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Repvblika-Amerika Vendetta


Quando ouvi isto pela primeira vez fiquei com uma doce sensação de ter sido atirado para o meio de moshpit de pugilismo anárquico,onde não existe lei nem regra,apenas conta a lei do mais forte.
Este album dos mexicanos Repvblika destaca-se pela agressão que contem e pela loucura que se dissolve pelo meio daqueles riffs de uma simplicidade extrema,mas asquerosos quanto baste,já para não falar na descarga de adrenalina narcotica que percorre cada nota aqui presente.
Vindo da editora do M.Kenney,este album é um apanhado das estruturas necro primitivas de Anaal Nathrakh,com pedaços trucidados daquilo que já fez The Amenta,DHG,Code,Khold ou mais recentemente Abigor e onde depois são polvilhadas camadas de extremo bom gosto vindas de reinos mais dispares como são o caso de The Dillinger Escape Plan que aqui surge em varios momentos a apertar-nos o pescoço ou de certos nomes mais ligados ao BM mais crú.
O vocalista Memento é o fosforo que acende este rastilho sonoro de violencia urbana,anti-social e eleva o som a um estado liturgicamente apocaliptico e sem solução á vista deixando-nos com uma visão algo turba com aquilo que declama ao longo do album.
Já escrevi que os riffs aqui por vezes lembram aqueles momentos mais brilhantes de algumas bandas de BM e este é tambem um fator que consegue absorver um pouco a estranha estrutura dos temas e dar-lhes um toque diferente e algo exotico mas sempre com um travo bastante viciante e devastador como o que acontece na "The Driver" que começa como um tema quase Khold e percorre tanta coisa que acaba num monumental solo tipicamente Slayer com ambientes dos novos Satyricon,ou na 13 Bullets que me dá vontade de espancar alguem quando a escuto.
Enfim que dizer mais...
Se o Mexico primeiro nos deu a tal gripe que por ai anda tanto em voga,agora resolveu mandar embrulhado e em jeito de vingança a banda sonora para quem teve o azar de sentir febre e mal disposição durante estes ultimos tempos.
Muito bom album de Metal Extremo feito por uns gajos que sabem muito bem os terrenos que pisam....
http://hotfile.com/dl/13807243/6f6ace8/Repvblika-Amerika_Vendetta-2009-MEM.rar.html




Ignivomous-Death Transmutation


Bem continuando na onda DM, seguem-se agora os Ignivomous banda relativamente recente vinda da Australia (mais uma) que este ano lança o seu primeiro album depois de alguns pequenos titulos em conjunto e em nome individual.
O album chama-se Death Transmutation e é um petardo de DM a boa maneira antiga que percorre vários campos dentro do reino mortuario.
Ao longo destas faixas faz-se uma retrospectiva sonora daquilo que de melhor se criou desde a origem deste som extremo até aos nossos dias,e sempre com um cobertura bem cavernosa e algo doomica a pairar nos temas todos eles já com uma aura morbida natural.
Por vezes as guitarras lembram o universo sueco de uns Dismember,noutras a banda envolve-se numa especie de Destroyer666 ainda mais extremos e brutais(alias por falar neles um dos membros de Ignivomous tambem fez parte de uma das formações iniciais da banda do Warslut),originando um som verdadeiramente arrasador.
A adição por vezes de algumas passagens mais atmosfericas transformam e dão ainda mais um toque sinistro a este trabalho e se já o era na base organica estes poucos e pequenos pormenores adensam ainda mais a escuta desta monstruisidade.
Tecnicamente são muito bons e a voz do Jael Edwards apesar de lembrar o reino Incantantion consegue encarar a brutalidade sonora de uma forma realmente poderosa e por vezes irreal.
Destaques para a tempestuosa "Noneuclidean Maelstrom" a brutal "Death Transmutation" e a atmosferica "The Alchemy of Suffering" mas na realidade este trabalho vale pela tareia que se sente ao ouvi-lo.
Se gostam de DM á maneira de Immolation,Incantation,Dismember e cenas assim é perfeito para vós e já agora não vão muito á bola com algumas bandas de Doom/Death que as vezes aqui coloco por acharem que lhes falta movimento atirem-se de cabeça para dentro de Ignivomous.
Mais uma boa banda australiana...
http://rapidshare.com/files/268529433/Ignivomous-Death_Transmutation-2009.rar

