Premonições-Weapon-Embers and Revelations


After two stellar albums of filthy blackened death metal, Bangladesh by way of Canada’s WEAPON make their blasphemous Relapse debut with ‘Embers and Revelations’. Sounding like an unholy mutation of Bathory and Morbid Angel, WEAPON plummet even further south of heaven with ‘Embers and Revelations’, invoking aural images of the legends of the first wave of classic black and death metal but with a uniquely Eastern slant. Make way for the new heathens of darkness, as WEAPON present to the hordes one gloriously punishing collection of instantly classic blackened death metal with ‘Embers and Revelations’.

Entretanto recorda-se do ultimo:

Blut aus Nord-What Once Was... Liber II

Enquanto se aguarda o final da trilogia 777 , Blut aus Nord mantêm o outro lado (mais profundo diga-se) entretido com a segunda metade da What Once Was...Liber.
Aqui tudo gira em torno de ambientes ligeiramente diferentes daqueles que a banda atualmente cria, remetendo e encarcerando todo o suposto hype para uma estranha cela fria onde corre agua suja nas paredes e o cheiro é bem mais nauseabundo do que o conceito mais respirável das Epitomes da trilogia..
Para aqueles que como eu veneram o material e o conceito extremo explorado em albuns como o MoRT ou Odinist (não menciono o TWWTG porque esse está ainda á parte mesmo nos dias de hoje), têm aqui mais uma bizarra peça para acrescentar a esse puzzle.
São duas faixas que prefazem uma meia hora de dilaceração mental onde o industrialismo maquinal se assume como a força motriz de algo assustador (lá está o contra-balanço com o outro material) fazendo lembrar (e isto para mim é bizarro) algum material dos miticos The Angelic Process, embora  o What Once Was... seja autentica penumbra e escuridão ou o Alfa e o Omega de uma sonoridade que embora com semelhanças representa dois lados tão proximos quanto opostos ou o principio e o fim de algo que aparentemente não encontra paralelo em quase nada nos dias de hoje.
As dissonancias, a hipnose, o transe e aquele zumbido caracteristico de ambas as bandas está presente mas se por um lado a voz da Monica Dragynfly era a luz podemos dizer que aqui o Vindsval é a sombra.
Sinceramente acho que este ep tem mais semelhanças mesmo assim com o material mais recente do que a primeira metade, não deixando no entanto de se complementar ambas o que me parece ser um dos objetivos.
È material demente, fantasmagórico, frio e ferrugento como só BaN sabe (ou soube) criar não esperem muito mais, mas se gostam da banda ou procuram complexidade para vos deixar mal dispostos metam isto a tocar sem parar e talvez acabem completamente vazios e desprovidos de pinga de sangue...e dentro de um buraco negro!




Evoken-Atra Mors


Falar de Evoken hoje em dia para mim é falar de algo que simplesmente ultrapassa o simples ato por vezes penoso de desconstrução mental que cada gotícula gerada por esta soturna entidade emana ao longo dos albuns é muito mais que isso, e o novo album Atra Mors não só desenvolve ainda mais este estranhissimo fascinio como consegue ainda piorar mais as coisas adensando-as e sufocando-as como poucos albuns dentro deste estilo conseguem (Morgion, Skepticism, Dolorian etc) fazer na minha alma.
Sim falei em alma porque é disso que aqui se vai falar, ouvir e sobretudo sentir.
Quem tem seguido a banda ao longo destes anos sabe bem aquilo que conseguem fazer dentro da espiral de misantropia, sofrimento e desilusão (adjectivos que corrompem e agoniam toda a nossa existencia), transformando todo esse sentimento desumano ou humano (como preferirem) em algo que deixa de ser um simples "fogo que arde sem se ver" para nos deixar envoltos em chamas e ao mesmo tempo sendo esfaqueados por picos de gelo que nos trespassam o corpo.
Como já deu para entender Evoken não é uma banda facil e percorre as linhas mestras daquele Death-Doom que tanto suor frio provocou no meio da decada de 90 por nomes como My Dying Bride e outros como os que falei mais em cima no texto, só que a diferença aqui é que o som mesmo não parecendo sofre um upgrade total, ganha ainda consistencia, a negritude é equivalente á esperança (que por vezes se sente mais nos solos mais melodicos) o que torna este album numa daquelas peças muitissimo perigosas se nos enrolar naqueles momentos em que estamos mais em baixo, lembro-me perfeitamente de uma noite á bem pouco tempo em que meti o album a rodar e dei comigo de cabeça baixa e totalmente moribundo como que se tivesse recebido a pior noticia da minha vida...
E se nos primeiros toques o album parece seda a deslizar pelo corpo á medida que o album vai ganhado ainda mais vida essa mesma seda transforma-se em cardos espinhosos que nos deixam pregados a algo imaginario, nada agradavel mas bastante palpavel.
O album cresce de uma maneira que quando damos por ela estamos a ser esmagados mentalmente por uma complexidade de notas musicais vestidas de cordeiro mas com alma de lobo, isto para usar uma comparação meio parva e surreal perante a monumental descarga de emotividade que estes seis senhores vindos de Nova Jersia nos atiram para cima.
Impossivel destacar uma faixa, mas a "The Unechoing Dread" , a "An Extrinsic Divide", ou a soberba "Into Aphotic Devastation" (uma das melhores faixas da banda até hoje) somente para destacar três são para serem consumidas com alguma reserva é que tal como diz este verso numa delas It has always been the illusion of life, for this is my sole moment, it is the moment of my death... ás vezes ouvimos coisas que nos querem meter seis palmos lá em baixo e mais estranho se torna quando toda esta beleza macabra corresponde a uma sombra demoniaca que nos deixa sufocados e a beira do abismo..
Resumindo que mais se pode pedir á banda do John Paradiso?
Nada, mas esse nada é tudo aqui!
Perfeito, magico, envolvente de tal maneira que quando damos por ela estamos paralizados de medo com aquilo que ouvimos...