THOU-Summit


Costuma-se dizer que o terceiro album é um barometro onde se separam as boas bandas....das outras bandas boas e pelo que se ouve aqui, se é ainda restavam duvidas acerca da qualidade de THOU, este Summit tem tudo para se tornar numa especie altar para todos aqueles que gostam desta versão atualizada do Sludge.
Quando se libertam os primeiros acordes da By Endurance We Conquer sente-se uma tranquilidade refrescante no ar, mas passado uns segundos quando a bateria do Terry surge do nada, parecendo um comboio desgovernado a destruir tudo até embater na primeira frase berrada pelo Brian ("Waves crash down, unrelenting, unending.") é como se fossemos atirados para uma especie de lullaby morbido, e sendo assim só nos resta encostar a cabeça e deixar as coisas fluirem...
Está assim apresentado o novo trabalho da banda de Baton Rouge (Louisiana) e a partir daqui entramos num estranho mundo..mais agreste do que aquele que se ouvia no Tyrant e não tão groovydoom como aquele explorado no anterior Peasant, alias neste novo registo a banda acaba por se reedescobrir um pouco a si propria, como se fossem eles mesmo as suas influencias.
Os temas continuam bem lá em cima, mais, a mistura hibrida de Sludge|Post|Doom|Drone que eles criam hoje em dia não tem paralelo em mais nenhuma outra banda na minha opinião, o que só por si é mais que suficiente para os ouvir.
Uma das primeiras coisas que acabam por ser mais visiveis aqui é a melancolia de tonalidade ainda mais negra que o habitual.
O curto Summit Revisited dá a ideia que somos teletransportados para um daqueles funerais de NO onde se ouve Jazz/Blues..e estando no meio do album atua como um estranho balsamo de tom azulada e palida...
Esta adição de instrumentos (o violino e o piano são outros que se ouvem ao longo do album) acaba por dar uma musicalidade triste e funeraria aos temas, sendo que neste aspeto a Prometheus e a excelente Grissecon (esta é sem duvida uma das melhores musicas criadas por eles até hoje) são tocadas com uma ligeireza monstruosa dando a ideia que estamos suspensos e a ser consumidos..e se estas são o cortejo a "Voices In The Wilderness" é a camara ardente já que a parte final é quase uma liturgia..
Mas se o violino nos consegue tirar o ar, o que dizer dos riffs aqui presentes, mais uma vez a dupla de guitarristas consegue fazer um trabalho monumental, arrastado e hipnotico que nos atira para outra dimensão, o longo e sufocante embalar que se ouve na Another World Is Inevitable é apenas um exemplo de como os riffs de Black Sabbath podem ser degolados, enterrados para depois serem exumados e mostrados novamente com uma coroa de flores em cima deixando um cheiro nauseabundo suspenso ar...mas se o lado mais bruto soa assim, pelo outro lado as fragancias dedilhadas e mais planantes criam um autentico nó na garganta e quando se unem, são de uma beleza atroz.
A voz do Brian continua dentro do legado Sludge como até aqui, mas com as habituais incursões que quase o demonizam num vocalista de BM, mas sempre com aquele carisma que encaixa perfeito nos temas..
Pelo que sinto este é provavelmente o melhor album deles até hoje, conseguiram de novo captar aquela aura que me fez arrepiar quando ouvi pela primeira vez o Tyrant e que perderam um pouco no Peasant, mas que mostram aqui de novo e com resultados de uma morbidez assustadora...demasiado até, mas sem duvida é um daqueles albuns que nos acaba por tocar bem lá no fundo do nosso lado mais negro.
Será surpresa para muita gente, para outros nem tanto, mas para mim (e é isso que me interessa apenas) poucos albuns nos ultimos tempos me deixaram esgotado mentalmente desta forma....

Premonições: THOU part III





Em breve...

Gilead Media

THOU-Summit
By Endurance We Conquer
Grissecon
Prometheus
Another World is Inevitable
Voices In The Wilderness
Capa do album, edição em cd.
A versão em vinil da Southern Lord será diferente, o logo sofrerá um update, e terá um aspeto frontal como o usado no Peasant (logo + titulo).
Já a parte de trás será em tudo semelhante á usada na reedição do Tyrant e tambem na edição original da Level Plane do Peasant ou seja os titulos dentro de uma especie de brasão, será um destes em principio, se bem que o 1º da direita em baixo já foi usado no Tyrant.

