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Semen Drenched Slave of the Devil-Anal Destroying Angels- Ep


<a href="http://semendrenchedslaveofthedevil.bandcamp.com/album/anal-destroying-angel-2010">drinking menstrual blood from the virgin source by semen drenched slave of the devil</a>
Novo ep para esta banda holandesa, podem ouvir aqui os novos 3 temas desta mistura completamente perversa e demoniaca...de qualquer coisa que se aproxima do BM.
Na minha opinião são um dos projetos mais filhadaputa que se podem encontrar nos dias de hoje dentro do estilo.
Em relação ao album anterior nota-se uma certa abertura a dissonancias e onde se carrega ainda mais no lado sadico, como se Blut Aus Nord se fundissem com os Gorgoroth iniciais (Pest e Hat Era).
Tudo isto resulta na destilação do lado mais psico do BM para de seguida se misturar com a crueldade do som mais extremo que possam imaginar vindo do BM...
Escutem com atenção a "Anal Destroying Angel"....

Okkultokrati-No Light For Mass


Okkultokrati são um gang....um gang vindo de Oslo.
Depois do saboroso EP "Knarkskog" lançado no ano passado, surge agora o seu primeiro album para animar as hostes mais euforicas com a atual moda do Crust-Punk com ramificações no BM.
Primeiro não soam como os atuais Darkthrone nem nada que se pareca e ainda bem na minha opinião, mas a abordagem que este quarteto aqui mostra tem realmente um mau gosto delicioso acabando por ser ao mesmo tempo bastante cativante.
Como disse aquilo que aqui se ouve é um balde de lixo onde lá dentro se misturam a dureza do Crust com o Hardcore tocado num ambiente de BM, não tão Raw como pode fazer crer mas num clima completamente rockeiro.
Para além disto acaba por ser perfeitamente normal que um certo mau cheiro a Sludge mais rispido nos comece a fazer mexer as narinas...
Em menos de meia hora e com musicas que nem atinguem os 2,50 minutos a banda liderada pelo Black Qvisling consegue fazer tremer o chão, pegar nos cadaveres de uns Doom,Amebix,Venom e aplicar-lhes uns retoques meio Skitsystem dando origem a um Frankenstein bem engraçado.
Embora não seja muito a minha onda, gosto de algumas bandas que se inserem neste estilo e estes Okkultokrati cairam aqui que nem gingas!
Escutem a faixa que abre o album..
http://turbobit.net/yx2pdzn0eqa8.html

Admiral Angry-A Fire To Burn Down The World


Admiral Angry são quase um segredo do Underground norte-americano no que ás novas tendencias diz respeito e quem teve a oportunidade de ouvir o album "Buster" sabe bem que aquela capa toda arco-iris continha lá dentro uma dose de musica bem venenosa e do melhor que se pode ouvir dentro do atual desmembramento sonoro que percorre o Math-Sludge-Core ou algo do tipo.
Curiosamente esta banda tem ligações a um outro projeto tambem bastante interessante, neste caso os brutos Black Sheep Wall, já aqui falados a alguns meses largos (anos?) e que merecem tambem uma escuta da vossa parte.
Mas vamos voltar a Admiral Angry e ao ep "A Fire To Burn Down The World" com edição deste ano.
Aqui a banda continua a abanar os alicerces dos rotulos que mencionei mais em cima sendo que se notam aqui algumas curiosidades que acabam por encaixar bastante bem no som desta banda.
Para além de isto se apenas uma faixa (mas com quase meia hora de devaneios tanto vocais como instrumentais) a banda assenta amarras numa especie de enxurrada lamacenta digna de destaque e por vezes quase entrando em territorios marcadamente Khanate.
Estranho escrever aqui a banda do Dubin depois de ter falado de Math e Core, mas isto é mesmo uma quase mistura-remistura de Khanate com bandas tipo Converge, se conseguirem ter uma ideia mental deste estranho e dual pesadelo, então tem mais ou menos o universo Admiral Angry á vossa frente...
Um excelente ep na minha opinião mais lento e não tão virado para o som do baixo como aconteceu no primeiro album, mas muito mais dilacerante e profundo, e se gostam destas novas e odiadas tendencias da musica extrema atual tem aqui uma autentica bomba de efeito retardado para vos baralhar o cerebro.
Converge em slow-motion ou Khanate em modo bombadeiro ferrugento é aquilo que vos espera...tenham cuidado onde metem os pés e as mãos!
http://www.mediafire.com/?nnzem4jy4mm
Na falta de algo que contenha esta enorme faixa fica aqui do anterior album..

