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Colosso-Abrasive Peace
E assim nasce um pequeno monstro.
Os nacionais Colosso estreiam-se este ano com o seu primeiro album Abrasive Peace, trata-se de um projeto criado pelo Max Tome musico associado a BlackSwan e Under Fetid Corpses que aqui se junta a nada mais nada menos que Dirk Verbeuren, musico de renome com um passado que fala por si, senão vejamos Scarve, Soilwork, Devin Townsend, Aborted são algumas das bandas por onde emprestou a sua clase.
E assim está dado o mote para a meia hora de Metal que se ouve no album, onde o duo percorre de uma maneira demolidora aquilo que mais se pratica nos dias de hoje dentro daquilo que se julgarmente se poderá chamar de Extreme Metal.
Não, aqui não vão encontrar as tendencias absurdas de 90% das bandas nacionais em tentarem ser mais uns clones de Lamb of God e coisas do tipo, aqui aposta-se em criar algo diferente e que não caia facilmente no esquecimento e com resultados mais que satisfatorios.
À primeira vista ou melhor escuta isto poderá soar como um aborto saido de Behemoth atual (sem aqueles truques de estudio e a forma como se vocifera aqui lembra um pouco os tiques do Nergal), Meshuggah (curiosamente o titulo do proximo album destes é Koloss) e Hate Eternal, alias parecem-me ser as referencias mais obvias, mas a forma como este projeto consegue captar o espirito bruto dessas bandas e molda-lo a sua maneira é algo bastante bem conseguido.
Soa extremo, muito extremo e os temas e principalmente a instrumentalização fazem crer que os musicos sabem muito bem os terrenos onde se movem, e as ligeiras associações a uns Fear Factory, SYL ou até mesmo Ulcerate ou The Amenta ao longo do album criam aquele efeito estranho de estarmos a ser espancados com que sai das colunas, ouçam por exemplo a faixa que fecha o album Unplugged From The World só para dar um exemplo do que estou a dizer, alias a propria forma como os temas estão dispersos ao longo do album resulta bastante bem encaixando o puzzle e as suas partes mais eletronicas vs extremismo num autentico mural sonico que nos remete um pouco para a loucura que o senhor Devin Townsend aplica nos seus registos mais demoniacos.
Já tinha gostado bastante do tema de avanço do album, embora ainda em fase embrionaria, mas depois de ouvir o album fiquei ainda mais surpreendido com o resultado final.
Death-Metal moderno, cheio, poderoso, com toques de sci-fi pelo meio mas que não vai deixar ninguem indiferente, pelo menos eu não fiquei, excelente surpresa mesmo.
Já agora se estiverem interessados o album pode ser descarregado gratuitamente no site do projeto, basta para isso seguirem este link: http://www.colossometal.com/abrasivepeace/
Ossarivm-Emanation Ep (Free Download Link)
Foram das melhores coisas nacionais que ouvi no ano passado e recebi agora este mail de parte da editora:
"Visto que foste uma das primeiras pessoas a pronunciar-se sobre o ep "Emanation" de Ossarivm aqui tens um link para download gratuito do ep, caso queiras publicar no teu blog: http://www.mediafire.com/?6a1u2nzi5db156k
O lançamento encontra-se esgotado e a editora, assim como a banda decidiram colocar na net o registo.
Cumprimentos
Latrina do Chifrudo"
Texto original da coisa:
"Um dos projetos que mais gostei de ouvir nos ultimos tempos foi esta banda. De nome Ossarivm, são uma one-band portuguesa vinda da "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta" cidade do Porto.
Este primeiro registo é um curto ep de três faixas de DM, totalmente gerado e criado dentro da prespetiva mais obscura do estilo e seguindo o lado mais estranho e letal do movimento atual.
Ao longo das faixas somos enviados para uma tempestade turbulenta de espirais saidas do lado mais maquiavelico do Doom Cult neo-zelandês como totalmente enforcados de uma forma ritualistica nos ramos de uma arvore bem seca que lembra os ambientes mais perversos de uns Portal (era inicial)..
Apesar de lhe faltar por vezes um som mais sufocamente e mais organico os temas aqui mostrados são bastante interessantes, sendo que o lado mais ambiental ou industrial (se quiserem) aqui desenvolvido se assume como uma nefasta e empolgante cavalgada por entre um estranho reino de tonalidades bem negras e assustadoras que transformam o DM de Ossarivm numa das melhores coisas que atualmente se podem encontrar dentro do DM português.
È certo que tambem não existem muitas bandas por cá a explorar este tipo de sonoridade mais atual (ou não), mas a forma honesta como a criatura por detrás deste monstro se diverte nestas criações é algo que merece respeito e acima de tudo alguma atenção para o futuro.
Talvez a melhor coisa que ouvi este ano dentro do movimento extremo nacional."
Corpus Christii-Luciferian Frequencies
Falar de BM português nos dias de hoje é falar de Corpus Christii, uma das bandas mais antigas e consistentes do pseudo movimento nacional.
Louvados por uns e massacrados por outros, os passos dados nos ultimos 10 anos pelo lider NH mesmo apesar dos constantes problemas transformados em polemicas idiotas, as usuais mudanças de line-up ou a atitude totalmente FOAD que o lider sempre puxou para si, transformaram o nome Corpus Christii num misto de excelencia vs decadência.
O passo apos o excelente Rising poderia trazer uma banda de volta ao passado mais violento já que as indicações (soltas) que se iam apanhando falavam de uma sonoridade mais forte que puxava as redias para o Black/Death de contornos mais abstractos e dementes.
Mas se notarmos bem, o material que a banda criou até hoje esses dois factores sempre estiveram quase sempre lado a lado de uma forma ou de outra.
