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Merdarahta - As The Dark Clouds Swept Away We Could See The Sunset
Os franceses Overmars são uma das minhas bandas favoritas e o aparente final da banda foi algo extremamente enervante para não escrever outra coisa..começar assim a escrever umas ideias acerca de um album realmente não é muito inteligente, mas isto tem tudo a ver.
Não, isto não é nenhum projeto pararelo nem algo do tipo, estes Merdarahta vêm do Canada e são uma banda com ligações aos grinders Fuck The Facts, mas as ligações ficam-se por aqui já que aquilo que estes rapazes e rapariga criam nesta banda (de nome com sonoridade bizarra quando dita em portugues) é uma especie de invocação cadaverica da banda que falei no primeiro paragrafo e não aquele tipico pontapé nos queixos que FTF por vezes dá..
Sludge apocaliptico com alguma maquinaria pelo meio que nos transporta com alguma nostalgia para aquilo que bandas como Overmars ou Salome fizeram no passado e com bastante interesse diga-se, embora não seja de escuta ou algo propriamente de digestão facil, destaca-se o excelente registo vocal da Mel que consegue ser agoniante o suficiente para sobreviver no meio daquela selvajaria instrumental e tirar ou melhor criar a envolvencia certa para este tipo de som.
Um album que gostei imenso e que me tem feito companhia nos ultimos tempos...
Escuta aqui e se quiserem uma das 100 copias do album é seguir o link (uma delas já cá mora!).
Hell- I I I
Fim de mais uma trilogia (parece moda agora), III dos norte-americanos HELL chegou fez estragos, muitos mesmo.
São a par de THOU uma das bandas acima da enxurrada atual de Sludge/Doom que proliferam no Underground e que merecem ser divulgadas já que aquilo que fazem é realmente muito interessante.
Penso que os anteriores já aqui foram mencionados no Asilo e se na altura mereceram epistolas berradas ao vento, este capitulo final ainda merece muito mais, já que é na minha opinião o melhor do projeto até agora, com eps incluidos.
São duas faixas ambas quase com vinte minutos, carregadas de um peso descomunal misturado com lamentação que cria um balanceamento bastante interessante a nivel criativo, já que existem diversos pormenores bastante bem conseguidos, não só na maneira como se embrulham os temas como num estranho estado quase catartico em que nos vemos agarrados, como se fossemos não direi purificados mas acordados para algo.
Um exemplo do que falo é a segunda faixa Decedere, onde se ouve uma voz operatica que entra numa especie de estranho dueto com o MSW originando um dramatismo lirico completamente surreal e magico.
Se conhecem os anteriores vão notar que este III é mais rico em musicalidade e não vive tanto do peso do riff ou do drone, mas aquilo que poderia a primeira vez parecer estranho e pouco conseguido, como já aconteceu noutros casos (Aldebaran por ex) aqui acaba por funcionar na plenitude.
Um registo que acaba por ser visto como um descanso ou relaxamento mental para todos aqueles que tal como eu gostam de ser esmagados pelo som, aqui existem os dois mundos que afinal estão bem mais proximos do que se pode julgar.
Excelente, só é pena o caracter elitista da coisa ou da trilogia completa, mas este é dos casos que podemos agradecer ás forças do mal por existirem mp3´s.
Podem começar a caminhar já hoje para a III porta do Inferno...não sem antes passarem pelo purgatorio, basta para isso clicarem aqui:
...deixo tudo:
Hell- I
Hell- I I
Hell- I I I
São a par de THOU uma das bandas acima da enxurrada atual de Sludge/Doom que proliferam no Underground e que merecem ser divulgadas já que aquilo que fazem é realmente muito interessante.
Penso que os anteriores já aqui foram mencionados no Asilo e se na altura mereceram epistolas berradas ao vento, este capitulo final ainda merece muito mais, já que é na minha opinião o melhor do projeto até agora, com eps incluidos.
São duas faixas ambas quase com vinte minutos, carregadas de um peso descomunal misturado com lamentação que cria um balanceamento bastante interessante a nivel criativo, já que existem diversos pormenores bastante bem conseguidos, não só na maneira como se embrulham os temas como num estranho estado quase catartico em que nos vemos agarrados, como se fossemos não direi purificados mas acordados para algo.
Um exemplo do que falo é a segunda faixa Decedere, onde se ouve uma voz operatica que entra numa especie de estranho dueto com o MSW originando um dramatismo lirico completamente surreal e magico.
Se conhecem os anteriores vão notar que este III é mais rico em musicalidade e não vive tanto do peso do riff ou do drone, mas aquilo que poderia a primeira vez parecer estranho e pouco conseguido, como já aconteceu noutros casos (Aldebaran por ex) aqui acaba por funcionar na plenitude.
Um registo que acaba por ser visto como um descanso ou relaxamento mental para todos aqueles que tal como eu gostam de ser esmagados pelo som, aqui existem os dois mundos que afinal estão bem mais proximos do que se pode julgar.
Excelente, só é pena o caracter elitista da coisa ou da trilogia completa, mas este é dos casos que podemos agradecer ás forças do mal por existirem mp3´s.
Podem começar a caminhar já hoje para a III porta do Inferno...não sem antes passarem pelo purgatorio, basta para isso clicarem aqui:
...deixo tudo:
Hell- I
Hell- I I
Hell- I I I
Sum of R-Ride Out The Waves
Falei do album na passada semana, agora podem ouvi-lo na totalidade aqui tambem..
"Ride Out The Waves" is a methaphisical six chapters story, that describes a Rite of Passage, a complex way to go through any common idea of genres using a living and dynamic approach to find a balance between darkness and light, powerful riffs and subliminal melodies, ritual drums and rarefied atmospheres.
credits
released 15 October 2012
Limited Edition Crystal LP with double insert on Storm As He Walks.
Artwork by Krist Mort.
Jesu - Jesu (Picture Disc Mix)
Self Titled Jesu album, remixed entirely for the LTD ED Picture Disc version (1000 copies), released in 2006. Alternative mix with quite significant differences to the original album mix; the concept was to remix it more 'cleanly', due to the original mix containing a lot of distortion. There are still clicks, etc in this mix though due to the nature of the original recording. Here, the album is now remastered in 2012, since the original Picture Disc master was intentionally mastered flat.
Obake-Obake

Ranging from doom and extreme metal to ambient guitars, passing through jazz and noise, Obake is a mutating creature.
Thunderous Pupillo's bass lines collide with Bernocchi's guitars glued together by Pand's grooves and Esposito Fornasari's adventurous vocals.
Songs non-songs, music to be wiped off. Simple as that.
É assim que os italianos Obake se descrevem na sua pagina do Facebook e embora a definição seja bem proxima daquilo que mostram neste album, as coisas vão um pouco mais além..
Primeiro o sentimento existente de OST bem patente e fortissimo que nos remete para ambientes proximos daqueles explorados na cinematografia de um David Lynch que aqui se funde com quadros sonoros que exploram aquele vanguardismo que vai deambulando por inumeras paisagens que ora estão ligadas ao Post-Rock como ao experimentalismo de bandas como Earth acabando muitas vezes se fundirem em ecos totalmente jazzisticos e descargas mais sonicas do Sludge vs Drone..
Misturando toda a formula o resultado acaba por ser bastante interessante originando um daqueles album perfeitos para serem usados como musica ambiente enquanto se procura algo durante aqueles relaxamentos digamos mais mentais...
Obake embora italianos, usam aqui bastante inspiração vinda do misticismo niponico, logo a começar pelo nome da banda até á forma como o vocalista Esposito usa a sua voz ao longo dos temas, estranhamente a criatura a dadas alturas lembra-me aquilo que um Patton costuma fazer nas suas brincadeiras musicais mais bizarras e estranhas.
Destacaria tambem no album o som do Baixo que aqui assume um papel preponderante no esqueleto dos temas já que a forma como conduz o som e o liga ao resto desta enormidade de pequenos puzzles é algo que acho que devem explorar com muitissima atenção enquanto ouvem.
Hipnotico, ritualista e muito envolvente são três factores que irão encontrar ou descobrirem ao longo deste excelente album homonimo desta banda italiana..e se procuram algo diferente para as vossas noites frias aconselho vivamente entrarem no mundo totalmente fantasmagorico e magico de Obake.
Recomendadissimo!!
http://www.filesonic.com/file/4126911315/Obake-Obake-2011-JEZEBEL_INT.rar
Fica aqui um dos momentos mais calmos...
Rorcal/Solar Flare-Rorcal/Solar Flare

O novo registo dos suiços Rorcal não é mais que uma especie de colaboração entre o baixista Mathias Perrin de Impure Wilhelmina que aqui adopta o cognome de Solar Flare.
Mas ao contrario dos usais splits partidos ao meio aqui as coisas funcionam de forma algo mais corporativista.
Embora o inicio desta edição limitada de 200 copias seja apenas uma especie de ambient-drone onde Solar Flare explora o lado mais outunal das sonoridades do seu Baixo é na ultima faixa que as coisas valem realmente a pena em termos de negritude e caos, adjetivos presentes naquilo que é atualmente Rorcal..
Captado na humida sala de ensaios da banda e seguido as linhas mestras do poema “La Ronde sous la Cloche” do livro “Gaspard de la Nuit” do francês Aloysius Bertrand, livro esse que reza a lenda terá sido escrito pelo proprio Diabo.
È com base nisto que este registo se assume musicalmente já que um dos seus primordiais objetivos é transportar-nos até a um mundo imaginario de pesadelo e alucinação onde estas 6 faixas terão ou serão o equivalente as palavras do poema..
Objectivo plenamente cumprido tanto pelo lado mais ambiental ou meio-urbano que Solar Flare opta como na espectacular ultima faixa onde as duas entidades se unem ao longo de mais de 20 minutos para nos agarrar pelo pescoço depois de termos sidos levados numa especie de procissão mental onde Solar Flare se assumiu como mestre ritualista que nos abre lentamente as portas para o outro lado.
Resumindo se gostam da banda ou simplesmente procuram material para vos acompanhar durante aqueles momentos mais proximos de outras dimensões este registo é sem duvida alguma uma bela peça para vocês se embrulharem tanto fisica como mentalmente.
Rorcal & Solar Flare by Rorcal & Solar Flare
Battle Path-Storm & Stress

Nas ultimas semanas tenho andado á volta de dois albuns que me têm dado cabo da cabeça...
Um deles é o de Battle Path.
Estes senhores vindos do Tennessee (US), conseguiram captar de tal forma a minha atenção que quase sou como que obrigado a ouvir este Storm & Stress diariamente e se não o fizer fico com uma sensação de vazio, estranha, não me tentem perguntem porquê, porque nem eu sei explicar...
Mas vamos dissecar ligeiramente a coisa, o resto deixo para vós...
Esta banda anteriormente chamada de Black Majesty mostra aqui e mais uma vez que o atual paraiso Doom|Sludge|Post|Drone continua a viver sobre espinhos, isto no bom sentido é claro, é que a forma como estes musicos conseguem subjugar uma enormidade de excentes referencias e transforma-las numa obra de contornos apocaliticos onde o lado pessoal se funde com o mais abrasivo sentido ambiental explorado por muitos dos nomes que ao longo dos ultimos anos nos têm deixado de rastos é no minimo cativante.
Poucas bandas conseguem trazer á tona aquele sentido musical agoniante que as premonições deixadas por albuns como o Times of Grace, mas ao ouvirmos uma faixa como a Damn The Skyline, damos conta que o legado de Neurosis continua a deixar a cabeça a ferver a muita gente sejam musicos ou apenas fans de musica extrema.
Como já deu para entender a banda do Kelly é uma referencia obvia, mas não só, existem por aqui ligeiras dissonancias musicais que embatem de frente com a brutalidade oceanica do Sludge mais mental..desde o poderoso ambiente teatral e droneano que invoca em alguns casos o pesadelo usado por algumas bandas mais violentas do DM atual, até uma quase junção sonora entre o depressivo Doom finlandês, e o atual Post-Blackned Sludge norte-americano de uns THOU, tudo se apanha.
A The Cost Of Being Two é mais um complexo exemplo de tudo isto ligado entre si transformando este album numa das coisas mais intensas e provocantes que tive o previlegio de ouvir nos ultimos tempos.
Tambem queria referir que este é mais um daqueles casos (começam a ser demasiados) em que uma boa banda lança um album daqueles que tem tudo para ser uma referencia atual e futura e não conseguiu ter uma editora com tomates para pegar neles.
Estes juntamente com Destroy Judas (é tambem uma boa referencia sonora aqui) tornaram-se em dois enigmas que não consigo entender, ainda mais no atual estado em que as editoras se queixam de tudo e mais alguma coisa e quase só lancam autentica porcaria sonora, mas isso é outro assunto.
Não vou falar muito mais acerca deste album, apenas vos digo e muito a serio ouçam isto que vai valer a pena se gostam das referencias ou estilos que mencionei certamente vão ficar como eu, completamente siderados..
Recomendadissimo!!
Fica aqui o som do Bandcamp para ouvirem:
Roareth-Acts I-VI

Depois do magnifico album de Rorcal, surge por aqui mais uma banda pronta a mover os alicerces do atual movimento Post-Sludge e mexer um bocado com a nossa cabecinha, ou por outras palavras mais musicais, juntam o poder do drone mais ambiental com descargas de Sludge bem extremo.
Bem, não direi extremo ao ponto de uns Argentinum Astrum, nem de uns Overmars, mas a linha é um pouco a mesma embora aqui este quinteto americano pegue mais no legado mais basico do Doom e lhe adicione texturas mais atuais, ligeiramente mais progressivas e um pouco mais planantes, como se uma banda como Ketea ou Lesbian chocasse de frente Grief e depois lhes caísse em cima uma trovoada de EHG ou algo parecido..
Som duro e muito á base das guitarras e amplificadores onde se vão envolvendo diversos samples e sons que vão desde o feedback mais arrastado até ao dissonante som de violino, mostrando que aquilo que Roareth aqui nos oferece é uma autentica jornada por entre electrizantes pontes mentais e devaneios musicais que ora entram no lado mais divagante do Post como de seguida nos atiram sem dó nem piedade para uma espiral bem lamacenta de Sludge|Doom, gerando um estado de alma bem interessante para se ir acompanhado ao longo de uma hora de experiências laboratoriais bem pesadas e agrestes.
Musicalmente a banda é bem acima da media, já que os seus elementos conseguem criar e estando cada um no seu sitio, um som bem cheio e poderoso, embora não seja original (é certo) consegue cativar deste o primeiro minuto até ao ultimo segundo deste trabalho, sendo que a forma como conseguem subjugar os mais variados estilos musicais e lhes dar um toque pessoal é algo assumidamente bem conseguido.
Desolador sobretudo nas paisagens mais ((vibrantes)) mas ao mesmo tempo tempestuoso no lado mais agressivo, este unico tema é de facto um vendaval de excelência pelo meio daquilo que de melhor se vai fazendo dentro deste estilo musical e uma das coisas mais bem conseguidas que ouvi nas ultimas semanas do genero.
Mesmo sem o lado mais caotico que muita vez se associa a este estilo (e onde muitos por vezes se perdem), a banda consegue que as texturas mais naturalistas se envolvam e enquadrem no quadro que conseguem pintar ao longo destes Actos, tornando-as tão sufocantes quanto libertadoras.
Pode parecer um contra-senso usar tudo isto, mas se querem tirar conclusões escutem e sintam o vosso corpo a ser levado pelo vento deixando-vos á beira de um precipicio...para de seguida serem engolidos por um eletrizante tornado!
Uma excelente surpresa sem duvida!
http://www.mediafire.com/?ockmucy01h6wmw3
Essenz - KVIITIIVZ - Beschwörung des Unaussprechlichen

