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Panic Room - Portal


A minha coleção de Portal resume-se a:
Demo:
Portal- Lurker At The Threshold
Split:
Portal/Rites Of Thy Degringolade - The Sweyy/Our Dreadful Sphere
Ep´s:
Portal–Demonstration 1998 EP (demo 98)
Portal - Lurker At The Threshold
Portal - The End Mills
Cd´s:
Portal - Seepia
Portal - Outre´
Portal - Outre ´(digipak PL 1 press)
Portal - Swarth
Portal - Vexovoid
Lp´s:
Portal - Seepia (PictDis)
Portal - Outre´ (Limited)
Portal - Swarth (2DLP)
Portal - Vexovoid (Limited)
Live Bootleg:
Through The Gates Of The Silver Key (Selfmade copy limited to that one )

Panic Room: DEATH-METAL - “That is not dead which can eternal lie | And with strange aeons even death may die”


Sala de pânico fechada, mas...
Desta vez abrem-se as portas para se explorar os contornos macabros de um estilo que se ergueu com uma estranha forma "tentácular" nos ultimos anos, falo claro de Death-Metal.
Aquilo que vão aqui ter são três ritos, ritos esses que se re-dividem por mais de 50 bandas que considero essenciais para se compreender aquilo que se passa atualmente neste movimento, junta-se o passado e o presente alternadamente para tentar recriar uma retrospectiva daquilo que de melhor na minha opinião se tem feito/faz ou fez no movimento.
Não esperem bandas sempre presentes nestas coisas como o caso de uns Dismember, Entombed,  Possessed, Hellhammer,Suffocation etc, etc..apesar destes nomes tambem terem a sua importancia aqui vão encontrar outros que mesmo conhecidos de uma forma ou de outra continuam meio perdidos no tempo..
Saquem, ouçam, partilhem.
ONLY DEATH IS REAL, SHARE DEATH!
Death Metal through the years...a compilation with more than 50 bands from the dark past until now...
As I promised here it is, a big coffin full of bats and darkness, no track list, no names no nothing, if you want to know more you have to download it, then the gates of hell are finally open..madness, darkness, fear, all together in this.
Enjoy, listen, share and remember only death is real.
Part I
http://www38.zippyshare.com/v/96071719/file.html
Part II
http://www21.zippyshare.com/v/57862464/file.html
Part III
http://www27.zippyshare.com/v/5447525/file.html

Panic Room - Zyk...




Curta entrevista que dei ao blog 33 Rpm:
http://33rpm-discos.blogspot.pt/2012/06/o-lado-extremo-de-joao-caldeira.html#comment-form

"Que relação existe entre os New Kids On The Block e o metal mais extremo, denso e obscuro que povoa a face da Terra? Nenhuma, responderão de forma categórica! De facto, a distância que separa esses dois universos musicais distintos é tão grande quanto a paixão pela música de João Caldeira que o fez percorrê-la ao longo de um percurso tão curioso quanto díspare. Disparidades e extremos são realmente palavras que poderão caracterizar a colecção e os gostos musicais deste homem de gostos obscuros, mas de assinalável abertura e boa disposição. Partilhando comigo e com muitos outros apaixonados pela música e pelos discos as dificuldades que se levantam à nossa condição quando vivemos numa terriola do interior, afastado dos principais centros urbanos, João Caldeira aceitou o nosso convite para nos revelar o seu asilo de música extrema, diferente e provocadora.

CARTÃO DO MELÓMANO
Nome: João Caldeira

Idade: 35

Coleccionador há:

Desde a juventude que gasto dinheiro em música, mas coleccionar mesmo só uns anos mais tarde é que comecei a olhar para isto de outra forma.

Coração de:

Leão..(risos)…agora mais a sério, gosto sobretudo de música extrema, rótulo que costumo usar para descrever aquilo que mais ouço e mais me agrada que vai desde o Black-Metal, Death-Metal, Sludge e coisas assim, mas não me fico só por ai.

Primeiro Disco

Os primeiros álbuns que comprei em formato físico mesmo acho que foram o “World Demise” de Obituary o “Dirt” de Alice In Chains e o mcd “The Grotesque” de Benediction. Antes e depois era mais a febre do tape-trading, nessa altura chegava a receber duas a três TDK ou Sony por dia vindas de todo o pais e de fora de Portugal. Não dava para mais e no sítio onde moro era complicado encontrar material. Para além do mais, estamos a falar de um puto no secundário com uma mesada muito estranha, mas acredito que o tal bichinho nasceu aqui com certos sacrifícios que se faziam, alguns até incluíam gastar o dinheiro dos almoços da escola, para comprar as tapes. Estas coisas vistas com esta distância podem parecer parvas, mas era mesmo o que acontecia. Nos dias de hoje é tudo fácil e o pessoal deixou de ter aquele afeto pelas coisas e passou-se a consumir desenfreadamente, o que leva a que muita coisa não tenha aquele sentido “mistico” e até mesmo eu por vezes acabo por cair nessa armadilha e só passado uns tempos e que digo “epah isto merecia ter tido um pouco mais de atenção”.

Último Disco:

Sonne Adam-“The Sun Dead “(7´) e The Great Old Ones-“Al Azif”

Sonho todos os dias com: 

Hum, não sou muito sonhador nesse sentido, existem álbuns que gostaria de ter, mas nos dias de hoje com a febre das primeiras edições e tanta pirataria nunca se sabe bem aquilo que se está a comprar por vezes..e depois existem sítios por esse mundo fora que se divertem a tentar enganar o pessoal, é triste mas existem cromos que tentam ganhar a vida assim.


O INÍCIO…

Qual o teu primeiro contacto com a música?
Não sei bem, mas quando era puto adorava os riffs do “Summer of 69” e o “Run To You” do Bryan Adams. Ok pode parecer azeiteiro mas aquilo para mim na altura era o máximo dos máximos! Depois claro, a outra coisa marada que foi a explosão dos Europe..nunca tive nada deles mas cada vez que apanhava as musicas na radio ou tv ficava sempre com as orelhas no ar.

