Blutvial-I Speak Of The Devil


Album completamente depravado o destes Blutvial.
Com apenas dois membros ligados a Reign of Erebus e code,conseguem de uma forma brutal captar aquela aura tremendamente demoniaca dos velhos albuns da decada de 90.
Ao longo de uma hora assiste-se a um desfile de brutalidade animalesca com um forte teor satanico,onde somos embrulhados numa espiral de sons onde a demencia é o prato principal servido num local onde a terra se mistura com sangue.
Para se ter uma ideia mais proxima imaginem a sonoridade antiga de Gorgoroth,1349 absorvida por algo divagante entre os DsO mais sonicos e a sonoridade mais BnR de Mgla e por vezes alguma inspiração mais nocturna e florestal,misturem tudo e terão os Blutvial.
O som do deste trabalho deixa um rasto a BM no ar daquele onde se fica com um sabor a queimado nos labios e se tem uma vontade quase institiva de sair ao meio da noite e fazer uma longa caminhada por entre arvores e as estrelas..
Por vezes chega a ter uma estranha aura ritualista ou dito de outra forma algo pagã espreitem a faixa "Hiraeth" ou a musica que abre o album "Full Moon Possession", por exemplo e sentirão que aquilo que certos nomes fizeram no passado continua a atormentar certos musicos de uma forma abismal.
Um excelente trabalho que como escrevi me surpreendeu muitissimo desde do primeiro contacto e que tem rodado bem alto por entre as paredes sujas do Asilo.
Confiram se fizerem favor...
..................................Seethe My Darkness................................................
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Medicamentos



Chegou isto por estes dias:
Enslaved-Monumension,uma antiga edição limitada a 8000 copias com capa diferente.
MGLA-Groza,um dos melhores albuns de BM do ano passado que por preguiça ainda não tinha comprado.
Murkrat-Murkrat,banda muito porreira de Doom australiana com voz feminina,aqui há dias andei pelo myspace deles e agora apareceu-me isto e arranjei.
Thou Shalt Suffer-Into Woods of Belial,reedição das demos desta banda que é a fase embrionaria de Emperor embora aqui o som seja DM daquele fodido.
Clandestine Blaze-Church of Atrocity, para mim é o melhor album deles,mas por descuido faltava-me na coleção.

Sun of the Blind-Skullreader



Era de noite e de repente olhei pela janela e vi uma luz vinda do espaço a percorrer os céus.
Sai e olhei em redor,mas tudo estava silencioso,estranhamente silencioso...
Uma estranha calma que era palpavel no ar,mas algo não estava correto,sentiasse que algo provavelmente derivado daquela luz se expandia pela atmosfera.
Pequenos focos de nevoeiro erguiam-se por entre as arvores e o estranho luar de contornos azuis e brancos parecia apurar os meus sentidos,estranhamente como se estivesse a ser preparado para um encontro com um qualquer Ser vindo do Espaço.
Um rito iniciatico que muito certamente me abriria as portas para uma nova dimensão intergalatica,onde a hipnose e o deslumbramento fariam parte do jogo sonoro que estaria prestes a encontrar.
Vejo um vulto por entre a bruma....um estranho Ser sem corpo ou outra qualquer parte fisica tocavel,seria apenas uma visão ou seria algo mais?
Aproximasse de uma forma lenta,demasiado lenta para ser perceptivel, parecia que o tempo simplesmente parara ou então apenas me encontrava envolto num qualquer trance já que os meus movimentos simplesmente desapareceram e a minha vontade era algo que não controlava..
Queria fugir,mas ao mesmo tempo ficar ali.
Sentia um intenso cheiro a terra molhada misturada com queimado,os meus braços pareciam pesar toneladas,os joelhos tremiam e os olhos brilhantes olhavam para cima...para cima, para aquela luz e aquele vulto que agora me assombrava o corpo paralizado de medo e encantamento.
Tentei fechar os olhos e respirar bem fundo...
Senti-me leve,tão leve que me elevei no ar,o grande Oceano negro parecia puxar-me para o enorme vazio...de olhos fechados via o Sol um estranho Sol, onde os raios eram enormes tentaculos que me moviam em todas as direções e a luz emanada era fria e cortante como uma brisa polar.
Era, se é que conseguia descrever alguma coisa, uma particula terrestre unida com algo alienigena, um misto de carne com nada..apenas e só.
Abri os olhos e vi a mesma luz a desaparecer no Espaço Sideral...cai de rastos e a terra entranhou-se-me na pele...imovel, apenas ouvia ecos de animais e folhas a tocarem-se entre si...

