como isto existem mais pontos de interesse ao longo deste album,não deixando a banda cair em desgraça conseguindo mesmo continuar a te-la como um dos destaques mais positivos dentro desta nova vaga de BM mais brilhante.
È certo que como disse não é um album muito facil,mas depois de sentir-nos a luz a clarear-nos nos olhos temos aqui um dos albuns mais vanguardista feitos este ano e um dos mais bem trabalhados.
Darkness
Silent death
For they know not
http://www.mediafire.com/?ntkzlmwyjei

Bergraven-Till makabert väsen


Bem o album anterior era excelente mas este consegue ser ainda mais.
Bergraven está de volta e com um som renovado e mais dinamico em todos os sentidos.
Se no anterior as coisas se centravam um pouco para aquilo que muitas bandas comecavam a ter tentação em cair, agora a banda do Par surge balanceada para o outro lado, mais vanguardista e nordica em vez de uma absorção no Post qualquer coisa.
Não esperem um album facil, alias de facilitismo aqui não existe nada e pior existe aqui uma complexidade musical tremenda, primeiro a voz que é totalmente cantada em sueco que dá um total efeito de mindfuck sonoro e em segundo a parte instrumental é um autentico puzzle de sons que percorrem varias areas.
Nomes que me vem a cabeça quando ouço este album incluem Virus e principalmente Ved Buens Ende, tanto na estranha veia progressiva, parece que os temas se desfazem como areia a passar nos dedos, como na capacidade transformar algo feio e horroroso num jardim florido.
O fantastico som sacado das linhas de baixo dá uma estranha vida ao album e a guitarra tocada com uma aura quase narcotica só ajuda a criar uma sonoridade tão estranha como refrescante,confiram a "Jag Laver Djavul" para ficarem com a mente a andar a roda.
Sejam em momentos de melancolia demente como em espasmos que soam estranhamente experimentais e ambientais.
Não existe aqui rebeldia pura e dura, nem momentos Post a dar um clima cinematografico o que aqui se ouve são musicas que foram exumadas de um qualquer cemiterio e que agora querem ganhar vida á força toda, embora cambaleando.
E consegue-no, embora como escrevi isto seja demasiado complexo para se ouvir assim a toa é um daqueles albuns que acaba por nos fazer mexer e apurar os sentidos um pouco como as bandas do Carl Michael fazem de uma maneira tão original.
Mas atenção não esperem aqui um album de BM,se bem que quem se sentiu defraudado com o ultimo de Shining, talvez encontre espaço e tempo para afogar um pouco as magoas embora não de uma forma direta é claro.
Mas ainda se encontram aqui alguns restos de algo que se poderia chamar de BM como algumas partes da "Det Andra Liket" ou na "I Timmem Nar Allt Ar Over", mas não vão muito além disso.
Experimental e alucinante mas com a cabeça naquilo que se está a criar, para não sair forçado ou idiota este album é pura classe e um dos trabalhos mais criativos e mente aberta deste ano na minha opinião.
Um album delicioso editado pela mão da Hydra Head agora mais a serio depois de os terem apanhado com o Dodsvisioner.
Querem um conselho ouçam isto com uns fones durante a noite,autentica viagem de olhos abertos no meio de um pesadelo...
http://depositfiles.com/pt/files/ja9wms1ix