Ulcerate-Everything Is Fire


O DM enquanto estilo extremo ainda tem muito para oferecer e se não acreditam ouçam esta bomba Neo-Zelandesa,provavelmente o ultimo pais de onde pensariam ser criado um dos melhores mais intensos e brutais albuns de DM tecnico dos ultimos tempos.
Este trabalho é uma daquelas peças que valem sobretudo pelo modo como são criados já que os musicos envolvidos não se limitam a recriar over and over aquilo que centenas de outras bandas fazem e em vez disso adicionam um toque de carisma que os consegue demarcar do resto,apesar das obvias referencias.
È praticamente impossivel não ficar indiferente á avalanche de som que sai das colunas quando o album começa a tocar, a medida que somos embrulhados no meio daquela tempestade de energia fica-se com a ideia que algo violento se levanta a nossa volta.
Se ouviram o album de Malebolgia que falei aqui sentiram aquele poder tremendo contra a vossa cara, agora imaginem algo com uma estranha tecnica progressiva que vai buscar influencia a alguns nomes como Nile e Immolation e atirem tudo contra uma parede.
Só estes pontos acredito que já seriam mais que suficientes para despertar a curiosidade mas as coisas não se ficam por aqui, já que no meio daquela britadeira são misturados alguns aditivos algo dissonantes e estranhos que tanto lembram aquilo que DsO cria na fase pos Kenose como momentos vindos directamente de algumas bandas digamos mais Sludge/Post/Doom que vão fazendo algum furor nos dias de hoje,ouçam por exemplo os seis minutos da fantastica "Caecus" e tirem as vossas conclusões.
O resultado para além de ser tremendamente eficaz e original resulta em pleno já que o album cria um autentico vicio e em nada cai na monotonia ou aborrecimento como poderia fazer crer se isto fosse apenas uma rajada de metralhadora tocada a velocidade da luz.
Assim e com os tais elementos pregados no ADN de Ulcerate o que se tem aqui é provavelmente um dos mais bem feitos albuns de DM deste ano daquele mais moderno.
Asfixiante por vezes, arrassador noutras e com uma demencia algo invulgar neste tipo de som este quarteto vindo do outro lado do mundo, nada mais faz do que uma especie de apocalipse musical que queima os mais desprevenidos e engole tudo a sua passagem.
Aconselho a ouvir bem alto....o efeito é serem atropelados em slow motion por um comboio...depois digam que não vos avisei.
Recomendadissimo e escuta obrigatoria...isto era algo que poderia ser criado por uns Gojira se agora não andassem a brincar ás bandas.
http://rapidshare.com/files/213265846/Ulcerate.rar

Nocturnal Blood-True Spirit of Old....


Mais uma excelente banda vinda dos EUA e uma das demos que mais me surpreendeu nas ultimas semanas.
Nocturnal Blood assim se chama este projecto liderado pelo Nocturnal Ghoul e onde no qual se recriam ambientes e sonoridades que percorrem o DM mais necro e asqueroso.
Alias se existe palavra para definir esta demo é cavernoso já que tanto a parte instrumental como a demoniaca voz parecem vir de uma qualquer caverna onde ratos e sujidade se misturam com rituais demoniacos envolvendo praticas sexuais bem estranhas.
Escuridão total que remonta aos tempos de algumas bandas antigas de DM mais brutais,actuam como replicas sonoras criando autenticas espirais de demencia auditiva.
Por outras palavras DM como deve ser,pesado,hipnotico e satanico que acaba por eclipsar qualquer foco de luz que surja por entre a muralha de som que vem das colunas á medida que somos fustigados por estes 6 temas.
O unico defeito a meu ver é o tempo apenas 22 minutos,mas mesmo assim vale a pena sugar cada segundo desta perversão sexual e de seguida mandar outra novamente.
Produção perfeita para este tipo de sonoridade um pouco ao jeito daquilo que VON,Beherit ou Blasphemy fizeram no passado e que continua a ser nos dias de hoje uma enorme/eficaz fonte de inspiração para muita banda como se pode ouvir aqui.
Fans dos recentes Dead Congregation,Hooded Menace ou dos velhos Archgoat,Demilich,Crematory(fase Denial) acho que terão aqui um excelente osso para roer nos proximos tempos.
Muito bom material e que me deixou expectante para o primeiro longa duração a editar em breve.
http://www.mediafire.com/?yicdgucijzz

