Premonições-Corpsessed - 7´ (Soon..)


Recorded in autumn of 2011, from our upcoming 7" on Dark Descent Records.

Hesper Payne-The Strange Tale Of Samuel Gonzalez

Os ingleses Hesper Payne estão a tornarem-se num dos casos mais serios de criatividade dentro do atual movimento extremo, embora sejam uma banda praticamente desconhecida, o material por eles lançado desde 2009 ganhou por aqui destaque e ocupam atualmente um confortavel lugar no top das minhas preferencias de bandas vindas de terra de Sua Majestade..
Se o anterior Unclean Rituals já foi o que foi, este novo ep continua a mostrar-nos uma banda daquelas que consegue criar com alguma mestria uma sonoridade tão suja quando refrescante, as referencias continuam cá todas e passam novamente a pente fino generos que vão desde o Doom até desaguando num hibrido de DM que nos remete para a sonoridade de uns Morbid Angel por alturas do majestoso Covenant.
Uma das novidades por aqui já que no anterior a banda tentava com algum sucesso o uso daquelas dissonancias agoniantes de uns Portal (isto se eles saissem de um lamaçal) aqui as guitarras são quase um tributo ao trabalho do Trey Azagthoth nos seus tempos de brilhantismo extremo (sublinho realmente extremo), escutem bem a "Ospreys Jar" somente para ficarem com uma ideia daquilo que Hesper Payne consegue recriar baseando-se no esqueleto da banda do Vincent, afinal para ser extremo e diferente não eram preciso tanta coisa bastava usar a cabeça..
Os vocais do Brooke que atualmente tambem podem encontrar em Void of Silence ou The Axis of Perdition, continuam no ponto certo e o continuo uso ou melhor influencia do Alan de Primordial no meio daquela panoplia sonora adensa e condensa o teatrismo vocal num devaneio que se situa entre o dramatico e o apocaliptico que consegue hipnotizar e nos levar como um estranho encantamento em direção ao abismo..
Se existe termo para definir aquilo a que vulgarmente se chama de Sludge/Doom/Death na minha opinião Hesper Payne são um dos melhores exemplos para se poderem ouvir já que a forma abstrata e carismatica como conseguem unir todo este puzzle de influencias e transforma-lo numa especie de novidade sonora demonstra bem aquilo que está por detrás deste projeto.
Se não conhecem obrigo-vos já a irem de encontro a este estranho universo de uma das bandas mais fascinantes que existem atualmente no movimento europeu e mais uma vez outro bizarro caso de uma banda que nem tem editora e prefere continuar a evangelizar as "massas" quase gratuitamente num campeonato que continua a ser cada vez mais absorvido pelas excelentes novidades de prai 80% dos selos atuais (sim estou a ser ironico!) .
Ouçam, divulgem e espalhem a palavra que isto merece.
May the gods have mercy on us all....






Deathkings-Destroyer

"Down tuned. Little Horn. Raunch sex. Fuzz bass. Blast beat. Death Worship. You know...the works."
Vindos de Los Angeles, Deathkings são mais um nome a juntar á enormidade de bandas de Sludge/Doom que vão nascendo dentro do Underground e que procuram o seu espaço num movimento cada vez mais agonizante tanto para os fans como para as proprias bandas.
Mas neste caso não vai ser muito complicado entrarem tambem ou comecarem a obter aquele pequeno impacto que projetos como Destroy Judas parecem condenados a ter..aliás a propria sonoridade tem algumas semelhanças e tal como Destroy Judas este album apenas conhece o formato digital.
Embora Deathkings sejam mais ferrugentos e pantanosos comparaveis quase a um mescla de Rwake com os portugueses Process of Guilt, isto somente para terem uma ideia daquilo que vão ouvir, naturalmente irão aqui encontrar algumas semelhanças sonoras com alguns projetos atuais, mas a forma como o quarteto consegue captar o ouvinte ao longo do album unindo honestidade e a condenação usual deste estilo acaba por criar adição a todos aqueles que procuram peso, muito peso com doses certas de desespero sonoro trazendo um pouco tambem á memoria lá pelo meio algumas doses principalmente a nivel vocal que lembram os efeitos dos mestres de Oakland..
O album apenas tem 3 faixas, mas se á partida poderá dar a ideia que as coisas vão fluir de uma forma simples e seca, todo este pseudo prognostico se desfaz como cinza após a escuta dos primeiros acordes da demolidora Halo Of The Sun, musica essa que demonstra muito bem que o titulo do album não foi escolhido á toa ou de forma leviana.
Um album bastante interessante na minha opinão que tem rodado com alguma frequencia ultimamente e tem sido um bom amigo nestes tempos mais gelidos quando procuro alguma paz e reflexão...espero que obtenha o mesmo efeito por esses lados.
Ficam aqui os temas do album para poderem escutar com atenção: