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Xasthur-Portal of Sorrow



Ora bem Xasthur....
Falar/criticar acerca dos albuns de Xasthur não é algo muito agradavel, primeiro porque a abordagem com que o Scott Conner encara o BM não é nada doce e segundo a coisa continua a ser dos poucos a construir musica com uma estranha sensibilidade e que por vezes nos dá autenticos nós na garganta.
O Portal of Sorrow (que é o canto de cisne do projeto) apenas vem confirmar mais uma vez todos estes aspetos e quem tiver a oportunidade de viver este pesadelo sonoro, vai precisar de um estomago bem forte, porque a carga venenosa aqui presente não é (mais uma vez) para todos.
Mas antes de mais está-se a falar de Xasthur e da tal maneira de criar BM que falei, nada bonitinha, nada trendy ou whatever...
Na minha opinião este album é das coisas mais arriscadas, assustadoras, de digestão dificil para não dizer enjoativa criadas pelo Malefic.
Quando soube que a Marissa Nadler iria ter um papel preponderante neste album e depois de ouvir a musica da senhora, nem sabia o que pensar, porque os dois musicos estão em dois mundos quase opostos e ou faziam algo verdadeiramente intenso ou caiam no erro de embelezar o album com substancias que nada tinham a ver com o universo Xasthur.
Pois bem o que o Malefic acabou por fazer foi nada mais que usar o fantasma da senhora e dissolve-lo pelo album, já que o toque rustico e solitario que a voz dela dá as musicas aqui presentes acabam por ter algum impacto e resultam bem, mesmo com uma participação vocal que deambula entre ghost choir e o spoken word consegue chocar com as cortantes projeções astrais tipicamente Xasthur acabando por "demonizar" totalmente o album.
Como já deu para entender o Portal of Sorrow não é um album para ser ouvido em convivencia ou em familia, nem para muitos sorrisos, nem para qualquer um, nem será um marco do estilo, mas é algo criado com um delicioso toque de mau gosto funerario que nos consegue unir com a musica, e neste aspeto achei curioso o certo ambiente Nortt que aqui se sente, não que seja uma novidade...
Musicalmente é algo bastante simples, por vezes tosco mesmo e parece estar dividido em duas partes, uma primeira mais suave e a final mais agreste e bem mais interessante na minha opinião.
Metade dos temas parecem construidos para absorver apenas a voz da Nadler, mas onde realmente as coisas funcionam é a partir do meio do album até ao final, já que é aqui que o lado mais agoniante e bizarro de Xasthur ganha mais interesse...
Um dos males deste album é mesmo a duração, porque acabamos por perder um pouco as mãos dentro das vestes brancas da Nadler enquanto lhe acariciamos o corpo frio, menos 3 ou 4 faixas não ficaria nada mal e uma sessão mais extrema de necrofilia entre as duas vozes como acontece aqui em alguns temas acredito que daria um carisma ainda mais macabro ao album.
Por poucas palavras aquilo que se pode dizer do funeral de Xasthur é que podia ser melhor, mas mesmo não sendo consegue mostrar mais uma vez o porquê da visão que o Corner tem acerca da musica.
Escutem apenas nos vossos dias mais fodidos e na mais completa solidão....porque só ai as coisas ganham efeito...
http://www.mediafire.com/?tuqkmbcyzmd

Nekros Manteia-Deus Otiosus


Já aqui escrevi varias vezes que a Australia é atualmente um viveiro de boas bandas dentro da Musica Extrema, mas se o lado DM é aquele que tem requerido mais atenção, convem dizer que dentros de outros universos mais estranhos as coisas por lá continuam em constante ebulição.
Se os Mournfull Congregation são atualmente bem secundados por uns espantosos The Nihilistic Front, chega agora a vez do lado mais depressivo do BM ter uma banda apostada em tomar o lugar dos imensos Abyssic Hate.
Falo claro dos desconhecidos Nekros Manteia, banda que mostra agora o seu primeiro longa duração e que se assume pelo menos a partir deste album como uma das melhores e mais interessantes propostas dentro do Depressive Black Metal actualmente, mas vamos por partes.
Este album agora editado, já estava gravado ao que parece desde 08, mas só agora uma editora teve coragem para remexer este autentico ninho de serpentes...
Realmente espantoso o que se ouve durante estes poucos mais de 40 minutos, consegue atirar-nos para um imenso oceano de criatividade e sufocamento sonoro como não tenho apanhado dentro deste genero ultimamente.
A banda consegue pegar em fragmentos que vão desde Abyssic Hate, Silencer até Forgotten Tomb antigo e dissolve-los dentro de um caldeirão de experiencias mal sucedidas dignas de uns Shining dos bons velhos tempos, tudo isto polvilhado com uma bizarria sonora completamente macabra e assustadora que nos une com uma qualquer mente psico (confiram os 12 minutos da imensa "Gloom Perfidious").
Existem aqui algumas participações especiais, o The Curator de Portal dá um toque demoniaco ao tema que falei em cima, o vocalista de Be´Lakor tambem dá aqui uma ajuda, mas na minha opinião Nekros Manteia nem precisava disto para tornar o album numa autentica obra de arte completamente distorcida, mas estas ajudas ainda tornaram o album numa viagem ainda mais fodida.
Destaco tambem no meio deste inferno musical a fantastica melodia vinda por vezes das guitarras criando uma especie de paraiso verdejante no meio deste antro de podridão que confere ao album em determinados momentos pausas que nos dão um pouco de ar para logo de seguida sermos novamente empurrados para dentro de um tanque cheio de agua ou sermos novamente esfaqueados pelo som da banda.
Um album que se tem tornado realmente especial e intimo, daquelas coisas que se tornam demasiado pessoais e intransmisiveis, mas que resolvi partilhar aqui.
Decididamente uma das coisas que mais me impressionou nos ultimos meses e um autentico tesouro a ser descoberto por seres que tenham uma certa vida estranha...por mais engraçados que sejam aos olhos dos outros.
Obrigatorio!
http://hotfile.com/dl/36248193/07b6a38/Nekros_Manteia%282010%29.rar.html