No inico houve alguém que te influenciou ou foste tu próprio que ganhaste este gosto especial de ouvir música?
Na escola onde estudava também andava um rapaz com aspeto assim meio pró metal e achava aquilo curioso, a maneira de vestir e tal, mas lá no fundo nunca me aproximei muito, tentei descobrir as coisas por mim mesmo e o que raio eram aqueles “M” e “A´s” com aquela coisa meio seta no fim e as duas palavras magicas que o gajo escrevia tanto nos cadernos, uns tais de Iron Maiden. Não foi fácil encontrar o som total, mas lá descobri o que era aquilo e lá arranjei uma tape com material de Metallica, Slayer, Anthrax, Manowar e Maiden, que rodou e rodou até a fita se embrulhar toda..e pararam também as parvoíces de dizer que gostava de New Kids On The Block só por causa de uma paixoneta com uma miudita do secundário. A partir daqui tornou-se quase uma paranóia e queria saber mais e mais até que tudo mudou numa visita a Tomar a casa de um familiar. O vizinho estranho e filho do senhorio da casa desse meu familiar um pouco mais velho veio um dia até a casa com os pais e viu a minha t-shirt de Metallica, daquelas com estampado todo manhoso que se compravam nas feiras (sim feiras lol) e perguntou-me se gostava daquilo. Eu fiquei meio atrapalhado e disse que sim, que gostava de algumas coisas. Ele então responde que mais tarde me levava umas coisas para ouvir e ver e fiquei meio naquela..um misto de curiosidade e vergonha, mas quando o moço lá aparece passado um dia com alguns álbuns de Maiden, quase me vieram as lágrimas aos olhos! Primeiro porque fiquei com uma inveja tremenda, e segundo a personagem teve a delicadeza de me gravar alguns álbuns, só me pediu para lhe dar as tapes..algo que daquilo que me lembro devo ter obrigado a família a comprá-las. Ver a capa do “Live After Death” ali à frente com o Eddie e o resto das coisas…! Bem, a partir daqui tudo mudou…e piorou depois com as coisas que os senhores António Sérgio, Gustavo Vidal e Luís Filipe Barros mostravam na radio na altura, bem como alguns programas como o Purgatório Metálico da Covilhã, um outro de Abrantes que nem me recordo o nome, um outro de Almeirim que apanhava só na casa dos meus avos e que se chamava Fogo no Gelo ou algo assim. Depois vieram as fanzines e a troca de correspondência à pala de coisas como o velho Blitz ou revistas de teenagers da altura, que resultavam nesta troca de ideias. Ainda tenho algumas cartas desses tempos guardadas junto com os flyers que se recebiam. Á pala destas conversas escritas, acabei empurrado para o lado mais obscuro e tudo volta a mudar. Bandas que se ouviam até aqui deixavam de fazer quase qualquer sentido e apenas me interessava por coisas ainda mais estranhas, maléficas, caóticas mas que transportava consigo algo bem mais complexo que uma simples sonoridade musical…assim cresce o gosto por bandas de Death-Metal, Black-Metal e sempre com uma vontade louca de descobrir mais e mais e tentar estar a par daquilo que se estava a fazer tanto a nível nacional como lá fora, ideais que se mantêm até hoje com o mesmo fascínio e vontade de descobrir..!

E o teu primeiro disco, como foi essa memória e o que representou na altura?
Não guardo memórias especiais.

Ainda tens esse disco?
Dos que falei, e penso terem sido os primeiros à seria, ainda tenho o “Dirt” de Alice In Chains que continua a ser, na minha opinião, um dos álbuns mais perfeitos até hoje.


A PAIXÃO…

O modo como vês e sentes a música mudou muito ao longo dos tempos?
A música continuo a vê-la da mesma forma como quando comecei, ou seja, sempre a tentar saber mais e mais, ouvir e tentar acompanhar o que vai saindo. Mas naturalmente que as coisas mudaram e hoje em dia é tudo fácil, por vezes até demais. Por falar nisso, e apesar de ser um bocado contra o bloqueio da partilha através da Internet ( que para mim não é mais que uma espécie de tape-trading, retocada aos nossos dias ainda mais numa Era da comunicação global), o fecho de alguns servidores veio trazer ligeiramente um pouco daquele sabor bem lixado de querer encontrar algo e não se conseguir. Ainda há dias andei à procura de um álbum antigo e aquilo que bem há pouco tempo era um trabalho de putos, transformou-se quase numa epopeia de contornos quase trágicos…(risos). Em relação à música propriamente dita, o que se está a passar agora é mais um ciclo dentro do circulo e um retrocesso àquilo que se fazia no passado. Basta ver aquilo que bandas como Ghost têm conseguido. Mas não só, existe também esta espécie de reanimação nuclear do velho Thrash, o Death-Metal está a seguir pelo mesmo rumo etc. e depois convém salientar o outro lado que é a sonoridade meio hibrida que algumas bandas tão bem conseguiram unir, como o caso do Post-Rock que veio dar uma nova dinâmica a estilos como o Sludge ou até mesmo o Black-Metal. Bandas boas continuam a existir e melhor, muitas delas não têm receio de arriscar, destruir ou polir as suas fórmulas…se resulta ou não estamos cá para tentar compreender. Toda a música vive de ciclos e fórmulas umas mais explícitas que outras, mas aquilo que ontem era uma idiotice, amanhã pode ser a next-big thing, bem como o contrário, e temos exemplos claros disso. O mais importante para mim é tentar encontrar algo que nos identifique com aquilo que ouvimos, nada mais interessa na minha opinião.

Como é que as pessoas que te rodeiam e que conhecem esta tua paixão vêem o facto de teres tantos discos e itens relacionados com música?
Moro no interior e poucas pessoas conhecem a minha colecção, apenas família e amigos próximos. Nem ligo muito a isso, é algo como aquele programa da TSF “Pessoal e Intrasmissivel”, ninguém tem nada com isso, mas muita gente continua a ver-me meio de lado por gostar de me vestir de preto e tal. Alguns até devem julgar que pertenço a alguma seita apocalítica ou algo do género (risos), mas sinceramente don´t give a fuck, não devo explicações a ninguém e como também não gosto de julgar os outros, também gosto que me respeitem. Se não gostam sigam o seu caminho que eu sigo o meu.

Compras um disco e quando chegas a casa qual é o teu ritual?
Nos dias de hoje, tirando alguns títulos, só compro aquilo que gosto, ao longo dos anos já apanhei alguns barretes brutais (ex: olá Kreator ou Paradise Lost ) para ter juizinho nestes tempos de crise, mas continuo a adorar abrir aqueles packs e depois ficar a olhar para o artwork da coisa, que é algo a que continuo a dar bastante importância ás vezes (não sou do tipo de comprar algo somente pela capa, embora já o tenha feito no passado ), e hoje em dia estranhamente as bandas começaram a aprumar-se mais no sentido estético da coisa ,o que me agrada bastante diga-se.

Tens algum cuidado em especial que queiras partilhar sobre limpeza e conservação dos discos?
O normal, não sou nenhum nerd da coisa, tento ter o cuidado necessário, empresto raramente, alguns até ainda têm os plásticos originais.

