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Colosso-Abrasive Peace
E assim nasce um pequeno monstro.
Os nacionais Colosso estreiam-se este ano com o seu primeiro album Abrasive Peace, trata-se de um projeto criado pelo Max Tome musico associado a BlackSwan e Under Fetid Corpses que aqui se junta a nada mais nada menos que Dirk Verbeuren, musico de renome com um passado que fala por si, senão vejamos Scarve, Soilwork, Devin Townsend, Aborted são algumas das bandas por onde emprestou a sua clase.
E assim está dado o mote para a meia hora de Metal que se ouve no album, onde o duo percorre de uma maneira demolidora aquilo que mais se pratica nos dias de hoje dentro daquilo que se julgarmente se poderá chamar de Extreme Metal.
Não, aqui não vão encontrar as tendencias absurdas de 90% das bandas nacionais em tentarem ser mais uns clones de Lamb of God e coisas do tipo, aqui aposta-se em criar algo diferente e que não caia facilmente no esquecimento e com resultados mais que satisfatorios.
À primeira vista ou melhor escuta isto poderá soar como um aborto saido de Behemoth atual (sem aqueles truques de estudio e a forma como se vocifera aqui lembra um pouco os tiques do Nergal), Meshuggah (curiosamente o titulo do proximo album destes é Koloss) e Hate Eternal, alias parecem-me ser as referencias mais obvias, mas a forma como este projeto consegue captar o espirito bruto dessas bandas e molda-lo a sua maneira é algo bastante bem conseguido.
Soa extremo, muito extremo e os temas e principalmente a instrumentalização fazem crer que os musicos sabem muito bem os terrenos onde se movem, e as ligeiras associações a uns Fear Factory, SYL ou até mesmo Ulcerate ou The Amenta ao longo do album criam aquele efeito estranho de estarmos a ser espancados com que sai das colunas, ouçam por exemplo a faixa que fecha o album Unplugged From The World só para dar um exemplo do que estou a dizer, alias a propria forma como os temas estão dispersos ao longo do album resulta bastante bem encaixando o puzzle e as suas partes mais eletronicas vs extremismo num autentico mural sonico que nos remete um pouco para a loucura que o senhor Devin Townsend aplica nos seus registos mais demoniacos.
Já tinha gostado bastante do tema de avanço do album, embora ainda em fase embrionaria, mas depois de ouvir o album fiquei ainda mais surpreendido com o resultado final.
Death-Metal moderno, cheio, poderoso, com toques de sci-fi pelo meio mas que não vai deixar ninguem indiferente, pelo menos eu não fiquei, excelente surpresa mesmo.
Já agora se estiverem interessados o album pode ser descarregado gratuitamente no site do projeto, basta para isso seguirem este link: http://www.colossometal.com/abrasivepeace/
Occultist-Hell By Our Hands (ep)
Occultist
"Lovecraft, Gamma Rays, Post-Collapse, Hidden Hands, Iron Fists, Raw Punk/ Metal sounds..."
Pelo nome não pensem já que vão levar em cima com mais uma daquelas bandas carregadas de fumo ou com ambientes a puxar para o culto das velinhas, antes pelo contrario aqui o unico culto que se presta é o da violencia, já que esta jovem banda se insere numa especie de Punk-Crust-Metal bastante cru e asqueroso.
Liderados por uma vocalista que se atira a nós como um lobo esfomeado os Occultist pegam mais uma vez no retrocesso musical que nos deixa encurralados num beco a levar porrada de todos os lados..
Agressivos e violentos conseguem em faixas como Suppressed Populations mostrar com quantos paus se faz uma canoa no atual movimento Crust-Metal-Punk e meter para o lado algumas bandas supostamente mais em voga atualmente.
Potente e fodidissimo!!
"Lovecraft, Gamma Rays, Post-Collapse, Hidden Hands, Iron Fists, Raw Punk/ Metal sounds..."
Pelo nome não pensem já que vão levar em cima com mais uma daquelas bandas carregadas de fumo ou com ambientes a puxar para o culto das velinhas, antes pelo contrario aqui o unico culto que se presta é o da violencia, já que esta jovem banda se insere numa especie de Punk-Crust-Metal bastante cru e asqueroso.
Liderados por uma vocalista que se atira a nós como um lobo esfomeado os Occultist pegam mais uma vez no retrocesso musical que nos deixa encurralados num beco a levar porrada de todos os lados..
Agressivos e violentos conseguem em faixas como Suppressed Populations mostrar com quantos paus se faz uma canoa no atual movimento Crust-Metal-Punk e meter para o lado algumas bandas supostamente mais em voga atualmente.
Potente e fodidissimo!!
Crushing Sun-TAO

Os franceses Gojira, Scarve (principalmente estes), os suecos Mnemic, ou os geniais Strapping Young Lad quando editaram os seus primeiros albuns provavelmente nunca pensariam que estariam a levar a cabo uma pequena revolução na musica mais extrema de contornos mais modernos e faceis de engolir (ler cativar).
Nem eles nem ninguem sejamos sinceros, mas aquilo que estas e mais algumas bandas criaram num passado não muito distante continua a ser um enorme foco de inspiração para todo o movimento atual um pouco por todo o lado, sejam na enormidade americana comercial de uns Lamb of God seja num movimento anão como o português.
Neste aspeto é quase impressionante a quantidade de bandas que vão surgindo por ai, algumas com qualidade e outras que mais valia dedicarem-se ao cultivo do nabo...