The Funeral Pyre-Vultures at Dawn

(Antes de mais cliquem no video em baixo antes de começar a ler...se é que alguem lê isto)
Quando se ouvem os primeiros acordes do novo album dos norte americanos The Funeral Pyre fica-se com uma sensação que se está a comecar a ouvir uma daquelas bandas de musica extrema satanica (vou evitar usar o termo BM para não ferir os puristas senão ainda recebo mais um hatemail todo fofinho) e a primeira descarga de veneno que dá pelo nome de "Vultures" apenas o confirma de uma forma bem forte.
Já os sigo á uns tempos e desde já digo que são uma boa banda e na minha opinião este album ainda os vai relançar mais, isto se não forem postos de lado devido a estupida tendencia de julgar as bandas atraves do estilo onde estão associados ao inves de serem escutadas com ouvidos de ouvir.
Mas seguindo, como afirmei este album é realmente mais uma das boas surpresas lancadas este ano e se este material fosse editado por uma qualquer banda vinda da cena francesa (por exemplo) estaria agora a ser louvado como se não houvesse amanha.
Primeiro ponto o som mais melodico/extremo do passado ganha aqui uma nova face, mais gelida e mais dedicada a dissonancia, não que se tenham tornado num daqueles nomes que costumo aqui falar, nada disso, apenas conseguem reconstruir o seu som tornando-o mais duro, negro e envolvente.
Um bom exemplo disso é uma musica como a tempestuosa "Monolith" que quase parece uma daquelas bandas de musica extrema de contornos religiosos...se os conhecem se calhar a esta altura estarão a pensar "wtf"..pois pensem bem nisso porque quando ouvirem o album ou vão odiar ou adorar.
Pessoalmente arrisco a ir pela segunda opção já que o que aqui se ouve é realmente muito bom e mesmo com estas aparentes mudanças a banda continua a destilar odio atraves dos instrumentos e da voz do John Strachan como nunca..sentirão é talvez um pouco falta dos ambientes mais pomposos do passado e que aqui quase não existem.
Mas se isto morre, fica-se (e é de realçar mesmo) a ganhar nos excelentes jogos de guitarra aqui presentes, por vezes dando mesmo a ideia que se está a ouvir uma daquelas boas bandas de Extreme Metal que sabem jogar com os temas...existem aqui partes que até me fazem lembrar uns Red Harvest (?!).
Musicas como as que falei ou a "Personal Exile" passariam mas tipo na boa num qualquer jogo do ouve isto e diz-me se gostas? a qualquer adepto de musica extrema que não pode ouvir a palavra metalc...
Bem nem digo mais nada a não ser que isto é mais uma excelente proposta saida este ano...algo surpreendente mesmo, mas no meio de todas estas mudanças nada me soa a falso...apenas é o passo seguinte para The Funeral Pyre...e quiçá talvez o mais logico.
Bastante recomendado.
Ah e já agora o artwork foi criado pelo Justin Barlett...
http://www.mediafire.com/?fo2onzjmnym

City Of Fire-City of Fire


Os Fear Factory nos ultimos anos tornam-se numa autentica novela em grande parte devido ás desavenças entre o Burton e o Cazares e actualmente estes dois com o Raymond e o Christian na disputa que envolve o uso do nome da banda....mesmo um magnifico ultimo album na bagagem parece que ás historias á volta deles continuam entranhadas nos gajos.
À acrescentar isso o Dino envolveu-se numa coisa estranha que é quase mediocre o Burton deu vida aos muito encompreendidos AotW e tocou neste fantastico album que aqui vos vou falar...
Os City of Fire(nome inspirado na cidade de Vancouver) são praticamente desconhecidos pelo menos para mim até á poucas semanas atrás, mas espero que deixem de o ser tambem para muitos de vós nos proximos tempos.
A banda é formada por metade dos actuais FF.
O Burton C. Bell encarregou-se do excelente desempenho vocal e o Byron dedilha pesadissimas linhas de baixo como só ele sabe e a esta dupla de peso juntam-se os elementos do canadianos Shocore para um album que consegue ser surpreendente, ainda mais se conhecerem os Shocore,não procurem que não vale a pena, a serio, a não ser que gostem de nu-metal mesmo mediocre.
Mas não é nu-metal que se ouve aqui nem os City of Fire são uma versão de Shocore com a voz do Burton, nem isto é uma estranha viagem como os AotW ou uns FF parte II, aqui as coisas funcionam de maneira ligeiramente diferente,para o melhor.
Primeiro aspecto nota-se um certo carisma metalico que lembra um pouco os utimos trabalhos de SYL ou num patamar diferente algumas das experiências mais modernas de por exemplo uns Nevermore.
Na minha opinião talvez isto seja uma junção destes dois mundos com um toque mais suave vindo daqueles temas que dão a estocada final aos albuns de FF e que deixam uma estranha nuvem no ar..
Não sei se conseguem ter ou ficar com uma ideia depois desta definição lirica, mas é realmente o que se ouve aqui, musicalmente este album é um doce chega mesmo a ser algo magico á medida que se vai descobrindo cada vez mais tanto nos temas mais calmos como nos momentos mais violentos é que os 11 temas que compõem este trabalho acabam por tornar a escuta numa agradavel experiencia e conseguem manter-nos bem acordados.
O que não é muito usual, pelo menos para mim isso acontecer neste estilo nos ultimos tempos/anos, mas todas estas caracteristicas melo-modern-extrememetal acabam por resultar bastante bem.
Bons momentos como a "Carve Your Name" fundem-se com paisagens acusticas e derivações explosivas (neste aspecto a "Hanya" dá cartas) que em alguns casos quase entram num especie de stoner modernaço carregado de anabolizantes (confiram a brutal "Spirit Guide") e que me deixaram com um enorme sorriso nos labios.
Enfim acho que isto é um excelente album para quem gosta de musica extrema do lado mais moderno mais planante e experimental e que não cai no erro da explosão atómica com vocalizações manhosas, solos metidos á força,compassos anormais e brincadeiras que não lembram a ninguem...isto é do melhor que se poderá ouvir actualmente dentro deste estilo.
Se gostam dos nomes que falei ou quiserem dar uma escuta não percam isto por nada, vão curtir...
http://www.mediafire.com/?mn2mi2dvtjv
Confiram a "Gravity"

