Bölzer - Hero


Aqui há uns anos atrás, numa das minhas deambulações pelo "maravilhoso" mundo do "Underground cibernético" (é engraçado o termo), veio até mim uma faixa de uma nova banda suiça que caiu quem nem uma bomba e, mesmo sendo a banda praticamente desconhecida, essa faixa tornou-se numa espécie de terapia diaria para quase todos os males...
A faixa em questão chamava-se "Entranced by the Wolfshook" e a banda era a de uns tais de Bolzer, que rapidamente se tornou em algo tão assustador quanto, de certa forma, cativante, a ponto de me levar a espalhar aquilo por quase todos os sitios onde andava, como se de um virus se tratasse.
Extranhamente ou não, parece que o efeito bola de neve não me atingiu somente a mim, mas muitos a mais por aí e, de repente, o duo suiço surge como uma espécie de novos messias da música extrema, algo que se confirma no ainda hoje arrepiante ep de estreia "Aura"...
Estava assim lançada a semente de um monstro sonoro de proporções épicas que, mesmo com a semi-desilusão chamada "SOMA", recupera agora aquilo para que estão forjados, ou seja, para serem um dos projetos mais originais e intensos dentro do Metal, não só dos últimos anos como, arriscaria a dizer, da última decada.
A fórmula usada neste trabalho, que curiosamente é o seu primeiro longa duração, é inteligente e vai beber influências aos mais variados estilos e tendências, não abandonando a sua base primordial, seja a nível lírico, onde a mitologia nórdica é uma constante, ou na forma como absorve todo o carisma que transforma bandas em algo místico e que acaba por nos reduzir a nós, os ouvintes, a pequenos átomos perdidos no seu universo sonoro.
Curiosamente, as opiniões vão-se dividindo, uns porque a banda, por vezes, soa como uma osmose dos próprios Bolzer com Mastodon antigo e onde a alma do Lemmy assombra a cada esquina, outros porque a banda se tornou-se ainda mais refinada e ainda outros que preferiam que eles continuassem a ecoar na caverna.
Mas, na minha opinião, tudo aquilo que aqui se ouve não é mais que o seguimento lógico do projeto. Se ouvirmos com atenção, tudo o que os separa do resto continua bem vivo: os riffs continuam a deixar marca e a provocar arrepios, a forma como KzR usa aquelas mãos tanto nas partes mais extremas como em momentos perigosamente próximos de alguns albuns "malditos" (conferir The Archer e a Chlorophyllia, por exemplo), já para não falar no imponente trabalho de bateria criado pelo HzR que quase por si só já valeria uma escuta do album.
Tudo isto ganha ainda mais beleza, quando por detrás da produção do álbum estão nomes como o Vantura (Triptykon) e o Arioch (SoTM), que continuam a transformar em ouro quase tudo onde tocam... ou quando se tem o Sturla de Svartidaudi como vocalista numa das faixas.
Resumindo, um álbum absolutamente fantástico, viciante, que cresce a cada audição e que nos faz sentir vivos!

Medicação 2016


Best Albums 2016

1º Uškumgallu (USA)- "Rotten Limbs in Dreams of Blood"
2º Bolzer (Suiça) - "Hero"
3º Inter Arma (USA) - "Paradise Gallows"
4º Invehertex (Chile) - "Hacia el Vortice"
5º VRTRA (USA) - "My Bones Hold a Stillness"
6º Adaestuo (USA/Belgica/Finlândia) - "Tacent Semitae"
7º Ultha (Alemanha) - "Converging Sins"
8º Ill Omen (Australia) - "Æ.Thy.Rift"
9º Uada (USA) - "Devoid of Light"
10º Chthe'ilist (Canada) - "Le Dernier Crépuscule"
11º Zhrine (Islândia) - "Unortheta"
12º Altarage (Espanha) - "Nihl"
13º Deathspell Omega (França) - "The Synarchy of Molten Bones"
14º Forteresse (Canada) - "Thèmes pour la Rébellion"
15º AntaeuS (França) - "Condemnation"
16º Void Meditation Cult (USA) - "Utter The Tongue Of The Dead"
17º Ulcerate (Nova Zelandia) - "Shrines of Paralysis"
18º Mystik (Suécia) - "Af herrens mystik... (Kapitel II)"
19º Départe (Australia) - "Failure, Subside"
20º Infernal Curse (Argentina) - "Apocalipsis"




Best Demos/Eps 2016 :

1º Verbum (Chile) - Processio Flagellates
2º H.I.V.E. (Canada) - Emergence
3º Drought (?) - Rudra Bhakti
4º Martröð (Islândia/USA/França)- Transmutation of Wounds
5º Spectral Apparition (Inglaterra)- Manifestation
6º Ultha (Alemanha) - Dismal Ruins
7º Lubbert Das (Holanda) - Deluge
8º Draug (Suecia) - In Glorification Of Dark Legions
9º Qrixkuor (Inglaterra) - Three Devils Dance
10º Ritual Death (Noruega) - Ritual Death
11º Arkhtinn (?)- II
12º Cult of Erinyes (Belgica) - Transcendence
13º Mylingar (Suecia) - Döda Vägar
14º Kringa (Austria)- Through The Flesh Of Ethereal Wombs
15º Sulfur (Espanha) - Sulfur

Jagged Mouth - Louring


Se os THOU tocassem algo entre Funeral Doom e Electric Wizard soariam assim....

With The End In Mind - Unraveling; Arising

Apenas para dizer que a Anguish Simmetry é um colossal tema para quem gosta de Cascadian Black Metal...e se os ep's já eram bons o novo trabalho do projeto norte americano continua a trilhar aquela qualidade e magia que só algumas bandas de USBM conseguem captar no que diz respeito ao lado mais "ecologico" da musica extrema.Album muito bom!

Inter Arma - Paradise Gallows


Todos aqueles que se sentem órfãos com os atuais Neurosis.
Todos aqueles que vibram com Death-Metal cavernoso.
Todos aqueles que que sentem o sangue do "Sul" a correr nas suas veias.
Todos aqueles que vivem a música extrema como algo mais.
Todos aqueles que se arrepiam com o lado épico da música.
Todos aqueles que sentem a música como forma de arte seja ela literária, cinematográfica ou visual.
Todos aqueles que procuram envolvencia e antidotos para o seu dificil dia a dia.
Todos aqueles que como eu e tu vivem as coisas de forma intensa.
Todos aqueles que ás vezes perdem a esperança em encontrar novamente aquelas pequenas perolas que nos fazem viver de novo.
Não procurem mais. isto é nosso e é muito provavelmente um dos albuns deste milenio..
Senhoras e senhores comprem, roubem mas não deixem que o novo de Inter Arma vos passe ao lado!!

Mitochondrion/Auroch - In Cronian Hour


"Four years in the making, IN CRONIAN HOUR is the long-awaited collaborative split 7 inch between Canadian occult lunatics Mitochondrion and hyperblasting sorcerers Auroch. Here stands 11 minutes of ritual death metal united in voice, word, and deed in all aspects! Each song carries the same essence diverged: literally, a single sheet of lyrics interpreted by each band and shaped into two unique pieces. What awaits is a whirlwind of insanity spiraling into a humming void of bliss. This meticulous path can be traced throughout the work, with members of the greater inner Covenant contributing to both tracks. A complete coagulation of forces.
Dark Descent Records and Hellthrasher Productions will be responsible for unleashing this death metal talisman unto the masses, in 2 unique coloured vinyl formats. All visual manifestation impeccably crafted by Cold Poison. Once again mastering duties performed by Colin Marston at Thousand Caves studio. May this work stand as a gilded Sickle in the heart man!
Side A: AUROCH - Leaden Words Sown
Side B: MITOCHONDRION - Gilded Words Reaped"
“In Cronian Hour leaden words will be sown and gilded words will be reaped …”

Creeping Death - Sacrament of Death

Imaginem algo entre o DM da Florida, Benediction e aquele hardcore norte americano mais potente....giro!

