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Why Angels Fall -The Unveiling


Quando se fala em Doom-Metal nos dia de hoje,é quase impossivel não sentir um ligeiro tremor na espinha e então se for uma banda que o faça com aquele carisma e alma de gente iluminada mais poderosa se torna a experiência.
Sim,escrevi experiência porque existem certos trabalhos que vão muito mais além do mero trabalho musical e criativo.
Serve a curta introdução para vos apresentar o novo trabalho dos portugueses Why Angels Fall e preparem-se para aquilo que irão sentir ao longo de mais de uma hora de Doom...isto vai levar-vos até ao Purgatorio.
Estas referencias teologicas quase sempre existiram associadas ao estilo desde os primordios, embora muitas bandas as tenham levado para o lado mais funerario e morbido outras no entanto conseguem criar momentos de inspiração mais ligada ao lado "Dei" que chega a meter mais medo que muito album de Black Metal.
E neste ponto as referencias ao Antigo Testamento em especial ao Ev.S.João aqui presentes tornam e adensam ainda mais o sentido pré civilizacional de descoberta mundana e espiritual que aqui se sente.
De facto para além da parte mais teologica a banda consegue retratar um misto de sonoridade apocalitica onde residualmente se vão encontrando paralelos sonoros ou sugestivos sopros vindos de uma especie de solidão desertica onde tudo assenta na procura de algo.
Espiritual,provocador mentalmente e desolador são aspetos que no final da escuta do album ficam suspensos no ar e se a isto juntarmos a componente musical epica,avassaladora e desgastante temos aqui mais que um mero disco de Doom,esta-se perante talvez num dos mais fantasticos album de Doom-Metal feitos até hoje dentro deste estilo.
Não não estou a brincar nem a dar palmadinhas nas costas estou a falar muito a serio.
Falando mais concretamente da musica ouçam os primeiros 6 ou 7 minutos da parte I deste album e vejam como a banda para além de criar uma introdução droniana das mais eficazes de sempre consegue depois aplicar uns minutos de riffs que arrassam tudo a sua volta ou então ainda neste tema sintam a vossa alma a sair do corpo a partir da meia hora até ao final da musica...
O album é composto por dois temas, cada um com mais de 30 minutos que acaba por dar enfase á componente epica e viajante que aqui se sente.
Influencias mais ou menos diretas e assim á primeira vista arriscaria a dizer Asunder,Neurosis,Sunn O)))(neste ponto o trabalho de bateria do Júlio quase usa os pauzinhos da bateria como o OMalley usa as cordas da guitarra),Anathema dos tempos do Enigma,Samothrace estes na vertente mais crespuscular do album e claro os velhos monstros do universo Doooom da Finlandia que sempre estiveram presentes na banda, embora aqui se notem mais na segunda parte do album.
Mas para além disto muito mais se encontra aqui já que á medida que o véu se destapa se encontram mais tesouros e mais devaneios sonoros de uma intensidade verdadeiramente arrepiante.
Um trabalho que é superiormente bem feito,estupidamente bem encaixado sendo isto algo que acredito não ter sido nada facil, já que as peças aqui demonstram que houve muita ideia desenvolvida e retocada até ao ultimo detalhe e sejamos sinceros assim vale a pena ouvir albuns e musica com esta capacidade de nos atirar para o outro lado.
Cada vez que ouço isto sinto-me no meio de um local estranho e relaxante onde de um lado se vê luz e noutro escuridão ou talvez seja afinal apenas uma visão daquilo a que chamam Purgatorio.
Um registo que acaba por mexer com o nosso interior,visionario,desafiante,explosivo e com uma carga emocional digna do melhor que já alguma vez foi criado dentro do Doom-Metal.
Mais que obrigatorio, essencial para todos os fans de Doom e mesmo que não se identifiquem com o estilo mas gostem de musica onde a parte instrumental se rege por devaneios/momentos apocaliticos e espirituais estão perante um magnifico trabalho, para realizarem uma daquelas viagens que ultrapassam qualquer sentido...e neste lado as fases terminais das duas musicas presentes neste album assumem especial relevo.
Um album magico!
http://www.myspace.com/whyangelsfall
Se quiserem comprar o album mandem mail para :bubonicprod@gmail.com
Não há link,porque sabem bem as regras com as bandas portuguesas aqui.

