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Kalamata - You

This Hildesheim based trio performs instrumental psychedelic- stoner rock like the old Kyuss or original space-rock bands from the 70`s.
Driving bass riffs and colourful guitar-patterns emerge on top of a deep rolling rhythm section.
This instrumental music will guide you through the night like LSD while you´re sitting on a wild cow`s back.



Shroud Eater-Dead Ends (ep)


Novo ep para Shroud Eater, imaginem uma mistura de riffs e peso que nos atiram para um universo perdido entre uns Kylesa, Dark Castle e Mastodon com a particularidade daqui dos temas soarem muito mais sufocantes e monoliticos que aquilo que os nomes antes citados criam atualmente.
E depois do muito interessante Thundernoise de 2011 estas cinco faixas demonstram e provam de certa maneira que o trio liderado pela vocalista Jeannie, poderá ser uma das proximas boas surpresas a desenvolver dentro deste estilo cada vez mais em voga na musica atual.
Altamente recomendado se gostam de musica pesadona, arrastada e com um toque sulista embrulhado numa identidade propria...
Ouçam e explorem aqui:





Serpent Omega-Serpent Omega

A Mordgrimm continua a ter olho para a coisa e mais uma prova disso é a nova aposta da editora, os suecos Serpent Omega.
Com um nome tão cliché como este podia-se esperar mais uma banda de BM de tendencia religiosa ou irreligiosa como preferirem, nem são mais uma daquelas bandas que tentar recuperar o passado do DM nada disso se passa aqui, a unica coisa que a banda recupera e com bastante qualidade e interesse é mesmo uma especie de retro-doom bastante pesadão com claras influencias de Electric Wizard misturado com ambientes algo semelhantes aos da cena de Nova Orleães.
O resultado é bastante interessante e o quarteto sueco vai direto ao assunto seja pegando nas influencias que falei em cima seja nuns ligeiros ecos que quase nos atiraram para algo quase a roçar outros dominios metalicos mais tradicional onde os instrumentos e som analógico ditam as regras, aplicando riffs e batidas bastante cativantes e com uma vocalista que mesmo não parecendo encaixa como uma luva no meio daquela mixordia sonora.
Um album a ser lançado no proximo ano, mas que podem já ouvir por aqui, na minha opinião isto é excelente e daquelas coisas que dá gosto ouvir em determinados momentos onde se procuram certas latitudes mais distantes daquele extremismo que tão bem nos consume a alma e o espirito.
Recomendo bastante e claro podem ouvir a coisa já aqui, basta clicarem em baixo:
"Serpent Omega is a stoner doom metal band from Stockholm, Sweden, formed by the sole intent of mediating gargantuan earth-splitting heavy tunes. The band was vomited out of the innards of the Great Serpent in 2011, ever since exploring the beyond side of the void and worshipping the power of the Riff."


Salome-Terminal


Segundo album para os Sludgemonsters Salome e o primeiro para a Profound Lore records.
Dois anos depois do homonimo lancado pela Vendetta, o trio liderado pela vocalista Kat, torna a mostrar o porquê de serem considerados uma das boas bandas do atual movimento Sludge de contornos mais avassaladores e experimentais.
Quem teve o prazer de sentir aquele terremoto que foi o anterior album, certamente não sairá defraudado nem desiludido com este novo conjunto de temas.
Mais longo, mais seco e mais direto, a banda faz juz aquilo que foi desenvolvendo nos dois anos que separaram as duas edições, conseguindo transportar um pouco a sonoridade que desenvolvem ao vivo para este trabalho, alias penso que este material ao vivo deve soar excelente.
Sem muitos floreados ou truques de produção, os temas aqui como escrevi são simples, carregados de muito peso e onde os riffs parecem sair da parede da sala onde nos encontramos a ouvir o album conseguindo criar uma autentica muralha de som que tanto percorre o lado mais duro do sludge como ainda conseguem adicionar um enorme feedback que faz tremer o chão.
Semelhanças com Dark Castle, THOU ou 13 poderão ser constatadas novamente e naturalmente audiveis, mas mesmo assim a banda ainda tem, ou melhor não perdeu aquele som proprio que percorre o lado mais sulista do Sludge e ao qual adicionam a rispidez do Punk-Crust ou até ligeiras influencias em very-slow-motion de Agoraphobic Nosebleed (banda da qual a vocalista tambem faz parte), gerando uma amalgama de sons que se tornam bastante envolventes e nem mesmo aqueles devaneios "dronantes" quase a entrar no noise conseguem tirar esplendor a este trabalho.
Embora direto ao assunto, o album não é de escuta facil, principalmente lá está, quando entram na "trituradora metalica" mais barulhenta ou nos contrastes musicais que nos oferecem ao longo destes sete temas, nas no geral aquilo que a banda aqui produz tem todos os ingredientes para agradar a qualquer fan deste tipo de som, continuando aquilo que desenvolveram no primeiro album.
Só peca mesmo por nos dias de hoje, já não trazer aquele efeito surpresa que obteve o homonimo, mas existem aqui temas impressionantes, pesados, duros como o aço (ex a "The Unbelievers" ou a "Masters Failure") e embora não atinja o brilhantismo do anterior, acaba por ser um album muito bom na minha opinião, é tambem um registo mais negro em comparação direta com o outro e mais feio, muito mais feio que ele.
Resumindo, é mesmo e só para seguidores da banda ou para o pessoal que goste destas novas tendencias hibridas do Sludge...porque se não for assim talvez achem um tremendo aborrecimento e se sintam desgastados ao fim de algumas escutas..
http://www.mediafire.com/?bxuepe73w88g955

