Behemoth-The Apostasy


Quando ouvi o album a primeira reação foi tipo ...Neutral .
Mas as coisas criadas pelo Nergal e companhia geralmente têm algo escondido e pensei para mim "isto não pode ser assim tão simples,ou será mesmo?",resolvi dar mais umas oportunidades ao album,ainda mais depois de todos os comentarios feitos, tentei encontrar a razão pela qual todos ou practicamente todos dizem que isto tá "muito bom".
E seguei a seguinte conclusão:
Primeiro o album soa-me mais directo e brutal não tão cru como o Satanica ou o Thelema,que para mim continuam a ser os melhores desta nova fase pos BM,segue o mesmo caminho do Demigod mas têm algumas coisas bastante mais interessantes que este ultimo.
Passo a explicar a voz do Nergal(já aqui o escrevi)deixou de ter aqueles efeitos que não curtia mesmo nada dentro da sonoridade do Demigod(e não só) e acho que para este som que fazem actualmente este deve ser o tipo de voz a utilizar..brutal e directa.
E a nivel instrumental está no ponto.
Segundo melhoraram bastante aquele clima epico caracteristico da banda,não é original é certo bandas como Nile faze-no muito melhor mas nota-se que existem ideias bem conseguidas como o que se ouve no At the Left Hand ov God,talvez um dos melhores temas que se ouvem por aqui.
E por falar em Nile a sonoridade de Behemoth actualmente é muito inspirada nos americanos basta ouvir o Kriegsphilosophie,que podia perfeitamente ter sido feito pelo Karl ou o Prometherion.
Mas não só acho que se podem encontrar outras influencias mais escondidas do Death norte americano ou até mesmo de bandas pesadas como Nevermore como no tema Arcana Hereticae (ou nos muitos solos que por aqui se ouvem) diferente de tudo do que se foi ouvido até aqui e talvez a surpresa sonora do album.
No geral pode-se dizer que este album é um hibrido sonoro de Nile e Nevermore com o toque especial dos polacos,a mim parece-me a frase que melhor define estes 11 temas redefiniram um pouco a sonoridade e conseguiram criar algo interessante e actual dentro do estilo.
A medida que o vou ouvindo mais vezes mais estou a gostar.
Behemoth são uma boa banda com excelentes musicos isso é inegavel,estou curioso para ler as letras(geralmente são excelentes).
Com este album aproximam-se da minha banda polaca favorita,mas destronar Vesania é complicado,ainda mais estando eles tambem a rebentar com o novo este ano ao que parece.
È mais um bom album lançado este ano,que está a ser algo estranho com tanto bom lançamento,não só a nivel de alguns regressos,como de coisas novas como o confirmar de estatutos de bandas antigas como é o caso deste The Apostasy.

Control Human Delete-Terminal World Perspective


Mais uma bomba lançada este ano.
Desta vez pela Code666,que de vez em quando lança assim umas coisas engraçadas,não só agora mas ao longo dos anos como são os casos de Diabolicum,Negura Bunget,Atrox,T/M/K ou os antigos Ephel Duath na fase mais Black Metal.
Uma editora a ter em conta,mas acho que já devem saber disso,mas vamos ao que interessa.
Control Human Delete ou CHD lançam o que é para mim até agora uma das grandes surpresas do ano vindas de bandas que desconhecia.
São originarios da Holanda(já a bastante que não ouvia uma banda vinda de lá tão interessante) e tocam algo que nem sei bem descrever.
È certo que se notam algumas influencias de bandas como DHG,Thorns ou da fase Rebel Extravaganza de Satyricon(esta talvez a influencia mais ouvida),mas não só as coisas vão até Dark Ambient daquele mesmo cosmico e sufocante(conferir o tema Transpherium sff) que gosto bastante até Extreme Metal nordico na linha de uns Myrkskog da fase Deathmachine.
Tudo isto resulta em pleno e temas como Operation Genesis Reprise,Sin Tide Manufacturing são autenticos hinos apocalipticos que semeiam destruição a volta,lembram-se das partes mais samplistas do Dark Blood Rising e dos climas de Void of Silence?
Pois bem aqui o efeito é semelhante,talvez não tão caotico,mas por vezes os riffs e batidas lembram uma metralhadora na posse de um lunatico qualquer a disparar contra o nosso corpo meio indefeso perante tanta maquinaria schizobelica.
Album muito a frente na minha opinião que ao englobar muitas boas influencias,consegue criar uma sonoridade bastante original e bem poderosa que nos cativa do inicio ao fim.
Nem que seja para nos dar vontade por vezes de sair a rua e acabar com a raça humana.
Aqui transpira-se odio,misantropia,morte e destruição....e já ha algum tempo que um album de musica extrema não me fazia sentir isto de uma forma tão intensa como este.
Numa palavra ESPECTACULAR.
E entra directamente para a minha lista de preferidos deste ano até agora.

