Mostrar mensagens com a etiqueta Post BM. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Post BM. Mostrar todas as mensagens
Turia - Degen Van Licht
Turia . Degen Van Licht
São a cada album que lançam uma das mais interessantes e consistentes propostas dentro da musica extrema europeia atual e este "Degen Van Licht" não é excepção.
Talvez o mais aberto mas ao mesmo tempo mais intimista album da banda holandesa até agora e aquele onde as vocalizações da T. se envolvem de forma perfeita com a melodia crua do projeto dando origem a uma especie de transe auditivo que nos deixa subjugados perante toda esta avalanche de extremismo ambiental mas ao mesmo tempo tambem frio e algo emocional..alias o artwork é perfeito para o que se ouve.
Altamente recomendável...
Nevoa - Re Un
O album de NEVOA foi um dos lançamentos que mais destaque teve por aqui a nivel pessoal, aliás a review na altura e a sua posição no top final do ano transato comprovam isso mesmo.
Chega agora o segundo e o primeiro com o selo da italiana Avantgarde que continua a ser uma das editoras mais visionarias no que á musica extrema de contornos atmosfericos diz respeito.
Neste novo album e para quem gostou particularmente da sonoridade fortemente vincada no USBM de caracteristicas digamos mais cascadianas que se prepare porque toda essa influencia apesar de continuar um pouco por lá surge agora de forma bem mais diluida no som da dupla portuense dando destaque a toda uma nova tonalidade que percorre varios estilos geralmente não muito usuais dentro do genero.
Apesar da curta duração do album o projeto consegue novamente e de uma forma aparentemente simples juntar toda uma carga atmosferica que consegue fazer a ligação entre aqueles riffs solidos e crus de uns Amenra (a "I Communion" ou a "IV Closure" podiam estar no "V" se tivessem o Colin na voz) com momentos fortemente solidificados embora espaçados em algum Krautrock/Post de caracteristica mais violenta sendo que aqui YONL/Russian Circles/Aluk Todolo sejam talvez as principais referencias e a quem associamos de forma mais clara.
Dito assim e desta forma crua e directa aquilo que aqui temos agora está mais dentro daquilo que bandas como Amenra/Neurosis/Altar of Plagues criam (ou criavam no caso dos irlandeses) do que propriamente algo direcionado para o extremismo ecologico de nomes saidos do universo USBM.
Apesar da formula ser arriscada, ainda mais devido á qualidade do primeiro registo, a banda passa com alguma distinção apesar do afastamento que operam em comparação com o "The Absence of Void" e que logicamente irá deixar alguns ouvintes divididos devido aos contrastes aqui existentes, mesmo com a dupla a continuar a explorar um som que continua na moda um pouco por todo o lado...acredito que este album tenha algum impacto dentro do meio, porque apesar de tudo a sonoridade acaba por ser de escuta e de uma envolvencia fácil e aqui talvez devido a alguns deja-vus atuem como terapia, já que a banda opta por pegar nas partes (ou influencias) que são algumas das imagens de marca de alguns dos projetos que escrevi como referencia juntando-os num só.
Resumindo é um trabalho bastante interessante onde o lado extremo continua presente embora aqui seja feito de forma mais lenta e envolvente e se esperariam algo na linha de uns Deafheaven ou Sun Worship estão muito errados...mas mesmo muito!
Drought - Drought
Antes de mais estes Drought nada tem a ver com o defunto projeto americano de alguns musicos de Predatory Light, aquilo que se sabe é que é uma banda que junta alguns nomes do movimento italiano e este é o seu primeiro registo com edição da cada vez mais ecletica Avantgarde...
Dito isto em jeito de apresentação aquilo que aqui se ouve é realmente muito bom, uma mistura de blackened post metal com ligeiros toques etnicos que se dissolvem no meio de dissonancias inicialmente geradas na segunda metade da decada de 00, e apesar de sabermos que é cada vez uma formula mais que batida o resultado aqui obtido acaba por superar muito daquilo que nos vai caindo atualmente, sobretudo pela força que as faixas ganham com toda esta influencia junta.
Basicamente imaginem uma mistura atmosferica de uns Wormlust/Funeral in Heaven com alguns nomes do USBM e o poder do Sludge mais negro e violento, se conseguirem obtem então o resultado presente neste Rudra Bhakti, que para mim é uma das maiores surpresas do ano até agora quer pelo efeito envolvente que cria quer pelo lado sonoro que acaba por ser bastante original/viciante.
Uma excelente aposta por parte da editora italiana e que vai de encontro a uma sonoridade bastante complexa e que requer algum ouvido mas que acredito que ainda terá muito para dar no meio do movimento extremo senão vejamos os casos de Genocide Shrines ou Cult of Fire que á sua maneira tambem tem como base aquilo que estes desconhecidos Drought exploram..
Resumindo isto é mesmo muito bom!!
Premonições: Ocerco - A desolação (ep)
"Signal Rex is proud to present the second EP of one of Portugal's most promising new bands, OCERCO's A Desolação. Set to be released as a special digifile CD nest, limited to 500 copies, A Desolação comprises three seamlessly linked songs of splendor and tension, trance and catharsis. OCERCO's sound stems from the post-black metal canon, but safely eludes the negative connotations associated with such an appellation. More accurately, the band's commitment to textural development and labyrinthine, drawn-out construction signal a strive for more complex corridors of spirituality. From there, A Desolação explodes and recoils, twists and turns, always bathed in an aura of the unknown and unease - and yet, its complexities are ever so subtle and most rewarding. Listeners will find a kinship to bands like Wolves in the Throne Rome, Altar of Plagues, Ash Borer, and the likes, but across the 20 minutes here, OCERCO stake a claim for their own identity. Be ready for the siege - be ready to be taken by nature herself!
For further information, shows and other related issues, contact us at: signalrex@gmail.com
Releases February 5, 2016
Recorded during January/August 2015 - Mastered by Sergio Prata Almeida @ Nirvana Studios, Lisbon - Cover artwork and Logo concept by Phill Robinson / Níðhöggr Studio, United Kingdom"
NEVOA - The Absence of Void
A simplicidade por vezes é a essência da arte.
Dito isto e não querendo entrar em frases muito elaboradas o primeiro album dos portuenses NEVOA é qualquer coisa de fantastico, primeiro porque não é muito normal encontrar esta qualidade ainda mais dentro de uma banda de BM portuguesa e onde se tenta muitas vezes fazer simples colagens de muita coisa para se obter algo bonitinho e limpinho ou o inverso...mas o resultado que se obtem aqui (mesmo com essas mesmo colagens) é muitissimo interessante e ao longo das cinco faixas que se ouvem neste album somos colocados numa viagem que se incia num claro rip off de Deafheaven que sejamos sinceros não anunciava nada de muito bom, mas como se costuma dizer o que conta não é como começa mas sim como acaba.
As tais colagens que falei (ou influencias se quiserem) são realmente algo que denota trabalho e criação, porque a beleza do album (talvez a maior) é mesmo na brilhante forma como os mentores do projeto conseguem de uma forma bastante interessante, assimilar, misturar e remisturar tudo de uma forma que mesmo não parecendo transforma a sonoridade de NEVOA em algo quase unico, afinal não é todos os dias que ouvimos em pouco mais de 45 minutos e no mesmo album passagens que nos fazem lembrar, Svartidaudi/Sun Worship ("Wind and Branches"), Deafheaven/Liturgy ("A Thousand Circles"), Wolves In The Throne Room, entrelaçado com Death/Doom "cosmico" (aqui com a cortesia do vocalista dos alemães Doomed) na "Below A Celestial Abyss" ou ate nos acordes acusticos á Amenra adocicados pela voz da Claudia Andrade na "Alma", a veneração total ao Cascadian BM na faixa titulo etc...sem que isto nos soe estranho, forçado ou mal feito..é quase enervante existir tanta coisa que aparentemente pouco tem a ver entre si mas que resulta em pleno, é como se todas as peças diferentes encaixassem de forma natural e neste ponto e como disse é onde está assente uma das maiores virtudes deste registo, deixando bastante curiosidade para o que virá no futuro se o projeto tiver pernas para seguir em frente...
Um album fantastico, pleno de ambiente, e de facil escuta para qualquer seguidor do melhor que se vai fazendo dentro deste estilo ou das novas tendencias exploradas por algumas bandas de BM mais interessadas em criar musica que obter reconhecimento por outros lados.
E se o primeiro avanço já prometia isto agora ouvido e dissecado na totalidade quase me atreveria a escrever que é provavelmente um dos mais interessantes albuns de BM feitos até hoje por uma banda portuguesa...por aqui tem tido rodagem diaria obrigatoria...uma palavra final para o excelente artwork que encaixa muito bem na sonoridade que aqui se explora.
Recomendado!!!
Myrkur - Myrkur
Myrkur significa numa tradução literal "escuridão" e embora o peso da palavra seja como é obvio forte a sonoridade deste projeto dinamarquês é tudo menos negro ou pelo menos não tão demoniaco como se esperaria.
Dito isto tambem não é muito normal encontrar algo deste genero numa editora como a Relapse ainda mais com um suposto low-profile no que diz respeito ao projeto em si, mesmo tendo uma rapariga aos comandos de Myrkur.
A sonoridade não é propriamente original nem se centra no extremismo de uns Møllehøj (por exemplo), mas os pontos de ligação acabam por ser os mesmos nas suas influencias embora Myrkur entre por caminhos mais etereos.
No press-release da editora fala-se em algo entre os primordios de Ulver, Deafheaven e Alcest, três nomes mais que suficientes para chamar a atenção de muitos e afastar outros tantos, mas bem vistas as coisas aquilo que Myrkur aqui mostra acaba por ser bastante interessante mesmo caindo por vezes e de uma forma perigosa para o lado mais maisntream/Indie de um suposto Black-Metal que muitos hoje em dia ouvem.
Isto não é mais do que um upgrade musical já explorado num passado não muito distante por Ulver dos tempos das florestas ou pelo paganismo de Hagalaz Runedance ou algum neo-classico austrico com ligações a Dargaard e afins..isto na maneira como as faixas nos colocam numa qualquer floresta nordica respirando aquelas sonoridades de algumas bandas da segunda vaga do BM como Satyricon ou Ulver, se não acreditam ouçam com atenção a aura da faixa que fecha o ep "Må Du Brænde i Helvede" e tirem as vossas conclusões.
O que fica é que a sonoridade não soa falsa, desfazada da realidade ou influencias que são impossiveis de não associar ao projeto, transformando este ep numa experiencia bastante agradavel, sincera e porque não viciante para quem gosta deste genero de ambientes não tão extremos mas com as mesmas bases de algum BM que se ouve nos dias de hoje onde muitos tentam juntar cada vez mais peças estranhas num estilo onde já quase tudo foi feito com menor ou maior qualidade.
A delicadeza elfica dos vocais quase uma versão feminina de Alcest e bastante mais interessante, diga-se (conferir a "Dybt i Skoven" por ex) e a forma como interage com toda esta amalgama sonora acaba por ter um resultado brilhante na minha opinião, mesmo para quem não goste da abordagem Indie que por vezes ecoa nos riffs e que vos possa remeter primeiramente para alguns instrumentais de Liturgy, Alcest ou Deafheaven.
Como já deu para notar e mesmo sendo um ep bastante curto tem muito para ser explorado, dissecado e absorvido mesmo sendo obvio que se tornará numa especie next-big-thing.
Estranho ou não depois de ouvir o trabalho de Myrkur sem duvida que merecem todo o hype que estão a criar á sua volta...e sejamos sinceros alguem que mostrasse que antes das florestas do Noroeste Pacificio comecarem a ecoar pelo movimento moderno estas sonoridades começam no Norte da Europa.
Recomendado!
Subscrever:
Mensagens (Atom)