De que forma organizas e arquivas a tua colecção?
Não tenho nenhum cuidado especial, já tentei organizar por estilos, mas depois fiquei sem vontade de continuar porque depois ao ouvir ou a consultar alguma coisa, acabava por me perder no meio…(risos).

Quantos discos tens no total, considerando todos os formatos físicos?
Registados no site Discogs tenho quase mil, mas muitos ainda nem os coloquei lá ou então ainda não tem referência. É uma das desvantagens ou vantagens de ser possuir algumas bandas trve-underground da Tasmânia (risos),…mas na totalidade, incluindo tapes, seguramente passam dos 1500.

Qual é o item ou os itens que mais destacarias da tua colecção seja pelo afecto que representa, seja pelo próprio valor comercial ou em termos de raridade?
Talvez o mais raro que tenho actualmente seja mesmo uma das 1000 originais copias do “The Awakening” dos suecos Merciless editado pela Deathlike Silence. Mas isto acaba por ser muito relativo, já que a desvalorização ou valorização por vezes ocorre quando um estilo está mais em alta e actualmente o Death sueco está ali a furar em todo lado e as coisas vão de Trap Them até Tribvlation. Depois existem álbuns que considero marcantes mas são muitos para nomear desde Neurosis, Deathspell Omega acabando em Tool.


Alguma vez perdeste a cabeça a nível monetário na aquisição de um disco? Qual o valor que gastaste?
Já dei 60 euros por uma das primeiras edições em digipak de Darkspace, 50 euros por um ep de covers de Black Sabbath feito pelos Thou, custou-me dar 30 euros por uma edição toda fluorescente do Lateralus de Tool, mas hoje em dia vale o dobro nalguns sítios. Comprei uma vinil box de Deathspell Omega que foi cara como o raio, mas valeu a pena porque são bandas que gosto e de certa forma me identifico com aquilo que fazem.

Tens alguma banda em particular que tentas ter, não só os álbuns oficiais, mas também singles, ep´s, maxis e bootlegs?
Ui, inúmeras! Aliás, tenho bastantes discografias completas…a ultima que completei foi a dos israelitas Sonne Adam e de Antediluvian do Canada.

Em média, quantos discos compras por mês?
Atualmente ando meio de relações cortadas com algumas editoras, tento sempre comprar directamente às bandas. Bendita à hora em que foi criado o paypal e o bigcartel. Na minha opinião mais vale ajudar os músicos diretamente do que aquilo que está por detrás.

Onde costumas adquirir os teus discos?
Sobretudo na net e fora de Portugal, por cá só mesmo material às bandas ou então em segunda mão, mas se dantes o pessoal era meio estupido e vendia assim naquela, hoje alguns já não vão nisso e inflacionam os preços..

Sei que resides numa pequena vila, no interior do país. É fácil ser colecionador de música por aí, principalmente de géneros tão específicos como aqueles que tens na tua colecção? Deduzo que o carteiro seja o teu melhor amigo (ou inimigo)…
Não é fácil mas a net ajuda e claro, o Sr. Rodrigues já se tornou um habitué dos “pacotinhos” que vêm da Finlândia dos USA ou da Australia. Ele acha isso engraçado.

Qual o local mais improvável onde adquiriste discos?
Hum…acho que nunca comprei álbuns em sítios estranhos.

A(s) melhor (es) aquisição (ões) de sempre, aquele dia glorioso em que voltamos para casa ainda a nos beliscar se realmente aconteceu?
Falando de coisas que realmente gosto, talvez quando recebi o picture disc do “Dark Blood Rising” dos suecos Diabolicum aqui há uns anos, o vinil do “Maranatha” de Funeral Mist (que nos dias de hoje considero um dos álbuns mais marcantes de BM feitos até hoje), algumas edições de Neurosis limitadas, enfim inúmeras coisas..

Qual é o teu Top dos melhores discos de sempre, aqueles que independentemente do género aconselhas todos a ouvir antes de morrermos pelo menos uma vez?
É complicado para mim fazer uma simples lista, ouço muita coisa e gosto de muita coisa para recomendar alguma, e depois depende também do estado de espirito. Mas essenciais mesmo vou deixar aqui alguns que considero mais marcantes nos dias de hoje dentro das sonoridades mais extremas e tentar não cair cliché da coisa do passado é que era: Começo pelos canadianos Mitochondrion, Portal e os neo-zelandeses Ulcerate que conseguiram transformar todas as regras de um estilo que aparentemente estava moribundo, confirmando aquilo que o senhor Schuldiner disse uma vez “you can´t kill Death-Metal, because it´s already dead”. Depois temos nos territórios mais negros, Watain que conseguiram pegar naquilo que os mestres Dissection deixaram e elevar as coisas a um novo patamar. Goste-se ou não, a banda continua ou parece continuar fiel ás suas raízes e ideias. Leviathan dos US que são sem duvida um dos projectos mais surreais alguma vez criados, depois Dodsengel e Cult of Erinyes também merecem alguma atenção e claro, Deathspell Omega e Blut aus Nord que á sua maneira conseguiram transformar e baralhar todo um universo aparentemente intocável para muitos e com resultados brilhantes, ou não fossem eles talvez os grandes responsáveis e donos das muitas influências de muito daquilo que se ouve em álbuns actualmente . Depois existe o lado mais cáustico aberto por bandas como Neurosis e que hoje tem dignos representantes como o caso de Amenra, os suiços Rorcal, os italianos Hierophant, o excelente regresso de Amebix ou até os nossos Process of Guilt..enfim muita coisa boa que se vai fazendo actualmente e que talvez daqui a uns anos estejam no mesmo pedestal daqueles álbuns que actualmente fazem parte e são incontestáveis dentro das sonoridades mais extremas..falei destes, mas certamente muitos outros nomes ficam de fora. Costumo dizer ás vezes “tentem descobrir por vocês mesmos os novos DMDS ou os Masters , que a velha formula continua bem viva basta procura-la, e ás vezes sabe bem”.


PREFERÊNCIAS…

Vinil, CD ou Cassete?
Vinil e cd, a cassete coloquei um pouco de lado, mas estão de regresso pelos vistos.

Vinil preto ou colorido?
Sem preferência

Picture Disc ou 180gramas?
Picture Disc.

Gatefold ou capa Simples?
Gatefold sem dúvida

Formato 12” , 10” ou 7”?
Sem preferência.

Jewelcase ou Digipack?
Digipak.

Primeira prensagem ou reedição luxuosa?
Hum, ambas, mas as primeiras sempre dão aquele toque especial.

Lojas físicas ou Internet?
Ambas.