Woods of Desolation-Sorh


Apenas para ajudar a tornar os vossos dias um pouco mais gélidos deixo aqui o novo ep de Woods of Desolation.
Não existe muito a dizer sobre esta banda australiana com fortes ligações a Austere e Nazxul, aquilo que criam fala por si..
BM ambiental de contornos outonais,por vezes sujeito a ataques de desespero sonoro que quase traz á memoria uns Summonig iniciais, isto se eles fossem mais virados para as quedas de neve e não tanto para a Terra Media.
No geral é um excelente ep ,perfeito para se ouvir nestas alturas enquanto se olha pela janela e a chuva vai caindo lentamente,não que isto seja mais uma banda de BM depressivo,porque acho que não o seja assim tanto apesar dos ambientes aqui mostrados.
A musica actua mais num plano de introspeção e viagem e não tanto na parte do "coitadinho de mim",erro em que muitas bandas actualmente estão a cair e em muitos casos soando quase pateticas.
São pouco mais de 25 minutos divididos em 4 longos temas que conseguem na perfeição retratar muita da coisa que conseguimos ver pela janela durante esta altura do ano:
Vento,chuva,frio,folhas a cair e um silencio humano morbido por vezes misturado com sofrimento (de onde sai o titulo do ep já agora) ou não fosse nesta altura do ano que as taxas de mortalidade costumam aumentar por esse mundo fora..
http://www.mediafire.com/?emyyrqmjl1h

Shining-VI/Klagopsalmer



O Kvarforth disse uma vez o BM não precisa de ser tocado por pandas para ser algo negativo.
Afirmação polemica de uma criatura que sempre procurou problemas e que certamente criou ainda mais odio contra eles.
E se até aqui a banda ainda deslizava as laminas na sua musica neste novo Klagopsalmer o que se ouve é um corte quase radical com o passado.
Se bem que bem vistas as coisas de uma maneira mais musical este album é uma continuação logica dos anteriores trabalhos embora desta vez o lado BM se transformou em algo diferente daquilo que já fizeram.
Primeiro o uso dos solos masturbatorios que lhes conferem um irritante e abusivo ambiente CoB,parece que são colados para chatear mesmo o pessoal que gosta da banda.
Segundo o ambiente estranhamente cativante dos temas,que dão uma ideia de presente envenenado.
E terceiro mas não menos importante a total declaração de fuck off que a banda aqui manda para cima de todos sejam eles fans ou não.
È que o album deambula de maneira que tão estranha que chega a conter quase todos os condimentos para ser detestado por um qualquer fan de musica mais extrema,só que esses mesmos condimentos são misturados e acabam por ser absorvidos no meio desta nova fase de Shining.
Já falei dos solos muito Metal da "Fullständigt Jävla Död Inuti" mas até a propria voz deixa um pouco aquele ambiente classico de Shining e atira-se de cabeça para outros dominios que nos fazem franzir os olhos e a pensar what a fuck?!.
Acredito que fosse isto mesmo o que o Kvarforth teria em mente a quando da composição do trabalho,chocar um pouco com a actual cena BM e porque não entrar noutros campos o que na minha opinião acaba por ser conseguido.
Alguem se lembraria de ouvir aquelas passagens de samples/coros na Vilseledda Barnasjälars Hemvist meio Cradle Of Filth aqui há uns anos,ou aquelas vozes RammsteinmeetsGoth da cover(que por acaso está muito boa diga-se) de Seigmen?
Não me parece.
O homem até cospe numa dessas passagens como que a imaginar-nos a ouvir aquilo...
O grande problema deste album é as musicas parecerem basicas,mas na realidade não o são, uma Plågoande O'Helga Plågoande cabia perfeitamente num Halmstad e a estrondosa faixa final Total Utfrysning podia muito bem ser uma actualização daquilo que já fizeram na sua fase mais misantropa aos dias de hoje.
È Shining?
Sim e não se quisermos ser corretos,sim porque é um album fodido e abusa um pouco connosco e não porque aqui encontram-se sons que não lembram ao Diabo quando se fala da banda sueca.
Resultado positivo?
Bem positivismo nunca foi uma palavra que ande de mãos dadas com Shining e aqui em vez de se sentir um pouco de odio contra tudo e contra todos esse mesmo odio vira-se para a propria banda como se isso fosse algo procurado por eles.
Corta com o passado como a propria banda queria e se abre algumas portas para outros lados não sei,mas uma coisa tenho a certeza vai abrir algumas feridas nos fans mais devotos.
Não é um mau album como se tem visto por ai,pode é dar a ideia (errada) que as peças não encaixam entre si e usa/abusa/goza bastante da nossa cara mas tambem que se poderia esperar deles?
Um sorriso?
Só se fosse depois de nos mandarem foder....a ironia é fodida.
http://www.mediafire.com/download.php?3tjgjmnnww4

Khanate-Clean Hands Go Foul


"This album represents the final nail in the coffin"
Esta frase representa este album em varios sentidos.
Primeiro porque supostamente é mesmo a ultima gravação da banda e em segundo lugar é tão bom que prega mesmo uns pregos no caixão do cadaver sempre putrefacto de Khanate.
Antes de porem o veu negro e comecarem a derramar lagrimas primeiro vamos velar o corpo aqui exposto.
Este registo gravado entre 05 e 08 mostra a banda num pico de forma arrepiante o que me leva a pensar se realmente esta não seria mesmo a melhor altura para deixar ainda mais marcas na musica extrema actual para além daquela que já conseguiram criar até hoje.
O material aqui contido (pouco mais de 35 minutos) é na realidade muitissimo bom e mas uma vez deixa os milhares de clones a anos-luz de distancia.
Bem, falar em luz num registo destes é mais uma maneira ironica de o caracterizar já que o que se ouve aqui não é propriamente musica para ouvir num domingo a tarde com o som dos passarinhos lá fora a cantar.
Decadente,solitario e mais uma vez saido e envolvido em ruinas banda do Alan,James,O´Malley e Wyskida mostra com quantas overdoses sonoras um ser humano pode entrar em paranoia.
E isto mais uma vez é conseguido de uma forma inteligente,nada agradavel,opressiva e raivosa ao longo da musica que a banda mostra.
O Dubin chega a meter impressão na forma como rasga as cordas vocais,SOMETIMES I M ALIVE,berra ele na Clean my heart, eu acrescento pode estar vivo ás vezes mas a morte deve pairar por cima do homem como uma nuvem negra desde o primeiro abrir de olhos...ou melhor acho mesmo que é a propria morte que o controla e usa para mostrar quanto fascinante pode ser o outro lado.
Uma coisa que gostei imenso foi o "ruido" mais directo e droniano que a banda mostra quase se fica com a ideia que se está a ouvir e ver a banda a nossa frente coberta de fumo onde apenas se dislumbram vultos/fumo e vozes a ecoarem e a puxarem-nos para dentro de outra dimensão,aparentemente mais real que aquela que vivemos....estranho.
O funeral está a comecar o caixão foi fechado....ponham o véu agora levantem a urna e caminhem em procissão até uma falesia e deixem-no cair....e olhem para a tempestade a vossa frente...estão lá no meio..
http://www.megaupload.com/pt/?d=8A4DUQON

Celestiial|Blood of the Black Owl-"S/T"

Bem vou falar agora de uma coisinha que aterrou aqui há uns dias e me deixou de orelhinhas bem no ar.
Não é muito comum nem normal falar de splits embora uma vez ou outra o faça.
Não que não goste do formato mas na grande maioria das vezes existe um certo balanço entre o mau e o bom e poucas vezes encontro splits que funcionem na perfeição.
Mas existem excepções as vezes com se veio a tornar este brutal trabalho de Celestiial e Blood of the Black Owl.
Duas bandas que acabam por surpreender bastante pela musica e ideias que conseguem transmitir ao longo destes dois longos e brutais temas de Post-BM.
Confesso que das duas apenas conheço o trabalho de BotBO (alias que curto imenso),Celestiial eram uns perfeitos desconhecidos mas que acabaram por se tornar numa excelente descoberta por estes lados.
Como referi este trabalho conjunto encontra-se divido por dois temas bastante longos mas que me parecem ser bastante apelativos para quem gosta de varias sonoridades que vão desde o Folk passando pelo Post seguindo pelo BM mais experimental até ao Drone.
Os primeiros (Celestiial) fazem ao longo de 15 minutos a uma especie de voo nocturno por dentro de uma sonoridade que se começa por situar entre o Folk e o Ambient para ir descambar num BM de tendencias funerarias e extramente lentas no qual a voz surge como um grito de desespero no meio daquele quadro sonoro bastante triste e penoso,resultando numa excelente musica.
E se Celestiial elevam a qualidade deste registo a niveis estratosfericos Blood of the Black Owl não lhe ficam atras.
Mais um tema gigante e mais uma vez com um som que anda a divagar por diversos antros e bem mais psicotronico que o anterior.
O Post-BM criado pelo Chet W. Scott vai buscar influencia a um sem numero de estilos e generos desde o Shoegaze até ao throat singing(aquela parte final lembra bastante o trabalho do Csihar em Sunn O))) ) passando pelo folk até descambar no Drone.
È um bocado bizarro falar disto tudo em apenas um tema mas sinceramente só mesmo ouvindo porque isto é um mar de ideias e criatividade extrema com uma beleza tocante e uma sensibilidade musical um pouco fora do comum.
Pouco mais existe a dizer a não ser que este é para mim o melhor split que ouvi este ano.
Exprimentem que isto é BRUTAL.
http://www.megaupload.com/pt/?d=8RGKJR3T