No caso de Crushing Sun, uma jovem banda vinda do Porto, aquilo que mostram neste seu primeiro album poderá tornar-se em algo interessante para explorar para quem gosta destas tendencias mais modernaças do Metal.
Não que isto seja uma obra-prima, porque não o é, mas existe muita qualidade e em alguns momentos consegue mesmo por de parte alguns dos nomes mais vendaveis deste universo.
Talvez encontrem muito por ai este "TAO" rotulado com metalcore, mas isso acaba por ser um pouco enganador e nada revelador daquilo que Crushing Sun cria, acabando por se tornar a dados momentos"enrotulavel" dentro desse movimento maldito.
Desde logo um certo sabor a Post-Core digno de um album de Textures ou pequenas passagens que remetem para uns Mastodon, embora não tão "brincalhões" com os instrumentos como eles.
Instrumentalmente o album é forte e bastante equilibrado, mesmo usando dois pesos (melodia e "mosh") lado a lado, a banda consegue criar uma ponte perfeita para estes dois mundos opostos.
A voz do vocalista Bruno fica presa no meio deste campo de folhas secas e acaba por ser o elo mais, não direi fraco, mas é demasiado banal e falta alguma diversidade em comparação com aquilo que a restante banda mostra a nivel instrumental.
Bem sei que é natural neste tipo de som esta voz, mas umas nuances diferentes aqui ou além certamente dariam ainda mais vigor a este trabalho, ou então não aplicar tanto aquele growl aos temas, assim quem não ouvir com atenção talvez não fique muito impressionado.
Mas mesmo assim é um trabalho bem acima da media para aquilo que se ouve atualmente dentro deste estilo, forte, vigoroso, intenso e atual, onde a banda até se lança em curiosos e interessantes devaneios como os que se ouvem nas 4 ultimas partes solares "20 to 2200 Hertz","37+ Celsius","Grey Scent" e tudo explodir na bombastica e quase modern DM "Strip and Deceit", que para mim são os temas que atingem a temperatura mais elevada aqui...
Mas resumindo isto acaba por ser uma excelente proposta para se ouvir sem receio ou medo de rotulos.
Metalcore?
Metalcore o caralho isto é Crushing Sun!!
Fica aqui uma dona de casa desesperada transformada em Lois Lane
Noein-The Initial Tale

Como é sabido nos ultimos anos a cena francesa tem mostrado alguns nomes que vieram dar uma "especie" de lufada de ar fresco á musica extrema.
Os casos de Gojira ou Scarve são talvez os exemplos mais marcantes desse movimento e a forma como conseguiram subjugar todo o universo extremo e transforma-lo á sua maneira em autenticas descargas de beleza demolidora que ainda hoje pouca concorrencia têm.
Dentro deste lote vou juntar NOEIN, uma jovem banda vinda do norte de França (mais propriamente de uma cidade chamada Rouen) que mostra aqui o seu primeiro trabalho.
Trata-se de um ep de 5 temas que pega em varios pedaços daquilo que de melhor se criou nos ultimos anos dentro das pseudo novas tendencias do Metal e tal como os nomes acima citados conseguem um efeito destruidor.
Musicalmente como perceberam aquilo que NOEIN mostra é um derivado do DM sueco de tendencia mais melodica, mas que não se afunda no mesmo e não deixa de parte o lado mais extremo, seja em momentos destrutivos, seja nos muito bem conseguidos toques industriais que a banda vai metendo ao longo dos temas aqui presentes, aliás este aspeto acaba por dar um toque de "originalidade" bem interessante, embora existam alguns aspetos que os libertam..
Primeiro o uso de uma vocalista feminina que consegue dar uma dinamica brutal aos temas, já que a forma como ela usa as suas cordas vocais é digna de respeito e envergonha muito growler masculino da nova geração..
Mas se a Jenni arrasa a restante banda não se fica atrás, primeiro o groove que é injetado nos temas em doses de equilibrio raivoso e segundo a sonoridade bem potente que conseguem obter, mesmo soando bastante modernos não se deixam perder demasiado no lado mais previsivel em que muitas bandas hoje em dia caiem.
Concluido excelente ep este que caiu aqui como uma bomba, ainda mais depois de algumas desilusões que tive nos ultimos dentro desta sonoridade ao longo deste ano, vale muito bem uma escuta e quem sabe uma compra já que a banda está a vender o ep no myspace por apenas 5 euros.
Daquelas coisas que dá um gosto brutal ouvir bem alto e quem sabe uma boa proposta para a Listenable que se interessa ou interessava por este tipo de sonoridade..
Muito bom mesmo e para já uma das bandas francesas mais interessantes da atualidade!
http://www.mediafire.com/?zjdznzgm2wn
http://www.myspace.com/noeinmusic
Fica aqui a brutal Chrysalis (aumentem o som sff)
NOEIN - Chrysalis Clip HD (officiel)
The Funeral Pyre-Vultures at Dawn
(Antes de mais cliquem no video em baixo antes de começar a ler...se é que alguem lê isto)Quando se ouvem os primeiros acordes do novo album dos norte americanos The Funeral Pyre fica-se com uma sensação que se está a comecar a ouvir uma daquelas bandas de musica extrema satanica (vou evitar usar o termo BM para não ferir os puristas senão ainda recebo mais um hatemail todo fofinho) e a primeira descarga de veneno que dá pelo nome de "Vultures" apenas o confirma de uma forma bem forte.