Zenocide-Zenocide


Ultimamente tenho dado mais destaque a alguns estilos mais demoniacos e tenho deixado um pouco de lado aquele Sludge que tanto gosto de ouvir,mas na volta ele aparece por aqui dado umas facadas aos vossos ouvidos.
Agora é hora de vos atirar para cima desse vosso corpo contorcido esta autentica bomba de efeito retardado chamada Zenocide para acabar com o que resta de vós.
Neste album homonimo somos brindados com um banquete de veneno mortifero onde as portas e janelas são fechadas e o ar vai rareando á medida que passam pelos vossos sentidos estas 6 faixas de brutalidade arrastada e demente, deixando-vos a contorcer de dor no chão lamacento.
O que se ouve é uma muralha de som intransponível coberta de baratas e sujidade sem beleza ou espaços alegres, onde apenas se vai sentindo algo não muito agradavel á medida que o album vai rodando.
Nomes como Corrupted ou EHG são referencias obvias mas apesar desta precepção inicial os Zenocide vão mais além, porque, tal como as duas excelencias acima escritas tambem eles enfiam a agulha na carne de uma forma assustadora e mesmo depois de descarregada a droga/veneno ainda se dão ao luxo de a partirem, para jorrarem rios de sangue pela pele abaixo bem ao jeito de algumas bandas de BM/Drone misantropo e suicida,originando um album com resultados verdadeiramente assustadores.
Se procuram uma banda de Sludge no verdadeiro sentido do termo que se balança numa corda finissima em cima de um poço de vidros partidos e aguçados,preparem-se para brincar um bocadinho com a vossa dor/prazer.
Album de uma imensidade atroz que gela as nossas veias e nos deixa quase sem reação para o espancamento mental que se segue...
Sendo eles japoneses, desconfio mesmo se isto não será uma especie de esquadrão negro vindo da Yakuza especializado nas mais brutais torturas...
Album do ano dentro do universo junkie do Sludge/Doom e atenção que isto não é para qualquer um.
http://www.mediafire.com/?yiwmhmlymz1

Malebolgia-Requiem for the Inexorable


Arghhhhhh....com mil diabos,puta que pariu para este album.
Antes de mais este album é o mais violento que ouvi prai no ultimo ano vindo de uma banda de DM tecnico/brutal e mais é sem duvida o mais interessante que ouvi nos ultimos anos dentro do genero.
Se acompanham este antro mais atentamente aqui há uns meses falei do ultimo de Hate Eternal e na altura disse que o album apesar da brutalidade tinha imensas falhas que não ajudavam em nada ao produto final.
Polemico ou não continuo a ter exactamente a mesma opinião nos dias de hoje quando o coloco a rodar.
O que falhava nesse petardo(sim é de facto um petardo) era tornar a escuta mais variada,não que eles incorporassem elementos estranhos no som,mas pedia-se um espancamento do ouvinte de diversas formas sem que com isto sairem do seu habitat natural,para que aquilo resultasse em pleno.
Esse falhou mas este não.
Esta banda completamente desconhecida apanhou-me á traição e enfiou-me umas valentes cacetadas na cabeça que ainda ando meio zonzo.
O que temos aqui é uma banda de DM brutal(nada de DCore ou cenas do genero atenção) que sabe perfeitamente aquilo que faz e quer de uma maneira violentissima já que o que se ouve ao longo destes singelos 36 minutos conseguem envergonhar algumas bandas já com alguma historia e peso dentro do estilo.
Para além das referencias mais obvias á Hate Eternal como escrevi em cima a banda procura outras coisas mais além dentro do genero tanto a nivel vocal como instrumental.
Temos aqui momentos extremos inspirados nos Deicide dos bons velhos tempos,passagens brutais que fazem Cannibal Corpse corar de vergonha(ouçam a "Involuntary Recollections" por exemplo),solos rasgantes pelo album todo á boa maneira das bandas da solarenga Florida e a voz do Daniel Marshal não é mais que um misto de Benton/Rutan/Vincent/Corpsegrinder possuidos isto já para não falar no...bem quase nem tenho palavras para o descrever,trabalho de bateria a cargo de um gajo chamado Kevin Hedgecock que é algo.. hum.. a palavra extremo quase que nem tem logica,o gajo sinceramente não é humano de certeza neste aspecto os The Amenta vem a memoria.
A banda define este album como uma resposta a todas as novas bandas do tal estilo meio odiado e acreditem que o conseguem fazer de uma maneira bem violenta é que elas ao pé destes Malebolgia(nome retirado do Inferno de Dante já agora),não passam de meninos bem comportados.
O album é muitissimo bem estruturado com as faixas a crescerem á medida que se ouve o album até a surpresa final(já lá vamos).
A brutalidade funde-se com a tecnica (embora nada de sons masturbatorios aqui) e as vocalizações cavernosas em muitos casos a duas vozes criam autenticos terramotos.
È um album que transpira muito ao passado do DM americano mas para além disso consegue estar bem actual,alias bastante mesmo talvez os novos putos/fans não acharão nada de especial mas quem assistiu á ascensão e queda do estilo que falei em cima nos anos 90 acreditem que têm aqui um bom saco de pancada para os proximos tempos.
Agora o tal final que é um lol.
Eu pergunto já alguma vez ouviram uma musica de hard n´heavy num disco deste tipo?
Esqueçam as brincadeiras as vezes parvas de SFU o que temos aqui no final é uma "brincadeira" que lembra aquele Poser Metal americano e mais não digo...ouçam que é um final em grande.
Para já um dos albuns do ano e como disse provavelmente e pelo menos para mim o melhor album de DM á seria dos ultimos tempos senão mesmo anos.
http://www.mediafire.com/?xojeimmw5om

Konkhra-Nothing Is Sacred


A Dinamarca sempre foi um parente pobre do DM europeu em comparação com os vizinhos suecos, embora com poucos nomes que se destaquem neste campo, os Konkhra são uma banda que de certa forma deu ou melhor fez frente á avalanche de bandas que praticamente caiam todos os meses daquela zona geografica e com alguma qualidade na minha opinião embora os seus discos não fossem propriamente obras de arte eram boas descargas de musica extrema nos quais o lider Anders Lundemark ia exteriorizando os seus demonios sobre o que se ia passando pelo mundo e ainda com poder para ir puxando alguns musicos de renome como o James Murphy,o Kris Kontos ou o Per M. Jensen para dar uma ajudinha.
Desde 03 que a banda se encontrava em coma, foram cinco anos de silencio que certamente deu para o Lundemark criar e desenvolver aquilo que se ouve neste regresso.
Com uma formação nova(mais uma vez) e que na minha opinião é talvez a mais coesa e brutal mostra neste Nothing Is Sacred como o DM de tendencias digamos mais melodicas pode ser cativante e ao mesmo tempo extremo.
O album logo de inicio mostra ao que vem com uma das mais interessantes intros que ouvi nos ultimos tempos(vale a pena ouvir as palavras do Bush junior é que têm tanta logica se olharmos para o seu ultimo mandato que dão que pensar) seguida de autentico espancamento que é o "Hail To The King"...
Mas depois disto não existe nada a apontar apenas a louvar.
Descargas de DM á boa maneira melodico europeia com toques modernos,bons riffs, melhores solos e uma voz cavernosa que de meiguisse nada têm antes pelo contrario é um autentico grito de revolta pelo que se vai passando no mundo nos dias de hoje.
Musicas como a "I Defy" são daquelas que impressionam pelo poder que são tocadas enquanto outras como a "The Promise Of Antagonism" (que encerra o album) ainda adicionam uma certa originalidade e subtileza ao som deles já que a maneira como enquadraram a voz feminina(cantada quase num registo Soul(!?)) é algo que ficou excelente.
Mas para além destes aspectos á tambem a destacar outras faixas onde a banda junta aquela caracteristica tipicamente Konkhra e o mistura com a monstruosidade vinda de uns Carcass ou Entombed...
Como disse em cima a banda que gravou o album é excelente sabe bem onde se move e cria aqui um autentico monstro de brutalidade sonora que vale a pena ser ouvido...para mim é a primeira surpresa deste ano...muitissimo bom album com refrões que ficam a ecoar no cerebro quase instintivamente.
"I AM NOT A GOD AM I MAN"
http://rapidshare.com/files/188436145/Konkhra_-_Nothing_is_Sacred_2009_lord-abigor.blogspot.com.rar

Necrovation-Breed Deadness Blood



Ultimamente parece voltar de novo a haver um certo interesse pelas sonoridades mais DM no Underground basta ver a histeria que bandas como Dead Congregation tem provocado,parece que se está a criar algo novo que afinal não é.
Para muita gente talvez seja,mas em bem verdade se houvesse mais atenção ao que se vai fazendo neste estilo certamente as coisas não eram assim,mas ainda bem que começa a haver de novo um certo interesse das "massas" por este estilo tão peculiar.
O termo Death tem a ver com morte e não com as tendencias mais "Life-Metal" que muitos dos grandes nomes do estilo se transformaram nos ultimos anos,mas isso é outro aparte vamos ao que interessa então.
Esta banda sueca chamada Necrovation é mais um nome a ter em conta e a acender de novo as tochas da morte.
Album que assim que começou a rodar por estes lados se transformou num vicio e numa constante descarga de adrenalina extrema experimentem ouvir temas como "Recessed in Frailty" ou "Seal the Gates" para verem o efeito...
Se gostam daquele DM de uns Grave,Dismember ou Autopsy antigos acho que vão balançar bastante a cabeça já que o que se ouve neste Breed Deadness Blood é uma especie de regresso ao passado dentro deste genero.
Embora lembre bastante a sonoridade mais sueca traz tambem de volta aqueles primeiros passos de Dissection(fase Satanized) ou Thou Shalt Suffer embora sem aquele feeling tosco que se ouvia principalmente em TSS já que Dissection(bem estes faziam o Metal of Death portanto nada a dizer) era o poder.
Mas para além disto o que resalta é a qualidade dos temas e o ambiente bem necro que a banda mostra muitas vezes fazendo lembrar o inicio de uns Morbid Angel ou uns Angelcorpse.
Tudo isto dá origem a um excelente album de DM como mandam as regras e no qual a palavra morte surge de todos os lados tanto a nivel instrumental como nos extremos e excelentes vocais do Seb,alias este é um dos aspectos que resalta mais no album.
Querem sentir o que realmente é DM?
Então....respirem o ar nauseabundos que isto deita...
http://rapidshare.com/files/106139813/Necrovation_-_2008_-_Breed_Deadness_Blood_Refusal.rar