Mares of Thrace-The Moulting


Dantes (e ainda agora) eram as one-man band que divertiam muita gente, os tempos mudaram ligeiramente e agora a cena fixe é ter uma "two-mans band" (WTF)...nomes como Jucifer,Pombagira ou Dark Castle (por ex) conseguiram ter reconhecimento dentro do movimento Sludge atual.
As Mares of Thrace vão diretamente para o lote tambem, embora não sendo um casal (acho), estas duas pequenas rockam muitissimo.
Este é o seu primeiro album e ao qual deram o nome de "The Moulting" e para primeira experiencia sonora estão aprovadas.
O som que a vocalista e guitarrista Thérèse Lanz e a excelente baterista Stefani MacKichan aqui mostram segue mais ou menos aquilo que bandas como Jucifer já exploraram num passado não muito distante, mas para além desta influencia mais obvia a banda vai tambem retirar pequenos pedaços de musicalidade sludgeprog a uns Mastodon, não acabando por soar a um amontoado de experimentalismo aborrecido ou esteril já que a meninas sabem bem no que estão a mexer, alias uma musica como a "Venison", a "General Sherman"(ver video) comprovam mesmo isso.
Para além destes aspetos a dupla aventura-se mesmo dentro de um certo ScreamSludge ou numa toada mais softrock ("The Arch") com resultados tambem bastante interessantes.
Um album que acaba por ser (mesmo) de escuta facil, delicioso, poderoso, honesto e magistralmente bem segurado pelas pequenas...
Se gostam Sludge com um certo sabor a Stoner Rock provavelmente vão gostar daquilo que este "The Moulting" tem para ofercer.
http://www.mediafire.com/?yvndyyrhmzw

Orthodox-Matse Avatar (Ep)


Regresso desta banda espanhola depois do estranho Sentencia do ano passado e desta vez com nova editora (Doomentia) e uma sonoridade algo diferente....
São apenas dois temas dos quais destaco a faixa titulo que é mesmo muito boa...tentar imaginar uma banda indie com uma toada vocal meio esquizoide a lá Joy Divison a tocar Doom (wtf!)...
A segunda faixa é mais um western doom (?!) sevilhano....se isto deu para adocicar a boca, go for it..porque só ouvindo mesmo.
Já agora se o proximo album for feito dentro desta sonoridade acredito que virá ai algo muito interessante...mesmo.
http://hotfile.com/dl/53615055/56e5553/Orthodox-Matse_Avatar-7inch-Vinyl-2010-hXc.rar.html