The Sarcophagus-Towards the Eternal Chaos


A Turquia não será propriamente o país mais indicado para uma banda de BM, mas como o estilo se espalhou como uma pandemia pelo mundo inteiro vão surgindo diversas bandas ao longo dos anos que mesmo com a suposta interioridade religiosa a ir contra aquilo que pregam conseguem duas coisas.
Primeiro criar autenticas descargas de musica extrema e segundo associar ao seu estilo outros factores mais ligados com a sua tradição cultural.
Não vou aqui nomear nomes porque acho que nem é preciso, mas serve isto apenas para apresentar estes The Sarcophagus (não confundir com os americanos pré Judas Iscariot) que mesmo não trazendo nada de novo ao estilo conseguem aqui uma brutalissima descarga de misantropa.
Musicalmente situam-se entre uns Impaled Nazarene misturados com a maldade de Ondskapt onde tudo é subjugado e violado com a perversidade de Shining.
Talvez esta frase chegue para definir aquilo que se ouve neste "Towards the Eternal Chaos", mas para além disto convem referir que a banda consegue a espaços recriar autenticos devaneios extremos do melhor e mais interessante que por ai vai aparecendo.
Melodicos, mas sem perder o sentido belico das musicas, envolventes e perfeitos para a voz do polemico vocalista convidado.
Sendo este um tal de N. Olsson, a personagem aqui acaba por dar seguimento ao bastante interessante trabalho dos restantes musicos conseguindo criar um trabalho pleno de alma no meio deste destilar de hinos negros.
E neste aspecto existem aqui temas muitissimo bons como a "Misanthropic", a assassina "The Legend Sleeps Behind The Mountains" que bem poderia ser uma especie de Immortal anno 2ooo, se eles desenvolvessem, a Shining copycat "The Sarcophagus" ou a excelente "Nothingness, Emptiness, Chaos" com um raio de um riff de entrada que dá vontade de partir coisas.
Aliás bons riffs é mesmo coisa que aqui não falta, mostrando que a dupla Nahemoth e Thyrouth sabe bem aquilo que pretende.
Mesmo sendo á velocidade da luz....de uma vela acessa, existe até coragem de introduzir momentos acusticos ao jeito de Dissection, para nos libertar um pouco a garganta da falta de ar ou em momentos mais cavalgantes e "sinfonicoepicoambientais" como o que acontece na fantastica "Anatolian Dragons".
Ou seja este album tem tudo o que se procura num trabalho de BM extremo, consegue mesmo ter o carisma para desafiar alguns nomes que por ai se têm andado a arrastar nos ultimos tempos.
Sufocante por vezes devido ao registo vocal e extremo a nivel instrumental este album acaba por ser uma das mais interessantes descobertas que encontrei nas ultimas semanas e sem duvida uma banda a ter em atenção nos proximos tempos com ou sem o Olsson na voz.
Já agora uma palavra para a capa...muito boa, mostrando o que é este album na realidade.
Um manifesto de maldade misantropa, extrema e caotica.
http://www.mediafire.com/?tgnjeymn0ic

Repvblika-Amerika Vendetta


Quando ouvi isto pela primeira vez fiquei com uma doce sensação de ter sido atirado para o meio de moshpit de pugilismo anárquico,onde não existe lei nem regra,apenas conta a lei do mais forte.
Este album dos mexicanos Repvblika destaca-se pela agressão que contem e pela loucura que se dissolve pelo meio daqueles riffs de uma simplicidade extrema,mas asquerosos quanto baste,já para não falar na descarga de adrenalina narcotica que percorre cada nota aqui presente.
Vindo da editora do M.Kenney,este album é um apanhado das estruturas necro primitivas de Anaal Nathrakh,com pedaços trucidados daquilo que já fez The Amenta,DHG,Code,Khold ou mais recentemente Abigor e onde depois são polvilhadas camadas de extremo bom gosto vindas de reinos mais dispares como são o caso de The Dillinger Escape Plan que aqui surge em varios momentos a apertar-nos o pescoço ou de certos nomes mais ligados ao BM mais crú.
O vocalista Memento é o fosforo que acende este rastilho sonoro de violencia urbana,anti-social e eleva o som a um estado liturgicamente apocaliptico e sem solução á vista deixando-nos com uma visão algo turba com aquilo que declama ao longo do album.
Já escrevi que os riffs aqui por vezes lembram aqueles momentos mais brilhantes de algumas bandas de BM e este é tambem um fator que consegue absorver um pouco a estranha estrutura dos temas e dar-lhes um toque diferente e algo exotico mas sempre com um travo bastante viciante e devastador como o que acontece na "The Driver" que começa como um tema quase Khold e percorre tanta coisa que acaba num monumental solo tipicamente Slayer com ambientes dos novos Satyricon,ou na 13 Bullets que me dá vontade de espancar alguem quando a escuto.
Enfim que dizer mais...
Se o Mexico primeiro nos deu a tal gripe que por ai anda tanto em voga,agora resolveu mandar embrulhado e em jeito de vingança a banda sonora para quem teve o azar de sentir febre e mal disposição durante estes ultimos tempos.
Muito bom album de Metal Extremo feito por uns gajos que sabem muito bem os terrenos que pisam....
http://hotfile.com/dl/13807243/6f6ace8/Repvblika-Amerika_Vendetta-2009-MEM.rar.html