Trayjen-Walking among the stones of fire



E pronto mais uma prova que actualmente as melhores e mais interessantes bandas de BM chegam dos EUA,não sei o que é que aquele pessoal tem andado a fazer mas começa a tornar-se um pouco surpreendente certas coisas que chegam de lá.
Este projecto é mais um a juntar ao role das bandas solitarias, nas quais os musicos transformam os seus pesadelos em arte visual.
BM extremo tocado a boa maneira trve evil com algumas passagens mais majestosas a fazer lembrar desde BaN e DsO até Darkspace e sobre a qual é misturada uma sonoridade mais metalica mas de uma forma bastante gelida e agreste que resulta muito bem e que confere aos temas uma ambiencia bastante demoniaca.
E por falar em demoniaca,e ouvindo a maneira como o Infydel (mentor e criador do projecto) berra é a unica palavra que me vem a cabeça para a definir a forma como o homem usa as suas cordas vocais,por vezes chega a ser assustador ouvir isto com uns fones já que o homem consegue misturar a voz com toda a insanidade sonica instrumental de uma forma bastante hate you all.
Exprimentem ouvir o Chalice of Nihil que abre o album bem alto no meio da escuridão e solidão e depois digam o que sentiram.
Estão a ver alguem a mexer com o vosso subconsciente de uma maneira maliciosa?
Pois bem é mais ou menos isso que acontece,dá a ideia que que se deixa de sentir tudo a nossa volta e somos atirados para dentro de sala assombrada e na qual as paredes parecem comecar a mexer de uma forma estranha mostrando faces distorcidas e sorrisos demoniacos.
È um album brutal de BM misantropo de tendencias meio post-ambientais-extremas mas que me deixou completamente KO tanto fisicamente e mentalmente,coisa que ultimamente não tinha encontrado com tanta classe.
A unica coisa que as vezes não resulta muito bem é o baterista japones nas partes mais calmas,mas mesmo assim este factor é automaticamente anulado quando se entra por dominios mais majestoso e completamente psico.
Certamente vai figurar na minha lista de final e eu que até julgava que já poucas coisas mais me iriam surpreender este ano dentro do BM ainda bem que me enganei.
È um daqueles albuns que dão vontade de fazer coisas estranhas e nos deixa com o sentimento de "puta que pariu que foi esta merda?!".
http://www.megaupload.com/pt/?d=3OFYN1CI

Imposer-Behold Demons


O ultimo album de Hate Eternal fez muito furor por estes lados embora continue a achar que não é nada de mais nem cativante o suficiente para mim.
E na mesma onda fica aqui um album que tem rodado bastante por estes lados juntamente com o novo de Krisiun.
São italianos dão pelo nome de Imposer e são uma banda de Brutal DM á maneira de Hate Eternal e Immolation notam-se principalmente bastantes influencias destes ultimos e para mim é logo o minimo para me chamar a atenção já que são uma das minhas bandas preferidas dentro do genero.
È um album curtinho mas poderoso, com pouco mais de 35 minutos mas suficientemente agressivo para ser ouvido bem alto e fazer tremer o chão algo que neste estilo é fundamental.
Com uma aura morbida e sinistra (samples são perfeitos) a pairar nos temas que lembra em alguns momentos Morbid Angel por exemplo o que misturado com a sonoridade destes italianos acaba por ter um bom resultado já que para alem da extrema brutalidade sonora tambem se encontram por aqui algumas passagens mais ancientDMinspired o que consegue fazer a ponte e o balanço certo entre os temas e ao longo do album um exemplo disso é o fantastico tema "Blaspheme The Pentecost" que é talvez o momento mais alto deste trabalho e no qual todas as influencias da banda são trituradas.
Não existem pontos negativos aqui na minha opinião a não ser a curta duração mas mesmo assim acho que é o suficiente para este genero de trabalhos.
Uma foda hard n´fast coberta de sujidade e sentimento maquiavelico daquelas que crucificam logo as primeiras escutas é uma das ideias outra é o inicio de uma missa negra feita com sons extremos....para terminar no meio de uma celebração em honra do Senhor....nem que seja feita de forma extremamente maliciosa.
A ouvir que vale a pena se gostam de DM brutal.
http://rapidshare.com/files/116801154/Im_pos_by_KamaZoh_mediaportal.ru.rar
Pass:www.mediaportal.ru