The House of Capricorn-Sign of the Cloven Hoof


Tenho andado perdido novamente pela Oceania..e á pala disto, nos ultimos tempos apanhei uma tareia com Vassafor, uma excelente banda de DM que se enquadra naquilo que por vezes aqui costumo falar, mesmo sendo o ep de 07 vale uma escuta..
E a partir daqui surgiu uma ramificação bastante interessante primeiro os Creeping, depois Skuldom e estes The House of Capricorn de que vou falar já que o album é deste ano.
Esta banda vinda da Nova-Zelandia tem aqui um dos registos mais refrescantes que ouvi nos ultimos tempos dentro daquilo que se chama Southern Metal...mas não, não é mais uma banda a tentar captar a furia de EHG nem o groove Down, alias musicalmente pouco têm a ver com estes nomes, mas aquilo que se ouve aqui deste quarteto é tão bom que custa a acreditar como é que uma banda neo-zelandeza conseguiu captar este poder desta forma..
È o primeiro album da banda que tem no seu line-up o vocalista e o guitarrista dos extremos Creeping, e onde se junta a baixista Ami Holifield e na bateria está um tal de Michael Rothwell que já tocou com Ulcerate e os já mencionados Vassafor.
São estas quatro cabeças que ligam a chave do carro e nos levam para uma viagem carregada de adrenalina deixando um rasto de gasolina e borracha atrás...tudo feito com base no poder do RIFF.
Não pensem já em nomes como os suecos "Truckfighters" (ok, nem pensaram mas deviam lol)só porque falei em viagem|rapidez, imaginem antes uns Corrossion of Conformity da fase mais recente mais acidos mas com um vocalista que se aproxima por vezes do Keith Caputo do River Run Red mas que se embrulha nas tonalidades NOLA e claro tudo isto envolto numa nevoa de fumo...
Album parece enorme, já que tem 13 faixas (começa a ser raro hoje em dia), mas mesmo assim é de escuta facil, tornando-se quase viciante á medida que vai crescendo com as escutas.
Para isto muito contribui o poder saido das guitarras e na forma como o Marko vai vociferando as letras, curiosamante por vezes aproxima-se mesmo de uma uma toada quase Grunge fodido..só que isto tudo se conjuga num album daqueles que se fosse lançado por uns CoC ou até alguns dos novos nomes do Stoner teria logo nota quase maxima nos antros da especialidade, não acreditam?
Ouçam musicas como a vibrante "Under Southern Skies", a "Awakening to Shining Light", a "Sol" ou a "Old Redhook" e depois tirem as vossas conclusões.
Se gostam da musica do Sul têm aqui um album literamente vindo do Sul, é que para baixo da Oceania não tenho conhecimento de banda nenhuma...ok temos os pinguins que se parecem com Immortal, mas esses não contam...
Deixo aqui a "Under Southern Skies" e a "A Devilish Manifesto" que deu origem a um video por parte da banda...
http://www.mediafire.com/?20nyj3ymm42zz1m

Stonehelm-Stonehelm


Mais uma descarga de Dooooooom saido do lote 10.
Stonehelm assim se chama esta banda e pelo que aqui mostram são mais um bom nome a ouvir para uma daquelas noites carregadas de drug abuse.
Numa altura que muitos nomes começam a ganhar destaque quer pela reviravolta que deram ao seu som quer pela falta ou demais ambição, vão surgindo alguns nomes que prontamente tomam alguns lugares até agora ocupados por esses nomes.
Esta banda americana parece ter força a carisma para estar no lado mais emergente do estilo, já que aquilo que aqui mostram é na minha opinião bastante interessante.
Com um membro dos brutos Exhumed nas suas fileiras os Stonehelm pegam no lado mais barbaro do Doom de contornos psicadelicos e transformam a sua musica numa autentica viagem alucinante que tanto vai roubar doses a Electric Wizard como ao passado recente de uns Zoroaster, criando assim um album com todos os ingredientes para agradar a qualquer personagem que goste de ouvir um bom som acompanhado de uma boa dose de...
Riffs pesadões tocados numa estranha dissonancia onde a distorção é sentida ao nivel do chão e com um efeito hipnotico completamente alucinante é praticamente impossivel ouvir isto sem sentir um estranho efeito mental e a juntar a estes pormenores mais musicais a adição de diversos samples ao longo do album atuam como um complemento á sonoridade já em si sufocante da banda.
A voz embora muita vez num registo quase declamatorio á cargo do John é apenas mais um aspeto que embora não muito original resulta e cria aquele efeito mortals watch the final day que muitas bandas usam atualmente e que cria um efeito fantastico aos temas.
Um album que me tem dado bastante prazer em ouvir e de certa forma algo surpreendente ainda mais numa altura em que este som parece estar no seu auge, mas que mesmo assim ainda consegue mostrar boas bandas, bons albuns e acima de tudo boa musica.
E a musica aqui presente é de facto excelente, relaxante quando se quer, alucinante quando necessario e de uma dureza impressionante.
A produção é excelente e sem aquele atual limar que algumas bandas tem feito no seu som nos ultimos tempos, soa ancestral, e quase direto dos amplificadores sem com isto precisarem de se alongar ou abusar nos riffs ou solos (sim existem, muitos e bons) para criarem envolvencia aos temas.
Um album que para já é talvez uma das maiores surpresas do Stoner|Doom Metal mais tradicional que ouvi este ano deste ano senão mesmo a maior...
Aprovadissimo
http://www.megaupload.com/?d=CUMM51LD
Deixo aqui a faixa que abre o album (pena o som aqui ser uma porcaria, mas já dá para se ficar com uma ideia do que a banda faz)