Voodoo Kungfu-One


Throat singing+Musica Extrema=Voodoo Kungfu.
Antes de mais, sim o nome soa parvo,mas soará tão parvo para nós como secalhar o Kalevala soará para o pais do Sol Nascente se me faço entender.
Vindos da China esta banda criou um album que é qualquer coisa de fenomenal e espectacular.
Apesar das diversas "covers" que aqui se ouvem, vindas de nomes tão dispares como os Eurythmics, na "Sweet Dreams",o Jorge Benjor na "Only The Gods Can Judge Me", embora aqui me pareça uma inspiração indirecta já que o tema já foi usado pelo Max Cavalera nos Soulfly(só o sotaque chinotuga do Li Nan,vale uma escuta) e acabando numa twistedmindfuckcover de Bob Marley parecem-me ser uns bons motivos para se despertar a curiosidade e ouvir este album,mas não existe apenas isto.
Apesar deste chamamento inicial algo perverso a banda vale na minha opinião é pelos seus temas em nome proprio já que é onde a tal união que falei na primeira frase se assume com um resultado bastante eficaz.
A primeira faixa que abre o album entitulada "This Shore" é brilhante começa com uns vocais semelhantes aqueles que os Bruno faz nos The Firstborn para depois explodir num ambiente chinês algo teatral, mas bastante poderoso.
Musicalmente conseguem encaixar a sonoridade oriental com um extremismo que por vezes nos remete para algumas bandas da nova geração como o caso de Static-X ou Slipknot, alias a nivel de guitarras parece-me ser referencias algo obvias,bem como para alguns mitos mais industrializados e algo tribais vindos de lados mais abrasivos como os casos de Rammstein ou Tool.
A adição de um violino em diversas faixas como aquele que se ouve por exemplo na faixa numero 5(apesar de não ter titulo é um dos grandes momentos do album), acaba por engrandecer o album e aqui quase que se entra num daqueles reinos estranhos mindtwisted bem ao jeito de uns Bethlehem enquanto noutros pontos o universo quase MDB se revela no ar.
Prepositado ou não este album corre varias referencias acabando por as contextualizar na sua musica de uma forma bastante original.
Acho este trabalho fantastico e apesar de ser do ano passado conseguiu cativar-me de uma forma que nem eu estava a espera.
Se gostam de coisas diferentes e algo estranhas como eu, acho que vale a pena dar uma atençãozinha a estes Voodoo Kungfu....
http://rapidshare.com/files/237824212/Voodoo_Kungfu_-_One_-_2008.rar

The Firstborn-The Noble Search


E agora é tempo para falar daquele que é para mim o album do ano.
The Noble Search de The Firstborn banda que ao longo dos ultimos dez anos (isto se contarmos os tempos "Evil") tem conseguido fazer poucos albuns mas com uma qualidade surpreendente,fazendo crer que mais vale pouca quantidade com qualidade do que muita quantidade e pouca qualidade.
E se o passo dado no The Unclenching of Fists foi enorme neste novo registo as coisas são ainda mais interessantes,criativas e originais.
Mais uma vez a banda portuguesa segue a inspiração budista e se isto está mais que marcado nas palavras do vocalista Bruno melhor é transposto para a parte instrumental já que este é um dos aspectos mais surpreendentes do album.
Nota-se acima de tudo que as influencias do vocalista(principal mentor do album ao que parece) vêem ao de cima desde o Extreme Metal passando pelo certo sabor a World Music que o uso de alguns instrumentos como a cítara a tibetan horn ou na maneira como a percursão a cargo do Rolando Barros e em alguns momentos o Vorskaath dos gregos Zemial é transformada ao longo das faixas.
Mas para além disto existe muito mais a dissecar aqui,primeiro a produção do album que era algo que merecia melhor atenção no anterior trabalho, aqui o som sai límpido,cheio e potente.
E isto é algo que a meu ver era necessario para poder mostrar todo o esplendor sonoro que se apanha na face á medida que as oito faixas se vão desenrolando.
Com participações de alguns nomes ilustres da musica underground actual como é o caso do Hugo de Process of Guilt,do Proscriptor de Absu que emprestam a sua voz em algumas faixas e do Simões de Saturnia que encanta com o toque oriental, o album resulta em pleno é que todas as faixas são de uma qualidade incrivel.
Ficam no ouvido apelando aquele sentido mais agarrador e imediato, resultam quando se entra em algumas avalanches sonoras e hipnotizam quando se entra num dominio mais experimental.
A nivel de voz é provavelmente um dos melhores trabalhos alguma vez feitos por uma banda portuguesa já que parece que a voz se entranha de tal maneira nas musicas que parece ter sido feita para este genero de registo consegue acompanhar de uma maneira bastante intensa todo o trabalho muitissimo bom dos instrumentos não saindo forçada nem deslocada.
Já aqui falei de quem está por detras da concepção do album e das influencias algumas tão não evidentes mas a vista de todos como aquele feeling completamente DHG(Dodheimsgard) da musica "In Praise of Reality" ou do muitissimo Neurosis/Red Harvest inspired"Ocean of The One Vehicle" do quase Tooliano "Bliss" isto se eles de repente começassem a tocar Extreme Metal algumas das musicas com mais intensidade do album já para não falar no viciante "Water Transformation",no potentissimo "Flesh To The Crows"ou no magico e intenso "Sunyata".
Chega a ser impressionante o jogo musical feito pela banda quando entra em divagações e salganhadas extremas com todas as coisas que já aqui falei obtendo um resultado fantastico,directo,poderoso e viajante.
Três aspectos que a meu ver tornam o album numa daquelas peças que com o tempo acredito se tornarão classicos porque o que é aqui oferecido sinceramente não se ouve em muito lado ou melhor é demasiado brilhante e fantastico para o que estamos habituados a ouvir nos dias de hoje e este The Noble Search está no mesmo patamar de um Wolfheart,Spectral Transition,Diva,Infinity ou mais recentemente Rising,Hellstone ou Renounce(penso não ser necessario meter os nomes das banda aqui ou é?).
Este é um daqueles casos que é um bocado complicado encontrar pontos negativos, até agora ainda não encontrei nenhum e sinceramente não os encontro,até aborrece.
Queria tambem realçar o artwork do digipack que traz o album a cargo da Phobos Anomaly Design que para não destoar veste a alma da musica com vestes de ouro e encaixa perfeitamente no ambiente da musica.
Para finalizar apenas dizer,se poderem comprem o album,roubem-no,peçam emprestado mas ouçam que isto vale mesmo a pena....por mim que já o tenho apenas agradecer a The Firstborn por me terem feito de novo acreditar que a cena nacional está mais que viva e com alguns albuns que se forem bem trabalhados poderão se tornar casos serios lá fora..
Obrigado pela musica e pelos momentos magicos que me transmitiram ao ouvir isto.
http://www.myspace.com/unclenchedfists

Janvs-Vega


Novo album de Janvs muito interessante banda italiana que segue o legado de alguns nomes do passado e lhe mistura um certo toque entre o progressivo e o postqualquercoisa.
Este trabalho intitulado VEGA consegue fazer uma interessante mistura entre o BM sulista(acho que sabem o que é) com um som digamos mais progressivo e vanguardista com resultados bastante interessantes..
Epico não num sentido folclorico e com uma beleza musical entre uns Amorphis recentes e certos nomes italianos as musicas vão divagando até se aproximarem a uma especie de In The Woods meets Rotting Christ ou até mesmo Primordial(maneira pagã) isto se estes tocassem algo mais não vou dizer sentido porque isso eles fazem-no e bem mas se tocassem algo mais lento se é que dá para ficar com uma ideia.
O album na sua grande parte é tocado numa toada "calma" talvez influenciado pelos efeitos do clima mediterraneo embora quase a saltar para o Norte de Africa.
Por vezes se encontram-se aqui algumas pequenas tempestades que conseguem fazer a ponte entre os estilos que falei em cima e dar um interessante efeito sonoro uma simbiose de sons etnicos e meio darkwave com alguma distorção que dá origem a momentos de bom nivel, tentem escutar a musica "Tarab" e fica-se logo com uma ideia do que vêm e o que pretendem.
Tudo isto demonstra bem a qualidade e inteligencia musical da banda pois conseguem de uma maneira bastante simples criar um album que embora seja muito influenciado por varias cenas consegue obter um som que soa bastante interessante e porque não original.
E depois já tinha saudades de ouvir este som de guitarra tocado a lá Rotting Christ(lembram-se?) de uma forma tão intensa alias este album lembra-me um pouco o trabalho criado no Non Serviam mas sem o clima evil e em vez disso algo mais digamos etnico ou algo do genero.
Quem gosta dos nomes que falei ou do estilo, tem aqui um novo brinquedo sonoro para os proximos dias/semanas,por aqui tem andado a rodar bastante.
http://rapidshare.com/files/152953425/Janvs_V_08.rar

