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Hell- I I I

Fim de mais uma trilogia (parece moda agora), III dos norte-americanos HELL chegou fez estragos, muitos mesmo.
São a par de THOU uma das bandas acima da enxurrada atual de Sludge/Doom que proliferam no Underground e que merecem ser divulgadas já que aquilo que fazem é realmente muito interessante.
Penso que os anteriores já aqui foram mencionados no Asilo e se na altura mereceram epistolas berradas ao vento, este capitulo final ainda merece muito mais, já que é na minha opinião o melhor do projeto até agora, com eps incluidos.
São duas faixas ambas quase com vinte minutos, carregadas de um peso descomunal misturado com lamentação que cria um balanceamento bastante interessante a nivel criativo, já que existem diversos pormenores bastante bem conseguidos, não só na maneira como se embrulham os temas como num estranho estado quase catartico em que nos vemos agarrados, como se fossemos não direi purificados mas acordados para algo.
Um exemplo do que falo é a segunda faixa Decedere, onde se ouve uma voz operatica que entra numa especie de estranho dueto com o MSW originando um dramatismo lirico completamente surreal e magico.
Se conhecem os anteriores vão notar que este III é mais rico em musicalidade e não vive tanto do peso do riff ou do drone, mas aquilo que poderia a primeira vez parecer estranho e pouco conseguido, como já aconteceu noutros casos (Aldebaran por ex) aqui acaba por funcionar na plenitude.
Um registo que acaba por ser visto como um descanso ou relaxamento mental para todos aqueles que tal como eu gostam de ser esmagados pelo som, aqui existem os dois mundos que afinal estão bem mais proximos do que se pode julgar.
Excelente, só é pena o caracter elitista da coisa ou da trilogia completa, mas este é dos casos que podemos agradecer ás forças do mal por existirem mp3´s.
Podem começar a caminhar já hoje para a III porta do Inferno...não sem antes passarem pelo purgatorio, basta para isso clicarem aqui:

...deixo tudo:
Hell- I

Hell- I I

Hell- I I I



AmenRa-V

Os belgas AmenRa tem construido uma carreira desde 03 que me tem dado um prazer enorme seguir.
Tambem não vou dizer que a fixação começou logo ai, já que o primeiro contacto que tive com a banda foi aquando do lançamento do (ainda hoje) fascinante III continuando depois com um dos albuns que considero mais incriveis feitos até hoje dentro das sonoridades extremas, falo claro do IIII.
Estes dois albuns são daqueles tesouros que goste-se ou não daquilo que fazem ou exploram são essenciais em qualquer coleção ou pelo menos deviam ser obrigatorios ouvir nos dias de hoje.
È sabido tambem que aquilo que se retrata naquele universo muito deve aos territorios explorados por uns Cult of Luna dos primordios, mas a forma como o quintento belga sobe dar um novo folego a um estilo que era marcadamente mal aceite , não só transformou a banda como originou uma autentiva erupção sonora que atingue neste V um esplendor que fecha o passado, faz um resumo daquilo que os musicos tambem exploram noutros projetos como cai de uma maneira algo perigosa nos terrenos pantanosos que geralmente os copycats de Neurosis tentam criar.
Sim, dito isto o V é o album mais intimista da banda até hoje, o mais pragmatico e aquele que podia dar ainda mais fulgor a uma carreira que roça a genialidade, não num sentido banal, mas no verdadeiro sentido da palavra, só que a banda tem aqui momentos que parece á procura de algo.
Primeiro a tal aproximação á sonoridade dos mestres de Oakland que afoga aquele lado mais violento e intenso que a banda tão bem criou no ultimo IIII e que ao longo destes 4 temas se transmite de forma diferente transformando a envolvencia que acaba por não ser a mesma.
Mas lá está como disse em cima talvez as coisas se devam a tal "liberdade" que musicos aqui parecem ter para trazer os seus outros lados, sejam eles mais fechados neles proprios ou mais ambientais.
E por falar no ambiente, achei curioso em algumas partes dos temas serem tão visiveis/audiveis as influencias de Tool, a À Mon Âme é um bom exemplo do que falo, eles que sempre foram uma influencia da banda, aqui realmente assumem de uma forma bem viva esse aspeto, optando por quase largar aquele efeito sufocante do passado.
De todos os temas o unico que realmente faz um flashbak em relação ao resto é claramente o Nowena I 9.10 ,onde se assiste a um dueto tenebroso entre o Scott Kelly e Colin, sobrepostos nos espasmos das guitarras e aquela batida ritualista tão caracteristica da banda..e um album acabar assim depois do que se ouviu até aqui acaba por criar um efeito meio, "já acabou?!" .
O album em si, talvez não provoque aquele efeito de brilho nos olhos que realmente se esperaria para quem os conhece minimamente, mas tambem não soa assim deslocado da sua carreira apenas dá a ideia que parecem querer começar de novo e talvez a seguir outros caminhos, só o futuro dirá que é uma boa cartada ou não, agora que estão numa editora com outro tipo de prespectivas artisticas e com um nome que já está em cima no que diz respeito a este universo.
Talvez tenha sido a melhor opção, não sei, e se estava expectante para o ouvir agora muito mais fiquei para ver/ouvir e perceber o que a banda fará a partir de aqui..
Fica aqui o video da Nowena I 8.10...(outra influencia de Tool):
(É a "I", será que isto é esse tal inicio?)

Moloch/Closure-Split

Em poucas palavras muito potente este split entre os ingleses Moloch e Closure, pouco mais de 10 minutos, mas de uma intensidade brutal.
Powerviolence, crust e hardcore hard n fast pelo lado de Closure e por outro aquele Sludge verdadeiramente filha da puta como só os ingleses Moloch sabem fazer, provando e continuando ser na minha opinião uma das melhores bandas do estilo atualmente, alias esta faixa é muito boa mesmo.
Ouçam aqui:http://www13.zippyshare.com/view.jsp?locale=pt&key=16890169



Mortals-Death Ritual (ep)

Nascidos de uma tribute band a Slayer o trio norte americano Mortals está de volta com um novo ep de duas faixas absolutamente viciantes onde o Sludge, o Punk se fundem em algo com pitadas de Slayer..pouco mais a dizer a não ser, potente, forte e criado por meninas com uma excelente atitude:



Dephosphorus-Night Sky Transform

Trinta minutos!
È o tempo que chega para novamente o trio grego Dephosphorus destruir tudo á volta e mandar cá para fora um dos melhores albuns deste genero dos ultimos tempos.
Não, aqui não se pega na sonoridade sueca para dar peso e mostrar que se está dentro da cena, não se usa vocais berrados daqueles á At The Gates, aqui faz-se tudo de outra forma, vão se buscar aqueles classicos do Crust, enfiam-se dentro de um caldeirão onde os ingredientes são tão venenosos que tanto podem ir ao encontro daquelas dissonancias mais proximas de uns nomes atuais do BM mais vanguardista, como de repente e quase por artes magicas puxar o legado de uns Nasum ou Nails das faixas mais violentas, isto tudo é claro como a agua mas a sujidade Dephosphoriana é que continua a mandar e a controlar totalmente a maquina.
O resultado final é soberbo, e a propria construção e ambiente dos temas transmite uma aura muito estranha, não muito usual nos albuns deste estilo.
Já no anterior a banda tinha muito boas indicações, indicações essas totalmente aqui confirmadas e mostrando realmente que Dephosphorus são talvez um dos mais potentes concorrentes com aquele som tão em voga atualmente e que veio preencher uma lacuna dentro de um movimento que apesar de ter alguns bons momentos ainda não tinha conseguido explodir realmente, como acontece nos dias de hoje.
Até a propria tematica lirica está totalmente á parte daquilo que usualmente se apanha neste genero, o que a meu ver só demonstra que até nestes pequenos pormenores isto está um pouco mais além do resto do rebanho.
Algo que realmente adorei foi mesmo o som da guitarra, forte e pesadão conseguindo fazer um contra-balanço quase surreal entre algo mais antigo com aquilo que muitos hoje se entretem a jogar, alias basta ouvir com atenção uma "The Astral Putsch II: Array of Truth", uma "Unconscious Excursion (The Hidden Galactic Truth and a Sphere Full of Sorcerous Solutions)" ou a "Uncharted" (aquele riff aos 2m destroi-me!) para se ter uma noção mais realista daquilo que estou praqui a dizer.
Um album fodido, noturno, e de um vicio enervante mas com um efeito nefasto logo na primeira escuta que pior...as coisas ainda se tornam muito mais complicadas ao fim de umas 15 ou 20 escutas...
 All HAIL AURORA!!!!

