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Heavenwood-Redemption


Parece que o tempo parou ou melhor voltamos uns anos atrás.
Heavenwood são uma banda (entre muitas outras nacionais) que tiveram tudo para se tornarem grandes mas que ficaram pelo caminho por razões estranhas e sinceramente..agora é tarde para sobressair ou talvez não.
Foram a par de Moonspell das primeiras a despertar atenção lá fora de uma maneira mais interessante e forte.
Acredito que um pouco embalados pela descoberta de Moonspell certas editoras comecaram a ver com outros olhos o que se ia fazendo por cá e a fantastica demo Emotional Wound ajudou bastante já que é uma das coisas mais interessantes jamais feitas no nosso Underground.
A Massacre Records uma das editoras mais atentas na altura pega neles, mudam de nome surge esse monumental album chamado Diva que ainda hoje é ouvido com alguma regularidade por estes lados..e começava-se a fazer historia.
Digressões com algumas bandas como Atrocity levam o nome da banda a varios lugares por essa Europa fora conseguindo boas reações tanto a nivel critico como de publico.
Dois anos mais tarde surge o segundo album Swallow que colhe um pouco os louros da fama do album de estreia e demonstra uma banda digamos um pouco diferente,mais roqueira e não tão fechada no universo Death-Doom.
A participação de alguns nomes como o da Liv Kristine e o Kai Hansen tambem ajudou um pouco mas o resultado foi positivo,muito mesmo.
E quando tudo estava encaminhado para serem uma especie de "novos" Moonspell surge o Silencio.
Estranhamente a banda começa a ter problemas mais dramaticos de formação e as coisas comecam a estagnar e chega o anuncio da morte da banda.
Anos mais tarde começam a surgir rumores que poderiam voltar e com alguns avanços e recuos chega finalmente a promo deste album no ano passado.
Mostra uma banda ainda com ideias e mais pesada por vezes quase crua e que faz crescer agua na boca a muitos fans eu incluido.
O resultado desse trabalho está agora visivel neste Redemption,e como dizia o outro quem sabe nunca esquece.
O agora trio pega naquilo que os tornou "famosos" e dá de novo,não inova nem cria algo de original(tambem não me parece que seja isso que queiram),mas faz a continuação logica do Swallow e de uma maneira simples,eficaz e honesta nem muitos adornos nem muitas modernices.
Mais uma vez o trabalho criado pelas guitarras do Ricardo Dias e do Bruno Silva é algo que merece ser ouvido bem alto e a voz pelo menos em estudio do Ernesto enquadra-se mais uma vez perfeitamente no som da banda.
É o album mais "rapido" lançado por eles até hoje,um grito de raiva pelo que lhes foi acontecendo ao longo dos tempos não sei.
O amor,a perda, a tristeza,sofrimento e a solidão continuam a ser as principais influencias liricas autenticos poemas negros cantados com sentimento.
O mal nisto é que este era um album perfeito para os finais da decada de 90 e talvez não tanto para agora e por isso acho vai passar ao lado de muita gente o que é pena porque é um trabalho a meu ver acima da media e superior a muita choraminguisse sonora que por ai anda.
Muito bom regresso espero que seja para ficar mais uns anitos por cá....por aqui tem rodado bastante
http://www.myspace.com/heavenwood

Tiamat - Amanethes


Confesso que o Tiamat já me despertou mais interesse, alias o Wildhoney continua a ser considerado um album genial por estes lados bem como a fase inicial da banda,mas depois disto sinceramente o interesse foi decrescendo assustadoramente e não gostei nada do que fizeram na fase pos mel selvagem.
O Deeper e o Skeleton foram ouvidos naquela e o choque foi grande a fasquia foi elevada muito alto antes e era dificil de fazer o salto outra vez...parei com o Judas achei que já estavam a passar das marcas.
Resolvi dar uma espreitadela ao novo album por curiosidade para ver o que se andava a passar no reino da Serpente.
Primeiro o Johan deve ter andado a consumir ainda mais a discografia do senhor Andrew Eldritch e a ouvir aqueles temas lunares cantados pelo Fernando Ribeiro para dar origem a temas como "Until The Hellhounds".
Estranhamente não me soa a Tiamat mauzinho este album apesar de estar meio impressionado com certas partes mais regresso ao passado ao nivel instrumental embora poucas é certo já que o universo tristonho e "ninguem gosta de mim" está muito mais presente.
Baladinhas para as meninas goticas claro nem podiam faltar,mas mesmo assim não tão más como aquelas que Crematory fazem quando se lembram de abrandar.
"Will They Come" e "Lucienne" são exemplos disso e vão provocar um certo delirio em muita boa gente que se veste de negro.
Metal Gotico no verdadeiro sentido e bem mais interessante que os HIM,The69Eyes e bandas similares.
Tonalidade escura é a cor que é mais usada para pintar este quadro de canções e de facto existem bons momentos como são os casos do lindissimo "Summertime Is Gone" talvez o melhor tema do album para mim apesar do toque TON+Pink Floyd o resultado ficou muito interessante e do "Raining Dead Angels" que contrasta com a calmaria anterior.
Não esperava grande coisa admito,mas consegui por a roda-lo durante alguns dias quase por instinto e que só por isso merece um certo merito.
Não é nada de surpreendente é certo,tambem não acho que seja o que pretendem mas soa profundo,simples e tocado de uma forma timida mas com um feeling perfeito e honesto muito honesto.
Ah...adoro a capa.
http://rapidshare.com/files/99044576/Tiamat-08.by.Akhylys.rar
Pass:bunalti.com