['selvə] - Eléo


Quem teve a oportunidade de ouvir o anterior album destes italianos certamente irá ter uma bela surpresa, é que a banda no espaço de dois anos evoluiu de uma forma fantastica e se inicialmente o que mostraram nesse album não era mais que um aborrecido e banal album de screamo atualmente este projeto transformou-se numa especie de monstro que expande as suas raizes e se assume talvez como uma das melhores e mais interessantes propostas deste genero vindas de Italia.
Neste segundo trabalho o trio confirma claramente que são realmente uma banda a ter em conta (mesmo sendo quase completamente desconhecidos ainda), entram claramente no lote projetos a descobrir o mais rapido possivel, não só devido á qualidade que colocam nos temas a nivel individual como no resultado total e final do album.
O que se explora aqui é quase um compêndio de como fazer um album onde a componente atmosferica explorada principalmente em registos mais proximos do Post-Black se derrete no meio de um tempestuoso mais perigosamente melodico ambiente que deixa uma rasto de desolação á sua volta uma especie de mistura entre uns Rorcal/Sedna/This Gift Is A Curse para se ter uma ideia mais proxima daquilo que se ouve neste Eléo.
Extremo e vibrante, mas não somente porque sim já que a banda soube juntar toda uma amalgama de criatividade conseguindo dissipar o aborrecimento inicial que falei e que estava presente no anterior album e moldar todo o sentido ás coisas de uma forma que sinceramente acaba por dar uma vitalidade nova ao projeto, mesmo abraçando de uma forma clara todo o role de influencias que a banda disseca sejam elas diretamente ligadas aos nomes que falei em cima ou até mesmo em algumas passagens que nos remetem para outros dominios como o que se ouve na fantastica "Alma", um dos pilares do album ou na intensa "Indaco", esta por exemplo quase que podia ser escrita por uma qualquer banda de USBM atual basta ouvir com atenção os riffs e a formula usada...
Resumindo uma bela surpresa e talvez um dos melhores albuns do genero que ouvi nos ultimos tempos e que merece uma escuta atenta por quem se perde por aqui...

Nevoa - Re Un


O album de NEVOA foi um dos lançamentos que mais destaque teve por aqui a nivel pessoal, aliás a review na altura e a sua posição no top final do ano transato comprovam isso mesmo.
Chega agora o segundo e o primeiro com o selo da italiana Avantgarde que continua a ser uma das editoras mais visionarias no que á musica extrema de contornos atmosfericos diz respeito.
Neste novo album e para quem gostou particularmente da sonoridade fortemente vincada no USBM de caracteristicas digamos mais cascadianas que se prepare porque toda essa influencia apesar de continuar um pouco por lá surge agora de forma bem mais diluida no som da dupla portuense dando destaque a toda uma nova tonalidade que percorre varios estilos geralmente não muito usuais dentro do genero.
Apesar da curta duração do album o projeto consegue novamente e de uma forma aparentemente simples juntar toda uma carga atmosferica que consegue fazer a ligação entre aqueles riffs solidos e crus de uns Amenra (a "I Communion" ou a "IV Closure" podiam estar no "V" se tivessem o Colin na voz) com momentos fortemente solidificados embora espaçados em algum Krautrock/Post de caracteristica mais violenta sendo que aqui YONL/Russian Circles/Aluk Todolo sejam talvez as principais referencias e a quem associamos de forma mais clara.
Dito assim e desta forma crua e directa aquilo que aqui temos agora está mais dentro daquilo que bandas como Amenra/Neurosis/Altar of Plagues criam (ou criavam no caso dos irlandeses) do que propriamente algo direcionado para o extremismo ecologico de nomes saidos do universo USBM.
Apesar da formula ser arriscada, ainda mais devido á qualidade do primeiro registo, a banda passa com alguma distinção apesar do afastamento que operam em comparação com o "The Absence of Void" e que logicamente irá deixar alguns ouvintes divididos devido aos contrastes aqui existentes, mesmo com a dupla a continuar a explorar um som que continua na moda um pouco por todo o lado...acredito que este album tenha algum impacto dentro do meio, porque apesar de tudo a sonoridade acaba por ser de escuta e de uma envolvencia fácil e aqui talvez devido a alguns deja-vus atuem como terapia, já que a banda opta por pegar nas partes (ou influencias) que são algumas das imagens de marca de alguns dos projetos que escrevi como referencia juntando-os num só.
Resumindo é um trabalho bastante interessante onde o lado extremo continua presente embora aqui seja feito de forma mais lenta e envolvente e se esperariam algo na linha de uns Deafheaven ou Sun Worship estão muito errados...mas mesmo muito!