Portal-Swarth


Al Azif.
Segundo a lenda o Necronomicon é um livro que se supoe ser um manual de encantamentos demoniacos e a chave para a entrada em dimensões paralelas,um objecto maldito que tanto pode provocar loucura como o fim de que o lê.
Verdade ou não estes factos saidos da mente do escritor norte-americano HP Lovecraft tornaram-se ao longo dos anos num assunto muita vez dissecado pelo lado mais negro da musica.
Os australianos Portal são nos dias de hoje talvez a banda que melhor nos consegue atirar para esse lado fantastico e sobrenatural e mais uma vez provam-no neste mais recente trabalho.
Intitulado "Swarth" a misteriosa banda liderada pela figura do The Curator cria aqui mais um trabalho de proporções bizarras e claramente assustadoras e neste aspecto conseguiram mesmo superar o extremismo inicial do "Seepia" adicionar o ambiente totalmente macabro que se ouve no "Outre" tornando este album numa das coisas mais encantadoras que já tive o prazer/desgosto de ouvir.
È brilhante a forma como a banda se consegue equilibrar numa sonoridade que deambula pelos caminhos horrorosos do Noise e do Death-Metal tecnico sem cair para lado nenhum arrastando-se como se uma marcha funebre se tratasse e imune a qualquer efeito/sentimento exterior.
Carregado de um estranho magnetismo sonoro,a musica aqui presente tem o efeito avassalador de nos embrulhar nos tentaculos de uma qualquer criatura saida do universo Cthulhiano e de nos atirar para dentro de qualquer dimensão demoniaca..
Tecnicamente perfeito, aqui a dissonancia transforma-se num zumbido que por vezes provoca nauseas.
Portal acabam por se tornar numa especie de Odinistas (referencia a Blut Aus Nord e respeito pelo passado do DM) do DM moderno sem o efeito maquinal e carregados de podridão lirica fantastica, que nos dias de hoje não encontra paralelo em mais lado nenhum, experimentem ouvir varias vezes a musica que fecha o album "Marityme" e reparem nos efeitos secundarios que a vossa mente criará..
Já para não falar no "The Swayy" que chega a meter realmente medo e não estou a brincar nem a divagar esta musica tem algo de especial por detrás...chego mesmo a duvidar se foi realmente criada por estas personagens...quase que aposto que venderam algo do seu Ser para obterem este resultado.
Estranhamente delicioso é tambem o uso do baixo neste album que consegue ter um efeito ritualista e hipnotico como aquele que se ouve na "Writhen" ou nas explosões na parte final da "Larvae", adicionando um groove estranhamente eficaz á sonoridade sufocante e claustrofobica da banda que nos deixam quase á beira da loucura..
Se alguem tinha duvidas a quem pertence o trono do DM actual acho que Portal acabou de vós atirar para dentro de um estranho universo que sinceramente acho que não vão sair tão depressa de lá e pelo menos eu não o consigo fazer já há uns tempos...
Se o Necronomicon tem aquele efeito que falei inicialmente preparem-se que o "Swarth" vai ser o seu paralelo sonoro...porque é o melhor album da banda até hoje.
Obrigatorio,recomendado e essencial.

Em jeito de adenda ao texto acima convem dizer que este album é para ser visto como o ponto de ligação entre os dois trabalhos anteriores (Seepia e Outre),alias dois dos temas aqui expostos estão no quase desconhecido ep de 2004 intitulado "The Sweyy", mais concretamente os casos da "Werships" e do "The Swayy" embora aqui estejam com novas roupagens (tempo/ambiente/duração) ...
Mais uma vez grande album!!


http://rapidshare.com/files/291681136/2009_-_Swarth.rar ::Formato mp3
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Nazxul-Iconoclast


Iconoclast.
Finalmente o album que tráz de volta esta banda australiana, depois de uma longa pausa onde se foram perdendo em splits e projetos paralelos dos quais destaco o album de Nox Inferi editado no ano passado e falado aqui.
Mas como se costuma dizer quem espera sempre alcança e o resultado aqui desenvolvido é de uma envolvencia e atmosfera que está ao nivel dos melhores momentos feitos até hoje dentro do BM de contornos sinfonicos.
Não, não se trata de uma sonoridade a lá Dimmu Borgir nada disso, o que está aqui é uma autentica orquestra de vultos esvoaçantes coberta com um enorme habito negro a dedilharem cada nota musical,como se fossemos espectadores privilegiados da chegada dos quatro cavaleiros...
Para esta estranha visão muito contribiu o trabalho feito a nivel de teclados que é dos melhores que que o prazer de ouvir durante este ano, é certo que lembra por vezes aqueles ambientes de um tal In The Nightside Eclipse,mas para além disso vai buscar materia a outros lados ainda mais orquestrais saidos da mente de alguns compositores mais classicos.
O resultado é uma mistura perfeita de BM com musica classica,mas não na vertente demasiado extrema e obscura de uns Anorexia Nervosa, nem na vertente mais StarWars de SiriuS por exemplo, acaba por deambular por entre o dois lados conseguindo um efeito devastador com uma carga ambiental que tanto surgere o lado cosmico como o lado mais apocaliptico.
As vocalizações do Luke Mills são excelentes conseguindo-se impor no meio desta tempestade sonica de uma forma algo liberta, mas sempre com um toque epico que consegue dar um efeito glorioso ás musicas.
Um album que tenho andado a ouvir bastante nos ultimos tempos e que cada mais vez me sinto fascinado por ele e para perceberem o porquê experimentem ouvir estas duas faixas, a podersosa "Symbol of Night & Winter (Ancient Lords)" ou a epica,lindissima e fantastica "Oath (Fides Resurrectio)"...aquela aura..magica que se sente é deliciosa.
Album arrepiante....e se alguma vez Primordial adicionassem orquestrações á sua musica soariam assim...
Obrigatorio e...ao nivel do Memoria II de Blut Aus Nord.
http://rapidshare.com/files/268330647/Nazxul_-_2009_-_Iconoclast.rar