SAÍDA DE ÁUDIO…

E para ouvires os teus discos, que artilharia pesada utilizas?
Uma aparelhagem da Sanyo já com uns anitos (mas a bombar ainda) ligadas a umas colunas (caras como o raio) da Logitech.

Tens o teu lado audiófilo ao nível do HI-Fi ou apenas gostas de ouvir musica desde que soe bem sem te preocupares muito com a busca do som ideal?
Pleasure Is Pain

Há algum instrumento que te cative mais quando estás a ouvir musica?
Não.

Tocas ou gostarias de aprender a tocar algum instrumento?
Não.

AO VIVO…

Primeiro Concerto?
Deicide/Suffocation/Konkhra Voz do Operário (ainda tenho o bilhete)..como dá para ver foi mesmo uma coisa em grande e foi a prenda dos meus pais por ter tirado a carta e código á primeira.

Melhor concerto de sempre?
Nem sei, mas o último que me tocou bem cá dentro foi Mayhem, em Corroios.

Concerto de sonho?
Neurosis, sem dúvida ainda me faltam esses.

Que banda gostarias de ver ao vivo e que já não vai ser possível?
Hum talvez mesmo Death, Brutality ou Sepultura dos tempos do Arise, aqueles concertos eram míticos na altura, etc,etc


LITERATURA

Tens por hábito comprar livros, revistas ou fanzines de música? Qual a tua publicação favorita? 

Livros de alguns assuntos que goste como simbologia, religião ou aquelas coisas meio estranhas ligadas ao oculto. Revistas sou assinante da Terrorizer e da Zero Tolerance e compro a Loud! E zines já não compro nenhuma há uns tempos.

O que lês neste momento e o que aconselhas?
De momento nada.

Tenta definir o que te vai na alma por escrito sobre esta nossa paixão?
A musica é uma Arte e quando feita com alma iremos fazer parte dela…uma curta ramificação daquilo que realmente somos."

Panic Room: DsO Trilogia






Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo...
http://hotfile.com/dl/82537822/a3d33ca/DsO-Trilogia.rar.html

1-First Prayer
2-Sola Fide I
3-Sola Fide II
4-Second Prayer
5-Blessed are the Dead Whiche Dye in the Lorde
6-Hétoïmasia
7-Third Prayer
8-Si Monumentum Requires, Circumspice
9-Odium Nostrum
10-Jubilate Deo (O Be Joyful in the Lord)
11-Carnal Malefactor
12-Drink the Devil's Blood
13-Malign Paradigm
14-Obombration
15-The Shrine of Mad Laughter
16-Bread of Bitterness
17-The Repellent Scars of Abandon and Election
18-A Chore for the Lost
19-Obombration
20-Epiklesis I
21-Wings of Predation
22-Abscission
23-Dearth
24-Phosphene
25-Epiklesis II
26-Malconfort
27-Have You Beheld the Fevers?
28-Devouring Famine
29-Apokatastasis Pantôn

Amén!

Panic Room: Disincarnate


O "Dreams of the Carrion Kind" dos norte-americanos Disincarnate continua a ser para mim um marco dentro da musica extrema e um dos albums mais poderosos alguma vez saidos da Florida.
Com data de 93 esta banda era nada mais nada menos que um projeto liderado e idealizado pelo guitarrista James Murphy (nas gravações é tambem responsavel pelo som sismico do Baixo).
O musico em questão não era propriamente um desconhecido do movimento, já que trazia no curriculum contribuições com os britanicos Cancer e com os miticos Death e Obituary.
Com estes ultimos participou naqueles que eu considero como os melhores albuns das bandas, falo claro do Spiritual Healing e do Cause of Death.
Para além do Murphy, a formação contava tambem com os desconhecidos Bryan Cegon na voz, o Jason Carman nas guitarras e o Tommy Viator de Acid Bath e Astaroth na bateria.
Com a formação criada e album gravado em Inglaterra produzido por um cada mais influente Colin Richardson (Napalm, Carcass, Fear Factory), a RoadRunner encarrega-se de mandar o album para o circuito, na altura o selo RR era sinonimo de qualidade extrema e a editora mais á frente no que concerne ao Death-Metal.
O album em si é como disse um marco e um dos pilares do estilo que se estendeu até aos dias de hoje.
São 11 faixas de Death-Metal tecnico, brutal, direto e que tinha com um dos pontos mais fortes conseguir misturar o som sufocante da florida com um certo arrastamento Doom que comecava a florescer na Inglaterra, embora sem se deslocar muito da sua base natural..Aliás não é a toa a participação do Aaron de My Dying Bride na faixa "Monarch of the Sleeping Marches".
Para além do Aaron, no album tambem se pode ainda ouvir um "dueto" entre o John Walker de Cancer e o vocalista Brian Cegon na espetacular "Beyond The Flesh".
São 47 minutos do melhor que se pode pedir dentro do estilo e um dos mais intensos trabalhos instrumentais jamais criados dentro do DM vindo da Florida, principalmente nos duelos de guitarras e na voz, sendo que poucos albuns na minha opinião conseguem soar de uma forma tão perceptível e tão monstruosa como este.
Daquele movimento (e assim de repente) juntaria talvez apenas o When The Sky Turns Black de Brutality, o Covenant de Morbid Angel ou os albuns de Death.
Infelizmente a banda apenas lançou este album, mas mesmo assim foi o suficiente para ser ainda recordada hoje em dia com uma certa nostalgia..
Têm existido algumas reedições nos ultimos anos em formato digipak, o que acaba por comprovar tudo aquilo que escrevi até aqui, sendo que nessas reedições existem 3 temas extra que não estão na versão original...ou melhor até estão, mas são os temas que fizeram parte da demo anterior ao album, gravadas com uma formação diferente, mas que valem pelo registo historico e mesmo numa toada mais crua são arrasadoras.
Se não conhecem vale bem um tempinho perdido ao som de musicas como "Soul Erosion" ou "Stench of Paradise Burning".
Correm rumores já algum tempo que dizem que o James estaria a pensar em pegar de novo na banda, não sei até que ponto será real, mas a ser verdade seria de certo algo bastante para se ouvir nos dias de hoje...

