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Saturndust - Saturndust


Saturndust, são brasileiros e este album homonimo é uma daquelas perolas que caiem assim do nada...colossal album de Rock pesadão que percorre de uma ponta a outra a magia meio psicadelica de Black Sabbath, os riffs epicos a fazer lembrar algumas bandas Stoner/Doom, momentos de ocultismo sonoro que nos remetem para aquilo que Tribvlation criam nos seus albuns mais recentes e que se embrulham uma voz que parece saida da cinzenta Seattle...tudo isto com um toque espacial, curiosos?
Ouçam:

Khariot - Esoteric


A tendência que surgiu nos ultimos anos para tentar recuperar o lado mais tecnico e progressivo dentro do universo do Death-Metal traduziu alguns bons resultados.
Se por um lado temos projetos que exploram mais o aspecto espiritual e masturbatorio de bandas como Cynic (dos tempos do Focus), Voivod etc, existe tambem quem procure absorver esse espirito e ofusca-lo com toques de malvadez..
Neste album dos australianos Khariot pode-se dizer que se apanha ambas tendencias já que este album do duo da oceania consegue com algum requinte fabricar um album que tanto nos transporta para um como para o outro universo que descrevi nas primeiras frases. Na realidade e para quem gosta de musica brutal e com passagens quase jazzisticas/ambientais este album pode ser de facto algo para ser explorado com alguma atenção, não que isto seja uma obra-prima ou se esteja perante um marco no genero, mas o resultado final é bastante interessante principalmente para quem gosta de bandas como Ulcerate, a sonoridade é intricada e apesar da tag caotica está presente não se fica enterrado numa espiral violenta como acontece com os vizinhos neo-zelandeses, sendo que aqui em vez de usar as dissoncias de algumas bandas famosas de BM francês se explora mais o contorcionismo sonoro de uns Gorguts.
Resumindo se gostam de DM tecnico/progressivo e procuram algo mais "simples" e proximo ao passado de algum DM americano dos anos 90 este é sem duvida um bom album para descobrirem.
Podem ouvir em baixo:


Abriosis-Vessel


Com o regresso em força do DM é natural que o lado mais tecnico do movimento tambem seja levado um pouco de arrastão dentro da febre atual e depois os monstruosos regressos de Ulcerate e Gorguts ainda vêm aprumar mais as coisas para a coisa..
No caso dos canadianos Abriosis a coisa funciona um bocado assim, Death tecnico e extremo com algumas passagens que fazem lembrar alguns dos mestres do genero, onde se misturam ligeiras dissonancias e o peso se transforma num rolo-compressor que esmaga tudo á sua passagem.
É um ep curto de quatro faixas que acaba por se assemelhar a um murro nos olhos com alguma complexidade ajudado por uma boa produção que ás vezes falha neste tipo de registos.
Destaque tambem para a vocalista Alxs Ness que aqui se mostra pela primeira vez ao comandos da maquina canadiana e que parece ser uma das vozes femininas dentro da musica extrema mais interessantes que ouvi nos ultimos tempos e que encaixa de uma forma bastante natural tanto a solo como em alguns duetos vocais presentes ao longo do ep ..
Resumindo um ep bastante interessante de uma banda que poderá ainda demonstrar muito mais aquilo que vale...alias basta ouvir com atenção uma faixa como a "Peering Into Oblivion" para se ficar com a quase certeza que se está presente algo especial, já que a formula DM tecnico quase a roçar a brutalidade do Death-Core soa a tudo menos a coisa esteril na minha opinião.
A seguir com alguma curiosidade.

Obscure Sphinx-Anaesthetic Inhalation Ritual


Quando se soltam as primeiras notas deste "Anaesthetic Inhalation Ritual" nada indica que se está prestes a iniciar uma das mais interessantes viagens pelo movimento neurotico dos ultimos tempos.
Vindos da Polonia, os Obscure Sphinx são um quinteto liderado pela vocalista Wielebna que lancam agora o seu primeiro album, mostrando ao mesmo tempo que afinal por aqueles lados nem só Blindead merecem atenção.
Afirmando-se como uma das jovens promessas europeias mais interessantes do momento para fazer frente a alguns consagrados do estilo e mesmo estando o mesmo a dar já sinais bem evidentes de algum estagnamento, os Obscure Sphinx conseguem criar um registo com um impacto brutal.
Situando-se no meio de uma tempestade sonora que se move entre uns Battle of Mice com ambientes explorados por Cult of Luna e nos extremos Overmars a banda vai desenvolvendo a partir daqui a sua sonoridade, não deixando no entanto de entrar ou melhor criar autenticos tornados mais progressivos que parecem ir beber influências a nomes tão dispares como Tool, Meshuggah, Admiral Angry ou Minsk, gerando uma amalgama de sons que nos vai envolvendo e deixando num estado sufocante á medida que somos expostos diretamente a estas opostas radiações musicais.
A maneira como a banda consegue aplicar todos estes ambientes e transforma-los em algo proprio acaba dar um toque de genialidade ao album, obrigando o ouvinte a estar focalizando naquilo que vai saindo das colunas e atento aos deliciosos pormenores que vão sendo emanados do album.
Para além da fantastica instrumentalização aqui presente não posso nem quero deixar passar em claro o demente trabalho vocal da vocalista Wielebna (Zofia Fras).
Imaginem a Julie Christmas fechada dentro de um hospicio e a precisar desesperadamente de um exorcismo e a beira do abismo..isto apenas para terem uma pequena ideia da maneira como a vocalista aplica aqui o seu registo vocal.
Atraves de uma sensibilidade insana, melancolica e por vezes agressiva a menina vai deixando um rasto de sangue á medida que declama cada palavra e cada berro invocando á sua maneira uma Karen Crisis ou uma Otep (dos velhos tempos), embora com as devidas distancias como é logico, encaixando-as no tal registo mais psico que falei em cima.
Faixas como a imensa "Paragnomen" ,"Nastiez" (que arrasa tudo á volta, depois da brisa inicial que é a "AIR") ou a espantosa "Eternity" são talvez do melhor que se pode pedir hoje em dia dentro deste estilo..
Embora o album tenha e deva ser visto como um todo, aliás penso mesmo que isto tem ares de ser uma obra conceptual, estas faixas assim soltas têm o condão de fazer o tal click necessario para se ir ouvir o resto..
Na minha opinião isto é excelente mesmo, uma viagem que percorre os caminhos espinhosos do Heavy-Sludge mais focalizado no lado Progressivo e onde vai caindo um chuva acida de ambientes Post-qualquer coisa.
Recomendado.