Ars Diavoli - Pro Nihilo Esse


São actualmente a minha banda preferida de BM feito em Portugal.
Depois da excelente demo surge agora o novo registo deste projecto liderado pelo Vilkacis musico ligado a Malleus e Lux Ferre.
E se nessas bandas o terrorismo sonico atingue proporções verdadeiramente arrasadoras em Ars Diavoli procede-se a contagem dos corpos que ficam espalhados depois da passagem da nuvem nuclear e ainda por cima sem qualquer sentimento de compaixão pelas mesmas.
Tal como diz o titulo Pro Nihilo Esse frase em Latim que quer dizer mais ou menos que não somos nada ou não o queremos ser aqui o ambiente aproximasse exactamente á frase já que para além da distorção penante dos instrumentos a agonia lirica acaba por sufocar qualquer ser vivo por mais pequeno que seja.
Com uma estetica bastante influenciada em bandas como Burzum dos aureos tempos mas sem aquele ambiente florestal e nocturno a banda acaba por distorcer esse sentido e transforma-o numa viagem pela podridão mais urbana e decadente,alias como está bem patente na capa do album.
Deixam esse cliché antigo de lado e dão uma imagem diferente e mais moderna ao que aqui se ouve e que acaba por funcionar.
As musicas como já deu para perceber não são nada agradaveis nem são para serem ouvidas num ambiente de felicidade pessoal,acabam antes por ser tornar em autenticos hinos de destruição.
Riffs distorcidos e cobertos com uma fina camada de sangue gelado percorrem todo o album e nalguns casos existe a adição de uns teclados que embora simplistas conseguem criar momentos verdadeiramente arrepiantes como por exemplo é o caso do tema titulo "Pro Nihilo Esse",alias aquele inicio lembra-me uma cena estranha e muito Angelo Badalamenti meets Mark Snow(Laura Palmer e X-files) quem conhece talvez tenha a mesma precepção que eu.
Outra musica que acho genial é a "Vis Compulsiva" com uma batida estranhissima e um som de guitarra demente e sufocante a voz surge como um grito de desespero perante tudo e todos e aquele sample meio funerario lá por detras é como a banda sonora para o fim de algum de nós...
Um album que consegue captar muito bem aquilo a que se pretende sem rodeios ou estupidez apenas BM daquele mais frio que possa ser criado pela estupida raça humana.
Supera todas as expectativas e principalmente arrasa com muita concorrencia nordica,alemã ou norte americana que por ai anda a surgir.
A ouvir mas como costumo dizer cuidado com os efeitos secundarios.
http://www.myspace.com/arsdiavolibm

Skepticism-Alloy


Finlandia a terra dos mil lagos e do Sol da Meia Noite.
Isto quando bem absorvido e misturado com musica brutal costuma obter um efeito daqueles que fazem cair o mais orgulhoso apreciador de Metal e trazer ao de cima os sentimentos mais tristes que possam ter dentro dele.
Não vou aqui falar das bandas que o fazem vindas de lá porque a grande maioria já é conhecida de todos tanto os novos valores como os antigos.
E por falar em antigos o nome Skepticism é uma daquelas que conseguiu recriar e inovar um estilo que começava a criar raizes mais a baixo na chuvosa Inglaterra com aquela trilogia que todos conhecem embora neste caso a banda finlandesa fosse bem mais assassina e mortuaria.
Quando foi lançado o Stormcrowfleet ou melhor quando o ouvi pela primeira vez numa velha tape aqui há uns anos valentes sinceramente foi algo meio estranho o som era Doom/Death mas nada que se comparasse ao que se ouvia no genero na altura era algo meio Immolation meets Candlemass tocado num registo tão lento como uma marcha funebre.
Mas o que me impressionou foi o ambiente criado pelos temas a aura a volta da musica,não sei havia algo especial naquele album que ainda hoje resiste ao tempo,embora confesse que na altura aquilo ainda era de mais para a minha cabeça.
Fui sempre seguindo a banda de uma maneira curiosa apesar das longas pausas passei pelo Lead and Aether (que muitos consideram o seu melhor registo) até chegar ao imenso Farmakon que considero o seu mais brilhante trabalho até aos dias de hoje e um dos meus albuns favoritos de Doom de tradição mortuaria tal como o SCF.
Só que da mesma maneira que apareciam voltavam a desaparecer no meio da neblina nocturna do seu som e isto para uma banda destas só adensava ainda mais o misterio a volta deles e ajudava a criar o mito.
Chega-se agora a 08 e a banda do Matti regressa com um novo registo e sinceramente desiludiu um pouco na minha opinião.
È certo que apontar uma falha a uma banda deste calibre e uma das criadoras deste estilo é sempre doloroso mas é o que sinto depois das varias escutas a este Alloy embora nas primeiras vezes e talvez devido a excitação o tenha visto de maneira diferente.
Agora existem aqui algumas coisas que convem mostrar primeiro um certo ambiente sorridente se é que a palavra se poderá aplicar na banda,os temas são demasiado simples e com pouca alma por vezes falta aquele feeling "fodasse vou acabar com esta merda de uma vez".
Atenção que com isto não quero dizer que o album não é mau se virmos bem para uma banda "normal" de Death/Doom isto seria um registo acima da media o problema aqui é que são os Skepticism não uma banda qualquer.
È certo que o ambiente missal está patente mas não chega e para muitos novos ou possiveis fans isto poderá ser encarado como uma versão de Swallow The Sun ou Shape of Despair com algumas coisas novas e isso é algo que seria inaceitável para os fans e seguidores da banda,mas provavelmente será o que vai acontecer.
Gostei imenso do March October e do Arrival e isto caros amigos é muito pouco quando se fala destes finlandeses.
A musica fala de tristeza....e este é um album triste não naquilo que se propoe mas naquio que oferece...
No proximo mês a ver como resultam as coisas em Madrid ao vivo(um sonho tornado realidade) mas até lá...não sei se isto me irá excitar ou crescer mais.
Deviam por os olhos em Esoteric talvez...
http://www.megaupload.com/pt/?d=RF4J8GIU