Premonições: Dark Tribe


São na minha opinião uma das bandas mais fodidas atualmente dentro do BM e finalmente está na calha novo album:
"We have some really great news! Just in this moment we are mixing the new Dark Tribe album “Archaic Visons” in our shelter!!! We have the pleasure to have again Angel of Doom in the duty for this task. We have planned to finnish the mixing in the next 3 days. And Angel of Doom will of course also do the the final mastering. So its not that far away anymore."
http://www.blackhate.de/
Deixo aqui do anterior album....a balada "Crimson Storm"

Blaze of Perdition-Towards the Blaze of Perdition


Da Polonia nem sempre vêm bandas de DM, o movimento BM por lá tambem tem algum carisma e muita identidade e a juntar a MGLA,Kriegmaschine (talvez os nomes mais sonantes dentro do atual BM), surgem agora tambem Blaze of Perdition.
Conheci a banda no split In Void and Serpent the Spirit Is One partilhado com os russos (e excelentes) Pseudogod, razão pelo qual acabei por comprar o cd, mas estes BoP quando ouvi pela primeira vez notei que havia algo de especial, embora se nota-se que a banda necessitava de algumas limadas no seu som, mas tal como previ, a banda que junta varios elementos do Underground polaco acabou por não defraudar em nada, alias até acaba por surpreender bastante neste seu primeiro registo.
O BM que criam segue a corrente Ortodoxa do estilo, com pequenas incursões absolutamente deliciosas pelo passado grandioso da cena nordica.
Falar de OBM atualmente é quase falar em moda dentro da cena extrema, já que inumeras bandas tentam e tentam fazer algo que se torne numa especie de celebração diabolica, mas onde acaba por faltar sempre uma hostia ou uma epistola...enquanto noutras existe tanta liturgia que acaba por enjoar..
O equilibrio aqui presente entre a parte religiosa e a parte mais virada para o extremo é absolutamente deliciosa, ao escrever isto as coisas tambem não seguem os versiculos de uns DsO ou as abordagens doentias de uns Funeral Mist (por exemplo), aqui a procissão sonora percorres a envolvencia de uns Ondskapt dos tempos do Dodens com a crueldade de Malign ou DsO da primeira fase.
O som é cristalino e peganhento como sangue, maligno, e a partes mais melodias (quando surgem) são como uma degolação no meio desta missa negra, dando ainda mais enfase aos já excelentes temas, criando uma aura perfeita para aquilo que se pretende aqui.
O liricismo, mesmo com os versos divididos entre o polaco e o inglês tambem é outra coisa que acaba por resultar, alias as partes declamadas em polaco por vezes soam assustadoras...escutem bem a Misterium Kliffoth.
Na Kénôme que é um dos melhores momentos deste album ouve-se a dada altura Nothing Is Real Everthing is Permited, frase essa que acaba por definir o album em poucas palavras pelo menos naquilo que transmite quando o ouvimos.
Album frio, arrogante, anticristão, de digestão facil,é verdade mas que ao mesmo tempo provoca vomitos, enjoos, paranoia e que nos deixa bem evidente o testemunho pessoal e intrasmissivel que é obrigatorio numa banda com este tipo de sonoridade.
Uma coisa que achei curiosa aqui é existirem, não sei é se vêm do Sonneillon ou do Ashgan (que por vezes dividem as vozes) uma tonalidade vocal quase semelhante a usada pelo Fernando Ribeiro de Moonspell, se ouvirem o album escutem com atenção os primeiros minutos da Alchemy of Flesh...incluindo aquele brutal momento Emperor aos 40 ´s, que parte tudo....
Um album realmente muito interessante, já que a banda consegue fazer aquilo que por exemplo uns Ofermod ou Ondskapt não conseguiram nos seus ultimos trabalhos por aqui, que é nada mais que me fazer fechar os olhos e cerrar os punhos....
Obrigatorio e sem duvida alguma recomendado, sendo que para já este é sem duvida o melhor album de BM na vertente Ortodoxa que ouvi este ano!
Deixo aqui a Alchemy of Flesh e a Kénôme...
http://hotfile.com/dl/39554850/b2bcee4/blaze_of_perdition_-_2009_-_towards_the_blaze_of_perdition_.rar.html

Okkultokrati-No Light For Mass


Okkultokrati são um gang....um gang vindo de Oslo.
Depois do saboroso EP "Knarkskog" lançado no ano passado, surge agora o seu primeiro album para animar as hostes mais euforicas com a atual moda do Crust-Punk com ramificações no BM.
Primeiro não soam como os atuais Darkthrone nem nada que se pareca e ainda bem na minha opinião, mas a abordagem que este quarteto aqui mostra tem realmente um mau gosto delicioso acabando por ser ao mesmo tempo bastante cativante.
Como disse aquilo que aqui se ouve é um balde de lixo onde lá dentro se misturam a dureza do Crust com o Hardcore tocado num ambiente de BM, não tão Raw como pode fazer crer mas num clima completamente rockeiro.
Para além disto acaba por ser perfeitamente normal que um certo mau cheiro a Sludge mais rispido nos comece a fazer mexer as narinas...
Em menos de meia hora e com musicas que nem atinguem os 2,50 minutos a banda liderada pelo Black Qvisling consegue fazer tremer o chão, pegar nos cadaveres de uns Doom,Amebix,Venom e aplicar-lhes uns retoques meio Skitsystem dando origem a um Frankenstein bem engraçado.
Embora não seja muito a minha onda, gosto de algumas bandas que se inserem neste estilo e estes Okkultokrati cairam aqui que nem gingas!
Escutem a faixa que abre o album..
http://turbobit.net/yx2pdzn0eqa8.html