Ulcerate-The Destroyers of All


O novo The Destroyers Of All dos neo-zelandeses Ulcerate, continua a sua descida lenta em direção ao abismo inicialmente escavado pelos Gorguts no mitico Obscura, ponto acente e nada mais a acrescentar.
Só esta frase chegava para definir novamente a genialidade musical que este (agora) trio consegue criar nos seus registos, especialmente nos dois ultimos albuns, já que o peso da banda está como que naturalmente embrulhado na suprema tecnica que a banda consegue invocar ao longo das musicas deste album.
Falar em tecnica e DM continua a ser um pau de dois bicos, já que ou se consegue realmente criar algo digno ou então as coisas tornam-se num aborrecimento quase mortal, não vou mencionar nomes, mas em alguns casos a masturbação sonora é tão degradante (no mau sentido) que mete dó.
Não é o caso da banda do Paul Kelland que como escrevi consegue equilibrar o som e encaixa-lo dentro de um cubo magico que para além de criar adição acaba por despertar os nossos sentidos.
Quem os conhece já sabe minimante o que esperar, um som pesado carregado de dissonancias onde a tecnica dos instrumentos se funde com um carregado sentido de morbidez planante, algo como uma banda de DM como os Immolation comecassem a tocar Post-Rock.
Conseguem visualizar uma coisa destas?
Pois realmente é bizarro, mas igualmente bem feito, onde as estruturas das musicas parecem ganhar vida e uma estranha envolvencia que só aquelas bandas especiais conseguem desenvolver quando pegam em instrumentos musicais, aliás convem escutar com muita atenção aquilo que o baterista Jamie Saint Merat aqui mostra ou por outras palavras isto é um dos desempenhos mais incriveis que ouvi até hoje num album de musica extrema.
Paralelamente ao album anterior este novo album afunda-se ligeiramente mais no aspeto criativo e por vezes mais "suave", onde a espinha do Post dissonante é a base do corpo e a partir daqui os orgãos se vão fazendo e desfazendo á medida que o album se vai mexendo e remexendo num lamaçal de podridão aveludada.
Pontos altos são praticamente todos, e até agora não consegui ouvir ou visualizar nenhum aspeto negativo, mas mesmo assim destaco a 1º faixa de avanço "Dead Oceans" (que podem ouvir em baixo), a monstruosa faixa titulo "The Destroyers Of All" que ao longo de 10 minutos mostra tudo o que de melhor se pode encontrar neste estilo, e a violenta "Cold Becoming", embora as restantes sejam claramente do mesmo nivel..
Balançeado, poderoso, calmo quando precisa ser e muito mais claustrofobico|dissonante que o anterior a banda aqui não faz mais que continuar a sua evolução, mexendo em pouco, mas onde mexe soube estruturar simplesmente o necessario e não caindo na singela esparela com o selo superduper tecnical Death-Metal.
Confirmam sem a menor duvida que são atualmente o maior nome de DM digamos mais progressivo e tecnico e voltando ao inicio do texto, uns dignos sucessores de Gorguts.
Obrigatorio.
http://www.mediafire.com/?ab5w1x5mjdaf2aa

Amia Venera Landscape-The Long Procession


Os italianos Amia Venera Landscape vem ocupar o espaço deixado pelos The Secret, agora que estes ultimos se tornaram numa arma quase letal e deixaram um pouco de lado os ambientes mais viajantes esta jovem banda assume-se como uma das mais interessantes propostas da atual cena italiana no que ás novas tendencias extremas diz respeito.
O album é sem duvida uma autentica viagem que percorre os mais variados caminhos sejam eles mais virados para o Post-Hardcore ou não.
Muitos sentiram-se um pouco desiludidos com o novo rumo de The Ocean (eu incluido), mas para toda esse minoria tem aqui um tesouro pronto a ser explorado, já que segue um pouco o atual caminho da banda alemã.
Desde as vocalizações mais normais até ao lado mais berrante, este album acaba por se tornar numa bastante agradavel surpresa e sem duvida irá algum impacto dentro deste pseudo-movimento, isto se percorrer o seu caminho sem grandes sobresaltos.
Ao falar em Post-Hardcore, acabam por existir duas referencias que por aqui são incontornaveis, os suecos Cult of Luna (da primeira fase) e os franceses Celeste.
O que se ouve neste "The Long Procession" é quase um apanhado desses dois nomes embora sem o toque mais malefico de Celeste e sem o lado mais negro de Cult of Luna, já que AVL explora mais os encantos planantes deste movimento, caindo em diversas situações numa espiral de explosões sonoras que deixariam muita banda lider do movimento de boca aberta.
Exemplos, aqui existem varios desde o catastrofico choque sismico que dá pelo nome de "Empire" até ao autentico devaneio musical que percorre os 14 minutos da imensa e poderosa "Marasm", que de marasmo nada tem.
Piano, samples, descargas furiosas de Post-Core, vocalizações duplas carregadas de alma conseguem arrancar um pouco do nosso interior e levar-nos até ás paisagens da estranha capa.
Por falar nisso gosto imenso da foto, é estranhamente enigmatica e parece ir buscar um pouco o universo criado na serie "Flashforward"...verdade ou não é uma das capas mais interessantes que vi nas ultimas semanas.
Portanto se gostam de boa musica, daquela mais atual que tem como base o Post-qualquer, epah não deixem de escutar este album, é realmente muito bom e mesmo que estranhem aquela voz quase "emo" que por ali vão apanhar algumas vezes vão ver que isso é apenas um mero fator que apenas requer de algumas escutas..
Recomendado.
http://rapidshare.com/#!download|51cg2|436019252|AVL-TLP.7z|129967
Fica aqui a monumental "Marasm" para ficarem com uma ideia do que isto é:

Intronaut-Valley of Smoke


Parece que foi á terceira que Intronaut acertou.
Confesso que nunca fui grande fan dos trabalhos anteriores desta banda norte americana, não que fossem maus, mas na minha opinião acho que faltava sempre alguma coisa mais ao som.
O novo "Valley of Smoke", parece vir mudar ligeiramente as coisas porque trata-se realmente de um album de proporções epicas bem intensas e com algumas cartadas bem inteligentes.
Desde logo a ligeira novidade no som, onde o groove meio jazzistico e o ambiente algo Post-Rock encaixam muito bem no lado mais progressivo do quarteto como se Mastodon se fundissem com Cynic e Isis numa só entidade que vai explodindo á medida que o album percorre os nossos sentidos..
Estranho mas real, a banda não se limita apenas a descarregar aquela pseudo-furia dos primordios, aqui coloca-a um pouco de lado e aprofunda a sensibilidade musical como nunca fizeram ate aqui.
Naturalmente bastante complexo, alias não se poderia esperar outra coisa quando se menciona Cynic,Isis ou Mastodon nas influencias, o album é de uma beleza provocante e profundamente bem estruturado como se estivessemos a montar (neste caso ouvir) um puzzle, onde todas as peças vão encaixando de uma forma quase natural.
Não se torna aborrecido, como poderá parecer á primeira, alias antes pelo contrario, acaba por ser bastante delicioso escutar estes 50 minutos de musica que percorre muita coisa e abraça muitas outras.
Talvez não seja um album indicado para quem procura força mais organica já que aqui as coisas andam mais a planar num nivel mais mental e introspetivo que outra coisa, soando calminhas e plenas de envolvencia musical por vezes mostrando uns Tool ali a assombrar aquelas notas.
Alias não será de estranhar porque este album conta com a participação do Justin num dos temas, o que só por si revela que isto não será algo banal, se é que me entendem, porque de facto não o é.
Uma excelente proposta se gostam das bandas que mencionei no texto ou se se interessam pelo lado mais Post-Prog da musica atual, impressiona a dadas alturas e torna-se bastante cativante principalmente no uso que dão ao Baixo e na forma como a bateria vai acompanhando cada nota expressiva saida dos restantes intrumentos, escutem o autentico devaneio musical que é a faixa titulo com atenção e depois vejam se não tenho razão.
Para descobrirem sem medo, requer algum tempo e atenção, mas isto é material excelente mesmo e deixo aqui um dos momentos mais altos do album.
http://www.mediafire.com/?nayca1i2jygqd71

Crushing Sun-TAO


Os franceses Gojira, Scarve (principalmente estes), os suecos Mnemic, ou os geniais Strapping Young Lad quando editaram os seus primeiros albuns provavelmente nunca pensariam que estariam a levar a cabo uma pequena revolução na musica mais extrema de contornos mais modernos e faceis de engolir (ler cativar).
Nem eles nem ninguem sejamos sinceros, mas aquilo que estas e mais algumas bandas criaram num passado não muito distante continua a ser um enorme foco de inspiração para todo o movimento atual um pouco por todo o lado, sejam na enormidade americana comercial de uns Lamb of God seja num movimento anão como o português.
Neste aspeto é quase impressionante a quantidade de bandas que vão surgindo por ai, algumas com qualidade e outras que mais valia dedicarem-se ao cultivo do nabo...
No caso de Crushing Sun, uma jovem banda vinda do Porto, aquilo que mostram neste seu primeiro album poderá tornar-se em algo interessante para explorar para quem gosta destas tendencias mais modernaças do Metal.
Não que isto seja uma obra-prima, porque não o é, mas existe muita qualidade e em alguns momentos consegue mesmo por de parte alguns dos nomes mais vendaveis deste universo.
Talvez encontrem muito por ai este "TAO" rotulado com metalcore, mas isso acaba por ser um pouco enganador e nada revelador daquilo que Crushing Sun cria, acabando por se tornar a dados momentos"enrotulavel" dentro desse movimento maldito.
Desde logo um certo sabor a Post-Core digno de um album de Textures ou pequenas passagens que remetem para uns Mastodon, embora não tão "brincalhões" com os instrumentos como eles.
Instrumentalmente o album é forte e bastante equilibrado, mesmo usando dois pesos (melodia e "mosh") lado a lado, a banda consegue criar uma ponte perfeita para estes dois mundos opostos.
A voz do vocalista Bruno fica presa no meio deste campo de folhas secas e acaba por ser o elo mais, não direi fraco, mas é demasiado banal e falta alguma diversidade em comparação com aquilo que a restante banda mostra a nivel instrumental.
Bem sei que é natural neste tipo de som esta voz, mas umas nuances diferentes aqui ou além certamente dariam ainda mais vigor a este trabalho, ou então não aplicar tanto aquele growl aos temas, assim quem não ouvir com atenção talvez não fique muito impressionado.
Mas mesmo assim é um trabalho bem acima da media para aquilo que se ouve atualmente dentro deste estilo, forte, vigoroso, intenso e atual, onde a banda até se lança em curiosos e interessantes devaneios como os que se ouvem nas 4 ultimas partes solares "20 to 2200 Hertz","37+ Celsius","Grey Scent" e tudo explodir na bombastica e quase modern DM "Strip and Deceit", que para mim são os temas que atingem a temperatura mais elevada aqui...
Mas resumindo isto acaba por ser uma excelente proposta para se ouvir sem receio ou medo de rotulos.
Metalcore?
Metalcore o caralho isto é Crushing Sun!!
Fica aqui uma dona de casa desesperada transformada em Lois Lane

Jumalhämärä - Resignaatio


Atualmente o movimento BM anda meio paranoico, ou se assistem a autenticos flashbacks retro da coisa, mas com poucos motivos de destaque ou então as bandas mais vanguardistas embrulham-se de tal maneira nos seus proprios labirintos que custa a encontrarem uma saida, e já nem falo da "aura" que parece que se eclipsou do som, é que nem hoje nem ontem apenas basta ser uma copia de algo ou ter inspiração de algo, é sempre necessario acrescentar algo que acabe por definir o som, ainda mais nos dias de hoje com a enxurrada de lancamentos diarios...
Os finlandeses Jumalhämärä são um caso bizarro dentro do estilo, inserem-se dentro do rotulo BM mais vanguardista mas conseguem ao mesmo tempo soar de uma forma que se poderia encaixar num qualquer som saido do lado mais evil do movimento..
Logo na faixa de abetura deste Resignaatio somos completamente dilacerados por 10 minutos de BM extremo e complexo que bem poderia ter saido da mente de uns Dodheimsgard da fase mais alucianada, alias foi mesmo esta faixa que me cativou, é tambem a unica coisa que se pode ouvir por ai do album... não têm myspace e a info é escassa.
Acabei por comprar o album e tinha uma ideia e alguma expetativa porque se o resto do material fosse da mesma qualidade, este album seria mesmo algo especial...
Depois de recebido o album e de o ouvir varias vezes fiquei no meio de um dilema.
O trabalho é realmente acima da media, mas depois de escutada a "Ecstasy In Blood-A Ballad", esperava muitissimo mais deste projeto de pessoal de Fleshpress e Morko..
Existem aqui momentos fantasticos, mas existem outros que acabam por soar meio banais, e neste aspeto o album acaba por se perder um pouco, já que não se consegue erguer na totalidade, principalmente nos tempos mais..não direi Post-BM mas mais introspetivos, o que é estranho é que o lado ambiental (mais louco) funciona bem, como se ouve na final "Of Enlightenment and Righteousness pt. II"...mas os devaneios meio Shining e o excesso de vanguardismo presente destoa com grande parte do material digamos mais interessante o que acaba por tornar o album numa especie de molho agri-doce..
Se isto fosse totalmente tocado segundo as regras 7x7 da primeira faixa acredito que talvez se estivesse perante num album surpreendente, mas como não é fica tudo um pouco estranho, o que é pena porque a banda em si tem realmente boas ideias, mas parece que ainda não tem um som definido e soa ainda algo verde..
Se isso fosse um mcd de 20 e tal minutos e onde apenas se ouvissem a "Ecstasy In Blood", a "Storm is Coming" e tudo acabasse tudo na bizarria da "Of Enlightenment.." seria então uma peça de excelencia dentro do BM mais "adulto" (como a propria editora os definiu)..como não acontece é um album ainda na puberdade mas que me deixa com alguma curiosidade para o proximo capitulo..e ver se confirmam as boas indicações aqui presentes e crescem realmente..
Ah já agora destaque para o bonito digipak do album e para o conteudo grafico...
http://www.mediafire.com/?cszf17v6f854vwd

Nachtmystium-Addicts: Black Meddle Pt. 2


Nachtmystium são atualmente uma especie de banda bonitinha do movimento extremo norte-americano muito á custa da junção|união que a banda liderada pelo Blake teve nos ultimos anos, tanto na coragem em abordar uma nova tendencia dentro do USBM como na sua inteligencia em conseguir captar para si as ondas sonoras de musicos como o Sanford Parker ou o Wrest de Leviathan assim só para nomear os mais conhecidos.
Depois da muitissimo interessante primeira parte do "Black Meddle", lançada á coisa de 3 anos (já?) surge agora a segunda metade para esta especie de trabalho conceptual e onde a banda continua a sua marcha gloriosa por territórios algo retro-vanguardistas das sonoridades mais extremas.
Realmente uma das permissas para este album era aprofundar ainda mais o conceito musical iniciado no trabalho anterior e curiosamente ou talvez não o Blake e companhia atingem aqui uma especie e limbo que ofusca ligeiramente o que anteriormente criaram.
Primeiro a nivel melodico é algo que vai apanhar muito fã de surpresa e segundo pela propria estrutura das musicas que em alguns casos caiem no basico refrão/solo/refrão tipicamente Rock.
Mas fora isto existem aqui musicas que continuam a tremenda cacofonia deliciosamente perversa e tipica dos novos Nachtmystium como as "The End is Eternal" , "Blood Trance Fusion" ou a bruta "High On Hate".
Juntando isto tudo temos um daqueles albuns que em determinados dias poderá soar fantastico enquanto noutros um aborrecimento quase atroz, mas quem conseguir descobrir um meio termo entre estes dois tipos de estado mental provavelmente estará aqui nas suas sete quintas.
Aprofundando mais a nivel musical é mesmo impressionante os diversos pormenores que algumas musicas contem sendo que as irritantes e viciantes "Ruined Life Continuum" ou a "Nighfall" são dos momentos mais altos aqui mostrados.
Embora a banda afirme que procurava aqui aquele feeling setentista por vezes o material aqui exposto aproxima-se de algumas bandas do movimento (preparem-se)....indie.
Talvez só irão apanham isto se ouvirem algumas dessas bandas, mas existem aqui autenticos momentos que quase poderiam estar num album de The Killers ou dos antigos Joy Division, por exemplo, sobre estes a batida da Nightfall é quase surreal.
Mas uma coisa é certa a forma usada pela banda não compromete em nada a tonalidade narcotica usada neste album, porque conseguem de uma forma quase natural dissolve-la no meio daquele jardim de papoilas e seringas sujas...
O som de bateria, que aqui tem o cunho do Jeff Whitehead ou Wrest, tambem me parece bastante interessante e talvez venham mesmo dele as "estranhas" influencias que falei em cima, mas o homem toca, toca mesmo muito tanto num registo mais extremo como numa vertente mais soft conseguindo obter resultados dignos para aquilo que o album representa, basta escutar com atenção logo as primeiras faixas do album.
Outro pormenor interessante é a forma como o Blake consegue encaixar a sua voz ao longo do album, quase não muda o tom mas tanto consegue aplicar as cordas vocais numa quase radio-friendly song como a "Nighfall" e de seguida aplicar a mesma dose numa cosmica "The End Is Eternal" ou na "Blood Transe Fusion" com resultados brihantes.
Atualmente a banda conta nas suas fileiras com dois elementos de Lord Mantis (que se preparam para regressar este ano, regresso esse que é bastante esperado por aqui) e pelo cada vez mais guru S. Parker, com um line-up destes adorava ver como soariam estas musicas ao vivo.
Em resumo, um bom album na linha do anterior com alguns destaques absolutamente focalizados na criatividade e com uma envolvencia tipicamente Nachtmystium, mas algo abaixo da obra-prima que foi o regresso de Twilight e de onde alguns musicos aqui presentes tambem dão um ar sufocante da sua graça mas com melhores resultados na minha opinião, mas mesmo assim nota bem acima da media...cuidado com os refrões que ficam cravados e a ecoar na cabeça..
http://www.mediafire.com/?3qkygjzm5j3
Fica aqui mais um momento indieblack ou whatever..