Já os sigo á uns tempos e desde já digo que são uma boa banda e na minha opinião este album ainda os vai relançar mais, isto se não forem postos de lado devido a estupida tendencia de julgar as bandas atraves do estilo onde estão associados ao inves de serem escutadas com ouvidos de ouvir.
Mas seguindo, como afirmei este album é realmente mais uma das boas surpresas lancadas este ano e se este material fosse editado por uma qualquer banda vinda da cena francesa (por exemplo) estaria agora a ser louvado como se não houvesse amanha.
Primeiro ponto o som mais melodico/extremo do passado ganha aqui uma nova face, mais gelida e mais dedicada a dissonancia, não que se tenham tornado num daqueles nomes que costumo aqui falar, nada disso, apenas conseguem reconstruir o seu som tornando-o mais duro, negro e envolvente.
Um bom exemplo disso é uma musica como a tempestuosa "Monolith" que quase parece uma daquelas bandas de musica extrema de contornos religiosos...se os conhecem se calhar a esta altura estarão a pensar "wtf"..pois pensem bem nisso porque quando ouvirem o album ou vão odiar ou adorar.
Pessoalmente arrisco a ir pela segunda opção já que o que aqui se ouve é realmente muito bom e mesmo com estas aparentes mudanças a banda continua a destilar odio atraves dos instrumentos e da voz do John Strachan como nunca..sentirão é talvez um pouco falta dos ambientes mais pomposos do passado e que aqui quase não existem.
Mas se isto morre, fica-se (e é de realçar mesmo) a ganhar nos excelentes jogos de guitarra aqui presentes, por vezes dando mesmo a ideia que se está a ouvir uma daquelas boas bandas de Extreme Metal que sabem jogar com os temas...existem aqui partes que até me fazem lembrar uns Red Harvest (?!).
Musicas como as que falei ou a "Personal Exile" passariam mas tipo na boa num qualquer jogo do ouve isto e diz-me se gostas? a qualquer adepto de musica extrema que não pode ouvir a palavra metalc...
Bem nem digo mais nada a não ser que isto é mais uma excelente proposta saida este ano...algo surpreendente mesmo, mas no meio de todas estas mudanças nada me soa a falso...apenas é o passo seguinte para The Funeral Pyre...e quiçá talvez o mais logico.
Bastante recomendado.
Ah e já agora o artwork foi criado pelo Justin Barlett...
http://www.mediafire.com/?fo2onzjmnym
City Of Fire-City of Fire

Os Fear Factory nos ultimos anos tornam-se numa autentica novela em grande parte devido ás desavenças entre o Burton e o Cazares e actualmente estes dois com o Raymond e o Christian na disputa que envolve o uso do nome da banda....mesmo um magnifico ultimo album na bagagem parece que ás historias á volta deles continuam entranhadas nos gajos.
À acrescentar isso o Dino envolveu-se numa coisa estranha que é quase mediocre o Burton deu vida aos muito encompreendidos AotW e tocou neste fantastico album que aqui vos vou falar...
Os City of Fire(nome inspirado na cidade de Vancouver) são praticamente desconhecidos pelo menos para mim até á poucas semanas atrás, mas espero que deixem de o ser tambem para muitos de vós nos proximos tempos.
A banda é formada por metade dos actuais FF.
O Burton C. Bell encarregou-se do excelente desempenho vocal e o Byron dedilha pesadissimas linhas de baixo como só ele sabe e a esta dupla de peso juntam-se os elementos do canadianos Shocore para um album que consegue ser surpreendente, ainda mais se conhecerem os Shocore,não procurem que não vale a pena, a serio, a não ser que gostem de nu-metal mesmo mediocre.
Mas não é nu-metal que se ouve aqui nem os City of Fire são uma versão de Shocore com a voz do Burton, nem isto é uma estranha viagem como os AotW ou uns FF parte II, aqui as coisas funcionam de maneira ligeiramente diferente,para o melhor.
Primeiro aspecto nota-se um certo carisma metalico que lembra um pouco os utimos trabalhos de SYL ou num patamar diferente algumas das experiências mais modernas de por exemplo uns Nevermore.
Na minha opinião talvez isto seja uma junção destes dois mundos com um toque mais suave vindo daqueles temas que dão a estocada final aos albuns de FF e que deixam uma estranha nuvem no ar..
Não sei se conseguem ter ou ficar com uma ideia depois desta definição lirica, mas é realmente o que se ouve aqui, musicalmente este album é um doce chega mesmo a ser algo magico á medida que se vai descobrindo cada vez mais tanto nos temas mais calmos como nos momentos mais violentos é que os 11 temas que compõem este trabalho acabam por tornar a escuta numa agradavel experiencia e conseguem manter-nos bem acordados.
O que não é muito usual, pelo menos para mim isso acontecer neste estilo nos ultimos tempos/anos, mas todas estas caracteristicas melo-modern-extrememetal acabam por resultar bastante bem.
Bons momentos como a "Carve Your Name" fundem-se com paisagens acusticas e derivações explosivas (neste aspecto a "Hanya" dá cartas) que em alguns casos quase entram num especie de stoner modernaço carregado de anabolizantes (confiram a brutal "Spirit Guide") e que me deixaram com um enorme sorriso nos labios.
