Mostrar mensagens com a etiqueta Dark Metal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dark Metal. Mostrar todas as mensagens

Sign Of Evil - Psychodelic Horror


Erm..quando se pensa que a cena chilena começa a soar e a padecer do usual "vamos todos fazer a mesma coisa" eis que surge este pequeno "monstro".
Com musicos (ou musico!) de Invocation Spells o que aqui se ouve é um sinistro (no real sentido da palavra) hibrido de Death/Thrash sul americano com algo proximo do Krautrock ou das velhas OST criadas para aqueles velhos classicos de horror dos anos 60/70...tudo isto quando se une transforma-se numa das mais viciantes propostas deste ano!!

Krukh - Черный Свет


"ЧЕРНЫЙ СВЕТ
The follow-up release to Krukh's ,,Безглуздість!'' album is conjured through a process of fragmentation. Unforeseeable difficulties including the theft of a studio laptop and hard drives on the road has given new-found vigor to create. Rather than cast the two into the void, we have decided to create this release using scavenged parts.
Черный Свет is broken up into two parts, making it the shortest conceptual release to date. With certain leaning towards the debut's melancholic-yet-aggressive sound, the release is meant to further express existential frustration through a first person narrative".

Ophiuchi - Bifurcaria Bifurcata


Sinceramente não sei que raio aconteceu aqui, mas este album é impressionante...one man band (creio) vinda da Africa do Sul que nas suas proprias palavras incorpora influencias vindas de nomes tão distantes entre si como Portal, Blut aus Nord, Tool, ou Yob é certamente algo para se parar e ouvir..e depois de o ter feito algumas vezes nos ultimos tempos realmente este registo é mesmo qualquer coisa de fantastico para qualquer apreciador de musica extrema com toques meios progressivos ou vanguardistas pelo meio.
Com uma produção a fazer lembrar alguns nomes vindos do atual blackned sludge onde o peso e a envolvência se assumem como referencias base são adicionadas linhas de melodia muito proximas daquilo que uns Tool por vezes criam quando entram naqueles devaneios tipicos do Adam Jones/Danny Carey ou de bandas como YONL com o resultado final a atingir uns estranhos niveis de perfeição extrema que não estão claramente no dominio de uma qualquer banda comum.
Ao longo destas quatro faixas onde se exploram muitas coisas somos como que elevados a um novo patamar dentro daquilo que ouvimos e a forma como todas as influencias se unem e colam entre si é completamente insana, mas com um resultado altamente viciante por vezes algo introspectivo mas sem qualquer duvida altamente recomendado.


Bölzer - Hero


Aqui há uns anos atrás, numa das minhas deambulações pelo "maravilhoso" mundo do "Underground cibernético" (é engraçado o termo), veio até mim uma faixa de uma nova banda suiça que caiu quem nem uma bomba e, mesmo sendo a banda praticamente desconhecida, essa faixa tornou-se numa espécie de terapia diaria para quase todos os males...
A faixa em questão chamava-se "Entranced by the Wolfshook" e a banda era a de uns tais de Bolzer, que rapidamente se tornou em algo tão assustador quanto, de certa forma, cativante, a ponto de me levar a espalhar aquilo por quase todos os sitios onde andava, como se de um virus se tratasse.
Extranhamente ou não, parece que o efeito bola de neve não me atingiu somente a mim, mas muitos a mais por aí e, de repente, o duo suiço surge como uma espécie de novos messias da música extrema, algo que se confirma no ainda hoje arrepiante ep de estreia "Aura"...
Estava assim lançada a semente de um monstro sonoro de proporções épicas que, mesmo com a semi-desilusão chamada "SOMA", recupera agora aquilo para que estão forjados, ou seja, para serem um dos projetos mais originais e intensos dentro do Metal, não só dos últimos anos como, arriscaria a dizer, da última decada.
A fórmula usada neste trabalho, que curiosamente é o seu primeiro longa duração, é inteligente e vai beber influências aos mais variados estilos e tendências, não abandonando a sua base primordial, seja a nível lírico, onde a mitologia nórdica é uma constante, ou na forma como absorve todo o carisma que transforma bandas em algo místico e que acaba por nos reduzir a nós, os ouvintes, a pequenos átomos perdidos no seu universo sonoro.
Curiosamente, as opiniões vão-se dividindo, uns porque a banda, por vezes, soa como uma osmose dos próprios Bolzer com Mastodon antigo e onde a alma do Lemmy assombra a cada esquina, outros porque a banda se tornou-se ainda mais refinada e ainda outros que preferiam que eles continuassem a ecoar na caverna.
Mas, na minha opinião, tudo aquilo que aqui se ouve não é mais que o seguimento lógico do projeto. Se ouvirmos com atenção, tudo o que os separa do resto continua bem vivo: os riffs continuam a deixar marca e a provocar arrepios, a forma como KzR usa aquelas mãos tanto nas partes mais extremas como em momentos perigosamente próximos de alguns albuns "malditos" (conferir The Archer e a Chlorophyllia, por exemplo), já para não falar no imponente trabalho de bateria criado pelo HzR que quase por si só já valeria uma escuta do album.
Tudo isto ganha ainda mais beleza, quando por detrás da produção do álbum estão nomes como o Vantura (Triptykon) e o Arioch (SoTM), que continuam a transformar em ouro quase tudo onde tocam... ou quando se tem o Sturla de Svartidaudi como vocalista numa das faixas.
Resumindo, um álbum absolutamente fantástico, viciante, que cresce a cada audição e que nos faz sentir vivos!

AmenRa-V

Os belgas AmenRa tem construido uma carreira desde 03 que me tem dado um prazer enorme seguir.
Tambem não vou dizer que a fixação começou logo ai, já que o primeiro contacto que tive com a banda foi aquando do lançamento do (ainda hoje) fascinante III continuando depois com um dos albuns que considero mais incriveis feitos até hoje dentro das sonoridades extremas, falo claro do IIII.
Estes dois albuns são daqueles tesouros que goste-se ou não daquilo que fazem ou exploram são essenciais em qualquer coleção ou pelo menos deviam ser obrigatorios ouvir nos dias de hoje.
È sabido tambem que aquilo que se retrata naquele universo muito deve aos territorios explorados por uns Cult of Luna dos primordios, mas a forma como o quintento belga sobe dar um novo folego a um estilo que era marcadamente mal aceite , não só transformou a banda como originou uma autentiva erupção sonora que atingue neste V um esplendor que fecha o passado, faz um resumo daquilo que os musicos tambem exploram noutros projetos como cai de uma maneira algo perigosa nos terrenos pantanosos que geralmente os copycats de Neurosis tentam criar.
Sim, dito isto o V é o album mais intimista da banda até hoje, o mais pragmatico e aquele que podia dar ainda mais fulgor a uma carreira que roça a genialidade, não num sentido banal, mas no verdadeiro sentido da palavra, só que a banda tem aqui momentos que parece á procura de algo.
Primeiro a tal aproximação á sonoridade dos mestres de Oakland que afoga aquele lado mais violento e intenso que a banda tão bem criou no ultimo IIII e que ao longo destes 4 temas se transmite de forma diferente transformando a envolvencia que acaba por não ser a mesma.
Mas lá está como disse em cima talvez as coisas se devam a tal "liberdade" que musicos aqui parecem ter para trazer os seus outros lados, sejam eles mais fechados neles proprios ou mais ambientais.
E por falar no ambiente, achei curioso em algumas partes dos temas serem tão visiveis/audiveis as influencias de Tool, a À Mon Âme é um bom exemplo do que falo, eles que sempre foram uma influencia da banda, aqui realmente assumem de uma forma bem viva esse aspeto, optando por quase largar aquele efeito sufocante do passado.
De todos os temas o unico que realmente faz um flashbak em relação ao resto é claramente o Nowena I 9.10 ,onde se assiste a um dueto tenebroso entre o Scott Kelly e Colin, sobrepostos nos espasmos das guitarras e aquela batida ritualista tão caracteristica da banda..e um album acabar assim depois do que se ouviu até aqui acaba por criar um efeito meio, "já acabou?!" .
O album em si, talvez não provoque aquele efeito de brilho nos olhos que realmente se esperaria para quem os conhece minimamente, mas tambem não soa assim deslocado da sua carreira apenas dá a ideia que parecem querer começar de novo e talvez a seguir outros caminhos, só o futuro dirá que é uma boa cartada ou não, agora que estão numa editora com outro tipo de prespectivas artisticas e com um nome que já está em cima no que diz respeito a este universo.
Talvez tenha sido a melhor opção, não sei, e se estava expectante para o ouvir agora muito mais fiquei para ver/ouvir e perceber o que a banda fará a partir de aqui..
Fica aqui o video da Nowena I 8.10...(outra influencia de Tool):
(É a "I", será que isto é esse tal inicio?)

Trillion Red-Metaphere


Mais um album absolutamente espantsoso, isto depois do excelente ep do ano passado.

If it is singularity, the tried, and tested, or just bizarre that you want, don’t bother looking any further. However, if you yearn for ‘new’ and ‘engaging’, something that antagonizes and simultaneously calms the soul—this LP is for you.

Metaphere is Trillion Red’s debut full-length after last year’s Two Tongues EP. This LP mightily sheds ‘the disconnects’ of Two Tongues, and unleashes a united and firm mark onto the Dark Progressive Avant-Garde Metal sound. It showcases the enormous leap Patrick has taken in creating soundscapes that alternate between heavy and hammering structures, to ambient interludes that all come together to create a twisted musical abstract.

Trillion Red is firmly rooted both thematically and musically in the radical emotions of the human experience. Despite the existential and intangible subject matter, the struggle between darkness and light is the core concept throughout Metaphere, something which everyone can relate and derive inspiration.

This to be enjoyed and savored as a boundless experience that flows seamlessly from beginning to end. Take further passes, and time after time, your ears will gain further insight to what is being said. With a passion to create a new and inspirational musical experience, Trillion Red exceeds expectations with the release of Metaphere.

Close your eyes and let your ears tell the story.