Avicularia-Born to be Vile


Bem e começamos o ano na mesma onda em que se terminou o ano passado, ou seja a percorrer os campos mais espinhosos do DM.
Desta vez cabe aos Croatas Avicularia a honra de abrir 2010.
Apesar do album ser do ano passado e de já estar na minha playlist á umas semanas só agora merece aqui uma curta biopsia.
Em termos musicais o que fazem estes moços é DM na sua vertente mais progressiva e brutal,mas não pensem já nos monstros australianos porque não nada a ver,embora aqui estes Avicularia se preocupem tambem com aspectos sismicos, mas um pouco longe daquilo que as ultimas bandas aqui retratadas fazem.
È DM brutal como disse,mas com uma excelente adição de progressismo e ligeiramente complexo,onde só destoa o aspecto pouco cuidado da produção e de ser o primeiro trabalho porque de resto o que faz esta banda é algo que não fica atrás de alguns nomes da Relapse ou da Listenable por exemplo,alias até arrisco a escrever que esta banda talvez seja um petardo a ter mesmo em atenção porque aquilo que aqui mostram tem tudo para ser colocado em lista de seguimento.
Para quem gosta de DM ultra tecnico e musicalmente brincalhão este será um album a consumir em doses excessivas nos proximos tempos e o mesmo se aplica a quem gosta de DM na sua vertente não tão podre ou visceral.
È um trabalho de facil trato e de consumo imediato mesmo com a sua ligeira complexidade musical consegue cativar do primeiro ao ultimo minuto.
Tambem não é preciso muito basta ouvir musicas como a "Spiraling Doom","Anthen to Arms" ou os 10 minutos da brilhante "Requiem for Ego" para se perceber que esta banda mesmo desconhecida de muitos tem aqui muito poder de fogo para vos deixar meio o.O.
Um album que vale muito a pena descobrir.
http://www.mediafire.com/?mfazqy0vgnv

Foscor-Groans to the Guilty


Vindos de Espanha os Foscor são uma das boas bandas que actualmente proliferam na cena europeia e desde que os vi ao vivo aqui há um ano tornaram-se num exemplo para seguir atentamente.
Este é o novo album da banda liderada pelo Fiar e o que aqui temos é um album com uma qualidade bem interessante e acima da media no que concerne ao BM de tendencia mais exploradora.
Talvez o nome Enslaved seja aquilo que mais os consegue situar dentro da sonoridade mas não se ficam apenas por aqui já que tambem procuram entrar em territorios que por vezes lembram certos momentos mais extremos dos portugueses The Firstborn ou até de Shining o que bem vistas as coisas até não são nada más referencias antes pelo contrario.
A juntar a isto tudo convem referir que a banda adiciona uma certa atmosfera gelida ao longo das musicas que lhe dão um certo sabor especial e de certa maneira nordico já que são caracteristicas de muitas bandas escandinavas e aqui os espanhois conseguem transforma-las numa toada algo sulista e progressista,sem que com isso se tornem aborrecidos ou banais.
Isto se gostarem daquilo que bandas como Enslaved ou Helheim andam a criar nestes ultimos anos a nivel de som base embora aqui não se fale de mitologia nordica mas bem vistas as coisas este Groans to the Guilty bem poderia ser um album feito por eles com as devidas distancias é claro.
Mas mesmo assim não deixa de ser um album bem interessante.
http://www.mediafire.com/download.php?gnvzvnwqjtt