EyeHateGod-Self Medication Blues(20 anos de Auto-Destruição)


São uma das minhas bandas favoritas.
No passado dia 29 de Agosto de 08 a banda realiza um concerto comemorativo dos 20 anos de carreira num local chamado One-Eyed Jack's em New Orleans no estado do Louisiana,terra de onde são originarios e berço do Sludge Metal.
Esta banda para quem não sabe foi e continua a ser uma das maiores infuencias no que diz respeito ao Sludge.
O seu imaginario lirico fala sobre de auto-destruição pessoal,o uso abusivo de drogas entre outras coisas nada agradaveis a vida humana.
Neste registo a banda toca dois temas novos que supostamente irão fazer parte do regresso muito aguardado(bem pelo menos para alguns) desta banda carismatica e uma das criadoras da chamada NOLA scene.
Para além disso são tocados alguns classicos como o "Blank","Jack Ass In The Will Of God","Dogs Holy Life","Dixie Whiskey" ou "Masters Of Legalized Confusion" que demonstram o porquê de serem aquilo que se tornaram nos dias de hoje,uma das bandas mais copiadas e influentes de alguma nova geração de musicos.
Boa qualidade sonora,som muito bem conseguido e que encaixa muito bem na atmosfera claustrofobica da banda....
Quem me dera lá ter estado para presenciar esta nova reunião do Mike Williams e companhia.
http://lix.in/-34343e

Rainroom-Monochrome of Feathers


Com a chegada da epoca das folhas secas é a altura certa para nos tornarmos a embrulhar nestas sonoridade cinzentonas.
E para tornar o vosso dia a dia ainda mais nebuloso deixo aqui mais uma recomendação daquelas que vai por as orelhas no ar a todos os fans de musica deathdoomica mais suave.
Estes finlandeses conseguem neste pequeno e triste registo marcar um pouco o seu territorio,fazendo uma junção bastante interesse de varios universos ligados a este tipo de ambientes.
Com um vocalista que lembra bastante os grunhos do Mikko Kotamäki de Swallow the Sun,alias esta banda é uma das influencias que mais se conseguem identificar, embora se note tambem uma certa sensibilidade vinda de uns Katatonia mais recentes por exemplo,mas não num sentido tão negramente acessivel como os suecos.
Para além da melancolia dos temas adicionam ainda por vezes samples que conseguem dar ainda mais mortandade sonora aos temas como o que acontece no tema "I've never before heard Bird's Wings" que parece dividido em duas partes tão diferentes mais tão iguais mas no qual o efeito melodia depressiva vs brutalidade consegue criar efeitos devastadores principalmente na segunda parte do tema.
Muito disto se deve a dupla de guitarristas bastante influenciados pelos acordes dos senhores Nyström e Norrman alias para se comprovar isso basta comecar a ouvir o "Ba" tema que abre este ep no qual parece que se está perante uns Katatonia com o M. Kotamäki agarrado ao microfone tocar algo baseado nas bandas de origem e com uns toques de Ambiental(samples) para dar colorido(salvo seja) aos temas.
Um excelente ep para quem gosta das bandas que mencionei ou deste tipo de ambientes Outonais e que parece ser uma banda a ter em conta num futuro proximo.
Podem sacar gratuitamente o ep no site da banda aqui:
http://rainroomband.com/ e este é o Myspace

Crystalline Darkness-Melancólica Nostalgia


Primeiro é um pouco dificil falar deste tipo de BM já que estas "coisas" ou são realmente assimiladas e se entra no espirito ou então não vale a pena falar delas.
È o que se passa aqui com CD depois de se encaixar toda esta melancolia quase suicida fica-se meio estranho o que é bom ainda mais para primeiro registo.
Som fortemente inspirado em algumas cenas vindas do USBM e com uns toques meio Burzuescos conseguem passar a mensagem.
Bom trabalho de guitarra talvez o maior destaque aqui em que os muito interessantes riffs ficam meio a ecoar no ar e nota-se que hove bastante trabalho por detras e nos quais se ouve muita da tal inspiração que falei em cima mas não só existe outra banda um pouco fora do estilo mas que a meu ver tambem por lá anda consciente ou insconcientemente,mas aqueles riffs planantes bem poderão ser "ouvidos" em breve numa superbanda ou então não,mas pronto.
Outra coisa que achei interessante é a voz um misto de NH com o Adolfo Luxuria,não soa patetica como por vezes em algumas bandas nacionais e embora lhe falte alguma (mais) agonia ganha em sentimento e resulta perfeita nos temas.
Temas esses em que a lentidão da bateria ajuda a puxar a corda a empurrar a cadeira,apesar de alguns momentos que poderiam ser um pouco mais desenvolvidos como naquela parte no meio do brutal "Abismo",gosto bastante deste e do instrumental final "Momentos" em que a guitarra quase ganha voz no meio daquele ambiente pesado e oceanico....boa despedida.
Muito interessante este registo e juntamente com Ars Diavoli são duas bandas que se assemelham um pouco e que merecem um pouco de atenção num futuro proximo....esperamos que seja tão ou mais negro como aqui.
Apenas mudava o logo...não gosto muito.
http://www.myspace.com/crystallinedarkness

