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Louvado Abismo - Louvado Abismo
Portugal’s Louvado Abismo offers us their self-titled debut record, delving into the depths of the abyss through the intricate layers of schizophrenia and psychological disturbance. The album is set for vinyl and digital release on 31 May via Half Beast Records, with a CD release to follow.Despite being a new formation, Louvado Abismo boasts seasoned members from diverse artistic backgrounds, including theater actress Patrícia Andrade (ex- Sinistro) on vocals, Hugo Conim (Dawnrider, Els Focs Negres...) on guitars, Pedro Almeida (A Tree of Signs, Scum Liquor...) on drums, and Hélder Luís (Mozart Meets Chaos, The Sleeper has Awakened...) on bass.
Musically, Louvado Abismo’s debut is a melting pot, blending Christian Death with Siouxsie and the Banshees, or even Godflesh with Killing Joke, Swans and Ministry. Throughout the album, the quartet redefines the ‘80s aesthetic, weaving it into their own distinct and modern approach. The drum arrangements, shifting between rhythmic syncopation and loose, danceable beats, are complemented by distorted synthesized guitars, creating a glamorous and engaging vibe reminiscent of the '80s. The bass guitars add a cinematic atmosphere, alternating between textures and layers to conjure varying sensations and landscapes, at times conveying agony and disorder, at others, ecstasy and groove. Patrícia’s vocals, sung in Portuguese with theatrical intensity, serve as the central character of the lyrics. Ranging from strong and shouted to sweet and melancholic, her voice guides the listeners through an abyss of formless and surreal thoughts, evoking shivers and transcending mere musical expression.
The formula above makes this set of 10 songs a conceptual work that plunges the listeners into a black hole, where the decompensated human mind commands, portraying madness and transmitting visions and sensations that envelop and consume the body.
Häxenzijrkell - Die Nachtseite
Premonições - DSKNT
"Set; auto_defragmentation of [Vacuum_y-Noise_Transition] 0 to =1…
ø…concluded (T=01:12:35)
Initializing audiowave_fragment_manifestation…
ø…compilation of sub_fragment [Θ-Noise - Phase_Shift] engaged…
ø…concluded (T=00:03:14)
Enabling [Θ-Noise - Phase_Shift] output:"
DSKNT - 17IV20
Temple Koludra- Seven! Sirens! To a Lost Archetype
Este é sem duvida um dos trabalhos que mais gostei dentro daquilo que ouvi nas ultimas semanas e apesar de não ser uma banda propriamente nova (já que têm dois ep lançados nos ultimos anos) só agora o projeto alemão se revela em todo o seu esplendor.
Com uma temática virada para a religiosidade e espiritualidade indiana este duo pega e transforma todo esse misticismo á volta dessa religião em algo que pode ser visto de uma maneira quase transcendental na forma como o extremismo se une com laivos de vanguardismo próximo daquilo que alguns nomes islandeses exploraram num passado não muito distante, embora neste Seven! Sirens! todo o universo expluda de maneira mais violenta deixando no ar um assombroso e por vezes horroroso efeito lembrando tambem bandas como The Great Old Ones já que a forma como transformam os temas em pequenos contos sonoros de terror é bastante similiar, no entanto Temple Koludra vai um pouco mais longe e acresce por diversos momentos com uma sonoridade hindu dando o efeito final a todo este robusto e intenso som agigantando-o perante nós.
Resumidamente este album vai passar talvez um pouco ao lado de muita gente e acredito que se isto tivesse saido numa das editoras ou com o nome de algumas bandas mais em voga seria alvo de muito falatório...no entanto quem tiver oportunidade de ouvir certamente não irá dar o seu tempo como perdido, porque acreditem isto é realmente muito bom!
Hexeth
"In distance, the moon started to smile for the sky,
bringing the perfect temperature for our traveler to leave."