Enfim acho que isto é um excelente album para quem gosta de musica extrema do lado mais moderno mais planante e experimental e que não cai no erro da explosão atómica com vocalizações manhosas, solos metidos á força,compassos anormais e brincadeiras que não lembram a ninguem...isto é do melhor que se poderá ouvir actualmente dentro deste estilo.
Se gostam dos nomes que falei ou quiserem dar uma escuta não percam isto por nada, vão curtir...
http://www.mediafire.com/?mn2mi2dvtjv
Confiram a "Gravity"
Tribulation-The Horror

E agora agarrem-se bem porque algo renasceu de novo....
Antes de mais queria fazer uma pergunta lembram-se daquilo que sentiram quando ouviram o The Somberlain ou mais recentemente o Casus Luciferi?
Aquele som de Thrash fodido com vocais mais virados para o BM e onde eternos devaneios morbidos se misturam nos solos,nos riffs e em algumas estranhas passagens de lentidão macabra.
Pois bem chega-se a 09 e que se obtem quase no final desta decada?
Um album que é um autentico tesouro de Thrash/Black/Death como não ouvia á muito tempo com todos os ingredientes para se tornar num autentico classico daqui a uns anos.
Vindos da Suecia esta banda é realmente surpreendente quer pelo album que criou como pela aura perfeita que se obtem ao longo destes pouco mais de 30 minutos de Metal extremo.
A dadas alturas parece mesmo que o Jon de Dissection voltou dos Infernos só mesmo para nos foder um pouco mais o juizo é que isto é totalmente adoração Dissection, as musicas pegam no legado de uma das mais brilhantes bandas de sempre e dão-lhe a volta adicionando por vezes ambientes vindos do velho DM sueco.
Mistura-se então tudo com Dissection e por vezes sente-se no ar o clima de um Show no Mercy ou Reign in Blood a pairar no ar.
Acho que esta junção de factores será mais que suficiente para criar agua na boca a qualquer fan de Metal extremo,seja ele mais dado ás origens ou ás ramificações mais extremas que foram surgido ao longo dos ultimos anos.
"True scent of death" é uma das frases berradas pelo vocalista Johannes Andersson na "Curse of Resurrection" e se existe algo que defina realmente por palavras o que é este "The Horror" é esta mesmo sem rodeios ou paneleirices.
Metal of Death ponto final.
Momentos arrepiantes como são a dupla "Beyond the Horror"(aquele toque "Psico" é delicioso) seguindo-se a estrondosa "The Vampyre"(o inicio desta é FODA e o refrão é uma profanação dos sentidos) tornam realmente este album uma coisa mistica,viciante,hipnotizante e carregada de efeitos morbidos que nos atiram para um qualquer cemiterio perdido numa qualquer vila abandonada...
Já para não falar na musica que encerra as portas deste abismo sonoro "Graveyard Souls" onde se ficam estarrecido a olhar para os Entombed ou Dismember de á meio seculo atrás a tocarem uma qualquer versão de Watain,não o é literalmente,impossivel talvez mesmo mas podia bem ser..
Para concluir apenas dizer que este é um album que fará parte certamente da minha lista de melhores albuns deste ano,pena só o ter descoberto agora,mas como se costuma dizer mais vale tarde que nunca.
Resumindo desta forma:
Juntem umas doses de aflição, horror, morte e obtenham um monumental album de Metal...realmente filha da puta e extremamente fodido.
Classico instantaneo, muito a serio...
http://www.mediafire.com/?ymjtoxuwdgj
Nachtmystium-Doomsday Derelicts

Fodasse e fodasse se existem ep perfeitos este anda lá muito perto.
Nachtmystium mais uma vez prova aqui o porquê de ser actualmente uma das bandas mais cool da cena :).
Quatro faixas,quatro extraordinarias musicas:"Bones","Life of Fire","Hellish Overdose","Pitch Black Cadence"superam muito album gigante que por ai anda.
Bolinhos e rebuçados para os riffs/solos do Blake,do Jeff e os dedinhos do Sanford Parker de Minsk ao longo dos temas.
Escuta obrigatoria.
Arghhhhhhhaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
http://www.mediafire.com/?yww2lmeqlzt
Metallica-December 12, 2008 Citizens Business Bank Arena, Ontario, CA

O ultimo album de Metallica é comparavel a uma Fenix.
Gostou-se ou não da banda este album conseguiu faze-los renascer de novo para aquilo que melhor sabem fazer ou seja Metal.
Ok a palavra nos dias de hoje acaba por ferir os mais puristas,mas sinceramente que sabem eles?
Dantes queriam um som tipicamente Metallica e não o tinham agora tem e mesmo assim não estão contentes e vão arrasando a banda....enfim como diz o Hetfield..So Fucking What?
Mas fora estas cenas deixo aqui um album ao vivo que tenho andado a ouvir nos ultimos dias gravado em Dezembro de 08 em Ontario por alturas da tour americana que promoveu o ultimo album chamada World Magnetic Tour.
A qualidade é mesmo muito boa e resolvi partilhar com quem quiser.
Deixo aqui para terem uma ideia os temas tocados nessa noite:
That Was Just Your Life
The End of the Line
Ride The Lightning
For Whom The Bell Tolls
One
Broken, Beat & Scarred
Cyanide
Sad But True
Welcome Home (Sanitarium)
All Nightmare Long
Kirk Solo #1
The Day That Never Comes
Master Of Puppets
Blackened
Kirk Solo #2
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Stone Cold Crazy
Whiplash
Seek and Destroy
http://depositfiles.com/pt/files/stri5tnbt/
The Firstborn-The Noble Search

E agora é tempo para falar daquele que é para mim o album do ano.
