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Blut aus Nord-What Once Was... Liber II

Enquanto se aguarda o final da trilogia 777 , Blut aus Nord mantêm o outro lado (mais profundo diga-se) entretido com a segunda metade da What Once Was...Liber.
Aqui tudo gira em torno de ambientes ligeiramente diferentes daqueles que a banda atualmente cria, remetendo e encarcerando todo o suposto hype para uma estranha cela fria onde corre agua suja nas paredes e o cheiro é bem mais nauseabundo do que o conceito mais respirável das Epitomes da trilogia..
Para aqueles que como eu veneram o material e o conceito extremo explorado em albuns como o MoRT ou Odinist (não menciono o TWWTG porque esse está ainda á parte mesmo nos dias de hoje), têm aqui mais uma bizarra peça para acrescentar a esse puzzle.
São duas faixas que prefazem uma meia hora de dilaceração mental onde o industrialismo maquinal se assume como a força motriz de algo assustador (lá está o contra-balanço com o outro material) fazendo lembrar (e isto para mim é bizarro) algum material dos miticos The Angelic Process, embora  o What Once Was... seja autentica penumbra e escuridão ou o Alfa e o Omega de uma sonoridade que embora com semelhanças representa dois lados tão proximos quanto opostos ou o principio e o fim de algo que aparentemente não encontra paralelo em quase nada nos dias de hoje.
As dissonancias, a hipnose, o transe e aquele zumbido caracteristico de ambas as bandas está presente mas se por um lado a voz da Monica Dragynfly era a luz podemos dizer que aqui o Vindsval é a sombra.
Sinceramente acho que este ep tem mais semelhanças mesmo assim com o material mais recente do que a primeira metade, não deixando no entanto de se complementar ambas o que me parece ser um dos objetivos.
È material demente, fantasmagórico, frio e ferrugento como só BaN sabe (ou soube) criar não esperem muito mais, mas se gostam da banda ou procuram complexidade para vos deixar mal dispostos metam isto a tocar sem parar e talvez acabem completamente vazios e desprovidos de pinga de sangue...e dentro de um buraco negro!




WLS-Time-Blood Theory



WLS, são provavelmente um dos mais bizarros e interessantes projetos de BM dentro do movimento nacional atual.
Formados por criaturas ligadas a coisas tão opostas quanto Mother Of The Hydra e Maldição, estes Wavelength:Satan são ou parecem ser uma especie de continuação de Angrenost, banda com "raizes" no movimento BM dos mid 90 em Portugal, na altura que bandas como SiriuS estavam, eram e continuarão a ser (pelo menos por aqui) como um dos mais sonantes nomes do BM de contornos extremos e onde se fundia muita coisa, mas isso é outra historia..
Voltando a WLS, aqui explora-se aquele sentimento (se é que se pode usar o termo) mais maquinal e extremo do BM fazendo lembrar aquilo que bandas como os miticos Aborym ou Mysticum (estão de volta com e o album chama-se "Lucifer in the Sky with Demons") criaram num passado distante, aliás o album até fecha com uma cover dos mesmos.
Existe uma mescla de riffs que contornam o lado mais necro e se fundem com batidas estranhas submetendo-se depois tudo a estranhas passagens mais ambientais onde esqueleto mais industrial cria quase um alucinante efeito OST de um qualquer filme de ficção cientifica, aliás a propria adição de alguns samples deste universo engrandece este material.
Destaque tambem para os vocais, aqui a cargo da uma possessa V-Kaos que em determinados momentos atingem um patamar quase surreal, ouçam por exemplo a cover que falei em cima ou a violenta Collapsed Supersymmetry..com atenção só para dar dois curtos exemplos.
Não é material de escuta facil e é daquelas coisas que pode provocar algumas reações mais estranhas quando juntado com algo mais ilegal, se me faço entender, mas o resultado final foi algo que me agradou imenso, talvez por ser um genero de som que hoje em dia talvez continue a ser um pouco mal explorado ou melhor quando o é, ou se fica num estranho trance negro ou então cai-se num caldeirão de escuridão que nada tem a ver, aqui as coisas tem o condão de funcionar e as dosagens são certinhas em cada ampola...
CHAOS!

Abigor-Time Is the Sulphur in the Veins of the Saint...


Por vezes existem coisas estranhas dentro da musica extrema.
Quem diria que um album como o penoso Satanized fosse mesmo a parte zero daquilo em que Abigor se tornou actualmente.
Quem os conhece minimamente sabe que os primeiros registos desta banda austrica conseguem fazer frente a muito do BM vindo do Norte da Europa e em alguns casos superar mesmo.
Mas com o passar dos anos a banda começou um pouco a, não direi perder-se mas a tentar sair um pouco do seu casulo nocturno.
O album que falei deles em cima foi mesmo um dos primeiros passos dados pela banda do PK, embora como todos sabemos as coisas não correram lá muito bem, alias é mesmo um dos piores albuns de BM dos anos 90 na minha opinião, isto fazendo uma ponte com aquilo que criaram até esta altura.
Encerraram as portas depois deste erro e voltaram em 07 com uma nova formação, mas apostados em seguir os passos mais "vanguardistas" iniciados no Satanized e para alegria de uns e tristeza de outros as coisas até acabaram por resultar já que o album mostra a banda com quase toda a capacidade para fazer aquilo que se tentou antes mas não se conseguiu.
Chega agora mais uma rodela de Abigor, ou melhor um mcd ou split como queiram ver isto, e aqui sim as coisas conseguem de facto ser abrassivas e corrosivas como nunca o fizeram.
O trabalho divide-se em dois temas cada um com quase 20 minutos onde o actual trio (PK,TT e o AR) mostram bem o porquê de tanta eforia á volta deles ao longo dos anos.
Aqui já não existe espaço para momentos BM com laivos de BlackThrash hibrido nem brincadeiras musicais com a desculpa do suposto vanguardismo, apenas e só se assiste a uma descarga de BM de contornos bizarros que tanto caiem para o lado do ortoxismo ambiental como para o trance.
Se procuram um paralelo sonoro talvez o nome de DHG vos atire para o centro da tempestade, mas mesmo assim não deixa de soar a possessões fractais mais actuais ao genero das brincadeiras de uns Ephel Duath por exemplo a nivel sonoro.
Dito isto, este talvez seja o registo mais lento,introspectivo e porque não escreve-lo mais insano da banda até hoje, mas com um lado bem positivo, já que o puzzle acaba por encaixar muito bem e quando isso não parece acontecer a banda aperta com certos momentos que resultam em autenticos mindfucks sonoros que nos deixam completamente sem saber para que lado nos devemos virar,mas só ouvindo mesmo.
As vozes do A.R. são mais uma vez muito boas, confirmando as credenciais deixadas no album anterior e tornando-se no vocalista ideal para estes Abigor New Era e um dos mais interessantes actualmente na minha opinião.
Gostava de ouvir este gajo num trabalho de DHG, já que por vezes o tom da voz é assustadoramente parecido com o do Aldrahn (a maior influencia do Arthur Rosar tudo leva a crer).
O tempo é o enxofre que corre nas veias do Santo, o nome diz tudo acerca do conteudo lirico deste mcd, levando a crer que agora Abigor se centra nos conteudos mais ortodoxos do BM actual,alías a parte final do primeiro tema confirma mesmo isso, sendo isto mais uma excelente opção da parte do Peter.
Outra coisa que realmente curto é o som do baixo, sinceramente já não ouvia um trabalho deste porte á muito tempo com um poder deste calibre.
Apesar da sonoridade complexa isto é tão doce e amargo que se fica preso aos quase 40 minutos de uma forma surreal...tão surreal que até ouvi uma frase aqui berrada bem alto igual a uma de Slipknot.
Excelente mesmo este novo de Abigor,carregado de veneno e loucura bem ao meu gosto, definindo isto por poucas palavras arriscaria a dizer que este é mcd tem tudo para ser um classico ao nivel de um 666 INT é que apesar das tais semelhanças com DHG conseguem criar um trabalho com a marca propria de Abigor e mistura-lo com a inteligencia de Einstein...resultado.....bem o "Tal sem Nome" acena com dois dedos levantados para o novo milenio...
Essencial.
http://www.mediafire.com/?tztjzjz2n5i





Greymachine-Vultures Descend (12″ single)



Greymachine é,ou melhor é mais um projecto do Justin Broadrick de Jesu.
E o que difere isto daquilo que tem feito nos ultimos anos?
Bem este é talvez a cena mais marada e acida em que já meteu as mãos (excluindo Godflesh é claro).
O temos aqui neste ep de avanço para o album 'Disconnected' são duas faixas de extremismo sonoro, algo entre o BM e o Noise.
Um monte de chapa retorcida misturada bocados de carne podre nada mais.
Os dois temas são o já conhecido "Vultures Descend" que lembra aquilo que bandas como T.O.M.B.,Trayjen ou Treachery costumam fazer e uma remistura de uma faixa do album chamada "We Are All Fucking Liars" feita num ambiente algo NIN on Acids.
Vale sobretudo pela "Vultures Descend".
Já agora esta banda para além do JKB tambem conta com outros ilustres membros como o Dave Cochrane no baixo o Aaron B Turner na guitarra e efeitos vocais e Diarmuid Dalton nos sons estranhos.
Fica aqui o link se vos interessar,insane stuff.
http://www.mediafire.com/?qzouimyymmi
http://www.myspace.com/officialgreymachine

Voodoo Kungfu-One


Throat singing+Musica Extrema=Voodoo Kungfu.
Antes de mais, sim o nome soa parvo,mas soará tão parvo para nós como secalhar o Kalevala soará para o pais do Sol Nascente se me faço entender.
Vindos da China esta banda criou um album que é qualquer coisa de fenomenal e espectacular.
Apesar das diversas "covers" que aqui se ouvem, vindas de nomes tão dispares como os Eurythmics, na "Sweet Dreams",o Jorge Benjor na "Only The Gods Can Judge Me", embora aqui me pareça uma inspiração indirecta já que o tema já foi usado pelo Max Cavalera nos Soulfly(só o sotaque chinotuga do Li Nan,vale uma escuta) e acabando numa twistedmindfuckcover de Bob Marley parecem-me ser uns bons motivos para se despertar a curiosidade e ouvir este album,mas não existe apenas isto.
Apesar deste chamamento inicial algo perverso a banda vale na minha opinião é pelos seus temas em nome proprio já que é onde a tal união que falei na primeira frase se assume com um resultado bastante eficaz.
A primeira faixa que abre o album entitulada "This Shore" é brilhante começa com uns vocais semelhantes aqueles que os Bruno faz nos The Firstborn para depois explodir num ambiente chinês algo teatral, mas bastante poderoso.
Musicalmente conseguem encaixar a sonoridade oriental com um extremismo que por vezes nos remete para algumas bandas da nova geração como o caso de Static-X ou Slipknot, alias a nivel de guitarras parece-me ser referencias algo obvias,bem como para alguns mitos mais industrializados e algo tribais vindos de lados mais abrasivos como os casos de Rammstein ou Tool.
A adição de um violino em diversas faixas como aquele que se ouve por exemplo na faixa numero 5(apesar de não ter titulo é um dos grandes momentos do album), acaba por engrandecer o album e aqui quase que se entra num daqueles reinos estranhos mindtwisted bem ao jeito de uns Bethlehem enquanto noutros pontos o universo quase MDB se revela no ar.
Prepositado ou não este album corre varias referencias acabando por as contextualizar na sua musica de uma forma bastante original.
Acho este trabalho fantastico e apesar de ser do ano passado conseguiu cativar-me de uma forma que nem eu estava a espera.
Se gostam de coisas diferentes e algo estranhas como eu, acho que vale a pena dar uma atençãozinha a estes Voodoo Kungfu....
http://rapidshare.com/files/237824212/Voodoo_Kungfu_-_One_-_2008.rar

Ramp-Visions


Vou comecar pelo velho discurso do:"E se..."
E se os Ramp tivessem tido sorte?
E se os Ramp tivessem tido uma boa editora que apostasse neles?
E se os Ramp tivessem enverdado por apostar mais a serio naquilo que fazem lá fora?
E se os Ramp fossem suecos...ou americanos...ou franceses?...já não digo ingleses porque esses ainda são piores que eu na questão da mania.
Pois bem são algumas perguntas que nunca saberemos a bem dar a resposta certa,mas reflecte bem a mentalidade nacional quando se fala em algumas bandas.
Os Ramp foram uma das primeiras bandas de musica extrema portuguesa que ouvi e gostei a serio a par de já agora Sacred Sin e mais outros nomes que entretanto se perderam,isto no principio da decada de noventa...o bicho estava em fase embrionaria ainda para se transformar no monstro que é nos dias de hoje.
Mas vou deixar estas cenas nostalgicas de fora e falar de Ramp.
Depois do algo monotono Nude e do sem jeito ep Planeth Earth a banda surge em 09 de cara lavada,com algumas novidades no seu som caracteristico.
Desta vez a banda não se limitou á sonoridade musculada do Thrash procurou inovar um pouco e entrar por caminhos bem mais industriais.
Não altera em muito o som da banda como poderá parecer as primeiras escutas,mas acho que esta "novidade" os tornou numa banda mais ciente daquilo que quer mas talvez os torne incompreendidos pelos fans mais antigos.
A voz do Rui Duarte continua muito boa e vem provar mais uma vez que ele continua muito á frente do restante marasmo metalico nacional no que diz respeito a este campeonato com ou sem puristas o trono é dele.
Já agora uma coisa que achei engraçada neste album foi o homem por vezes dar uma de Devin Townsend quando usa um registo mais acelarado.
Desta vez não temos a balada melosa da praxe o que é pena na minha opinião,já que isso é algo que eles sempre fizeram e bem,desta vez temos um par de temas mais calminhos como o caso do "Tragic Blows" ou da "Dusk",mas para compesar isso temos aqui excelentes faixas como a "Blind Enchantment"(excelente refrão) que abre o album e que irá ter o mesmo impacto de um "Hallelujah" a meu ver.
Acredito que este seja o album mais ambicioso que fizeram até agora, mesmo não sendo algo radicalmente diferente do passado mostra uma banda atenta ao que se vai fazendo nos dias de hoje o que pode finalmente abrir certas portas mais ferrugentas.
Este album tem muito para agradar tanto a novos como a velhos fans de Metal e até mesmo aqueles riffs a soar a coreindustrial (ups lol) da "Visions","Mud" ou da "The Cold"(SYL? lembra sim) são abafados pela maquina metalica da margem sul quando entra em alta rotação.
O que me parece faltar aqui e apesar de ter o cunho do Bergstrand é uma produção com mais intensidade e poder pelo menos para as guitarras porque ás vezes (não sempre) apenas arranham um bocadinho e um exemplo disso é a "Myth" que acaba por perder um bocado da força muito a custa disso.
Mas no geral é um bom album que mostra uma banda viva e com capacidade de fazer algo diferente sem com isso se mover muito no seu habitat...se não conhecem tentem descobrir que vale a pena ainda mais se gostarem de algumas bandas de Thrash moderno ao jeito de Soilwork,Mnemic,Strapping Young Lad,Fear Factory,Sepultura,Static-X etc.
http://www.myspace.com/rampmetal

Treachery-Treachery


Por vezes surgem por ai alguns projectos tão estranhos que se tornam num autentico vicio.
È o caso dos norte americanos Treachery.
Um trio que fode completamente as estruturas basicas dos generos musicais mais extremos como o BM ou o Dark Ambient e que os transforma em musica com uma autenticidade malevola e algo refrescante.
Este Ep apanhou-me completamente de surpresa e mesmo ao fim de umas semanas continua a brincar com os meus neuronios cada vez que o coloco o rodar.
BM exprimental e demente, cercado de arame farpado que parece nascido depois de uma noite de sexo ritual entre um qualquer nome da cena nordica dos anos noventa mais evil com uma banda vinda de um universo do genero Menace Ruine ou Monarch onde os ritmos se fundem entre o Industrial o Ambiente o Sludge bem negro e o BM mais necro.
Em pouco mais de 25 minutos este trio formado pela vocalista Hecate e os musicos Abelcain e Slutmachine mostra como o extremismo musical e algo disfuncional se pode tornar num atentado á nossa insanidade jogando e criando paranoias á medida que as faixas vão desfilando á nossa frente deixando um sabor bem amargo na boca enquanto esfaqueiam o nosso corpo.
Excelente proposta se procuram cenas fortes para as vossas noites.
http://www.mediafire.com/?ykymawhtty4

Menace Ruine-The Die is Cast


Costuma-se dizer depois da tempestade vem a bonança.
Depois de ter mostrado aqui há uns meses o brutalissimo album de estreia desta banda surge agora e num curto espaço de tempo o segundo registo desta dupla vinda do Canada.
E se no primeiro album existe devastação sonica que destroi tudo o que lhe aparece a frente neste album as coisas vão um pouco mais alem e o efeito é fazer o rescaldo sonoro do que ficou.
Embora diferente do CoR este album surge como a banda sonora perfeita para sobrevoar os espiritos depois do ciclone anterior.
A banda inspirada pela "novas" tendencias que vão surgindo no BM actual consegue criar a simbiose perfeita para juntar as influencias de uns Death in June,Dead Can Dance,Jarboe com o que de mais brutal foi surgindo nos ultimos tempos.
Desta vez a voz da Geneviève atingue uma proporção incrivel e surge mais destacada dando espaço a uma certa divagação vocal bem mais contemplativa que nos registos anteriores o que misturado com a tal influencia industrial e de certa maneira Medieval tras a memoria nomes miticos como Dargaard ou alguns nomes da antiga CMI.
Ouvir os dois albuns seguindos torna-se numa experiencia poderosa para os sentidos.
A frieza musical quase a roçar o noise mistura-se com a beleza estranha da voz e melodia da vocalista dando origem a algo bastante intenso e que embora não seja original resulta bastante bem porque se virmos bem as coisas neste estilo hoje em dia talvez não aparecam bandas que consigam misturar de uma forma tão perfeita mundos como o BM de contornos mais etnicos(chamado Neo-Folk),com Industrial ou o Shoegaze.
Uma prova disso é o tema "Dismantling",o tema titulo ou o excelente "The Bosom ot The Earth" que parecem ter sido criados para nos levar para outros lados...
Excelente album não tão extremo como o anterior mas com a mesma intensidade e com mais misticismo e isso para uma banda que se mova nestas areias movediças é fundamental.
Provam novamente que são uma das melhores bandas que ouço actualmente e uma daquelas que conseguem surpreender quem ouve musica extrema.
A ouvir sem receio...
http://rapidshare.com/files/177586125/Menace_Ruine_-_2008_-_The_Die_Is_Cast.rar

The Amenta-n0n


BRUTAL.
Este era mais um album que aguardava com bastante expectativa e sinceramente não desiludiu em nada alias até me surpreendeu bastante.
Quem conhece a banda já sabe tareia que se leva e a prova disso foi o colossal Occasus editado aqui a anos atras que foi um marco um pouco escondido dentro da musica extrema mas quem foi apanhado na explosão destes australianos deve ter ficado meio zonzo.
Juntamente com a fase inicial de Anaal Nathrakh e o World ov Worms de Zyklon são uma especie de trilogia á parte no que concerne a musica realmente extrema e animalesca o chamado Extreme Metal.
E neste album as coisas atingem realmente proporções sismicas dignas de um impacto nuclear tal não é a brutalidade que sai das colunas.
Bastaram poucas escutas para chegar a conclusão que se está perante um daqueles albuns com carisma suficiente para abalar a mente dos ouvintes da musica extrema.
Alias a propria banda assim o define "extreme music for extreme people",tal e qual como fez Morbid Angel e o resultado é mesmo esse.
Com temas que versam sobretudo sobre o odio e a estupidez humana e nos quais a brutalidade se mistura com samples marados criando autenticos manifestos de insanidade psicotica gerada pela decadencia mundana a que assistimos nos dias de hoje.
O novo vocalista consegue ser ainda mais intenso e versatil que o Cessium 137 e aqui reside tambem um aspecto que veio dar uma nova vivacidade a estes australianos apesar das semelhanças nota-se que é adicionada uma aura mais digamos asfixiante.
Futurista,criativo,brilhante em todos os aspectos este é um album para gente que não bate bem,rebeldes solitarios que não se deixam subjugar pelas falsas moralidades que nos atiram dia a dia.
Mais um grandioso album a juntar a longa lista de bons discos lançados em 08 e este é daqueles que actua como um veneno que se espalha no ar....
Abram a janela puxem pela shotgun e disparem a tudo o que mexa...as vezes dá mesmo vontade.
http://rs48.rapidshare.com/files/146447066/The_Amenta_-_NOn__2008___Industrial_Death_Metal.rar