Anholt - Karma Evangelica
Interessante album deste projeto de um dos membros dos russos Inferius Torment, aqui com bastantes influencias de Blut aus Nord e com um toque de religiosidade bastante vincado no meio da sonoridade dissonante e extrema.
Se gostam destes ambientes certamente este Karma Evangelica irá fazer-vos companhia nos proximos tempos...por aqui é uma agradavel surpresa....ouçam em baixo ou saquem é "name your price"
Sinistro-Cidade
A Patricia Andrade é assombrosa, angelical, monstruosa, deliciosa, assustadora, sussurrante, perversa, infantil...feiticeira!
E Sinistro é um eco bem negro saido das ruas de uma qualquer cidade perdida a altas horas da noite enquanto somos perseguidos por um sucubus...que nos consome durante a viagem...
"Vem visitar-me?
Aonde?
Aqui....."
RECOMENDADO e OBRIGATORIO!
AmenRa-V
Os belgas AmenRa tem construido uma carreira desde 03 que me tem dado um prazer enorme seguir.
Tambem não vou dizer que a fixação começou logo ai, já que o primeiro contacto que tive com a banda foi aquando do lançamento do (ainda hoje) fascinante III continuando depois com um dos albuns que considero mais incriveis feitos até hoje dentro das sonoridades extremas, falo claro do IIII.
Estes dois albuns são daqueles tesouros que goste-se ou não daquilo que fazem ou exploram são essenciais em qualquer coleção ou pelo menos deviam ser obrigatorios ouvir nos dias de hoje.
È sabido tambem que aquilo que se retrata naquele universo muito deve aos territorios explorados por uns Cult of Luna dos primordios, mas a forma como o quintento belga sobe dar um novo folego a um estilo que era marcadamente mal aceite , não só transformou a banda como originou uma autentiva erupção sonora que atingue neste V um esplendor que fecha o passado, faz um resumo daquilo que os musicos tambem exploram noutros projetos como cai de uma maneira algo perigosa nos terrenos pantanosos que geralmente os copycats de Neurosis tentam criar.
Sim, dito isto o V é o album mais intimista da banda até hoje, o mais pragmatico e aquele que podia dar ainda mais fulgor a uma carreira que roça a genialidade, não num sentido banal, mas no verdadeiro sentido da palavra, só que a banda tem aqui momentos que parece á procura de algo.
Primeiro a tal aproximação á sonoridade dos mestres de Oakland que afoga aquele lado mais violento e intenso que a banda tão bem criou no ultimo IIII e que ao longo destes 4 temas se transmite de forma diferente transformando a envolvencia que acaba por não ser a mesma.
Mas lá está como disse em cima talvez as coisas se devam a tal "liberdade" que musicos aqui parecem ter para trazer os seus outros lados, sejam eles mais fechados neles proprios ou mais ambientais.
E por falar no ambiente, achei curioso em algumas partes dos temas serem tão visiveis/audiveis as influencias de Tool, a À Mon Âme é um bom exemplo do que falo, eles que sempre foram uma influencia da banda, aqui realmente assumem de uma forma bem viva esse aspeto, optando por quase largar aquele efeito sufocante do passado.
De todos os temas o unico que realmente faz um flashbak em relação ao resto é claramente o Nowena I 9.10 ,onde se assiste a um dueto tenebroso entre o Scott Kelly e Colin, sobrepostos nos espasmos das guitarras e aquela batida ritualista tão caracteristica da banda..e um album acabar assim depois do que se ouviu até aqui acaba por criar um efeito meio, "já acabou?!" .
O album em si, talvez não provoque aquele efeito de brilho nos olhos que realmente se esperaria para quem os conhece minimamente, mas tambem não soa assim deslocado da sua carreira apenas dá a ideia que parecem querer começar de novo e talvez a seguir outros caminhos, só o futuro dirá que é uma boa cartada ou não, agora que estão numa editora com outro tipo de prespectivas artisticas e com um nome que já está em cima no que diz respeito a este universo.
Talvez tenha sido a melhor opção, não sei, e se estava expectante para o ouvir agora muito mais fiquei para ver/ouvir e perceber o que a banda fará a partir de aqui..
Fica aqui o video da Nowena I 8.10...(outra influencia de Tool):
(É a "I", será que isto é esse tal inicio?)
Tambem não vou dizer que a fixação começou logo ai, já que o primeiro contacto que tive com a banda foi aquando do lançamento do (ainda hoje) fascinante III continuando depois com um dos albuns que considero mais incriveis feitos até hoje dentro das sonoridades extremas, falo claro do IIII.
Estes dois albuns são daqueles tesouros que goste-se ou não daquilo que fazem ou exploram são essenciais em qualquer coleção ou pelo menos deviam ser obrigatorios ouvir nos dias de hoje.
È sabido tambem que aquilo que se retrata naquele universo muito deve aos territorios explorados por uns Cult of Luna dos primordios, mas a forma como o quintento belga sobe dar um novo folego a um estilo que era marcadamente mal aceite , não só transformou a banda como originou uma autentiva erupção sonora que atingue neste V um esplendor que fecha o passado, faz um resumo daquilo que os musicos tambem exploram noutros projetos como cai de uma maneira algo perigosa nos terrenos pantanosos que geralmente os copycats de Neurosis tentam criar.
Sim, dito isto o V é o album mais intimista da banda até hoje, o mais pragmatico e aquele que podia dar ainda mais fulgor a uma carreira que roça a genialidade, não num sentido banal, mas no verdadeiro sentido da palavra, só que a banda tem aqui momentos que parece á procura de algo.
Primeiro a tal aproximação á sonoridade dos mestres de Oakland que afoga aquele lado mais violento e intenso que a banda tão bem criou no ultimo IIII e que ao longo destes 4 temas se transmite de forma diferente transformando a envolvencia que acaba por não ser a mesma.
Mas lá está como disse em cima talvez as coisas se devam a tal "liberdade" que musicos aqui parecem ter para trazer os seus outros lados, sejam eles mais fechados neles proprios ou mais ambientais.
E por falar no ambiente, achei curioso em algumas partes dos temas serem tão visiveis/audiveis as influencias de Tool, a À Mon Âme é um bom exemplo do que falo, eles que sempre foram uma influencia da banda, aqui realmente assumem de uma forma bem viva esse aspeto, optando por quase largar aquele efeito sufocante do passado.
De todos os temas o unico que realmente faz um flashbak em relação ao resto é claramente o Nowena I 9.10 ,onde se assiste a um dueto tenebroso entre o Scott Kelly e Colin, sobrepostos nos espasmos das guitarras e aquela batida ritualista tão caracteristica da banda..e um album acabar assim depois do que se ouviu até aqui acaba por criar um efeito meio, "já acabou?!" .
O album em si, talvez não provoque aquele efeito de brilho nos olhos que realmente se esperaria para quem os conhece minimamente, mas tambem não soa assim deslocado da sua carreira apenas dá a ideia que parecem querer começar de novo e talvez a seguir outros caminhos, só o futuro dirá que é uma boa cartada ou não, agora que estão numa editora com outro tipo de prespectivas artisticas e com um nome que já está em cima no que diz respeito a este universo.
Talvez tenha sido a melhor opção, não sei, e se estava expectante para o ouvir agora muito mais fiquei para ver/ouvir e perceber o que a banda fará a partir de aqui..
Fica aqui o video da Nowena I 8.10...(outra influencia de Tool):
(É a "I", será que isto é esse tal inicio?)
Trillion Red-Metaphere
Mais um album absolutamente espantsoso, isto depois do excelente ep do ano passado.
If it is singularity, the tried, and tested, or just bizarre that you want, don’t bother looking any further. However, if you yearn for ‘new’ and ‘engaging’, something that antagonizes and simultaneously calms the soul—this LP is for you.
Metaphere is Trillion Red’s debut full-length after last year’s Two Tongues EP. This LP mightily sheds ‘the disconnects’ of Two Tongues, and unleashes a united and firm mark onto the Dark Progressive Avant-Garde Metal sound. It showcases the enormous leap Patrick has taken in creating soundscapes that alternate between heavy and hammering structures, to ambient interludes that all come together to create a twisted musical abstract.
Trillion Red is firmly rooted both thematically and musically in the radical emotions of the human experience. Despite the existential and intangible subject matter, the struggle between darkness and light is the core concept throughout Metaphere, something which everyone can relate and derive inspiration.
This to be enjoyed and savored as a boundless experience that flows seamlessly from beginning to end. Take further passes, and time after time, your ears will gain further insight to what is being said. With a passion to create a new and inspirational musical experience, Trillion Red exceeds expectations with the release of Metaphere.
Close your eyes and let your ears tell the story.
Blut aus Nord-What Once Was... Liber II
Enquanto se aguarda o final da trilogia 777 , Blut aus Nord mantêm o outro lado (mais profundo diga-se) entretido com a segunda metade da What Once Was...Liber.
Aqui tudo gira em torno de ambientes ligeiramente diferentes daqueles que a banda atualmente cria, remetendo e encarcerando todo o suposto hype para uma estranha cela fria onde corre agua suja nas paredes e o cheiro é bem mais nauseabundo do que o conceito mais respirável das Epitomes da trilogia..
Para aqueles que como eu veneram o material e o conceito extremo explorado em albuns como o MoRT ou Odinist (não menciono o TWWTG porque esse está ainda á parte mesmo nos dias de hoje), têm aqui mais uma bizarra peça para acrescentar a esse puzzle.
São duas faixas que prefazem uma meia hora de dilaceração mental onde o industrialismo maquinal se assume como a força motriz de algo assustador (lá está o contra-balanço com o outro material) fazendo lembrar (e isto para mim é bizarro) algum material dos miticos The Angelic Process, embora o What Once Was... seja autentica penumbra e escuridão ou o Alfa e o Omega de uma sonoridade que embora com semelhanças representa dois lados tão proximos quanto opostos ou o principio e o fim de algo que aparentemente não encontra paralelo em quase nada nos dias de hoje.
As dissonancias, a hipnose, o transe e aquele zumbido caracteristico de ambas as bandas está presente mas se por um lado a voz da Monica Dragynfly era a luz podemos dizer que aqui o Vindsval é a sombra.
Sinceramente acho que este ep tem mais semelhanças mesmo assim com o material mais recente do que a primeira metade, não deixando no entanto de se complementar ambas o que me parece ser um dos objetivos.
È material demente, fantasmagórico, frio e ferrugento como só BaN sabe (ou soube) criar não esperem muito mais, mas se gostam da banda ou procuram complexidade para vos deixar mal dispostos metam isto a tocar sem parar e talvez acabem completamente vazios e desprovidos de pinga de sangue...e dentro de um buraco negro!
Aqui tudo gira em torno de ambientes ligeiramente diferentes daqueles que a banda atualmente cria, remetendo e encarcerando todo o suposto hype para uma estranha cela fria onde corre agua suja nas paredes e o cheiro é bem mais nauseabundo do que o conceito mais respirável das Epitomes da trilogia..
Para aqueles que como eu veneram o material e o conceito extremo explorado em albuns como o MoRT ou Odinist (não menciono o TWWTG porque esse está ainda á parte mesmo nos dias de hoje), têm aqui mais uma bizarra peça para acrescentar a esse puzzle.
São duas faixas que prefazem uma meia hora de dilaceração mental onde o industrialismo maquinal se assume como a força motriz de algo assustador (lá está o contra-balanço com o outro material) fazendo lembrar (e isto para mim é bizarro) algum material dos miticos The Angelic Process, embora o What Once Was... seja autentica penumbra e escuridão ou o Alfa e o Omega de uma sonoridade que embora com semelhanças representa dois lados tão proximos quanto opostos ou o principio e o fim de algo que aparentemente não encontra paralelo em quase nada nos dias de hoje.
