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Yskelgroth - Bleeding of the Hideous
É cada vez mais raro, mas de quando em vez lá aparece um titulo interessante dentro do Extreme Metal ou dito de outra forma aquela sonoridade intensa do inicio de seculo explorada por Zyklon, Myrkskog, SiriuS, Anorexia Nervosa, Covenant ou a fase final de Emperor, etc...se isto vos diz alguma coisa talvez queiram experimentar o segundo album dos espanhois Yskelgroth...a coisa vale a pena!
Ixaxaar Nexia - Demo MMXX
"The Toronto-based quantum death quartet shred genre distinctions, ear drums and listener expectations within the opening moments of their three-track deadly, alien artifact of a demo. Faster than black metal, more brutal and break-neck than death metal and far too intelligent for what we’ve come to consider war metal, Ixaxaar Nexia slay apex chaos nearly beyond human comprehension.
Like Quo Vadis on DMT, or Mitochondrion’s collective brain transplanted into Anaal Nathrakh’s body, Ixaxaar Nexia’s demo is extinction-goading, intergalactic war metal".
Emma Ruth Rundle & Thou - May Our Chambers Be Full
"Stemming out of an offer from Roadburn Festival organizer Walter Hoeijmakers, mutual acquaintances, and a shared love of each other’s output, May Our Chambers Be Full is the first recorded document of collaboration between Emma Ruth Rundle and Thou. While their solo material seems on its face to be quite disparate, both groups have spent their respective careers lurking at the outer boundaries of the heavy metal scene, the artists having more in common with DIY punk and its spiritual successor, grunge.
May Our Chambers Be Full straddles a similar, very fine line both musically and thematically. While Emma Ruth Rundle’s standard fare is a blend of post-rock-infused folk music, and Thou is typically known for its downtuned, doomy sludge, the conjoining of the two artists has created a record more in the vein of the early ’90s Seattle sound and later ’90s episodes of Alternative Nation, while still retaining much of the artists’ core identities. Likewise, the lyrical content of the album is a marriage of mental trauma, existential crises, and the ecstatic tradition of the expressionist dance movement. “Excessive sorrow laughs. Excessive joy weeps.” Melodic, melancholic, heavy, visceral.
The visual art accompanying this work was created in collaboration with preeminent New Orleans photographer Craig Mulcahy. The faceless, genderless models are meant to emphasize this pervasive state of ambiguity and emotional vacillation, the images falling somewhere between modern high fashion and classical Renaissance.
FFO: Julia Kristeva, Ellen Jane Rogers, EM Cioran, Thomas Ligotti, Ryan Holiday, Mary Wigman, Isodora Duncan, pre-Republican Lisa Kennedy Montgomery.
credits
releases October 30, 2020"
OČI VLKA - Demo
Temple Koludra- Seven! Sirens! To a Lost Archetype
Este é sem duvida um dos trabalhos que mais gostei dentro daquilo que ouvi nas ultimas semanas e apesar de não ser uma banda propriamente nova (já que têm dois ep lançados nos ultimos anos) só agora o projeto alemão se revela em todo o seu esplendor.
Com uma temática virada para a religiosidade e espiritualidade indiana este duo pega e transforma todo esse misticismo á volta dessa religião em algo que pode ser visto de uma maneira quase transcendental na forma como o extremismo se une com laivos de vanguardismo próximo daquilo que alguns nomes islandeses exploraram num passado não muito distante, embora neste Seven! Sirens! todo o universo expluda de maneira mais violenta deixando no ar um assombroso e por vezes horroroso efeito lembrando tambem bandas como The Great Old Ones já que a forma como transformam os temas em pequenos contos sonoros de terror é bastante similiar, no entanto Temple Koludra vai um pouco mais longe e acresce por diversos momentos com uma sonoridade hindu dando o efeito final a todo este robusto e intenso som agigantando-o perante nós.
Resumidamente este album vai passar talvez um pouco ao lado de muita gente e acredito que se isto tivesse saido numa das editoras ou com o nome de algumas bandas mais em voga seria alvo de muito falatório...no entanto quem tiver oportunidade de ouvir certamente não irá dar o seu tempo como perdido, porque acreditem isto é realmente muito bom!
