Capa do proximo album de Glorior Belli. O album terá como titulo "The Great Southern Darkness", está previsto para Setembro atraves da Metal Blade. The Great Southern Darkness Track Listing: 1. Dark Gnosis 2. Secret Ride To Rebellion 3. They Call Me Black Devil 4. Negative Incarnate 5. Bring Down The Cosmic Scheme 6. The Great Southern Darkness 7. The Foolhardy Venturer 8. Per Nox Regna 9. The Science Of Shifting 10. Chaos Manifested 11. Horns In My Pathway Teaser em baixo:
Dephosphorus são um autentico cocktail molotov daqueles usados nas manifestações gregas. Sonoridade verdadeiramente caotica e violenta onde o trio de musicos vindo de Atenas passa em revista e explora as mais variadas formas de espancamento sonoro, criando um gigantesco petardo de proporções epicas destruindo tudo á volta. E ao falar em destruição é mesmo aquilo que se sente ao ouvir estas sete faixas que compoem o seu primeiro trabalho de nome "Axiom". Nem chega a meia hora, mas acreditem que é tempo mais que suficiente para a banda mostrar que este Astrogrind (como definem aquilo que fazem), não está aqui para ser levando ou tratado de uma forma leviana. Com as bases digamos vincadas nuns Converge, The Secret ou Alpinist a banda redefine as coisas e trás até si por vezes algumas das normas delineadas por bandas como Anaal Nathrakh que a nivel de violencia acabam por ser uma influencia notoria, embora sem o toque mais BM que os ingleses exploram, aqui como disse os gregos esticam mais a corda para uma especie de Hate-Core verdadeiramente filhadaputa e insano. Faixas como a Continuum ou a Collimator (que abrem o album) têm o condão de deitar abaixo o mais fiel seguidor destas sonoridades, enquanto outras como a On the Verge of an Occurence nos levam a crer que estamos num meio de um moshpit cercados por gajos com cara de poucos amigos.. Uma formula que bem vistas as coisas poderá não ser muito original (isto no lado instrumental), mas a maneira como nos espetam este autentico Knife Missile no meio das trombas faz esquecer tudo o resto. Como escrevi na primeira frase um cocktail que tem como ingredientes o mais violento Hard-Core atual, a nitroglicerina saida do Crust, os pregos do Grind...tudo incendiado por um rastilho de Extreme Metal que depois de ser atirado soa assim ao cair no chão:
After devoting late Winter season to writing and recording, ambient black metal cabal Wolves In The Throne Room are in the final stages of completing their fourth full-length opus of epic, earthen Black Metal ceremony. For over six months the Weaver brothers, Aaron and Nathan, have been immersed in the painstaking writing and recording process of their newest album, and this week the process is nearly complete, at press time the album in its final mixing stages. The clan have confirmed the title of this forthcoming astral black metal document as “Celestial Lineage”. Stated WITTR drummer Aaron Weaver of the writing process for “Celestial Lineage”: “An ornate constellation of imagery is what that guides the songwriting process. Cedar temples crowned with burnished bronze domes glimpsed in a remote valley. Wild Midsummer bonfires and feasting on roasted flesh. All of the sounds serve to evoke the images that exist in our minds eye. With this record we’re going to explore an entirely new palette of sound. We want the instruments to sound like the liturgical music of a cedar cult". The transmutation reaches a new level with the completion of the album. In contrast to the bleakly hypnotic architecture of “Black Cascade”, the lifespan of “Celestial Lineage” breathes more expansive and visionary life into the duo’s work. The WITTR trademark long-form approach to arrangement remains intact, but there is a stronger thread of Popul Vuh-inspired underworld synthscapes and star-lit pulse woven with the intertwining guitar figures. Celestial Lineage will end a trilogy of releases which began with “Two Hunters” (2007), and is segued by “Black Cascade” (2009), and like both previous albums, will be released via Southern Lord Recordings, with a street date of September 13th, 2011 now confirmed. Three songs on the album feature Jessika Kenney’s liturgical choir and solo voice, as heard on “Two Hunters” as well as 2009′s “Malevolent Grain” EP, the album also including orations from Aaron Turner (Isis). Besides closing out a trilogy within WITTR’s own annals, “Celestial Lineage” also marks the final release to ever be recorded in engineering wizard Randall Dunn’s infamous Aleph Studio, the birthplace of a plethora of groundbreaking releases from Earth, Sunn O))), Boris, Cave Singers, Bjork/Omar Souleyman and countless more over the past decade, as well as where the immense tones and energy on WITTR’s lauded “Two Hunters” and “Black Cascade” albums were captured. In support of the album, Wolves In The Throne Room will commence worldwide touring this September, kicking off in the Americas, and eventually engulfing many other regions of the planet through 2012. Stay tuned for final album details.