Premonições:Panopticon


Sairá este ano o 3 album de Panopticon, editado desta vez pela Flenser Recordings ao contrario do anterior que teve edição da Pagan Flames.
O album terá como titulo "..On the Subject of Mortality" e no myspace pode-se ouvir já um curto sample do album.
http://www.myspace.com/panopticonation
Já agora a mesma editora prepara-se para reeditar o hard to find album homonimo que finalmente espero arranjar já que é o meu preferido da banda.
Outro ponto mas com ligação ao Lundr a mesma editora será tambem a responsavel pelo primeiro album de Seidr, que aguardo com alguma expectativa já que a demo do ano passado (e que falei aqui há tempos) encheu-me as medidas...

Premonições:Zoroaster


BV PREMIERE: Zoroaster - "Black Hole" from Matador by BVBBG
Zoroaster novo album e nova musica...algumas mudanças de som pelo que dá a entender.

Premonições: THOU part II


Mais novidades acerca do proximo album de THOU.
Summit é o titulo como já aqui foi referido á uns tempos atrás e será editado no proximo mês atraves da Gilead Media em formato cd e a edição em vinil terá cunho da Southern Lord.
O album terá esta lista (em principio):
By Endurance We Conquer
Grissecon
Prometheus
Another World is Inevitable
Antes do aguardado album (falo por mim) sairá mais um split, desta vez com The City Is The Tower entitulado Dwell in the Darkness of Thought and Drink the Poison of Life.
A não perder de vista estes trabalhos de uma das mais interessantes bandas da atualidade.

Premonições: Blood Revolt


Os Blood Revolt são um novo projeto que junta nada mais nada menos que o Alan de Primordial, com o James Read (Revenge,Conqueror e dos brutos Kerasphorus) e o Chris Ross (Revenge, Axis of Advance)....
O album sairá em breve pela Profound Lore e podem escutar aqui já duas faixas desta mistela venenosa.
Um som que pega nos caracteristicos vocais do senhor Primordial pregando-os de seguinda numa sonoridade extremamente agressiva e tipicamente canadiana.
Isto promete na minha opinião pela primeira amostra...realmente muito fodidas estas faixas:
Blood Revolt-"Indoctrine"
Blood Revolt-"Year Zero"
Cliquem em guardar ou simplesmente ouçam...KILLERSTUFF!!!