Sun of the Blind-Skullreader



Era de noite e de repente olhei pela janela e vi uma luz vinda do espaço a percorrer os céus.
Sai e olhei em redor,mas tudo estava silencioso,estranhamente silencioso...
Uma estranha calma que era palpavel no ar,mas algo não estava correto,sentiasse que algo provavelmente derivado daquela luz se expandia pela atmosfera.
Pequenos focos de nevoeiro erguiam-se por entre as arvores e o estranho luar de contornos azuis e brancos parecia apurar os meus sentidos,estranhamente como se estivesse a ser preparado para um encontro com um qualquer Ser vindo do Espaço.
Um rito iniciatico que muito certamente me abriria as portas para uma nova dimensão intergalatica,onde a hipnose e o deslumbramento fariam parte do jogo sonoro que estaria prestes a encontrar.
Vejo um vulto por entre a bruma....um estranho Ser sem corpo ou outra qualquer parte fisica tocavel,seria apenas uma visão ou seria algo mais?
Aproximasse de uma forma lenta,demasiado lenta para ser perceptivel, parecia que o tempo simplesmente parara ou então apenas me encontrava envolto num qualquer trance já que os meus movimentos simplesmente desapareceram e a minha vontade era algo que não controlava..
Queria fugir,mas ao mesmo tempo ficar ali.
Sentia um intenso cheiro a terra molhada misturada com queimado,os meus braços pareciam pesar toneladas,os joelhos tremiam e os olhos brilhantes olhavam para cima...para cima, para aquela luz e aquele vulto que agora me assombrava o corpo paralizado de medo e encantamento.
Tentei fechar os olhos e respirar bem fundo...
Senti-me leve,tão leve que me elevei no ar,o grande Oceano negro parecia puxar-me para o enorme vazio...de olhos fechados via o Sol um estranho Sol, onde os raios eram enormes tentaculos que me moviam em todas as direções e a luz emanada era fria e cortante como uma brisa polar.
Era, se é que conseguia descrever alguma coisa, uma particula terrestre unida com algo alienigena, um misto de carne com nada..apenas e só.
Abri os olhos e vi a mesma luz a desaparecer no Espaço Sideral...cai de rastos e a terra entranhou-se-me na pele...imovel, apenas ouvia ecos de animais e folhas a tocarem-se entre si...

Isto é o que se sente ao ouvir este album.
Projeto do Zhaaral que aqui pega na aura extra-terrestre de Darkspace, do qual é uma das forças por detrás e lhe adiciona um sabor mais terrestre a nivel emocional.
Uma saborosa mistura vinda do espaço que joga com os ambientes angelicais dos The Angelic Process e momentos soturnos arrancados a ferros de Esoteric e Monumentum(existe aqui alguma ajuda do Roberto Mammarella em materia mais ambiental), originando um albun de proporções grandiosas que se funde com as nossas mais negras visões e sensações.
Sem duvida um dos melhores albuns deste ano e se Darkspace me atira para o Espaço, Svn of th Blind consegue manter-me a viajar pelos recônditos terrestres mais estranhos..
http://rapidshare.com/files/244497410/Sun_Of_The_Blind.rar

Voodoo Kungfu-One


Throat singing+Musica Extrema=Voodoo Kungfu.
Antes de mais, sim o nome soa parvo,mas soará tão parvo para nós como secalhar o Kalevala soará para o pais do Sol Nascente se me faço entender.
Vindos da China esta banda criou um album que é qualquer coisa de fenomenal e espectacular.
Apesar das diversas "covers" que aqui se ouvem, vindas de nomes tão dispares como os Eurythmics, na "Sweet Dreams",o Jorge Benjor na "Only The Gods Can Judge Me", embora aqui me pareça uma inspiração indirecta já que o tema já foi usado pelo Max Cavalera nos Soulfly(só o sotaque chinotuga do Li Nan,vale uma escuta) e acabando numa twistedmindfuckcover de Bob Marley parecem-me ser uns bons motivos para se despertar a curiosidade e ouvir este album,mas não existe apenas isto.
Apesar deste chamamento inicial algo perverso a banda vale na minha opinião é pelos seus temas em nome proprio já que é onde a tal união que falei na primeira frase se assume com um resultado bastante eficaz.
A primeira faixa que abre o album entitulada "This Shore" é brilhante começa com uns vocais semelhantes aqueles que os Bruno faz nos The Firstborn para depois explodir num ambiente chinês algo teatral, mas bastante poderoso.
Musicalmente conseguem encaixar a sonoridade oriental com um extremismo que por vezes nos remete para algumas bandas da nova geração como o caso de Static-X ou Slipknot, alias a nivel de guitarras parece-me ser referencias algo obvias,bem como para alguns mitos mais industrializados e algo tribais vindos de lados mais abrasivos como os casos de Rammstein ou Tool.
A adição de um violino em diversas faixas como aquele que se ouve por exemplo na faixa numero 5(apesar de não ter titulo é um dos grandes momentos do album), acaba por engrandecer o album e aqui quase que se entra num daqueles reinos estranhos mindtwisted bem ao jeito de uns Bethlehem enquanto noutros pontos o universo quase MDB se revela no ar.
Prepositado ou não este album corre varias referencias acabando por as contextualizar na sua musica de uma forma bastante original.
Acho este trabalho fantastico e apesar de ser do ano passado conseguiu cativar-me de uma forma que nem eu estava a espera.
Se gostam de coisas diferentes e algo estranhas como eu, acho que vale a pena dar uma atençãozinha a estes Voodoo Kungfu....
http://rapidshare.com/files/237824212/Voodoo_Kungfu_-_One_-_2008.rar