O novo Luciferian Frequencies é de facto um album diferente e na minha opinião com uma sonoridade mais atual embora continue com o toque (não direi unico) de Corpus Christii que os demarca um pouco daquilo que se vai ouvindo por ai..
Primeiras notas que se apanham logo nas primeiras escutas é a sonoridade mais lenta que a banda mostra, tentando entrar numa onda mais vanguardista vinda do lado ortodoxo do estilo, tendo direito até a algumas ligeiras dissonâncias que lembram algum material mais hipnotico gerando por alguns nomes tão em voga atualmente, a ultima faixa (e uma das minhas preferidas) "In The Rivers Of Red" é um exemplo disso mesmo.
Esta toada mais lenta poderá gerar alguma estranheza aos seguidores mais antigos ainda mais quando nalguns momentos se denota uma aproximação (ou melhor inspiração) Doom á sonoridade mais caustica da banda.
Este é outro aspeto bem interessante deste album, denota-se que existe trabalho e dedicação na forma como se criam os pequenos puzzles que vão dar origem aos temas.
De outra maneira seria quase impossivel sermos chicoteados em musicas como a "The Owl Ressurrection" ou "Crystal Glaze Foundation", temas que conseguem misturar uma dinamica que percorre algumas sonoridades quase opostas (Black/Death/Doom) e transformando-as em autenticos hinos com o toque de Corpus Christii.
Mas se a nivel de som já deu para notar que o album segue um rumo mais variado, os vocais tambem não se ficam atrás, e os passos dados nos ultimos albuns aqui atingem uma especie de plenitude vocal que vagueia entre o usual sofredor e odioso com um rumo por vezes mais epico.
Não que agora se ouça algo na linha de um Alan Nemtheanga ou algo do tipo (nada disso), mas nestes temas a voz funciona como mais um instrumento, deixando de fora o normal|banal declame demoniaco (mais raivoso) para entrar de uma forma mais natural ao longo das inumeras correntes sonoras exploradas neste album.
È certo que todos estes factores juntos tambem invocam um sentido mais pessoal a este Luciferian Frequencies, não sendo na minha opinião um daqueles albuns para se ouvir distraido ou apenas para bater o pé, aqui procura-se um pouco uma união (salvo seja) entre o ouvinte e a sonoridade, só desta forma se conseguirá entrar no espirito..
Se por um lado o aspecto satanico é mais que evidente (e uma das trade-marks), o notório desafio que a banda explora tambem o é.
Sendo que a união entre estes dois aspetos e da forma como aqui estão expostos não geram uma empatia muito facil ás primeiras escutas e não tornam o album de digestão facil..a coisa vai entrando lentamente e consumindo aos poucos.
Confesso que não gostei do que ouvi nas primeiras escutas, achei o album demasiado seco e algo salgado, só mas mais tarde é que notei que era aqui que estava realmente a beleza da coisa.
È um daqueles albuns que provoca estranheza e algum desprezo aos primeiros toques, mas quando nos envolve é como uma serpente que sufoca toda a luz á nossa volta.
Deixem-se consumir..
Premonições: Göatfukk

Göatfukk é a nova banda do W. ex-vocalista dos miticos Decayed e na minha opinão uma das vozes mais agrestes da cena nacional.
O primeiro trabalho ("Procession Of Forked Tongues") sairá em breve pela alemã Odious Recordings em formato tape e cd e pela primeira amostra disponivel no myspace da banda promete bastante.
Som agressivo e sujo onde se vão pregando na cruz do Black-Roll-Crust alguns pregos ferrugentos com a habitual delicadeza lirica do estilo.
"Drunk, Slut, 666" é o primeiro avanço:
Encontra mais artistas como Göatfukk em Música do Myspace

Enjoy fuckers!!
Esta é das que vale a pena!
Antichthon-Through the Rupture of Dimensions
Vindos da cidade de Coimbra os Antichthon, mostram finalmente o seu primeiro album, numa edição limitada de pouquissimos exemplares esta jovem banda mostra de uma forma bem clara áquilo que vem.
E se as primeiras impressões dadas ao longo do ultimo ano já demonstravam algumas boas ideias, elas aqui ganham realmente um peso e um carisma que acaba por surpreender.
Surpreende em varios sentidos, primeiro por serem um grupo bastante jovem, embora isto não seja algo que os deite abaixo, já conseguem criar um conjunto de musicas bastante interessantes e com as ideias no sitio ainda mais atendendo á idade das pessoas aqui envolvidas.
Enquadrados dentro do normalmente chamado BM sinfonico, aquilo que aqui nos presenteiam é nada mais que um louvor a alguns nomes seminais da decada de 90, onde o espirito fantastico vs cosmico, reinava.
De Emperor a SiriuS passando pelos ambientes mais orquestrófolcloricos de Dimmu Borgir, Antichthon faz uma retrospectiva daquilo que esteve na genese desses nomes seminais.
È certo que se notam ainda algumas arestas a limar em estudio, principalmente nas guitarras que aqui perdem um pouco a força que tem ao vivo, nalgumas partes vocais e no proprio som de estudio que requeria aqui uma produção mais potente já que o lado orquestral muita vez acaba por engolir o resto dos instrumentos, mas não deve ser facil encontrar estudios em Portugal que peguem neste tipo de constelação sonora e a transformem numa galaxia...
Numa opinião meramente pessoal este album gravado dentro de um estudio do tipo Grieghallen, ganharia um poder muito mais "espacial" e intenso, mas..