Bergraven-Till makabert väsen


Bem o album anterior era excelente mas este consegue ser ainda mais.
Bergraven está de volta e com um som renovado e mais dinamico em todos os sentidos.
Se no anterior as coisas se centravam um pouco para aquilo que muitas bandas comecavam a ter tentação em cair, agora a banda do Par surge balanceada para o outro lado, mais vanguardista e nordica em vez de uma absorção no Post qualquer coisa.
Não esperem um album facil, alias de facilitismo aqui não existe nada e pior existe aqui uma complexidade musical tremenda, primeiro a voz que é totalmente cantada em sueco que dá um total efeito de mindfuck sonoro e em segundo a parte instrumental é um autentico puzzle de sons que percorrem varias areas.
Nomes que me vem a cabeça quando ouço este album incluem Virus e principalmente Ved Buens Ende, tanto na estranha veia progressiva, parece que os temas se desfazem como areia a passar nos dedos, como na capacidade transformar algo feio e horroroso num jardim florido.
O fantastico som sacado das linhas de baixo dá uma estranha vida ao album e a guitarra tocada com uma aura quase narcotica só ajuda a criar uma sonoridade tão estranha como refrescante,confiram a "Jag Laver Djavul" para ficarem com a mente a andar a roda.
Sejam em momentos de melancolia demente como em espasmos que soam estranhamente experimentais e ambientais.
Não existe aqui rebeldia pura e dura, nem momentos Post a dar um clima cinematografico o que aqui se ouve são musicas que foram exumadas de um qualquer cemiterio e que agora querem ganhar vida á força toda, embora cambaleando.
E consegue-no, embora como escrevi isto seja demasiado complexo para se ouvir assim a toa é um daqueles albuns que acaba por nos fazer mexer e apurar os sentidos um pouco como as bandas do Carl Michael fazem de uma maneira tão original.
Mas atenção não esperem aqui um album de BM,se bem que quem se sentiu defraudado com o ultimo de Shining, talvez encontre espaço e tempo para afogar um pouco as magoas embora não de uma forma direta é claro.
Mas ainda se encontram aqui alguns restos de algo que se poderia chamar de BM como algumas partes da "Det Andra Liket" ou na "I Timmem Nar Allt Ar Over", mas não vão muito além disso.
Experimental e alucinante mas com a cabeça naquilo que se está a criar, para não sair forçado ou idiota este album é pura classe e um dos trabalhos mais criativos e mente aberta deste ano na minha opinião.
Um album delicioso editado pela mão da Hydra Head agora mais a serio depois de os terem apanhado com o Dodsvisioner.
Querem um conselho ouçam isto com uns fones durante a noite,autentica viagem de olhos abertos no meio de um pesadelo...
http://depositfiles.com/pt/files/ja9wms1ix

Ulcerate-Everything Is Fire


O DM enquanto estilo extremo ainda tem muito para oferecer e se não acreditam ouçam esta bomba Neo-Zelandesa,provavelmente o ultimo pais de onde pensariam ser criado um dos melhores mais intensos e brutais albuns de DM tecnico dos ultimos tempos.
Este trabalho é uma daquelas peças que valem sobretudo pelo modo como são criados já que os musicos envolvidos não se limitam a recriar over and over aquilo que centenas de outras bandas fazem e em vez disso adicionam um toque de carisma que os consegue demarcar do resto,apesar das obvias referencias.
È praticamente impossivel não ficar indiferente á avalanche de som que sai das colunas quando o album começa a tocar, a medida que somos embrulhados no meio daquela tempestade de energia fica-se com a ideia que algo violento se levanta a nossa volta.
Se ouviram o album de Malebolgia que falei aqui sentiram aquele poder tremendo contra a vossa cara, agora imaginem algo com uma estranha tecnica progressiva que vai buscar influencia a alguns nomes como Nile e Immolation e atirem tudo contra uma parede.
Só estes pontos acredito que já seriam mais que suficientes para despertar a curiosidade mas as coisas não se ficam por aqui, já que no meio daquela britadeira são misturados alguns aditivos algo dissonantes e estranhos que tanto lembram aquilo que DsO cria na fase pos Kenose como momentos vindos directamente de algumas bandas digamos mais Sludge/Post/Doom que vão fazendo algum furor nos dias de hoje,ouçam por exemplo os seis minutos da fantastica "Caecus" e tirem as vossas conclusões.
O resultado para além de ser tremendamente eficaz e original resulta em pleno já que o album cria um autentico vicio e em nada cai na monotonia ou aborrecimento como poderia fazer crer se isto fosse apenas uma rajada de metralhadora tocada a velocidade da luz.
Assim e com os tais elementos pregados no ADN de Ulcerate o que se tem aqui é provavelmente um dos mais bem feitos albuns de DM deste ano daquele mais moderno.
Asfixiante por vezes, arrassador noutras e com uma demencia algo invulgar neste tipo de som este quarteto vindo do outro lado do mundo, nada mais faz do que uma especie de apocalipse musical que queima os mais desprevenidos e engole tudo a sua passagem.
Aconselho a ouvir bem alto....o efeito é serem atropelados em slow motion por um comboio...depois digam que não vos avisei.
Recomendadissimo e escuta obrigatoria...isto era algo que poderia ser criado por uns Gojira se agora não andassem a brincar ás bandas.
http://rapidshare.com/files/213265846/Ulcerate.rar

Enslaved-Live at Rock Hard Festival, 2008


Este concerto faz parte da edição especial do Vertebrae ultimo trabalho dos noruegueses Enslaved e resolvi colocar aqui porque sei que existem por ai bastantes fans tal como eu.
Isto retrata um concerto gravado na Alemanha no ano passado em Gelsenkirchen num festival realizado pela revista Rock Hard.
Excelente qualidade,deixo aqui os temas tocados:
1.Path To Vanir
2.A Fusion of Sense and Earth
3.Bounded by Allegiance
4.Violet Dawning
5.A Fire Sweapt Clean The Earth
6.Isa
7.Return to Yggdrasil
8.Ruun
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Isis-Wavering Radiant


