Ignis Gehenna - Baleful Scarlet Star


Excelente registo deste duo australiano, um misto de intensidade e envolvência a fazer lembrar algo no meio de Ascension e uns Watain dos tempos do Casus Luciferi.
O resultado é muitissimo interessante...

Premonições: Consummation - The Weightless Grip of Fire

"INVICTUS PRODUCTIONS is proud to present CONSUMMATION's debut EP, Ritual Severance. CONSUMMATION are an Australian black/death metal band based in Brisbane and who also share members with Impetuous Ritual. In 2012, they released a self-titled debut demo, which showed a startlingly accomplished aesthetic for an otherwise brand-new band. Patiently lying in wait, perfecting their craft in the shadows, CONSUMMATION are now prepared to make a grand, garish strike with Ritual Severance.

Encompassing two tracks in 21 minutes, Ritual Severance is a gibbering maw of intensity and tension. The songwriting's serpentine and slipstreaming, the execution's crazed and commanding, the recording's raw yet rounded: CONSUMMATION take viscous bestiality and give it leathery dragon-wings of atmosphere. And yet, for all the lurking menace across Ritual Severance, there's a striking amount of nuance in kind, the quintet keenly knowing when to scale back the attack and let the sinister energies simmer. As such, these two tracks feel more focused and shorter than their fairly epic lengths; not surprisingly, their respective titles - "The Weightless Grip of Fire" and "Blighted Ovum" - vividly illustrate the music's central contents.

Damned, disgusting, and dragged through both space and swarm: the Ritual Severance commences with CONSUMMATION!"

Sanguine Eagle - Individuation


"Sanguine Eagle is devotional music, exalting an unfolding magickal current that its members refer to as storm mysticism. The practitioner becomes a personification of the storm itself as he experiences the long and painful process of becoming severed from the dream or banal realities. Embodying its rapturous ability to devastate as well as bring remarkable resurgences of life, the storm is a perfect exemplification of the mercurial power that can be harnessed from knowledge of nature’s mysteries, wielded of course by one who knows, wills, dares and keeps silent. Knowledge of this frightening totality is so volatile it presents as much risk and danger as it does progress. While led through these vestigial mysteries, existence will persist as a subservient entity and all of perception becomes his temple. As the spirit goes through this harrowing castigation, one finally gazes upon the fruits of strength contained at the zenith-heart of the storm."

Bölzer - Hero


Aqui há uns anos atrás, numa das minhas deambulações pelo "maravilhoso" mundo do "Underground cibernético" (é engraçado o termo), veio até mim uma faixa de uma nova banda suiça que caiu quem nem uma bomba e, mesmo sendo a banda praticamente desconhecida, essa faixa tornou-se numa espécie de terapia diaria para quase todos os males...
A faixa em questão chamava-se "Entranced by the Wolfshook" e a banda era a de uns tais de Bolzer, que rapidamente se tornou em algo tão assustador quanto, de certa forma, cativante, a ponto de me levar a espalhar aquilo por quase todos os sitios onde andava, como se de um virus se tratasse.
Extranhamente ou não, parece que o efeito bola de neve não me atingiu somente a mim, mas muitos a mais por aí e, de repente, o duo suiço surge como uma espécie de novos messias da música extrema, algo que se confirma no ainda hoje arrepiante ep de estreia "Aura"...
Estava assim lançada a semente de um monstro sonoro de proporções épicas que, mesmo com a semi-desilusão chamada "SOMA", recupera agora aquilo para que estão forjados, ou seja, para serem um dos projetos mais originais e intensos dentro do Metal, não só dos últimos anos como, arriscaria a dizer, da última decada.
A fórmula usada neste trabalho, que curiosamente é o seu primeiro longa duração, é inteligente e vai beber influências aos mais variados estilos e tendências, não abandonando a sua base primordial, seja a nível lírico, onde a mitologia nórdica é uma constante, ou na forma como absorve todo o carisma que transforma bandas em algo místico e que acaba por nos reduzir a nós, os ouvintes, a pequenos átomos perdidos no seu universo sonoro.
Curiosamente, as opiniões vão-se dividindo, uns porque a banda, por vezes, soa como uma osmose dos próprios Bolzer com Mastodon antigo e onde a alma do Lemmy assombra a cada esquina, outros porque a banda se tornou-se ainda mais refinada e ainda outros que preferiam que eles continuassem a ecoar na caverna.
Mas, na minha opinião, tudo aquilo que aqui se ouve não é mais que o seguimento lógico do projeto. Se ouvirmos com atenção, tudo o que os separa do resto continua bem vivo: os riffs continuam a deixar marca e a provocar arrepios, a forma como KzR usa aquelas mãos tanto nas partes mais extremas como em momentos perigosamente próximos de alguns albuns "malditos" (conferir The Archer e a Chlorophyllia, por exemplo), já para não falar no imponente trabalho de bateria criado pelo HzR que quase por si só já valeria uma escuta do album.
Tudo isto ganha ainda mais beleza, quando por detrás da produção do álbum estão nomes como o Vantura (Triptykon) e o Arioch (SoTM), que continuam a transformar em ouro quase tudo onde tocam... ou quando se tem o Sturla de Svartidaudi como vocalista numa das faixas.
Resumindo, um álbum absolutamente fantástico, viciante, que cresce a cada audição e que nos faz sentir vivos!