Borgne-IV


Sentem-se e preparem-se para a viagem que se segue.
È certo e sabido por quem aqui passa que DarkSpace são uma das minhas bandas favoritas e a unica actualmente que conseguiu pegar no legado de Limbonic Art e Emperor e transforma-lo em algo verdadeiramente fascinante,disso não existem duvidas e quem os conhece sabe bem do que estou a falar.
Pois bem com base nisso as minhas explorações por vezes centram-se na procura de bandas que tenham como influencia alguns destes pontos e procuro alguns resultados,mas é bem verdade que não é facil por vezes,mas de vez em quando lá surgem nomes que me deixam completamente á deriva.
O mais recente caso é o dos Borgne,banda vinda de terras helveticas que lança agora o seu quarto album, e que album meus meninos,finalmente a banda conseguiu libertar-se da aparente tosquice industrial do anterior III e fazer algo impressionante.
Saido da mente de um tal Sergio Moplat aqui com o nome Bornyhake, unica personagem por detrás da criação da banda,que aqui nos presentea com uma mescla sonora de extremismo sinfonico de contornos cosmicos.
Sim, é certo que DarkSpace é a principal influência e a mais visivel mas para além deste ponto outros factores e linhas são absorvidos no meio desta transcêndencia sonora.
Primeiro o crepusculo visual em tons acastanhados que se vai sentido no ar e que lembra bastante algumas passagens mais etereas de uns The Angelic Process misturados com Lunar Aurora mas sempre com a tal profundidade cósmica e extrema a envolver as musicas.
Acho que quem conhece estas bandas já vai ficar com uma imagem sonora daquilo que se ouve ao longo destas seis musicas e o resultado é brilhante muito bem conseguido mesmo.
Se no anterior album o projecto se perdia um pouco na parte orgânica, enquanto a parte maquinal até estava interessante, aqui estes dois pontos juntam-se e criam a simbiose perfeita para este tipo de sonoridade conseguindo mesmo criar uma especie de buraco negro que suga tudo á sua volta.
A vertente mais orquestral tambem tem uma palavra a dizer já que chega a trazer de volta aqueles ambientes do In The Nightside Eclipse de volta,não os supera que isso é impossivel mas são uma influencia directa.
Tudo isto resulta num ataque sonoro aos nossos sentidos,feito de uma forma complexa por vezes irreal e completamente hipnotizante, isto falando claro naquilo que se sente quando se ouve este magnifico trabalho de BM.
Obrigatório.
http://rapidshare.com/files/232403741/Borgne-IV-2009-BERC.rar

Semen Drenched Slave of the Devil-Blood Is A Natural Lubricant


BM fodido,literalmente é o que esta banda holandesa oferece e são talvez a cena mais extrema,demoniaca e assassina que ouvi este ano.
Esqueçam todas e quaisquer regras que dominam o BM e os seus derivados porque o que se ouve aqui ultrapassa tudo isso.
È tão sexualmente perverso que se fica com a ideia que estamos a ser espancados por uma Dominatrix,com uma violencia tão porca que um album de Anaal Nathrakh ao pé destas faixas não passa de uma produção vinda da Disney.
Carregado de uma aura insana e misantropa,onde por vezes o nome Diabolicum surge á cabeça,embora numa vertente ainda mais aberrante e anomala já que se funde com o Noise da maneira mais extrema possivel.
Ou seja isto é uma tortura sonora (bem pelo menos para a grande maioria acredito que sim),e existe o facto de a banda adicionar uns samples completamente pornograficos ao longo dos temas que vão desde o gemido simples aos sons sadicos vindos da perversidade mais nojenta.
O resultado é o sonho molhado de qualquer seguidor de...bem, algo que se situa no limbo da musica e o barulho demente mais desagradavel.
Certamente não é algo para ser ouvido por qualquer um,é horroroso,caótico e acima de tudo...fodido,mas tambem que se pode esperar de uma coisa que diz que cria,"Harsh Sexual Deviant Black Metal"
Senhoras e senhores apresento-vos um monstro chamado:
Semen Drenched Slave of the Devil
http://www.mediafire.com/?0nvymzmwzdw
Enjoy.
Ps-a banda é tão desconhecida que não encontram nada deles por ai,tirando o Myspace de onde estes temas foram retirados.

Deathcode Society-Ite Missa Est


Deathcode Society é uma banda vinda da Cidade Estado do Vaticano, em Italia.
E é de lá que vem na minha opinião uma das propostas mais interessantes no que ao Extreme Metal diz respeito.
Foram agora disponibilizados no seu myspace os dois temas (que até aqui estavam incompletos) na sua totalidade e que vêm confirmar as ideias iniciais que tive desde que os ouvi,isto é muito bom.
A sonoridade é algo na linha de uns Anorexia Nervosa,que me parecem ser a principal influência, ou seja extremos quanto baste com uma fantástica influência vinda do lado mais classico e epico da Musica Classica mais abrasiva ,quem gosta destes ambientes vai curtir a sonoridade desta banda vinda da base terrestre da Cristandade.
Podem sacar aqui as faixas completas:
The Inner Vortex
Seraphic Requiem

http://www.myspace.com/deathcodesociety

Darkspace-Black Metal Is Rising-Live In Paris 09


Resolvi partilhar isto com vocês.
O que aqui tenho são 20 minutos de DarkSpace,retirados da actuação no Festival Black Metal Is Rising realizado em Paris no dia 9 de Maio deste ano.
A qualidade é razoavel por assim dizer,o som foi retirado diretamente do video da actuação e dá para se ficar com uma ideia daquilo que a banda é ao vivo.
Por isso fans e sei que os há por ai isto é um presente para vós....enjoy it.
http://www.mediafire.com/download.php?4zodojhznzt

Aqui está o link com o video do concerto:
http://www.axifile.com/?8466440

Shining-VI/Klagopsalmer



O Kvarforth disse uma vez o BM não precisa de ser tocado por pandas para ser algo negativo.
Afirmação polemica de uma criatura que sempre procurou problemas e que certamente criou ainda mais odio contra eles.
E se até aqui a banda ainda deslizava as laminas na sua musica neste novo Klagopsalmer o que se ouve é um corte quase radical com o passado.
Se bem que bem vistas as coisas de uma maneira mais musical este album é uma continuação logica dos anteriores trabalhos embora desta vez o lado BM se transformou em algo diferente daquilo que já fizeram.
Primeiro o uso dos solos masturbatorios que lhes conferem um irritante e abusivo ambiente CoB,parece que são colados para chatear mesmo o pessoal que gosta da banda.
Segundo o ambiente estranhamente cativante dos temas,que dão uma ideia de presente envenenado.
E terceiro mas não menos importante a total declaração de fuck off que a banda aqui manda para cima de todos sejam eles fans ou não.
È que o album deambula de maneira que tão estranha que chega a conter quase todos os condimentos para ser detestado por um qualquer fan de musica mais extrema,só que esses mesmos condimentos são misturados e acabam por ser absorvidos no meio desta nova fase de Shining.
Já falei dos solos muito Metal da "Fullständigt Jävla Död Inuti" mas até a propria voz deixa um pouco aquele ambiente classico de Shining e atira-se de cabeça para outros dominios que nos fazem franzir os olhos e a pensar what a fuck?!.
Acredito que fosse isto mesmo o que o Kvarforth teria em mente a quando da composição do trabalho,chocar um pouco com a actual cena BM e porque não entrar noutros campos o que na minha opinião acaba por ser conseguido.
Alguem se lembraria de ouvir aquelas passagens de samples/coros na Vilseledda Barnasjälars Hemvist meio Cradle Of Filth aqui há uns anos,ou aquelas vozes RammsteinmeetsGoth da cover(que por acaso está muito boa diga-se) de Seigmen?
Não me parece.
O homem até cospe numa dessas passagens como que a imaginar-nos a ouvir aquilo...
O grande problema deste album é as musicas parecerem basicas,mas na realidade não o são, uma Plågoande O'Helga Plågoande cabia perfeitamente num Halmstad e a estrondosa faixa final Total Utfrysning podia muito bem ser uma actualização daquilo que já fizeram na sua fase mais misantropa aos dias de hoje.
È Shining?
Sim e não se quisermos ser corretos,sim porque é um album fodido e abusa um pouco connosco e não porque aqui encontram-se sons que não lembram ao Diabo quando se fala da banda sueca.
Resultado positivo?
Bem positivismo nunca foi uma palavra que ande de mãos dadas com Shining e aqui em vez de se sentir um pouco de odio contra tudo e contra todos esse mesmo odio vira-se para a propria banda como se isso fosse algo procurado por eles.
Corta com o passado como a propria banda queria e se abre algumas portas para outros lados não sei,mas uma coisa tenho a certeza vai abrir algumas feridas nos fans mais devotos.
Não é um mau album como se tem visto por ai,pode é dar a ideia (errada) que as peças não encaixam entre si e usa/abusa/goza bastante da nossa cara mas tambem que se poderia esperar deles?
Um sorriso?
Só se fosse depois de nos mandarem foder....a ironia é fodida.
http://www.mediafire.com/download.php?3tjgjmnnww4

Deströyer 666-Defiance


Depois de um longo silêncio os australianos Destroyer666 estão de volta.
Aqui há uns anos atrás eram juntamente com os suecos Dissection, os nomes maiores dentro do BM de contornos mais arcaicos e oldschool.
Eram na minha opinião as bandas que melhor conseguiam misturar certos elementos como o Thrash ou aquele DM mais primitivo com o BM (que na altura começava a ganhar uma dimensão verdadeira assustadora) e criar musica verdadeiramente intensa e demoniaca.
Por entre albuns e eps esta banda do outro lado do planeta assumiasse como a reposta mais forte a Dissection e afins vindos da Suecia,de onde existiam mais nomes interessantes mas que em muitos casos se perderam no tempo, infelizmente e outros nunca conseguiram fazer algo que chegasse aos calcanhares destes nomes.
Albuns como o Unchain the Wolves e o Phoenix Rising continuam a ser vistos nos dias de hoje como autenticos marcos de dentro da musica extrema e uma influencia directa em inumeras bandas atraves dos tempos.
Hoje em dia o legado segue com os violentos Watain e de uma forma ainda mais demente se compararamos com aquilo que D666 e Dissection fizeram embora a base musical seja exactamente a mesma,BM rispido e com um intenso sabor vindo da velha guarda.
Alias por falar em Watain, quem gostar deles e desconhecer D666 é capaz de sentir por vezes um certo deja vú feeling em faixas como "I Am Not Deceived", aos primeiros contactos já que os riffs se erguem á boa maneira da banda liderada pelo Erik Danielsson.
Mas não existe apenas isto por aqui, notasse que o tão aguardado regresso trás uma banda mais melodica,polida e por vezes epica ,sem com isso perder a sua essencia mais primitiva, já que tudo o que souberam fazer no passado continua intacto.
A voz do Warslut é um megafone de blasfemias e gritos que percorrem os temas e se misturam com os riffs do Shrapnel e as rajadas assassinas saidas dos membros do Mersus.
As musicas são muitissimo boas e até mesmo aquela "Stand Defiant" que me pareceu algo banal quando a ouvi no myspace, encaixada aqui transformasse em algo apocaliptico.
E por falar em momentos altos aqueles 11 minutos finais que se dividem em duas faixas a "Human All Too Human" e a "A Sermon To The Dead" apesar de um pouco diferentes daquilo que costumam fazer são simplesmente extraordinarias e a par da "A Thousand Plagues" são as minhas musicas preferidas por aqui..
Talvez os fans as achem demasiado epicas e não tão inyourface mas conseguem atirar o album para uma dimensão algo estranha e diferente do restante material aqui exposto mas o resultado é sublime.
E o mesmo se passa como a agressiva "A Path to Conflict"(excelente refrão) ou a "Blood For Blood" onde se começam a sentir os primeiros laivos dessa aura mais epica.
Um album que apesar dos receios iniciais acabou por estar a altura daquilo que se esperaria desta banda e ao contrario do que talvez muitos esperariam apenas acabaram por polir e melodicar o som um pouco em vez de se aventurarem por outros caminhos.
I am the wind...i am the sea...
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Voodoo Kungfu-One