As dissonancias, a hipnose, o transe e aquele zumbido caracteristico de ambas as bandas está presente mas se por um lado a voz da Monica Dragynfly era a luz podemos dizer que aqui o Vindsval é a sombra.
Sinceramente acho que este ep tem mais semelhanças mesmo assim com o material mais recente do que a primeira metade, não deixando no entanto de se complementar ambas o que me parece ser um dos objetivos.
È material demente, fantasmagórico, frio e ferrugento como só BaN sabe (ou soube) criar não esperem muito mais, mas se gostam da banda ou procuram complexidade para vos deixar mal dispostos metam isto a tocar sem parar e talvez acabem completamente vazios e desprovidos de pinga de sangue...e dentro de um buraco negro!
Azoic-Gateways
A Islândia não sendo propriamente um país dado a grandes revelações musicais ao longo dos anos dentro das sonoridades mais extremas, nestes ultimos tempos mostra duas das mais interessantes propostas dentro do BM atual: os Svartidauði e estes Azoic.
E se os primeiros seguem as linhas mestras do estilo, Azoic consegue criar uma sonoridade estranhamente envolvente onde o BM se funde com uma enxurrada de influencias que vão desde as dissonancias atuais que quase todas as bandas passaram a reclamar um pouco para si, como não receiam de ir ao encontro de outras linhagens que lembram a base daquilo que algumas bandas mais vanguardistas francesas criaram ao longo do tempo ou o atual Blackened Sludge americano, mas nem só, convém salientar igualmente o facto da banda se agarrar um pouco tambem ao lado mais surreal explorado por algumas bandas de Death-Metal mais recentes, embora numa toada mais limpida e lamacenta..lembrando por vezes uma mescla entre aquilo que uns Mgla e Ulcerate criaram nos seus ultimos registos ou dito de outra forma um pouco como Dodecahedron fez no seu primeiro registo embora me pareca que o material de Azoic seja de qualidade ligeiramente superior.
Complexidade musical e algum dramatismo sonoro envolvem-se e criam um album que transpira hipnotismo com uma interessante originalidade que rebusca muito daquilo que atualmente de melhor se vai construindo dentro destas tendencias, conseguindo cativar de uma forma estranhamente honesta o ouvinte, o que nestes tempos onde tudo se explora (com bons ou maus resultados), por si só já é uma enorme vantagem.
Pelas imagens são uma banda jovem, mas depois de ouvir a maturidade musical que aqui mostram sinceramente posso estar enganado mas este projeto ainda vai dar muitissimo que falar nos proximos tempos...
Só mais uma coisa para finalizar este trabalho é gratis (o link está em baixo) mas podem ouvir já aqui duas faixas desta preciosidade.
P.S.-Obrigado ao Haxan do blog (http://forevercursed.blogspot.pt/) que me mandou isto...dude realmente isto vale a pena, thanks!
http://www.mediafire.com/?0zp4myhptz9dc26
E se os primeiros seguem as linhas mestras do estilo, Azoic consegue criar uma sonoridade estranhamente envolvente onde o BM se funde com uma enxurrada de influencias que vão desde as dissonancias atuais que quase todas as bandas passaram a reclamar um pouco para si, como não receiam de ir ao encontro de outras linhagens que lembram a base daquilo que algumas bandas mais vanguardistas francesas criaram ao longo do tempo ou o atual Blackened Sludge americano, mas nem só, convém salientar igualmente o facto da banda se agarrar um pouco tambem ao lado mais surreal explorado por algumas bandas de Death-Metal mais recentes, embora numa toada mais limpida e lamacenta..lembrando por vezes uma mescla entre aquilo que uns Mgla e Ulcerate criaram nos seus ultimos registos ou dito de outra forma um pouco como Dodecahedron fez no seu primeiro registo embora me pareca que o material de Azoic seja de qualidade ligeiramente superior.