Neo Inferno 262-"Hacking The Holy Code"


Novo projecto com membros de AntaeuS,Arkhon Infaustus no qual as palavras Justiça,Moralidade,Ordem e Comunicação ganham novos contornos.
Contornos esses com uma forte carga Satanica e Industrial a maneira de Mysticum,BlackLodge,Diabolos Rising,Aborym,Diapsiquir,V.E.G.A.,Diabolicum e DHG sem grande espaço ou lugar para sentimentos humanos,já que a maquina ouvida aqui é desprovida de tais coisas.
Apenas arrogancia sonora e total falta de respeito pela humanidade.
Tudo é servido em copos de cristal num espaço decadente e mal cheiroso em jeito de bordel muito luminoso por fora mas cheio de insanidade e maledicencia por dentro e no qual caimos logo a entrada para um poço cheio de agulhas ensaguentadas em jeito de purificação para o que nos aguarda ao longo destes 9 temas.
Ambiental macabro e industrial misturado com a misantropia arrogante do BM resulta em Neo Inferno 262.
Alucinante e coberto de pecado mortal,odioso e com um final cheio de flashs a baterem-nos nos olhos este é mais um album que prova que na França continuam a existir pequenos pontos que misturam nitroglicerina/sangue e Novos Testamentos prontos a explodir mentalmente isto em quem os ouve e consegue apanhar....
Acho que a minha pulsação baixou drastricamente agora...
NIHILISM - TORTURE - HARSH - DRUGS - BLACK METAL - NOISE - SELF-MUTILATION
DEATH METAL - AMBIENT - SATANIC - MORBID - DEVILISH - INSANE - BLASPHEMOUS
PROPAGANDA - CORRUPTION - DECADENCE - PERVERS - RITUAL - ESOTERIC - THRASH
DOOM - CHAOS - APOCALYPTIC - INDUS - MYSTIC - DRONES - OCCULT - ANTI-LIFE
- 666 - ART - RELIGIOUS - ART - 666 -
http://www.mediafire.com/?izzoghedd3g

Trinacria - Travel Now Journey Infinitely


A primeira vez que tomei conhecimento deste projecto foi num artigo da Terrorizer aqui há uns meses e depois de ler fiquei naquela...bastante curisoso.
Sinceramente não sabia o que esperar dali,mas a ideia parece-me interessante, juntar elementos de uma das melhores bandas norueguesas com um projecto Noise/Ambient neste caso as meninas Fe-Mail,seria algo que ou daria uma coisa fantastica ou então uma cena sem pés nem cabeça.
Depois de uma troca de palavras no MSN aqui ha umas semanas com alguem que já tinha ouvido o album e depois das palavras vindas do outro lado,fiquei ainda mais curioso.
E depois de ouvido inumeras vezes confirma-se a primeira ideia em cima.
Que album monstruoso.
Falando a nivel pessoal este album é um daqueles que consegue captar tudo aquilo que me faz vibrar dentro da musica que ouço.
È envolvente e sinistro o suficiente para me deixar insano,é superiormente tocado e trabalho e acima de tudo é estranho o suficiente para ser ouvido e descoberto.
È certo que lembra Enslaved mas não só,vai buscar todas aquelas psicoses neuroticas que fazem surgir serpentes medusianas ao longo dos 6 temas e ainda faz com que se levantem alguns fantasmas.
È um album para ser olhado de frente mas com cuidado mas que acaba por petrificar quem o ouve.
O trabalho feito pela Maja e pela Hild ajuda bastante a dar o efeito medonho as musicas quer seja nas partes mais lentas e ambientais como nas descargas mais industriais e para mim é um dos aspectos verdadeiramente triunfais deste album.
Existem aqui cenas verdadeiramente arrepiantes diga-se o que se disser e este é um daqueles album que não engana embora não seja para qualquer um,isso é inegavel..
Uma viagem daquelas,que há muito não ouvia
Um T.S.B. ou um T.o.G.dos tempos modernos?
Parece-me que sim e digo-o sem medo nenhum.
Album do ano até agora e sinceramente alguma banda passar isto até ao final.....duvido muito.
Dá mesmo gosto ouvir albuns assim.
http://rapidshare.com/files/105447503/T-TNJI-2008-Waltz.rar
PASS: waltz