Panic Room: Pan.Thy.Monium


Muito antes do The Curator de Portal usar relogios de cuco na cabeça ou de se ouvirem soar as horas num velho relogio que parece saido de um conto de horror ao jeito de um HP Lovecraft ou do Twilight Zone, já os suecos Pan-Thy-Monium se divertiam a mexer com o nosso subconsciente.
Curiosamente foram uma banda que apesar de a considerar uma das mais geniais alguma vez saidas do Underground nunca conseguiu mas que um enorme culto no Underground.
Liderados pela familia Swano, já que tinham na sua formação o "mago" Dan Swano e o seu irmão Aag Swano, que ao contrario do que muita gente pensa era a mente por detrás desta aberração e não o carismatico Dan que muitos conhecem de bandas como Edge of Sanity ou Diabolical Masquerade...
Para alem destes dois musicos a banda estava embrulhada num line-up oculto e na altura havia alguma especulação já que nem mesmo nos seus albuns existia muita info.
Alias nem deles nem dos proprios temas, um exemplo disso foi o seu primeiro album chamado Dawn of Dreams, em que as sete carinhosas musicas foram chamadas de...Untitled e soube-se mais tarde que aqui nem existiam letras já que os criadores da banda apenas queriam que a voz fosse apenas mais um instrumento..
Só por aqui já dava para ver que a banda não era algo de banal e nem estaria muito interessada em mover montanhas...apenas criar musica, digamos estranha.
E estranho é a melhor definição para este album, já que isto era uma autentica viagem por entre o paranormal e o pesadelo sonoro, que nos acabava por elevar e transportar para dentro de um imaginario que tanto tinha de psicotico como de aberrante e sobrenatural..
Este album foi talvez um dos mais vanguardistas saidos do DM ,e ainda hoje mesmo o é, sendo que é obrigatoria a sua presença na coleção de qualquer fan de musica extrema..
Na altura em que o BM começava a dar os seus primeiros passos rumo ao abismo e a cena sueca começava a dar sinais de uma estranha qualidade, esta banda opta por elevar um pouco mais a fasquia.
Pegam na brutalidade inicial de uns Fear Factory,Napalm,Carcass,Benediction e adicionam uma leveza invulgar vinda de bandas como Edge of Sanity e ainda se atrevem a misturar influencias orientais (ouvir a 2 faixa do Dawn) e algum vanguardismo sonoro que quase pisava a linha do aparente "mau-gosto".
Só que as coisas estranhamente resultavam de uma forma genial e o uso do saxofone ainda hoje é recordado neste album de uma forma que dá vontade de fazer venias...
Musicalidade bastante complexa, mas ao mesmo tempo bem estruturada, nascia aqui uma das bandas pioneiras daquele som quase surreal que muitas bandas que aqui vou mostrando atualmente vão recriando.
O passo seguinte chamado Khaooos ainda foi mais estranho, mas seguindo um pouco a mesma linha até chegarem ao seu fim em 96 com o fantastico "Khaooohs & Kon-Fus-Ion".
E neste, que considero um autentico monumento de como fazer Death-Doom, é que a banda consegue atinguir o seu pico criativo.
Apesar de curto, pouco mais de meia-hora, o quinteto sueco pega aqui no negro legado entretanto redefinido por bandas como Disembowelment transforma-o usando o vanguardismo que entretanto começa a ser explorado por algumas bandas como Opeth (para nomear os mais conhecidos), os franceses SUP ou os holandeses Phlebotomized..ou até mesmo Katatonia e Diabolical Masquerade.
Não tão obscuro como o primeiro ou o segundo mas com um bizarrismo sonoro completamente contagiante a banda tal como surgiu dá por terminada a sua curta carreira de pouco mais de 4 anos, tempo mais que suficiente para continuarem a ser recordados nos dias de hoje (pelo menos por aqui) como um dos projetos mais geniais alguma vez surgidos dentro da musica extrema de sempre e de todos os estilos...
È tambem devido a eles que muito daquilo que muitas vezes nos é oferecido como sendo a proxima next big thing por vezes acaba por não fazer ou ter efeito nenhum..
Aconselho uma viagem até ao reino de "Raagoonshinnaah"

Panic Room-Blut Aus Nord


Bem depois da critica ao ultimo de BaN, deixo aqui mais uma Panic Room:
Blut aus Nord-Ultima Thulée-Reedição da Candlelight
Blut aus Nord-Memoria Vetusta I: Fathers of the Icy Age-Reedição da Candlelight
Blut aus Nord-The Mystical Beast of Rebellion-Edição da Oaken Shield/Adipocere
Blut aus Nord-The Work Which Transforms God-È o meu album preferido da banda tenho as duas edições a original da Appease Me... e a reedição da Candlelight
Blut aus Nord-MoRT-Edição da Appease Me...
Blut aus Nord-Odinist-The Destruction of Reason by Illumination-Edição da Appease Me..
Blut aus Nord-Memoria Vetusta II: Dialogue with the Stars-Edição da Candlelight
Blut aus Nord-What Once Was... Liber I (Lp)-Edição limitada da Debemur Morti

Panic Room- Abigor


Abigor, o demonio austriaco tambem tem o seu espaço no Asilo.
Abigor-Verwüstung/Invoke the Dark Age, Napalm Records
Abigor-Nachthymnen (From the Twilight Kingdom), Napalm Records
Abigor-Opus IV, Napalm Records
Abigor-Verwüstung e Opus IV, DCD Napalm Records
Abigor-Apokalypse, Napalm Records
Abigor-Supreme Immortal Art, Napalm Records
Abigor-Channeling the Quintessence of Satan, Napalm Records
Abigor-In Memory, Napalm Records
Abigor-Satanized (A Journey Through Cosmic Infinity), Napalm Records
Abigor-Fractal Possession, End All Life Productions
Abigor-Time Is the Sulphur in the Veins of the Saint... ,Digipak End All Life Productions

Bem e umas curtas notas.
Falta ai o Orkblut que não sei onde o meti, alguns albuns como o Nachthymnen são autenticos classicos, o Opus IV tenho o original e a reedição de 2004, sobre este o que tenho a dizer é que é um dos trabalhos mais demoniacos alguma vez criados dentro do BM extremo, mas não gosto do som original.
A reedição de 04 feita pelo PK demonstrou que aquela porra é realmente especial ouçam e comparem...ganhou esplendor e dos poucos casos em que as reedições ficam melhores que os originais.
O Verwüstung é talvez a melhor coisa feita até hoje de BM de contornos florestomediavais..
O Supreme é uma daquelas coisas que quando ouvidas com espirito certo nos transportam para o meio de um qualquer ritual estranho e é o album mais Summoning deles na minha opinião..
O Channeling é naquela nem aquece nem arrefe, mas adoro o filha da puta do primeiro tema!
Os eps são muito bons tanto o Apocalypse como In Memory (aquela cover de Kreator é bruta)...
O Satanized é um dos piores albuns de BM jamais feitos, sim Abigor é capaz do magnifico e do...bem vocês entendem onde quero chegar...
Da nova fase o Fractal foi uma facada mortal na porcaria do Satanized e o novo mcd, bem o novo mcd é "a cruel delightful scenario".