Ouçam aqui:

This Gift Is A Curse - I, Guilt Bearer


ThisGiftIsACurse foram e tem sido o som dos ultimos tempos por estes lados, e quando se julgava que o cadaver do movimento Post-Core já estava mais que devorado por milhares de vermes eis que surge uma oferenda vinda da Suécia que não só me parece dar mais uma estocada no corpo inerte do movimento como ainda se diverte a usa-lo para um pseudo-ritual de contornos macabros.
Estranha definição não é?
Mas quando ouvirem o novo album da banda com saida agendada para o proximo mês de maio, vão entender o porquê, mas mesmo assim vou tentar descrever isto..
Este album para além de ser uma das coisas mais venenosas e excentricas que ouvi nas ultimas semanas consegue criar uma sonoridade que aos meus ouvidos soa como um orgasmo seguido de espancamento.
A sonoridade base é algo com raizes no Core, a voz é agreste, rispida e mal disposta como se pretende, mas tal como aconteceu com bandas como os excelentes Celeste de França estes moços conseguem baralhar as cartas transformar as coisas de uma forma intensa que atualmente só encontre luta no material de AmenRa ou nos "novos" Rorcal.
Não que isto seja doce como mel ou pegue naqueles jogos de fantasia que nos deixam a pensar ou a magicar com as estruturas ritmicas que nos mexem com os sentidos, aqui tudo se gere pela violencia e dureza daquela que geralmente só se encontra naquelas boas bandas que sabem ler e aplicar aquele ocultismo sonoro que nos atira para um abismo musical bastante negro.
Principal destaque deste album é sem duvida o elegante e espinhoso ambiente que é adicionado á tal base Core que falei em cima, ambiente esse que se consegue fundir de uma forma bastante inteligente no meio daquela metalurgia ferrugenta ou dito de outra forma a TGIAC conseguem soar soar como um filho bastardo dos primeiros albuns de Cult of Luna, do Blackened Sludge norte-americano e onde tudo nasce ou é criado num estranho ritual dissonante que bem poderia ter sido feito por alguns dos nomes maiores do Extreme Metal de contornos mais estranhos e vanguardistas..
São nove faixas, nove entradas diretas para as profundezas do Inferno, nove momentos de panico sonoro, nove murros no estomago, nove fogueiras que nos vão consumindo lentamente, nove ligações que se transformam no som de sinos partidos e engolem toda a luz á sua volta.,
Dinamico e criativo o suficiente para deixarem um rasto de enxofre á sua passagem TGIAC mostram aqui que afinal quando se viola e esventra um estilo ainda podem surgir coisas tão doentias que nos deixam com aquela sensação de "medo" mesmo em alturas onde se julga que nada mais existe a fazer.
Não acreditam, ouçam então as seguintes faixas, The Sound of Broken Bells, I Will Swallow The Light, Inferno ou a faixa de abertura The Swarm no meio da escuridão e depois digam que não avisei..
Recomendadissimo e obrigatorio.
O album está em pre-order no site da Discouraged Records e a banda tem duas datas marcadas para Portugal com Hexis (boa cena!) em Setembro dias 29 (Braga) e 30 (esta sem sitio ainda).
Deixo-vos aqui o album para escuta total..enjoy, this is sickshit!

Light Bearer-Celestium Apocrypha; Book of Watchers


Fall of Efrafa acabaram mas das cinzas destes nasce um projeto que começa a ganhar contornos monstruosos, Light Bearer de seu nome.
Depois do muito interessante Lapsus editado em 2011 a banda mostra agora e totalmente gratis (atraves da sua pagina do facebook) a sua metade do split com Northless a editar em breve somente em vinil.
Neste tema com mais de 20 minutos a banda inglesa percorre espaçadamente varios territorios que começam em toada muito atmosferica e ambiental e desabam numa abstrata e completamente surreal descarga de negritude que engloba inclusive uma especie de religiosidade que remete um pouco para aquilo que DsO costumam criar nos seus eps (quase palpavel a energia da musica) embora aqui o universo seja marcadamente mais Post-Sludge-Doom apocalitico de uns Neurosis.
Pesado e a puxar muito para o lado mais envolvente dos rotulos que usei em cima, os Light Bearer mostram aqui na minha opinião a sua melhor criação até hoje, é certo que as influencias de FoE continuam cá, o que é ou acaba por ser natural, mas aquilo que é bom nunca sabe demais.
Podem então sacar o tema atraves deste link: http://www.mediafire.com/?gpa43xgxhny1am4

From the band:
Our split with Northless will be released on beautiful gatefold LP through Alerta antifascista and Moment of collapse in Europe and Halo of Flies in the US. Please support these awesome DIY labels who have supported our bands, and purchase the physical copy of the record when its released in June. However, We wanted to add the new Light bearer recording as a stream, but are aware that streams are easily ripped and provide a bad quality version of the music. We'd much rather the song exist online in a decent state, so please follow this link to download "celestium apocrypha, book of watchers" We hope you enjoy it. The Northless side isn't quite complete, but we're expecting something incredible from them very soon!

SaturninE-SaturninE

Abaton, Heirophant, Caronte e estas SaturninE são a prova que a cena italiana comeca a ganhar um novo folgo e a oferecer algo com bastante consistência sonora para tempos futuros.
A demo homonima deste projeto vindo de Bolonha mostra aqui uma sonoridade que não é mais que uma especie de hibrido entre o Sludge, o Crust e o Black Metal mais crú com resultados bem satisfatorios para quem como eu gosta deste tipo de ambientes.
Formados unicamente por raparigas (embora só nos apercebamos disso mesmo quando pesquisamos um pouco mais acerca da banda) o quinteto consegue fundir em doses consideráveis de bom gosto os rótulos que acima mencionei transformando esta demo num excelente objecto de escuta nocturna, capaz de criar algum impacto.
Os temas estão carregados de negritude e a lentidão esmaga a beleza morbida usada nos solos de guitarra conseguindo captar uma estranha envolvencia que nos remete talvez para os primordios de uns Opera IX, Celtic Frost e bandas similiares embora aqui se deva ter em conta a tal ramificação mais proxima do Sludge mais oculto.
Existe tambem uma cover lá pelo meio, neste caso a mitica "Call From The Grave" de Bathory que ficou bastante interessante na minha opinião.
Pouco mais a acrescentar a não ser apenas que são mais uma jovem banda com bastante potencial para agradar a quem como eu goste deste tipo de ambiencias sonoras, sujo,cruamente pesado, e com um subtil toque demoniaco que fica a pairar no ar á medida que o som ecoa pelas colunas.
Recomendo bastante, escutem em baixo e comprem o digipak á banda, a coisa custa apenas 5 euros.








Thou / Kowloon Walled City- 7´


E pronto cá vamos nos...THOU voltou.
Desta vez a partilha do 7´ junta-os a Kowloon Walled City, e ambas as bandas oferecem duas covers uma de Low (KWC) e a outra de Soundgarden (THOU), aparentemente nada de mais mas escutem com atenção o que a banda de Baton Rouge fez ao classico da banda do Chris Cornell e sintam a magia do tema de KWC...cliquem:


Isto custa 4,99 euros, sim 4,99 no site da http://www.hellcomeshome.com/, escusado será dizer que uma copia já vem a caminho!

Agnosis-A Painful Pattern

São uma banda já com alguns anos de vida, mas que regressam agora com um novo line-up e apostados tambem em ficar com um espacinho no atual movimento Doom/Sludge.
Americanos mas propriamente de Nova Iorque mas fora do contexto mais Core ou DM, Agnosis são uma especie de Process of Guilt meets Seidr lá do sitio, já que a sonoridade de ambas as bandas tem pontos em comum embora aqui a voz do Austin Lunn se aproxime bem mais daquele registo sofrido e narcotico geralmente ouvido no Sludge.
Da nova formação para alem do referido Austin fazem parte tambem o Andrew dos excelentes Archon (já falados aqui á uns tempos) e nada mais que o cada vez mais promiscuo Austin Lundr de Panopticon, Seidr.
È então com o line-up renovado que a banda entra no novo ano com um poderoso ep que percorre a lentidão do Death-Doom desaguando num estranho lamaçal de Sludge que ao longo de 4 longas faixas deixa uma agradavel sensação fumarenta pelo ar.
Excelente material na minha opinião que culmina numa espetacular versão da All Your Sins dos miticos Pentagram aqui com um toque não tão arcaico, soando bem mais penosa que o original.
O peso comanda os desígnios deste ep e a especie de tribalismo inicial alaga-se num misto de dramatismo musical vs misticismo, isto sem recurso a velas ou a ritualismos tão recorrentes nos dias de hoje.
Gostei bastante espero que tambem vos faça as delicias nos proximos tempos..podem ouvir aqui:






Horn Of The Rhino-Grengus


Se o anterior Weight of Coronation mostrou uma banda no auge da plenitude criativa o novo album destes espanhois - denominado Grengus - não só os confirma como uma das bandas mais interessantes do atual movimento como ainda conseguem tornar o seu som mais negro, sujo e pesado.
São notorias as influencias sacadas de diversos pontos estando claramente o espirito NOLA em cima de tudo não deixando no entanto de fora novamente as estranhas influencias daquilo que poderia ser chamado de Sludge-Grunge-Death já que tanto a nivel vocal como em algumas instrumentalizações se fica com a ideia que se está a ouvir uma especie de filho bastardo saido de uma menage entre Crowbar-Alice in Chains-Down-Soundgarden..seguida de uma violação carregada de Death-Metal.
Sim é estranho, mas acaba por ser uma boa definição para aquilo que este trio vindo de Bilbao aqui nos mostra o que na minha opinião torna este album mais uma vez numa agradavel experiencia dentro dos territorios lamaçentos do Sludge e que contrapõe claramente com muito daquilo que se vai mostrando nos dias de hoje e que está mais em voga ou seja uma sonoridade mais proxima de campos cada mais demoniacos.
Faixas como a  Drowned in Gold, Waste For Ghouls ou o primeiro avanço Awaken Horror of Tuul, são muitissimo pesadas mas mostram que a banda prefere apostar naquele groove geralmente associado a uns Crowbar antigo e mistura-lo com muito fumo e sujidade Sulista originando uma sonoridade quase proxima do Death-Metal de uns Bolt Thrower.
Resumindo dá gozo ouvir isto, é cativante, bem feito, poderoso em todos os sentidos e acaba por nos puxar para outros registos mais proximos dos anos 90 sem no entanto nos sentirmos deslocados da atualidade.
SickShit!!




Hesper Payne-The Strange Tale Of Samuel Gonzalez

Os ingleses Hesper Payne estão a tornarem-se num dos casos mais serios de criatividade dentro do atual movimento extremo, embora sejam uma banda praticamente desconhecida, o material por eles lançado desde 2009 ganhou por aqui destaque e ocupam atualmente um confortavel lugar no top das minhas preferencias de bandas vindas de terra de Sua Majestade..
Se o anterior Unclean Rituals já foi o que foi, este novo ep continua a mostrar-nos uma banda daquelas que consegue criar com alguma mestria uma sonoridade tão suja quando refrescante, as referencias continuam cá todas e passam novamente a pente fino generos que vão desde o Doom até desaguando num hibrido de DM que nos remete para a sonoridade de uns Morbid Angel por alturas do majestoso Covenant.
Uma das novidades por aqui já que no anterior a banda tentava com algum sucesso o uso daquelas dissonancias agoniantes de uns Portal (isto se eles saissem de um lamaçal) aqui as guitarras são quase um tributo ao trabalho do Trey Azagthoth nos seus tempos de brilhantismo extremo (sublinho realmente extremo), escutem bem a "Ospreys Jar" somente para ficarem com uma ideia daquilo que Hesper Payne consegue recriar baseando-se no esqueleto da banda do Vincent, afinal para ser extremo e diferente não eram preciso tanta coisa bastava usar a cabeça..
Os vocais do Brooke que atualmente tambem podem encontrar em Void of Silence ou The Axis of Perdition, continuam no ponto certo e o continuo uso ou melhor influencia do Alan de Primordial no meio daquela panoplia sonora adensa e condensa o teatrismo vocal num devaneio que se situa entre o dramatico e o apocaliptico que consegue hipnotizar e nos levar como um estranho encantamento em direção ao abismo..
Se existe termo para definir aquilo a que vulgarmente se chama de Sludge/Doom/Death na minha opinião Hesper Payne são um dos melhores exemplos para se poderem ouvir já que a forma abstrata e carismatica como conseguem unir todo este puzzle de influencias e transforma-lo numa especie de novidade sonora demonstra bem aquilo que está por detrás deste projeto.
Se não conhecem obrigo-vos já a irem de encontro a este estranho universo de uma das bandas mais fascinantes que existem atualmente no movimento europeu e mais uma vez outro bizarro caso de uma banda que nem tem editora e prefere continuar a evangelizar as "massas" quase gratuitamente num campeonato que continua a ser cada vez mais absorvido pelas excelentes novidades de prai 80% dos selos atuais (sim estou a ser ironico!) .
Ouçam, divulgem e espalhem a palavra que isto merece.
May the gods have mercy on us all....






Deathkings-Destroyer

"Down tuned. Little Horn. Raunch sex. Fuzz bass. Blast beat. Death Worship. You know...the works."
Vindos de Los Angeles, Deathkings são mais um nome a juntar á enormidade de bandas de Sludge/Doom que vão nascendo dentro do Underground e que procuram o seu espaço num movimento cada vez mais agonizante tanto para os fans como para as proprias bandas.
Mas neste caso não vai ser muito complicado entrarem tambem ou comecarem a obter aquele pequeno impacto que projetos como Destroy Judas parecem condenados a ter..aliás a propria sonoridade tem algumas semelhanças e tal como Destroy Judas este album apenas conhece o formato digital.
Embora Deathkings sejam mais ferrugentos e pantanosos comparaveis quase a um mescla de Rwake com os portugueses Process of Guilt, isto somente para terem uma ideia daquilo que vão ouvir, naturalmente irão aqui encontrar algumas semelhanças sonoras com alguns projetos atuais, mas a forma como o quarteto consegue captar o ouvinte ao longo do album unindo honestidade e a condenação usual deste estilo acaba por criar adição a todos aqueles que procuram peso, muito peso com doses certas de desespero sonoro trazendo um pouco tambem á memoria lá pelo meio algumas doses principalmente a nivel vocal que lembram os efeitos dos mestres de Oakland..
O album apenas tem 3 faixas, mas se á partida poderá dar a ideia que as coisas vão fluir de uma forma simples e seca, todo este pseudo prognostico se desfaz como cinza após a escuta dos primeiros acordes da demolidora Halo Of The Sun, musica essa que demonstra muito bem que o titulo do album não foi escolhido á toa ou de forma leviana.
Um album bastante interessante na minha opinão que tem rodado com alguma frequencia ultimamente e tem sido um bom amigo nestes tempos mais gelidos quando procuro alguma paz e reflexão...espero que obtenha o mesmo efeito por esses lados.
Ficam aqui os temas do album para poderem escutar com atenção:


Hua†a-Atavist of Mann

Finalmente o primeiro album dos franceses Huata, está disponivel para escuta na sua pagina do Bandcamp e se aquilo que se atenvia era algo surpreendente, não só confirmam essas mesmas boas indicações deixadas no primeiro avanço para o album como se afirmam como uma das bandas mais poderosas da atual cena Doomica mundial.
Criado com base nos alicerces do lado mais oculto do estilo o quarteto entra numa espiral de estranhos fumos e sombras onde o aspecto musical se funde em ambiencias que se aproximam de um certo ritualismo ancestral que procura atraves de psicotropicos, encontrar realidades e estados quase inexplicaveis para a normal mente humana.
Proximos de uns Eletric Wizard que são claramente uma forte influencia a banda não se deixa levar simplesmente para a copia facil, alias os temas são bem estruturados, pesadões e com camadas de cores meio tripianas que nos conseguem criar algumas visões bastante coloridas, mas para alem disto tudo convem salientar tambem que a produção totalmente seca, ferrugenta e analogica encaixa aqui como uma luva, até mesmo numa musica como a fantastica Thee imperial Wizard que envolve tanta coisa boa que até se fica com a ideia que o falecido Layne de Alice in Chains está ali a fazer as vozes em estado cadaverico..é apenas um dos pequenos e bons exemplos daquilo que está um pouco mais por debaixo deste registo..
Um album que na minha opinião contem tudo aquilo que torna certos albuns magicos ao longo dos tempos e os torna em autenticas peças de culto ferozmente louvadas e procuradas por inumeras gerações de fans avidos de boa musica.
Isto não é excelente é obrigatotio seja a escuta, seja a compra, vale a pena tambem procurem o artwork do album..absolutamente fantastico.