Os alemães Essenz apresentam-se aqui com um muito interessante primeiro album.
De quando em vez a cena alemã atira cá para fora coisas deste calibre, e a forma como este trio consegue recriar, transformar e reciclar aquela aura misantropa do BM alemão com o peso do Sludge|Doom é deveras impressionante...
Sem soar basico ou aborrecido em demasia o som de Essenz vai deambulando como fumo por entre um caminho de espinhos que nos vai picando cada passo que damos em frente.
Encontram-se aqui influencias tão dispares que vão desde a crueza bastante influenciada por uns Zoroaster, principalmente da fase Dog´s Magic, como se pode comprovar na "Der Atem Genesis" Black Sabbath (o riff da "Weyzzez Ravshen: Beschwörung" é quase um tributo bem sentido ao legado do Iommi), Sunn O))) e Mayhem.
Aliás neste aspeto a muito propria versão que fazem da "Moon" (original de Mayhem) no final do album acaba mesmo por ser a conjugação de todos estes fatores sonoros que por aqui se vão encontrando ao longo do album, concentrando numa só musica todas as suas influencias acabando por se tornar (na minha opinião claro) uma das covers mais bem conseguidas dos miticos noruegueses.
Mas para além disto convem salientar que a banda tambem consegue pegar no lado mais suicida do BM e envolve-lo no meio deste emaranhado fumarento e muito amplificado de sons extremos, sejam eles mais ambientais (execelentes samples) sejam mais violentos, tudo se consegue encaixar criando um album tão original como cativante mas nada agradavel para se ouvir em familia...
Funeral Doom,Doom,Drone,Sludge,BM tudo se levanta á nossa frente...a assustadora "Lavitae" é isso mesmo um monstruoso animal que nos vai puxando lentamente para os confins do Inferno..tão lentamente que a faixa seguinte (a controversa cover de John Cage "Silenzium 4'33") acaba por ser um profundo momento de reflexão silenciosa daquilo que nos aconteceu até aqui..
Um album que gostei imenso, sobretudo na forma como encaixa todas as peças neste puzzle..é como se nos atassem os pulsos com uma corda e depois nos dessem uma lamina para a cortarmos...o mal é que estamos na mais profunda escuridão e completamente alucinados..estão a ver o final, não?
Muito bom.
http://www.megaupload.com/?d=CMZRDKPN
Wolvserpent-Blood Seed


Falei disto aqui á uns tempos...podem agora ouvir o album no site da 20BS.
Magico e negro é aquilo que posso dizer e uma das 500 copias desta edição já é minha!
Para ouvir na mais profunda escuridão!
http://www.20buckspin.com/site/wolvserpent-blood-seed-lp-full-album-stream/
Perfeita descrição dada pela editora:
"Blood Seed has been in the works for more than a year, being constantly honed and refined both live and in the studio. The result is two side long tracks, “Wolv” and “Serpent” that revel in a shimmering, dark gothic vision of rural Northwestern solitude and bleakness. The A-side sways to and fro in a perpetual state of trance while violin flourishes in the background hint at the creeping menace of night’s onward march toward total darkness. Soon the crushing tone of Green’s guitar veers forward in the dark, blasting through the forest canopy, and the whole thing becomes ensconced in the weight of massive doomed devastation and McConnell’s militaristic percussive punishment. The B-side summons the howling wolves before stretching out into THEE doom riffage of the year like a warped Kyuss cassette submerged in a watery grave. These are the ghosts of the uncivil dead. One of the most creative, talented and unheralded acts on the 20 Buck Spin roster."
Dispirit-Rehearsal at Oboroten (Demo)

Dispirit são uma nova banda americana criada por 4 musicos sendo que um deles é o John Gossard, dos "conhecidos" Asunder e Weakling..
Esta é a primeira dose de veneno da banda, não se trata de um lancamento de estudio, já que os dois temas aqui presentes foram captados num ensaio da banda durante este ano.
Pela amostra, é algo bastante interessante e agora ainda mais já que os samples que tinha ouvido aqui há tempos não davam para se perceber muito o caminho que a banda seguia, apenas levantava um pouco o véu.
O som é arrastado e negro, mas onde o BM mais violento se funde com o lado mais depressivo do estilo e onde se notam algumas pinceladas de Doom|Drone ou Noise originando uma estranha, abstrata e hipnotica pintura sonora completamente horrorosa...
Não sei se fará o vosso estilo, mas eu adorei e senti-me completamente sufocado por estes dois temas...a confirmar no futuro.
http://www.mediafire.com/?yej3ydxx3nj
Boris vs Ian Astbury-BXI Ep