Tragediens Trone - The Cold Depths of Solitude


Numa altura em que se aproxima a actuação de Shining por cá,nada melhor que comecar a entrar no espirito da coisa.
Foram das primeiras bandas a misturar melodia mais "normal" no meio da sala escura onde apenas se vê escuridão e pequenos reflexos de laminas prontas a encontrar bocados de pele e carne.
Eles juntamente com Silencer são das bandas mais macabras e estranhas que se poderão ouvir no meio da solidão acho que isso é mais que sabido e sentido por todos aqueles que gostam do som saido daquelas mentes loucas.
È certo que existem inumeras bandas que de uma maneira ou de outra tentam fazer o mesmo,embora seja dificil mas mesmo assim algumas conseguem atinguir os seus fins de uma maneira bastante competente.
È o caso destes nordicos de nome Tragediens Trone.
Oriundos da fria Noruega e na sua primeira amostra sonora conseguem fazer aquilo que inumeras bandas tentam fazer dentro do genero,mas que de uma forma ou de outra ficam pelo caminho.
Como já perceberam Shining/Silencer é a influencia principal mas não só adicionam um certo sabor a Forgotten Tomb antigo que misturam por vezes com algo que lembra uns Khold mais lentos,criando um som depressivo e bem negativo.
A adição de alguns samples e de algumas partes vocais que se contrastam entre si engrandece os seis temas aqui mostrados.
Melodias tristes e frias e um sentido completamente anti mundano é o que nos fica na mente no final.
Apesar da delicadeza sonora aqui as facas estão bem afiadas e tentam-se fazer nós bem apertados nas cordas...
Extremamente recomendado..
http://www.badongo.com/en/file/9044227

Bloodoline/Reverence/BaN/Karras-Dissociated Human Junction


Absolutamente brilhante este split.
Junta quatro bandas de BM extremo,poderoso,dissonante e maligno e que se surpreendeu bastante em todos os sentidos.
Começa com os espanhois Bloodoline que me deram um estalo na cara daqueles que um gajo fica meio parvo.
Sonoridade a completamente Zyklon-B em especial a voz que traz a memoria o trabalho estupidamente genial do Aldrahn,dando mesmo a ideia que se está perante um Blood Must be Shed renovado e misturado com uns toques de BM mais moderno e negro.
Sonoridade extremamente maligna e insana apoidada num excelente trabalho instrumental repleto de pequenos toques que misturam o que de melhor fizeram algumas das minhas bandas preferidas dentro do genero.
Em 3 temas conseguem fazer aquilo que muitas não conseguem em albuns longos e que me levou a procura quase deseperada do unico trabalho deles.
Seguem-se os franceses Reverence,as coisas acalmam um bocado já que o som deles é um BM mais lento e dissonante lembrando o trabalho recente de DsO,BaN e Mayhem.
È um som meio estranho mas envolvente o suficiente para nos deixar quase em estado catatonico com algumas passagens mais ambientais e com solos meio planantes,mas obscuramente belissimos.
O som sacado da bateria quando usam os blasts dá a ideia que se está a ser torturado por alguem.
Blut Aus Nord, tres temas, 666 voltas dentro da paranoia musical em que se inserem,nada a dizer.
Termina com o projecto Karras do Vindsval e pouco existe a dizer tambem, a não ser que o Ser capta aquele som da banda de origem brinca com ele um pouco,acrescenta-lhe uns samples que podiam ser a banda sonora para um pesadelo tortuoso.
Som ferrugento com um feeling algo necro e demoniaco.
Excelente trabalho destas 4 poderosas bandas e que me surpreendeu bastante,e quem gosta de BM estranho e obscuro certamente vai levar um daqueles sustos á seria...
http://2p0jjvaqi4.rapidsafe.de/

Evoken-A Caress of the Void


Solidão?Melancolia?Suicidio?Morte?Funeral?
Sim tudo isto e muito mais.
Tomei conhecimento desta banda com o anterior album "Antithesis of Light" aconselhado por uma amiga e gostei da intensidade da banda ainda mais numa altura em que andava envolvido dentro da sonoridade dos Shape of Despair e Esoteric..foi uma descoberta que me acompanhou por diversos meses.
Depois disso de vez em quando ainda lhe vou fazendo umas visitas,mas sempre o considerei um album um pouco "perigoso" ao nivel de uns poucos mais,que não vou falar agora dentro do genero.
Chega agora o novo "A caress of the Void" e que há a dizer?
Bem toda a envolvencia que a banda transmite está lá e a meu ver ainda mais enraizada e profunda..
Os temas continuam negros como sempre etereos e com uma aura fantasmagorica a volta um pouco como fazem bandas como Shape of Despair ou Skepticism só para citar alguns exemplos se bem que o legado Morgion continua bem presente aqui.
Alias toda essa imensão sonora arrastada e penosa chega a ter momentos de delirio quase suicida o tema "Suffer A Martyr" é um exemplo perfeito disso,por vezes dá a sensação que nos está a cortar pedaços da alma ao longo dos 13 minutos que dura este tormento sonoro bem como o imenso "Mare Erythraeum" neste imaginem uns Process of Guilt ainda mais negros pesados e depressivos que chegam lá.
Cada batida tem o efeito estranho de sentirmos uma especie de espasmo ou então e melhor de nos ser pregado um prego no corpo.
Mas será mesmo uma caricia do vazio?
Se andarmos com pensamentos suicidas e de auto destruição é bem possivel.
Alias este album é uma pequena obra de arte coberta de veneno.
Um album com uma identidade muito propria que tem o condão de nos transportar para uma imensidão negra e triste coberta de espinhos e sangue e nada aconselhado a pessoas com disturbios sentimentais.
Ideal para ouvir a noite com umas velas acessas depois é só deixarem a musica falar por si.....mas cuidado com o efeitos na vossa mente aqui o mosh não funciona com o corpo mas com a alma....
http://rapidshare.com/files/69406164/Evoken-A_Caress_of_the_Void-2007-www.bunalti.com--by--purgatory.rar