Omega Red-A Remedy Born of Hate


O DM pode ter varias vertentes tal como todos os generos.
Pode ser algo inspirado nos mestres Possessed,pode ser misturado com a tecnica instrumental de uns Death,ser totalmente doentio e cadaverico como foi no caso de Autopsy e Carcass,ter ligações a outros estilos como o BM como aconteceu na Suecia aqui á anos,absorver as mais estranhas historias de gore e sexo como acontece com uns Cannibal Corpse,falar de Satanismo como acontece com Deicide,Morbid Angel,Sadistic Intent ou simplesmente ser musica extrema como fizeram Brutality ou Disincarnate.
Apesar de ser apenas mais um genero é algo que se visto de uma forma mais aprofundada vai buscar influencias a muito lado alguns até estranhos como a componente ecologica de uns Gojira,mas nos ultimos anos tem se notado a ligação mais ao Core coisa que apesar de nova já tinha sido feita por Catastrophic aqui há uns anos no meio deste "novo" universo poucas bandas conseguem ter o efeito cativante que é necessario para os fazer explodir,e poucos fogem a regra no geral talvez apenas escapem uns JFAC mas mesmo assim nem esses me atiraram ao chão.
Mas vamos ao que interessa a musica destes Omega Red.
Formados por 4 jovens musicos que parecem já ter muitos anos de estrada tal não é a brilhante capacidade que mostram neste primeiro ep.
Já foi lançado a cerca de um ano,mas acho que merece uma atenção especial dentro do genero isto se gostarem de DM a maneira antiga vinda das terras quentes da Florida.
Não são mais uma banda de DC por isso não estejam já a torcer o nariz,são uma banda que pega naquilo que de melhor foi feito pela bandas que tiveram o seu auge aqui há dez/quinze anos atras e renovam um pouco o som adicionam-lhe um certo poder mais actual e mandam cá para fora um conjunto de 5 temas que são uma tareia brutal.
Desde passagens mais calmas apoiadas na distorção das guitarras até autenticos murros na tromba que lembram o que de melhor foi feito por uns Cannibal Corpse ou Aborted aqui ouve-se isso tudo e muito mais.
Tecnicamente são muito bons com os temas a deambularem pelo universo de Disincarnate e Suffocation,por vezes quase a roçar a insanidade de uns Nasum e com algumas passagens que lembram Slayer é uma das ideias que fica na cabeça.
Epah pouco existe mais a acrescentar a não ser que actualmente são uma das minhas bandas favoritas dentro do DM mais moderno(NÃO É CORE ATENÇÃO) e para primeira amostra abre o apetite para o album que por ai vem este ano.
Merecem uma escuta que isto é brutal e já agora era uma excelente banda para um Caos ou SWR.
Uma tareia das grandes..
http://rapidshare.com/files/104638018/O_R_-_A_R_B_O_H_2006_mediapOrtal.ru.zip.html

Hate Eternal-Fury And The Flames



Ok o passado do Erik fala por si e o que a banda tem feito até agora tambem,mas será motivo de tanta euforia este album?
Na minha opinião não me parece é a continuação logica do I Monarch e acrescenta-se algo pergunto?
Simples e directo respondo não.
È certo que o album é de qualidade superior bem tocado extremo e brutal,mas que há aqui que o diferencia dos anteriores?
Pouco ou nada.
O inicio é prometedor mas depois com o desenrolar das coisas embrulham-se numa espiral de violencia sonora quase sem sentido,quase parece feito naquela.
Tenho lido que é um album sentido,mas em que sentido?
Parece que a banda se encontra aborrecida com tudo e com todos e ainda nos mandam com esse aborrecimento para cima o mal é que isto ja nos mandaram para cima 3 vezes para que mais uma.
Numa altura em que ou se inova ou se estagna Hate Eternal preferiram o segundo caminho é pena porque a banda é boa e são todos eles excelentes musicos então aqui o puto encarregue dos blasts puta que pariu.
È apenas um desperdicio de brutalidade tocada a velocidade da luz e nal qual os temas pouco se diferenciam entre si o que só por isso torna as coisas extremamente monotonas e aborrecidas e até mesmo os solos apesar de porreiros parecem ter sido encaixados á força no meio disto.
Sinceramente podiam fazer algo muito melhor e mais interessante porque a velha historia do "quanto mais rapido melhor" hoje em dia já não faz sentido se não se trabalhar essa rapidez não no sentido tecnico é claro que isso aqui não está em causa.
E para ouvir albuns assim prefiro ouvir um Legion,algo antigo de Malevolent Creation,Cannibal Corpse e outros que tal algumas bandas polacas ou até mesmo um dos anteriores albuns da banda.
Mas mesmo assim ainda se encontram bons temas aqui como por exemplo o Hell Envenom,Tombeau (Le Tombeau De La Fureur et Des Flames) ou o Fury Within e pouco mais acaba por faltar um pouco aquele feeling do passado e aquela capacidade de surpreender um pouco.
Sinceramente esperava algo um pouco melhor e se fosse lançado por outra banda isto passaria perfeitamente ao lado de todos demasiado previsivel e pior cansativo.
Myspace
http://rapidshare.com/files/90097245/Hate_Eternal-08-by-Akhylys.rar
PASS:bunalti.com