Mesmo assim estes jovens conseguem sacar uma identidade bastante propria, plena de momentos epicos (no bom sentido) que nos transportam um pouco para o lado mais fantastico e surreal de bandas como Bal-Sagoth ou até mesmo Cradle of Filth, isto sem deixarem de fora a melodia, seja ela vinda das excelentes orquestrações (muito interessantes ideias saidas da mente do João Dourado) sejam do lado mais violento em que a banda por vezes se envolve com bastante naturalidade, criando um mural sonoro onde o sinfonico se funde lado a lado com o mais extremo e sideral Metal de tendencias epicas e majestosas.
Destacaria o interessante trabalho lirico criado pelo vocalista Alex Magnus que mostra que nem só o lado mais instrumental foi objeto de atenção, já que as letras aqui expostas são criadas tambem com alguma complexidade acabando por ser um complemento bastante positivo ao som de Antichthon.
Tudo isto reunido transforma este "Through The Rapture of Dimensions" num dos albuns mais interessantes saidos este ano do movimento português, é certo que não estão dentro de nenhum kvlto e talvez por isso percam interesse por parte dos fans de musica extrema nacionais, mas para quê isso se a musica exposta pela banda os deixa falar por eles..
Se gostam dos nomes que falei ao longo do texto, certamente vão achar bastante interessante este registo, acredito que temos aqui uma das propostas mais interessantes atualmente no movimento português e com muito para dar..basta para isso seguirem os caminhos certos.
Recomendado.
Ossarivm-Emanation Ep
Um dos projetos que mais gostei de ouvir nos ultimos tempos foi esta banda.
De nome Ossarivm, são uma one-band portuguesa vinda da "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta" cidade do Porto.
Este primeiro registo é um curto ep de três faixas de DM, totalmente gerado e criado dentro da prespetiva mais obscura do estilo e seguindo o lado mais estranho e letal do movimento atual.
Ao longo das faixas somos enviados para uma tempestade turbulenta de espirais saidas do lado mais maquiavelico do Doom Cult neo-zelandês como totalmente enforcados de uma forma ritualistica nos ramos de uma arvore bem seca que lembra os ambientes mais perversos de uns Portal (era inicial)..
Apesar de lhe faltar por vezes um som mais sufocamente e mais organico os temas aqui mostrados são bastante interessantes, sendo que o lado mais ambiental ou industrial (se quiserem) aqui desenvolvido se assume como uma nefasta e empolgante cavalgada por entre um estranho reino de tonalidades bem negras e assustadoras que transformam o DM de Ossarivm numa das melhores coisas que atualmente se podem encontrar dentro do DM português.
È certo que tambem não existem muitas bandas por cá a explorar este tipo de sonoridade mais atual (ou não), mas a forma honesta como a criatura por detrás deste monstro se diverte nestas criações é algo que merece respeito e acima de tudo alguma atenção para o futuro.
Talvez a melhor coisa que ouvi este ano dentro do movimento extremo nacional.
http://latrinadochifrudo.tumblr.com/post/1524015519
Crushing Sun-TAO
Os franceses Gojira, Scarve (principalmente estes), os suecos Mnemic, ou os geniais Strapping Young Lad quando editaram os seus primeiros albuns provavelmente nunca pensariam que estariam a levar a cabo uma pequena revolução na musica mais extrema de contornos mais modernos e faceis de engolir (ler cativar).
Nem eles nem ninguem sejamos sinceros, mas aquilo que estas e mais algumas bandas criaram num passado não muito distante continua a ser um enorme foco de inspiração para todo o movimento atual um pouco por todo o lado, sejam na enormidade americana comercial de uns Lamb of God seja num movimento anão como o português.
Neste aspeto é quase impressionante a quantidade de bandas que vão surgindo por ai, algumas com qualidade e outras que mais valia dedicarem-se ao cultivo do nabo...
No caso de Crushing Sun, uma jovem banda vinda do Porto, aquilo que mostram neste seu primeiro album poderá tornar-se em algo interessante para explorar para quem gosta destas tendencias mais modernaças do Metal.
Não que isto seja uma obra-prima, porque não o é, mas existe muita qualidade e em alguns momentos consegue mesmo por de parte alguns dos nomes mais vendaveis deste universo.
Talvez encontrem muito por ai este "TAO" rotulado com metalcore, mas isso acaba por ser um pouco enganador e nada revelador daquilo que Crushing Sun cria, acabando por se tornar a dados momentos"enrotulavel" dentro desse movimento maldito.
Desde logo um certo sabor a Post-Core digno de um album de Textures ou pequenas passagens que remetem para uns Mastodon, embora não tão "brincalhões" com os instrumentos como eles.
Instrumentalmente o album é forte e bastante equilibrado, mesmo usando dois pesos (melodia e "mosh") lado a lado, a banda consegue criar uma ponte perfeita para estes dois mundos opostos.
A voz do vocalista Bruno fica presa no meio deste campo de folhas secas e acaba por ser o elo mais, não direi fraco, mas é demasiado banal e falta alguma diversidade em comparação com aquilo que a restante banda mostra a nivel instrumental.
Bem sei que é natural neste tipo de som esta voz, mas umas nuances diferentes aqui ou além certamente dariam ainda mais vigor a este trabalho, ou então não aplicar tanto aquele growl aos temas, assim quem não ouvir com atenção talvez não fique muito impressionado.
Mas mesmo assim é um trabalho bem acima da media para aquilo que se ouve atualmente dentro deste estilo, forte, vigoroso, intenso e atual, onde a banda até se lança em curiosos e interessantes devaneios como os que se ouvem nas 4 ultimas partes solares "20 to 2200 Hertz","37+ Celsius","Grey Scent" e tudo explodir na bombastica e quase modern DM "Strip and Deceit", que para mim são os temas que atingem a temperatura mais elevada aqui...