Dead Shell of Universe - Tamo Gde Pupoljak Vene...Tamo Je Moje Seme


Com a nova vaga de BM de tendencia mais alargante começam a surgir por ai cada vez mais bandas com uma visão muito peculiar do genero e vindas dos mais variados locais.
Um dos mais interessantes casos que ouvi nas ultimas semanas é o dos servios Dead Shell Of Universe,banda formada por apenas dois elementos de algumas bandas vinda daquele pais balcanico e que consegue ser bem mais consistente que os projectos base na minha opinião,tirando os muitissimo bons Kozeljnik.
Este ep de apenas 3 temas é muito bom na minha opinião já que o BM que a banda cria consegue ser bastante envolvente,embora traga a memoria certos nomes em determinados momentos mesmo assim conseguem transformar as musicas em algo que na minha opinião vale bem umas escutas com atenção.
São 3 musicas de sonoridade BM moderna ao jeito de DsO alias esta parece ser a principal fonte de inspiração pelo que ouço por aqui mas não só a juntar a isto existe um trabalho delicioso de teclas que cria um ambiente algo desolador e epico nos temas que os aproximam um pouco de uns BaN embora não tão agreste quanto eles.
Excelentes riffs de guitarra embrulham-se com uma bateria bem estruturada que ajuda a definir e a dar um toque bastante especial aos temas,enquanto o registo vocal apesar de não ser algo de sobrenatural consegue dar por entre vocalizações epicas e gritos agoniantes um sabor bem gelido as musicas.
A ultima musica é um longo e amontoado instrumental que encerra e de que maneira o ep construido com uma base industrial consegue criar momentos de suspense e panico isto quando entra em dominios mais espaciais que actuam como uma longa reflexão depois da brutalidade que foram as duas faixas anteriores.
Acho que temos aqui uma banda a ter em conta num futuro muito proximo porque parece-me ser um projecto bastante eficaz e poderoso nos ambientes que cria.
http://www.mediafire.com/?dm3tgvkyjkn

IXXI-Elect Darkness


Tipo ainda não sei bem o que se passou com IXXI neste album e ando a matutar que raio andaram a fazer estes suecos no espaço que se criou entre o excelente album que foi o Assorted Armament e este novo registo.
È que muita coisa mudou e perguntam com resultados?
Bem ficam meio a meio já que o que se ouve aqui pode-se dividir em cenas boas e outras que sinceramente não resultam lá assim tão bem.
Primeiro a voz do Totalscorn totalmente desprovida de sentido e estupidamente parecida com o trabalho do Maniac enquanto esteve em Mayhem o que não encaixa muito bem,embora quando o fantasma Mortuus assume as redeas do seu corpo as musicas ganhem logo outra alma e bem mais dinamica.
Outra coisa que por vezes se ouvia no album anterior e aqui ganha novamente destaque,alias até bem mais são aqueles riffs estranhamente modernos tão modernos que poderiam estar num tema de uma banda como Slipknot, dos tempos mais agressivos,não acreditam ouçam o inicio e riff principal do "Southern Tribes",que cena mais bizarra ainda mais vinda de uma banda de BM.
E para além deste existem mais ao longo do album embora na sua grande parte as guitarras do Acerbus e Nattdal procurem criar algo novo na mistura que fazem ao longo das musicas fica sempre uma sensação de deja vú permanente que vai desde Thorns até Secrets Of The Moon até a tal banda que falei em cima.
Se resulta ou não depende de quem ouve mas que demora a interiorizar isso não tenham duvidas.
O que gostei bastante neste album é o som de bateria,um dos aspectos mais positivos deste album já que consegue baralhar a sonoridade estranha (que sobresai bem mais aqui) que se ouve ás vezes com a agressividade mais terrorista da banda.
Nota-se que a banda tem vontade de criar algo diferente com os pés assentes no universo BM mas fica-se a meio caminho e tambem a duração do album tambem não ajuda demasiada coisa para encher.
No geral e na minha opinião precisam de algo que os torne mais venenosos e não tão com vontade de fazer as coisas certinhas, porque bem vistas as coisas ideias não faltam o pior é conseguir transforma-las em algo que deixe de rastos que ouve o album e isso falta um bocado e nem o sentido mais epico que as musicas ganham lá mais para a parte final do album os consegue salvar.
Destaque para as faixas "Beyond The Rupture" que resume na perfeição a nova sonoridade desta banda o tema de abertura "Underworld" e a "A Bitter Lesson" que encerra o album.
Esta ultima talvez a faixa mais interessante do album,embora mais melodica consegue criar uma aura diferente do que se ouviu até aqui talvez para adoçar novamente a boca depois da monotonia da parte final.
Uma meia desilusão,esperava bem mais deste album.
http://www.mediafire.com/?mnjolf5mjv5