Xasthur-Defective Epitaph


Com a surpreendente contratação por parte da Hydra Head,editora pertencente aos Isis era natural que uma banda com a qualidade de Xasthur começa-se a esplanar ainda mais a sua sonoridade.
Este novo album é mais um passo em frente.
Primeiro a nivel sonoro muito melhor que o anterior "Subliminal Genocide" que a meu ver perdia um pouco com todo aquele caos e de alguma atrapalhação sonora e foi algo estranho esse lancamento.
Agora recupera-se e desenvolve-se outras materias.
Neste as coisas continuam com a habitual marca Xasthuriana extremamente depressiva e morbida e com uns toques ambientais a puxar para algo que se poderia chamar Drone Black.
E por falar em morbido é talvez a melhor palavra que define todo o conjunto destes 12 temas.
Ritmo lento e funerario em que a envolvencia sonora ganha pontos quando misturada com os teclados utilizados,quase a puxar para o Dark Ambient e a bateria(real) por vezes soa a algo Summoning antigo dando um efeito bem obscuro aos temas o que misturado com os excelentes e hipnoticos riffs de guitarra transforma o album numa peça de tragedia sonora,misantropica e quase suicida.
A nivel vocal o trabalho feito pelo Malefic continua igual a sim mesmo,um misto de agonia e tristeza sempre envolvente e rasgante o que adicionado a toda esta mistura sonora algo tipo Isis morbido com BM mais necro acaba por envolver os temas num manto bastante negro.
Sim falei em Isis,mas vou explicar para os mais sensiveis,enquanto a banda do Turner consegue criar momentos planantes e belos aqui tambem se ouve isso mas numa prespectiva diferente esses momentos planantes perdem essa beleza mais obvia e ganham um sentido mais negro e funerario.
E a meu ver foi uma banda em que o Malefic foi buscar um pouco de inspiração pelo menos em algumas partes pode parecer estranho mas encontro aqui alguns pontos em comum tal como Bergraven ou aquelas cenas antigas como Elend ou Raison d´etre e Summoning.
Não chega mesmo assim ao poder do meu album perferido deles o "Telepathic with the Decesead",mas acredito que com o tempo poderá lá chegar e mesmo passa-lo porque estou mesmo a gostar destas primeiras audições.
È estranho por vezes,mas de uma banda como esta não se pode esperar cenas normais e acredito que se irá acabar por tornar numa boa companhia nos proximos temas ainda mais com a chegada do Outuno.
A descobrir.....e aqueles ultimos quatro temas do album são no minimo arrepiantes em especial o "Memorial to the Waste" aquele solo no meio é encantador....ou aquela parte ambiental no "Only the Blood that Pours is Yours".....ou todo o tema "Umblessed Be"...
Para descobrir volto a dizer e ouvir na mais obscura solidão fisca e mental,existe aqui uma carga negativa muito forte....
http://lix.in/5e4a17

Wyrd-Kammen


Depois do muito interessante novo album de Forgotten Tomb lançado aqui há uns meses chega agora mais um interessantissimo de Black/Doom embora bem mais poderoso e a puxar mais para o Death,daquele arrastado e triste...
Hum,não,não, esquecam MyDyingBride não é bem nesse estilo é algo mais,como dizer um pouco roqueiro por vezes(Katatonia way) e acustico.
A banda finlandesa consegue recriar umas belas paisagens semi-acusticas que dão uma tonalidade meio pagã a sonoridade que ora misturada ora intercalada nos temas consegue obter um belo efeito.
È certo que apesar de lançado no Verão o que se escuta aqui têm mais a ver com dias outonais e chuvosos do que algo mais quente e solarengo...aqui o sol é completamente ofuscado no meio dos instrumentos e voz do Narqath,criando uma aura bem triste e solitaria.
Penoso e melancolico são as melhores palavras que podem definir os 8 temas originais mais a versão,mas sobre essa já lá vamos.
Os temas pouco passam os 7 minutos,o que depois do que disse até pode soar estranho,porque geralmente as bandas deste genero adoram criar epicos longos,embora muitas vezes com muito pouco lá dentro ou então arrastando-se sem direção nenhuma.
Talvez por vezes o nome que mais venha a cabeça seja Katatonia principalmente pelo som da guitarra,mas não só ,consegue misturar essa influencia sonora mais obvia com muito mais coisas tiradas de dentro do universo do Black ou do Death-Metal mais sorumbatico.
Destaco os temas "These Empty Rooms" que confirma a minha frase anterior,o primeiro tema "The Hounds of The Falls" o fantastico "Kammen" que dá nome ao album o enorme epico "Rajalla" para mim talvez o melhor tema,neste os 7 minutos são multiplicados por quase 2.5 e uma versão do tema "I Break" bem mais negra que o original...sim desses mesmo no final.
Ideal para fans de Death/Doom,fans de bandas como Katatonia,Swallow the Sun,Vintersorg etc ou então para quem gosta de sonoridades mais Pagãs e atmosfericas vindas do norte da Europa misturadas com musica extrema,embora não no sentido parodia Finntroll,para estes todos ou então para apenas quem quer descobrir um excelente album com um sentido bem cinzento.
Muito interessante e porreiro mistura muita coisa mas o resultado final é acima da média.
http://rapidshare.com/files/32785437/Wyrd_-_Kammen__2007_.-by-Warlock81-part1.rar
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Process of Guilt - Renounce


Existem bandas que sempre surpreendem,mas por cá isto é uma situação muito pouco comum ainda mais falando de Doom,estilo muito em voga aqui há uns anos em Portugal se bem que muitas vezes misturado com Death,que com o decorrer do tempo abrandou e perdeu um pouco a força para o BM e outros estilos.
E falando de Doom em Portugal desde os saudosos Heavenwood que não ouvia uma banda com tanta qualidade e pronta a competir com o que vêm de lá de fora.
Tambem hoje em dia e depois do desaparecimento dos citados Heavenwood,apenas Desire com as suas intermitencias lá vai conseguindo manter o céu coberto de cinzento,mas mesmo assim não chega depois existem aqueles projectos que esperam vingar com as vozes meio a fugir para o gotico mas isso pouco ou nada conta e sinceramente não acho nada de interessante ouvir.
Bem mas mudando de assunto e vamos ao que interessa,Process of Guilt e o album Renounce.
Antes de mais devo dizer que este é um dos melhores albuns de Doom que ouvi nos ultimos anos ao nivel sei lá de The Mourning Never Come ou de um Solinari.
E por falar nisso Morgion é talvez a banda que mais vêm a memoria quando se ouve o album,principalmente quando vêm ao de cima aquelas partes lentamente guturais a nivel vocal ou em certas partes dos temas ouçam por exemplo Becoming Light (tema simplesmente fantastico) e digam se não poderia estar num album os defuntos americanos.
Em apenas sete temas,sete longos temas na minha opnião pode-se ouvir e encontrar tudo o que de melhor ajudou a alimentar este estilo tão funebre e triste,encontras-se lá de tudo desde momentos antigos a lá Paradise Lost até a Shape of Despair ou a bandas que não sendo do estilo procuram inspiração no mesmo.
Inspiração essa que se nota bastante em alguns temas a nivel instrumental como o Window,que se estivem no album de uma banda de post rock não sairiam de todo deslocados.
E a nivel instrumental a meu ver é que se encontra a beleza e encanto do album existem passagens verdadeiramente fantasticas,sejam em solos de guitarra soberbos como acontece no tema que referi em cima(se bem que acontece em todos os temas),seja quando tudo funciona como um todo,encaixa tudo de uma maneira entranhante e sobertudo encantadora.
Fala-se muitas vezes de bandas geniais que muitas vezes nem o são apenas rebentam nem se sabe muito bem porquê(editoras grandes poder dos media etc),mas existem outras que para encontrarem o caminho certo por mais sinuoso que seja seguem sempre uma linha condutora que não falha,a meu ver é o caso dos Process of Guilt.
Demonstram que quando as coisas são feitas com cabeça e bem feitas nem é necessario seguir modas para rebentar,basta ser-se competente naquilo que se faz.
Existem albuns que marcam quem os ouve, aconteçe comigo e com voçês decerto outros passam ao lado e são descobertos mais tarde ou nunca o são,espero que não aconteça isto com este,acreditem que vale a pena.
Simplesmente fabuloso....não é para renegar.

Forgotten Tomb - Negative Megalomania


Uma enorme surpresa....
Desde ha muito tempo que estes italianos fazem parte das bandas que mais gosto de ouvir e sem duvida uma das minhas bandas favoritas.
A evolução desta banda têm sido uma constante e na minha opinião este album atingue o ponto maximo.
E se Katatonia foi e continua a ser uma enorme influencia na banda aqui é dado a ouvir o que seria dos suecos se não tivessem abrandado e continuassem aquele som depressivo do inicio,certamente soariam como o que se ouve neste fantastico album,e digo fantastico porque é mesmo e sem floreados nenhuns.
Primeira surpresa a parte vocal do Herr Morbid que adopta em algumas musicas uma voz,digamos diferente,quem conhece a banda vai ficar surpreendido,acreditem.
Segunda surpresa a parte instrumental que é de uma beleza completamente hipnotica,,mas não perdendo nada daquela aura depressiva,mas abandonando um pouco aquele Funeral Doom mais negro e caracteristico deles e adoptando agora ritmos lentos sobretudo apoiados em solos de guitarra mais influenciados pelo Doom mais antigo (ex No Rehab(Final exit) e o tema titulo) se bem que o tema "Blood and Concrete" ao longo dos seus quase 15 minutos faz uma viagem aos tempos do LBG ou SD e encerra o album com uma grandiosidade digna de registo.
È acessivel? é calmo? é diferente?
Sim é tudo isto e muito mais,mas não,não tocam post doom agora Smile pode parecer pelas palavras que usei em cima mas não é nada disso que se trata aqui é apenas uma nova fase da banda.
As primeiras escutas têm actuado como uma droga que vicia bastante por estes lados.
No geral é um album que vai surpreender e mesmo chocar muita boa gente principalmente aquele pessoal mais ligado ao BM,isto porque este album vem abrir muitas portas e certamente fechar outras,mas isso nem interessa.
Na minha opinião atinge a nota maxima e está encontrado o primeiro grande album de 2007,absolutamente genial.
NEGATIVE MEGALOMANIA