Mas resumindo isto acaba por ser uma excelente proposta para se ouvir sem receio ou medo de rotulos.
Metalcore?
Metalcore o caralho isto é Crushing Sun!!
Fica aqui uma dona de casa desesperada transformada em Lois Lane
Painted Black-Cold Comfort

São uma das bandas mais promissoras do movimento Death|Doom português atualmente e ao fim de duas demos que tiveram algum feedback dentro do Underground português chega agora o primeiro lancamento para esta banda.
Musicalmente aquilo que a banda liderada pelo Daniel Lucas nos oferece é um regresso aquela sonoridade melodica que fez algum furor no final da decada de 90 onde nomes como Sentenced,Draconian,Katatonia ou Moonspell ditavam as leis dentro do lado mais melodico e depressivo do Metal europeu arrastando consigo uma nova onda de fans que não estando dentro do caldeirão mais negro do Doom finlandes encontravam nestas propostas um som bem mais simples e agradavel para o seu dia a dia.
Pois bem Painted Black parecem querer recriar um pouco esses ambientes e criam aqui um album que embora não seja algo que fará ver o estilo de outra forma aos olhos dos outros conseguem de uma maneira quase natural criar um autentico manifesto de ambiencias Goth-Metal que percorrem quase todo o reino do estilo, desde passagens emblematicas e que retratam os melhores momentos de uns Heavenwood (por ex, e até são uma referencia direta pelo menos da fase pos Swallow), até caindo no tal movimento mais agressivo e triste vindo da Terra Dos Mil Lagos.
Os temas em si conseguem criar aquele efeito de expetativa não fazendo o album cair numa monotonia aborrecida e isto é algo que muitas vezes ocorre com estas bandas.
Para isso dois aspetos se assumem como fundamentais: primeiro, o poderoso uso das guitarras do Luis e do Miguel que aqui entram numa estranha simbiose beleza-poder que acaba por resultar bastante e que quase envergonham algumas bandas dentro do movimento atual, e segundo a linhas vocais do vocalista Daniel Lucas que tanto na parte mais lirica como nos espasmos mais extremos, já que consegue segurar de uma forma bem firme toda a envolvencia e capacidade instrumental da banda e olhem que não é uma banda vulgar a julgar pelo que aqui se ouve.
Alias musicas como a "The Rain In June","Cold Comfort",a melodica e com um ligeiro travo a Post-Rock extremo "Shadowbound" ou a "Via Dolorosa" são do melhor que se pode pedir para este estilo, alias esta ultima (para mim a faixa do album) bate mesmo muito material recente de uns Moonspell, já que é na mesma toada agressiva que eles agora fazem, embora com as guitarras entrarem quase numa toada blackned doom meets Katatonia (wtf!).
A parte lirica usada pela banda, não foge muito aquilo que o estilo retrata, ou seja uma melancolia sonora que se transforma num eco de sons e imagens por vezes horrendas, e que partem da dictomia tempestade vs bonança das emoções pessoais, o bom é que a banda sabe transforma-las em musica.
Numa altura em que muitos se perdem em teorias com bandas portuguesas para lancar lá fora estes Painted Black assumem-se desde já e a par de nomes como Process of Guilt,Why Angels Fall e atenção ao exotismo do novo de Insaniae ou os regressados Heavenwood como uma banda que se for bem encaminhada poderá ser algo que talvez seja bem aceite lá fora...pelo menos mercado têm de certeza, resta saber se é mesmo isso que procuram, porque na minha opinião esta mistura de Paradise Lost dos tempos mais solos atras de solos, com Draconian,Tiamat,Poison Black,Moonspell ou até mesmo My Dying Bride (na voz o Aaron parece-me ser uma referencia) é realmente surpreendente e mesmo que não seja um estilo que atualmente me diga muito, o album é realmente muito bom....resta-vos descobri-lo nos proximos tempos mais outonais.
http://www.myspace.com/blacktapestry
Fica aqui a excelente Via Dolorosa e a doce Shadowbound:
Premonições:Nuklear Goat
Nuklear Goat são das poucas bandas (na minha opinião) que atualmente vale a pena escutar dentro BM made in Portugal.
Black-Thrash n´roll criado na onda de Aura-Noir e Nifelheim, principalmente, ou DarkThrone,Decayed e afins, vocalizado em inglês e português, escutem a muito boa "Passagem Para o Inferno".
Os temas são autenticas cavalgadas metalicas (fodidas) a ceifar tudo á volta, sendo que os temas não caiem na tentação parva atual do estilo.
Apenas um aspeto menos "bom" na minha opinião, este material instrumental merecia um vocalista ainda mais possuido daquilo que está...
Mas para primeira amostra estes 4 temas destroiem.
Podem escutar aqui alguns temas que farão parte do primeiro registo da banda, sairá em conjunto com Decayed daqui á uns tempos:
http://soundcloud.com/nuklear-goat/sets/newsongs
Premonições:Corpus Christii Part II
Os "suecos" Corpus Christii, liderados pelo "eslovaco" NH colocaram no myspace a primeira onda sonora do seu proximo trabalho.
Album esse que terá edição pela "nacional" Candlelight e que como já aqui referi á uns meses terá como titulo "Luciferian Frequencies".
A novidade dá pelo nome de "Crystal Gaze Foundation", e notam-se algumas novidades, isto se o resto do album seguir este rumo, é claro, porque é apenas uma faixa e não existe muito a dizer...mas notam-se aqui já algumas coisas curiosas.
Primeiro o uso de um som mais lento e quase proximo do DM (?!) no tema, acredito que esta será uma faixa a dividir o album, porque não me parece que a banda tenha "abrandado" desta forma e segundo o uso de um certo arrastamento dissonante que confere ao tema um som mais proximo daquilo que algumas bandas criam agora dentro do estilo.