Cementerio-Cementerio


Atualmente nuestros hermanos têm um pequeno movimento dentro do Sludge bastante interessante e estes Cementerio juntam-se tambem ao lote de bandas como Moho,Aathma,Orthodox,Adrift mostrando que a nova geração espanhola está bem viva e recomenda-se.
Aquilo que esta banda valenciana faz não é nada de transcendente, mas se gostam da atual enxurrada de som violento norte-americano que junta num ringue de boxe o lado stoner e o lado mais sujo e pantanoso do sul, tem aqui uma proposta bastante interessante.
Engraçado é o facto de usarem o espanhol nas vocalizações que curiosamente acaba por encaixar de uma maneira bastante engraçada nos temas, e não, não ficam a soar a Corrupted, como poderão estar já a pensar devido a isto...aqui o timbre vocal é mais na onda kylesiana..
O album é curto, pouco mais de 30 minutos, mas mesmo assim bastante poderoso, e se gostam do estilo provavelmente vão ficar meio surpreendidos com o som deste quarteto, pois nem parece que é o primeiro registo da banda, mas é.
Musicalmente bem estruturado, temas tocados numa veia fumarenta, rockeira e bastante direta dando a ideia que este material ao vivo dever resultar muito bem.
E mais não digo, se ficaram curiosos ouçam...nem que seja por estes dois temas "Renacer libre de culpa" e a "Ráfagas Ante Tus Ojos".
Na minha opinião e resumidamente achei este album bastante interessante...
http://www.sharingmatrix.com/file/12896129/C_-_C.rar

Zoroaster-Matador


Se os albums anteriores foram o que foram, Zoroaster consegue agora marcar definitivamente o seu territorio, já que o novo Matador é realmente uma daquelas peças que valem o tempo que se perde e investe na sua descoberta.
Embora desta vez o trio americano quase transforme por completo o seu som, consegue com isso dar um passo em frente na arte criativa que desenvolve.
Quando escrevi transformar, não quis dizer com isto que a banda tenha mudado a sua sonoridade radicalmente ou que se entre em abismos em relação ao Voice of Saturn ou ao Dog Magick, apenas faz as coisas de uma forma mais simples sem grandes floreados mas com a habitual envolvencia que dá uma aura mistica a sua musica.
Quem não os conhece acredito que vá sentir a musica de uma forma diferente, mas atendendo ao passado da banda este passo parece-me ser o mais logico e o mais certo, em vez de afogar o seu som os rapazes de Atlanta torna-no ainda mais dinamico em relação ao Saturn e mais fresco, alias a palavra fresco aqui quase se assume como uma brisa bem fresquinha com cheiro intenso a erva.
Apesar de o lado mais Sludge|Rock continuar bem pregado aos instrumentos, desta vez a banda adicionou um certeiro cheirinho a Space Stoner Rock onde o legado de Kyuss se mistura com Hawkwind, mas sempre com as "sapatas" enterradas no autentico lamaçal de onde a banda saiu.
Quem ouviu e gostou da Hawkwind Triad (ver uns posts abaixo), vai certamente delirar com este novo registo de Zoroaster já que aqui não são covers que se ouvem, são musicas criadas de raiz mas com os mesmo ingredientes ultizados pela outra tríade.
Musicas como a Black Hole ou a Ancient Ones fazem o contraponto ao longo do album com outras como a Odissey I e II, (esta remete totalmente para o tipico som Southern) ou a Old World mostrando uma banda na plenitude das suas capacidades criativas.
Duro quando tem de ser, suave quando a dureza aperta, o resultado deste conjunto de temas resultam muito bem e no meio disto tudo o registo sonoro que o Brent e o Will usam atualmente acaba por criar um fratal sonoro que se dissolve pela musica que acaba por tornar o album a dados momentos numa experiencia realmente gratificante.
O unico senão aqui ou talvez até nem seja é o album ser de escuta talvez "demasiado facil", o que quero dizer com isto é que a banda aligeirou o seu som, esculpiu os lados mais agrestes e deu-lhe um aspeto de diamante, porque nos anteriores albuns estava mais que visto que os rapazes eram uma enorme pedra de carbono.
Mas mesmo assim não se perderam, apenas se transformaram não precisando de entrar em terrenos estranhos como aconteceu com os amigos Mastodon nem de esmurrar o som ao jeito de uns Kylesa ou Minsk.
Encontro tambem aqui uns paralelismos no som que remetem um pouco para os tambem bastantes interessantes Naam, embora estes ainda sejam bem mais 70´s, mas ambas as bandas acabam por se aproximar embora vindas de estradas diferentes ou uns Om, alias certas vocalizações aqui contidas são feitas no mesmo registo magico que o senhor Al Cisneros usa.
Para terminar, é mais um album muito interessante que é editado este ano, ideal para ser escutado nestas noites quentes de Verão...atuando como um balsamo a sua escuta torna-se quase numa massagem intelectualmente relaxante sem recurso a coisas...
Se ainda não conhecem aconselho vivamente a explorarem esta banda seja comecando por este album seja pelos anteriores, talvez se vejam frente a frente com uma das mais interessantes bandas da atualmente dentro deste estilo...
Recomendado.