Panic Room- Neurosis


Neurosis-Pain of Mind, reedição da Neurot com cd bonus
Neurosis-Empty, 7´limitado a 2000 copias
Neurosis-The Word as Law, edição original da Lookout Records
Neurosis-Short Wave Warfare, Lp primeira edição
Neurosis-Souls At Zero, edição da Alternative Tentacles
Neurosis-Souls At Zero, reedição da Neurot
Neurosis-Enemy of the Sun, reedição da Neurot
Neurosis-Enemy Live NYC '94, limitado a 500 copias edição original não a reedição da Neurot
Neurosis-Locust Star, Relapse Records
Neurosis-Through Silver In Blood, edição da Relapse cd e Lp
Neurosis-Through Silver In Blood, edição rara em digipak da Iron City
Neurosis-In These Black Days: vol.6, 7´ tributo a Black Sabbath Hydra Records
Neurosis-The Doorway/Threshold, cd single Relapse
Neurosis-The Doorway/Under The Surface, cd single Music For Nations
Neurosis-A Sun That Never Sets-Advance Radio Edits-Relapse
Neurosis-Times of Grace/The Last You´ll Know--Advance Radio Edits-Relapse
Neurosis-Times of Grace, edição da Relapse cd e Lp
Neurosis-Times of Grace reedição da Neurot conjunta com o Grace de Tribes of Neurot
Neurosis-Sovereign edição da Relapse
Neurosis-A Sun That Never Sets edição da Relapse cd e Lp (esta limitada a 500 copias)
Neurosis-A Sun That Never Sets, DVD da Relapse
Neurosis-Official Bootleg.01.Lyon.France.11.02.99, Relapse Records
Neurosis-Official Bootleg.02.Stockholm.Sweden.10.15.99,Relapse Records
Neurosis-Neurosis & Jarboe, Neurot Records
Neurosis-The Eye of Every Storm, edição da Relapse cd slipcase e Lp
Neurosis-Given to the Rising, edição da Neurot Records digipak e Lp (silver edition)
Neurosis-Given To The Rising - Documentary DVD, Neurot Records

E este que embora não seja propriamente Neurosis considero-o um filho bastardo da banda.
Blood & Time - At The Foot Of The Garden, Neurot Records

Panic Room-À volta de THOU


Bem, como já aqui escrevi varias vezes THOU é actualmente uma das minhas bandas favoritas e dentro do universo SludgePostDoom são mesmo a que mais gosto de dentro da nova geração.
Já aqui falei dos dois albuns deles e de alguns ep´s e se quiserem saber mais procurem numa das salas do Asilo aquilo que achei dos albuns.
Serve este comentario não apenas para vos mostrar novamente o meu lado fanboy em relação a banda, mas para vos mostrar mais algumas cenas.
Primeiro e em cima o material que tenho da banda de Baton Rouge:
-Tyrant, album em digipak editado pela Gilead Media com mais dois temas em relação ao vinil hard to find da One Eye Records.
-Tyrant, edição remasterizada do album, lançada pela Southern Lord com a capa ligeiramente diferente, sem os extras, sendo que os temas presentes aqui são os mesmos da edição original da O.E.R. .
-Peasant,o segundo album e este novamente com mais duas faixas bonus em relação ao lp da Level Plane Records.
Os temas extra dos dois albuns, estão tambem em alguns ep´s lancados pela banda.
-Kingdoms, TapeBox limitada a 300 unidades com os dois albuns e os extras dos cd bem como mais 8 faixas lancadas pela banda em diversos splits.
Fantastico é tambem o que se pode escrever acerca do artwork usado pela banda nos seus trabalhos, quer seja nas capas como no interior dos booklets.
Apresentação cuidada e de alto nivel que acaba por se dissolver naquilo que a banda faz musicalmente.
Mas para além disto vou deixar aqui tambem um link para vos mostrar o outro lado do "universo" da banda americana.
Na pasta em baixo poderão encontrar algumas faixas dos albuns da banda neste caso o Tyrant e o Peasant bem como algumas faixas de varios splits e uma versão deliciosa dos mestres Black Sabbath.
No outro lado dou-vos a conhecer dois projetos onde se poderão encontrar alguns membros de Thou.
Primeiro Barghest que nada tem a ver com a sonoridade de Thou, já que aqui se destila BM bem cru e rude na linha do USBM mais antigo, mas bastante interessante pelo menos naquilo que esta demo deixa a entender.
E segundo os Dear Diary I Seem To Be Dead, estes mais virados para o lado mais post-mathcore/screamo, na linha de uns Converge e cenas similares e aqui podem ouvir o Bryan num registo ligeiramente diferente da sua banda principal.
Duas bandas completamente diferentes mas que me parecem ser bastante interessantes, não tanto como THOU mas com ideias para desenvolver num futuro proximo.
Fica aqui então o link para vos dar a conhecer aquilo que estes jovens andam a fazer:
THOU,Barghest e Dear Diary I Seem To Be Dead.
http://www.megaupload.com/?d=ZDRQ90HS

Panic Room- Dissection


Serão sempre uma das minhas bandas preferidas de sempre.
Os suecos Dissection deixaram um legado, que muitas bandas nos dias de hoje se orgulham de seguir, uns melhor que outros, mas aquilo que o Jon Nödtveidt nos deixou será sempre intemporal.
Deixo aqui algum material que tenho orgulhosamente deles, com o especial destaque para o shape cd do "Where Dead Angels Lie" que é uma autentica raridade nos dias de hoje e que finalmente consegui arranjar (obrigado Pedro).
Dissection-The Past Is Alive (The Early Mischief), edição em digipak da Necropolis
Dissection-Maha Kali, Mcd editado pela Escapi Records
Dissection-Reinkaos slipcase com o extra do video Starless Aeon editado pela Black Horizon Music
Dissection-The Somberlain, edição japonesa da Victor Entretaiment
Dissection-The Somberlain, edição original da No Fashion
Dissection-Storm of the Light´s Bane, edição Nuclear Blast, este é na minha opinião um dos mais fantasticos albuns de Metal criados até hoje.
Dissection-Live in Stockholm 2004, edição da Escapi Music
Dissection-Where Dead Angels Die, este é o primeiro shape cd criado pela Nuclear Blast e uma peça de coleção que trás algumas faixas bonus.

Existem muitas reedições e cenas do genero por ai muitas sem nada de mais, mas deles acho que isto é mesmo o essencial para qualquer personagem que se diga seguidor daquilo que fizeram.
Banda unica!