Ouçam aqui o som desta interessante banda "irlandesa":
http://www.myspace.com/corpuschristii666
Premonições:Antichthon
Antichthon.
Desde que ouvi os temas no myspace no ano passado fiquei com uma sensação de que esta jovem banda tinha algo de especial.
Talvez por gostar deste genero de metal extremo, talvez por ser um estilo onde hoje em dia poucas bandas conseguem fazer algo de interessante dentro da vertente mais sinfonica oldschool, ou talvez porque são realmente um projeto com muito para dar e com uma margem de progressão enorme á sua frente.
Não é preciso muito, basta ouvir os temas que eles colocaram no myspace para ficar com uma sensação de WOOW.
Assim á primeira podem pensar que Antichthon precisa de mais poder, e eu tambem fico com essa ideia, mas se tiverem oportunidade tentem apanha-los ao vivo.
E neste ponto tinha mesmo que tirar conclusões, no passado fim de semana fui ver um concerto deles e para além de ter ficado ainda mais rendido fiquei com uma sensação que estes jovens estão muito lá.
O album de apresentação pelo que sei está a ser gravado e se tiver uma daquelas produções a lá Akkerhaugen podem crer que isto vai soar muito bem..
Musicalmente enquadram-se dentro Extreme-Metal Sinfonico que vai desde Emperor (dos tempos do ITNE), Dimmu Borgir era Stormblast (The Wicked Legion é talvez o melhor tema deles e lembra-me bastante esse fantastico album),Bal Sagoth, SiriuS, estes sobretudo no toque Aeons of Magick orquestral que se sente nas musicas e por ai fora.
Não esperem pelo menos nestes temas uma sonoridade agressiva tipo Limbonic Art,Zyklon (WOW) ou Myrkskog (Deathmchine), embora ache que sejam influencias indiretas Antichthon prefere mais o lado envolvente e orquestral e não tão demente.
Fico por aqui mas prometo uma critica mais elaborada para quando sair o album e se tiverem oportunidade de ver estes rapazes ao vivo não os percam é que para além de serem todos excelentes musicos os temas ganham uma envolvencia espectacular.
Uma excelente proposta e a mais promissora actualmente dentro da musica extrema nacional.
http://www.myspace.com/antichthonband
Why Angels Fall -The Unveiling
Quando se fala em Doom-Metal nos dia de hoje,é quase impossivel não sentir um ligeiro tremor na espinha e então se for uma banda que o faça com aquele carisma e alma de gente iluminada mais poderosa se torna a experiência.
Sim,escrevi experiência porque existem certos trabalhos que vão muito mais além do mero trabalho musical e criativo.
Serve a curta introdução para vos apresentar o novo trabalho dos portugueses Why Angels Fall e preparem-se para aquilo que irão sentir ao longo de mais de uma hora de Doom...isto vai levar-vos até ao Purgatorio.
Estas referencias teologicas quase sempre existiram associadas ao estilo desde os primordios, embora muitas bandas as tenham levado para o lado mais funerario e morbido outras no entanto conseguem criar momentos de inspiração mais ligada ao lado "Dei" que chega a meter mais medo que muito album de Black Metal.
E neste ponto as referencias ao Antigo Testamento em especial ao Ev.S.João aqui presentes tornam e adensam ainda mais o sentido pré civilizacional de descoberta mundana e espiritual que aqui se sente.
De facto para além da parte mais teologica a banda consegue retratar um misto de sonoridade apocalitica onde residualmente se vão encontrando paralelos sonoros ou sugestivos sopros vindos de uma especie de solidão desertica onde tudo assenta na procura de algo.
Espiritual,provocador mentalmente e desolador são aspetos que no final da escuta do album ficam suspensos no ar e se a isto juntarmos a componente musical epica,avassaladora e desgastante temos aqui mais que um mero disco de Doom,esta-se perante talvez num dos mais fantasticos album de Doom-Metal feitos até hoje dentro deste estilo.
Não não estou a brincar nem a dar palmadinhas nas costas estou a falar muito a serio.
Falando mais concretamente da musica ouçam os primeiros 6 ou 7 minutos da parte I deste album e vejam como a banda para além de criar uma introdução droniana das mais eficazes de sempre consegue depois aplicar uns minutos de riffs que arrassam tudo a sua volta ou então ainda neste tema sintam a vossa alma a sair do corpo a partir da meia hora até ao final da musica...
O album é composto por dois temas, cada um com mais de 30 minutos que acaba por dar enfase á componente epica e viajante que aqui se sente.
Influencias mais ou menos diretas e assim á primeira vista arriscaria a dizer Asunder,Neurosis,Sunn O)))(neste ponto o trabalho de bateria do Júlio quase usa os pauzinhos da bateria como o OMalley usa as cordas da guitarra),Anathema dos tempos do Enigma,Samothrace estes na vertente mais crespuscular do album e claro os velhos monstros do universo Doooom da Finlandia que sempre estiveram presentes na banda, embora aqui se notem mais na segunda parte do album.
Mas para além disto muito mais se encontra aqui já que á medida que o véu se destapa se encontram mais tesouros e mais devaneios sonoros de uma intensidade verdadeiramente arrepiante.
Um trabalho que é superiormente bem feito,estupidamente bem encaixado sendo isto algo que acredito não ter sido nada facil, já que as peças aqui demonstram que houve muita ideia desenvolvida e retocada até ao ultimo detalhe e sejamos sinceros assim vale a pena ouvir albuns e musica com esta capacidade de nos atirar para o outro lado.