Blut aus Nord-Odinist:The Destruction of Reason by Illumination


Bem ainda se lembram daquele som caractristico das guitarras da segunda vaga de BM surgida na Noruega no meio da decada passada?
Surgido pela mão dos miticos Thorns,ao que se cre foi uma das caracteristicas mais marcantes dentro do genero,aquele som gelado que veio dar ao estilo uma nova brisa de vento nordico com um feeling quase supremo e algo surpreendente e que foi adoptado por muitos musicos da Elite da cena Norueguesa e que o tornou quase numa imagem de marca do estilo desde os Burzum ao Emperor e que ainda hoje se mantem viva.
Mas bem o que que quero dizer com isto é que o que estes franceses andam a fazer actualmente exctamente a mesma coisa a nivel de sonoridade e acredito que com o passar dos tempos existam muitas mais bandas influenciadas por estas dissonancias sonoras.
Se no album anterior MoRT esse som foi feito com um brilhantismo estranho algo entre o som de uns carros de F1 e um ninho de vespas assanhadas aqui neste Odinist as coisas conseguem obter um efeito mais desenvolvido e porque não mais malefico,sim ainda mais acreditem.
A par de DsO são talvez as bandas de BM europeias com mais consistencia para virem a ficar pregadas na cruz do Metal Extremo contemporaneo e tornarem-se o pesadelo de quem as ouve e se deixa envolver pelas essencias e fragrancias que vão saindo das colunas ao fazer play.
Este é para mim um dos melhores trabalhos feitos por eles até hoje tanto a nivel criativo como a nivel de originalidade uma soberba viagem por dominios e labirintos escuros.
Se a nivel instrumental as coisas funcionam como o passar de uma lamina afiadissima pela pele que deixa um rasto de sangue a forrar o efeito dos vocais (excelentes) são do genero.."faço isto porque as vozes me mandaram".
Toda este envolvencia acaba por criar um efeito na mente um misto de narcotismo vs paranoia se é que me entendem.
Este é um daqueles albuns que quanto mais se entranha mais o virus se espalha uma especie condimento para a locura sub-urbana que impera nos dias de hoje,com inspiração num passado mitologico.
Aqui fala-se do EU vs o que nos rodeia na sua vertente misantropica existe uma procura declarada da inversão de todos os valores terrenos e cosmicos......procura-se a libertação atraves do caos e este album acaba por sugerir isso mesmo...um equilibrio entre nos mesmos e o que os nossos olhos vem a nossa volta.
O tema "Mystic Abslu" surge como um "I am the Black Wizards" moderno,sem duvida um dos melhores temas de BM que ouvi nos ultimos anos e digo isto muito a serio,tem o mesmo nivel dos classicos da decada passada e consegue ainda ser mais malefico que muitos desses temas miticos...arrepiante.
Excelente album para acompanhar quem gosta de ouvir coisas que baralhem a mente feito por uma das melhores bandas de BM que por ai andam hoje em dia.
http://depositfiles.com/en/files/1726738
PW:www.mediaportal.ru

The CNK-L’Hymne à la Joie


Lembram-se dos ultimos petardos de Anorexia Nervosa?
Gostam da sonoridade dos Deathstars?
Gostam do som pomposo dos Dimmu Borgir?
Se responderam sim a estas tres perguntas então aconselho a ouvir The CNK.
Anteriormente designados por The Count Nosferatu Kommando e agora denominados The Cosa Nostra Klub ou The CNK estes franceses conseguem transformar e misturar num salão cheio de glamour e lantejolas toda a sonoridade das bandas que falei em cima.
Talvez este fosse um album que muito bem poderia ser lançado por uns Dimmu Borgir se tivessem coragem e balls para isso.
Mas o que é estranho é ser uma banda com uma imagem algo amaricada e coberta de baton vermelho a faze-lo e muito bem na minha opinião.
De facto aqui assiste-se sentado a um desenrolar de momentos que tanto derivam do Industrial como do Extremo como de algo mais classico e pomposo e essa mistura acaba por ter um efeito "glamouroso" completamente inesperado.
Nada a ver com o anterior album da banda que não passava de um devaneio patetico e sem sentido.
Aqui as coisas giram em torno de um exotismo musical levado ao extremo e para isso muito contribui o trabalho vocal do Herr Hreidmarr vocalista dos agora em stand by Anorexia Nervosa e a intensidade da banda embora aqui e ali se verifique uns saques a alguns compositores mais classicos,mas nada de grave.
Embora se espera-se algo meio goth ao olhar para as fotos actuais da banda o homem dá-lhe de uma maneira bem brutal e diabolicamente cativante o que ajudado pelos tais momentos mais classicos atinguem por diversos momentos um patamar quase viciante.
Um Hino a Alegria dissem eles maliciosamente concordo em absoluto.
Sonoridade feita com base em latex,chicotes e lantejoulas perfeita para uma sessão de sexo perverso.
Se as SS voltassem hoje em dia esta seria uma das bandas que faria parte das reuniões da Elite pelo menos aquela mais Esoterica.
Este Franceses são loucos mas conseguem-no ser de uma maneira nada tosca mas antes coberta com estilo de fatinho e gravata preta com a cigarrilha ao na boca e um copo de Absinto na mão.
Como diriam algumas personagens do nosso Jet7:
"Isto é um must"....*colocar ar arrongante sff*
Em rodagem viciante.
http://axifile.com/?8646787

