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Teitanblood - Purging Tongues - Demon 1990

Versão alternativa e extra contida na nova edição do ep. Mais crua, mais extrema, mais primitiva, ligeiramente mais longa, instrumental.....e sem a voz do NSK ou do declamador espanhol a dar o toque apocalíptico que torna a música um autêntico hino demoniaco! No entanto esta nova versão mantem o mesmo estado agoniante e desolador e se a versão original era algo visto pelos olhos do homem esta será a visão do Diabo perante....o final!

Premonições : Lord Of Confusion

Official video for the song "Land Of Mystery", taken from the debut album "Evil Mystery" by Classic Doom Metal act Lord Of Confusion. European version available September 30th in CD format on Gruesome Records (PT) and US version in digital, CD and cassette on Morbid and Miserable Records (US)

Oil Spill // Vakvnt

Com o fim de False devido a mais um efeito colateral não aceite pelo..digamos politicamente correto, ficou vago um pequeno espaço livre para alguém tentar ocupar no Metal mais extremo de tendência mais atmosférica vocalizado por mulheres.
Duas propostas cruas e algo primitivas mas que podem a trazer algo de interessante num futuro proximo.
Oil Spill

Pregados numa especie de experimentalismo sonoro focado no Sludge/Doom esta banda texana pode vir a ser (isto a julgar por esta demo) uma das próximas grandes apostas de algumas editoras norte americanas, daquelas que tentam cruzar barreiras onde o extremismo se funde com uma certa estranheza próxima do indie..talvez soe meio bizarro mas escutem por exemplo a "Bloodshed Obsession" e tirem as vossas conclusões...

 

Vakvnt 

Estes vindos do Canadá são outro nome interessante, embora diferentes de Oil Spill e mais direcionados para aquele Black Metal atmosférico conseguem nesta demo (apesar da produção algo tosca) criar uma base sonora que mesmo não sendo original consegue a espaços captar um pouco da aura existente em alguns lançamentos nordicos da decada de 90...


Deadlight Sanctuary - Deadlight Sanctuary


Deadlight Sanctuary is a solo project of G., notorious for being one of the ghouls behind Norwegian black/death/war metal terrorists Goatkraft. In Deadlight Sanctuary G. has however steered his attention toward the more ritualistic, contemplative and esoteric fringes of black metal, seeking out instead the perverse, morbose, doomed and decadent moods and atmospheres we've seen in bands like Beherit and most recently in Demoncy, a couple of G.'s long running musical inspirations. The end result became "Thaumaturgical Rites of the Damned", G's debut solo album under the Deadlight Sanctuary moniker, a lone descent by the Norwegian musician into a sonic underworld of esoteric perversions and decaying sepulchers drenched with the stench of death. Steeping in deviancy and decadence, "Thaumaturgical Rites of the Damned" is an exercise in sonic disgust, defilement, and abandon, in which black metal has embraced the most decaying realms of inverted filth-worship, giving way to doomy rhythms and tempos that have masterfully re-evoked the tank-linke stylistic resemblances of early Demoncy, along with the disgusting, evil, and lurid atmospheres we've seen spew forth by Beherit in their now legendary "Drawing Down the Moon" album. 
Recorded, mixed and mastered in P.A. Studio June 2019, Bergen Norway All music and lyrics written, played, executed, and arranged by G. Band photo by Nina O. Logo and artwork by BMS Illustration Design and layout by MA.

Goden - Beyond Darkness




"Goden is the spiritual successor to Winter, a band that has been heavily influential and highly revered in the metal underground since its inception and treasured demos. A long-awaited continuation of what Winter would have been from co-founder Stephen Flam’s vision, the new album “Beyond Darkness” throws us into an existential voyage out of the past and into the future. A familiar yet distinctive new opus that expands the unmapped shadow world that Winter once opened in our nightmares.
A soundtrack that takes the listener on a dark and ominous journey, Beyond Darkness is a conceptual deep dive into wildly unexplored and unknown sonic territory. The story has three characters, each with different symbols: Stephen Flam as “Spacewinds”, the time and space in which these characters dwell; Vas Kallas as “NXYTA (Goddess of Night)”, lead vocalist and the darkness: Tony Pinnisi as “The Prophet of Goden”, who speaks in the name of Goden and is the light, plays keyboards and also played in Winter. Beyond Darkness is a tale of the dark and the light, set to a score of heavy music.
The artwork was conceived by Eva Petric, a Slovene multimedia artist based in Vienna, Austria and New York. Eva worked with Stephen Flam, creating a visual story book within the LP/CD booklet that the listener can look at while they are consumed by this heavy sound trip.
Stephen Flam leaves us in the outer blackness and inner gloom with these last words as ethereal guidance: “I hope you enjoy this endeavor – Listen with a free and open mind… Journey now Beyond Darkness” …
credits
released May 8, 2020"

Turia - Degen Van Licht


Turia . Degen Van Licht
São a cada album que lançam uma das mais interessantes e consistentes propostas dentro da musica extrema europeia atual e este "Degen Van Licht" não é excepção.
Talvez o mais aberto mas ao mesmo tempo mais intimista album da banda holandesa até agora e aquele onde as vocalizações da T. se envolvem de forma perfeita com a melodia crua do projeto dando origem a uma especie de transe auditivo que nos deixa subjugados perante toda esta avalanche de extremismo ambiental mas ao mesmo tempo tambem frio e algo emocional..alias o artwork é perfeito para o que se ouve.
Altamente recomendável...

Malokarpatan - Krupinské Ohne

Malokarpatan - Krupinské Ohne
Invictus Productions. March 2020
Terceiro album para a banda eslovaca. Apesar de não ter gostado por ai além dos anteriores albuns nem entender muito bem o porquê do hype..neste album, confesso que ainda não foi desta que conseguiram mudar a minha opinião, sim, a sonoridade orelhuda tenta agradar, algo entre o Metal mais tradicional com pitadas de psicadelismo que vai beber a algumas OST dos anos 60/70 como já fizeram nos anteriores no entanto dentro desta sonoridade "sinistra" existem outros nomes que me parecem mais "robustos", mesmo havendo aqui algumas faixas muito boas...resumindo escuta agradável sim..mas creio que lhe falta algo mais..principalmente a nivel vocal mesmo sendo ou tendo a banda um novo vocalista..no entanto quem gostou dos anteriores creio que até vai gostar mais deste album!

Barren Eave - s/t (demo)


Confesso que não sei absolutamente nada sobre este projeto ou praticamente nada mesmo a não ser que são supostamente um projeto vindo da America do Sul, no entanto esta demo tem tido um ligeiro destaque nas minhas escutas nos ultimos meses.
Death/Black obscuro, intenso e crú um pouco na atual onda do movimento extremo que tem como genese os tentaculos de Blasphemy, Beherit etc sendo que aqui o tributo é mesmo feito de forma bem necro/sinistra se é que me faço entender aproximando-os de uns B.o.K. ou até mesmo de Hate Forest. Um registo que pode não ser do agrado de muita gente mas que aqui tem deixando sombras e ecos por todo o lado..
Creio que não existe bandcamp no entanto fica aqui este video com as 3 faixas da demo...

Délirant - Délirant


A beleza do horror, do pesadelo e da insanidade!
Obrigatório!

Dakhma - Astiwihad​-​Zohr


"Hail the demon that tieth the noose of mortality around the necks of men at birth. They are Astiwihad, in eternal opposition to the six Amesha Spentas" This is the audial essence of destruction, as sought by Az; it is the music of death."

Oathbreaker-Eros|Anteros


Pertencer ao movimento Church of Ra é logo á partida um ponto extra para Oathbreaker se formos a ver bem as coisas de uma forma séria e o album anterior confirmava isso mesmo, porque apesar de ser um album interessante a banda ficava a meio caminho e vivia da dualidade vocalista jeitosa inserida na tendencia Postcore que tanto sucesso tem feito nos ultimos tempos com a fama que a seita criada por Amenra agregou nos ultimos vá lá dois anos.
O novo album poderia vir a desfazer todas as duvidas que pairavam sobre a banda da Caro e acabar de vez com uma suposta ideia que a banda não iria sair do seu conforto e viver daquilo que "está á volta" porque bem vistas as coisas quase que chegava, não num sentido meio hype como poderá parecer mas simplesmente para deixarem de ser um projeto de um dos membros de Amenra para uma banda com cabeça tronco e membros.
E o resultado na minha opinião é mesmo este ultimo já que a banda conseguiu inovar sem com isso deixar as raizes do primeiro registo longe daquilo que mostram neste Eros|Anteros.
Basicamente é um apanhado com contornos individualistas que vai desde a cada vez mais notoria influencia vocal de uma Julie Christmas até á colossal sensibilidade musical de uns Amenra nos momentos mais introspectivos para acabar em descargas de crueza niilista vindas do primeiro album.
O resultado é bastante positivo já que mostra uns Oathbreaker capazes de sair do seu nicho cultural e ganharem espaço num estilo onde o termo melodia vs agressão ás vezes não deve viver somente da banalidade destes termos, mas sim transforma-los em algo que se sinta verdadeiramente e aqui os belgas conseguem-no de uma maneira bem forte.
Não nego que ter uma vocalista ajuda, mas talvez seja por isso mesmo que esta violenta sensibilidade musical soe tão palpável e de uma forma tão intensa e me tenha levado a trazer ao texto o nome da Julie em cima, que é das vozes que melhor consegue conjugar aqueles pontinhos mais exteriores á musica e faze-la soar de uma forma tão sufocante..
Basicamente um excelente album que os leva onde realmente ou aparentemente devem estar hoje em dia, é que já não bastar parecer, à que se-lo e principalmente demonstra-lo de alguma maneira e o E|A faz-o como poucos dentro do estilo nos ultimos tempos.

Swamp Witch-Gnosis


E um dos meus ultimos vicios/feitiços (para além dos ultimos de Blood Ceremony e Jex Thoth) são os norte americanos Swamp Witch.
A demo "Gnosis" datada de 2011 e entretanto reeditada com algumas remisturas (link em baixo), tornou-se numa autentica figura de culto por aqui.
Death/Doom/Sludge altamente destrutivo carregado de serpentes venenosas que parecem saidas de alguns dos mais importantes nomes do Death atual de tradição mais oculta..
Estas faixas transformaram-se em autenticos ecos vindos de um Inferno lamacento para onde somos sugados e nos vamos contorcendo enrolados em arame farpado e espancados de uma forma sadica..metaforicamente falando é obvio.
Mas palavras para quê, quando se pode libertar o cheiro intenso a enxofre clicando em baixo?
Obrigatorio!!
Resta acrescentar que a edição original está á muito sold out, mas a reedição em Lp está ai a chegar atraves da AMR.
Fica aqui tambem o link para remisturas (free download): http://www.mediafire.com/download/qnmfm7bbdo0i656/Swamp+Witch+-+Gnosis+Side+B+-+Chopped+%26+Screwed.zip

AmenRa-V

Os belgas AmenRa tem construido uma carreira desde 03 que me tem dado um prazer enorme seguir.
Tambem não vou dizer que a fixação começou logo ai, já que o primeiro contacto que tive com a banda foi aquando do lançamento do (ainda hoje) fascinante III continuando depois com um dos albuns que considero mais incriveis feitos até hoje dentro das sonoridades extremas, falo claro do IIII.
Estes dois albuns são daqueles tesouros que goste-se ou não daquilo que fazem ou exploram são essenciais em qualquer coleção ou pelo menos deviam ser obrigatorios ouvir nos dias de hoje.
È sabido tambem que aquilo que se retrata naquele universo muito deve aos territorios explorados por uns Cult of Luna dos primordios, mas a forma como o quintento belga sobe dar um novo folego a um estilo que era marcadamente mal aceite , não só transformou a banda como originou uma autentiva erupção sonora que atingue neste V um esplendor que fecha o passado, faz um resumo daquilo que os musicos tambem exploram noutros projetos como cai de uma maneira algo perigosa nos terrenos pantanosos que geralmente os copycats de Neurosis tentam criar.
Sim, dito isto o V é o album mais intimista da banda até hoje, o mais pragmatico e aquele que podia dar ainda mais fulgor a uma carreira que roça a genialidade, não num sentido banal, mas no verdadeiro sentido da palavra, só que a banda tem aqui momentos que parece á procura de algo.
Primeiro a tal aproximação á sonoridade dos mestres de Oakland que afoga aquele lado mais violento e intenso que a banda tão bem criou no ultimo IIII e que ao longo destes 4 temas se transmite de forma diferente transformando a envolvencia que acaba por não ser a mesma.
Mas lá está como disse em cima talvez as coisas se devam a tal "liberdade" que musicos aqui parecem ter para trazer os seus outros lados, sejam eles mais fechados neles proprios ou mais ambientais.
E por falar no ambiente, achei curioso em algumas partes dos temas serem tão visiveis/audiveis as influencias de Tool, a À Mon Âme é um bom exemplo do que falo, eles que sempre foram uma influencia da banda, aqui realmente assumem de uma forma bem viva esse aspeto, optando por quase largar aquele efeito sufocante do passado.
De todos os temas o unico que realmente faz um flashbak em relação ao resto é claramente o Nowena I 9.10 ,onde se assiste a um dueto tenebroso entre o Scott Kelly e Colin, sobrepostos nos espasmos das guitarras e aquela batida ritualista tão caracteristica da banda..e um album acabar assim depois do que se ouviu até aqui acaba por criar um efeito meio, "já acabou?!" .
O album em si, talvez não provoque aquele efeito de brilho nos olhos que realmente se esperaria para quem os conhece minimamente, mas tambem não soa assim deslocado da sua carreira apenas dá a ideia que parecem querer começar de novo e talvez a seguir outros caminhos, só o futuro dirá que é uma boa cartada ou não, agora que estão numa editora com outro tipo de prespectivas artisticas e com um nome que já está em cima no que diz respeito a este universo.
Talvez tenha sido a melhor opção, não sei, e se estava expectante para o ouvir agora muito mais fiquei para ver/ouvir e perceber o que a banda fará a partir de aqui..
Fica aqui o video da Nowena I 8.10...(outra influencia de Tool):
(É a "I", será que isto é esse tal inicio?)

Blut aus Nord-What Once Was... Liber II

Enquanto se aguarda o final da trilogia 777 , Blut aus Nord mantêm o outro lado (mais profundo diga-se) entretido com a segunda metade da What Once Was...Liber.
Aqui tudo gira em torno de ambientes ligeiramente diferentes daqueles que a banda atualmente cria, remetendo e encarcerando todo o suposto hype para uma estranha cela fria onde corre agua suja nas paredes e o cheiro é bem mais nauseabundo do que o conceito mais respirável das Epitomes da trilogia..
Para aqueles que como eu veneram o material e o conceito extremo explorado em albuns como o MoRT ou Odinist (não menciono o TWWTG porque esse está ainda á parte mesmo nos dias de hoje), têm aqui mais uma bizarra peça para acrescentar a esse puzzle.
São duas faixas que prefazem uma meia hora de dilaceração mental onde o industrialismo maquinal se assume como a força motriz de algo assustador (lá está o contra-balanço com o outro material) fazendo lembrar (e isto para mim é bizarro) algum material dos miticos The Angelic Process, embora  o What Once Was... seja autentica penumbra e escuridão ou o Alfa e o Omega de uma sonoridade que embora com semelhanças representa dois lados tão proximos quanto opostos ou o principio e o fim de algo que aparentemente não encontra paralelo em quase nada nos dias de hoje.
As dissonancias, a hipnose, o transe e aquele zumbido caracteristico de ambas as bandas está presente mas se por um lado a voz da Monica Dragynfly era a luz podemos dizer que aqui o Vindsval é a sombra.
Sinceramente acho que este ep tem mais semelhanças mesmo assim com o material mais recente do que a primeira metade, não deixando no entanto de se complementar ambas o que me parece ser um dos objetivos.
È material demente, fantasmagórico, frio e ferrugento como só BaN sabe (ou soube) criar não esperem muito mais, mas se gostam da banda ou procuram complexidade para vos deixar mal dispostos metam isto a tocar sem parar e talvez acabem completamente vazios e desprovidos de pinga de sangue...e dentro de um buraco negro!




Rorcal/Solar Flare-Rorcal/Solar Flare


O novo registo dos suiços Rorcal não é mais que uma especie de colaboração entre o baixista Mathias Perrin de Impure Wilhelmina que aqui adopta o cognome de Solar Flare.
Mas ao contrario dos usais splits partidos ao meio aqui as coisas funcionam de forma algo mais corporativista.
Embora o inicio desta edição limitada de 200 copias seja apenas uma especie de ambient-drone onde Solar Flare explora o lado mais outunal das sonoridades do seu Baixo é na ultima faixa que as coisas valem realmente a pena em termos de negritude e caos, adjetivos presentes naquilo que é atualmente Rorcal..
Captado na humida sala de ensaios da banda e seguido as linhas mestras do poema “La Ronde sous la Cloche” do livro “Gaspard de la Nuit” do francês Aloysius Bertrand, livro esse que reza a lenda terá sido escrito pelo proprio Diabo.
È com base nisto que este registo se assume musicalmente já que um dos seus primordiais objetivos é transportar-nos até a um mundo imaginario de pesadelo e alucinação onde estas 6 faixas terão ou serão o equivalente as palavras do poema..
Objectivo plenamente cumprido tanto pelo lado mais ambiental ou meio-urbano que Solar Flare opta como na espectacular ultima faixa onde as duas entidades se unem ao longo de mais de 20 minutos para nos agarrar pelo pescoço depois de termos sidos levados numa especie de procissão mental onde Solar Flare se assumiu como mestre ritualista que nos abre lentamente as portas para o outro lado.
Resumindo se gostam da banda ou simplesmente procuram material para vos acompanhar durante aqueles momentos mais proximos de outras dimensões este registo é sem duvida alguma uma bela peça para vocês se embrulharem tanto fisica como mentalmente.
Rorcal & Solar Flare by Rorcal & Solar Flare

NunFuckRitual-In Bondage to the Serpent


Confesso que este tipo de projetos ou all-star bands nunca foram, digamos algo muito expectavel ou excitante por estes lados, ainda mais quando os musicos ás vezes em vez de criarem algo com pés e cabeça acabam mais por meter os pés no meio da cabeça, mas isso é outra historia.
No caso de NunFuckRitual, tambem não esperava grande coisa se bem que havia algo meio estranho a pairar pelo meio das primeiras noticias..talvez se devesse mais á curiosidade de tentar perceber o que raio estaria a fazer o Dan Lilker ali no meio daquilo.
Explico, é que juntar-se a membros de Mayhem, Altaar e Tyrant para criar um projeto de Black-Metal de tendencias meio ritualista e ambientais, foi algo que achei meio bizarro, para não dizer mesmo wtf!!
Mas agora e ao fim de umas semanas a absorver toda esta essencia demoniaca, acho que este In Bondage to the Serpent, não é só um dos trabalhos que mais gostei de ouvir este ano, como se transformou numa especie de vicio quase diario que se apoderou de todos os meus sentidos e sobre o qual é quase impossivel não estar perto.
Convem dizer ainda que para alem dos musicos das bandas que mencionei em cima acrescentasse ainda a participação do Atilla Csihar e do Ravn numa das faixas, mais concretamente na excelente Komodo Dragon,Mother Queen, sendo que as restantes ficam entregues ao Espen de Altaar.
E aqui reside uma das particularidades deste album, já que o toque macabro que o vocalista consegue imprimir aos temas, uma mescla de feitiço e hipnose sonora é realmente soberba.
Embora seja claramente influenciado pelo ambiente vocal do Csihar, o Espen é quase uma voz de comando dentro do ritualismo sonoro em toada lenta que a banda aqui apresenta e que dá a entender realmente ou melhor oferece de uma maneira bem honesta aquilo a quem se propoem.
Não é BM furioso como talvez desse a entender devido aos musicos envolvidos ou até ao estranho nome adoptado pela banda nem se assiste aqui a bizarros andamentos sonoros numa tentativa de querer parecer algo muito vanguardista, é um excelente album de facil escuta e com uma envolvencia espectacular, por vezes até se nota uma simplicidade estranha, mas que consegue levar e elevar quem o ouve até outros estados mais transcendentes.
Vive muito do ambiente, como disse, mas talvez seja mesmo este o seu primordial objetivo.
Quanto a vocês não sei, mas para mim NunFuckRitual foi talvez a maior surpresa deste ano dentro do BM mais mainstream é que isto é daqueles albuns á antiga que convem serem ouvidos com uma vela acessa e no meio da escuridão.
Afinal a montanha não pariu um rato o rato é que engoliu a montanha...
Obrigatorio e essencial e vai estar dentro do meu top 10 deste ano...claramente!

OWL-OWL


A dilacerante abordagem ao DM criada pelos Portal, Teitanblood e Mitochondrion nos ultimos anos será muito provavelmente o caminho a seguir pela nova geração de bandas do estilo, e nem se precisará muito para chegar a essa conclusão.
A forma como conseguiram revitalizar um estilo que parecia estar estagnado deixou muita boa gente de cabeça perdida, mas claro com isto começaram tambem a surgir bandas que tentam aproximar-se um pouco dos ambientes dementes criados por esses nomes, embora na realidade muitos poucos consigam realmente aproximarem-se a eles..
Os germanicos OWL são mais um desses casos, embora sem conseguirem atingir na plenitude o patamar sonoro que se pretende dentro desta abstracta sonoridade, o seu primeiro registo deixa boa prespectivas para o futuro.
O som é uma especie de avant-garde DM onde se centram alguns ambientes explorados por bandas como Portal com um toque mais minimalista que busca um pouco o lado mais old-school lembrando um pouco e falando de coisas mais atuais uns Nader Sadek, não deixando no entanto de fora o aspeto mais cenico da coisa (ambiente) que até acaba por ter alguns momentos bastante interessantes na minha opinião, embora contudo algumas passagens deixem um pouco a deixar lá pelo meio.
OWL são uma one-band criada pelo Christian Kolf que se encarrega aqui de toda a parafernália sonora, dos instrumentos á voz e como escrevi o homem tem ideias e o conceito está lá e por vezes ouvem-se musicas realmente muito boas, o mal é que no meio de tanta exploração acaba-se por afogar no meio do seu proprio vanguardismo.
Em determinadas alturas a banda quase lembra uns Gorguts dos tempos do Obscura, mas acaba por ser perder na simplicidade ritmica que puxa até si denotando ainda alguma falta de experiencia para entrar de cabeça levantada no meio daquele oceano musical.
Se seguem o atual movimento DM mais horroroso e desafinante os OWL são uma boa proposta, mas se querem ou pretendem entrar em estranhos universos daqueles criados por algumas que falei no texto isto fica um pouco atrás, embora como disse tambem talvez as coisas mudem nos proximos albuns é que ideias existem..basta agora desenvolve-las um pouco mais.

Ash Borer-Ash Borer


Quando em 2006 saiu o primeiro album de Wolves In The Throne Room poucos imaginariam que se estava perante um dos albuns mais inovadores e essenciais para mais uma vaga de BM que mesmo tendo como base sonora os gelidos ambientes nordicos teve coragem de afrontar o universo mais elitista e por vezes algo catatonico que sempre viu o USBM com muitos maus olhos.
A mensagem era por vezes o oposto da destruição original e muitas dessas bandas em vez de optarem por simplesmente criarem polemica com as suas atitudes, muitas vezes fechavam-se em pequenos casulos que acabaram por se transformar em borboletas...assassinas.
Wolves, Panopticon, Skagos, Echtra, Alda, Barghest ou Fauna são alguns desses nomes que levados ou inspirados por algo que quase se aproxima por vezes da ideologia Hippie transformaram á sua maneira a forma como se via até então o BM..ou então não.
Se formos a ver bem as coisas, o lado mais Folk e Mitologico de algumas bandas da 2 geração tambem quase que aplicavam os mesmos valores expostos pelo Cascadian Black Metal..mas isso é assunto que tanto poderá agradar a uns como levar logo o selo de Hipsters de outros.
Uma das mais recentes bandas que acho realmente fantasticas dentro deste estilo são os Ash Borer, banda saida do estado de Olympia e que segue os mandamentos (?) do CBM de uma forma realmente bastante interessante.
Tudo o que deu enfase ao estilo está presente, a transcendente melodia ambiental funde-se com o lado mais violento criando uma especie de viagem como só algumas bandas deste genero sabem criar, temas enormes onde são explorados os mais variados dinamismos sonoros que tanto podem nascer num Post como acabar a desaguar no mais potente BM sem com isto nos sintamos deslocados daquilo que estamos a ouvir e principalmente a sentir.
Um bom exemplo do que falo são os quase 20 minutos da My Curse Was Raised in the Darkness Against a Doomsday Silence, que é só na minha opinião uma especie de De Mysteriis Dom Sathanas do movimento "Cascadiano" e uma das musicas mais absorventes e fascinantes que ouvi até hoje.
Este album para além desta magica faixa contem apenas mais outras duas mas com qualidade mais que suficiente para ombrearem hoje em dia lado a lado com os os reis do estilo (WITTR), alias direi até mais, se alguns se sentiram algo desconfortaveis com o rumo atual da banda do pequeno Nathan, estes Ash Borer tem tudo mas tudo mesmo para se tornarem numa das vossas bandas preferidas atualmente dentro do movimento Extremo norte-americano.
A formula contem as equações certas, não existem erros, nem deslocamentos sonoros é pesado quando tem de ser, calmo quando as coisas parecem que nos vão cair em cima e estranhamente relaxante, á sua maneira e quem ouve este tipo de sonoridades entenderá melhor que ninguem o significado desta palavra.
Curiosamente e a espaços fico com a ideia que Ash Borer soariam exactamente a algo proximo a uma banda como THOU se de repente começassem a tocar algo mais recalcado do Black Metal desta nova geração.
Recomendado e obrigatorio, na minha opinião um dos grandes albuns do ano.