Cada vez que ouço isto sinto-me no meio de um local estranho e relaxante onde de um lado se vê luz e noutro escuridão ou talvez seja afinal apenas uma visão daquilo a que chamam Purgatorio.
Um registo que acaba por mexer com o nosso interior,visionario,desafiante,explosivo e com uma carga emocional digna do melhor que já alguma vez foi criado dentro do Doom-Metal.
Mais que obrigatorio, essencial para todos os fans de Doom e mesmo que não se identifiquem com o estilo mas gostem de musica onde a parte instrumental se rege por devaneios/momentos apocaliticos e espirituais estão perante um magnifico trabalho, para realizarem uma daquelas viagens que ultrapassam qualquer sentido...e neste lado as fases terminais das duas musicas presentes neste album assumem especial relevo.
Um album magico!
http://www.myspace.com/whyangelsfall
Se quiserem comprar o album mandem mail para :bubonicprod@gmail.com
Não há link,porque sabem bem as regras com as bandas portuguesas aqui.
Storm Legion-Desolation Angels
Segundo album para Storm Legion e na minha opinião um dos mais interessantes albuns de musica extrema feitos até hoje dentro daquilo que muitos chamam da "cena portuguesa".
Se por lado temos por cá projetos que tentam usar duma forma bem angustiante o termo "Lusitanian Black Metal" existem outros que embora pouco tenham a ver a a tal angustia sonora "Lusa" procuram desenvolver uma especie de BM de contornos mais similares com aquilo que vem de fora e adicionar um pouco desse triste fado lusitano.
Para tentar entrar dentro desse universo basta ver aquilo que ouve nos ultimos albuns de Corpus Christii ou de uma forma não tão metalica uns Ars Diavoli.
Os Storm Legion situam-se um pouco entre estes dois reinos, embora não tão suicidas quanto A.D. e não tão extremos quanto C.C. conseguem criar um trabalho de contornos obscuros e depressivos que não é muito vulgar dentro daquilo que se faz actualmente dentro do genero.
Embora se notem bastantes semelhanças vocais com aquilo que o NH faz em Christii a banda liderada pelo Ainvar (ex SiriuS) consegue captar de uma forma bastante envolvente a aura musical que se sente muita vez vinda das bandas de uma Northern Heritage por exemplo.
Já que o extremismo funde-se em muitos aspetos com aquela "beleza eletrica" saida das guitarras de algumas dessas bandas, mesmo não conseguindo criar momentos que nos arrastem ou façam bater com a cabeça nas paredes aquilo que se ouve é um retrato fiel das variadissimas influencias dos seus membros.
E se no album anterior se sentia um pouco um clima algo Kronet Til Konge isso aqui acaba por desaparecer por completo e a banda talvez mais influencia por um certo Doomismo transforma os temas para lhes dar a tal influencia lusitana que falei em cima.
È que embora a base seja mesmo o BM a estrutura e riffs denotam uma aproximação mais sentida ao Metal mais tradicional, acabando por percorrer varias vertentes e formas dentro do genero desaguando no BM que se ouve aqui.
Um bom tema para se sentir isso mesmo é a "Lost and Forgotten" que vai do BM ao Doom e se atreve quase a pisar os ambientes mais estruturados do Orthodox BM e transformando esta faixa como uma das mehores que aqui se ouvem.
Destaque tambem para o impressionante trabalho de bateria do Vuko, musico que aqui empresta a sua mestria e dando um toque bem especial ao album conseguindo mesmo criar um dos melhores registos atrás do drum kit que ouvi nos ultimos tempos.
Versátil,poderoso e extremo sempre que as musicas o pedem e bastante generoso na hora de mostrar ambiente ás musicas...e isto é algo que não se ouve todos os dias acreditem, mesmo tocando de uma forma bem tradicional o ex SiriuS mostra que afinal não perdeu as suas capacidades (ouvir sff os albuns de SiriuS).
A nivel vocal apenas peca um pouco pela semelhança com Corpus Christii que poderá induzir muita gente em erro já que o timbre vocal do Ainvar é quase uma copia fiel aos lamentos cuspidos pelo NH nos seus projetos...o bem ou mal, como queiram, estas vocalizações são as que melhor se acabam por enquadrar dentro deste estilo na minha opinião.
Resumindo isto em poucas linhas, considero este Desolation Angels como um dos melhores trabalhos de BM feitos até hoje dentro do reino malefico nacional a todos os niveis, desde a composição dos temas, á maneira como tocados e acabando na propria produção limpida e metalica como não se ouve muito dentro deste estilo nos dias de hoje.
Um album sem duvida alguma para descobrir e ouvir bastante nos proximos tempos porque isto está realmente muito bom, mesmo não se gostando do estilo em si existe aqui muito material capaz de agradar a quase todos os fans de Metal seja ele mais arcaico ou mais moderno, moderno não num sentido literal mas num sentido de actualidade.
A descobrir..
http://www.myspace.com/stormlegion
Lux Ferre-Atrae Materiae Monumentum
Existe uma coisa engraçada dentro do BM actualmente,apesar do termo Lusitanian Metal ter sido adoptado aqui há uns anos largos por uma certa banda bastante conhecida actualmente, aquilo que se ouvia era na realidade era o aproveitar de sonoridades arabes mistura-las com um certo vampirismo romeno e usar uma ou duas frases ditas em portugues.
Pois bem os tempos mudaram e nos dias de hoje assiste-se ao nascimento de um estilo que poderá ser realmente associado a esse rotulo,tanto para bem como para o mal.
Tudo isto para tentar enquadrar o novo album de Lux Ferre "Atrae Materiae Monumentum" que poderá surpreender alguns e desiludir outros.