Angelcorpse - Of Lucifer And Lightning


Pois é eles voltaram Cool
Uma das minhas bandas preferidas de Death Metal estão de volta com um petardo brutal.
E que há a dizer?
Primeiro estão um pouco mais lentos se é que isto se pode considerar lento.
E a influencia de Morbid Angel é mais uma vez obvia tanto a nivel da bateria como nos solos e é bom isto?ou é mais uma copia manhosa?
Bem manhoso não é de certeza e copia não direi talvez uma influencia como em tantas bandas hoje em dia,mas feita com um toque especial a la Angelcorpse.
Mas o que salta a vista mais uma vez é o poder vocal do Pete,talvez um dos melhores vocalistas de DM de sempre na minha opinião,a voz do homem cospe raiva e odio em todas as palavras de uma maneira sobrenatural e é preceptivel coisa que poucos conseguem fazer dentro do estilo e isso para mim é magico.
Não é nenhum The Inexorable ou Exterminate é certo mas para regresso depois de "quase uma decada" a coisa funciona em pleno e poderosa.
O album em vez da rapidez brutal investe mais na obscuridade sonora dos temas um pouco na linha de uns Immolation antigos.
Para mim está encontrado o melhor album de Death Metal até agora este ano e feito da maneira como eu gosto dentro deste estilo de musica,poderoso,obscuro e anti cristão e versatil faz mexer o corpo mas mantem a mente ocupada... terrorismo sonoro no seu melhor.
Destaco "Saints of Blasphemy" ou não fossem eles uns mestres nessa arte de blasfemar contra a religião cristã,"Thrall" e a poderosa "Shining One (Rex Luciferi)".
Fantastico regresso para ouvir bem alto.

Nile - Ithyphallic


Quem não conhecer a historia e a discografia da banda,tem aqui um bom album de Death-Metal para ouvir agora os outros....
Bem é inegavel que Nile são actualmente uma das bandas mais carismaticas e inovadoras do estilo,porque ajudaram a revitalizar um pouco o som para as "massas",se bem que muitas dessas influencias meio arabes que conseguem captar já outras bandas o tinham feito,talvez não no sentido brutal caracteristico dos americanos mas pronto,a ideia já andava por ai.
Agora sobre o Ithyphallic pouco há a dizer continuam na mesma senda do "...wicked",tocado no extremo,brutal e pesadão.
Mas apesar de achar o album interessante falta ali alguma coisa,demasiados temas tocados a velocidade da luz,poucas ideias e muitos temas para encher.
O album pisca um pouco o olho ao passado é certo,mas soa tudo muito dejá vu,só espero é que não estagnem tambem é complicado renovar e depois reenovar novamente um estilo.
Algo que penso que funcionaria bem seriam uns samples adicionados as musicas,como já fizeram no passado,é que o album soa demasiado crú e directo e muito naquela.
Acho que neste album se repetem um bocado,os temas dão a ideia ser muito semelhantes entre si e muito Death.
Falta aquela coisa tipo pequeno filme sonoro que nos conseguia transportar para o Egipto antigo e enrolar no meio de linho dos pés a cabeça....apenas o "The infinty of Stone" soa a pouco.
E isso raramente acontece tirando umas parte ou outra para logo a seguir sermos novamente bombardeados por uma enxurrada de blast e riffs.
Gosto bastante do "Eat of the Dead" que confirma a ideia que tinha dele quando ouvi o sample,foge a regra dos temas até aqui,tem um riff de guitarra bem arrastdo e hipnotico fascinante do inicio ao fim e depois quando a voz do Karl entra ai sim somos atirados para dentro de uma camara funebre qualquer de uma piramide.
Pena os restantes temas não tenham a mesma qualidade deste.
Sobre os outros a rapidez do "Language..." tambem está porreira e tambem sobressai um pouco em comparação com os restantes.
Para o final e como se previa o habitual epico "Even the Gods..." não acrescenta nada ao que já fizeram e já fizeram muito melhor que isto,mas ouve muito bem.
E de uma coisa tenho quase ou mesmo a certeza,os Nile decidamente não são uma banda para se ficarem por temas de 3/4 minutos é que as coisas resultam muito melhor quando criam temas longos epicos e brutais,talvez por isso goste mais do "Eat" e do "Even" e os outros temas me passem um pouco ao lado,apesar do tema inicial prometer bastante,depois...é tipo mumificação retira,retira até o corpo fica seco..
Fica uma ideia para um album futuro,que tal 4/5 temas de 10 minutos?
Acho que se tal acontece-se poderia ser criada uma obra-prima do genero.
Até lá ouve-se um pouco naquela...e para mim ficou um pouco aquem das expectivas que tinha deste album,mas como já disse para quem quiser ouvir bom DM hoje e diferente do habitual,é um album interessante para comecar.
Eu vou continuar agarrado ao poder do "In Their Darkened Shrines" e para levar com areia nos olhos o "Annihilation of the Wicked".