Por enquanto não vou colocar o link..já tenho o album mas como ainda não vi por ai, só partilho mais tarde.. entretanto escutem o album diretamente:
Zoroaster - "Matador" by ThinkIndie

Harvestman,U.S. Christmas,Minsk-Hawkwind Triad


Recebi á tempos um mail da Neurot a anunciar este album, ou melhor este tributo aos pioneiros do space-rock Hawkwind.
Nele participam três bandas, Minsk, Harvestman do SVT de Neurosis e USX...
Bem, podia ser apenas mais um tributo mas se conhecerem algo da banda em causa e juntarem estes nomes certamente ficarão como eu, e não dirão ok isto é não pode ser apenas mais um tributo.
E não é mesmo...
Os 3 nomes pegam em algumas musicas da banda britanica e dão-lhe um tratamento não de choque mas conseguem transforma-las em autenticos epicos...
Geniais é o minimo que se pode escrever das covers aqui mostradas, sendo que algumas delas chegam mesmo a tocar o infinito...ou não se estivesse a tocar temas dos cosmicos Hawkwind.
È tambem verdade que são uma referencia maxima e bem evidente para uns Minsk ao longo dos ultimos registos (por exemplo), mas foda-se escutem-me a "7x7" a "Assault and Battery/The Golden Void" e depois digam alguma coisa...no caso de Harvestman o SVT transforma o seu "alter-ego" musical numa especie de HarvestHawkOsis que chega a arrepiar, se me conseguem entender...já os US Christmas rockam aqui de uma forma brutal...
Epah nem escrevo mais nada, saquem mas é esta spacerockneuromindtrip e desfrutem-na ao maximo...é apenas que isso que se pede aqui.
Bastou uma escuta para ficar completamente boquiaberto, dois escutas para considerar isto um dos discos do ano (apesar de ser um tributo) e nem precisei de muito para o mandar vir...já sabia que isto ia ser assim...genial.
Obrigatorio!
http://www.mediafire.com/?whzwwzhmzmn