Névoa - III Conflict (Official Video)


Directed by Bernardo Lima and featuring the landscapes of two of the most beautiful places in Portugal, Gerês and Sintra.

Agoraphobic Nosebleed - Arc


Quem teve a oportunidade de acompanhar os poucos anos de duração dos norte americanos Salome certamente não ficou indiferente á voz da pequena Katherine Katz pois não?
Acho que não, pois bem com o fim do projeto a rapariga juntou-se aos Agoraphobic Nosebleed e apesar não ser a mesma coisa na banda do Scott Hull estes agora resolveram criam um bastante original conjunto de edições que serão totalmente virados para a sonoridade de cada um dos membros da banda começando então por este Arc.
Pois bem e o que se ouve neste ep? Hum nada de mais a não ser uma especie de assombração dos finados Salome onde a pequena Kat se mostra naquilo que realmente é boa (e aqui sem qualquer tipo de piadola sexista) ou seja sludge lamacento e sufocante absolutamente fantastico e viciante.
Não acreditam? É mesmo e muito bom, ora cliquem em baixo sff

Sun Worship - Pale Dawn


A "constante evolução" da musica extrema sempre trouxe coisas que só á medida que os anos são palmilhados é que alguns lhe dão o real valor, sejam bandas ou generos existem sempre divisões extremas que ás vezes são criadas não por pessoas que se dedicam a ouvir mas simplesmente porque as trends assim o ditam sejam elas nascidas do lado mais real ou não.
O caso dos alemães Sun Worship é um bom exemplo disso mesmo, sendo este Pale Dawn o seu segundo album de originais continuam a ser uma banda que passa ao lado de muita gente por ai.
Se o Elder Giants já era um album fantastico muito devido á muralha sonora que criam, muralha essa claramente vincada no Black Metal de tendencia mais violenta e moderna onde os riffs se assumiam como adagas afiadissimas na nossa direção o novo album continua a percorrer os mesmos territorios embora aqui com uma ligeira dinamica não tão extrema principalmente nas vozes já que existe mais diversidade e apesar da logica estrutura "hipster"dão autenticas tareias a nivel instrumental a muitas bandas intocaveis por ai.
Talvez não tão intenso como o material anterior a dualidade vocal acaba por não ser de muito facil acesso para quem toma contacto com este registo pela primeira vez e aqui apesar da dinamica que falei em cima acaba por não ser um ponto totalmente favoravel a eles a meu ver embora na realidade as coisas acabem por se unir á medida que vamos ouvindo mais vezes o album...
Os riffs continuam a ser do melhor e mais intenso que se pode encontrar dentro do genero e em alguns momentos autenticos tributos ao movimento nordico, enquanto a sonoridade (absolutamente fantastica!!) da bateria mais claramente inspirada no lado mais selvagem norte americano (Ash Borer, Fell Voices etc) sendo um bom exemplo disso mesmo é a ultima faixa do album Perihelion, talvez o tema que merece mais destaque aqui e o que de melhor encarna toda esta influencia do passado e presente e onde a refrescante vocalização limpa dá um toque absolutamente majestoso (quase proximo daquilo que uns Vemod tão bem exploram) para finalizar o album.
Acredito que se esta formula fosse mais explorada nos restantes três temas teriamos aqui um album bem diferente e talvez um dos albuns mais originais dos ultimos tempos, mas mesmo assim nota-se que a banda está em evolução e sem receio em procurar novos rumos para a sua identidade sonora.
Sem qualquer margem de duvida este é um dos albuns mais adultos de musica extrema que ouvi nos ultimos tempos, que merece divulgação e umas boas horas na nossa companhia...
Recomendado!

Zhrine - Unortheta


Quem segue o Asilo talvez se recorde aqui há uns anos de uns tais Gone Postal aqui falados (ou então não), pois bem essa banda islandesa transformou-se em Shrine e agora em Zhrine e aqui está o seu primeiro e bastante interessante album..
Com um dos membros a tambem fazer parte do atual line-up de Svartidaudi, alias as semelhanças ao longo do album são mais que evidentes entre as duas bandas (o que por si só já é motivo de interesse), mas não só é devido á sonoridade de guitarra do Nokkvi que isto acaba por fazer salivar já que a banda ao contrario daquilo que mais é cuspido pelo gelido pais nordico se atira de cabeça para territorios proximos de uns Ulcerate, Gorguts conseguindo originar uma bem agradavel mescla extrema.
Inicialmente e ouvido de forma desatenta isto parece não acrescentar muito ao que se tem feito neste tipo de som mas á medida que o vamos descobrindo e o tal toque estranho islandês for sobressaindo encontramos então realmente a verdadeira essencia do album, já que o projeto não teve qualquer receio (mesmo com uma sensação de deja-vu) em misturar passagens lentas e quase a roçar o Postqualquercoisa de uma forma quase bizarra, a Empire é um bom exemplo disso mesmo já que se não fossem os guturais por vezes nos esqueciamos que estavamos a ouvir um album de Death-Metal...esta estranha formula é usada ao longo dos quarenta minutos obrigando-nos a entrar na musica e a mastiga-la, curiosamente e voltando a Svartidaudi (sinceramente é impossivel não o fazer neste album) é tambem o segredo usado e com os mesmos resultados originando uma especie de experiencia sensorial e pessoal.
Destaque tambem para a dualidade vocal que preenche os diversos momentos ao longo das faixas procurando obter contornos de crescente tensão e suspense á medida que os riffs vão serpenteando e escorrendo pelas colunas.
De facto é um album com algo bem mais profundo do que inicial faz crer, bem executado e com um toque de clarividencia que sinceramente já começa a fazer falta a bandas que exploram este tipo de sonoridades senão veja-se o caso do ultimo e aborrecido ep de Gorguts..
Essencial.

Drought - Drought


Antes de mais estes Drought nada tem a ver com o defunto projeto americano de alguns musicos de Predatory Light, aquilo que se sabe é que é uma banda que junta alguns nomes do movimento italiano e este é o seu primeiro registo com edição da cada vez mais ecletica Avantgarde...
Dito isto em jeito de apresentação aquilo que aqui se ouve é realmente muito bom, uma mistura de blackened post metal com ligeiros toques etnicos que se dissolvem no meio de dissonancias inicialmente geradas na segunda metade da decada de 00, e apesar de sabermos que é cada vez uma formula mais que batida o resultado aqui obtido acaba por superar muito daquilo que nos vai caindo atualmente, sobretudo pela força que as faixas ganham com toda esta influencia junta.
Basicamente imaginem uma mistura atmosferica de uns Wormlust/Funeral in Heaven com alguns nomes do USBM e o poder do Sludge mais negro e violento, se conseguirem obtem então o resultado presente neste Rudra Bhakti, que para mim é uma das maiores surpresas do ano até agora quer pelo efeito envolvente que cria quer pelo lado sonoro que acaba por ser bastante original/viciante.
Uma excelente aposta por parte da editora italiana e que vai de encontro a uma sonoridade bastante complexa e que requer algum ouvido mas que acredito que ainda terá muito para dar no meio do movimento extremo senão vejamos os casos de Genocide Shrines ou Cult of Fire que á sua maneira tambem tem como base aquilo que estes desconhecidos Drought exploram..
Resumindo isto é mesmo muito bom!!


Ritual Death - Ritual Death (ep)



"Born from the fires of frustration, a simple offering and celebration to the Daimonic and Adverse spirit in us, a primitive worship of the only God that humanity never were able to kill.
This is Ritual DEATH."


Basicamente é aquilo que está descrito em cima que se ouve neste curto ep dos noruegueses Ritual Death uma banda que consegue captar a aura de alguns nomes atuais de forma simples onde o ocultismo/ritualismo se funde entre a parte instrumental que lembra a espaços nomes como Black Witchery embora mais pelo hipnotismo do que propriamente pelo extremismo do som, envolvendo-se depois com ligeiros toques ambientais onde os sintetizadores criam um absorvente toque morbido que nos remete para os nomes ancestrais do estilo criando uma atmosfera vibrante não muito usual nos dias de hoje onde as bandas ás vezes se perdem no meio de tanta parafernalia sonora.
É um ep curto mas intenso já que consegue fazer a união perfeita entre o BM e alguns laivos de DM da escola antiga e que por aqui tem sido uma das coisas que mais se tem ouvido.
A info acerca da banda é nula, apenas se sabe que a banda faz parte atualmente do catalogo da Terratvr o que pode criar algum hype, mas criando ou não estas cinco faixas são do melhor que a Noruega nos deu nos ultimos tempos, principalmente para quem gosta de BM simples e com aquele toque especial que nem sabemos muito bem o que é...

Kringa - Through the Flesh of Ethereal Wombs


Wolvserpent - Aporia​:​Kāla​:​Ananta


Não será descabido escrever que Wolvserpent continuam a ser uma das forças mais interessantes dentro do atual panorama USBM.
O material criado pela dupla de Idaho até hoje fala por si e continua a ser uma inspiração para muitos outros projetos e mesmo sem aquela ajudinha preciosa que outros nomes vão obtendo por parte dos Media, o casal Brittany/Blake conseguiu afirmar-se e transformar Wolvserpent (nascidos das cinzas de Pussygut) num dos nomes mais refrescantes do estilo e uma das bandas mais intensas que se podem presenciar ao vivo, aliás a atuação da banda no Amplifest continua a estar no meu top de concertos até hoje.
Mas apesar de tudo o novo ep soa algo fechado em si mesmo, isto para quem tomar conhecimento com a banda a partir deste lançamento e certamente se não tiver alguma bagagem sonora vai achar o registo algo preso numa monotonia que parece perdida no meio de varios estilos.
É certo e sabido que esta é uma das principais caracteristicas da banda já que a mistura de sons sempre esteve presente mas não tão viva como o que se ouve nesta longa e unica faixa, talvez isso se deva á quantidade de projetos em que a dupla se foi envolvendo ao longo dos anos sejam eles de sonoridade mais classica (literalmente falando) por parte da Brittany, ou em sonoridades mais negras como Aelter ou Il'Ilthil por parte do Blake, depois se ainda juntarmos Mezektet ou o cadaver de Pussygut obtemos então o estado atual de Wolvserpent ou seja um caldeirão de estilos, sons e ambientes quase ritualistas que sejamos sinceros não é de facil digestão nem de escuta facil, embora quando se consegue assimilar todo este universo se tenha então o que escrevi inicialmente no primeiro paragrafo, mas chegar até lá não é muito facil e este ep não torna as coisas fáceis.
Na minha opinião este ep pouco ou nada acrescenta ao que banda tem feito até aqui, não que isto seja mau, mas sinceramente esperava algo mais proximo do Perigaea Antahkarana e não tão vá lá experimental, mas mesmo assim é um registo digno e que deixa algumas ideias para se explorarem num futuro proximo.

Uada - Devoid of Light


A quantidade de albuns de qualidade que têm surgido nos ultimos meses relembram-nos que vivemos tempos dourados dentro do Metal mais extremo e quando se pensa de uma forma cada vez mais evidente (e por vezes até bem clara) que já se fez tudo, o aparecimento de alguns registos como este Devoid of Light fazemos pensar que afinal até estamos enganados.
Não que estas faixas sejam a coisa mais original de todo o sempre porque até nem o são, mas a forma como o quarteto norte americano pega na alma sueca dos anos 90 com Dissection á cabeça e o mistura com algum do BM mais interessante da atualidade europeia atesta de forma clara que afinal ainda existe algo a explorar sem serem as dissonancias de uns DsO ou o certo paganismo ambiental extremo sem olhar para mais nada á sua volta, o que por vezes acaba por tornar alguns registos vazios e quase sem interesse mesmo que continuem a fazer furor dentro de algumas pontas do atual pentagrama extremo mundial.
E é aqui que o album de Uada reflete todo o seu esplendor já que se consegue desviar um pouco deste lado mais usual e puxar o ouvinte para o tal espirito sueco dos anos 90 onde a melodia morbida se funde com a neblina sem recurso a experimentalismos que nos remete para os ultimos albuns de MGLA ou Kriegsmaschine, estas claramente duas obras de referencia no que de mais verdadeiro se pode esperar dentro do estilo, isto mantendo e não esquecendo algumas das regras/bases do estilo.
Apesar de ser o primeiro album do projeto, embora todos os musicos venham e tenham já alguns anos no meio, no geral acaba por surpreender na forma sincera e honesta como a banda se assume quase sem receio num meio cada vez mais dado a ocultismos e vanguardismos a nivel instrumental.
Concluindo é um album viciante de escuta facil, carregado de riffs incriveis e momentos de uma grandiosidade e majestosidade digna de respeito que certamente deixaria o Jon Nödtveidt com orgulho, afinal legado deixado pelo musico continua a espetar espinhos na pele de muitos sejam eles musicos ou simplesmente ouvintes como eu ou vocês....
Por aqui é para já um dos albuns de 2016 e fica aqui o novo video da faixa titulo...!

Premonições: Schammasch - Triangle


"The band’s third album is entitled „Triangle“, a monolith consisting of three LPs each 33:30 minutes in length, each differing in atmosphere and style, each standing for one of three stages of the album’s strong concept. This very unique concept is visually presented by a series of four photographs (one Box, three sleeves), each an incarnate statement of the concept’s stage, taken by Ester Segarra (Watain, Electric Wizard, Bloodbath) in London to the end of 2015.

„Triangle“ will be released in April 2016, shortly after followed by the band’s second video clip „Metanoia“, which will be produced in February, in the midst of Iceland’s astonishing landscapes. Now teamed up with the booking agency District 19 (Apshyx, Bölzer, Enthroned), Schammasch are eager to release their third opus, with highest expectations for the media‘s response and many possibilities to present their art on stage".

Brume - Donkey


Review in few words:
Enchanted Doom

Premonições : Uada - Devoid of Light


"Black Autumn, White Spring" taken from the upcoming UADA debut full-length "Devoid of Light", to be released in spring 2016.

Utzalu - Germinal (demo)



"Utzalu is the manifestation of primal sonic irreverence. An extension of the visions behind Urzeit, Utzalu provides a much more minimalistic and raw black metal approach. Inspired by the themes of Emile Zola, Germinal explores suicide, depravity, and the desperation of the pathetic and the weak."

Premonições - SINISTRO


Primeiro avanço/capa para o novo album de SINISTRO de nome "Semente", a editar nos proximos meses atraves da Season of Mist....

Cult of Erinyes - Transcendence (EP)


Os belgas Cult of Erinyes, são uma banda já aqui falada algumas vezes e curiosamente um dos projetos que acho mais interessantes dentro do atual panorama extremo europeu.
Mesmo embora ainda não tenham entrado no vagão que eleva algumas bandas (banais) do chamado Black Metal Oculto a patamares estranhos a sua curta discografia fala por si, se desconhecem recomendo vivamente um tempinho á volta dela..
O que nos chega agora não é album novo mas sim o aproveitamento de algumas faixas que ficaram fora do anterior album que aqui se juntam a uma cover de Mayhem dando origem a uma especie de ep para os manter ativos até que não chega material novo.
Os dois temas em questão e mesmo tendo ficando de fora do anterior album (Blessed Exctinction) impressionam, não pela novidade, mas sim pela qualidade dos mesmos já que me parecem ser superiores áquilo que mostraram no album, alias até se aproximam bem mais da atmosfera do "A Place To Call..." do que propriamente nos ambientes mais "regulares" que exploraram no segundo registo, destacaria mesmo a "Transcendence" que aos meus ouvidos me parece ser talvez a melhor faixa criada por eles até hoje...já a "Pagan Fears" de Mayhem cumpre e mantem o respeito áquilo que é e significa a musica per si.
A edição está agendada meados de Março atraves da portuguesa "Caverna Abismal Records" em edição limitada de 100 copias, numero aparentemente reduzido mas que certamente será objeto de procura e curiosidade por quem se interessa por alguns bons nomes de BM europeu e já agora está previsto novo album tambem para este ano.
Na falta de temas para ouvirem deste ep fica aqui um regresso ao passado para tomarem nota daquilo que são estes belgas...

Titaan - Kadingir


"Too often raw Black Metal has been associated to ambitious conceptual horizons. Too often the first impression has been disappointed by a lack of integrity.The Titaan project proposes a merging guise of a concept dealing with the ancient Mesopotamic culture and a musical experience transcending the occult black metal feelings with ambient and noisy shadings.
The same concept of black metal patterns are melted into an evolving flux drowned into the abyss of an ancient abysmal culture.
Conceptually speaking as explained by the mysterious Titaan mastermind: “From the deeper and most ancient past of the Mesopotamic Culture, those who live heavens and subsoils, Gods and Demons, fight one against the other to reach the Eternity, sustaining the entire balance of the Universe; spreading their ancestral message to the mankind through Lalartu, the Greatest Herald, the one who is the Spectre Essence, the Mask Carrier of Fecundity, the Traveller of the Heavens Gate Kadingir, Itinerant Spirit of the Twelfth Planet.
Amongst the outermost loneliness, the emptiness and spiritual dismay, the ancient and secret forbidden language with the unpronounceable name, will guide you throughout an introspective and emotional journey across Occult and Ancient Connections, Esoterically and Rituals Boundings, Cosmogony and Cosmology, Universe and Earth, where the Highest and Heavenly Angers, the Strongest Energies which reign the semisphere of the Underworld, will arise through the darkest and deepest sensations of the Self and the Soul, of the Everything and the Nothing.”

Premonições: Altarage - Nihl

An absolutely devastating and soul-shattering listening experience for all fans of Portal, Abyssal, Mitochondrion and Teitanblood.

Premonições: Wolvserpent - Aporia:Kala:Ananta


Official album teaser for WOLVESERPENT's new epic single-song EP spanning 40 minutes of chilling ambience, mesmerizing experimentation, and captivating, claustrophobic drone/doom. Coming out March 4 on CD/LP/Digital via Relapse Records.