Os suecos Marduk estão de volta com um novo album, mas até a chegada do Serpent Sermon fica aqui um aperitivo da coisa, mais propriamente uma das faixas que estará presente no album e uma cover de Woven Hand que é no minimo surpreendente..
Este single saiu com o ultimo numero da revista Sweden Rock Magazine a lembrar os passos dados pelos Watain aquando da saida anterior album..
Hellvetron-Death Scroll of Seven Hells and It's Infernal Majesties
Death Scroll of Seven Hells and It's Infernal Majesties era por aqui um dos albuns mais aguardados dos ultimos tempos e tal como se previa os sete mandamentos infernais aqui contidos são realmente uma especie de manifesto infernal onde se transforma o DM mais ritualistico de uns Necros Christos numa purificação só possivel a quem esteja habituado a estes estranhos e macabros ambientes.
Formados por dois membros dos bizarros Nyogthaeblisz, os Hellvetron conseguem criar um album com uma tremenda carga negativa onde o ritualismo se assume como o factor primordial, regendo-se em curtos actos de negritude onde o culto ao lado mais obscuro vai secando tudo á volta de uma maneira sádica.
Musicalmente a banda aproxima-se aquele DM tempestuoso e sufocante que algumas bandas usam nos dias de hoje, fazendo o contragolpe com a tão aclamada fusão entre o lado sueco e aquelas bandas mais berrantes (e que a mim pouco dizem, na realidade).
O que difere aqui é a forma como se unem as pontas deste simbolo demoniaco que vai agindo como se a musicalidade de uns Grave Miasma tivesse possuido o corpo decomposto de uns Encoffination durante um qualquer ritual saido das catacumbas onde Portal criam as suas canções de embalar.
Dito isto já dará para se obter uma imagem da linhagem musical que Hellvetron explora, ou seja DM sufocante com passagens liturgicas a nivel instrumental que tocam ao de leve na morbidez daquele Doom-Death mais funerario criando a tal elevação ritualista que falei mais em cima.
Sete faixas que são manifestos que versam sobre os sete Estados (Infernos) da Arvore da Morte, retirado dos ensinamentos da Cabala e que reflectem de uma forma mais profunda o lado mais sombrio da Arvore da Vida ou por outras palavras a Cabala Qliphótica ou Draconiana.
Dito isto, este curto mas imenso album é tão provocante como assustador, tão simples quanto complexo, mentalmente usem-no para as vossas procuras mais pessoais e intransmissíveis que isto é musica extrema com uma estranha carga de demonização completamente surreal...provavelmente o melhor album de Death-Metal Ortodoxo que ouvi este ano..
Entrem na cerimonia:
This Gift Is A Curse - I, Guilt Bearer
ThisGiftIsACurse foram e tem sido o som dos ultimos tempos por estes lados, e quando se julgava que o cadaver do movimento Post-Core já estava mais que devorado por milhares de vermes eis que surge uma oferenda vinda da Suécia que não só me parece dar mais uma estocada no corpo inerte do movimento como ainda se diverte a usa-lo para um pseudo-ritual de contornos macabros.
Estranha definição não é?
Mas quando ouvirem o novo album da banda com saida agendada para o proximo mês de maio, vão entender o porquê, mas mesmo assim vou tentar descrever isto..
Este album para além de ser uma das coisas mais venenosas e excentricas que ouvi nas ultimas semanas consegue criar uma sonoridade que aos meus ouvidos soa como um orgasmo seguido de espancamento.
A sonoridade base é algo com raizes no Core, a voz é agreste, rispida e mal disposta como se pretende, mas tal como aconteceu com bandas como os excelentes Celeste de França estes moços conseguem baralhar as cartas transformar as coisas de uma forma intensa que atualmente só encontre luta no material de AmenRa ou nos "novos" Rorcal.
Não que isto seja doce como mel ou pegue naqueles jogos de fantasia que nos deixam a pensar ou a magicar com as estruturas ritmicas que nos mexem com os sentidos, aqui tudo se gere pela violencia e dureza daquela que geralmente só se encontra naquelas boas bandas que sabem ler e aplicar aquele ocultismo sonoro que nos atira para um abismo musical bastante negro.
Principal destaque deste album é sem duvida o elegante e espinhoso ambiente que é adicionado á tal base Core que falei em cima, ambiente esse que se consegue fundir de uma forma bastante inteligente no meio daquela metalurgia ferrugenta ou dito de outra forma a TGIAC conseguem soar soar como um filho bastardo dos primeiros albuns de Cult of Luna, do Blackened Sludge norte-americano e onde tudo nasce ou é criado num estranho ritual dissonante que bem poderia ter sido feito por alguns dos nomes maiores do Extreme Metal de contornos mais estranhos e vanguardistas..
São nove faixas, nove entradas diretas para as profundezas do Inferno, nove momentos de panico sonoro, nove murros no estomago, nove fogueiras que nos vão consumindo lentamente, nove ligações que se transformam no som de sinos partidos e engolem toda a luz á sua volta.,
Dinamico e criativo o suficiente para deixarem um rasto de enxofre á sua passagem TGIAC mostram aqui que afinal quando se viola e esventra um estilo ainda podem surgir coisas tão doentias que nos deixam com aquela sensação de "medo" mesmo em alturas onde se julga que nada mais existe a fazer.
Não acreditam, ouçam então as seguintes faixas, The Sound of Broken Bells, I Will Swallow The Light, Inferno ou a faixa de abertura The Swarm no meio da escuridão e depois digam que não avisei..
Recomendadissimo e obrigatorio.
O album está em pre-order no site da Discouraged Records e a banda tem duas datas marcadas para Portugal com Hexis (boa cena!) em Setembro dias 29 (Braga) e 30 (esta sem sitio ainda).
Deixo-vos aqui o album para escuta total..enjoy, this is sickshit!
Cerebrate-Cerebrate (demo)
Cerebrate são um side-project de Ash Borer, mas ao contrario do que se poderia esperar (ou não) aquilo que a banda mostra nesta demo é um DM com fortissima influencia sueca, seguindo um pouco a atual pseudo-moda de tentar recuperar um pouco os ambientes criados pela fase inicial de bandas como Grave, Unleashed, Dismember ou Entombed.
São duas faixas, a demo está esgotada mas podem ouvir aqui uma curta preview da coisa ou melhor a faixa "I"...
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