The Noble Search de The Firstborn banda que ao longo dos ultimos dez anos (isto se contarmos os tempos "Evil") tem conseguido fazer poucos albuns mas com uma qualidade surpreendente,fazendo crer que mais vale pouca quantidade com qualidade do que muita quantidade e pouca qualidade.
E se o passo dado no The Unclenching of Fists foi enorme neste novo registo as coisas são ainda mais interessantes,criativas e originais.
Mais uma vez a banda portuguesa segue a inspiração budista e se isto está mais que marcado nas palavras do vocalista Bruno melhor é transposto para a parte instrumental já que este é um dos aspectos mais surpreendentes do album.
Nota-se acima de tudo que as influencias do vocalista(principal mentor do album ao que parece) vêem ao de cima desde o Extreme Metal passando pelo certo sabor a World Music que o uso de alguns instrumentos como a cítara a tibetan horn ou na maneira como a percursão a cargo do Rolando Barros e em alguns momentos o Vorskaath dos gregos Zemial é transformada ao longo das faixas.
Mas para além disto existe muito mais a dissecar aqui,primeiro a produção do album que era algo que merecia melhor atenção no anterior trabalho, aqui o som sai límpido,cheio e potente.
E isto é algo que a meu ver era necessario para poder mostrar todo o esplendor sonoro que se apanha na face á medida que as oito faixas se vão desenrolando.
Com participações de alguns nomes ilustres da musica underground actual como é o caso do Hugo de Process of Guilt,do Proscriptor de Absu que emprestam a sua voz em algumas faixas e do Simões de Saturnia que encanta com o toque oriental, o album resulta em pleno é que todas as faixas são de uma qualidade incrivel.
Ficam no ouvido apelando aquele sentido mais agarrador e imediato, resultam quando se entra em algumas avalanches sonoras e hipnotizam quando se entra num dominio mais experimental.
A nivel de voz é provavelmente um dos melhores trabalhos alguma vez feitos por uma banda portuguesa já que parece que a voz se entranha de tal maneira nas musicas que parece ter sido feita para este genero de registo consegue acompanhar de uma maneira bastante intensa todo o trabalho muitissimo bom dos instrumentos não saindo forçada nem deslocada.
Já aqui falei de quem está por detras da concepção do album e das influencias algumas tão não evidentes mas a vista de todos como aquele feeling completamente DHG(Dodheimsgard) da musica "In Praise of Reality" ou do muitissimo Neurosis/Red Harvest inspired"Ocean of The One Vehicle" do quase Tooliano "Bliss" isto se eles de repente começassem a tocar Extreme Metal algumas das musicas com mais intensidade do album já para não falar no viciante "Water Transformation",no potentissimo "Flesh To The Crows"ou no magico e intenso "Sunyata".
Chega a ser impressionante o jogo musical feito pela banda quando entra em divagações e salganhadas extremas com todas as coisas que já aqui falei obtendo um resultado fantastico,directo,poderoso e viajante.
Três aspectos que a meu ver tornam o album numa daquelas peças que com o tempo acredito se tornarão classicos porque o que é aqui oferecido sinceramente não se ouve em muito lado ou melhor é demasiado brilhante e fantastico para o que estamos habituados a ouvir nos dias de hoje e este The Noble Search está no mesmo patamar de um Wolfheart,Spectral Transition,Diva,Infinity ou mais recentemente Rising,Hellstone ou Renounce(penso não ser necessario meter os nomes das banda aqui ou é?).
Este é um daqueles casos que é um bocado complicado encontrar pontos negativos, até agora ainda não encontrei nenhum e sinceramente não os encontro,até aborrece.
Queria tambem realçar o artwork do digipack que traz o album a cargo da Phobos Anomaly Design que para não destoar veste a alma da musica com vestes de ouro e encaixa perfeitamente no ambiente da musica.
Para finalizar apenas dizer,se poderem comprem o album,roubem-no,peçam emprestado mas ouçam que isto vale mesmo a pena....por mim que já o tenho apenas agradecer a The Firstborn por me terem feito de novo acreditar que a cena nacional está mais que viva e com alguns albuns que se forem bem trabalhados poderão se tornar casos serios lá fora..
Obrigado pela musica e pelos momentos magicos que me transmitiram ao ouvir isto.
http://www.myspace.com/unclenchedfists
Metallica-Death Magnetic
E pronto cá está ele.
Metallica banda responsavel por muitos de nós hoje em dia ouvirmos Metal e seus derivados finalmente cede as pressões e lança um album que passa uma borracha pelo seu passado mais recente e diga-se em abono da verdade que já não era sem tempo.
Falei em ceder á pressão,mas talvez nem seja isso visto que já a alguns anos que o Lars e o James pretendiam fazer algo que os liga-se ao passado e os atira-se ao futuro.
Os Loads não passaram de tiros de polvora seca e o St Anger não passou de uma tentativa idiota de criar uma "especie" de sonoridade nova que os acabou por os humilhar bastante.
Afinal até era bem facil criar a tal coisa que falei em cima e bem vistas as coisas os dois ultimos trabalhos deram-lhes uma nova prespectiva sonora,não que isto soe a esses albuns mas acabou um pouco por separar as aguas e junta-las de novo criando uma turbulencia que resulta neste Death Magnetic.