The Axis of Perdition-Urfe


Existem albuns que se vão ouvindo ao longo dos anos que acabam por despertar sentimentos estranhos uns logo a primeira outros tornam-se autenticos pesadelos á medida que se vão descobrindo.
Este novo registo de The Axis Of Perdition encaixa nestes dois mundos.
Primeiro porque quem se atrever a ouvir sem estar preparado poderá ser sugado para uma dimensão estranhamente obscura e em segundo porque a meu ver a arte contida neste registo duplo tem tudo para se tornar numa especie de literatura musical bem medonha.
Trata-se de um album conceptual imaginario onde uma personagem (Urfe) deambula por entre uma cidade decadente chamada Locus Eyrie.
Devido a uma misteriosa carta ele é obrigado a encontrar a Salvação,mas com isto ele descobre que nem tudo o que parece é, e que para atingir o seu fim tudo tem um preço...mas alto.
A realidade em torno da sua pessoa desintegra-se e ele descobre que afinal o mundo em seu redor,não é afinal aquilo que os seus olhos veem.
È neste clima fantasmagorico que a musica se vai desenvolvendo por entre partes industriais que trazem a memoria alguns jogos para mais de 18 anos que por ai andam e sobre o qual é declamado todo o caminho percorrido pela personagem central.
Um autentico conto de Horror com musica uma especie de literacia obscura e medonha que tem o mesmo efeito se for comparada ao que lemos por vezes em diversos autores digamos mais "goticos".
A primeira parte é uma autentica OST já que apenas a voz ecoa(narrada pelo actor Leslie Simpson) e o ambiente claustrofobico e industrial vai surgindo e transformando a sala em redor num cenario estranho e morbido com algumas passagens que chegam mesmo a ser macabras.
Na segunda parte continua a mesma viagem talvez ainda mais insana e com a adição de alguns momentos musicais mais extremos na linha de uns DsO e com uns vocais sentidos e que lembram bastante a maneira de cantar do Alan de Primordial.
São poucos esses momentos mas bem atirados ao sentimento musical aqui patente.
È um album longo e completamente ambiental num sentido imaginario,decadente e urbano mas com um poder intenso.
Um livro ou melhor uma historia de Horror musical muitissimo bem conseguida e cinematografica é o que oferece desta vez a banda inglesa.
A ouvir de preferencia com uns fones...a viagem ainda resulta melhor.
http://www.megaupload.com/pt/?d=JFK8GIXR

Hateful Abandon-Famine (or Into the Bellies of Worms)