Isto é o que se sente ao ouvir este album.
Projeto do Zhaaral que aqui pega na aura extra-terrestre de Darkspace, do qual é uma das forças por detrás e lhe adiciona um sabor mais terrestre a nivel emocional.
Uma saborosa mistura vinda do espaço que joga com os ambientes angelicais dos The Angelic Process e momentos soturnos arrancados a ferros de Esoteric e Monumentum(existe aqui alguma ajuda do Roberto Mammarella em materia mais ambiental), originando um albun de proporções grandiosas que se funde com as nossas mais negras visões e sensações.
Sem duvida um dos melhores albuns deste ano e se Darkspace me atira para o Espaço, Svn of th Blind consegue manter-me a viajar pelos recônditos terrestres mais estranhos..
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Deströyer 666-Defiance


Depois de um longo silêncio os australianos Destroyer666 estão de volta.
Aqui há uns anos atrás eram juntamente com os suecos Dissection, os nomes maiores dentro do BM de contornos mais arcaicos e oldschool.
Eram na minha opinião as bandas que melhor conseguiam misturar certos elementos como o Thrash ou aquele DM mais primitivo com o BM (que na altura começava a ganhar uma dimensão verdadeira assustadora) e criar musica verdadeiramente intensa e demoniaca.
Por entre albuns e eps esta banda do outro lado do planeta assumiasse como a reposta mais forte a Dissection e afins vindos da Suecia,de onde existiam mais nomes interessantes mas que em muitos casos se perderam no tempo, infelizmente e outros nunca conseguiram fazer algo que chegasse aos calcanhares destes nomes.
Albuns como o Unchain the Wolves e o Phoenix Rising continuam a ser vistos nos dias de hoje como autenticos marcos de dentro da musica extrema e uma influencia directa em inumeras bandas atraves dos tempos.
Hoje em dia o legado segue com os violentos Watain e de uma forma ainda mais demente se compararamos com aquilo que D666 e Dissection fizeram embora a base musical seja exactamente a mesma,BM rispido e com um intenso sabor vindo da velha guarda.
Alias por falar em Watain, quem gostar deles e desconhecer D666 é capaz de sentir por vezes um certo deja vú feeling em faixas como "I Am Not Deceived", aos primeiros contactos já que os riffs se erguem á boa maneira da banda liderada pelo Erik Danielsson.
Mas não existe apenas isto por aqui, notasse que o tão aguardado regresso trás uma banda mais melodica,polida e por vezes epica ,sem com isso perder a sua essencia mais primitiva, já que tudo o que souberam fazer no passado continua intacto.
A voz do Warslut é um megafone de blasfemias e gritos que percorrem os temas e se misturam com os riffs do Shrapnel e as rajadas assassinas saidas dos membros do Mersus.
As musicas são muitissimo boas e até mesmo aquela "Stand Defiant" que me pareceu algo banal quando a ouvi no myspace, encaixada aqui transformasse em algo apocaliptico.
E por falar em momentos altos aqueles 11 minutos finais que se dividem em duas faixas a "Human All Too Human" e a "A Sermon To The Dead" apesar de um pouco diferentes daquilo que costumam fazer são simplesmente extraordinarias e a par da "A Thousand Plagues" são as minhas musicas preferidas por aqui..
Talvez os fans as achem demasiado epicas e não tão inyourface mas conseguem atirar o album para uma dimensão algo estranha e diferente do restante material aqui exposto mas o resultado é sublime.
E o mesmo se passa como a agressiva "A Path to Conflict"(excelente refrão) ou a "Blood For Blood" onde se começam a sentir os primeiros laivos dessa aura mais epica.
Um album que apesar dos receios iniciais acabou por estar a altura daquilo que se esperaria desta banda e ao contrario do que talvez muitos esperariam apenas acabaram por polir e melodicar o som um pouco em vez de se aventurarem por outros caminhos.
I am the wind...i am the sea...
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