Este registo é talvez a colaboração mais "estranha" deste ano.
Acredito que de todos os vocalistas de rock o Ian Astbury seria o ultimo a ser mencionado por qualquer pessoa, isto se lhe pedissem para encontrar alguem para se juntar aos japoneses Boris.
Mas afinal aconteceu...
Quem conhece The Cult mesmo que somente as "She Sells Sanctuary", "Love Removal Machine" ou a poderosa balada "Heart of Soul"sabe bem que o Astbury não é um vocalista vulgar, alias por alguma razão (mesmo que má) foi escolhido para "encarnar" os novos The Doors, mas aqui as coisas para além de meio surpreentes (pela junção das duas entidades), até conseguem um resultado bastante interessante..
O ep tem apenas 4 temas sendo que uma delas é uma cover da "Rain" dos proprios The Cult mas aqui vocalizada pela guitarrista Wata de Boris.
A primeira musica "Teeths and Claws" é logo per si uma boa introdução já que funde na plenitude os universos base destas duas entidades..refrão vocalizado tipicamente na linha de The Cult, mas a linha instrumental difere um pouco já que tem por baixo uma autentica teia de emaranhado musical tipicamente Boris, onde se destaca as batidas do Atsuo.
Mas se até aqui as coisas vão soando normais e naquela do ok já esperava isto, é na faixa seguinte ("We are Witches") que se começa a notam realmente um ar mais WOOW..
Logo quando saiem os primeiros acordes das guitarras, sai quase um instantaneo "eh lá", já que o poder que a banda imprime aqui mostra bem que afinal o Astbury tem big balls para os acompanhar nos seus devaneios sonoros...
Mas se esta foi o que foi, a versão que Boris cria da "Rain" tambem surpreende pela positiva.
Cantada na sua totalidade pela Wata ficou com um toque delicioso, quase magico, já que a forma como ela consegue misturar um registo angelical, mas ao mesmo tempo agreste transformou um tema banal numa daquelas faixas que dá um prazer do caraças ouvir em repeat...
Para o final ficou a psicadelica e a mais pesadona "Magickal Child" que mais parece The Cult a tocar algo completamente possuido por uns...sei lá Neurosis.
Sim, soa estranho mas é uma definição mais ou menos fiel do tema, já que aqui assiste-se e sente-se sobretudo um pouco aquelas descargas tempestuosas saidas da banda do Kelly..
Penso que já deu para terem uma ideia daquilo que vão ter nas mãos vindo desta curiosa colaboração.
Não direi que é essencial, mas vale sobretudo pela positiva capacidade criativa saida da junção destes dois nomes...aparentemente tão diferentes mas que afinal são tão "iguais".
http://www.mediafire.com/?sg9dgka8tvo3bog
Fleshpress-No Return|Rebuild/Crumble

Fleshpress volta á carga, depois da edição limitadissima no ano passado da "Season of Sludge-A Decade of Doom, surgem agora mais duas edições em formato mcd|ep para acalmar um pouco a pequena minoria de fans desta banda finlandesa depois do espantoso "Pillars" de 07.
O som que agora chega contem algum do material mais violento e direto da banda até hoje na minha opinião e onde a banda de Lahti se afunda em lamaçais do mais puro e duro Sludge, embora continuem a existir aqueles pequenos pormenores que dão um toque mais, digamos ameaçador e alucinante.
Mas falar em alucinante é no "Rebuild / Crumble " que se nota esse lado a vir mais ao de cima, sendo que logo nos primeiros minutos da "Crumble" se assiste a um estranho ritual que quase remete para as ambiencias de um "Kenose" (coisa que tambem se passa no No Return) que vai fluindo até explodir numa autentica bomba de post-metal de primeira qualidade e onde se mostra o lado mais bonito e facil da banda pela primeira vez, e que continua a ser explorado na outra faixa "Rebuild", fazendo o oposto ao outro mcd, bem mais fodido e onde o espirito de bandas como EyeHateGod paira e transformando-se por vezes quase num hibrido de DM sueco com Sludge (confiram alguns tempos da Dead End The Crawling Thru Shit And Blood Soul Burning, por exemplo), mas que acaba por encaixar e mostrando uma banda que tanto se pode tornar numa tempestade como numa bonança, sempre com a mesma envolvencia e carisma dentro do som.
Excelente regresso destes rapazes, se não conhecem aconselho vivamente são mais um dos bons nomes do atual Sludge|Post que por ai andam e um dos melhores deste lado do atlantico!
http://www.mediafire.com/?kmnnzwm0wn1
Os dois mcds.
THOU-Summit