Medicamentos


THOU|Black September-Thrive & Decay Split 7´

Nachtmystium-Addicts: Black Meddle Pt. 2


Nachtmystium são atualmente uma especie de banda bonitinha do movimento extremo norte-americano muito á custa da junção|união que a banda liderada pelo Blake teve nos ultimos anos, tanto na coragem em abordar uma nova tendencia dentro do USBM como na sua inteligencia em conseguir captar para si as ondas sonoras de musicos como o Sanford Parker ou o Wrest de Leviathan assim só para nomear os mais conhecidos.
Depois da muitissimo interessante primeira parte do "Black Meddle", lançada á coisa de 3 anos (já?) surge agora a segunda metade para esta especie de trabalho conceptual e onde a banda continua a sua marcha gloriosa por territórios algo retro-vanguardistas das sonoridades mais extremas.
Realmente uma das permissas para este album era aprofundar ainda mais o conceito musical iniciado no trabalho anterior e curiosamente ou talvez não o Blake e companhia atingem aqui uma especie e limbo que ofusca ligeiramente o que anteriormente criaram.
Primeiro a nivel melodico é algo que vai apanhar muito fã de surpresa e segundo pela propria estrutura das musicas que em alguns casos caiem no basico refrão/solo/refrão tipicamente Rock.
Mas fora isto existem aqui musicas que continuam a tremenda cacofonia deliciosamente perversa e tipica dos novos Nachtmystium como as "The End is Eternal" , "Blood Trance Fusion" ou a bruta "High On Hate".
Juntando isto tudo temos um daqueles albuns que em determinados dias poderá soar fantastico enquanto noutros um aborrecimento quase atroz, mas quem conseguir descobrir um meio termo entre estes dois tipos de estado mental provavelmente estará aqui nas suas sete quintas.
Aprofundando mais a nivel musical é mesmo impressionante os diversos pormenores que algumas musicas contem sendo que as irritantes e viciantes "Ruined Life Continuum" ou a "Nighfall" são dos momentos mais altos aqui mostrados.
Embora a banda afirme que procurava aqui aquele feeling setentista por vezes o material aqui exposto aproxima-se de algumas bandas do movimento (preparem-se)....indie.
Talvez só irão apanham isto se ouvirem algumas dessas bandas, mas existem aqui autenticos momentos que quase poderiam estar num album de The Killers ou dos antigos Joy Division, por exemplo, sobre estes a batida da Nightfall é quase surreal.
Mas uma coisa é certa a forma usada pela banda não compromete em nada a tonalidade narcotica usada neste album, porque conseguem de uma forma quase natural dissolve-la no meio daquele jardim de papoilas e seringas sujas...
O som de bateria, que aqui tem o cunho do Jeff Whitehead ou Wrest, tambem me parece bastante interessante e talvez venham mesmo dele as "estranhas" influencias que falei em cima, mas o homem toca, toca mesmo muito tanto num registo mais extremo como numa vertente mais soft conseguindo obter resultados dignos para aquilo que o album representa, basta escutar com atenção logo as primeiras faixas do album.
Outro pormenor interessante é a forma como o Blake consegue encaixar a sua voz ao longo do album, quase não muda o tom mas tanto consegue aplicar as cordas vocais numa quase radio-friendly song como a "Nighfall" e de seguida aplicar a mesma dose numa cosmica "The End Is Eternal" ou na "Blood Transe Fusion" com resultados brihantes.
Atualmente a banda conta nas suas fileiras com dois elementos de Lord Mantis (que se preparam para regressar este ano, regresso esse que é bastante esperado por aqui) e pelo cada vez mais guru S. Parker, com um line-up destes adorava ver como soariam estas musicas ao vivo.
Em resumo, um bom album na linha do anterior com alguns destaques absolutamente focalizados na criatividade e com uma envolvencia tipicamente Nachtmystium, mas algo abaixo da obra-prima que foi o regresso de Twilight e de onde alguns musicos aqui presentes tambem dão um ar sufocante da sua graça mas com melhores resultados na minha opinião, mas mesmo assim nota bem acima da media...cuidado com os refrões que ficam cravados e a ecoar na cabeça..
http://www.mediafire.com/?3qkygjzm5j3
Fica aqui mais um momento indieblack ou whatever..

Admiral Angry-A Fire To Burn Down The World


Admiral Angry são quase um segredo do Underground norte-americano no que ás novas tendencias diz respeito e quem teve a oportunidade de ouvir o album "Buster" sabe bem que aquela capa toda arco-iris continha lá dentro uma dose de musica bem venenosa e do melhor que se pode ouvir dentro do atual desmembramento sonoro que percorre o Math-Sludge-Core ou algo do tipo.
Curiosamente esta banda tem ligações a um outro projeto tambem bastante interessante, neste caso os brutos Black Sheep Wall, já aqui falados a alguns meses largos (anos?) e que merecem tambem uma escuta da vossa parte.
Mas vamos voltar a Admiral Angry e ao ep "A Fire To Burn Down The World" com edição deste ano.
Aqui a banda continua a abanar os alicerces dos rotulos que mencionei mais em cima sendo que se notam aqui algumas curiosidades que acabam por encaixar bastante bem no som desta banda.
Para além de isto se apenas uma faixa (mas com quase meia hora de devaneios tanto vocais como instrumentais) a banda assenta amarras numa especie de enxurrada lamacenta digna de destaque e por vezes quase entrando em territorios marcadamente Khanate.
Estranho escrever aqui a banda do Dubin depois de ter falado de Math e Core, mas isto é mesmo uma quase mistura-remistura de Khanate com bandas tipo Converge, se conseguirem ter uma ideia mental deste estranho e dual pesadelo, então tem mais ou menos o universo Admiral Angry á vossa frente...
Um excelente ep na minha opinião mais lento e não tão virado para o som do baixo como aconteceu no primeiro album, mas muito mais dilacerante e profundo, e se gostam destas novas e odiadas tendencias da musica extrema atual tem aqui uma autentica bomba de efeito retardado para vos baralhar o cerebro.
Converge em slow-motion ou Khanate em modo bombadeiro ferrugento é aquilo que vos espera...tenham cuidado onde metem os pés e as mãos!
http://www.mediafire.com/?nnzem4jy4mm
Na falta de algo que contenha esta enorme faixa fica aqui do anterior album..

Medicamentos




Portal/Rites Of Thy Degringolade-The Sweyy-Our Dreadful Sphere, acho que esta edição é limitada a 400 copias...e mais uma para completar a discografia de Portal...agora falta apenas o ep "The End Mills" e a primeira demo...vai ser complicado, mas ás tantas...
Hawkwind Triad-Minsk,Harvestman,US Christmas...diretamente da Neurot este fantastico tributo a Hawkwind, pena o artwork da edição ser tão pobrezinho (nestas coisas sou bastante exigente e picuinhas), para o album que é merecia bem mais..
Burzum-Det Son Engang Var, edição em digipak que apanhei a um bom preço e que acabei por comprar, somente numa de colecionismo..

