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GHXST


GHXST!!!!!

Wallower - Vanishing in Bloom (ep)


Fantastico registo para ser odiado!!!
Oh desculpem a ironia inicial mas ouçam o que estes rapazes de Las Vegas criam neste seu primeiro registo (creio)...isto não é mais que uma mescla de hipster extremo que vai de Converge a Deafheaven/Liturgy, por vezes fazem lembrar tambem os australianos Nontinuum...basicamente são estas as principais influencias, onde se adiciona depois uma deliciosa camada sonora por vezes proxima do shoegaze/indie que acaba por resultar bastante bem na minha opinião.
Apesar da aparencia algo crua da capa é puro engano e o som é bastante melodioso e cativante para aquilo que se vai fazendo no genero atualmente...destaque para alguns riffs lá pelo meio e a forma como usam a dissonancia ( conferir a "Dispel" ) e apesar de ser um ep curto acaba por ter o resultado pretendido para uma banda que talvez se torne num dos nomes a ter em conta dentro das sonoridades da moda para este ano...


Wildnorthe - Wildnorthe

New band from Portugal...if you like Chelsea Wolfe and stuff like that please check them...


Nontinuum-Unwanted: The Songs From 2010​-​2013


Isto é só a prova de Nontinuum são muito provavelmente um dos poucos projetos que consegue unir o todo o universo do Post e criar algo imenso!!
O album anterior foi dos melhores do ano passado para mas este material aqui contido mesmo ainda incompleto e não final...é qualquer coisa de extraordinario mesmo!!
Cliquem em play ou saquem enquanto isto estiver online que é das melhores coisinhas que por ai andam na minha opinião.
3 years, 13 tracks, 80+ minutes. Anxiety, marijuana and self-reflection.
Most of the songs contained on this release are incomplete, unmixed and unmastered. Each track contains a little back-story.
Any donations go towards making a full-length album with a band in a studio.
NOTE: This is not an official release and will only be available online for a short period of time.
credits
released 21 October 2013
All tracks recorded between 2010 and 2013.
Additional writing contribution from Henry Robinson.

Nameless Coyote-Devoured by the Swirling Night

Interessante mistura de shoegaze/black metal/post-rock deste projeto norte-americano (S.Francisco), onde em pouco mais de 20 minutos se entra numa estrondosa viagem que junta o sofrido lamento vocal do BM com espasmos sonoros dissonantes, originando uma viciante e hipnotica jornada por atmosferas bucolicas que nos remetem para uns Alcest, embora aqui Nameless Coyote acabe por soar um pouco mais extremo e na minha opinião um pouco mais interessante que a banda francesa.
Bastante bem desenvolvido de facil escuta e assimilação e perfeito para estas noites chuvosas..
Podem ouvir aqui:

Ou aqui: http://www.mediafire.com/?ue41830x6oob94v

Jesu - Jesu (Picture Disc Mix)



Self Titled Jesu album, remixed entirely for the LTD ED Picture Disc version (1000 copies), released in 2006. Alternative mix with quite significant differences to the original album mix; the concept was to remix it more 'cleanly', due to the original mix containing a lot of distortion. There are still clicks, etc in this mix though due to the nature of the original recording. Here, the album is now remastered in 2012, since the original Picture Disc master was intentionally mastered flat.

True Widow-As High As The Highest Heavens And From The Center To The Circumference Of The Earth


A musica como arte, ultrapassa todas as barreiras sejam elas extremas ou simplesmente mais "comuns", mais, quando essa forma de arte se envolve com a nossa vida ou prespetiva mundana nada mais se pede a não ser..deixar as coisas fluirem.
Serve esta introdução assim meio cliché, para definir de uma forma completa o espetacular segundo album dos texanos True Widow, banda formada por 3 musicos que parecem ter o toque de Midas na ponta dos dedos, isto a julgar no que se ouve nesta enormissima obra de arte musical.
Trata-se do segundo album (confesso que não ouvi ainda o primeiro), mas esta deliciosa proposta tornou-se num dos trabalhos mais tocantes que ouvi até hoje.
Talvez a sonoridade seja algo afastada de muitos dos que aqui caiem, mas se explorar-mos bem o ADN da banda talvez não seja assim tão distante daquilo que por vezes aqui se fala e mostra.
Com o esqueleto musical incorporado no Indie-Rock a banda consegue ganhar um bizarro músculo porque em vez se seguir o lado mais obvio deste movimento adiciona por cima dos temas estranhas camadas totalmente inspiradas no Sludge mais suave envolvendo-as de seguida com aquele eco sonoro a que vulgarmente se chama shoegaze, originando uma sonoridade que acaba por se tornar original.
Algo como se o ultimo album de Kylesa fosse tocado por uma banda saida da editora 4AD ou os Om ou Jesu se tivessem entretido a explorar á sua maneira bandas e musicos como The Angelic Process ou David Galas de uma forma mil vezes mais...vamos dizer relaxante.
Não sei se conseguem visualizar as coisas desta maneira mas é o que acho que se faz aqui, um absorvente e intenso trabalho que explora muita coisa diferente entre si mas com resultados brilhantes.
O peso de uma "Doomster" choca de frente com peças de uma beleza arrasadora como são o caso da "Skull Eyes" ou "NH", mas se por um lado temos este jogo de musicalidade quase oposta o que dizer ao que se ouve na "Night Witches" onde se trás de volta o legado de uns Sonic Youth.
È nestes pequenos pormenores que o album ganha muito e a propria banda sabe bem o lamaçal que está a pisar e os caminhos que está a seguir porque a forma como encaixam o puzzle aqui dá origem a uma estranha magia com muito misticismo á volta.
Destaque tambem para o delicioso trabalho vocal dividido entre o Dan Philiphs e a Nicole Estill, mesmo sendo o lado masculino o mais usado aqui quando a baixista entra em ação (seja na primeira linha ou nas backing vocals) a banda parece que entra numa especie de transe musical onde os instrumentos parecem dançar enquanto a menina Estill vai sussurrando as suas linhas vocais de olhos focados no chão..
Musicalidade pura e envolvente que não deixa ninguem indiferente á sua passagem..som que vagueia entre o outonal e o primaveril mas que deixa uma brisa fresquinha no ar como aquelas que se sentem no final daqueles quentes dias de verão.
Obrigatorio!

Benighted in Sodom-Laura Palmer Ep


Benighted in Sodom são uma banda estranha!
Estranhos não porque sejam uma entidade vinda de um qualquer culto obscuro ao lado esquerdo ou algo do genero.
São bizarros porque durante este ano lancaram nada mais nada menos que 11 titulos, sim leram bem 11 titulos divididos por entre albuns e eps, mas mesmo assim ainda longe dos russos Senmuth que só este ano editaram 26 albuns (?!).
Para ser sincero não conheço muito acerca destes Benighted in Sodom, apenas sei que são americanos vindos do estado da Florida.
Neste ep dedicado ao universo David Lynch tal como o nome indica, aquilo que o duo faz é pegar nos desoladores arranjos criados pelo Angelo Badalamenti e transforma-los numa obra de 15 minutos completamente surreal, já que o ambiente é puxado para o lado mais shoegaze ambient BM, se conhecem e acredito que sim talvez consigam já ter uma ideia daquilo que aqui vão ouvir.
Apesar de ser um passo arriscado, porque aquilo que o Badalamenti criou para aquela serie é intocavel em todos os sentidos, a banda consegue sair por cima e dar um toque bem interessante e agradavel áquelas tonalidades gelidas vindas da pacata vila imaginada pelo Lynch e Mark Frost.
Musicalmente os arranjos baseiam-se em pequenos trechos musicais da banda sonora, sendo que aqui levam a tal envolvencia mais abrasiva do lado mais extremo do Post-BM.
Seja na parte final onde o som se transforma numa especie de BaN meets Badalementi como em espasmos mais sufocantes que quase lembram o universo dos miticos The Angelic Process, na forma como usavam a murralha de som.
Sem duvida um ep muitissimo interessante, sejam fans da serie ou não, vale a pena dar uma escuta a esta pequena obra de arte...
Agora daqui para a frente vou tentar descobrir o resto do som criado pela mentes destas personagens, Matron Thorn e o G. ,acerca deste ultimo e em jeito de curiosidade está presente tambem no novo projeto de Glorior Belli -11 as in Adversaries-.
Recomendado.
http://www.mediafire.com/?ziwc1l6oa8ak679
Fica aqui o tema..