Shadow Of The Torturer-Marching Into Chaos

Os norte-americanos Shadow Of The Torturer são mais um dos tesouros obscuros da cena americana que desconhecia completamente.
Embora este registo seja já datado de 09, SOTT mostram neste album como se faz e com que regras se rege a formula Doom/Sludge pesadão daquele que faz tremer as paredes e que tanto furor faz nos dias de hoje.
Com um historial de musicos que passaram por bandas como Aldebaran, Yob o trio tornou-se numa das propostas mais ouvidas por aqui nos ultimos dias.
Não existe muito mais a dizer, mas se querem um album daqueles que provoca estados de alma que nos faz sentir na frente de uma batalha medieval ou a cair do alto de um precipício em direção ao abismo, bem este Marching into Chaos, faz isso e muito mais...
Muito recomendado e a versão de Black Sabbath é venenosa mesmo!!!



Verdun-The Cosmic Escape of Admiral Masuka


Verdun.
Is an incredible band from Montpellier (France), and their debut EP will be our first tape release!
"The Cosmic Escape of Admiral Masuka" is the perfect mix between sludge/doom and dark hardcore : ten-ton riffing, desperate vocals, bleak & trippy atmosphere. Don't sleep on these guys, you can already stream the whole EP on their Bandcamp page! Expect a sick packaging for this tape (more informations in a few days), the CD version is already available for pre-order on Head Records.

http://throatruinerrecords.tumblr.com/

Haggatha-III


Imaginem EHG, THOU e Northless todos juntos.
Conseguem?
Não é muito complicado bem vistas as coisas, já que estas bandas acabam por ter algo em comum entre elas, seja na sonoridade seja na forma como conseguem abordar essa estranha e caotica forma musical chamada Sludge..
Pois bem é mais ou menos isto que os canadianos Haggatha tem mostrado desde o primeiro ep de 2009 e se o album do ano passado foi uma interessante peça de peso e claustrofobia musical o novo ep de duas faixas (III) continua a arrastar-se pelo meio do espinhoso movimento, conseguindo manter a fasquia bem elevada para os parametros de qualidade que geralmente os fans do estilo procuram nos dias de hoje.
O quarteto que conta com o Matt de Bison B.C. nas suas fileiras, acaba por ser quase a resposta canadiana aquilo que THOU tem feito nos ultimos anos, tanto pela envolvencia como pela forma como conseguem transformar a musica que criam numa autentica avalanche lamacenta de riffs e batidas arrastadas, sem deixar de lado, claro aquele sentido mais poetico e monstruoso do estilo..
Muito bom, principalmente se gostarem das estruturas criadas pelas bandas citadas na primeira frase do texto..deixem-se levar.
http://www.mediafire.com/?bbmwbtutdtfo6ib


Fica aqui tambem uma do II:

Rorcal/Solar Flare-Rorcal/Solar Flare


O novo registo dos suiços Rorcal não é mais que uma especie de colaboração entre o baixista Mathias Perrin de Impure Wilhelmina que aqui adopta o cognome de Solar Flare.
Mas ao contrario dos usais splits partidos ao meio aqui as coisas funcionam de forma algo mais corporativista.
Embora o inicio desta edição limitada de 200 copias seja apenas uma especie de ambient-drone onde Solar Flare explora o lado mais outunal das sonoridades do seu Baixo é na ultima faixa que as coisas valem realmente a pena em termos de negritude e caos, adjetivos presentes naquilo que é atualmente Rorcal..
Captado na humida sala de ensaios da banda e seguido as linhas mestras do poema “La Ronde sous la Cloche” do livro “Gaspard de la Nuit” do francês Aloysius Bertrand, livro esse que reza a lenda terá sido escrito pelo proprio Diabo.
È com base nisto que este registo se assume musicalmente já que um dos seus primordiais objetivos é transportar-nos até a um mundo imaginario de pesadelo e alucinação onde estas 6 faixas terão ou serão o equivalente as palavras do poema..
Objectivo plenamente cumprido tanto pelo lado mais ambiental ou meio-urbano que Solar Flare opta como na espectacular ultima faixa onde as duas entidades se unem ao longo de mais de 20 minutos para nos agarrar pelo pescoço depois de termos sidos levados numa especie de procissão mental onde Solar Flare se assumiu como mestre ritualista que nos abre lentamente as portas para o outro lado.
Resumindo se gostam da banda ou simplesmente procuram material para vos acompanhar durante aqueles momentos mais proximos de outras dimensões este registo é sem duvida alguma uma bela peça para vocês se embrulharem tanto fisica como mentalmente.
Rorcal & Solar Flare by Rorcal & Solar Flare

Solid Giant-Morphine Tomb


Vindos de Nova Orleães, Solid Giant transformou-se numa das ultimas boas surpresas vindas do atual lamaçal em que se tornou o movimento Sludge/Doom norte-americano.
Formados apenas por dois elementos a banda consegue criar uma sonoridade bastante pesada em que as pontas monoliticas se centram numa espiral que perfura tudo á volta e vai descarregando a espaços uma enormidade de espasmos violentos que tanto nos levam até ao centro de um hibrido sonoro que percorre desde o lado mais fodido de uns Dragged Into Sunlight até ás envolvencias exploradas por bandas vindas das profundezas mais infernais do Sludge como Coffinworm e afins.
A voz do Jason assemelha-se quase a um eco assustador vindo do fundo de uma caverna lembrando por vezes a forma como o T. berra nos acima citados DIS, mas nem só deste lado mais catastrofico vive Solid Giant já que a banda tambem gosta de entrar em campos mais dissonantes onde se explora um pouco e de forma leve algumas das marcas estruturais do atual Post digamos mais sonico e conjugando esta podridão com o veludo agressivo que usam, o resultado é muito interessante.
Liricamente focados na bonita trilogia "Death, Drugs, Satan" este Morphine Tomb acaba por ser um dos mais interessantes eps que irão ouvir neste final de ano dentro desta sonoridade.
São 3 temas que podem descarregar na sua pagina do Facebook e que em breve serão lancados em tape, por falar nisso a banda anda a procura de distribuidoras para Europa se alguem estiver interessado é só darem um toque atraves da mesma pagina ao Jason.
Peso, muito peso com suaves e delicados arrastamentos sonoros bem sufocantes é aquilo que vos espera...saquem e metem isto a tocar bem alto e vão ver que o chão onde estão vai começar a tremer tal não é o poder que isto atira das colunas, principalmente nos quase sete minutos da filhadaputa da faixa titulo...
Obrigatorio.

ComScore
http://www.facebook.com/pages/Solid-Giant/212939685411842?sk=wall

Robocop-II


Mistura doentia de Crust-Sludge-Grind-Industrial é a genese que está por detrás da criação deste monstro ferrugento chamado...Robocop.
Formados por membros de bandas punk como "We Are, The Vultures", "Body Hammer" ou "Divide and Conquer", este trio toma de assalto um estilo que atualmente vai estando cada vez em voga e mesmo sendo declaradamente seguidores de um certo anarquismo sonoro Robocop consegue transmitir uma demente sensação de violencia sonora que não pretende deixar ninguem indiferente, pelo menos neste trabalho e o contraste com a sonoridade algo sem sal dos seus outros projetos tambem é bem marcante já que por vezes juntar peças estranhas entre si pode originar algo giro.
Imaginem o peso de THOU o lado mais violento de Today Is The Day, uma voz feita em farrapos vinda do Punk, os ambientes industriais totalmente sufocantes que trazem a memoria aquele lado mais disfuncional do Sludge/Doom e obtêm uma estranha receita tão venenosa quanto viciante!
Muito interessante mesmo!