Panic Room-Dodheimsgard II


Já aqui falei tambem muita vez desta banda norueguesa que considero uma das mais fantasticas vindas da enxurrada de BM nordico dos anos 90, fica aqui mais uma amostra da minha coleção privada.
Dødheimsgard - Kronet Til Konge :Malicious Records
Dødheimsgard - Monumental Possession :Malicious Records
Dødheimsgard - Monumental Possession Tape :Mystic Productions
Dødheimsgard - Satanic Art :Moonfog
Dødheimsgard - Satanic Art Bootleg Picture Disc limitado a 200 (#153) :The Black Hand
Dødheimsgard - 666 International :Moonfog
Dødheimsgard - Supervillain Outcast Promo, sem voz e gravada em 04|05 mostra aquilo que seria o Supervillain anos mais tarde : ....
Dødheimsgard - Supervillain Outcast :Moonfog

Panic Room-Deathspell Omega



Queria mostrar isto já que são muita vez aqui mencionados.
Esta é a minha coleção de Deathspell Omega:
Deathspell Omega - Disciples of the Ultimate Void :Demo Drakkar Productions
Deathspell Omega - Infernal Battles :Northern Heritage
Deathspell Omega - Clandestine Blaze / Deathspell Omega :Northern Heritage
Deathspell Omega - Sob A Lua Do Bode / Demoniac Vengeance :End All Life
Deathspell Omega - Mütiilation / Deathspell Omega :End All Life
Deathspell Omega - Inquisitors of Satan :Northern Heritage
Deathspell Omega - Si Monumentum Requires, Circumspice :Norma Evangelium Diaboli
Deathspell Omega - Si Monumentum Requires, Circumspice LP :Norma Evangelium Diaboli
Deathspell Omega - From the Entrails to the Dirt LP :End All Life
Deathspell Omega - Kénôse :Norma Evangelium Diaboli
Deathspell Omega - Crushing the Holy Trinity 3xcd :Northern Heritage
Deathspell Omega - Fas - Ite, Maledicti, in Ignem Aeternum : Norma Evangelium Diaboli
Deathspell Omega - Manifestations 2000-2001 : Northern Heritage
Deathspell Omega - Manifestations 2002 : Northern Heritage
Deathspell Omega - Veritas Diaboli Manet in Aeternum : Chaining the Katechon : Norma Evangelium Diaboli
Deathspell Omega - Mass Grave Aesthetics : Norma Evangelium Diaboli
Deathspell Omega - Vinyl Box : Norma Evangelium Diaboli

Panic Room:Portal

Neste momento são a minha banda preferida de Death-Metal.
Os australianos Portal já com uma carreira com alguns anos tem sido com o passar dos anos um nome cada vez mais importante no que concerne á criação de musica extrema.
È quase impossivel não se dar pela influencia que tiveram de uma forma directa ou indirecta nos dias de hoje tanto em nomes mais underground como nalgumas bandas que actualmente se colocam na linha da frente do DM de contornos dementes.
Só para dar dois exemplos os Mitochondrion no lado mais obscuro ou Ulcerate ou The Amenta no lado mais visivel e como estes dois nomes existem mais por ai.
È impressionante a qualidade desta banda desde as demos até aos dois albuns por eles editados na ultima decada.
A mistura insana que fazem através da musica onde a literatura mais subversiva de nomes como H. P. Lovecraft se funde com o extremo no seu sentido mais literal é de uma qualidade abismal e poucas bandas conseguem retratar de uma forma tão fiel as letras que dizem com a musica que fazem.
Por vezes ficasse com a ideia que se está perante um livro vivo de contornos fantasticos e surreais e sinceramente quantas bandas conseguem criar ou recriar estes pormenores de uma forma tão absorvente dentro da musica?
Poucos,muito poucos na minha opinião apesar das referencias serem muitas usadas dentro deste universo musical.
Mas voltando a discografia da banda australiana (já agora atenção a cena de lá) os dois albuns por eles criados são excelentes tanto o antigo "Seepia" como o mais recente e talvez mais conhecido "Outre" lancado pela Profound Lore,editora que surge nos dias de hoje um pouco na vanguarda daquilo que de mais estranho e perfeito se cria dentro do universo metalico.
Do "Outre" já aqui falei,e se quiserem ver as entranhas do bicho basta acertarem o relogio e irem a procura,do "Seepia" não o fiz porque é datado de 2003, mas acreditem que vale a pena irem a procura dele pelo meio da mitologia monstruosa Cthulhuiana.
Apesar de ser algo mais crú e não tão variado como o mais recente as sementes aqui lancadas começavam a ganhar raizes por entre dissonancias,momentos bizarros e escaravelhos a surgirem de todo o lado no meio daquela imensão de extremismo musical.
Resolvi aqui falar deles porque nas ultimas semanas ando viciado (de novo) nos dois albuns e se não conhecem acho que vale a pena perderem um pouco das vossas insignificantes vidas e descobrirem uma das mais brilhantes bandas de Death-Metal criadas até hoje.
Não acreditam?
Vejam e ouçam a Glumurphonel do Seepia em baixo.