Throat singing+Musica Extrema=Voodoo Kungfu.
Antes de mais, sim o nome soa parvo,mas soará tão parvo para nós como secalhar o Kalevala soará para o pais do Sol Nascente se me faço entender.
Vindos da China esta banda criou um album que é qualquer coisa de fenomenal e espectacular.
Apesar das diversas "covers" que aqui se ouvem, vindas de nomes tão dispares como os Eurythmics, na "Sweet Dreams",o Jorge Benjor na "Only The Gods Can Judge Me", embora aqui me pareça uma inspiração indirecta já que o tema já foi usado pelo Max Cavalera nos Soulfly(só o sotaque chinotuga do Li Nan,vale uma escuta) e acabando numa twistedmindfuckcover de Bob Marley parecem-me ser uns bons motivos para se despertar a curiosidade e ouvir este album,mas não existe apenas isto.
Apesar deste chamamento inicial algo perverso a banda vale na minha opinião é pelos seus temas em nome proprio já que é onde a tal união que falei na primeira frase se assume com um resultado bastante eficaz.
A primeira faixa que abre o album entitulada "This Shore" é brilhante começa com uns vocais semelhantes aqueles que os Bruno faz nos The Firstborn para depois explodir num ambiente chinês algo teatral, mas bastante poderoso.
Musicalmente conseguem encaixar a sonoridade oriental com um extremismo que por vezes nos remete para algumas bandas da nova geração como o caso de Static-X ou Slipknot, alias a nivel de guitarras parece-me ser referencias algo obvias,bem como para alguns mitos mais industrializados e algo tribais vindos de lados mais abrasivos como os casos de Rammstein ou Tool.
A adição de um violino em diversas faixas como aquele que se ouve por exemplo na faixa numero 5(apesar de não ter titulo é um dos grandes momentos do album), acaba por engrandecer o album e aqui quase que se entra num daqueles reinos estranhos mindtwisted bem ao jeito de uns Bethlehem enquanto noutros pontos o universo quase MDB se revela no ar.
Prepositado ou não este album corre varias referencias acabando por as contextualizar na sua musica de uma forma bastante original.
Acho este trabalho fantastico e apesar de ser do ano passado conseguiu cativar-me de uma forma que nem eu estava a espera.
Se gostam de coisas diferentes e algo estranhas como eu, acho que vale a pena dar uma atençãozinha a estes Voodoo Kungfu....
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Rev 16:8-Grand Tidal Rave


O novo album de 1349 parece que apanhou muita gente de surpresa uns pelos melhores motivos outros pelo contrario, já que a mudança drastica que aconteceu no Revelations of the Black Flame foi bastante incompreendida.
Pois bem não chorem mais,se uns mudam/morrem/inovam, outros actuam como snipers prontos a tomar de assalto lugares que não lhe pertencem.
È o caso desta nova banda chamada Rev 16:8 nascida das cinzas dos extremos Bloodshed.
Para quem não conhece aconselho a escuta do poderoso ep "Skullcrusher" já com alguns anos mas com uma competencia tremendamente actual e extrema no que ao SDM diz respeito.
Neste renascimento encontramos membros de algumas bandas como IXXI,Finntroll,Dark Funeral,Nefastus etc e o resultado deste album é um potentissimo petardo de BM á boa maneira sueca e talvez um dos mais interessantes registos dentro do genero nos ultimos tempos.
Extremo e sem recorrer a floreados bizarros ou ambientais o que se ouve aqui é uma blitzkrieg de uma intensidade brutal marcadamente belica,anticristã e algo ortodoxa(pelo menos no nome da banda que é uma referencia biblica tirada do Apocalipse onde se lê : O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo).
Mas esse aspecto liturgico apenas se fica por aqui, já que o que aqui nos é presenteado durante este album não é nada ao genero de bandas como DsO,Funeral Mist ou Subvertio Deus alias andam bem mais perto de nomes como Watain,1349 e Dissection antigo que outra coisa qualquer.
Como escrevi é um album com uma aura tremedamente extrema e agressiva onde regressa um pouco ao passado e aos tempos onde o SDM se começava a envolver com o BM mais evil de uma maneira mais hibrida e dilacerante.
Depois da desilusão que foi o ultimo de IXXI acho que este album vem preencher o lugar vago deixado pela banda sueca liderada pelo Totalscorn e já agora como escrevi no incio se detestaram o ultimo de 1349 (que para mim é o melhor deles) experimentem esta coisa,na minha opinião esmaga qualquer coisa extrema feita por eles da fase pré Revelations.
50 minutos do melhor Death/Black que por ai anda,acreditem..e com aquele toque especial do Necromorbus Studio.
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Gigantic Brain-World