Se alguma vez existiu um album pleno de satanismo extremo por cá, o Anti-Christian War Propaganda foi um deles juntamente com o primeiro de Corpus Christii,o fodidissimo ep de Malleus,F.Dei etc.
Este AMM é um album ligeiramente diferente desses tempos onde a rapidez e a furia imperavam, aqui as coisas tornaram-se cinzentas e esplendorosas quer a nivel lirico quer a nivel instrumental.
Dividido entre a lingua materna e o ingles, desta vez a banda liderada pelo Devasth conseguiu equilibrar o passado da banda com aquilo que se faz mais actualmente dentro deste universo.
Poderá soar mentirosa esta frase, porque não quero com isto dizer que agora o que aqui se ouve é algo na linha do BM mais actual ou na senda Ortodoxa,a aura maligna e demoniaca continua bem presente mas o que difere do passado é um certo abrandamento e um ligeiro piscar de olhos ao classicismo musical sem o recurso a orquestrações e neste ponto as coisas aproximam-se perigosamente de uns Penitencia ou não fosse um dos guitarristas tambem uma alma presente nesse acto religioso ou até mesmo de um passado não muito distante de uns Corpus Christii.
Nota-se tambem um certo deslumbramento depressivo e algo melancolico pelo meio desta chuva de correntes ferrugentas,logo á abrir o album nota-se pelo riff de entrada quase a roçar os limites do drone mais basico que poderá surpreender os mais incautos.
Isto sem retirar crueza á banda apenas lhe conferindo um certo ajoelhamento miseravelmente pessoal e introspectivo com resultados bem misantropos.
Um album mais uma vez bem direto e bem estruturado onde o temas mais "lentos" são empurrados para dentro da agressividade conseguindo bons momentos de criatividade extrema como o que acontece na "Correntes" ou na seguinte e muito boa "Pira"...
Destaque tambem para a parte lirica onde o português ganha mais destaque e surgindo perfeitamente absorvido na musica que Lux cria,não sendo propriamente uma novidade acho que alguns destes temas são o ponto alto dessa simbiose extrema.
Um album acima da média que vale sobretudo e mais uma vez pela excelente tonalidade que o trabalho instrumental consegue criar é que existem aqui momentos verdadeiramente cativantes uns mais visiveis que outros mas que conseguem criar vicio sonoro,dou como exemplo a "Pira",talvez a minha musica preferida bem como o "O Caminho" ou a final e tristemente agoniante "Dormente".
A descobrir que isto vale a pena...é como uma viagem cheia de espinhos desde o inicio "O Caminho" até a frieza mortal da "Dormente"...
"Penoso tem sido o caminho.............................Somente um objectivo,o meu Adeus......."
Myspace de Lux Ferre
Dawnrider-Two
Depois do excelente Alpha Chapter os portugueses Dawnrider voltam a carga novamente este ano para mais uma lição de como fazer bom Doom-Metal na sua vertente mais tradicional.
E se o album anterior era aquilo que se sabe para quem o ouviu preparem-se que o novo "Two" ainda é melhor na minha opinião já que consegue pegar naquilo que tão bem fizeram no anterior e adicionar-lhe primeiro mais peso e segundo certos pormenores que tanto têm de psicadelicos como de extremos vindos de um lado mais Stoner/Sludge sejam eles do deserto californiano ou dos pantanos do Louisiana, juntando tudo em Lisboa originando uma trovoada metalica que origina a explosão Doomica deste album.
Apesar da capa remeter um pouco para outros lados (tambem eles ligados ao Doom embora na sua vertente mais experimental e extrema) não se deixem enganar pelos traços escuros porque eles apenas adensam ainda mais a tonalidade das musicas aqui contidas.
O album mais uma vez assenta no poder e nas descargas saidas das cordas das guitarras, tal como no anterior, é certo, embora eu considere que neste o album as musicas se tornaram bem mais absorventes e viciantes.
O que dizer da longa e viciante "Irinia",da instrumental "Maelstrom" com aquela vibração algo Tarantina ou da excelente faixa de abertura "Scared of Light" que começa com dedilhar nas cordas da guitarra que lembra as brincadeiras solistas de um Kenny Hickey de ToN(lol wtf) para depois explodir numa das melhores faixas de Doom Tradicional dos ultimos tempos ou da alucinante e acida "Evil Deeds"?
O que se diz é fodasse que isto é muito bom e até a voz do F.Dias que apesar de ainda conter restos vindos do lado mais Punk não soa destoada desta tempestade metalica alias até lhe adiciona um carisma diferente do resto..
Poderá um album criado no passado agradar ao presente?
Bem não vou entrar na algo cliché frase de isto lembra Black Sabbath e Pentagram logo é bom, é que as vezes isso não chega,apenas digo sim pode, e a prova está aqui neste conjunto de musicas que embora parecendo datadas são tão actuais que chegam a doer.
Fantastico album de uma banda que cada vez surpreende mais...
http://www.myspace.com/dawnriderdoom
Process of Guilt-Erosion
"....And Still The Pain is Always The Same,Like A Circle Of Life And Death....."
Esta é uma das frases mais fortes deste album,o segundo para os portugueses Process of Guilt e aquela que consegue englobar praticamente todas as influencias quer liricas quer musicais neste trabalho.
Se no anterior Renounce a banda arriscou e muito bem entrar em sonhos e pesadelos virando o album para uma parte mais interior agora resolvem fazer o oposto e criar um conjunto de temas mais organicos,peganhentos e bastante fortes como que a querer dizer que apesar dos circulos ainda existe alguma esperança por mais minina que seja.
Se comparar-mos este registo com anterior nota-se isso mesmo,alias experimentem ouvir os dois trabalhos seguidos para compreenderem melhor o que quero dizer.
