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['selvə] - Eléo


Quem teve a oportunidade de ouvir o anterior album destes italianos certamente irá ter uma bela surpresa, é que a banda no espaço de dois anos evoluiu de uma forma fantastica e se inicialmente o que mostraram nesse album não era mais que um aborrecido e banal album de screamo atualmente este projeto transformou-se numa especie de monstro que expande as suas raizes e se assume talvez como uma das melhores e mais interessantes propostas deste genero vindas de Italia.
Neste segundo trabalho o trio confirma claramente que são realmente uma banda a ter em conta (mesmo sendo quase completamente desconhecidos ainda), entram claramente no lote projetos a descobrir o mais rapido possivel, não só devido á qualidade que colocam nos temas a nivel individual como no resultado total e final do album.
O que se explora aqui é quase um compêndio de como fazer um album onde a componente atmosferica explorada principalmente em registos mais proximos do Post-Black se derrete no meio de um tempestuoso mais perigosamente melodico ambiente que deixa uma rasto de desolação á sua volta uma especie de mistura entre uns Rorcal/Sedna/This Gift Is A Curse para se ter uma ideia mais proxima daquilo que se ouve neste Eléo.
Extremo e vibrante, mas não somente porque sim já que a banda soube juntar toda uma amalgama de criatividade conseguindo dissipar o aborrecimento inicial que falei e que estava presente no anterior album e moldar todo o sentido ás coisas de uma forma que sinceramente acaba por dar uma vitalidade nova ao projeto, mesmo abraçando de uma forma clara todo o role de influencias que a banda disseca sejam elas diretamente ligadas aos nomes que falei em cima ou até mesmo em algumas passagens que nos remetem para outros dominios como o que se ouve na fantastica "Alma", um dos pilares do album ou na intensa "Indaco", esta por exemplo quase que podia ser escrita por uma qualquer banda de USBM atual basta ouvir com atenção os riffs e a formula usada...
Resumindo uma bela surpresa e talvez um dos melhores albuns do genero que ouvi nos ultimos tempos e que merece uma escuta atenta por quem se perde por aqui...

Premonições: Vaee Solis


Nova banda portuguesa, mais uma a seguir a atual tendência Dark/Occult/Core e pela amostra inicial algo perdido pelo meio de uns Oathbreaker, Salome e Monarch...
Primeira demo para breve.

Oathbreaker-Eros|Anteros


Pertencer ao movimento Church of Ra é logo á partida um ponto extra para Oathbreaker se formos a ver bem as coisas de uma forma séria e o album anterior confirmava isso mesmo, porque apesar de ser um album interessante a banda ficava a meio caminho e vivia da dualidade vocalista jeitosa inserida na tendencia Postcore que tanto sucesso tem feito nos ultimos tempos com a fama que a seita criada por Amenra agregou nos ultimos vá lá dois anos.
O novo album poderia vir a desfazer todas as duvidas que pairavam sobre a banda da Caro e acabar de vez com uma suposta ideia que a banda não iria sair do seu conforto e viver daquilo que "está á volta" porque bem vistas as coisas quase que chegava, não num sentido meio hype como poderá parecer mas simplesmente para deixarem de ser um projeto de um dos membros de Amenra para uma banda com cabeça tronco e membros.
E o resultado na minha opinião é mesmo este ultimo já que a banda conseguiu inovar sem com isso deixar as raizes do primeiro registo longe daquilo que mostram neste Eros|Anteros.
Basicamente é um apanhado com contornos individualistas que vai desde a cada vez mais notoria influencia vocal de uma Julie Christmas até á colossal sensibilidade musical de uns Amenra nos momentos mais introspectivos para acabar em descargas de crueza niilista vindas do primeiro album.
O resultado é bastante positivo já que mostra uns Oathbreaker capazes de sair do seu nicho cultural e ganharem espaço num estilo onde o termo melodia vs agressão ás vezes não deve viver somente da banalidade destes termos, mas sim transforma-los em algo que se sinta verdadeiramente e aqui os belgas conseguem-no de uma maneira bem forte.
Não nego que ter uma vocalista ajuda, mas talvez seja por isso mesmo que esta violenta sensibilidade musical soe tão palpável e de uma forma tão intensa e me tenha levado a trazer ao texto o nome da Julie em cima, que é das vozes que melhor consegue conjugar aqueles pontinhos mais exteriores á musica e faze-la soar de uma forma tão sufocante..
Basicamente um excelente album que os leva onde realmente ou aparentemente devem estar hoje em dia, é que já não bastar parecer, à que se-lo e principalmente demonstra-lo de alguma maneira e o E|A faz-o como poucos dentro do estilo nos ultimos tempos.