Ava Inferi-The Silhouette


Não é um estilo que me capte muito a atenção diga-se.
Deste genero gosto imenso de bandas como Third And The Mortal,Left Hand Solution dos primordios o mesmo se aplica a Theatre of Tragedy que considero os dois primeiros albuns marcantes dentro do genero e o Nighttime Birds de The Gathering de resto acho que pouco mais.
È certo que este tipo de bandas se foi desenvolvendo com os anos,quando digo desenvolvendo falo nas inumeras "copias" que por ai foram surgindo pouco a nivel de som pouco se foi fazendo de novo a não ser que se fale em Atrox e poucas bandas mais,mas isso tem pouco a ver para aqui.
Agora sobre o album.
Não achei muita piada ao primeiro album,mas resolvi dar uma hipotese a este e que dizer sobre ele.
Bem primeiro o destaque é sem duvida a capacidade vocal da Carmen vocalista que já conhecia dos Aenima e que consegue transmitir um misto de beleza e suavidade com algo mais fantasmagorico e meio gotico de uma maneira muito interessante,chega mesmo a lembrar por certos momentos senhoras como a Kari de TTATM ou num registo diferente uma Anneke isto com as respectivas distancias é claro ou até mesmo uma Sara Brightman no "Pulse of the Earth".
O album em si anda a volta da tal sonoridade meio Velvet Darkness They Fear talvez um pouco mais "gotica" e existem temas interessantes como são o caso do "In Dual Keys" ou o "A Dança das Ondas",mas o que sinto que falta aqui é de algo que pise o risco um pouco e que talvez os retira-se daquela cena do "olha mais uma banda de Gothic Metal".
Os musicos são bons e competentes mas demasiado "2+2" existem excepções é claro como são os temas "La Stanza Nera" e o "Pulse..." no qual se desenvolvem mais,mas é muito pouco para tornar este um album que nos faça vibrar,pelo menos para mim,existem coisas interessantes outras nem tanto,mas espero que arrisquem mais no proximo porque existe capacidade para mais.
È uma continuação do trabalho anterior que decerto irá agradar aos fans das bandas que citei em cima nada mais a dizer a não ser que mesmo assim prefiro ouvir esta banda que os Nightwish e a Carmen mete a Tarja e a nova num cantinho e digo isto muito a serio.

Type O Negative-Dead Again


I can't believe I died last night...
Mais uma ideia sobre o album que não dei garnde atenção aqui ha uns meses e para ser sincero não gostei nas primeiras escutas(muito por culpa de umas certas bandas Smile ).
Primeiro é o album mais carnivoro da banda até agora e mais NYGOTHCORE como gosto de chamar a banda por vezes.
Soa raivoso e meio fuck off como ha muito não faziam ou talvez nunca tenham feito até hoje.
A voz do Pete apesar de ser unica e inconfundivel por vezes toca um pouco num vocalista que influenciou bastante.
Falo do Caputo dos Life of Agony,atenção que apenas se ouve em alguns temas,a este a influencia do Pete marcou-o,mas aqui o gigante de TON tambem parece ter andado a ouvir coisas como River Runs Red e assimilou um pouco a sua propria influencia é estranho isto,mas parece-me com logica,e misturado com as vozes do Josh ou do Kenny a musica ganha dimensão e forma.
Fora isto o album para alem de ser hardnfast como se sexo a moda antiga se trata-se consegue fazer um apanhado daquilo que fizeram ao longo dos tempos até hoje e ao mesmo tempo adicionarem coisas novas.
Em vez daquele velho cliché "sou um infeliz,oh ela não me ama,vou morrer",aqui respira-se mais uma atitude "fuck off...não queres tou-me a foder para ti e para as tuas teorias".
Tudo isto misturado com a ironia bem negra e caracteristica da banda.
Existem temas que são autenticos regressos ao passado como o September Sun ou o These Three Things(aquele solo no meio inspirado em Tool é brutal) autenticos hinos de TON que conseguem misturar beleza e assombro,ao ouvir isto percebe-se o porquê de eles serem umas das bandas mais "amadas" dentro do genero.
Mas no geral é um bom album deles talvez mais interessante que os ultimos na minha opinião....e como eu adoro ouvir o "The Bensonhoist Lesbian Choir" e mais uma vez acontece.
E de certo vai fazer companhia a muita alma goth neste Verão,principalmente as meninas,mas atenção em vez de fazer O amor por vezes aqui a banda procura mais a palavra "violação",não esperem carinho aqui as coisas são mais hardnfast como já disse Laughing .
È uma besta vestida com pele de cordeiro.....mas atenção por vezes bem carnivora....
Muito porreiro e com grandes momentos.