Dawnrider-Two


Depois do excelente Alpha Chapter os portugueses Dawnrider voltam a carga novamente este ano para mais uma lição de como fazer bom Doom-Metal na sua vertente mais tradicional.
E se o album anterior era aquilo que se sabe para quem o ouviu preparem-se que o novo "Two" ainda é melhor na minha opinião já que consegue pegar naquilo que tão bem fizeram no anterior e adicionar-lhe primeiro mais peso e segundo certos pormenores que tanto têm de psicadelicos como de extremos vindos de um lado mais Stoner/Sludge sejam eles do deserto californiano ou dos pantanos do Louisiana, juntando tudo em Lisboa originando uma trovoada metalica que origina a explosão Doomica deste album.
Apesar da capa remeter um pouco para outros lados (tambem eles ligados ao Doom embora na sua vertente mais experimental e extrema) não se deixem enganar pelos traços escuros porque eles apenas adensam ainda mais a tonalidade das musicas aqui contidas.
O album mais uma vez assenta no poder e nas descargas saidas das cordas das guitarras, tal como no anterior, é certo, embora eu considere que neste o album as musicas se tornaram bem mais absorventes e viciantes.
O que dizer da longa e viciante "Irinia",da instrumental "Maelstrom" com aquela vibração algo Tarantina ou da excelente faixa de abertura "Scared of Light" que começa com dedilhar nas cordas da guitarra que lembra as brincadeiras solistas de um Kenny Hickey de ToN(lol wtf) para depois explodir numa das melhores faixas de Doom Tradicional dos ultimos tempos ou da alucinante e acida "Evil Deeds"?
O que se diz é fodasse que isto é muito bom e até a voz do F.Dias que apesar de ainda conter restos vindos do lado mais Punk não soa destoada desta tempestade metalica alias até lhe adiciona um carisma diferente do resto..
Poderá um album criado no passado agradar ao presente?
Bem não vou entrar na algo cliché frase de isto lembra Black Sabbath e Pentagram logo é bom, é que as vezes isso não chega,apenas digo sim pode, e a prova está aqui neste conjunto de musicas que embora parecendo datadas são tão actuais que chegam a doer.
Fantastico album de uma banda que cada vez surpreende mais...
http://www.myspace.com/dawnriderdoom

Pombagira-Black Axis Abraxas


Originários da chuvosa Inglaterra os Pombagira (nome dado a uma especie de divindade retirada da Umbanda,-Crença Afro Brasileira-), são um autentico elefante sob efeito de acidos.
Já no anterior e longo album este trio tinha deixado boas indicações e que agora se confirmam na sua totalidade.
Composto apenas por dois temas,mas com um tempo a rondar os 50 minutos a banda liderada pelo Pete cria uma autentica trip sonora que este ano só tem paralelo com o album de Zoroaster.
A maneira como nos conseguem remeter para um estado totalmente tantrico é absolutamente envolvente, comparável áquilo que se sente quando nos deixamos levar pelos efeitos de uma qualquer substancia proibida.
Extremamente pesado e lento á maneira Doomica de uns Electric Wizard e com uns vocais que apesar de soarem a declamação conseguem criar um clima de misticismo que se embranha no meio da musica dando uma tonalidade bem colorida aquilo que se ouve.
Riffs repetitivos que nos deixam zonzos ora deslocando para a melodia fumarenta ora entrando em autenticas danças misticas,uma bateria que é no minimo arrasadora, e um som de baixo que não faz mais que serpentear de uma maneira bem sexy ao longo do album.
Tudo isto transforma o album numa jornada por entre luzes e cores que nos fazem balancear lentamente ao longo dos temas.
Alias por falar em danças e misticismo este album á medida que o vou engolindo transporta-me para o meio daqueles grupos hippies antigos, alias nota-se tambem o recuperar de um certo feeling Sabbathiano diversas vezes ao longo dos temas ou não fossem eles os pais deste estilo vagaroso mas pesado como o raio.
Um album com uma sonoridade bem actual mas ao mesmo tempo retro ou como disse em cima um elefante enorme sob o efeito de acidos..
Destaque para os 22 minutos do segundo tema Idol of Perversity...tipo uma autentica aula sonora de Doom desde os tempos de Black Sabbath até Sunn O))).
Se gostam de bandas como Electric Wizard,Teeth of Lions Rule the Divine ou até mesmo Sunn O))) devem conferir este album.
Recomendado
http://lix.in/-4e27c9