Premonições: Shrine - Spewing Gloom from the album Unortheta
Shrine, formerly known as Gone Postal. Originally formed in 2007 as a Death Metal band but later on infused Black Metal and ambiance into their sound. Shrine are now on the final stages of recording a full length album entitled UNORTHETA coming out in 2015. Stay tuned.
Gleb Poro - MMXIV
Gleb Poro.
Brincadeira ou não esta one-man-band vinda da Finlandia tem tido algum airplay por aqui...musicalmente isto é uma especie de Post-Rock Extremo e totalmente instrumental, para se ter uma ideia imaginem uns Devil ou SINISTRO no seu lado mais "violento" sem samples ou melodias mais instrospectivas pelo meio e já ficam com uma ideia daquilo que vão encontrar...
O album é bastante longo, mas acaba por ser uma bela experiencia deixar isto a rodar sem receio, e quando dão por ela estão a bater o pé e a mexer a cabeça..e para um album com estas referencias é mais que suficiente para se tornar quase viciante.
Ouçam e façam o download aqui:
Irradiate - R.D.D.
Hate, Kill, Destroy!!!
Irradiate são uma banda paralela de dois membros de Mitochondrion....extremo e violento na tradição dos miticos nomes canadianos..o ep funciona em pleno se gostam daquele Death/Black mais animalesco e extremo.
O ep é de download gratis...se interessar é clicar em baixo!
Hexis - Abalam
Ouvir o novo album de Hexis é o mesmo que dizer que nos proximos 25 minutos o mundo não só desaba aos vossos pés como se irão sentir no meio de um vortex tempestuoso carregado de malicia e extremismo sonoro como só a banda dinamarquesa sabe fazer.
Para quem não os conhece imaginem os franceses Celeste envolvidos em nitroglicerina a explodir ainda com mais violencia á vossa frente é que realmente é mais uma vez isto que vamos ouvir, um hibrido de Dark-Core e Black extremo que enama um ambiente negro e sufocante que faz vir ao de cima os nossos pesadelos mais assustadores...aliás neste ponto a banda tambem "evoluiu" porque ao invés de mostrar ambientes mais frios e sinistros no artwork desta vez virou-se para os exorcismos e possessões, algo que embora ligado ao que criam e ao nome da banda nunca o resultado final tinha mostrado bem a besta que esta banda realmente é...
Este é um daqueles albuns onde em pouco mais de vinte minutos os nossos demonios são expulsos, não para fora do nosso corpo mas transferidos daquilo que se ouve para nós...deixam-nos num estado meio catartico e deliciados a sentir todo aquele odor a enxofre e fumo que isto deixa no ar..isto sem recorrem a ambientes faceis e depois os doentios riffs e a bateria (imagem de marca do projeto) são algo que mais uma vez não dá treguas a nada nem a ninguem..
Talvez o registo mais poderoso da banda até hoje, e a curta duração funciona para nos tentar demonizar de muita coisa ao invés de explusar algo.
Talvez achem a produção meio "mastigada", mas para um album que explora este tipo de som as coisas não se querem bonitas e acreditem tudo aqui é feio e nada agradavel...mas que acaba por nos fazer sentir possuidos por algo lá isso faz ou então é a confirmação que o demonio Abalam existe mesmo e Hexis não são nada mais do que a legião "barulhenta" que o segue..
Tenebroso!
Para quem não os conhece imaginem os franceses Celeste envolvidos em nitroglicerina a explodir ainda com mais violencia á vossa frente é que realmente é mais uma vez isto que vamos ouvir, um hibrido de Dark-Core e Black extremo que enama um ambiente negro e sufocante que faz vir ao de cima os nossos pesadelos mais assustadores...aliás neste ponto a banda tambem "evoluiu" porque ao invés de mostrar ambientes mais frios e sinistros no artwork desta vez virou-se para os exorcismos e possessões, algo que embora ligado ao que criam e ao nome da banda nunca o resultado final tinha mostrado bem a besta que esta banda realmente é...
Este é um daqueles albuns onde em pouco mais de vinte minutos os nossos demonios são expulsos, não para fora do nosso corpo mas transferidos daquilo que se ouve para nós...deixam-nos num estado meio catartico e deliciados a sentir todo aquele odor a enxofre e fumo que isto deixa no ar..isto sem recorrem a ambientes faceis e depois os doentios riffs e a bateria (imagem de marca do projeto) são algo que mais uma vez não dá treguas a nada nem a ninguem..
Talvez o registo mais poderoso da banda até hoje, e a curta duração funciona para nos tentar demonizar de muita coisa ao invés de explusar algo.
Talvez achem a produção meio "mastigada", mas para um album que explora este tipo de som as coisas não se querem bonitas e acreditem tudo aqui é feio e nada agradavel...mas que acaba por nos fazer sentir possuidos por algo lá isso faz ou então é a confirmação que o demonio Abalam existe mesmo e Hexis não são nada mais do que a legião "barulhenta" que o segue..
Tenebroso!
Ogdru Jahad-I
Quando a musica extrema nos dias de hoje começa mesmo a prestar atenção aos mestres do genero acabam por sair albuns que mesmo passando ao lado de toda a gente são autenticos compendios de reciclagem doentia com uma carga de demonismo absolutamente brilhante.
É o caso dos dinamarqueses Ogdru Jahad, projeto silencioso que se tornou por aqui nos ultimos tempos numa especie de entidade de culto pelo menos uma vez por semana.
Quando falo em culto, não se trata como poderá parecer á primeira vista de mais uma missa negra sonora carregada de liturgias e cantigos para acender umas velas, num sentido literal, aqui as coisas funcionam de forma mais perversa, demoniaca de cadencia repetitiva e gerada numa espiral de insanidade ou não estivesse a loucura do horror literario do HPL presente e crucificada com a cristandade.
Adoração total ao legado atual e não atual de nomes que vão de Blasphemy, Beherit, VON até aos lideres Black Witchery é aquilo que Ogdru Jahad nos oferecem em bandejas de podridão e em calices de sangue mal cheiroso originando um autentico banquete seguido de uma orgia onde se fodem todos os santinhos e anjinhos presentes no paraiso..acabando tudo num autentico massacre carnal celestial, alias o titulo da ultima faixa "It´s Done" acaba por exemplificar toda a heresia libertada até ali.
Um album que é de uma intensidade estranha e com uma aura absolutamente demoniaca como não é muito usual ouvir nos dias de hoje ou pelo menos retratada de uma forma tão magnetica que nos puxa totalmente e dá vontade de fazer coisas más ás congregações do criador espalhadas por ai..
Intenso muito intenso e quando ouvido em demasia poderá provocar alguma demencia fisica e espiritual que nos arranca todo e qualquer sorriso palerma da cara.
Obrigatorio e talvez o nelhor antidoto para o proximo album de Inquisition....praise satan, share death!
Windmill of Corpses-Demo
Fantastico!!!
Extremo!!!
Refrescante!!!
Ladies and Gentleman may i present to you Windmill of Corpses....
Zatokrev-The Bat, the Wheel and a Long Road to Nowhere
Os suiços Zatokrev andavam a ameaçar e tanto ameaçaram que finalmente conseguiram meter cá fora um album que capta na plenitude todas as boas indicações deixadas no passado.
Numa altura em que o Blackened Sludge americano parece estar a perder ligeiramente fulgor, resta ao lado europeu fazer as coisas de forma simples sem floreados ou trvismos que por vezes são meio parolos..e mostrar como se faz.
Esta é a primeira resposta aquilo que costuma vir do outro lado, os pontos são os mesmos, as influencias as mesmas só que aqui existe algo que define as coisas.
Poder, força, perseverança ou algo do genero e neste aspeto este album está bem no ponto.
Impossivel ficar indiferente á formula extrema vs ambient vs postqualquercoisa a que banda nos consegue submeter ao longo das 9 faixas que compoem este "The Bat, the Wheel and a Long Road to Nowhere", impossivel mesmo.
Os riffs são do melhor que se ouviu este ano, o groove é assustador e os temas são de uma qualidade acima da média, quer a banda provoque um tremor de terra como o que se ouve numa "9", quer a banda entre em campos que lembram os melhores momentos de uns Overmars ou AmenRa de uma "Angel of Cross", que curiosamente tem uma passagem vocal que lembra a Laura de Kylesa, mas que afinal é nada mais nada menos que o vocalista Frederyk Rotter num registo trabalhado em estudio..