Descobri esta banda a pouco tempo, isto depois de levar em cima com o novo de AgN.
O que temos aqui é um daqueles albuns que não merece passar ao lado de ninguem que goste de musica extrema.
Saido da mente algo perturbada de um americano chamado John, o que se pretende aqui é atirar o ouvinte para um universo algo futurista onde momentos ambientais se fundem com o extremismo industrial criando uma sonoridade bastante apelativa.
O monstro que é este album quando abre os braços consegue agarrar quase de tudo um pouco desde momentos que nos levam até Jesu passando por descargas tremendas quase lembram o projecto Godflesh isto se fosse vocalizado por um Karl Saunders e acabando por desaguar num rio de contornos Post-Ambient.
Pelo que sei os rotulos atiram o projecto para o CyberGrind ou lá o que seja mas pelo que me é dado a ouvir aqui, de Grind isto pouco ou nada tem pelo menos a nivel instrumental é mais um fractal de sons extremos que se desenvolvem a minha volta.
E para isto muito contribuem as tais passagens ambientais que lembram de certa maneira e em alguns espaços sons que derivam bastante de uma bem vincada influencia cinematografica onde a fição cientifica se revela como uma forte inspiração para o mentor do projeto.
Bem não sei o que dizer mais mas este album é espectacular e parece-me ser um boa companhia para os proximos tempos...já agora faz-me lembrar um pouco outro album estranho o Dawn of Dreams de Pan-Thy-Monium..
http://www.mediafire.com/?jdxqmyzj2ej

Svarttjern-Misanthropic Path of Madness


Os noruegueses Svarttjern são uma autentica surpresa simplesmente porque conseguem de uma forma bastante simples recriar aquela aura sonora que envolvia o Metal mais extremo aqui há uns anos atrás.
Sem grandes rodeios ou pomposidade a banda liderada pelo HansFyrste de Ragnarok descarrega um arsenal de armamento durante a pouco mais de meia hora que dura o ataque sem dó nem piedade,conseguindo demonstrar de uma forma bem clara aquilo que pretendem oferecer com a musica deles.
Não é dificil adivinhar o que se pretende basta ler os titulos das musicas ou por a rodar temas como o "Misanthropic Path Of Madness" ou um "Finally the World Shall Shape".
Bastante extremo que tanto deriva para o passado como entra em rota de colisão com o presente e neste caso nem é necessario usar samples ou passagens mais atmosfericas para se criar algo bem feito,tudo aqui é transformado com base naquilo que os instrumentos basicos debitam cá para fora,tocados com uma violencia sonica é certo mas com uma eficacia tremenda.
O enorme bombardeamento que se ouve vindo da bateria lembra algumas cenas de por exemplo uns Marduk mais antigos enquanto os riffs....bem neste aspecto as partes de guitarra são autenticos abutres que vão devorando varios estilos desde o Thrash mais venenoso até ao Extreme BM mais diabolico transformando alguns momentos em verdadeiros e dilacerantes ataques terroristas bem ao feitio de uns Watain.
Resumido é um album de uma brutalidade medonha,onde tudo resulta em pleno desde a duração até aos temas,coisa que muita vez acaba por suicidar algumas bandas dentro deste genero.
È o primeiro registo da banda ao que parece,mas logo no primeiro tiro.....bem foi mesmo em cheio no meio da testa.
http://www.megaupload.com/?d=C5MEU17P

Gnaw-This Face


Gnaw....
Antes de mais se não ouviram ainda esta porcaria façam o seguinte.
Metam o album no leitor de cds ou no mp3 e toquem ao de leve na tecla play com o volume bem alto.
Vai ser muitissimo engraçado acreditem....
Este projecto junta uns idiotas com a mania das inovações dentro da musica extrema.
Bem inovação não será propriamente uma boa palavra para definir esta dose de mau gosto,alias isto chega a ser perturbante em determinadas alturas.
O termo violação auditiva é talvez o que melhor define este album,assim de uma forma simples curta e directa.
Se alguma vez viram o aquele filme do Noe chamado Irreversivel provavelmente sentiram nauseas e uma certa repulsa perante aquilo que vós é atirado aos olhos,pois bem aqui encontram-se semelhanças com ele não visuais é claro,mas num plano mais audivel e mental.
Isto porque o album é tão agradavel como levar com um taco de basebol nos dentes.
Quem esperava uns Khanate prt II,que pegue no cigarro que está a fumar e se faz favor é apaga-lo no braço,porque não encontra isso aqui,bem pelo menos á vista desarmada.
Se esperavam que o Dubin e os amigos desta vez começassem a falar de dragões num registo droniano/Doom/Sludge,pois sim e que tal um murro na cara?
Os primeiros acordes/sons ou o raio que lhe queiram chamar do album são de tal forma doentios que parece que vem ai um album de DM...depois passa só que em vez de alivio sente-se é um nervoso miudinho a crescer e a ansiedade á aumentar.
O riff principal da Vacant atira-me para dentro do universo Burzum inicial,universo este completamente fodido pela maquinaria e voz,criando um mau estar mental que uns tem efeitos nada agradaveis na minha mente.
Aparentemente as coisas a partir daqui direcionam-se para outros lados,o espancamento do inspired Jesu/Godflesh "Talking Mirrors" é impressionante e o Noiseambundo "Feelers" dá a ideia que se alguma vez o Reznor se juntar a Ministry e tudo começar á porrada poderá sair algo deste genero,mas o mau gosto não se fica por aqui.
Entra-se numa perversidade sonora tão má e envolvente que parece que se está a ouvir coisas vindas não se sabe bem de onde.
Isto para falar da "Watcher",onde não sei se é efeito secundario se não mas tive mesmo de ir confirmar se alguem ali perto não estaria a brincar com algum vinyl do Peter Gabriel é que comecei a ouvir a voz do gajo...foda-se devo estar louco..e os gritos insanos da "Ghosted",se calhar respondem-me mesmo á minha questão..e o ambiente da "Shard" confirma-o.
Por entre Drone,Noise,Dark Ambient,Dissonacia Extrema venha o diabo e escolha é que no meio de tanta facada sonora isto consegue ser de tal forma agradavel que poderia ser comparado a uma queda de costas para dentro de um poço cheio de seringas.
http://www.mediafire.com/?nzfmj2nah1y