Whirl-Distressor Ep


As nuvens cinzentas escondem o Sol e o vento sopra suavemente...parece que tudo se torna perfeito e surreal...

A review mais curta de sempre para este Ep dos californianos Whirl..lindissimo!
http://whirl.bandcamp.com/album/distressor
http://www.mediafire.com/?gomtey3jnnn#

Panopticon|Skagos-Split 2010


Com a chegada do outuno alguns trabalhos ganham ainda mais sabor...
Skagos e Panopticon são duas das mais interessantes bandas do atual movimento ecologico americano que aqui se juntam num trabalho bi-partido mas que acaba por ser uma peça só, já que o ambiente entres ambos acaba por ser misturar transformando a escuta numa viagem que começa ao anoitecer e se vai prolongando até a noite escura...
No caso de Skagos, os dois temas aqui presentes mostram novamente uma banda com uma criatividade brutal sendo que na minha opinião estas duas faixas são talvez as melhores que conheço deles.
Chega a ser arrepiante ouvir momentos que nos transportam para os primeiros trabalhos de Ulver, linhas vocais gelidas e cortantes mas que em determinadas alturas entram num tom estranhamente Brian Molko ou Thom Yorke e claro aquele misticismo florestal que tão bem sabem adicionar a sua musica.
Os dois temas em si prefazem mais de metade do split mas sinceramente nem se acaba por notar que os temas têm mais de 12 minutos cada um tal tão é o efeito criado com a sua escuta..tambem contribui e muito o toque depressed rock que a banda consegue adicionar á sua musica sem com isto soar numa copia de algo.
Por outro lado Panopticon, continua a criar musica realmente fantastica, sendo que aquilo que a mente o A.Lundr mostra a cada lancamento, confirma cada vez mais como um dos melhores projetos atuais dentro do USBM..
Depois de uma intro retirada do filme "O Setimo Selo", curiosamente já usada por algumas bandas como o caso de Abigor no album "Verwüstung / Invoke the Dark Age", a banda entra num BM de toada mais classica e algo crua como que a dar as boas vindas para o lado mais obscuro do split e assim "enviar a mensagem para o missionario"..
Mas se a apresentação é meio demoniaca as duas faixas seguintes (e que finalizam o split) já se entra mais em contemplação Cascadiana , já que o universo aqui explorado é bem mais de acordo com aquilo que a banda tem feito até agora, ou seja uma especie de Post-Shoegaze-BM de contornos mais refrescantes e onde a anarquia sonora se funde a espaços com momentos que bem se poderiam encontrar num album de Burzum ou de num trabalho de Explosions In The Sky...e se acaba por ser um pouco estranho para alguns encontrar estes dois nomes juntos aqui escutem bem o fantastico tema "Watching You" e sintam dois mundos tão opostos a colidir entre si...
Em suma supera as expectativas, já elas altas, e confirma-os uma vez mais como dois nomes do melhor e do mais interessante que se pode encontrar nos dias de dentro das novas tendencias saidas do BM.
Ah e já agora para o final está reservado mais um momento Ingmar Bergman...
Obrigatorio e muito mas muito recomendado!!
http://www.mediafire.com/?hx8r942ac7garno

Boris vs Ian Astbury-BXI Ep


Este registo é talvez a colaboração mais "estranha" deste ano.
Acredito que de todos os vocalistas de rock o Ian Astbury seria o ultimo a ser mencionado por qualquer pessoa, isto se lhe pedissem para encontrar alguem para se juntar aos japoneses Boris.
Mas afinal aconteceu...
Quem conhece The Cult mesmo que somente as "She Sells Sanctuary", "Love Removal Machine" ou a poderosa balada "Heart of Soul"sabe bem que o Astbury não é um vocalista vulgar, alias por alguma razão (mesmo que má) foi escolhido para "encarnar" os novos The Doors, mas aqui as coisas para além de meio surpreentes (pela junção das duas entidades), até conseguem um resultado bastante interessante..
O ep tem apenas 4 temas sendo que uma delas é uma cover da "Rain" dos proprios The Cult mas aqui vocalizada pela guitarrista Wata de Boris.
A primeira musica "Teeths and Claws" é logo per si uma boa introdução já que funde na plenitude os universos base destas duas entidades..refrão vocalizado tipicamente na linha de The Cult, mas a linha instrumental difere um pouco já que tem por baixo uma autentica teia de emaranhado musical tipicamente Boris, onde se destaca as batidas do Atsuo.
Mas se até aqui as coisas vão soando normais e naquela do ok já esperava isto, é na faixa seguinte ("We are Witches") que se começa a notam realmente um ar mais WOOW..
Logo quando saiem os primeiros acordes das guitarras, sai quase um instantaneo "eh lá", já que o poder que a banda imprime aqui mostra bem que afinal o Astbury tem big balls para os acompanhar nos seus devaneios sonoros...
Mas se esta foi o que foi, a versão que Boris cria da "Rain" tambem surpreende pela positiva.
Cantada na sua totalidade pela Wata ficou com um toque delicioso, quase magico, já que a forma como ela consegue misturar um registo angelical, mas ao mesmo tempo agreste transformou um tema banal numa daquelas faixas que dá um prazer do caraças ouvir em repeat...
Para o final ficou a psicadelica e a mais pesadona "Magickal Child" que mais parece The Cult a tocar algo completamente possuido por uns...sei lá Neurosis.
Sim, soa estranho mas é uma definição mais ou menos fiel do tema, já que aqui assiste-se e sente-se sobretudo um pouco aquelas descargas tempestuosas saidas da banda do Kelly..
Penso que já deu para terem uma ideia daquilo que vão ter nas mãos vindo desta curiosa colaboração.
Não direi que é essencial, mas vale sobretudo pela positiva capacidade criativa saida da junção destes dois nomes...aparentemente tão diferentes mas que afinal são tão "iguais".
http://www.mediafire.com/?sg9dgka8tvo3bog

No Joy-No Joy ep


E agora algo completamente diferente das ultimas bandas aqui mostradas..mas que tem deixado por aqui boa impressão.
Esta é a primeira amostra sonora para este duo canadiano liderado por duas raparigas (Jasamine e Laura) e que dá pelo nome de NO JOY.
Neste ep a musica é criada com uma subtileza e doçura que as aproximam dos territórios indie de uns Sonic Youth, mas ao mesmo tempo conseguem adicionar misturar um certo sabor mais "psicadelico" que por vezes trás ao de cima o lado mais suave de algumas bandas de Post-Rock.
Imaginem talvez uns Joyless (se conhecerem), mais polidos e brilhantes dentro de um shoegaze ligeiramente distorcido, ou uns Jucifer possuidos pelo espirito das Hole (wtf lol)..
São apenas dois temas, mas que por aqui me tem dado um gostinho especial em ouvir no final do dia..
Pouco mais a dizer, e a info tambem não é assim muita..mas eu gostei bastante desta curta proposta destas senhoras, mesmo não sendo original acaba por criar algumas expectativas para o futuro.
Podem ouvir: http://nojoy.bandcamp.com/
http://www.mediafire.com/?lkkdv196ey733rv