Control Human Delete-Terminal World Perspective


Mais uma bomba lançada este ano.
Desta vez pela Code666,que de vez em quando lança assim umas coisas engraçadas,não só agora mas ao longo dos anos como são os casos de Diabolicum,Negura Bunget,Atrox,T/M/K ou os antigos Ephel Duath na fase mais Black Metal.
Uma editora a ter em conta,mas acho que já devem saber disso,mas vamos ao que interessa.
Control Human Delete ou CHD lançam o que é para mim até agora uma das grandes surpresas do ano vindas de bandas que desconhecia.
São originarios da Holanda(já a bastante que não ouvia uma banda vinda de lá tão interessante) e tocam algo que nem sei bem descrever.
È certo que se notam algumas influencias de bandas como DHG,Thorns ou da fase Rebel Extravaganza de Satyricon(esta talvez a influencia mais ouvida),mas não só as coisas vão até Dark Ambient daquele mesmo cosmico e sufocante(conferir o tema Transpherium sff) que gosto bastante até Extreme Metal nordico na linha de uns Myrkskog da fase Deathmachine.
Tudo isto resulta em pleno e temas como Operation Genesis Reprise,Sin Tide Manufacturing são autenticos hinos apocalipticos que semeiam destruição a volta,lembram-se das partes mais samplistas do Dark Blood Rising e dos climas de Void of Silence?
Pois bem aqui o efeito é semelhante,talvez não tão caotico,mas por vezes os riffs e batidas lembram uma metralhadora na posse de um lunatico qualquer a disparar contra o nosso corpo meio indefeso perante tanta maquinaria schizobelica.
Album muito a frente na minha opinião que ao englobar muitas boas influencias,consegue criar uma sonoridade bastante original e bem poderosa que nos cativa do inicio ao fim.
Nem que seja para nos dar vontade por vezes de sair a rua e acabar com a raça humana.
Aqui transpira-se odio,misantropia,morte e destruição....e já ha algum tempo que um album de musica extrema não me fazia sentir isto de uma forma tão intensa como este.
Numa palavra ESPECTACULAR.
E entra directamente para a minha lista de preferidos deste ano até agora.

Red Harvest-A Greater Darkness


Com um enorme culto dentro do underground,muito por culpa dos projectos e participações especiais dos seus membros noutras paragens,e com uma longa carreira chega agora o novo album "A greater darkness".
Mais uma vez a qualidade sonora que se ouve ao longo dos 10 temas é topo de gama e mais uma vez confirma-os como uma das bandas mais interessantes vindas da Noruega actualmente.
A mistura de estilos que vão desde o extreme metal ao industrial tem a qualidade suficiente para manter o ouvinte com as orelhas no ar ao longo de quase uma hora e acreditem não é mal desperdiçada.
Temas lentos mas com um peso brutal misturados com ambientes industriais sempre foram a imagem de marca da banda e este mais uma vez não foge a regra,tudo isto condimentado com a roquidão sonora do senhor Khan,que tem um trabalho espectacular dos melhores que ouvi nos ultimos tempos dentro do metal mais extremo.
Existem temas viciantes como por ex Hole in Me,que poderia perfeitamente passar por algo feito pelos Neurosis,tanto a nivel instrumental como vocal,alias diversas vezes se notam influencias na voz dos senhores Kelly ou Von Till,basta ouvir o album com atenção,se a banda americana toca-se algo mais, digamos extremo talvez soariam assim como o que se ouve no tema I sweat womb.
Outro tema que merece destaque é Mouth of Madness,mas destacar apenas estes dois no meio dos 10 é complicado,todos eles são acima da média.
O trabalho feito pelo Lrz nos samples soa apocaliptico(ex Beyond the limits of physical xperience ou warthemes) é bem poderoso o mesmo se aplica á parte ritmica nitida e potente.
Um excelente trabalho que merece ser ouvido,porque vale a pena.
Assustadoramente negro mas sobretudo tocante,sobretudo tocante.