Complexidade musical e algum dramatismo sonoro envolvem-se e criam um album que transpira hipnotismo com uma interessante originalidade que rebusca muito daquilo que atualmente de melhor se vai construindo dentro destas tendencias, conseguindo cativar de uma forma estranhamente honesta o ouvinte, o que nestes tempos onde tudo se explora (com bons ou maus resultados), por si só já é uma enorme vantagem.
Pelas imagens são uma banda jovem, mas depois de ouvir a maturidade musical que aqui mostram sinceramente posso estar enganado mas este projeto ainda vai dar muitissimo que falar nos proximos tempos...
Só mais uma coisa para finalizar este trabalho é gratis (o link está em baixo) mas podem ouvir já aqui duas faixas desta preciosidade.
P.S.-Obrigado ao Haxan do blog (http://forevercursed.blogspot.pt/) que me mandou isto...dude realmente isto vale a pena, thanks!
http://www.mediafire.com/?0zp4myhptz9dc26
This Gift Is A Curse - I, Guilt Bearer
ThisGiftIsACurse foram e tem sido o som dos ultimos tempos por estes lados, e quando se julgava que o cadaver do movimento Post-Core já estava mais que devorado por milhares de vermes eis que surge uma oferenda vinda da Suécia que não só me parece dar mais uma estocada no corpo inerte do movimento como ainda se diverte a usa-lo para um pseudo-ritual de contornos macabros.
Estranha definição não é?
Mas quando ouvirem o novo album da banda com saida agendada para o proximo mês de maio, vão entender o porquê, mas mesmo assim vou tentar descrever isto..
Este album para além de ser uma das coisas mais venenosas e excentricas que ouvi nas ultimas semanas consegue criar uma sonoridade que aos meus ouvidos soa como um orgasmo seguido de espancamento.
A sonoridade base é algo com raizes no Core, a voz é agreste, rispida e mal disposta como se pretende, mas tal como aconteceu com bandas como os excelentes Celeste de França estes moços conseguem baralhar as cartas transformar as coisas de uma forma intensa que atualmente só encontre luta no material de AmenRa ou nos "novos" Rorcal.
Não que isto seja doce como mel ou pegue naqueles jogos de fantasia que nos deixam a pensar ou a magicar com as estruturas ritmicas que nos mexem com os sentidos, aqui tudo se gere pela violencia e dureza daquela que geralmente só se encontra naquelas boas bandas que sabem ler e aplicar aquele ocultismo sonoro que nos atira para um abismo musical bastante negro.
Principal destaque deste album é sem duvida o elegante e espinhoso ambiente que é adicionado á tal base Core que falei em cima, ambiente esse que se consegue fundir de uma forma bastante inteligente no meio daquela metalurgia ferrugenta ou dito de outra forma a TGIAC conseguem soar soar como um filho bastardo dos primeiros albuns de Cult of Luna, do Blackened Sludge norte-americano e onde tudo nasce ou é criado num estranho ritual dissonante que bem poderia ter sido feito por alguns dos nomes maiores do Extreme Metal de contornos mais estranhos e vanguardistas..
São nove faixas, nove entradas diretas para as profundezas do Inferno, nove momentos de panico sonoro, nove murros no estomago, nove fogueiras que nos vão consumindo lentamente, nove ligações que se transformam no som de sinos partidos e engolem toda a luz á sua volta.,
Dinamico e criativo o suficiente para deixarem um rasto de enxofre á sua passagem TGIAC mostram aqui que afinal quando se viola e esventra um estilo ainda podem surgir coisas tão doentias que nos deixam com aquela sensação de "medo" mesmo em alturas onde se julga que nada mais existe a fazer.
Não acreditam, ouçam então as seguintes faixas, The Sound of Broken Bells, I Will Swallow The Light, Inferno ou a faixa de abertura The Swarm no meio da escuridão e depois digam que não avisei..
Recomendadissimo e obrigatorio.
O album está em pre-order no site da Discouraged Records e a banda tem duas datas marcadas para Portugal com Hexis (boa cena!) em Setembro dias 29 (Braga) e 30 (esta sem sitio ainda).
Deixo-vos aqui o album para escuta total..enjoy, this is sickshit!
The Last Three Winters-The Last Three Winters
Antes de mais isto parece ser total kvlt underground!!
Passo a explicar, não se trata de uma banda recheada de nomes conhecidos (pelo menos acho eu), ou algo perdido nas cinzas do tempo que é descoberto agora, isto acreditando na data do album, nem são um projeto que aposte na auto-promoção, já que das pesquisas que realizei não encontrei um unico, sim um unico site, pagina ou informação acerca destes russos o que acaba por ser estranhissimo nos dias de hoje.
Mas o que levará a uma banda que mostra aquilo que na minha opinião é provavelmente uma das maiores surpresas deste ano no que concerne ao chamado Post-Black-Metal se manter tão low-profile numa altura em que o estilo vive (ainda alguns) momentos de grandiosidade?
Sinceramente não sei responder a isso, mas este conjunto de 5 faixas são de uma criatividade e envolvencia cada vez mais rara dentro do estilo nos dias de hoje, já que muitas bandas embora criando bons albuns por vezes apenas se limitam a seguir os passos mais logicos, e isto é algo que não acontece com TL3W que aqui arriscam e entram por campos que aparentemente não se identicam com as bases do estilo transformando a musica em autentica grandiosidade sonora.
Imaginem algo que percorre os riffs mais monoliticos do Doom quase a roçar aquele peso Droneano, a loucura descontrolada de uns Overmars ou Monarch , o encanto ancestral de bandas antigas proximas da Dark-Wave dos anos 90 diluido com bizarro ocultismo de uns Menace Ruine atuais?
Se juntarem todas estas peças tem mais ou menos a sonoridade de TL3W.
O album está divido em duas partes a inicial Death of Norns, esta mais, arriscaria a dizer Neo-Classica encontrando-se aqui momentos de misticismo de mão dada com toques de extremismo mais blackster e uma segunda Shadow of The Dead Children que eleva a banda para um patamar dividido entre o celestial Post-Metal com a negritude abismal do Doom, transformando a escuta num crescendo que nos envolve e enrola de uma maneira bastante estranha e completamente magica.
Alias este lado mais mistico é um dos pontos mais fortes deste trabalho já que ao se pegar na totalidade deste registo fica-se com aquela excelente sensação que se está perante algo especial.
Como disse inicialmente este é para mim um dos grandes albuns deste ano e mesmo sem praticamente qualquer referencia (talvez a banda simplesmente queira deixar a musica falar por si) aquilo que aqui mostram é como a ponta de iceberg que inicialmente mostra apenas um pouco daquilo que está por debaixo...mas ao chegarmos ás profundezas oceanicas que aqui se exploram, acreditem sinceramente não existe saida possivel.
Obrigatorio a todos que seguem o Asilo e muitissimo recomendado.
Ultimamente não tenho colocado links, mas este tem mesmo de ser:The Last Three Winters-TLTW
Fica aqui tambem este teaser do YT:
Obake-Obake

Ranging from doom and extreme metal to ambient guitars, passing through jazz and noise, Obake is a mutating creature.
Thunderous Pupillo's bass lines collide with Bernocchi's guitars glued together by Pand's grooves and Esposito Fornasari's adventurous vocals.
Songs non-songs, music to be wiped off. Simple as that.
É assim que os italianos Obake se descrevem na sua pagina do Facebook e embora a definição seja bem proxima daquilo que mostram neste album, as coisas vão um pouco mais além..
Primeiro o sentimento existente de OST bem patente e fortissimo que nos remete para ambientes proximos daqueles explorados na cinematografia de um David Lynch que aqui se funde com quadros sonoros que exploram aquele vanguardismo que vai deambulando por inumeras paisagens que ora estão ligadas ao Post-Rock como ao experimentalismo de bandas como Earth acabando muitas vezes se fundirem em ecos totalmente jazzisticos e descargas mais sonicas do Sludge vs Drone..