Void of Silence - The Grave Of Civilization


Quem por ai conhece Void of Silence?
Provavelmente poucos a não ser que sejam fans de Primordial, já que o Alan Nemtheanga fez parte desta banda italiana durante alguns anos e esteve na base da concepção do ainda hoje fantastico "Human Antithesis", um dos pilares mais consistentes do post-doom europeu mostrados nos ultimos anos.
Chegamos a 10 e VoS liderados pelo Ivan Zara e Riccardo Conforti resolve voltar á carga e mostrar que a banda mesmo com a saida do carismatico Alan está ai para as curvas e a julgar pelo monstruoso Post-Doom que aqui desenvolve continua a trilhar no bom caminho.
O posto de vocalista (o terceiro depois do Malfeitor de Aborym e do já mencionado Alan), é agora ocupado pelo Brooke Johnson de The Axis of Perdition.
O homem ocupa o lugar de uma forma realmente bem competente continuando com o sentido vocal bastante epico, iniciado pelo senhor irlandes, embora aqui se perceba bem que VoS se entretem mais a explorar outros caminhos mais envolventes, mais misticos e mais viajantes sendo que estes acabam por ser ligeiramente diferentes do ambiente de um "Human Antithesis"(por exemplo), mas sem com isto sair mal da pintura.
Comparações assim mais diretas arrisco a dizer que este album é aquilo que se poderia esperar de uns A Storm of Light se o Josh não tivesse aquelas limitações vocais que todos conhecemos.
Exemplar trabalho de teclas que dá um brutal sentido epico ás musicas,o fumarento neuro-doom apocaliptico saido das linhas de guitarra, uma batida que mais parece o pulsar de uma onda de choque em slow motion é aquilo que esta banda nos oferece, e depois á ainda o espetacular enquadramento vocal do Brooke na musica que encaixa de uma forma brilhante no emaranhado catastrofico que aqui se presencia.
Tudo isto se une e conjuga num delicioso album de proporções epicas, que nos deixa completamente estagnados a absorver toda esta complexa furia mental e visual que a banda nos proporciona.
É como se estivessemos perante o fim de algo...fim esse cavalgante nas ondas de um enorme tsunami e ventos ciclonicos...
Em poucas palavras mais um dos albuns do ano e se não conhecem convido-vos a experimentarem aquilo que esta dupla criou agora e já agora apanhem tambem o anterior.
Brilhante e se isto é para ser encarado como a resposta europeia a ASOL, bem o Josh é companhia vão ter de se esmerar muito, mas mesmo muito no proximo registo.
Recomendado!
http://rghost.net/1731874
Fica aqui a Temple of Stagnation...

Year of No Light-Ausserwelt


Realmente surpreendente este novo trabalho dos franceses Year Of No Light, e em todos os sentidos na minha opinião.
Para quem os conheceu com o Nord (como eu) e tem assistido ao desenrolar da historia desta banda sabe bem aquilo que estes rapazes de Bordeus sabem criar...e este novo "Ausserwelt", não foge á regra e mais uma vez os confirma como um dos nomes da linha da frente do actual Post-qualquercoisa europeu.
Descrever estes quarenta e tal minutos de musica até nem seria dificial, bastaria para isso apenas dizer, VIAGEM ou JORNADA, assim mesmo com caps lock, porque aquilo que aqui se ouve, sente e vive, é exactamente isso mesmo, uma autentica viagem por entre paisagens post com delirios de shoegaze progressivo e explosões "sludgedoomicas" daquelas da nova geração.
Totalmente instrumental o que ainda acaba por dar mais enfase e vivacidade a musica, aquilo que aqui se ouve é quase uma brisa de ecos sonoros que nos elevam até a estratosfera e nos deixam a pairar nas nuvens...sejam elas de cinza ou não a banda consegue manter-nos mesmo suspensos ao longo da escuta do album.
Por vezes soando quase de uma forma angelical, lembrando aqueles momentos etereos do classico The Silent Enigna (que cada vez mais é na minha opinião uma imensidão de influencias para este estilo) outras mais explosivas, aquilo que se retem é mesmo uma sensação de ar bem fresco na cara que nos vai deixando quase imoveis e de olhos fechados enquanto seguimos todos os acordes saidos das mãos destes seis rapazes.
È quase impossivel ficar indiferente a musicas como as Perséphone tanto a I como a II, e no caso desta ultima chega mesmo a ser arrepiante sentir o dedilhar das guitarras em simbiose com a bateria ao longo da faixa...
Curiosamente a falta de vocalizações aqui poderia ser visto como um passo em falso pela banda, mas afinal nada disso se passa ou sente alias até me parece que este material para ter voz teria de ter um vocalista muito, mas mesmo muito inspirado porque os temas aqui representados são mesmo de uma grandiosidade e genialidade quase aberrante...falo por mim isto assim desta forma é um autentico doce daqueles que dá um prazer do catano em ouvir e explorar.
Costuma-se dizer ás vezes que certa musica é um orgasmo musical, pois bem acho que se querem mesmo um bom exemplo para isso é ouvirem mesmo este Ausserwelt.
Absolutamente fantastico e de escuta obrigatoria para todos os que aqui caiem...sejam de paraquedas ou não.
Abram os braços, fechem os olhos e sintam, digo SINTAM isto...
http://hotfile.com/dl/39963800/b84e170/Year_Of_No_Light_-_Ausserwelte_2010.rar.html
PS-não sei se este link tem o album completo, porque andam ai alguns que não tem a primeira musica, se for o caso avisem que tento encontrar outro.