Quando uma banda de um momento para o outro passa a ser a fonte de inspiração para inumeros projectos dentros do mais variados estilos musicais nos dias de hoje que poderá ela fazer para que não caia no erro de ser tornar uma copia dela mesmo?
Tem duas opções ou continua no mesmo registo mas fazendo as coisas com aquele carisma que as demarca do resto ou simplesmente seguir o caminho mais arriscado e explorar outros universos.
No caso dos norte americanos Isis o que se passa na actualidade é um misto destas duas coisas já que conseguem manter aquele registo unico e ao mesmo tempo entrar pelo artico dentro a procura de ar fresco para um genero que ajudaram a criar.
Se no album anterior a banda já revelava algumas piscadelas de olho a outras coisas aqui o Aaron Turner e companhia arriscam mesmo e sem se dar por isso dão um salto de gigante em relação a concorrencia.
Pessoalmente não gosto muito do album acho-o quase anti-Isis,mas se for a ver as coisas de uma forma mais lirica e profunda o que temos aqui é um muito bom album.
È estranha a frase não é?
Não gostar de algo e ao mesmo tempo achar que se está perante algo bom,pois bem mas até é simples isto.
Primeiro e mais evidente nota-se que a banda entra num experimentalismo quase indie ou Soft-Post-Rock como queiram de uma forma que quase arrasa a sonoridade da banda e se anteriormente isso era sublimemente misturado com alguma agressividade aqui esta palavra deixa quase de fazer sentido e em vez disso a banda agora anda a navegar por paisagens melancolicas que rementem para aquilo que por exemplo A Perfect Circle já fez ou noutro campo mais directo uns GIAA o que não é mau pelo contrario,mas que acaba na minha opinião por matar um pouco o clima Isiano caracteristico já para não falar no som cada vez mais Tooliano que as vezes se apanha na cara como o que se ouve por exemplo ao longo da "Threshold of Transformation" ou logo na espectacular faixa de abertura "Hall Of The Dead" e neste apesar do riff inicial recuperar um pouco do ambiente de uma faixa como a "Celestial-The Tower" mais polida consegue soar a tudo e a nada dentro do universo Isis.
Talvez isto se deva a tour que fizeram para promover o In the Absence of Truth com a banda do MJK ou devido a participação do Adam ou se calhar não é nada disso é apenas o cunho do Baresi já que aqui existem momentos que lembram tambem o ultimo de Enslaved pelo menos naquelas partes mais "sem medo" no album e ele tambem foi o responsavel pelo som.
Uma coisa é certa é uma banda que não consegue fazer musica má e aqui prova-no mais uma vez.
Mas sinto falta daquelas explosões nos temas,daquele registo agreste mas ao mesmo tempo limpido e sentimetal e de uma parte instrumental mais solta que agarrasse logo a primeira aqui para minha pena pouco ou nada disso existe em vez disso apostaram no facil(ok talvez não seja bem essa palavra) e no mais orelhudo talvez para entrar noutro campeonato que em boa verdade até merecem,mas um tema como "Stone To Wake A Serpent" não soa lá muito a Isis.
O que confirma aquilo que disse em cima mostra a banda a procura de novos espaços talvez mais envolventes e fofos em detrimento de outros mais espinhosos se resulta ou não os fans mais acerrimos que vejam a banda pela musica o dirão.
Por estes lados apesar da qualidade enorme colocada pela banda em cada tema é uma semi-desilusão acho o ITAOT superior já para não falar que fica a anos luz do Panopticon que é o meu preferido,ou num Oceanic que tambem teve mais ou menos uma mudança meio drastica no som da banda.
Um "Foco Luminoso indeciso"....hum curioso é que é mesmo isso aos meus ouvidos existe muita luz mas acaba por se tornar em algo:gosto/não gosto.
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Absu-Absu


Existem algumas bandas que apesar de as conhecer ha bastante tempo e de haver muito fan por ai nunca me disseram muito,dou como exemplos os Sigh,Opeth e estes Absu.
È certo que todas elas têm a sua cota parte na musica extrema nos dias de hoje,mas sinceramente sempre as vi como algo demasiadamente histericomusical.
Sobre Absu foram uma banda que conheci com o album Barathrum e que gostei imenso embora desses sons aqui já não se ouça nada.
A banda depois desse trabalho começou a mudar radicalmente o seu som incorporando alguns elementos mais progressivos e mais epicos em vez da brutalidade inicial.
Se fizeram bem ou mal só eles saberão mas apesar dos poucos albuns ao longo destes anos estas mudanças tornaram-os num dos grupos underground mais venerados pelo mundo fora.
Chega agora mais um album de "Metal Oculto Mitologico" como a banda se vê e que existe a dizer?
Bem primeiro é talvez o album mais cheio e sem duvida o mais orelhudo.
Passo a explicar primeiro a sonoridade thrashy que tanto em voga está nos dias de hoje ajuda bastante a que isto não passe despercebido já que o trabalho de guitarras é de facto muito bom e ajuda a criar uma aura bem metalica ás musicas colocando os ritmos certos no lugar certo mesmo naquelas passagens mais "ocultas" criando um efeito fractal de fogo que parece que se desenvolve á nossa frente.
Com uma forte componente progressiva que se associa cada vez mais a musica da banda e com alguns momentos em que esse aspecto se funde com alguma brutalidade o que resalta á medida que se ouve o album é que estamos perante um album com a capacidade de se tornar numa peça de culto no futuro isto porque é inegavel a mistura de decadas que se faz aqui metalicamente falando.
Apesar de os riffs parecerem vir directamente inspirados do passado de uma certa banda famosa á qual um dia o Proscriptor tentou entrar, fica-se com a ideia que ainda existe muita coisa para revelar dentro deste genero em vez da mera copia pateta coisa que se tornou moda nos dia de hoje.
Existe muita parra e muita uva,e a bebida que se obtem no final é realmente saborosa e com capacidade para agradar tanto á velha escola como a nova e ainda consegue criar algo com interesse misturando estes dois mundos que tanta disputa as vezes têm entre si.
Musicas como as poderosas"Those Of The Void Will Re-Enter","Ye Uttuku Spells" falam por si e demonstram bem o quanto a banda se empenhou na criação deste trabalho.
Com a participação de alguns nomes meio famosos como o Ashmedi (Melechesh), Jex Thoth (Jex Thoth/ex-Totem), Nornagest (Enthroned), Sataniac (Desaster), Vorskaath (Zemial) e o Bruno Mindwalker dos portugueses The Firstborn (este na faixa "13 Globes") dão á sua maneira ainda mais enfase a musica já excelente deste album.
Já agora só uma pergunta na "Magic(k) Square Cipher" o Blasphemer não meteu ali as unhas?
É que aquilo transanda ligeiramente a Ordo ad Chao por todos os lados...
Pouco existe a acrescentar a não ser finalizar a segunda frase deste texto:
Que a histeria comece mas desta vez tem mesmo motivos para o fazer.
Poderoso regresso.
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Mord'A'Stigmata-Uberrealistic