Glorior Belli-Meet Us at the Southern Sign


Antes de mais quero dizer que a Candlelight este ano está a lançar trabalhos que me estão a surpreender bastante e o novo album dos franceses Glorior Belli está ai para provar que não estou errado.
Depois de um surpreendente album para a Southern Lord em que a banda conseguiu juntar dois universos distintos de um forma bastante interessante,com resultados muito bons, chega agora até nós mais um trabalho que mantem os mesmos traços musicais mas com um toque ainda mais sulista que vai ainda mais longe dentro daquilo que começaram a criar no Manifesting the Raging Beast.
O que temos ao longo destas 11 faixas é uma autentica viagem luciferina por entres pantanos e campos de algodão onde a luz ofusca a escuridão abrindo algumas encruzilhadas que nos aparecem pelo caminho.
Quando se começa a ouvir a Once in a Blood Red Moon, musica que abre o album,somos enganados porque aqueles sons dissonantes com ambiente algo ortodoxo que se ouvem criam uma sensação de musicalidade á lá Blut Aus Nord.
Mas se nesta faixa se fica meio sem saber o que se passou aqui a faixa seguinte vem explica-lo de uma forma bem bruta.
BM, rapido e cru como só eles sabem criar,ficando-se com a sensação que a partir daqui para a frente é sempre a desbravar terreno.
Pois bem,de certa maneira até é mas o que se dizer de uma faixa como a surpreendente "There is But One Light" ou da ainda mais surpreendente "In Every Grief-Stricken Blues"?
Voltamos ao inicio do texto,lembram-se da tal junção de universos distintos que comecaram a ganhar forma no MTRB que falei em cima?
Pois bem agora imagem uma daquelas bandas da cena de Nova Orleães,adicionem ambientes dissonantes e misturem tudo com um estranhissimo sabor a countryrock.
Antes de sorrirem ouçam.
Nota-se que a banda soube mais uma vez encaixar e ir mais longe no que diz respeito á criação musical já que a maneira como a banda por vezes junta BM dissonante com Sludge/Stoner abrasivo é espinhosa,mas ao mesmo tempo não compromente em nada a identidade da banda apenas e só a torna mais interessante na minha opinião.
Liricamente continua a ser um album "Luminoso", se me faço entender,temas como o "The Blazing Darkness (Of Luciferian Skies)" dizem tudo sobre a tematica aqui exposta.
Para além das faixas mais estranhas que aqui fui descrevendo convem salientar que existem aqui momentos como a "Fivefold Thought" ou a "Fires of the Sitra Ahra"(aqui é Dissection meets Stoner) que são do melhor já feito pela banda.
Para finalizar o texto,li há uns tempos uma entrevista da banda onde o Infestvvs dizia ter como bandas inspiradoras actualmente nomes como Dissection,Pantera e Alice In Chains.
Pois bem acho que o gajo conseguiu juntar neste Meet Us at the Southern Sign esses três monstros da musica extrema com o universo Glorior Belli.
Resultado?
-Vast forms, that move absurdly to a discordant melody-
Muito bom.
http://rapidshare.com/files/235018868/GB-_MUAThSS.__2009_.rar

Nachtmystium-Doomsday Derelicts


Fodasse e fodasse se existem ep perfeitos este anda lá muito perto.
Nachtmystium mais uma vez prova aqui o porquê de ser actualmente uma das bandas mais cool da cena :).
Quatro faixas,quatro extraordinarias musicas:"Bones","Life of Fire","Hellish Overdose","Pitch Black Cadence"superam muito album gigante que por ai anda.
Bolinhos e rebuçados para os riffs/solos do Blake,do Jeff e os dedinhos do Sanford Parker de Minsk ao longo dos temas.
Escuta obrigatoria.
Arghhhhhhhaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
http://www.mediafire.com/?yww2lmeqlzt

Batillus-Batillus EP


Bem agora vamos libertar a manada de bufalos e sentir o chão a tremer um bocado.
Mais uma boa banda de Sludge instrumental vinda da terra do Obama que merece aqui umas palavrinhas ainda mais sendo este ep...bem já digo :).
Falei em Sludge porque pela imagem acaba por se enquadram no estilo embora aqui se assista mais a uma veneração das guitarras e do poder do riff do que de outra coisa algo entre uns Helmet com uns Omega Massif com ligeiros toques mais agressivos e algo mutantes vindos e inspirados de outras passagens mais extremas e cobertas de ligeiro feedback.
Tudo isto resulta num ep com um som pesadão,arrastado com momentos bem conseguidos onde a a banda por vezes explora um lado mais virado para o Post-Rock embora sempre num clima de tempestade constante onde as guitarras agem como raios e a bateria como trovões a ecoar pelo ceu.
Uma banda de Rock pesado que tanto puxa pelo headbang como nalgumas partes procura transportar que a ouve para um ambiente mais oceanico.
È um ep bastante interessante se gostam de nomes como Pelican,Omega Massif ou MISOTPW e tchan,tchan,tchan é de borla :
Podem saca-lo do site da banda:
http://batillusdoom.com/batillus_ep.html
A banda anda neste momento a procura de vocalista se quiserem podem tentar,mas com vocais talvez o som mude um pouco ou então sigam o caminho de uns Zoroaster não sei,mas saquem que vale a pena.

Phazm - Cornerstone of the Macabre


Falar da cena francesa nos dias de hoje é algo que me dá um enorme prazer e isso engloba praticamente quase todos os estilos dentro do chamado Metal mais extremo.
De BaN a Scarve a fasquia consegue estar sempre alta por incrivel que pareça e estes Phazm tipo fazem aquilo que muita banda tenta fazer e não consegue.
Arriscar.
Nascidos e liderados pelo Pierrick growler em Scarve,a banda lança este ano mais um album surpreendente,uma daquelas obras que parecem ser feitas para resistir ao tempo e ao pó.
Para quem não conhece a banda o que se ouve aqui é uma mescla de DM derivado de Gojira e Scarve com algo estranho e influenciado pelo Country-Rock,sim leram bem.
Mais,a juntar a isto uma soberba voz Scarve way mas que por vezes tanto lembra um Csihar como um Cash ou os dois misturados ainda soa mais bizarro,pois é mas é mais pura verdade.
Death/Rock que nos transporta para aqueles saloons cheios de cowboys mauzões e nos quais a pancadaria anda a solta o Jack Daniels escorre pelas paredes e as meninas do palco levantam as saias ao ritmo das musicas é mesmo uma putaria autentica.
Para além disto a sonoridade muitas vezes remete tambem um pouco para Secrets of The Moon recentes(conferir a "Welcome to My Funeral"), pelo menos em algumas partes o que misturado com o que descrevi em cima obtem um resultado para além de cativante,por vezes chega a soar mesmo original e inovador coisa ja sentida no anterior album só que aqui é ainda mais esculpida.
Temas todos eles muitissimo bons e nos quais ainda existe tempo e espaço para se ouvir uma cover da Damage Inc que não soa destoada no meio daquela podridão rustica.
Pouco mais a referir a não ser depois da semi-desilusão que foi o album de Gojira os Phazm e apesar de serem mais subterraneos vem equilibrar as coisas novamente em termos de produção musical/artistica e extrema vinda das terras gaulesas.
Para mim aqui está um dos grandes albuns do ano se não conhecem coloquem o chapeu e cavalgem em direção ao por do Sol...mas não se esqueçam de parar naqueles cemiterios a boa maneira do Oeste mas cuidado com as balas perdidas e já agora fumem o caximbo da paz debaixo de cacto gigante qualquer.....existe tudo disto aqui.
http://www.mediafire.com/download.php?oyi2qjgofqo

Queens Of A Stone Age-Era Vulgaris


O album é surpreendente.
Primeiro porque é o album mais rockeiro que fizeram até hoje.
È muito virado para o Blues e para o Rock mais idade da pedra,não tem aquela sonoridade agreste caracteristica da banda mas em vez disso ganha sensualidade e psicadelismo.
Não que os outros albuns não tivessem tambem,mas este acho que está no ponto.
A nivel de vozes o Josh consegue criar um excelente trabalho e encaixar bem a voz meio melosa na amalgama sonora que aqui se ouve....e incrivel por vezes lembra-me o Garm de Ulver,o tema"Turning´on the screw" é a prova disso pelo menos para mim.
Os temas estão bastante elaborados e trabalhados e a meu ver existem aqui temas de uma qualidade brutal como o psicadelismo do "River in the Road" "Misfit Love" ou a beleza eterea do "Make it wit chu" o sulista e meio Nirvana "3´s and 7´s" ou o fantastico "Suture Up Your Future" talvez o meu tema preferido do album juntamente com "Run Pig,Run".
È um album com uma identidade muito propria e que se precisa descobrir e vasculhar bem para ser entendido.
Já alguem disse que o album não tem peso,mas a meu ver tem e muito,por vezes peso não significa riffs a mil a hora e vozes rasgadas.
È um album com rios de criatividade sonora e talvez uma das coisas mais interessantes que ouvi nos ultimos tempos dentro do genero.
O titulo pode soar vulgar....mas de vulgar não tem nada...e a descobrir por todos os que não gostaram as primeiras audições....comigo passou-se o mesmo....um misto de love/hate.....no inicio mais virado para o hate....mas agora "o amor conquista tudo" Laughing .
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