Empires-Freshwater Reflection


Excelente recomendação deixada na chatbox pelo Neburis.
Quando isto acontece fico quase sempre curioso quando me mostram cenas novas, umas mais que outras é certo, mas acabo quase sempre por dar uma escuta e esta não fugiu á regra.
Nada arrependido, já que o som que esta banda de Minneapolis (USA) cria é realmente bastante interessante para o estilo onde se inserem.
Curiosamente Empires nasce do corpo de outra banda bem diferente...
Falo de Manetheren que embora se movam por dominios mais virados para o BM, tem alguma inspiração naquilo que Empires cria, embora só tenha ouvido a faixa que está no myspace (Solitary Remmants), fiquei com a sensação que aquilo promete.
Mas vamos a Empires...
Este ep é mais um ramo saido do universo PostSludge na linha de bandas como Pelican, os atuais Year Of No Light ou Men In Search Of The Perfect Weapon e afins, se conhecerem já sabem o que esperar..
Post qualquer coisa instrumental bastante pesadão, dando muita vez a ideia que se está a ouvir uns God Is An Austronaut musculados, ou a tocar sob o efeito de qualquer substancia dopante.
Falei em cima de Manetheren e outra coisa que a banda faz realmente bem é adicionar por vezes um certo pendor mais extremo aos temas, conseguindo com isto fazer um equilibrio quase perfeito entre a nostalgia fim de tarde com o aparecimento das primeiras sombras noturnas.
Musicalmente a banda é constituida por excelentes musicos todos eles a conduzir muito bem esta curta viagem de pouco mais de meia hora...
Destacaria os interessantes duelos de guitarra aqui presentes, que por vezes me deixam de olhos fechados a apreciar as "ondas sonoras" que ficam a ecoar pela sala, sejam em momentos mais acusticos, mais postqualquercoisa ou mais BM da vaga ecologica americana..
Conseguem ligar o botão "viagem", sem entrar no facilitismo do shoegaze banal, e de uma forma até bastante simples, pesada, direta e monstruosa esta ultima num sentido mais figurado é claro, mas com bons resultados na minha opinião.
Uma excelente surpresa estes Empires, não confundir com os outros...
http://rapidshare.com/files/381932080/3mp1r3s.7z.html

A Storm of Light/Nadja-Primitive North


Antes da chegada do novo album entitulado "Forgive Us Our Trespasses" ASOL entram em sintonia com os canadianos Nadja libertando um daqueles trabalhos que merecem umas horas perdidas.
"Primitive North" é um trabalho que une duas bandas que aparentemente pouco ou nada tem em comum, mas isso é apenas uma falsa sensação porque o temos aqui são musicas de dois universos que se engolem entre si e que conseguem criar um grande impacto musical.
Os dois novos temas de ASOL continuam na senda oceanica iniciada no And We Wept The Black Ocean Within embora aqui se note por vezes uma cada vez mais aproximação a um universo mais choroso e não tão agreste um misto de Tiamat dos tempos do Wildhoney misturado com Neurosis,alias a musica "Sister" prova isso mesmo e sim o feeling Pink Floyd tambem por lá anda.
Depois chega Nadja e ai minha nossa,quem os conhece sabe daquilo que são capazes de criar e das envolvencias que lhes saem dos albuns.
Nestes dois temas o duo mostra que afinal não saem assim tão deslocados da banda do Josh alias se for a ver bem o que temos aqui é quase uma continuação natural dos temas anteriores de ASOL,embora num sentido mais, como dizer apocaliptico e viajante.
Quase como que encontrassemos um jardim de rosas no meio de um cenario completamente destruido.
Isto tanto no original como na remistura do "Brother" que aqui é transformada por eles.
São dois universos tão diferentes mas que se acabam por tocar e aplica-se o mesmo á I Make From Your Eyes The Sun que leva um tratamento de choque quase surreal por parte de ASOL dando a ideia que é uma faixa diferente daquilo que ouvimos atras.
È um trabalho em conjunto no verdadeiro sentido da palavra que procura para além de mostrar a materia de que são feitos os dois grupos, os transforma entre si e joga com a sonoridade de ambos conseguido criar um split com bastante impacto,muitissimo ambiental e alucinante principalmente na parte em que as bandas trocam de faixas entre si.
Espero ouvir da parte de ASOL em breve um destes temas num palco qualquer...
http://www.mediafire.com/?2zd4qnhzzwt