Estranho não é?
È sim e depois vão revistar o passado de um AJFA para tornar as coisas realmente interessantes,não acreditam ouçam com atenção o "The End of the Line" e verão passar atraves dos vossos ouvidos os ultimos 17 anos da banda durante sete minutos e tal desde a sonoridade rockeira do Loud,a ligeira intensidade do St Anger e o sentido pratico do AJFA.
E como este existem mais temas que conseguem juntar todo este universo de uma maneira bastante interessante.
Os solos do Kirk voltam a ter destaque,as cavalgadas do James tambem e a bateria do Lars deixou de soar a cozinha desarrumada e os pratos estão de novo no sitio e o som deve ser uma delicia para o Robert tocar ao vivo,porque em estudio/criação não me parece que tenha muito a dizer.
Com algumas passagens que lembram alguns classicos deles como o caso dos acordes iniciais do "That Was Just You Life" ou o inicio do já falado "The End of the Line" e de futuros hinos como os casos do espectacular "All Nightmare Long" e do "My Apocalypse" a banda reinventa-se copiando-se a si propria coisa rara hoje em dia e que demonstra bem a importancia deles na musica metaleira e naquio que já criaram.
A voz do Hetfield está soberba conseguindo fazer ligação perfeita entre as partes mais cantadas com os rasgos de furia que o homem ainda consegue fazer é impressionante,e isto é uma das coisas que mais gosto ao longo do album e em bem verdade sempre foi uma das coisas que conseguiu demarcar Metallica dos restantes competidores iniciais..e hoje estão num nivel inatingivel para 99,9% das bandas de Metal.
Algumas coisas não tão engraçadas como o The Unforgiven III que mistura sopros,piano,o som carismatico das guitarras e as batidas melosas das baladas criadas por eles e que nos remete para os tempos dos Loads parecem deslocados da autentica cavalgada que aqui se assiste mas actuam como boca de respiro que acalmam um pouco as coisas dentro da sepultura.
Palavra especial para outros temas que gosto bastante o The Judas Kiss e o instrumental Suicide and Redemption e My Apocalyspe.
Se num as coisas dão vontade de meter o volume no maximo e cantar junto com o James o segundo funciona como algo especial quase transmite a ideia que a banda está ali a frente a tocar para nos so para nós...e o fantasma de uma certa pessoa anda por ali..acho que ficaria feliz de ouvir o tema...e ouvi-lo durante uma viagem nocturna é algo magico.
Quanto ao My Apocalypse é sem duvida o Seek And Destroy do novo milenio,ponto final.
Existem aqui coisas realmente muitissimo boas e se havia duvidas sobre quem manda acho que já não existem, alem do mais ainda levamos uns estalos na cara por tudo o que dissemos sobre eles nos ultimos anos.
Benvindos de volta rapazes.
.Isto parece ser encarado como uma corrida por eles...ganha-se avanço brutal não existem competidores abranda-se amolece-se e deixa-se apanhar para haver luta de novo e acelera-se de novo....mas foda-se na primeira aceleradela já lá vão uns Kms de avanço sobre o outros....
E já esqueci alguns anos da vossa carreira afinal era tão facil..
Heavenwood-Redemption

Parece que o tempo parou ou melhor voltamos uns anos atrás.
Heavenwood são uma banda (entre muitas outras nacionais) que tiveram tudo para se tornarem grandes mas que ficaram pelo caminho por razões estranhas e sinceramente..agora é tarde para sobressair ou talvez não.
Foram a par de Moonspell das primeiras a despertar atenção lá fora de uma maneira mais interessante e forte.
Acredito que um pouco embalados pela descoberta de Moonspell certas editoras comecaram a ver com outros olhos o que se ia fazendo por cá e a fantastica demo Emotional Wound ajudou bastante já que é uma das coisas mais interessantes jamais feitas no nosso Underground.
A Massacre Records uma das editoras mais atentas na altura pega neles, mudam de nome surge esse monumental album chamado Diva que ainda hoje é ouvido com alguma regularidade por estes lados..e começava-se a fazer historia.
Digressões com algumas bandas como Atrocity levam o nome da banda a varios lugares por essa Europa fora conseguindo boas reações tanto a nivel critico como de publico.
Dois anos mais tarde surge o segundo album Swallow que colhe um pouco os louros da fama do album de estreia e demonstra uma banda digamos um pouco diferente,mais roqueira e não tão fechada no universo Death-Doom.
A participação de alguns nomes como o da Liv Kristine e o Kai Hansen tambem ajudou um pouco mas o resultado foi positivo,muito mesmo.
E quando tudo estava encaminhado para serem uma especie de "novos" Moonspell surge o Silencio.
Estranhamente a banda começa a ter problemas mais dramaticos de formação e as coisas comecam a estagnar e chega o anuncio da morte da banda.
Anos mais tarde começam a surgir rumores que poderiam voltar e com alguns avanços e recuos chega finalmente a promo deste album no ano passado.
Mostra uma banda ainda com ideias e mais pesada por vezes quase crua e que faz crescer agua na boca a muitos fans eu incluido.
O resultado desse trabalho está agora visivel neste Redemption,e como dizia o outro quem sabe nunca esquece.
O agora trio pega naquilo que os tornou "famosos" e dá de novo,não inova nem cria algo de original(tambem não me parece que seja isso que queiram),mas faz a continuação logica do Swallow e de uma maneira simples,eficaz e honesta nem muitos adornos nem muitas modernices.