E agora algo refrescante:
Hateful Abandon.
Gostaram de Lifelover?
Se a resposta foi positiva então experimentem este album.
Imaginem o universo negativo do BM mais depressivo e o Dark/Pop dos anos oitenta.
Estranho não é?
Agora misturem as duas coisas ficaram com uma ideia?
Não?
Não acreditam que isto é posivel?
Pois bem, resposta errada, é de facto possivel e melhor soa muitissimo bem.
Esta banda inglesa consegue de uma maneira bastante coesa e original fundir estes dois mundos que apesar das devidas distancias tem algo entre si.
Geralmente nomes como Joy Division,Bauhaus,Sisters of Mercy,The Cure ou Depeche Mode são nomes que estranhamente ou não fazem parte do gosto de muito fan de BM então porque não tentar captar a essencia musical deste estilo e adicionar o tal efeito depressivo do BM.
Já muitas bandas o tentaram fazer e lembro-me assim de repente de Virus e o caso talvez mais gritante Joyless banda que conseguiu misturar os dois estilos de uma maneira algo tosca mas bastante cativante e original.
A juntar a esse lote fica agora mais um nome Hateful Abandon e que para mim se torna num dos projectos melhor concebidos no que toca em originalidade e simbiose dos generos que falei em cima.
Misantropic Pop foi um dos rotulos que Joyless ficou conhecido,HA apenas ajudam a desenvolver ainda esse universo.
Com um vocalista que parece possuido pelo fantasma putrefacto do Ian Curtis(FANTASMA MESMO já que as partes vocais vão desde a subtileza Pop até aos gritos insanos ao jeito de Silencer,para se ter uma ideia) e com um devaneio instrumental excelente no qual o baixo assume um papel de realce dando a pulsação certa aos temas e no qual a bateria ajuda a definir todo o ambiente que se ouve ao longo destes sete temas,alguns a lembrar uns Aperfectcircle isto ao nivel de orquestrações(samples) mais viajantes.
Simples, mas poderoso e eficaz,por vezes depressivo com uma aura Post qualquer coisa a assombrar os temas,um autentico sonho musical que por vezes se torna assombroso.
È de facto um album muitissimo bem conseguido e melhor transformado por esta banda inglesa que consegue fazer algo "á parte" para quem gosta de absorver todas estas tendencias que tenho vindo a falar no texto.
Dark Pop,Black Pop ou Misantropic Pop,Post BM o que lhe queriam chamar mas que isto é bom.....foda-se é bom mesmo.
Entrem no pesadelo e deixem um sorriso....
http://lix.in/-3918bc