Minsk-Out Of A Center Which Is Neither Dead Nor Alive


Antes de mais nada quero dizer que esta banda tornou-se algo bastante poderoso para mim a todos os niveis.
Não sei se alguem conhece estes senhores americanos,mas se não conhecem agradeço que se mexam um bocadinho porque vale bem a pena,confiem em mim,em especial que procura coisas refrescantes dentro do reino metalico ou fora dele.
Bem vamos ao que interessa a banda e o album essa enormidade/obra-prima que dá pelo nome de "Out Of A Center Which Is Neither Dead Nor Alive":
Movem-se em territorios meio pantanosos que vão desde Neurosis até a suavidade de uns Morgion passando por vezes pelo enigmatismo de uns Tool,ou pela planagem de uns Isis, por vezes até surgem umas pitadas de Sunn O))) ou melhor é isto tudo misturado e muito mais,muito mais mesmo na minha opinião.
As vocalizações ecoam,criam um ambiente verdadeiramente obscuro,estranhamente belo e cativante ao mesmo tempo...parecem por vezes vindas do fundo de um tunel para o qual nos deslocamos meio enfeitiçados e desnorteados.
A nivel sonoro certos temas têm uma aura quase ritualistica e completamente alienante mas ao mesmo tempo viciante.
Experimentem ouvir o album numa sala completamente escura e deixem-se levar pelos efeitos que provoca,parece que somos envolvidos por algo sobrenatural,uma verdadeira viagem triste e melancolica e por vezes verdadeiramante assustadora mas que nos faz cruzar muitos caminhos a nivel espiritual,e nos deixa num estado meio catatonico e irreal.
Este album é um autentico quadro pintado a tons escuros,uma peça de Arte que vale a pena se atravessada,vista,revista e sentida...exprimentem,e deixem-se levar..

Jesu-Conqueror


Antes de mais quero dizer que gosto bastante desta banda,surgida da mente de um senhor chamado Justin K. Broadrick (ex muitas grandes bandas inglesas).
Desde que ouvi aqui a uns anos um album chamado Heart Ache,com apenas dois temas, dois monstruosos de 20 minutos que me deixaram fascinado, continuou o encanto com o Jesu passado um ano,que considero um dos melhores albuns de "drone ambient"(se é que este rotulo existe)feitos até hoje.
Ouvir estes dois colossos sonoros é como sermos arrastados atraves de algo meio planante e a envolvencia transmitida é fascinante.
Este ano e depois de um ep um pouco fraquinho na minha opinião,e digo isto porque talvez não estaria preparado para tanta suavidade,faltava algo aquele peso melodico,aqueles riffs meio demolidores que sempre caracterizam a banda e acima de tudo temas longos,lentos e labirinticos.
Com a chegada deste novo album as coisas melhoram,e bastante comparando com o Silver.
Talvez o Silver fosse apenas um teste para ver como funcionavam as coisas e mais importante a creatividade do Justin voltou a funcionar,ouça-se o tema Medicine ou o Old Year e tirem as vossas ideias.
A nivel vocal nota-se algumas diferenças com o uso mais descardo de mais melodia em vez daquele registo mais caracteristico da banda feito do alto de uma montanha meio "ecoante",e para comparar e verificar isso basta ouvir o tema Medicine e comparar com o "antigo" Old Year.
A nivel sonoro nada a apontar voltaram os riffs pesadões (ex:Brighteyes),e a complexidade dos temas continua inalteravel.
Depois de ver a capa(em baixo) aqui há uns meses e depois da participação na tour com Sunn O))),pensava que vinha ai um album diferente talvez mais virado para os sons mais estranhos da banda do Greg e Stephen,mas afinal não, as coisas lá no fundo e falando mais criticamente fazem uma reprospetiva da carreira deles,da curta mas excelente carreira deles.
E se existem bandas que vale a pena descobrir hoje em dia esta é concerteza uma delas nem que seja apenas pela simples razão da originalidade do seu som.
È mais um grande album desta grande banda absolutamente delicioso e viciante e a companhia sonora ideal para se ouvir em tardes chuvosas de Inverno.