Aqui a banda deixa um pouco de lado aqueles ambientes mais pesarosos e troca-os por um abuso de descargas eletricas que parece que não fazem mais do que tentar acordarem-nos de algo..
A dada altura o proprio album entra numa especie de velocidade de cruzeiro,certinho onde tudo joga entre si criando uma especie de circulo sonoro onde se materializam as tais palavras que deram inicio a este texto com resultados tão fascinantes que parece que se está em queda livre ou a sermos arrastados por um qualquer rio de lava encandescente que provoca uma certa dor.
E este é como disse um dos aspectos que difere do anterior registo se dantes a banda nos violava mentalmente atirando-nos para uma solitaria agora acabam um pouco por nos libertar só que em vez de irmos viajar um pouco somos empurrados para algo que nos esmaga a carne/corpo em vez da mente.
Os riffs pesadões são um pendulo que nos vai batendo,destroçando e deixando num ambiente sufocante como se fossem pazadas de terra a cobrirem o nosso final e onde a voz cavernosa acaba por retratar de uma maneira lirica o nosso dia-a-dia...a tal corrosão,rejeição,negação acabando por desaguar na unica coisa certa que temos..a morte.
Aqui não se procura esconder de algo, talvez antes uma fuga,porque lá no fundo tudo o acontece na nossa vida tem uma forma circular com o mesmo final da qual ninguem consegue escapar e esta é na minha prespectiva a verdadeira alma do album.
Até o instrumental final "The Circle (Erosion Part I)" ajuda a isso, já que o ambiente parece que liberta e se fica com a ideia que depois do fim talvez venha algo melhor, a velha teoria do depois da tempestade vem a bonança,neste caso talvez seja esperança não sei...já agora adoro o ambiente Jesuiano desta musica é uma das musicas que mais gosto bem como a "Waves" talvez a melhor musica do album.
Mas este album acaba por ser monstruoso se ouvido do incio ao fim é tal e qual um 747 em queda livre....brutalmente pesado, com um fim de onde será dificil escapar...embora como em tudo existe sempre alguma esperança, por mais pequena que seja que tudo possa acabar bem.
Album doloroso,mas muitissimo bom de uma banda que é na minha opinião uma das mais interessantes dentro da cena Doom/Death actualmente.
http://www.myspace.com/processofguilt
Premonições:Process of Guilt
E ai estão as primeiras novidades do proximo album dos portugueses Process of Guilt que se irá chamar Erosion.
Para quem não conhece estes são na minha opinião uma das melhores bandas de Doom-Metal actualmente a nivel mundial e a prova disso foi o assustador album Renounce de que falei aqui há uns tempos valentes.
Na sua pagina do myspace podem então encontrar uma nova musica entitulada Waves-The Circle Part II onde a banda se embrulha novamente com ambientes bem soturnos e melancolicos.
Um album que é bastante aguardado pelo lado mais facedown aqui do rapaz do Asilo.
http://www.myspace.com/processofguilt
Enjoy with a sad smile...and discover a great band..from Portugal.
http://www.mediafire.com/download.php?wzxzinqetlh
Thee Orakle-Metaphortime

Actualmente as bandas portuguesas dividem-se em varias categorias.
Umas procuram fazer algo diferente, outras continuam a sua senda metalica normal e o resto não valem uma escuta sequer.
Os Thee Orakle depois de ouvir o novo album acho que se podem englobar na segunda categoria.
Neste primeiro album a banda consegue duas coisas que me parecem bem esgalhadas primeiro um som Death/Doom que me transporta um pouco para aqueles ambientes de algumas bandas do Sul da Europa na decada passada e depois adicionam algo moderno sem com isso descaracterizarem a sua sonoridade base.
Nomes como Septic Flesh antigo,os austriacos Darwell,ou os portugueses ThanatoSchizo e Moonspell da nova fase são referencias que me parecem demasiado obvias naquilo que mostram neste album e primeiro da banda.
Misturando um pouco de cada uma conseguem criar um trabalho que apesar de não se estar perante algo que mude as regras deste estilo consegue ser agradavel e não comprometer.
As vozes quer do Pedro quer da Mika são muito boas para o estilo que a banda segue mesmo quando ele entra num registo mais Ribeirista e deixa de lado aquele vozeirão mais greekinspired a boa maneira de Septic Flesh.
Já a Mika apenas acaba por complementar a voz masculina mas mesmo assim a nota é positiva e fizeram bem não cair no cliché já algo batido e porque não dize-lo meio sem jeito do jogo bela e do monstro e já agora o trabalho dela na faixa "White Linen" está muito bem conseguido tal como as vozes de apoio na "Ghost Memories".
A nivel instrumental apenas não gostei lá muito daqueles momentos em que a banda se perde um pouco num registo mais truemetalpoderoso algo basico onde o som parece desintegrar-se um bocado acabando por não encaixar lá muito bem já para não falar em alguns saques algo sarcasticos como por exemplo inicio da Never-Ending Dilemma que é bastante Metallicainspired na minha opinião.
Mas a boa produção dos UltraSound Studios acaba por esconder um pouco esses aspectos menos bons.
Algumas influencias externas com as que se ouvem na "Alchemy Awake" dão a ideia que se está a ouvir uns Orphand Land misturados com Moonspell e neste a participação do Sa'aron de OL está mesmo porreira.
Em resumo se gostam das bandas que fui aqui mencionando ao longo do texto certamente irão apreciar este album mas como disse não se trata de nada extraordinario ou que vá mudar algo no genero mas mesmo assim parece-me um album bem honesto e que vai ao encontro daquela legião de fans de gothicdarkmetal mais tradicional que gosta destes ambientes mais basicos do genero.
http://www.myspace.com/theeorakle
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