Behemoth-The Apostasy


Quando ouvi o album a primeira reação foi tipo ...Neutral .
Mas as coisas criadas pelo Nergal e companhia geralmente têm algo escondido e pensei para mim "isto não pode ser assim tão simples,ou será mesmo?",resolvi dar mais umas oportunidades ao album,ainda mais depois de todos os comentarios feitos, tentei encontrar a razão pela qual todos ou practicamente todos dizem que isto tá "muito bom".
E seguei a seguinte conclusão:
Primeiro o album soa-me mais directo e brutal não tão cru como o Satanica ou o Thelema,que para mim continuam a ser os melhores desta nova fase pos BM,segue o mesmo caminho do Demigod mas têm algumas coisas bastante mais interessantes que este ultimo.
Passo a explicar a voz do Nergal(já aqui o escrevi)deixou de ter aqueles efeitos que não curtia mesmo nada dentro da sonoridade do Demigod(e não só) e acho que para este som que fazem actualmente este deve ser o tipo de voz a utilizar..brutal e directa.
E a nivel instrumental está no ponto.
Segundo melhoraram bastante aquele clima epico caracteristico da banda,não é original é certo bandas como Nile faze-no muito melhor mas nota-se que existem ideias bem conseguidas como o que se ouve no At the Left Hand ov God,talvez um dos melhores temas que se ouvem por aqui.
E por falar em Nile a sonoridade de Behemoth actualmente é muito inspirada nos americanos basta ouvir o Kriegsphilosophie,que podia perfeitamente ter sido feito pelo Karl ou o Prometherion.
Mas não só acho que se podem encontrar outras influencias mais escondidas do Death norte americano ou até mesmo de bandas pesadas como Nevermore como no tema Arcana Hereticae (ou nos muitos solos que por aqui se ouvem) diferente de tudo do que se foi ouvido até aqui e talvez a surpresa sonora do album.
No geral pode-se dizer que este album é um hibrido sonoro de Nile e Nevermore com o toque especial dos polacos,a mim parece-me a frase que melhor define estes 11 temas redefiniram um pouco a sonoridade e conseguiram criar algo interessante e actual dentro do estilo.
A medida que o vou ouvindo mais vezes mais estou a gostar.
Behemoth são uma boa banda com excelentes musicos isso é inegavel,estou curioso para ler as letras(geralmente são excelentes).
Com este album aproximam-se da minha banda polaca favorita,mas destronar Vesania é complicado,ainda mais estando eles tambem a rebentar com o novo este ano ao que parece.
È mais um bom album lançado este ano,que está a ser algo estranho com tanto bom lançamento,não só a nivel de alguns regressos,como de coisas novas como o confirmar de estatutos de bandas antigas como é o caso deste The Apostasy.

AntaeuS-Blood Libels


Com tanta coisa que por aqui se têm lido acerca de alguns albuns de Black Metal,que na minha opinião não passam de tiros de polvora seca,acho incrivel esta bomba ter passado ao lado de vós.
Mas uma facada destes senhores franceses na cara do barbudo que está lá no alto.
Uma banda que para mim têm um certo misticismo,e uma especie de atração negra desde que ouvi pela primeira vez o CYFAWS,continuou com o DPE e atingue o auge com este fantastico e brutalmente doentio album.
Aqui deixou-se de ouvir aquele poder demolidor a lá Incantation,para passar a algo mais frio e completamente cortante(ouçam as guitarras),gelido por vezes que com uns toques de industrial dão uma aura completamente doentia aos 8 temas que se ouvem por aqui.
Outro destaque é a bateria verdadeiramente diabolica e por vezes com uma sonoridade quase ritualistica ex:words as weapons,incrivelmente rapida e potente.
Já a voz do MkM continua arrasadora,carregada de odio profundo como até aqui,e na minha opinião este é o melhor despenho do homem(ou será Demonio?)feito até hoje...arrepiante.
Uma banda de culto sem duvida e um dos grandes nomes mundiais dentro genero,senão o maior actualmente, para mim é de certeza e este album vem confirmar isso.
Brilhante,doentio,negro,caotico uma escuridão sonora mas com uma intensidade demoniaca.
O melhor album de Black Metal que ouvi este ano até agora.