Agora uma banda que me atirou contra a parede nas ultimas semanas.
Não, não é nada que procure aquelas cenas estranhas que falo aqui as vezes é apenas um disco de DM como á muito não ouvia.
Quem seguir mais de perto a cena polaca certamente o nome Mord'A'Stigmata não será por certo desconhecido,mas se não conhecem tratem já de o fazer porque vale a pena,muito mesmo.
Este album é um poderio brutal de tecnica extrema.
Mistura o universo de Morbid Angel(principal influencia parece-me pelo menos a nivel de guitarras) com algumas das bandas que estes influenciaram como Gojira,algum Extreme Metal,e por vezes lembra tambem aquilo que The Firstborn já fez no passado isto tudo resulta num excelente album de DM actual extremo onde a tecnica se funde com a demolição sonora dos mestres americanos que falei em cima.
E é apenas o primeiro album da banda o que leva a crer que a banda ainda poderá aprumar ainda mais toda esta parafernalia de ideias que por aqui estão apesar de ainda meio verdes mas a caminhar para a colheita final e tornar-se em mais um caso de sucesso do Underground na senda de bandas como Vesania e outros.
È certamente uma banda a ter em atenção nos proximos tempos...
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Hateful Abandon-Famine (or Into the Bellies of Worms)


E agora algo refrescante:
Hateful Abandon.
Gostaram de Lifelover?
Se a resposta foi positiva então experimentem este album.
Imaginem o universo negativo do BM mais depressivo e o Dark/Pop dos anos oitenta.
Estranho não é?
Agora misturem as duas coisas ficaram com uma ideia?
Não?
Não acreditam que isto é posivel?
Pois bem, resposta errada, é de facto possivel e melhor soa muitissimo bem.
Esta banda inglesa consegue de uma maneira bastante coesa e original fundir estes dois mundos que apesar das devidas distancias tem algo entre si.
Geralmente nomes como Joy Division,Bauhaus,Sisters of Mercy,The Cure ou Depeche Mode são nomes que estranhamente ou não fazem parte do gosto de muito fan de BM então porque não tentar captar a essencia musical deste estilo e adicionar o tal efeito depressivo do BM.
Já muitas bandas o tentaram fazer e lembro-me assim de repente de Virus e o caso talvez mais gritante Joyless banda que conseguiu misturar os dois estilos de uma maneira algo tosca mas bastante cativante e original.
A juntar a esse lote fica agora mais um nome Hateful Abandon e que para mim se torna num dos projectos melhor concebidos no que toca em originalidade e simbiose dos generos que falei em cima.
Misantropic Pop foi um dos rotulos que Joyless ficou conhecido,HA apenas ajudam a desenvolver ainda esse universo.
Com um vocalista que parece possuido pelo fantasma putrefacto do Ian Curtis(FANTASMA MESMO já que as partes vocais vão desde a subtileza Pop até aos gritos insanos ao jeito de Silencer,para se ter uma ideia) e com um devaneio instrumental excelente no qual o baixo assume um papel de realce dando a pulsação certa aos temas e no qual a bateria ajuda a definir todo o ambiente que se ouve ao longo destes sete temas,alguns a lembrar uns Aperfectcircle isto ao nivel de orquestrações(samples) mais viajantes.
Simples, mas poderoso e eficaz,por vezes depressivo com uma aura Post qualquer coisa a assombrar os temas,um autentico sonho musical que por vezes se torna assombroso.
È de facto um album muitissimo bem conseguido e melhor transformado por esta banda inglesa que consegue fazer algo "á parte" para quem gosta de absorver todas estas tendencias que tenho vindo a falar no texto.
Dark Pop,Black Pop ou Misantropic Pop,Post BM o que lhe queriam chamar mas que isto é bom.....foda-se é bom mesmo.
Entrem no pesadelo e deixem um sorriso....
http://lix.in/-3918bc

A Perfect Circle-Live Portugal:Coliseu dos Recreios 20/01/2004



Dia: 20 de Janeiro de 2004.
Local:Coliseu dos Recreios em Lisboa,Portugal.
Banda:APerfectCircle

Neste dia o velho Coliseu de Lisboa assiste a uma das mais intensas actuações que há memoria vindas de uma banda de Rock naquele sitio mitico da musica nacional.
A Perfect Circle banda saida da mente dos senhores Billy Howerdel e Maynard James Keenan faz a sua primeira passagem(e talvez unica)por terras Lusas promovendo o então segundo album 13 Step.
Com uma formação renovada da qual os senhores James Iha e Jordie White comecaram a fazer parte a banda conseguiu criar uma cumplicidade com o publico arrepiante.
Quem conhece a musica de APC sabe bem que a arte gerada por estes musicos consegue fazer vibrar o mais simples mortal e se é disco é o que é ao vivo as coisas soam arrebatadoras e muito intensas.
Com pequenas brincadeiras musicais(BSB cover) e com um Maynard bastante comunicativo , o desfile de autenticos classicos entreage de uma maneira brutal com o publico completamente hipnotizado por aquilo que se ia passando no palco e eu estive lá sei bem o que foi/senti e sinceramente foi um dos melhores concertos que vi até hoje em todos os aspectos e defini-lo por meras palavras e quase impossivel.
A gravação contida aqui é de excelente qualidade sonora,alias até poderia ser muito bem aproveitada para algo mais...mas isso não me compete a mim.
Isto faz parte da minha coleção particular mas como é algo muitissimo bom a todos os niveis resolvi partilhar com todos aqueles que por aqui costumam vir ou que de certa maneira gostam de musica tocada com sentimento.
Aqui fica então o link:
http://www.mediafire.com/?fmmq21y2gog