Panic Room:Dødheimsgard


Dodheimsgard foram uma das bandas saidas da cena norueguesa que mais se destacaram na minha opinião em termos de criação/influencia musical para aquilo que se ouve nos dias de hoje.
Embora um pouco distanciados daquele clima totalmente evil que caracterizava nomes como Gorgoroth,Hades ou Dimmu Borgir conseguiram manter uma surpreendente chama negra a fluir nos seus registos,todos diferentes mas todos com um carisma que os demarcava daquilo que os seus pares iam fazendo.
Para mim foram e continuam a ser a par de nomes como Emperor,Enslaved,Isvind e Hades agora chamados Hades Almighty(estão de regresso já agora) os que mais me fascinaram tanto naquela altura como nos dias de hoje.
De Dodheimsgard saiu aquele que é para mim o melhor vocalista de BM de sempre falo é claro do Aldrahn.
Quem conhece a banda sabe que se existia uma força condutora para os devaneios musicais do Vitocnik e do Czral essa era sem duvida alguma as letras e voz do Aldrahn,pois conseguia impor e dar um tonalidade ás musicas fora do comum.
Logo no primeiro album da banda o mitico Kronet Til Konge se demonstra que o que se ouvia ali era algo diferente daquilo que se ouvia dentro do genero na altura.
Embora encaixados no BM nordico a banda primava por uma abordagem musical um pouco mais diferente dos restantes pares em vez de ambientes epicos á lá Emperor ou descargas de puro odio á boa maneira de Gorgoroth a banda entrava em dominios nocturnos que conseguiam marcar com ferro em brasa aquele esplendor demoniaco que caracterizava o BM da altura.
Faixas como a Jesus Blod ou Starcave, Depths and Chained mostravam que a banda era algo que se continuasse a desenvolver se poderia tornar num caso de possessão colectiva.
E falar de possessão é falar do segundo registo o fantastico Monumental Possession e neste a banda cria um dos albuns obrigatorios dentro do genero.
Aqui a banda consegue atinguir um estranho magnetismo que cria a sensação que quando foi gravado certamente algo deambulava naquele estudio.
Sonoridade mais direta e crúa em que o BM se funde com aquele Thrash venenoso atira a banda para um ambiente demoniaco e sufocante bem ao jeito daquilo que se vê nos quadros do Bosh alias o artwork do album reflete bem esse aspecto estranho e doentio.
Mas a partir daqui o DNA de Dodheimsgard sofre uma estranha mutação já que os genes vindos de bandas como Ved Buens Ende se misturam com aquela sonoridade mais BM acabando por criar uma criatura medonha feita de restos do que mais podre se ouvia na altura.
No mitico Satanic Art ainda restam algumas particulas de BM extremo mas notava-se que a banda começava a entrar numa espiral doentia onde o lado mental se comecava a revelar mais problematico.
Era como se a Besta começa-se a ficar louca e se neste curto ep se nota que algo não andava bem,o album seguinte 666 Internacional confirmou-o.
Este album é ainda hoje um dos albuns mais estranhos que já ouvi e um dos meus preferidos aqui o BM ganha contornos vanguardistas,extremos,e onde a loucura vive com a realidade e a realidade vive com a irrealidade o sonho se transforma em pesadelo e o pesadelo se torna real.
Um album abstrato onde a não existem palavras para o descrever quase não fazem sentido e por mais que tente é me impossivel falar dele.
Depois o fim e o renascimento da Besta.
Acidentes,drogas,projectos renascidos,colaborações, desde Virus até Umoral,passando por Aura Noir e acabando em Trance Music ou em The Deathtrip,letras escritas para Dimmu Borgir houve de tudo um pouco por parte desta banda.
E no final de 07 a banda regressa desta vez com muitas alterações e sem o Aldrahn na voz o que logo a partida era um serio olhar de lado para o que ai viria.
Mas mesmo assim o que restava da banda fez um album porreiro na minha opinião não tem aquela mistica do passado é certo, o que tambem era dificil conseguir mas mesmo assim acho que foi um album interessante,mas lá está falta-lhe muita coisa para estar lado a lado do que já fizeram.
Actualmente as coisas entraram novamente em hibernação,derivado da instabilidade do line-up mas aguardam-se novidades e quem sabe se não voltam a surpreender num futuro proximo.
Fica aqui um link com algumas coisas que fizeram para se ter uma ideia de uma das bandas mais impressionantes que já ouvi e responsavel para a compreensão de muita coisa que ouço no Asilo nos dias de hoje...
Welcome to Planet B8-18
http://www.mediafire.com/download.php?ttujrwf23nn
Tipo tentem ordenar as musicas pelos numeros para verem como se transformou a banda.

Panic Room:Arioch/Mortuus


Resolvi criar aqui um espaço novo dedicado a certos musicos que considero fundamentais dentro da musica que mais ouço e sobretudo mais me diz.
Começo pelo sueco Daniel Rosten.
Dito desta forma acredito que poucos lá chegam mas se escrever Mortuus ou Arioch ai certamente o caso já muda de figura.
Na minha opinião esta criatura é nos dias de hoje um dos melhores e mais brutais vocalistas de BM que se podem ouvir dentro da musica extrema.
A primeira vez que ouvi a voz dele foi aqui há uns anos no primeiro registo de Funeral Mist e na altura uma das coisas que mais me cativou foi sem duvida a parte vocal que conseguia criar um clima extremo verdadeiramente demoniaco.
Depois seguiram-se os tristemente ignorados Triumphator banda que juntava varios membros de Marduk e que conseguiu lançar um album verdadeiramente malevolo e que me parece que passou ao lado de muita gente o que é pena, porque continuo a achar o Wings Of Antichrist como um dos mais fortes pilares do BM sueco e se desconhecem acho que vos faria bem uma descoberta ou re-descoberta.
Mas o que mudou verdadeiramente a minha visão acerca do Arioch foi mesmo o espectacular Salvation de Funeral Mist.
Neste album a banda entra nos dominios mais Ortodoxos do BM de uma maneira mais directa e onde se assiste a um autentico massacre vocal por parte do musico,alias se existem albuns de BM cantados com alma e onde se fica vontade de entrar num qualquer culto satanico depois de ouvido este é sem duvida um deles continua a ser um album obrigatorio.
O musico sempre teve ligações ao Morgan de Marduk e depois da saida do cada vez mais sem jeito,para não dizer parvo Legion, o lider de Marduk não fez outra coisa senão chamar o criador de Funeral Mist para tomar as redeas da maquina belica sueca e o resultado da primeira investida foi excelente já que o Plague Angel é de facto um bom album embora ainda muito ligado ao passado recente da banda consegue demarcar-se um pouco daquele som cada vez mais enfadonho de Marduk.
E se aqui as coisas comecaram a ganhar novas formas,no registo seguinte Rom 5:12 são aprefeicoadas ao maximo e aqui sim já se nota o dedo do agora Mortuus na banda.
È certo que tanto o Morgan como o Daniel são grandes fans de um certo tipo de cinema e literatura e a partir destas influencias conseguem criar a desenvolver as suas ideias e transforma-las em autenticas descargas de lirismo extremo de uma forma bem singular e ao prova disso é este abum e o Maranatha.
Chegou a Era de Funeral Mist novamente.
Do novo album já aqui falei por isso deem lá uma espreitadela é apenas um dos grandes albuns deste ano é certo que acaba por ser diferente do Salvation e isso é sempre motivo de cuspidelas por parte de alguns fans,mas uma coisa é certa é um autentico tormento para a cristandade....e isso meus amigos já é mais que suficiente para ser escutado.
Deixo aqui uma especie de retrospectiva sonora do Arioch/Mortuus e onde poderão encontrar temas de Triumphator,Marduk ou dos seus Funeral Mist tanto do passado como do presente para verem no que consiste a essencia do sueco.
Se o Dead marcou uma era,o Attila outra os dias de hoje na minha opinião pertencem ao Arioch.
"Let every heart prepare a throne and every throat a brand new song" berra ele na Living Temples nada mais certo,nada mais certo...em cima podem ver o clip da Throne of Rats de Marduk vocalizada pelo Mortuus.
http://www.mediafire.com/download.php?kyytumtmmyh