Birds-Demo 2012


Uma das bandas portuguesas que mais gostei nos ultimos tempos foram os BIRDS, primeiro porque são talvez dos poucos nomes com carisma e atitude (pelo menos no som que mostram) que conseguem fazer frente tambem com aquilo que mais está em voga lá por fora..
Explico, esta curta apresentação demonstra uma banda jovem já com vontade de percorrer os espinhosos caminhos geralmente associados aos Dark-Core onde a violencia sonora assume as redeas e se funde em algo que anda ali perdido entre o Post-Hardcore, o Crust, o Sludge e algo meio sulista, o resultado é bem intenso e a voz mesmo sendo um pouco basica consegue ser agreste o suficiente para agarrar pelos colarinhos a excelente parte instrumental.
Não existe muito mais a dizer já que as 5 faixas e o pouco mais de 10 minutos falam por si...ora ouçam:

...e vejam:


Cult of Luna-Vertikal


Embora sejam uma das bandas da linha da frente de um estilo que a dada altura começou a entrar e a ser aceite de uma maneira mais, digamos "social" no universo metalico, os suecos Cult of Luna são tambem aqueles que mais dificil conseguem gerar algum consenso por parte daqueles que se dedicam a dissecar esta sonoridade hibrida.
Mas acho tambem que se ouvirmos a discografia são ainda das poucas (tirando alguns tiros mal dados) que melhor conseguem unificar o universo envolvente do Post-Rock com o poder vindo do Hardcore do passado, duas referencias obrigatorias ainda hoje neste estilo e naquilo que a banda liderada pelo Johannes tem vindo a criar nos ultimos anos.
Este novo album é talvez na minha opinião o album que melhor consegue juntar tudo aquilo que a banda fez até hoje, manter os pés no presente e questionar o futuro.
Não é facil para uma banda deste universo hoje em dia sobressair ainda mais quando a quantidade de lancamentos tem meses de roçar o ridiculo, mas aqui o nome já tem algum peso como é logico a banda não é propriamente novata e até já nem precisa ou precisaria de se esforçar muito para mostrar aquilo que é capaz..
Mas em vez disso optam por arriscar, nao muito tenho que admitir, afinal a zona de conforto criada por Cult of Luna até está forrada de veludo e é fofinha o suficiente para se tornar agradavel e de facil escuta.
Inspirados pelo Metropolis, os rapazes suecos tentam fazer uma especie de retrato sonoro daquilo que o estranho filme tenta mostrar, se conseguem ou não acho depende de cada um, isto se realmente já viram ou tem ideia de algum dia ver o bizarro filme do Fritz Lang, mas tambem não é isso que importa para aqui.
O album em si, é para mim provavelmente o mais trabalhado, cheio de floreados e pormenores que fizeram até hoje e o que melhor consegue captar a essencia por eles desenvolvida desde o primeiro album.
A influencia de Isis aqui ganha tambem proporções dantescas como provam os imensos quase vinte minutos da Vicarious Redempetion tema essencial para descrever este album onde se resume quase toda a carreira da banda tanto em registos sonoros como nas influencias que estiveram e sempre estarão por detrás dos rapazes de Umea, e o mesmo se pode aplicar tambem a faixas como a deambulante Mute Departure, que puxa para os ambientes mais floresta urbana que de certa forma se tentaram recriar na fase pos-Salvation (e que a mim sinceramente não me agradam por ai além) ou na quase "Panopticaniana" In Awe Of que pelos riffs e estrutura ..dá quase a ideia algo horrorosa que isto é um filho bastardo, perdido e criado pela antiga banda do Sr Turner.
Por outras palavras e resumindo eu gostei imenso do album, talvez daqui a uns tempos esteja no mesmo patamar de um Salvation (algo que acredito irá aconteçer) e para todos aqueles que têm aqui um primeiro contacto com este universo é natural que fiquem algo siderados, mas não é nada de novo, apenas se retocam, assimilam e se lançam vapores daquilo que eles são até hoje e a diferença lá está é que o Vertikal é extremamente bem feito e as musicas tocam nos nossos sentidos de uma forma quase perfeita e isso cópia ou não por vezes é mais que suficiente.
Já agora ouçam a The Flow Reversed tema extra que não está na edição normal, mas que merecia sem duvida...mas fica aqui antes uma onde o lado arriscar um pouco se nota mais: