Trillion Red-Two Tongues


Já aqui falei deles á uns tempos, mas agora depois de ter recebido o ep e de ter ouvido a coisa com qualidade, o que tenho a dizer acerca de Trillion Red é que são realmente uma banda brutal!!
Formados apenas por dois musicos neste caso o vocalista, baixista e guitarrista Patrick Brown e o velhote Max Woodside que se encarrega da bateria e são estas duas almas que editam aquele que é para já um dos meus eps preferidos deste ano.
Musicalmente a banda californiana cria algo mesmo refrescante que consegue explanar uma interessante osmose musical entre o ouvinte e a musica saida das colunas da aparelhagem deixando uma empatia sonora que é no minimo viciante.
Influencias existem algumas que tanto vão de Virus como a VBE ou até mesmo uns Ephel Duath á espaços, mas onde a banda realmente marca pontos é no formato mais gloomy and dark que consegue adicionar aos temas sejam eles numa prespectiva mais Post sejam em autenticas descargas de extreme-avantgard que remetem para os ambientes explorados pelas bandas mais sem medo vindas do BM da decada de 90 como os VBE ou Fleurety..
A falta de limpidez sonora no ep ainda torna mais vibrante a escuta destes 4 temas e aquele som digamos mais primitivo da bateria encaixa como uma luva nos ambientes explorados.
Escutar isto é como se tivessemos o privilégio de presenciar o nascimento de algo que talvez daqui a uns tempos se torne numa especie de next-big thing de toda a musica atual se é que já não é agora mesmo enquanto escrevo estas linhas ou pelo menos são talvez um dos tesouros mais bem guardados.
São soam como um banal grupo Indie nem são uma banda carregada de extremismos, mas conseguem ligar estes dois universos, dar-lhe uma forma bizarra, soar original e criar impacto em quem ouve e como sabem nos dias de hoje no meio de tanta coisa, não é facil atingir-se isto.
Não sei se vão encontrar por ai o ep, a não ser que comprem diretamente á banda..acreditem que vale bem a pena.
http://k002.kiwi6.com/hotlink/0qk515r0o6
http://k002.kiwi6.com/hotlink/3g7nsb3kt0
http://www.trillionred.com/

OWL-OWL


A dilacerante abordagem ao DM criada pelos Portal, Teitanblood e Mitochondrion nos ultimos anos será muito provavelmente o caminho a seguir pela nova geração de bandas do estilo, e nem se precisará muito para chegar a essa conclusão.
A forma como conseguiram revitalizar um estilo que parecia estar estagnado deixou muita boa gente de cabeça perdida, mas claro com isto começaram tambem a surgir bandas que tentam aproximar-se um pouco dos ambientes dementes criados por esses nomes, embora na realidade muitos poucos consigam realmente aproximarem-se a eles..
Os germanicos OWL são mais um desses casos, embora sem conseguirem atingir na plenitude o patamar sonoro que se pretende dentro desta abstracta sonoridade, o seu primeiro registo deixa boa prespectivas para o futuro.
O som é uma especie de avant-garde DM onde se centram alguns ambientes explorados por bandas como Portal com um toque mais minimalista que busca um pouco o lado mais old-school lembrando um pouco e falando de coisas mais atuais uns Nader Sadek, não deixando no entanto de fora o aspeto mais cenico da coisa (ambiente) que até acaba por ter alguns momentos bastante interessantes na minha opinião, embora contudo algumas passagens deixem um pouco a deixar lá pelo meio.
OWL são uma one-band criada pelo Christian Kolf que se encarrega aqui de toda a parafernália sonora, dos instrumentos á voz e como escrevi o homem tem ideias e o conceito está lá e por vezes ouvem-se musicas realmente muito boas, o mal é que no meio de tanta exploração acaba-se por afogar no meio do seu proprio vanguardismo.
Em determinadas alturas a banda quase lembra uns Gorguts dos tempos do Obscura, mas acaba por ser perder na simplicidade ritmica que puxa até si denotando ainda alguma falta de experiencia para entrar de cabeça levantada no meio daquele oceano musical.
Se seguem o atual movimento DM mais horroroso e desafinante os OWL são uma boa proposta, mas se querem ou pretendem entrar em estranhos universos daqueles criados por algumas que falei no texto isto fica um pouco atrás, embora como disse tambem talvez as coisas mudem nos proximos albuns é que ideias existem..basta agora desenvolve-las um pouco mais.

Premonições:Ancient VVisdom


Confesso que sou um seguidor do Brooklyn Vegan e por lá de quando em vez surgem boas propostas..
Uma das coisas que mais gostei mostradas lá foram os Ancient VVisdom (sim com dois "V´s").

Ancient VVisdom contains ex-members of Iron Age and Integrity, and it's hard not to hear some of that lineage, but Ancient VVisdom string together apocalyptic and gothic folk passages with some clean vocals; think of Integrity's moments of acoustic darkness instead of the hardcharging hardcore assault.

O album está previsto para breve e terá o titulo de A Godlike Inferno e podem ouvir aqui o primeiro avanço: Ancient VVisdom - "Alter Reality"
E o primeiro video:


Influencias de TON, Scott Kelly, David Galas, True Widow e um toque meio occult rock lá pelo meio..mais que suficiente para vos chamar á atenção.

Ash Borer-Ash Borer


Quando em 2006 saiu o primeiro album de Wolves In The Throne Room poucos imaginariam que se estava perante um dos albuns mais inovadores e essenciais para mais uma vaga de BM que mesmo tendo como base sonora os gelidos ambientes nordicos teve coragem de afrontar o universo mais elitista e por vezes algo catatonico que sempre viu o USBM com muitos maus olhos.
A mensagem era por vezes o oposto da destruição original e muitas dessas bandas em vez de optarem por simplesmente criarem polemica com as suas atitudes, muitas vezes fechavam-se em pequenos casulos que acabaram por se transformar em borboletas...assassinas.
Wolves, Panopticon, Skagos, Echtra, Alda, Barghest ou Fauna são alguns desses nomes que levados ou inspirados por algo que quase se aproxima por vezes da ideologia Hippie transformaram á sua maneira a forma como se via até então o BM..ou então não.
Se formos a ver bem as coisas, o lado mais Folk e Mitologico de algumas bandas da 2 geração tambem quase que aplicavam os mesmos valores expostos pelo Cascadian Black Metal..mas isso é assunto que tanto poderá agradar a uns como levar logo o selo de Hipsters de outros.
Uma das mais recentes bandas que acho realmente fantasticas dentro deste estilo são os Ash Borer, banda saida do estado de Olympia e que segue os mandamentos (?) do CBM de uma forma realmente bastante interessante.
Tudo o que deu enfase ao estilo está presente, a transcendente melodia ambiental funde-se com o lado mais violento criando uma especie de viagem como só algumas bandas deste genero sabem criar, temas enormes onde são explorados os mais variados dinamismos sonoros que tanto podem nascer num Post como acabar a desaguar no mais potente BM sem com isto nos sintamos deslocados daquilo que estamos a ouvir e principalmente a sentir.
Um bom exemplo do que falo são os quase 20 minutos da My Curse Was Raised in the Darkness Against a Doomsday Silence, que é só na minha opinião uma especie de De Mysteriis Dom Sathanas do movimento "Cascadiano" e uma das musicas mais absorventes e fascinantes que ouvi até hoje.
Este album para além desta magica faixa contem apenas mais outras duas mas com qualidade mais que suficiente para ombrearem hoje em dia lado a lado com os os reis do estilo (WITTR), alias direi até mais, se alguns se sentiram algo desconfortaveis com o rumo atual da banda do pequeno Nathan, estes Ash Borer tem tudo mas tudo mesmo para se tornarem numa das vossas bandas preferidas atualmente dentro do movimento Extremo norte-americano.
A formula contem as equações certas, não existem erros, nem deslocamentos sonoros é pesado quando tem de ser, calmo quando as coisas parecem que nos vão cair em cima e estranhamente relaxante, á sua maneira e quem ouve este tipo de sonoridades entenderá melhor que ninguem o significado desta palavra.
Curiosamente e a espaços fico com a ideia que Ash Borer soariam exactamente a algo proximo a uma banda como THOU se de repente começassem a tocar algo mais recalcado do Black Metal desta nova geração.
Recomendado e obrigatorio, na minha opinião um dos grandes albuns do ano.