Mais uma vez o trabalho criado pelas guitarras do Ricardo Dias e do Bruno Silva é algo que merece ser ouvido bem alto e a voz pelo menos em estudio do Ernesto enquadra-se mais uma vez perfeitamente no som da banda.
É o album mais "rapido" lançado por eles até hoje,um grito de raiva pelo que lhes foi acontecendo ao longo dos tempos não sei.
O amor,a perda, a tristeza,sofrimento e a solidão continuam a ser as principais influencias liricas autenticos poemas negros cantados com sentimento.
O mal nisto é que este era um album perfeito para os finais da decada de 90 e talvez não tanto para agora e por isso acho vai passar ao lado de muita gente o que é pena porque é um trabalho a meu ver acima da media e superior a muita choraminguisse sonora que por ai anda.
Muito bom regresso espero que seja para ficar mais uns anitos por cá....por aqui tem rodado bastante
http://www.myspace.com/heavenwood
Howl-Howl

Falar de pequenos eps com poucos temas por vezes é complicado, mas em alguns casos as cenas são tão porreiras que vale a pena e estes Howl são mais um caso desses.
Primeiro porque fazem um som de tal forma envolvente e catchy que é quase impossivel não meter isto a rodar quase numa de sem fim(é o grande mal dos eps pequenos) e se possivel bem alto.
Som pesadissimo no qual a guitarra/bateria/baixo ditam as regras e sempre a puxar para os lados do Sludge mais metaleiro com algumas passagens e "breaks" que tanto trazem á memoria Down como algumas bandas como Liar of The Minotaur e condimentado por uma excelente voz muito DM inspired por vezes é a receita que se obtem neste uivo de contornos maquiavelicos.
Murais sonicos,pesados e convidativos ao headbanging é algo que salta á vista e aos ouvidos,talvez uma das coisas mais belas que aqui se ouvem,por vezes quase a roçar aquilo que Slayer foi fazendo ao longo dos ultimos anos.
Depois desta pequena visualização do seu som podem ter a certeza que monotonia é algo que não existe aqui nem passagens a puxar a contemplação,coisa que realmente adoro neste genero de bandas mas aqui tudo é levado ao extremo e tudo feito de uma forma bastante directa,intensa,sincera e honesta.
O grande mal é a curta duração mas isto faz crescer agua na boca para o futuro e sinceramente desconheço se a banda tem mais algum lançamento anterior mas penso que não embora no myspace existam temas que não estão neste registo talvez sejam já doces para o proximo lancamento.
Em suma mais uma grande banda em ascensão vinda dos States e que passa a estar ao lado de Thou,BSW,Lesbian.... como uma da novas propostas mais interessantes para ouvir num futuro proximo.
Mp3 para ouvir/sacar,este não está no Ep mas é BRUTAL
http://lix.in/f185de8c
Dawnrider-Alpha Chapter

Lembram-se do filme Quase Famosos do Cameron Crowe?
Não é propriamente a historia do filme que interessa aqui,mas sim toda a envolvencia que se sente a volta,o gosto pela musica,as polemicas as desiluções e a musica da altura.
No caso de Dawnrider as coisas giram mais ou menos da mesma forma e ao ouvir este Alpha Chapter é como se entrassemos numa maquina do tempo e fossemos transportados atraves do tempo para essa altura.
Toda esta sonoridade rockeira e 70´s irá fazer com que se va abrir baus antigos e talvez tentar procurar toda a genese sonora que por aqui se ouve.
A musica sempre funcionou em ciclos que vão e voltam e este som parece que hoje em dia veio para ficar ou melhor talvez não fique mas a teimosia de alguns musicos acaba por ter um efeito bem positivo já que com estas coisas muita gente acredito que poderá se interessar por muitas bandas que depois de serem citadas como influencias acabam por ser algo de procura e influencia directa em algumas bandas.
Uma especie de ressureição dada pelos mais novos.
A musica contida aqui como ja disse vive muito da sonoridade dos 70´s como já disse mas não só.
Acaba por misturar algumas cenas digamos mais estranhas que talvez não se esperassem como um certo feeling meio subtil que vai desde o Punk,a nivel vocal por vezes lembram-me alguns nomes sonantes e o Metal mais agreste vindo dos anos 80.
Este album vive muito do excelente trabalho feito pelos guitarristas,por vezes lembra uns Men Eater mais lentos(para os mais novos se situarem),mas ao contrario da banda do Hellstone os Dawnrider em vez de rock moderno fazem precisamente o contrario e viajam no tempo.
Solos que ficam na cabeça e quase que dão para se iniciar uma sessão de air guitar interminavel,bateria sempre com as batidas e ritmos certinhos a dar grandiosidade a musica.
Tudo isto misturado acaba por ser uma banda sonora ideal para uma viagem atraves da Route 66 ou no caso portugues atraves dos "desertos" Alentejanos e da proxima vez que para lá for certamente este album irá ser uma das minhas companhias.
È mais uma boa banda nacional a emergir e apesar das primeiras audições terem sido algo estranhas com os plays que se vão acrescentado acaba por ser um album bem interessante.
Rock com feeling e atitude sempre foi algo que estas bandas procuraram e estes rapazes não fogem a regra.
O album acaba por ser um sentido obrigado aos mestres que mudam a musica extrema e sem eles hoje em dia não ouviriamos o que ouvimos,com arrastamentos ou sem eles.