Misturando toda a formula o resultado acaba por ser bastante interessante originando um daqueles album perfeitos para serem usados como musica ambiente enquanto se procura algo durante aqueles relaxamentos digamos mais mentais...
Obake embora italianos, usam aqui bastante inspiração vinda do misticismo niponico, logo a começar pelo nome da banda até á forma como o vocalista Esposito usa a sua voz ao longo dos temas, estranhamente a criatura a dadas alturas lembra-me aquilo que um Patton costuma fazer nas suas brincadeiras musicais mais bizarras e estranhas.
Destacaria tambem no album o som do Baixo que aqui assume um papel preponderante no esqueleto dos temas já que a forma como conduz o som e o liga ao resto desta enormidade de pequenos puzzles é algo que acho que devem explorar com muitissima atenção enquanto ouvem.
Hipnotico, ritualista e muito envolvente são três factores que irão encontrar ou descobrirem ao longo deste excelente album homonimo desta banda italiana..e se procuram algo diferente para as vossas noites frias aconselho vivamente entrarem no mundo totalmente fantasmagorico e magico de Obake.
Recomendadissimo!!
http://www.filesonic.com/file/4126911315/Obake-Obake-2011-JEZEBEL_INT.rar
Fica aqui um dos momentos mais calmos...
Virus-Demo 2000

Demo de 2000
1. It's All Gone Weird 07:10
2. Carheart 04:54
3. Gum, Meet, Mother 04:58
4. Sex & Violence 06:34
http://www.mediafire.com/?at3ckpyah6iicfm
Trillion Red-Two Tongues

Já aqui falei deles á uns tempos, mas agora depois de ter recebido o ep e de ter ouvido a coisa com qualidade, o que tenho a dizer acerca de Trillion Red é que são realmente uma banda brutal!!
Formados apenas por dois musicos neste caso o vocalista, baixista e guitarrista Patrick Brown e o velhote Max Woodside que se encarrega da bateria e são estas duas almas que editam aquele que é para já um dos meus eps preferidos deste ano.
Musicalmente a banda californiana cria algo mesmo refrescante que consegue explanar uma interessante osmose musical entre o ouvinte e a musica saida das colunas da aparelhagem deixando uma empatia sonora que é no minimo viciante.
Influencias existem algumas que tanto vão de Virus como a VBE ou até mesmo uns Ephel Duath á espaços, mas onde a banda realmente marca pontos é no formato mais gloomy and dark que consegue adicionar aos temas sejam eles numa prespectiva mais Post sejam em autenticas descargas de extreme-avantgard que remetem para os ambientes explorados pelas bandas mais sem medo vindas do BM da decada de 90 como os VBE ou Fleurety..
A falta de limpidez sonora no ep ainda torna mais vibrante a escuta destes 4 temas e aquele som digamos mais primitivo da bateria encaixa como uma luva nos ambientes explorados.
Escutar isto é como se tivessemos o privilégio de presenciar o nascimento de algo que talvez daqui a uns tempos se torne numa especie de next-big thing de toda a musica atual se é que já não é agora mesmo enquanto escrevo estas linhas ou pelo menos são talvez um dos tesouros mais bem guardados.
São soam como um banal grupo Indie nem são uma banda carregada de extremismos, mas conseguem ligar estes dois universos, dar-lhe uma forma bizarra, soar original e criar impacto em quem ouve e como sabem nos dias de hoje no meio de tanta coisa, não é facil atingir-se isto.
Não sei se vão encontrar por ai o ep, a não ser que comprem diretamente á banda..acreditem que vale bem a pena.
http://k002.kiwi6.com/hotlink/0qk515r0o6
http://k002.kiwi6.com/hotlink/3g7nsb3kt0
http://www.trillionred.com/
Trillion Red
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