Septic Flesh-Communion


Uma das minhas bandas de eleição vindas da Grécia.
Ok,actualmente não tanto como aqui há uns 10 anos atras é certo,mas depois de ouvir este novo album parece estar de volta todo aquele misticismo que sempre esteve presente na banda do senhor Spiros.
Posso-me enganar mas acho que se está perante um daqueles classicos de musica extrema e cmpletamente magica.
Os vocais caracteristicos da banda estão soberbos,alias é um dos grandes destaques neste album,aquela mistura de growls com passagens mais limpidas e estranhas encaixam muito bem no meio daquela sonoridade que tanto tem de brutal como etnica.
Lembra uns Nile misturados com Therion por vezes mas sempre com o toque pessoal dos gregos que nos transporta para tempos idos de batalhas e monstrousidades divinas.
Musica que actua como horror sonoro quase a roçar por vezes uma OST imaginaria para um qualquer filme de inspiração Lovecraftiana se é que isso existe.
E neste caso a influencia dos samples actua brilhantemente dando um ar atmosferico e envolvente a toda esta sonoridade que apesar de estranha é completamente viciante e pior deslumbrante.
Album muito bom e ao nivel do melhor que fizeram no passado na minha opinião e talvez o mais interessante e desenvolvido criado pela banda nos ultimos anos.
Parece que os gregos voltaram de vez e trouxeram uma legião de monges negros,monstros estranhos e seres femininos desejosos de prazer demoniaco que nos atacam no meio dos nossos sonhos.
A conferir é muito bom.
http://rapidshare.com/files/98132608/Septic_Flesh-08.by.Akhylys.rar
Pass:bunalti.com

Helheim-The Journeys And The Experiences Of Death


Sempre gostei imenso desta banda.
Este novo album mais uma vez surpreende pela qualidade,é uma bela viagem pelas paisagens nordicas que esta banda nos transmite ao ouvir o album e um pouco transcendental em certos aspectos.
Existem temas verdadeiramente arrepiantes como o epico Helheim5 logo seguido de Oaken Dragons,que é simplesmente magnifico,ou o Thirteen to the perished+Threll and the master que leva mesmo para tempos idos .
De salientar tambem a participação do Big Boss vocalista de Root que transmite um poder fantastico a musica,qual guerreiro viking(quem conhece Root sabe bem do que o homem é capaz).
Não encontro palavras para descrever este album,talvez espectacular seja o que me vem mais a cabeça mais um album que deve ser ouvido por todos aqueles que gostam de extreme metal com uns toques epicos e majestosos,quem não conheçe talvez se surpreenda e encontre aqui um album para as tradicionais listas dos melhores no final do ano.
Escuta obrigatoria para todos os que gostam de musica nordica ou seguem a sua ideologia.

Um dos melhores albuns do ano passado para mim.
http://rapidshare.com/files/11213161/HEL06_-_The_Journeys_and_Experiences_of_Death_bunalti.com.rar