E realmente são mesmo uma especie de Cathedral nacionais..e o instrumental Altamont Nation é algo que....foda-se.
http://www.myspace.com/dawnriderdoom
W.A.K.O.-Deconstructive Essence

Bem já tenho o raio do album ha uns tempos mas ainda não tinha falado dele aqui,criei um topico pré album,mas parece que foi deleted.
Aqui fica então uma opinião sobre a sonoridade destes ribatejanos.
Primeiro e antes de mais são uma das melhores bandas ao vivo que por ai andam nos dias de hoje dentro da nossa "cena".
Surgem meio assim do nada,mas são bem interessantes musicalmente mas antes de comecarem a pensar que são mais uma banda na linha sueca podem tirar os cavalinho da chuva,aqui ouve-se Metal poderoso muitas vezes puxado a ferros da linha hardcoriana é certo,mas a sonoridade é bem mais Death-Metal daquela moderna dura como o aço e pesada como um lutador de Sumo.
São constituidos por musicos muito competentes que sabem o que querem e melhor fazem-no muito bem.
Ao longo da escuta do album nota-se as ideias fervilhantes da banda seja a nivel instrumental seja a nivel vocal.
Alias o vocalista tem um desempenho brutal consegue fazer uma mistura de vocalizações Death alternadas com outras bem mais calmas dando um toque especial aos temas o que junto com o tal poder sonoro que falei consegue manter o ouvinte sempre a mexer alguma coisa no corpo.
Tanto furor com bandas como JFAC e similares quando por cá existem bandas que conseguem criar musica tão boa ou melhor que eles e acredito que se este album for bem trabalhado lá fora podemos ter aqui um caso serio de expansão nacional,isto atentendo ao que vai fazendo furor lá por fora nos dias de hoje.
Soa moderno,poderoso melodico e brutal que é o que o pessoal hoje em dia procura ouvir tanto cá como lá fora.
O album em si tanto vive de momentos insanos como nos tema "Paradox Essense..." e "Spectrum of Void" dois dos temas mais intensos do album como de outros mais melodicos como o fantastico "Nihilst War God" ou a semi-balada "My Misery" em que a mistura brutal/melodia resulta bem catita e dá gosto cantar e ouvir....e depois existem momentos interessantes como o tema "Abyss" só aquele incio merece destaque e é talvez o meu tema perferido mistura bem competente de Death Polaco com algo meio ModernCore.
Mas no geral é um album bem interessante de uma banda que poderá ter algo a dizer ainda durante uns tempos.
Novos Ramp?
Quem sabe.....espero que sim mas que a sorte destes seja um pouco mais feliz......não se matem desenvolvam-se.
Até lá umas escutas a este album não farão mal a ninguem....antes pelo contrario.
Zoroaster-Dog Magic

Já aqui tinha falado desta banda mas agora chega o album,na altura eram apenas os temas do myspace que me chamaram a atenção agora chegou este monumental petardo de nome "Dog Magic".
Era um album que aguardava com IMENSA curiosidade e não desiludiu nada mesmo,e depois de ouvir é talvez um dos melhores albuns de Doom/Sludge que ouvi este ano senão mesmo o melhor.
Bastante intenso e pesadão bem a maneira de bandas como EyeHateGod,Sleep,Grief,Neurosis(pela intensidade e criatividade) ou em certos momentos lembrando Black Sabbath ou até mesmo Celtic Frost.. que acabam por ser boas influencias e bem assimiladas pela banda porque conseguem acrescentar um toque especial aos temas,soa um pouco retro é certo mas eu gosto e dá um prazer enorme colocar isto a tocar os temas acabam por ser tornar completamente viciantes como por exemplo o "Tualatin" que acho incrivel e com um refrão que deve meter medo ao vivo,alias todo o tema é assustador.
O som chega por vezes a ter uma certa aura alucinogenica("Dog Magic" e "Brazen Bull" são apenas mais uns exemplos) e com uma carga mistica bem forte o que os torna autenticas viagens sonoras dentro um universo estranho qualquer conseguem criar autenticas passagens sonoras meio cosmicas muito mas mesmo muito interessantes instrumentalmente falando.
Outro tema que acho absurdamente perfeito é o Terminal Charged em que a sonoridade da banda se funde com uma voz vinda de outro genero mais obscuro e que se funde com uns teclados no meio do Doom/Sludge da banda acabando por soar no minimo brilhante.
Depois disto tudo acho que o album é soberbo e na minha opinião vem dar algo novo a musica dentro destes generos e acrescentar algo bastante interessante ou até mesmo original a dados momentos.
O tema que abre o album "The Book" actua como se fossemos apanhados no meio de uma cerimonia ritualista qualquer com momentos on/off em que a lentidão extrema do Drone se funde com outros mais tradicionais mas perseguidos por uma voz(muito boa mesmo em todo o album) que comanda todo o ritual.
Quanto a vos não sei mas acho que este album irá fazer parte da minha lista dos melhores albuns que tive oportunidade de escutar este ano e posso estar enganado mas esta bomba irá surpreender muita boa gente até mesmo aqueles que não curtem muito este tipo de musica,mas criar um conjunto de temas tão bons como estes hoje em dia já começa a ser dificil de encontrar isto falando de novas bandas.
Isto é lindo meninas e meninos....perfeito e completamente viciante e mais surpreendeu-me....muito mesmo.
http://lix.in/828358
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