Ou seja um album que percorre varios campos todos eles ligados entre si, direta ou indiretamente, baralha-os e volta a dar como se de algo novo se tratasse usando uma velha formula que quando usada da forma mais correta provoca estragos á nossa volta e isso aqui não só é mostrado como plenamente conseguido.
Curioso por vezes ao longo do album eu ficar com uma estranha sensação de que a banda antes de começar a compor andou a ouvir alguns albuns e quis mostrar como se faz.
Como exemplo até posso dar uma "Rodeo with Snakes" que simplesmente mostra como deve soar e não como se deve fazer temas sulistas a bandas como Glorior Belli, estranhamente esta faixa abafa totalmente aquilo que eles fizeram nos ultimos registos e nem se precisou do fator choque....
Outra das coisas que realmente me fez colar a este album foi a intensidade com que os temas fluiem entre si, as diversas influencias diluidas na propria monstruosidade em que Zatokrev se tornou..experimentem ouvir uma Medium ou The Bat bem alto, é que se forem saudosistas do lado extremo de Neurosis isto irá atenuar ligeiramente essa tristeza, sim verdade até a voz do Fred se assemelha aos tempos do Kelly raivoso..
Este album é daqueles trabalhos (colossais) que atuam como catalisador emocional que destroi tudo á volta e nos fazem ver de novo outras realidades ainda mais estranhas e bizarras.
Resumindo album essencial para este ano, só é pena ter um artwork tão manhoso e mauzinho..mas que interessa quando a musica que se ouve soa assim?
p.s- Se estes suiços criam isto, até fico arrepiado em pensar naquilo que uns Rorcal podem fazer no album a editar no proximo ano...
Numa altura em que o Blackened Sludge americano parece estar a perder ligeiramente fulgor, resta ao lado europeu fazer as coisas de forma simples sem floreados ou trvismos que por vezes são meio parolos..e mostrar como se faz.
Esta é a primeira resposta aquilo que costuma vir do outro lado, os pontos são os mesmos, as influencias as mesmas só que aqui existe algo que define as coisas.
Poder, força, perseverança ou algo do genero e neste aspeto este album está bem no ponto.
Impossivel ficar indiferente á formula extrema vs ambient vs postqualquercoisa a que banda nos consegue submeter ao longo das 9 faixas que compoem este "The Bat, the Wheel and a Long Road to Nowhere", impossivel mesmo.
Os riffs são do melhor que se ouviu este ano, o groove é assustador e os temas são de uma qualidade acima da média, quer a banda provoque um tremor de terra como o que se ouve numa "9", quer a banda entre em campos que lembram os melhores momentos de uns Overmars ou AmenRa de uma "Angel of Cross", que curiosamente tem uma passagem vocal que lembra a Laura de Kylesa, mas que afinal é nada mais nada menos que o vocalista Frederyk Rotter num registo trabalhado em estudio..
Ou seja um album que percorre varios campos todos eles ligados entre si, direta ou indiretamente, baralha-os e volta a dar como se de algo novo se tratasse usando uma velha formula que quando usada da forma mais correta provoca estragos á nossa volta e isso aqui não só é mostrado como plenamente conseguido.
Curioso por vezes ao longo do album eu ficar com uma estranha sensação de que a banda antes de começar a compor andou a ouvir alguns albuns e quis mostrar como se faz.
Como exemplo até posso dar uma "Rodeo with Snakes" que simplesmente mostra como deve soar e não como se deve fazer temas sulistas a bandas como Glorior Belli, estranhamente esta faixa abafa totalmente aquilo que eles fizeram nos ultimos registos e nem se precisou do fator choque....
Outra das coisas que realmente me fez colar a este album foi a intensidade com que os temas fluiem entre si, as diversas influencias diluidas na propria monstruosidade em que Zatokrev se tornou..experimentem ouvir uma Medium ou The Bat bem alto, é que se forem saudosistas do lado extremo de Neurosis isto irá atenuar ligeiramente essa tristeza, sim verdade até a voz do Fred se assemelha aos tempos do Kelly raivoso..