Costuma-se dizer que o terceiro album é um barometro onde se separam as boas bandas....das outras bandas boas e pelo que se ouve aqui, se é ainda restavam duvidas acerca da qualidade de THOU, este Summit tem tudo para se tornar numa especie altar para todos aqueles que gostam desta versão atualizada do Sludge.
Quando se libertam os primeiros acordes da By Endurance We Conquer sente-se uma tranquilidade refrescante no ar, mas passado uns segundos quando a bateria do Terry surge do nada, parecendo um comboio desgovernado a destruir tudo até embater na primeira frase berrada pelo Brian ("Waves crash down, unrelenting, unending.") é como se fossemos atirados para uma especie de lullaby morbido, e sendo assim só nos resta encostar a cabeça e deixar as coisas fluirem...
Está assim apresentado o novo trabalho da banda de Baton Rouge (Louisiana) e a partir daqui entramos num estranho mundo..mais agreste do que aquele que se ouvia no Tyrant e não tão groovydoom como aquele explorado no anterior Peasant, alias neste novo registo a banda acaba por se reedescobrir um pouco a si propria, como se fossem eles mesmo as suas influencias.
Os temas continuam bem lá em cima, mais, a mistura hibrida de Sludge|Post|Doom|Drone que eles criam hoje em dia não tem paralelo em mais nenhuma outra banda na minha opinião, o que só por si é mais que suficiente para os ouvir.
Uma das primeiras coisas que acabam por ser mais visiveis aqui é a melancolia de tonalidade ainda mais negra que o habitual.
O curto Summit Revisited dá a ideia que somos teletransportados para um daqueles funerais de NO onde se ouve Jazz/Blues..e estando no meio do album atua como um estranho balsamo de tom azulada e palida...
Esta adição de instrumentos (o violino e o piano são outros que se ouvem ao longo do album) acaba por dar uma musicalidade triste e funeraria aos temas, sendo que neste aspeto a Prometheus e a excelente Grissecon (esta é sem duvida uma das melhores musicas criadas por eles até hoje) são tocadas com uma ligeireza monstruosa dando a ideia que estamos suspensos e a ser consumidos..e se estas são o cortejo a "Voices In The Wilderness" é a camara ardente já que a parte final é quase uma liturgia..
Mas se o violino nos consegue tirar o ar, o que dizer dos riffs aqui presentes, mais uma vez a dupla de guitarristas consegue fazer um trabalho monumental, arrastado e hipnotico que nos atira para outra dimensão, o longo e sufocante embalar que se ouve na Another World Is Inevitable é apenas um exemplo de como os riffs de Black Sabbath podem ser degolados, enterrados para depois serem exumados e mostrados novamente com uma coroa de flores em cima deixando um cheiro nauseabundo suspenso ar...mas se o lado mais bruto soa assim, pelo outro lado as fragancias dedilhadas e mais planantes criam um autentico nó na garganta e quando se unem, são de uma beleza atroz.
A voz do Brian continua dentro do legado Sludge como até aqui, mas com as habituais incursões que quase o demonizam num vocalista de BM, mas sempre com aquele carisma que encaixa perfeito nos temas..
Pelo que sinto este é provavelmente o melhor album deles até hoje, conseguiram de novo captar aquela aura que me fez arrepiar quando ouvi pela primeira vez o Tyrant e que perderam um pouco no Peasant, mas que mostram aqui de novo e com resultados de uma morbidez assustadora...demasiado até, mas sem duvida é um daqueles albuns que nos acaba por tocar bem lá no fundo do nosso lado mais negro.
Será surpresa para muita gente, para outros nem tanto, mas para mim (e é isso que me interessa apenas) poucos albuns nos ultimos tempos me deixaram esgotado mentalmente desta forma....
Admiral Angry-A Fire To Burn Down The World

Admiral Angry são quase um segredo do Underground norte-americano no que ás novas tendencias diz respeito e quem teve a oportunidade de ouvir o album "Buster" sabe bem que aquela capa toda arco-iris continha lá dentro uma dose de musica bem venenosa e do melhor que se pode ouvir dentro do atual desmembramento sonoro que percorre o Math-Sludge-Core ou algo do tipo.
Curiosamente esta banda tem ligações a um outro projeto tambem bastante interessante, neste caso os brutos Black Sheep Wall, já aqui falados a alguns meses largos (anos?) e que merecem tambem uma escuta da vossa parte.
Mas vamos voltar a Admiral Angry e ao ep "A Fire To Burn Down The World" com edição deste ano.
Aqui a banda continua a abanar os alicerces dos rotulos que mencionei mais em cima sendo que se notam aqui algumas curiosidades que acabam por encaixar bastante bem no som desta banda.
Para além de isto se apenas uma faixa (mas com quase meia hora de devaneios tanto vocais como instrumentais) a banda assenta amarras numa especie de enxurrada lamacenta digna de destaque e por vezes quase entrando em territorios marcadamente Khanate.
Estranho escrever aqui a banda do Dubin depois de ter falado de Math e Core, mas isto é mesmo uma quase mistura-remistura de Khanate com bandas tipo Converge, se conseguirem ter uma ideia mental deste estranho e dual pesadelo, então tem mais ou menos o universo Admiral Angry á vossa frente...
Um excelente ep na minha opinião mais lento e não tão virado para o som do baixo como aconteceu no primeiro album, mas muito mais dilacerante e profundo, e se gostam destas novas e odiadas tendencias da musica extrema atual tem aqui uma autentica bomba de efeito retardado para vos baralhar o cerebro.
Converge em slow-motion ou Khanate em modo bombadeiro ferrugento é aquilo que vos espera...tenham cuidado onde metem os pés e as mãos!
http://www.mediafire.com/?nnzem4jy4mm
Na falta de algo que contenha esta enorme faixa fica aqui do anterior album..
Thou-Baton Rouge, You Have Much To Answer For

Mais um...está a ser dificil acompanhar estes rapazes e depois ainda se lembram de lançar edições limitadas que só me fodem o juizo para as conseguir.
Antes do novo album "Summit" a editar este ano como já aqui escrevi e de mais uns não sei quantos eps dos quais destaco a novidade Dwell in the Darkness of Thought and Drink the Poison of Life que contem uma das melhores faixas por eles criadas, falo da "The Eyes of the World Are Upon You" (e que podem sacar clicando no link), deixo aqui mais um titulo destes rapazes.
Este "Baton Rouge, You Have Much To Answer For" trata-se de mais uma edição á THOU, editada em tape e 7´(quase só para fans) e que continua a mostrar o porquê de serem actualmente a melhor banda de Sludge que por ai anda, digam o que disserem.
Já aqui tinha colocado três estas faixas num dos links anteriores, mas como isto agora levou mesmo um carimbo oficial voltei á carga, só para espalhar ainda mais o virus vindo de NO.
Como disse três destas musicas são eram conhecidas, neste caso a "Out of the Mouth of a Fool", "By Every Hand Betrayed" a bruta e excelente cover de Nirvana ("Sifting") que apareceu num tributo a banda do Cobain...
A unica novidade aqui são os dez minutos da "Baton Rouge, Louisiana".
Aqui pela primeira vez THOU entra em dominios totalmente Drone, tipicos das lesmas Sunn O))), embrulhando e gerando uma autentica balada em movimento lento onde o uso de samples ainda consegue adensar mais a toxicidade da faixa.
Mais palavras para quê?
Isto é THOU caralho...a ouvir bem alto foda-se!!!
http://www.mediafire.com/?czjbrzmyzy3
Conan-Horseback Battle Hammer

Esta merda é demais...
Esta porra é monstruosa...
Esta porcaria é uma manada de elefantes a correr na nossa direção...
Esta cena é uma autentica trovoada de riffs em slowmotion...
Esta coisa é lenta e arrastada mas tão lenta e arrastada que quase parece que se a terra se move..
Esta banda é das melhores cena que ouvi este ano até dentro do Sludge/Doom/Drone...
Este ep não é para meninos...
OBRIGATORIO, DEVASTADOR ISTO É DOOOOOOOOM FODA-SE!
http://www.megaupload.com/?d=58L0073X
Why Angels Fall -The Unveiling

Quando se fala em Doom-Metal nos dia de hoje,é quase impossivel não sentir um ligeiro tremor na espinha e então se for uma banda que o faça com aquele carisma e alma de gente iluminada mais poderosa se torna a experiência.
Sim,escrevi experiência porque existem certos trabalhos que vão muito mais além do mero trabalho musical e criativo.
Serve a curta introdução para vos apresentar o novo trabalho dos portugueses Why Angels Fall e preparem-se para aquilo que irão sentir ao longo de mais de uma hora de Doom...isto vai levar-vos até ao Purgatorio.
Estas referencias teologicas quase sempre existiram associadas ao estilo desde os primordios, embora muitas bandas as tenham levado para o lado mais funerario e morbido outras no entanto conseguem criar momentos de inspiração mais ligada ao lado "Dei" que chega a meter mais medo que muito album de Black Metal.
E neste ponto as referencias ao Antigo Testamento em especial ao Ev.S.João aqui presentes tornam e adensam ainda mais o sentido pré civilizacional de descoberta mundana e espiritual que aqui se sente.
De facto para além da parte mais teologica a banda consegue retratar um misto de sonoridade apocalitica onde residualmente se vão encontrando paralelos sonoros ou sugestivos sopros vindos de uma especie de solidão desertica onde tudo assenta na procura de algo.
Espiritual,provocador mentalmente e desolador são aspetos que no final da escuta do album ficam suspensos no ar e se a isto juntarmos a componente musical epica,avassaladora e desgastante temos aqui mais que um mero disco de Doom,esta-se perante talvez num dos mais fantasticos album de Doom-Metal feitos até hoje dentro deste estilo.
Não não estou a brincar nem a dar palmadinhas nas costas estou a falar muito a serio.
Falando mais concretamente da musica ouçam os primeiros 6 ou 7 minutos da parte I deste album e vejam como a banda para além de criar uma introdução droniana das mais eficazes de sempre consegue depois aplicar uns minutos de riffs que arrassam tudo a sua volta ou então ainda neste tema sintam a vossa alma a sair do corpo a partir da meia hora até ao final da musica...
O album é composto por dois temas, cada um com mais de 30 minutos que acaba por dar enfase á componente epica e viajante que aqui se sente.
Influencias mais ou menos diretas e assim á primeira vista arriscaria a dizer Asunder,Neurosis,Sunn O)))(neste ponto o trabalho de bateria do Júlio quase usa os pauzinhos da bateria como o OMalley usa as cordas da guitarra),Anathema dos tempos do Enigma,Samothrace estes na vertente mais crespuscular do album e claro os velhos monstros do universo Doooom da Finlandia que sempre estiveram presentes na banda, embora aqui se notem mais na segunda parte do album.
Mas para além disto muito mais se encontra aqui já que á medida que o véu se destapa se encontram mais tesouros e mais devaneios sonoros de uma intensidade verdadeiramente arrepiante.
Um trabalho que é superiormente bem feito,estupidamente bem encaixado sendo isto algo que acredito não ter sido nada facil, já que as peças aqui demonstram que houve muita ideia desenvolvida e retocada até ao ultimo detalhe e sejamos sinceros assim vale a pena ouvir albuns e musica com esta capacidade de nos atirar para o outro lado.
Cada vez que ouço isto sinto-me no meio de um local estranho e relaxante onde de um lado se vê luz e noutro escuridão ou talvez seja afinal apenas uma visão daquilo a que chamam Purgatorio.
Um registo que acaba por mexer com o nosso interior,visionario,desafiante,explosivo e com uma carga emocional digna do melhor que já alguma vez foi criado dentro do Doom-Metal.
Mais que obrigatorio, essencial para todos os fans de Doom e mesmo que não se identifiquem com o estilo mas gostem de musica onde a parte instrumental se rege por devaneios/momentos apocaliticos e espirituais estão perante um magnifico trabalho, para realizarem uma daquelas viagens que ultrapassam qualquer sentido...e neste lado as fases terminais das duas musicas presentes neste album assumem especial relevo.
Um album magico!
http://www.myspace.com/whyangelsfall
Se quiserem comprar o album mandem mail para :bubonicprod@gmail.com
Não há link,porque sabem bem as regras com as bandas portuguesas aqui.
Irradiant- A Gift From The Heart

Descobri esta banda meio por acaso, um Facebook friend mandou-me uma msg a perguntar se lhe conseguia encontrar isto, meti mãos á obra e dei-lhe uma ajudinha e acabei por ouvir tambem e....foda-se.
A informação presente é escassa apenas se sabe que por detrás destes Irradiant está apenas uma personagem de nome Brooke Johnson responsavel por tudo o que aqui se ouve desde a voz até á barulheira sonora, seja ela organica ou maquinal.
Musicalmente isto poderá encaixar dentro das tendencias mais vanguardistas do Metal Extremo actual.
Nomes como Godflesh,HALO,Jesu e Blut Aus Nord são mais que evidentes assim ás primeiras impressões, mas a juntar a isso existe aqui um certo pendor sonoro que ora entra numa especie de postqualquer extremo como a dadas alturas quase entra em territorios pantanosos vindos do Sludge mais violento.
Ambiental e catastrofico (chegando a lembrar neste aspecto uns The Axis of Perdition por exemplo), o trabalho aqui desenvolvido pelo Brooke chega a assustar e atira-nos para o meio de uma tempestade de voltagem que impressiona bastante, queima-nos e deixa-nos a rastejar...
À medida que ouvimos o album aquilo que nos surge na mente é um ambiente demencial, claustrofobico e negro que perdura e perdura por entre os nossos neuronios dando a ideia que se está perante o impacto de uma explosão mental e visual, já que a estrutura musical aqui presente tem tudo para picar e fazer sangrar os nossos sentidos mais escondidos.
O Sludge e o Post funde-se com o Industrial e o Industrial mistura-se com o BM mais misantropo, sendo que a voz aqui actua como um eco na nossa mente e nos vai recordando que nem tudo merece um esticar de mão e ás vezes mais vale desprezo por aquilo que nos rodeia que outra coisa qualquer.
O titulo do album é bastante ironico neste aspecto já que se isto é uma oferta do coração, o coração que a oferece não deve ser lá muito mole, alias isto mais parece um entrelaçar espinhoso de emoções dadas a pessoas com muita pouca consideração pela Humanidade.
Explosivo como ainda não tinha ouvido nada este ano, ainda mais misantropo que muito trabalho de BM que por ai anda e musicalmente a adição da lama vinda do pantano com visões estranhas, aqui tem o condão de nos fazer afogar no meio de explosão apocalitica que aqui se ouve.
Um registo que para já é das melhores coisas que ouvi este ano....um autentico espancamento sonoro, se acham que é demasiado experimentem ouvir isto bem alto e depois não digam que não avisei...
Podem sacar o album diretamente do site da banda, para isso basta apenas pedirem atraves do vosso mail e depois receberem um link para o terem, cliquem aqui:
http://irradiant.bandcamp.com/
Eagle Twin-The Unkindness of Crows

Sentem-se numa sofá encostem a cabeça e coloquem a rodar este album...
Os Eagle Twin são a nova aposta da Southern Lord e muito bem escolhida na minha opinião.
Esta banda tem aos comandos o Gentry Densley dos excelentes Ascend e consegue de uma forma bastante inspirada juntar o universo do rock alternativo com o poder do Drone/Doom embrulha-los e atirar cá para forma uma autentica bomba de efeito retardado.
Aquilo que mais vem ao de cima são os brutalissimos riffs que a espaços vão ao encontro de Sunn O))) enquanto noutros se divertem a "destruir" aquilo que Black Sabbath criou e nomes como Thou ou Cough nos dias de hoje fazem tão bem, ouçam a filhadaputa "Crow Hymn" por exemplo e depois caiam para o lado.
È natural que aqui se encontrem semelhanças com o album de Ascend, se tiveram oportunidade de levar com ele no lombo no ano passado,mas não só, o album consegue estar ao mesmo nivel desse trabalho e por vezes ficasse com a ideia que o supera mesmo.
Uma coisa que realmente adoro é a forma de cantar do Densley uma mistura de Attila/Waits/Kelly com direito a pequenos encantamentos que adicionam um sabor exótico e delicioso á coisa.
Por vezes algo o duo (para além da personagem que falei isto tambem conta com o Tyler Smith na bateria que constroi momentos incriveis) entra em devaneios setentistas e de free jam completamente alucinantes mas sempre com os pés bem assentes no meio da lama.
Um album muito bom e quando ouvirem isto se não ficarem com o refrão e o som da magnifica "Carry on, King of Carrion" agarrado a cada nervo da vossa mente, belisquem-se porque se calhar estão mortos e não deram por isso.
Excelente e recomendado muitissimo aqui pelo rapaz..
http://www.mediafire.com/?qzymye3mmm2
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