David Galas-The Cataclysm


David Galas.
Um pouco arrastado por alguns comentarios que ia lendo nas ondas ciberneticas resolvi dar uma espreitadela aos sons criados por este senhor.
Com o passado ligado a Lycia,banda de darkwave que sinceramente nunca ouvi em nome proprio que me recorde agora,embora tenha escutado a voz da vocalista na musica Halloween in Heaven do album Dead Again de T.O.N,o homem depois do fim dessa banda começa trilhar o seu proprio caminho.
O resultado é este album chamado "The Cataclysm",que embora seja datado do ano passado merece aqui umas linhas.
Supostamente estas 19 musicas são a face visivel neste caso sonora do estado psicologico nada positivo que o musico passou durante alguns anos durante os quais foi escrevendo estes temas.
Alias coisa que se torna bem palpavel ao longo do album,já que a maneira como o David consegue transformar as notas musicais em autenticos hinos Outonais é bastante interessante.
Musicalmente as coisas andam a volta de uma especie de RockDarkWave que tanto se inspira em algo proximo do Goth como de alguns cantautores como o Scott Kelly ou outros similares.
E por falar no Kelly nota-se que este album poderia ser visto como algo chegado a Neurosis se estes não fossem a força que são ou melhor se Neurosis é um Monstro este "The Cataclysm" é uma Bela,embora coberta com um veu rendado bem negro.
A nivel vocal é algo magico, uma mistura de Peter Murphy/Layne Stanley/Daxx Riggs/Andrew Eldritch e neste aspecto foi algo que me deixou surpreendido,bastante mesmo pois o homem consegue dar/transmitir uma melancolia as musicas que as torna em grandiosos momentos que captam e puxam cá para fora aquele nosso sentimento mais cinzentão e tristonho...e tudo soa de uma maneira tão honesta e sincera que resulta estrondosamente bem.
È um album que tenho pena de só descobrir agora mas que me deixou de rastos...mas como se costuma dizer mais vale tarde que nunca..
E pelo que li no Myspace vem ai novo trabalho em breve..
http://rapidshare.com/files/75886516/The_Cataclysm_by_Wiseman.part1.rar
http://rapidshare.com/files/75886752/The_Cataclysm_by_Wiseman.part2.rar
PASS:www.mediaportal.ru

Menace Ruine-The Die is Cast


Costuma-se dizer depois da tempestade vem a bonança.
Depois de ter mostrado aqui há uns meses o brutalissimo album de estreia desta banda surge agora e num curto espaço de tempo o segundo registo desta dupla vinda do Canada.
E se no primeiro album existe devastação sonica que destroi tudo o que lhe aparece a frente neste album as coisas vão um pouco mais alem e o efeito é fazer o rescaldo sonoro do que ficou.
Embora diferente do CoR este album surge como a banda sonora perfeita para sobrevoar os espiritos depois do ciclone anterior.
A banda inspirada pela "novas" tendencias que vão surgindo no BM actual consegue criar a simbiose perfeita para juntar as influencias de uns Death in June,Dead Can Dance,Jarboe com o que de mais brutal foi surgindo nos ultimos tempos.
Desta vez a voz da Geneviève atingue uma proporção incrivel e surge mais destacada dando espaço a uma certa divagação vocal bem mais contemplativa que nos registos anteriores o que misturado com a tal influencia industrial e de certa maneira Medieval tras a memoria nomes miticos como Dargaard ou alguns nomes da antiga CMI.
Ouvir os dois albuns seguindos torna-se numa experiencia poderosa para os sentidos.
A frieza musical quase a roçar o noise mistura-se com a beleza estranha da voz e melodia da vocalista dando origem a algo bastante intenso e que embora não seja original resulta bastante bem porque se virmos bem as coisas neste estilo hoje em dia talvez não aparecam bandas que consigam misturar de uma forma tão perfeita mundos como o BM de contornos mais etnicos(chamado Neo-Folk),com Industrial ou o Shoegaze.
Uma prova disso é o tema "Dismantling",o tema titulo ou o excelente "The Bosom ot The Earth" que parecem ter sido criados para nos levar para outros lados...
Excelente album não tão extremo como o anterior mas com a mesma intensidade e com mais misticismo e isso para uma banda que se mova nestas areias movediças é fundamental.
Provam novamente que são uma das melhores bandas que ouço actualmente e uma daquelas que conseguem surpreender quem ouve musica extrema.
A ouvir sem receio...
http://rapidshare.com/files/177586125/Menace_Ruine_-_2008_-_The_Die_Is_Cast.rar