Medicamentos





Watain-Lawless Darkness, edição especial e limitada do album lançada pela Season of Mist que para além do album em digipak,trás mais algumas coisas...soberbo artwork tanto no exterior como no interior.
The Sarcophagus-Towards The Eternal Chaos, finalmente comprei este filha da puta de album..excelente BM com o K. de Shining na voz.
Melissa Auf Der Maur-Out Of Our Minds, versão digipak com duas faixas bonus...uma das minhas vozes femininas preferidas dentro do Rock.Este album é delicioso!Algumas participações especiais das quais destaco o Glenn Danzig..

Swallowed-Swallowed


Uma das minhas ultimas "descobertas pessoais" são os finlandeses Swallowed banda que ganhou o seu espaço nas minhas escutas diarias e que agora partilho aqui.
Este é o primeiro ep para esta banda e sinceramente acho que se está perante mais um daqueles casos que se forem bem aproveitados têm tudo para conseguirem o seu espaço dentro do genero.
São 3 faixas de Death-Doom á boa maneira antiga, mas com um amargo arrastamento sonoro que os separa das demais bandas no qual as partes vocais são um misto de agonia e esfaqueamento á maneira do SuicidalBM e que torna a banda numa autentica exumação sonora realmente bem conseguida.
Apenas peca pela curta duração deste trabalho, mais ou menos 15 minutos, mas tempo mais que suficiente para sermos sugados para dentro deste autentico buraco negro finlandês.
A ouvir, sendo que os considero já como uma das melhores bandas de DM (do lado mais underground) que ouvi este ano e a musica The Dying Misted In The Bloodstream uma das mais envolventes do estilo que ouvi nos ultimos meses...
http://www.myspace.com/swalloweddeath
http://www.megaupload.com/?d=DJ0CS4J8

Slow Southern Steel Doc


SSS....The South is fucking raw!
Giganticmassiveriffthatsteponyoutheallnight...

Morowe-Piekło.Labirynty.Diabły


Confesso que aquilo deixou curioso e me fez ouvir este primeiro album dos polacos Morowe foram as influencias que supostamente estão por detrás desta banda.
Não que isto seja mais um daqueles super-projetos que vão abundando por ai, mas sim devido aos devaneios de inspiração musical que o trio Nihil, Hans e BaronVonB aqui mostram.
Musicalmente isto é mais uma daquelas bandas de avant-garde extremo vindas do leste europeu que pegam na sonoridade bruta do DM polaco e a embrulham com bizarras influencias vindas do norte da Europa, sendo que neste caso os nomes Arcturus,VBE ou Dodheimsgard são talvez os mais fortes no que concerne á influencia direta.
Os temas aqui contidos são bem estruturados e mostram que a banda sabe bem os terrenos que pisa e aquilo que quer, é certo que não inovam nem se está perante um album que mudará alguma coisa na musica extrema, mas aquilo que Morowe oferece é acima da media.
Depois de escrever isto não pensem já nuns Vesania ou nos austriacos Amestigon ou Abigor (por exemplo), apesar do album viajar e pegar nalguns momentos similares com essas bandas não é isso que se trata aqui.
O album vive numa especie limbo de Post-Black-Death de contornos vanguardistas que requer alguma atenção.
Existem aqui musicas muitissimo interessantes como a "Komenda" que vive bastante da paranoia de uns DHG, mas se por um lado existem momentos assim, noutros assistimos ao deambular de riffs que bem poderiam estar num album de Loits....isto se fosse vocalizado por um Nergal mais primitivo, confirmem na "Tylko piekło, labirynty i diabły" ou a "Wężowa korona".
Os temas são todos berrados em polaco o que não permite em nada compreender aquilo que o Nihil manda cá para fora, mas presumo que a tematica seja a recorrente dentro deste genero de musica.
Enfim um album que poderá agradar tanto a fans de DM polaco como a fans das vertentes mais á frente da musica extrema, por aqui tem rodado com alguma regularidade, se ficaram tentados depois destas linhas peguem nestes Morowe e escutem aquilo que aqui mostram porque na minha opinião é bastante interessante.
http://hotfile.com/dl/47671790/5e00fd7/M_10_PLD.rar.html

Medicamentos


Vomitor-Devil´s Poison

Castevet-Mounds of Ash


Prestem muita atenção a estes Castevet.
Aparentemente surgidos do nada e com o cunho da Profound Lore esta banda americana tem aqui um dos registos mais interessantes saidos nos ultimos tempos da nova vaga de BM americano.
Mais uma vinda do movimento Cascadiano, não que tenham raizes propriamente nesses locais já que Castevet vêm do outro lado do pais mais concretamente de Nova Iorque, mas a parte ideologica parece ter alguns pontos em comum com o movimento...
A banda inspira-se nos movimentos vulcanicos vs gelo de bandas como Panopticon,WITTR,Krallice (o album é mesmo produzido pelo Colin Marston) e afins, mas o que difere aqui é uma curiosa inspiração extrema que parece vinda de bandas extremas canadianas (pelo menos a nivel de rotação e voz em alguns momentos), e algumas do atual movimento mais vanguardista europeu do BM como Altar of Plagues e porque não de alguns registos mathcore..neste ponto não se assustem já, mas aquele baterista...escutem-no bem.
Junta-se tudo, mexe-se e obtem-se então Castevet, curiosamente album tem pouco mais de meia hora, tempo mais que suficiente para remisturar toda esta salganhada de influencias e onde somos teletransportados e largados á deriva no meio de um lago coberto de nevoeiro.
Riffs gelados, atuais e completamente retromindfuck têm um papel preponderante no autentico devaneio sonoro que aqui se ouve, não se trata de dissoncias nem nada que se pareca, alias muito pelo contrario, mas contêm um ambiente deliciosamente cativante e fresco quase inspirador que transforma a escuta num momento daqueles que nos fazem ficar estáticos a tentar decifrar cada nota que sai das colunas.
Escutem bem os sete minutos da ultima faixa "Harvester" e ouçam se aquilo não se parece com uns DarkThrone dos tempos mais florestais a tocar musicas dos Enslaved atuais ou algo assim, dois mundos quase opostos mas com uma estranha ligação entre eles...ou então na magnifica "Stones" que anda pelo meio..
E como perolas deste tipo existem muitas mais por aqui, basta encontra-las.
Curiosamente ou não este album tem tudo para adicionar Castevet ao lote das cada vez mais surpreendes bandas extremas norte-americanas, mesmo não usando o universo á volta do Sanford Parker nem estando situada no norte da california até ao Artico conseguem mostrar neste album que valem bem uma escuta/descoberta, isto se gostam do chamado Cascadian BM ou apenas de boa musica extrema atual..
E depois do autentico fail que foi Ludicra, da atual super apo$ta em Agalloch...e do atraso com Mitochondrion (este está a aborrecer-me bastante) a PLR continua a dar cartas no lado mais profundo da musica...ao menos isso.
Recomendado.
http://www.megaupload.com/?d=WFLK9TV4

Watain-Entrevista

Deixo aqui uma entrevista dividida em 4 partes bem interessante feita por dois jornalistas da Imhotep (Paul Kearns e o Roy Kristensen) ao Erik de Watain na mitica sala de ensaio da banda (The Lair)...
Na primeira fala-se disso mesmo, do crescente sucesso, do Reinkaos de Dissection e do album anterior..

Na segunda parte é a conversa entra na "cena" do BM e aquilo que o Lawless Darkness representa ou representará no BM...

Terceira parte é dedicado á parte lirica...as letras que foram sempre algo muito bem conseguido pela banda na minha opinião..

Quarta e ultima parte é dedicada a influencia do Carl McCoy e mais umas coisas...

Bem, entretenham-se com isto um bocado se gostam da banda, se acharam o album deles um classico ou simplesmente pela curiosidade acerca daquilo que move uma das melhores bandas da atualidade.

Harvestman,U.S. Christmas,Minsk-Hawkwind Triad


Recebi á tempos um mail da Neurot a anunciar este album, ou melhor este tributo aos pioneiros do space-rock Hawkwind.
Nele participam três bandas, Minsk, Harvestman do SVT de Neurosis e USX...
Bem, podia ser apenas mais um tributo mas se conhecerem algo da banda em causa e juntarem estes nomes certamente ficarão como eu, e não dirão ok isto é não pode ser apenas mais um tributo.
E não é mesmo...
Os 3 nomes pegam em algumas musicas da banda britanica e dão-lhe um tratamento não de choque mas conseguem transforma-las em autenticos epicos...
Geniais é o minimo que se pode escrever das covers aqui mostradas, sendo que algumas delas chegam mesmo a tocar o infinito...ou não se estivesse a tocar temas dos cosmicos Hawkwind.
È tambem verdade que são uma referencia maxima e bem evidente para uns Minsk ao longo dos ultimos registos (por exemplo), mas foda-se escutem-me a "7x7" a "Assault and Battery/The Golden Void" e depois digam alguma coisa...no caso de Harvestman o SVT transforma o seu "alter-ego" musical numa especie de HarvestHawkOsis que chega a arrepiar, se me conseguem entender...já os US Christmas rockam aqui de uma forma brutal...
Epah nem escrevo mais nada, saquem mas é esta spacerockneuromindtrip e desfrutem-na ao maximo...é apenas que isso que se pede aqui.
Bastou uma escuta para ficar completamente boquiaberto, dois escutas para considerar isto um dos discos do ano (apesar de ser um tributo) e nem precisei de muito para o mandar vir...já sabia que isto ia ser assim...genial.
Obrigatorio!
http://www.mediafire.com/?whzwwzhmzmn