Nile - Ithyphallic


Quem não conhecer a historia e a discografia da banda,tem aqui um bom album de Death-Metal para ouvir agora os outros....
Bem é inegavel que Nile são actualmente uma das bandas mais carismaticas e inovadoras do estilo,porque ajudaram a revitalizar um pouco o som para as "massas",se bem que muitas dessas influencias meio arabes que conseguem captar já outras bandas o tinham feito,talvez não no sentido brutal caracteristico dos americanos mas pronto,a ideia já andava por ai.
Agora sobre o Ithyphallic pouco há a dizer continuam na mesma senda do "...wicked",tocado no extremo,brutal e pesadão.
Mas apesar de achar o album interessante falta ali alguma coisa,demasiados temas tocados a velocidade da luz,poucas ideias e muitos temas para encher.
O album pisca um pouco o olho ao passado é certo,mas soa tudo muito dejá vu,só espero é que não estagnem tambem é complicado renovar e depois reenovar novamente um estilo.
Algo que penso que funcionaria bem seriam uns samples adicionados as musicas,como já fizeram no passado,é que o album soa demasiado crú e directo e muito naquela.
Acho que neste album se repetem um bocado,os temas dão a ideia ser muito semelhantes entre si e muito Death.
Falta aquela coisa tipo pequeno filme sonoro que nos conseguia transportar para o Egipto antigo e enrolar no meio de linho dos pés a cabeça....apenas o "The infinty of Stone" soa a pouco.
E isso raramente acontece tirando umas parte ou outra para logo a seguir sermos novamente bombardeados por uma enxurrada de blast e riffs.
Gosto bastante do "Eat of the Dead" que confirma a ideia que tinha dele quando ouvi o sample,foge a regra dos temas até aqui,tem um riff de guitarra bem arrastdo e hipnotico fascinante do inicio ao fim e depois quando a voz do Karl entra ai sim somos atirados para dentro de uma camara funebre qualquer de uma piramide.
Pena os restantes temas não tenham a mesma qualidade deste.
Sobre os outros a rapidez do "Language..." tambem está porreira e tambem sobressai um pouco em comparação com os restantes.
Para o final e como se previa o habitual epico "Even the Gods..." não acrescenta nada ao que já fizeram e já fizeram muito melhor que isto,mas ouve muito bem.
E de uma coisa tenho quase ou mesmo a certeza,os Nile decidamente não são uma banda para se ficarem por temas de 3/4 minutos é que as coisas resultam muito melhor quando criam temas longos epicos e brutais,talvez por isso goste mais do "Eat" e do "Even" e os outros temas me passem um pouco ao lado,apesar do tema inicial prometer bastante,depois...é tipo mumificação retira,retira até o corpo fica seco..
Fica uma ideia para um album futuro,que tal 4/5 temas de 10 minutos?
Acho que se tal acontece-se poderia ser criada uma obra-prima do genero.
Até lá ouve-se um pouco naquela...e para mim ficou um pouco aquem das expectivas que tinha deste album,mas como já disse para quem quiser ouvir bom DM hoje e diferente do habitual,é um album interessante para comecar.
Eu vou continuar agarrado ao poder do "In Their Darkened Shrines" e para levar com areia nos olhos o "Annihilation of the Wicked".

Behemoth-The Apostasy


Quando ouvi o album a primeira reação foi tipo ...Neutral .
Mas as coisas criadas pelo Nergal e companhia geralmente têm algo escondido e pensei para mim "isto não pode ser assim tão simples,ou será mesmo?",resolvi dar mais umas oportunidades ao album,ainda mais depois de todos os comentarios feitos, tentei encontrar a razão pela qual todos ou practicamente todos dizem que isto tá "muito bom".
E seguei a seguinte conclusão:
Primeiro o album soa-me mais directo e brutal não tão cru como o Satanica ou o Thelema,que para mim continuam a ser os melhores desta nova fase pos BM,segue o mesmo caminho do Demigod mas têm algumas coisas bastante mais interessantes que este ultimo.
Passo a explicar a voz do Nergal(já aqui o escrevi)deixou de ter aqueles efeitos que não curtia mesmo nada dentro da sonoridade do Demigod(e não só) e acho que para este som que fazem actualmente este deve ser o tipo de voz a utilizar..brutal e directa.
E a nivel instrumental está no ponto.
Segundo melhoraram bastante aquele clima epico caracteristico da banda,não é original é certo bandas como Nile faze-no muito melhor mas nota-se que existem ideias bem conseguidas como o que se ouve no At the Left Hand ov God,talvez um dos melhores temas que se ouvem por aqui.
E por falar em Nile a sonoridade de Behemoth actualmente é muito inspirada nos americanos basta ouvir o Kriegsphilosophie,que podia perfeitamente ter sido feito pelo Karl ou o Prometherion.
Mas não só acho que se podem encontrar outras influencias mais escondidas do Death norte americano ou até mesmo de bandas pesadas como Nevermore como no tema Arcana Hereticae (ou nos muitos solos que por aqui se ouvem) diferente de tudo do que se foi ouvido até aqui e talvez a surpresa sonora do album.
No geral pode-se dizer que este album é um hibrido sonoro de Nile e Nevermore com o toque especial dos polacos,a mim parece-me a frase que melhor define estes 11 temas redefiniram um pouco a sonoridade e conseguiram criar algo interessante e actual dentro do estilo.
A medida que o vou ouvindo mais vezes mais estou a gostar.
Behemoth são uma boa banda com excelentes musicos isso é inegavel,estou curioso para ler as letras(geralmente são excelentes).
Com este album aproximam-se da minha banda polaca favorita,mas destronar Vesania é complicado,ainda mais estando eles tambem a rebentar com o novo este ano ao que parece.
È mais um bom album lançado este ano,que está a ser algo estranho com tanto bom lançamento,não só a nivel de alguns regressos,como de coisas novas como o confirmar de estatutos de bandas antigas como é o caso deste The Apostasy.