The Firstborn-The Noble Search


E agora é tempo para falar daquele que é para mim o album do ano.
The Noble Search de The Firstborn banda que ao longo dos ultimos dez anos (isto se contarmos os tempos "Evil") tem conseguido fazer poucos albuns mas com uma qualidade surpreendente,fazendo crer que mais vale pouca quantidade com qualidade do que muita quantidade e pouca qualidade.
E se o passo dado no The Unclenching of Fists foi enorme neste novo registo as coisas são ainda mais interessantes,criativas e originais.
Mais uma vez a banda portuguesa segue a inspiração budista e se isto está mais que marcado nas palavras do vocalista Bruno melhor é transposto para a parte instrumental já que este é um dos aspectos mais surpreendentes do album.
Nota-se acima de tudo que as influencias do vocalista(principal mentor do album ao que parece) vêem ao de cima desde o Extreme Metal passando pelo certo sabor a World Music que o uso de alguns instrumentos como a cítara a tibetan horn ou na maneira como a percursão a cargo do Rolando Barros e em alguns momentos o Vorskaath dos gregos Zemial é transformada ao longo das faixas.
Mas para além disto existe muito mais a dissecar aqui,primeiro a produção do album que era algo que merecia melhor atenção no anterior trabalho, aqui o som sai límpido,cheio e potente.
E isto é algo que a meu ver era necessario para poder mostrar todo o esplendor sonoro que se apanha na face á medida que as oito faixas se vão desenrolando.
Com participações de alguns nomes ilustres da musica underground actual como é o caso do Hugo de Process of Guilt,do Proscriptor de Absu que emprestam a sua voz em algumas faixas e do Simões de Saturnia que encanta com o toque oriental, o album resulta em pleno é que todas as faixas são de uma qualidade incrivel.
Ficam no ouvido apelando aquele sentido mais agarrador e imediato, resultam quando se entra em algumas avalanches sonoras e hipnotizam quando se entra num dominio mais experimental.
A nivel de voz é provavelmente um dos melhores trabalhos alguma vez feitos por uma banda portuguesa já que parece que a voz se entranha de tal maneira nas musicas que parece ter sido feita para este genero de registo consegue acompanhar de uma maneira bastante intensa todo o trabalho muitissimo bom dos instrumentos não saindo forçada nem deslocada.
Já aqui falei de quem está por detras da concepção do album e das influencias algumas tão não evidentes mas a vista de todos como aquele feeling completamente DHG(Dodheimsgard) da musica "In Praise of Reality" ou do muitissimo Neurosis/Red Harvest inspired"Ocean of The One Vehicle" do quase Tooliano "Bliss" isto se eles de repente começassem a tocar Extreme Metal algumas das musicas com mais intensidade do album já para não falar no viciante "Water Transformation",no potentissimo "Flesh To The Crows"ou no magico e intenso "Sunyata".
Chega a ser impressionante o jogo musical feito pela banda quando entra em divagações e salganhadas extremas com todas as coisas que já aqui falei obtendo um resultado fantastico,directo,poderoso e viajante.
Três aspectos que a meu ver tornam o album numa daquelas peças que com o tempo acredito se tornarão classicos porque o que é aqui oferecido sinceramente não se ouve em muito lado ou melhor é demasiado brilhante e fantastico para o que estamos habituados a ouvir nos dias de hoje e este The Noble Search está no mesmo patamar de um Wolfheart,Spectral Transition,Diva,Infinity ou mais recentemente Rising,Hellstone ou Renounce(penso não ser necessario meter os nomes das banda aqui ou é?).
Este é um daqueles casos que é um bocado complicado encontrar pontos negativos, até agora ainda não encontrei nenhum e sinceramente não os encontro,até aborrece.
Queria tambem realçar o artwork do digipack que traz o album a cargo da Phobos Anomaly Design que para não destoar veste a alma da musica com vestes de ouro e encaixa perfeitamente no ambiente da musica.
Para finalizar apenas dizer,se poderem comprem o album,roubem-no,peçam emprestado mas ouçam que isto vale mesmo a pena....por mim que já o tenho apenas agradecer a The Firstborn por me terem feito de novo acreditar que a cena nacional está mais que viva e com alguns albuns que se forem bem trabalhados poderão se tornar casos serios lá fora..
Obrigado pela musica e pelos momentos magicos que me transmitiram ao ouvir isto.
http://www.myspace.com/unclenchedfists

De Silence et d'Ombre-Vol II : Ascension Manifests




Fantastica banda.
Este projecto frances surpreendeu-me profundamente e tornou-se por estes lados numa banda a seguir com muita atenção.
São uma banda de BM mas que mistura algumas coisas opostas ao estilo criando uma sonoridade bastante original e completamente refrescante.
Algo que definiria como PostFuneralBM já que o que aqui se ouve tanto lembra algumas bandas de Doom catatonicas com passagens dignas de algumas bandas como Jesu ou momentos mais BM da vertente mais funeraria.
A frase é tentadora e ainda mais o é depois de se ouvir os cinco temas que compoem esta demo(segunda ao que parece) já que é exactamente isso que se ouve embora pareça ou soe estranho.
Nos dias de hoje existem cada vez mais bandas que tentam fugir um pouco ás regras dos estilos de onde nascem e estes De Silence et d'Ombre conseguem fazer algo absolutamente genial e não estou a brincar embora tudo surja vindo de opostos o resultado é muito positivo pois consegue-se criar e misturar varias coisas que dão origem a algo novo na minha opinião,pelo menos não me recordo de uma banda nos ultimos anos me tivesse feito sentir algo do tipo WOOW estes gajos vão ser grandes...pode ser que me engane mas que isto é muito á frente.
Uma experiencia tremenda, alucinante e digna de ser descoberta por todos aqueles que procuram um escape ao marasmo sonoro em que ainda vão vivendo nos dias de hoje.
Uma daquelas coisas que nos levam para longe......muito longe.
http://www.zshare.net/download/51838281e5f17421/