DHG(Dodheimsgard)-Supervillain Outcast


Depois da longa espera FINALMENTE eles voltaram,diferentes é claro,mas voltaram.
Com o anuncio do fim da banda,a saida do Aldrahn,os acidentes,as saidas e entradas,isto parecia que ia ficar por ali morto e enterrado...ou melhor parecia que toda a banda foi "internada" numa especie de manicomio virtual e a chave deitada fora....seria?
Afinal o Vicotnik conseguiu escapar e arranjar um grupo de personagens suficientemente "malucas", fechou-as numa "casa de morte" e obrigou-os a reavivar a coisa.
O esqueleto já estava meio criado ao que parece,faltava apenas as cores a carne e os choques eletricos para a criação "Frankesteiniana" que se ouve por aqui.
E é isso mesmo que se trata aqui um autentico monstro,criado com muitos remendos feitos á base de genialidade e loucura,como sempre a banda fez,aquele efeito love/hate mais uma vez está lá.
Tão depressa somos arrasados por momentos de uma criatividade brutal como logo a seguir levamos com temas de uma simplidade que chega a doer.
O album começa com Dushman uma pequena intro que abre o caminho para a devastação sonora a lá 666INT do Vendetta Assassin,para mim um dos melhores temas do album e logo ai dasse de caras com o novo vocalista Khvost que apesar da colagem evidente ao Aldrahn o tema funciona muito bem,destaque para o trabalho de samples e bateria que se ouve.
Terceiro tema(The Snuff Dreams Are Made Of) os riffs iniciais a voz limpa no meio do tema(Vik?) bem como a influencia psicoarabe que se vai ouvindo,soa banda diferente e a influencia do 2 tema perde-se para algo novo mas de uma criatividade brutal.
Pela primeira vez vem ao de cima a tonalidade Core que o Khvost usa e que nas primeiras audições soava algo estranha.
Quarto tema (Horrorizon) com um inicio mais uma vez diferente em que a bateria se destaca.
Este é talvez o tema em que os vocais soam mais deslocados,parecem inspirados por algumas bandas americanas,e o refrão esse é algo sofrivel.
No tema seguinte(Foe X Foe),tudo muda outra vez nota-se a influencia antiga,e a sombra do Aldrahn paira no ar,mas....
No meio do album chega o primeiro momento liturgico,Secret Identity.
The Vile Delinquents era o tema que mais gostava na demo aqueles riffs iniciais poderosos estremecem as paredes,alias todo o tema é fantastico.
Na versão final desaparecem dando lugar á eletronica DHG,apesar disto o tema resulta muito bem e aqui a voz do Khvost já encaixa melhor,talvez pelo trabalho mais diversificado que faz e pela loucura que cola no tema.
Na minha opinião o que falta a alguns temas é esta loucura sonora.
Unaltered Beast é um autentico espasmo sonoro muito por culpa da guitarra e dos samples usados,este tema cantado pelo Al seria algo assustador.
Apocalypticism esqueçam tudo o que ouviram até aqui e concentrem-se em Virus ou VBE.
No tema seguinte Chrome Balaclava....segundo momento liturgico.
Ghostforce Soul Constrictor inicio demolidor a boa maneira do Satanic Art.
Excelente trabalho de samples dão um toque agreste a musica e a bateria rebenta com tudo a sua volta.Nota-se uma certa colagem da voz ao Al mas neste tema a mistura ALCore resulta muito bem na minha opinião.
All Is Not Self esqueçam tudo o que ouviram até aqui e concentrem-se em Virus e VBE outra vez....refrão soa tão parvo que vicia,e a bateria samplada remete para outros nomes...
No decimo terceiro tema Supervillain Serum outro que adoro na versão instrumental aqui recebe novas roupagens mais frias e gelidas em que a brutalidade é sobreposta pelos samples dando-lhe um ar ainda mais industrial e violento...excelente tema.
Cellar Door....ultimo momento liturgico.
O album termina com o 21st Century Devil,numa toada industrial e cheia de groove parece um momento Red Harvest daqueles mais calmos.
No geral é um excelente album,e que mais uma vez vive do efeito amor/odio que sempre acompanhou a banda.
A nivel instrumental funciona em pleno é bastante criativo e de certa forma inovador,mas acredito se a mistura final fosse outra ainda soaria melhor,pelo menos o som das guitarras demasiado baixas mas pode ser que no album verdadeiro se ouçam diferentes do mp3.
Apenas peca pela entrada do Khvost,mas tambem é extremamente complicado substituir o Al e a voz deste vêm sempre a memoria e assiste-se a criação de um novo estilo musical uma especie de "Blackcore",pelo menos em alguns temas.
Sobre os restantes membros estão no ponto.
Pena aquele tema da versão demo do album não estar aqui.

Abigor-Fractal Possession


Sem duvida foram uma das bandas que mais me marcaram e fizeram ouvir Black Metal aqui há uns anos valentes,quando os discos deste estilo tinham aquela aura malefica e "verdadeira", odeio esta palavra,mas é real.
Albuns como o Verwüstung-Invoke the Dark Age o Channeling the Quintessence of Satan ou o fantastico Nachthymnen(From the Twilight Kingdom) continuam a ter aquele efeito meio perverso e nocturno que tanto gosto.
Iam alternando com coisas menos interessantes mas o PK quando inspirado conseguia fazer BM na Austria melhor que muitas bandas no Norte da Europa.
E uma dessas coisas desinspiradas foi o Satanized em que acabaram por dar um valente tiro na cabeça,tanto na cabeça delas como na minha,ainda hoje estou para entender o que raio se passou,mas isso são contas de outro rosario....um canto de cisne triste muito triste mesmo.
Mas e existe sempre um mas nestas coisas e como uma Fenix renascida voltaram no ano passado.
As noticias e samples que se iam apanhando iam-me deixando numa especie de mistura contente,mas ao mesmo tempo receosa.
Agora que já ouvi o album uma serie de vezes alias a noite passada foi quase feita na companhia destes fractais,já se pode escrever alguma coisa.
Primeiro o rumo do Satanized é seguido,mas calma desta vez as coisas são bem feitas em vez de temas completamente parvos e sem logica nenhuma aqui as coisas funcionam pensadas e com mais alma se é que eles ainda a têm.
Uma das principais coisas que vêm a mente são bandas como DHG ou Thorns tanto a nivel sonoro como vocal.
Alias se DHG em vez do Supervillain atirassem isto tambem não era mal,em alguns momentos chega a ser superior a banda do Khvost,quer se queira ou não.
Mas uma coisa realmente fantastica é a voz que se ouve aqui a cargo do AR,muito bom trabalho claramente influenciado pelo Aldhran e pelo Prime Evil,mas com um toque proprio.
Temas como 3D Blasphemy ou Lair of Infinite Deparation quase que valem a compra do album então este ultimo aquele riff inicial até arrepia,uma mistura de Abigor antigo com coisas mais modernas.
O som das guitarras é meio orgasmico e bem BM dos 90´ ajudado por um soberbo trabalho de bateria,tudo isto misturado no meio de samples e de uma voz maravilhosamente brutal e insana.
È a meu ver um excelente regresso da banda e um album a ter muito em conta daqui pra frente e que vem confirmar o legado inciado por bandas como DHG,Thons e Mysticum afinal foi muito mais marcante do que se pensava aqui há uns anos atras...o pessoal não queria era admitir.
Mistura absurda de BM antigo com uma sonoridade mais sci-fi,com uma produção bem nitida e poderosa com um som verstatil e cosmico.