Este album é daqueles trabalhos (colossais) que atuam como catalisador emocional que destroi tudo á volta e nos fazem ver de novo outras realidades ainda mais estranhas e bizarras.
Resumindo album essencial para este ano, só é pena ter um artwork tão manhoso e mauzinho..mas que interessa quando a musica que se ouve soa assim?
p.s- Se estes suiços criam isto, até fico arrepiado em pensar naquilo que uns Rorcal podem fazer no album a editar no proximo ano...
This Gift Is A Curse - I, Guilt Bearer
ThisGiftIsACurse foram e tem sido o som dos ultimos tempos por estes lados, e quando se julgava que o cadaver do movimento Post-Core já estava mais que devorado por milhares de vermes eis que surge uma oferenda vinda da Suécia que não só me parece dar mais uma estocada no corpo inerte do movimento como ainda se diverte a usa-lo para um pseudo-ritual de contornos macabros.
Estranha definição não é?
Mas quando ouvirem o novo album da banda com saida agendada para o proximo mês de maio, vão entender o porquê, mas mesmo assim vou tentar descrever isto..
Este album para além de ser uma das coisas mais venenosas e excentricas que ouvi nas ultimas semanas consegue criar uma sonoridade que aos meus ouvidos soa como um orgasmo seguido de espancamento.
A sonoridade base é algo com raizes no Core, a voz é agreste, rispida e mal disposta como se pretende, mas tal como aconteceu com bandas como os excelentes Celeste de França estes moços conseguem baralhar as cartas transformar as coisas de uma forma intensa que atualmente só encontre luta no material de AmenRa ou nos "novos" Rorcal.
Não que isto seja doce como mel ou pegue naqueles jogos de fantasia que nos deixam a pensar ou a magicar com as estruturas ritmicas que nos mexem com os sentidos, aqui tudo se gere pela violencia e dureza daquela que geralmente só se encontra naquelas boas bandas que sabem ler e aplicar aquele ocultismo sonoro que nos atira para um abismo musical bastante negro.
Principal destaque deste album é sem duvida o elegante e espinhoso ambiente que é adicionado á tal base Core que falei em cima, ambiente esse que se consegue fundir de uma forma bastante inteligente no meio daquela metalurgia ferrugenta ou dito de outra forma a TGIAC conseguem soar soar como um filho bastardo dos primeiros albuns de Cult of Luna, do Blackened Sludge norte-americano e onde tudo nasce ou é criado num estranho ritual dissonante que bem poderia ter sido feito por alguns dos nomes maiores do Extreme Metal de contornos mais estranhos e vanguardistas..
São nove faixas, nove entradas diretas para as profundezas do Inferno, nove momentos de panico sonoro, nove murros no estomago, nove fogueiras que nos vão consumindo lentamente, nove ligações que se transformam no som de sinos partidos e engolem toda a luz á sua volta.,
Dinamico e criativo o suficiente para deixarem um rasto de enxofre á sua passagem TGIAC mostram aqui que afinal quando se viola e esventra um estilo ainda podem surgir coisas tão doentias que nos deixam com aquela sensação de "medo" mesmo em alturas onde se julga que nada mais existe a fazer.
Não acreditam, ouçam então as seguintes faixas, The Sound of Broken Bells, I Will Swallow The Light, Inferno ou a faixa de abertura The Swarm no meio da escuridão e depois digam que não avisei..
Recomendadissimo e obrigatorio.
O album está em pre-order no site da Discouraged Records e a banda tem duas datas marcadas para Portugal com Hexis (boa cena!) em Setembro dias 29 (Braga) e 30 (esta sem sitio ainda).
Deixo-vos aqui o album para escuta total..enjoy, this is sickshit!
Colosso-Abrasive Peace
E assim nasce um pequeno monstro.
Os nacionais Colosso estreiam-se este ano com o seu primeiro album Abrasive Peace, trata-se de um projeto criado pelo Max Tome musico associado a BlackSwan e Under Fetid Corpses que aqui se junta a nada mais nada menos que Dirk Verbeuren, musico de renome com um passado que fala por si, senão vejamos Scarve, Soilwork, Devin Townsend, Aborted são algumas das bandas por onde emprestou a sua clase.