Jesu/Battle of Mice-Split


Depois do descalabro que foi o projecto com a Jarboe os Jesu do senhor Justin K. Broadrick parecem andar meio as aranhas no meio de splits e eps algo estranhos.
Pareciam ter tudo para ser uma banda de contornos visionarios mas de repente viram-se embrulhados e nos braços de uma teia que parece não ter saida possivel.
E este split tão aguardado parece não mudar muito as coisas, tambem é dificil falar ou criticar com apenas dois temas de amostra,mas parece que o lider da banda anda cada vez mais encalhado nos meandros da pop alternativa e apesar das tentativas para sobressair as coisas continuam a não funcionar muito bem,embora este novo registo seja uns furos acima daquilo que mostraram nos ultimos tempos,dá a ideia que a banda estagnou.
E quando me lembro do que esta banda já fez é um pouco penoso para mim ouvir estas coisas.
Ok é certo que os temas são bastante melancolicos e o inicio é prometedor mas não chega e para ser sincero nem aquece nem arrefece.
Sobre os Battle of Mice isto sim.
Puta que pariu é uma banda soberba e mostra-o bem nestes dois temas.
Quem conhece a banda sabe bem que a menina que dá voz a banda é uma das cantoras de rock moderno mais intensas e perfeitas,uma especie de Mike Patton feminino e aqui mais uma vez mostra como se faz musica empolgante.
Daquilo que conheço deles estes são talvez os temas mais sombrios criados pela banda que supostamente deu por terminada a sua curta carreira o que é pena, mas se assim for estes dois temas mostram bem o porquê do pequeno culto que surgiu a volta deles.
Criam autenticos espasmos sonoros de uma sensibilidade monstruosa e conseguem transformar a neblina matinal dos Jesu em algo que vai desaparecendo mas ao inves de trazer raios de sol traz antes umas tardes de trovoada daquelas a serio.
Registo bastante Outonal que vale sobretudo pela senhora Julie e pelo Josh já que Justin ficou no canto amuado....outra vez que porra pá.
http://rs347.rapidshare.com/files/137609386/Jesu___Battle_of_Mice__Split_.rar

The Angelic Process-The Resonance Of Goodbye

Estou triste e fodido....
Em jeito de homenagem fica aqui todo o material lançado por esta fantastica banda americana.
Homenagem porque os rumores que andavam por ai a circular a tempos se confirmaram..afinal o Kris faleceu mesmo....
Uma das minhas bandas preferidas chega assim ao fim....
Foi um choque quando soube disto mesmo a serio que foi de uma intensidade tão grande que se compara ao que senti quando ouvi pela primeira vez a musica deles...
The Angelic Process is now over.....we all die laughing....

The Angelic Process - Coma Waering 2006
http://lix.in/a1b28415

The Angelic Process - We All Die Laughing (EP) 2007
http://lix.in/15c0fc42

The Angelic Process - And Your Blood Is Full Of Honey 2006
http://lix.in/f80a798d

The Angelic Process - Sigh (EP) 2006
http://lix.in/876adcf7

The Angelic Process - Weighing Souls With Sand 2007
http://lix.in/5566400a