The Funeral Pyre-Vultures at Dawn

(Antes de mais cliquem no video em baixo antes de começar a ler...se é que alguem lê isto)
Quando se ouvem os primeiros acordes do novo album dos norte americanos The Funeral Pyre fica-se com uma sensação que se está a comecar a ouvir uma daquelas bandas de musica extrema satanica (vou evitar usar o termo BM para não ferir os puristas senão ainda recebo mais um hatemail todo fofinho) e a primeira descarga de veneno que dá pelo nome de "Vultures" apenas o confirma de uma forma bem forte.
Já os sigo á uns tempos e desde já digo que são uma boa banda e na minha opinião este album ainda os vai relançar mais, isto se não forem postos de lado devido a estupida tendencia de julgar as bandas atraves do estilo onde estão associados ao inves de serem escutadas com ouvidos de ouvir.
Mas seguindo, como afirmei este album é realmente mais uma das boas surpresas lancadas este ano e se este material fosse editado por uma qualquer banda vinda da cena francesa (por exemplo) estaria agora a ser louvado como se não houvesse amanha.
Primeiro ponto o som mais melodico/extremo do passado ganha aqui uma nova face, mais gelida e mais dedicada a dissonancia, não que se tenham tornado num daqueles nomes que costumo aqui falar, nada disso, apenas conseguem reconstruir o seu som tornando-o mais duro, negro e envolvente.
Um bom exemplo disso é uma musica como a tempestuosa "Monolith" que quase parece uma daquelas bandas de musica extrema de contornos religiosos...se os conhecem se calhar a esta altura estarão a pensar "wtf"..pois pensem bem nisso porque quando ouvirem o album ou vão odiar ou adorar.
Pessoalmente arrisco a ir pela segunda opção já que o que aqui se ouve é realmente muito bom e mesmo com estas aparentes mudanças a banda continua a destilar odio atraves dos instrumentos e da voz do John Strachan como nunca..sentirão é talvez um pouco falta dos ambientes mais pomposos do passado e que aqui quase não existem.
Mas se isto morre, fica-se (e é de realçar mesmo) a ganhar nos excelentes jogos de guitarra aqui presentes, por vezes dando mesmo a ideia que se está a ouvir uma daquelas boas bandas de Extreme Metal que sabem jogar com os temas...existem aqui partes que até me fazem lembrar uns Red Harvest (?!).
Musicas como as que falei ou a "Personal Exile" passariam mas tipo na boa num qualquer jogo do ouve isto e diz-me se gostas? a qualquer adepto de musica extrema que não pode ouvir a palavra metalc...
Bem nem digo mais nada a não ser que isto é mais uma excelente proposta saida este ano...algo surpreendente mesmo, mas no meio de todas estas mudanças nada me soa a falso...apenas é o passo seguinte para The Funeral Pyre...e quiçá talvez o mais logico.
Bastante recomendado.
Ah e já agora o artwork foi criado pelo Justin Barlett...
http://www.mediafire.com/?fo2onzjmnym

Premonições:Mitochondrion Part II



Enquanto não chega o novo album (está dificil e com alguns problemas pelo meio ao que parece) deixo aqui uma faixa nova ("Trials"), gravada este ano durante um dos seus ultimos concertos.
Excelente e aquilo parece prometer...

Ensaios Clinicos: Sun For Miles-Demo 2010


Banda completamente desconhecida e que agora entra num 3split com Echoes Of Yul e Guantanamo Party Program.
Um amigo falou-me desta banda e esta demo foi o meu primeiro contato com Sun For Miles, e sinceramente gostei bastante daquilo que esta dupla vinda de Nova Iorque cria.
È uma sonoridade um pouco derivativa do Post-Rock mais agreste, sem direito a voz e onde se deixam os instrumentos falar por si, criando autenticos momentos de contemplação e relaxamento sonoro daquele tipicamente YONL,Pelican e bandas similares...
Se gostam desta onda tem aqui uma excelente proposta, poderá soar a mais do mesmo mas as coisas aqui estão realmente bem feitas..ora escutem a "Barb of Sorrow"..
http://www.myspace.com/sfmdoom
http://www.mediafire.com/?enwm5t1qwqo

Medicamentos




Acabados de chegar...
Dark Castle-Spirited Migration, digipak
Glorior Belli-Meet vs At The Sovthern Sign
Coffinworm-When All Became None