E assim está dado o mote para a meia hora de Metal que se ouve no album, onde o duo percorre de uma maneira demolidora aquilo que mais se pratica nos dias de hoje dentro daquilo que se julgarmente se poderá chamar de Extreme Metal.
Não, aqui não vão encontrar as tendencias absurdas de 90% das bandas nacionais em tentarem ser mais uns clones de Lamb of God e coisas do tipo, aqui aposta-se em criar algo diferente e que não caia facilmente no esquecimento e com resultados mais que satisfatorios.
À primeira vista ou melhor escuta isto poderá soar como um aborto saido de Behemoth atual (sem aqueles truques de estudio e a forma como se vocifera aqui lembra um pouco os tiques do Nergal), Meshuggah (curiosamente o titulo do proximo album destes é Koloss) e Hate Eternal, alias parecem-me ser as referencias mais obvias, mas a forma como este projeto consegue captar o espirito bruto dessas bandas e molda-lo a sua maneira é algo bastante bem conseguido.
Soa extremo, muito extremo e os temas e principalmente a instrumentalização fazem crer que os musicos sabem muito bem os terrenos onde se movem, e as ligeiras associações a uns Fear Factory, SYL ou até mesmo Ulcerate ou The Amenta ao longo do album criam aquele efeito estranho de estarmos a ser espancados com que sai das colunas, ouçam por exemplo a faixa que fecha o album Unplugged From The World só para dar um exemplo do que estou a dizer, alias a propria forma como os temas estão dispersos ao longo do album resulta bastante bem encaixando o puzzle e as suas partes mais eletronicas vs extremismo num autentico mural sonico que nos remete um pouco para a loucura que o senhor Devin Townsend aplica nos seus registos mais demoniacos.
Já tinha gostado bastante do tema de avanço do album, embora ainda em fase embrionaria, mas depois de ouvir o album fiquei ainda mais surpreendido com o resultado final.
Death-Metal moderno, cheio, poderoso, com toques de sci-fi pelo meio mas que não vai deixar ninguem indiferente, pelo menos eu não fiquei, excelente surpresa mesmo.
Já agora se estiverem interessados o album pode ser descarregado gratuitamente no site do projeto, basta para isso seguirem este link: http://www.colossometal.com/abrasivepeace/
Dead In The Dirt-Fear

A vida é uma coisa maravilhosa não é?
Estão a ver coisas fofinhas?
São bué de sorridentes e andam de mãos dadas com a alegria?
Caminham por prados verdejantes e sentem o amor no ar, não é?
Então tomem lá um docinho e tirem esse sorriso parvo da cara!!
http://www.mediafire.com/?9cnha94og6sc3p2
PUMBA!!
(Nem meto video nem som para não estragar a surpresa!!)
Enabler-Eden Sank To Gief
Enabler.
Imaginem um camião a vir na vossa direção, passa-vos por cima, ficam todos fodidos no chão a contorcerem-se com dores e de repente aparecem ainda aparecem uns filhasdaputa que vos enfiam um sopapos na tromba.
È assim Enabler e está feita a review!!
FODIDO, SIM MAS MUITO BOM!!
http://www.mediafire.com/?3yoztzvehod
Dephosphorus-Axiom
Dephosphorus são um autentico cocktail molotov daqueles usados nas manifestações gregas.
Sonoridade verdadeiramente caotica e violenta onde o trio de musicos vindo de Atenas passa em revista e explora as mais variadas formas de espancamento sonoro, criando um gigantesco petardo de proporções epicas destruindo tudo á volta.
E ao falar em destruição é mesmo aquilo que se sente ao ouvir estas sete faixas que compoem o seu primeiro trabalho de nome "Axiom".
Nem chega a meia hora, mas acreditem que é tempo mais que suficiente para a banda mostrar que este Astrogrind (como definem aquilo que fazem), não está aqui para ser levando ou tratado de uma forma leviana.
Com as bases digamos vincadas nuns Converge, The Secret ou Alpinist a banda redefine as coisas e trás até si por vezes algumas das normas delineadas por bandas como Anaal Nathrakh que a nivel de violencia acabam por ser uma influencia notoria, embora sem o toque mais BM que os ingleses exploram, aqui como disse os gregos esticam mais a corda para uma especie de Hate-Core verdadeiramente filhadaputa e insano.