Falar de BM português nos dias de hoje é falar de Corpus Christii, uma das bandas mais antigas e consistentes do pseudo movimento nacional. Louvados por uns e massacrados por outros, os passos dados nos ultimos 10 anos pelo lider NH mesmo apesar dos constantes problemas transformados em polemicas idiotas, as usuais mudanças de line-up ou a atitude totalmente FOAD que o lider sempre puxou para si, transformaram o nome Corpus Christii num misto de excelencia vs decadência. O passo apos o excelente Rising poderia trazer uma banda de volta ao passado mais violento já que as indicações (soltas) que se iam apanhando falavam de uma sonoridade mais forte que puxava as redias para o Black/Death de contornos mais abstractos e dementes. Mas se notarmos bem, o material que a banda criou até hoje esses dois factores sempre estiveram quase sempre lado a lado de uma forma ou de outra. O novo Luciferian Frequencies é de facto um album diferente e na minha opinião com uma sonoridade mais atual embora continue com o toque (não direi unico) de Corpus Christii que os demarca um pouco daquilo que se vai ouvindo por ai.. Primeiras notas que se apanham logo nas primeiras escutas é a sonoridade mais lenta que a banda mostra, tentando entrar numa onda mais vanguardista vinda do lado ortodoxo do estilo, tendo direito até a algumas ligeiras dissonâncias que lembram algum material mais hipnotico gerando por alguns nomes tão em voga atualmente, a ultima faixa (e uma das minhas preferidas) "In The Rivers Of Red" é um exemplo disso mesmo. Esta toada mais lenta poderá gerar alguma estranheza aos seguidores mais antigos ainda mais quando nalguns momentos se denota uma aproximação (ou melhor inspiração) Doom á sonoridade mais caustica da banda. Este é outro aspeto bem interessante deste album, denota-se que existe trabalho e dedicação na forma como se criam os pequenos puzzles que vão dar origem aos temas. De outra maneira seria quase impossivel sermos chicoteados em musicas como a "The Owl Ressurrection" ou "Crystal Glaze Foundation", temas que conseguem misturar uma dinamica que percorre algumas sonoridades quase opostas (Black/Death/Doom) e transformando-as em autenticos hinos com o toque de Corpus Christii. Mas se a nivel de som já deu para notar que o album segue um rumo mais variado, os vocais tambem não se ficam atrás, e os passos dados nos ultimos albuns aqui atingem uma especie de plenitude vocal que vagueia entre o usual sofredor e odioso com um rumo por vezes mais epico. Não que agora se ouça algo na linha de um Alan Nemtheanga ou algo do tipo (nada disso), mas nestes temas a voz funciona como mais um instrumento, deixando de fora o normal|banal declame demoniaco (mais raivoso) para entrar de uma forma mais natural ao longo das inumeras correntes sonoras exploradas neste album. È certo que todos estes factores juntos tambem invocam um sentido mais pessoal a este Luciferian Frequencies, não sendo na minha opinião um daqueles albuns para se ouvir distraido ou apenas para bater o pé, aqui procura-se um pouco uma união (salvo seja) entre o ouvinte e a sonoridade, só desta forma se conseguirá entrar no espirito.. Se por um lado o aspecto satanico é mais que evidente (e uma das trade-marks), o notório desafio que a banda explora tambem o é. Sendo que a união entre estes dois aspetos e da forma como aqui estão expostos não geram uma empatia muito facil ás primeiras escutas e não tornam o album de digestão facil..a coisa vai entrando lentamente e consumindo aos poucos. Confesso que não gostei do que ouvi nas primeiras escutas, achei o album demasiado seco e algo salgado, só mas mais tarde é que notei que era aqui que estava realmente a beleza da coisa. È um daqueles albuns que provoca estranheza e algum desprezo aos primeiros toques, mas quando nos envolve é como uma serpente que sufoca toda a luz á nossa volta. Deixem-se consumir..