Watain-Lawless Darkness


"Dance! Dance! In twisting, white-eyed trance,Let us praise the flowering darkness"
Estes versos resumem mais ou menos aquilo que se ouve no novo album dos suecos Watain, banda que tem vindo a cimentar cada vez mais um autentico culto dentro do atual BM.
Mesmo sendo aparentemente estranho conseguirem ter respeito dos dois lados da barricada (coisa rara dentro do estilo), mas tanto o lado mais diehard como do lado que entra mais no mainstream os mencionam como uma das melhores e mais poderosas bandas de musica extrema atualmente.
As coisas mudaram bastante desde que o Sworn To The Dark foi editado, e mesmo com as ajudas (algumas quase fanboys) de alguns media por esse mundo fora a tripla sueca, conseguiu trilhar um caminho espinhoso e sangrento digno de respeito.
Se o Casus Luciferi é unanime no que concerne á parte dos albuns classicos do novo milenio, o STTD apenas veio enfiar um murro na cara de todos aqueles que ainda os viam como uma banda que prestava um culto fanatico aos grandes Dissection e duvidavam das suas intenções de criar BM malefico mas ás vezes tão perigosamente mainstream...
E se no STTD se sentiu isso, preparem-se que o novo Lawless Darkness vai ainda tornar as coisas mais perigosas..
Numa entrevista recente o Erik afirmou que um dos albuns que mais ouviu na vida foi o Master of Puppets e todos sabemos aquilo que coisas como o Storm of Light´s Bane ou o DMDS criaram na sua cabeça...
Pois bem pode parecer estranho, mas se conseguirem misturar aquelas três peças intemporais e se juntarem aquele sentimento épico de Bathory, então sim podem ver aquilo que o Lawless Darkness trás dentro.
Estranho ou não vou comecar pelo instrumental que dá o titulo ao album, escutem com atenção e vejam se aquilo não poderia ser uma jam session criada pelos velhos Metallica com o Euronymous...e não, não estou a brincar.
Este é tambem o album mais melodico e mais aberto no que diz respeito ás linhas de guitarra, e aqui na minha opinião as coisas por vezes funcionam mas noutras nem por isso, explico.
Se por um lado temos aqui temas onde a guitarra parece falar como a magnifica,excelente, lindissima Waters of Ain (o inicio é um tributo total a Dissection, alias o tema parece ser uma homenagem) ou na Total Funeral (refrão totalmente Mayhem), existem outras que se nota mais a perda daquela "escuridão sonora" tão caracteristica da banda.
Na minha opinião, falta aqui uma negritude total e ao invés disso abre-se antes caminho para o Metal mais basico.
Não que isto seja mau, porque bem vistas as coisas assim a escuta do album torna-se bem mais facil para muita gente, mas muitos fans mais antigos vão sentir isto de uma forma mais presente que outros.
Mas se não existe este aparentemente sufocamento antigo, os temas aqui ganham um poder estranhamente invulgar, rispido, duro e epico....mais, existem aqui linhas que vão deixar por exemplo uns Immortal roidos de inveja e a pensar como é que eles fizeram isto, porque estes andam á anos a tentar criar albuns baseados em algumas das formulas aqui exploradas, sem nunca o conseguirem...digamos com este impacto.
Por outras palavras um verdadeiro album de Metal, sim porque isto não é mais que Metal no sentido mais puro e que se atreve a homenagear tanto o passado como o presente, embora seja sempre o lado mais demoniaco a ficar por cima.
Desta forma seria impossivel ouvir uma faixa como a mortal "Reaping Death" e depois sentir uma brisa algo hibrida e meio 80´s na "Malfeitor" ou a já mencionada Waters of Ain e é aqui que acaba por residir uma das belezas deste album.
Existe equilibrio entre a melodia e a brutalidade, carisma, honestidade naquilo que se mostra, embora ligeiramente diferente daquilo que fizeram até aqui e sem duvida algo arriscado, mas com cabeça tronco e membros para ser julgado de cabeça erguida e sem receio.
Já disse algumas vezes que este album tinha/tem tudo para ser visto como o Storm of Light´s Bane do novo milenio, só é pena existir aqui a Four Thrones ,se tivesse uns teclados passava por um tema banal de Dimmu Borgir e na Wolves Curse, não gostei daquele inicio (quando ouvi a primeira vez aqueles primeiros 30 segundos iniciais, pensei foda-se será que o vizinho está a ouvir Moonspell?!).
Mas fora isto anda perto desse album mitico, não o atinge (pelo menos ainda), mas consegue provocar-lhe umas pequenas arranhadelas...
Sem duvida um marco dentro do BM este ano, goste-se ou não da abordagem que Watain faz á musica extrema e que não deve passar ao lado de nenhum fan de musica extrema, porque vale realmente cada adjetivo que tem sido usado para o louvar.
Essencial.