Faixas como a Continuum ou a Collimator (que abrem o album) têm o condão de deitar abaixo o mais fiel seguidor destas sonoridades, enquanto outras como a On the Verge of an Occurence nos levam a crer que estamos num meio de um moshpit cercados por gajos com cara de poucos amigos..
Uma formula que bem vistas as coisas poderá não ser muito original (isto no lado instrumental), mas a maneira como nos espetam este autentico Knife Missile no meio das trombas faz esquecer tudo o resto.
Como escrevi na primeira frase um cocktail que tem como ingredientes o mais violento Hard-Core atual, a nitroglicerina saida do Crust, os pregos do Grind...tudo incendiado por um rastilho de Extreme Metal que depois de ser atirado soa assim ao cair no chão:
Já agora o abum é gratis podem saca-lo atraves deste link:
http://dephosphorus.com/download-axiom/
Recomenda-se bastante!!
Ulcerate-The Destroyers of All
O novo The Destroyers Of All dos neo-zelandeses Ulcerate, continua a sua descida lenta em direção ao abismo inicialmente escavado pelos Gorguts no mitico Obscura, ponto acente e nada mais a acrescentar.
Só esta frase chegava para definir novamente a genialidade musical que este (agora) trio consegue criar nos seus registos, especialmente nos dois ultimos albuns, já que o peso da banda está como que naturalmente embrulhado na suprema tecnica que a banda consegue invocar ao longo das musicas deste album.
Falar em tecnica e DM continua a ser um pau de dois bicos, já que ou se consegue realmente criar algo digno ou então as coisas tornam-se num aborrecimento quase mortal, não vou mencionar nomes, mas em alguns casos a masturbação sonora é tão degradante (no mau sentido) que mete dó.
Não é o caso da banda do Paul Kelland que como escrevi consegue equilibrar o som e encaixa-lo dentro de um cubo magico que para além de criar adição acaba por despertar os nossos sentidos.
Quem os conhece já sabe minimante o que esperar, um som pesado carregado de dissonancias onde a tecnica dos instrumentos se funde com um carregado sentido de morbidez planante, algo como uma banda de DM como os Immolation comecassem a tocar Post-Rock.
Conseguem visualizar uma coisa destas?
Pois realmente é bizarro, mas igualmente bem feito, onde as estruturas das musicas parecem ganhar vida e uma estranha envolvencia que só aquelas bandas especiais conseguem desenvolver quando pegam em instrumentos musicais, aliás convem escutar com muita atenção aquilo que o baterista Jamie Saint Merat aqui mostra ou por outras palavras isto é um dos desempenhos mais incriveis que ouvi até hoje num album de musica extrema.
Paralelamente ao album anterior este novo album afunda-se ligeiramente mais no aspeto criativo e por vezes mais "suave", onde a espinha do Post dissonante é a base do corpo e a partir daqui os orgãos se vão fazendo e desfazendo á medida que o album se vai mexendo e remexendo num lamaçal de podridão aveludada.
Pontos altos são praticamente todos, e até agora não consegui ouvir ou visualizar nenhum aspeto negativo, mas mesmo assim destaco a 1º faixa de avanço "Dead Oceans" (que podem ouvir em baixo), a monstruosa faixa titulo "The Destroyers Of All" que ao longo de 10 minutos mostra tudo o que de melhor se pode encontrar neste estilo, e a violenta "Cold Becoming", embora as restantes sejam claramente do mesmo nivel..
Balançeado, poderoso, calmo quando precisa ser e muito mais claustrofobico|dissonante que o anterior a banda aqui não faz mais que continuar a sua evolução, mexendo em pouco, mas onde mexe soube estruturar simplesmente o necessario e não caindo na singela esparela com o selo superduper tecnical Death-Metal.
Confirmam sem a menor duvida que são atualmente o maior nome de DM digamos mais progressivo e tecnico e voltando ao inicio do texto, uns dignos sucessores de Gorguts.
Obrigatorio.
http://www.mediafire.com/?ab5w1x5mjdaf2aa
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